Posts Tagged ‘Música’
* Beleza que encanta! Veja e ouça!
domingo, março 3rd, 2013* “Advento Pop Up”. Projeto de evangelização foi lançado na Itália. Leia e entenda.
terça-feira, dezembro 4th, 2012
Acontece novamente neste ano o projeto Advento Pop Up, da diocese italiana de Pádua. O público-alvo principal são os adolescentes e jovens.
O Advento Pop Up é um incentivo eletrônico de preparação para o Natal, que aborda os temas litúrgicos das quatro semanas do advento combinando-os com a música rock.
Nesta segunda edição do projeto, foram escolhidos trechos de músicas do álbum mais recente da banda The Sun, intitulado Luce: as letras contêm muitas referências a temas cristãos, como o perdão e a ressurreição do corpo.
O material está disponível no endereço www.diweb.it/index.php/advento-ups, para download gratuito. É obrigatório, porém, cadastrar-se no site.
O projeto contou com análise teológica específica e vem acompanhado de quatro vídeos no Youtube, em que Francesco Lorenzi, vocalista do The Sun, comenta a gênese e o significado das quatro obras selecionadas para o advento 2012.
É possível também receber uma mensagem diária (em italiano) através da conta @AvventoPopup no Twitter (https://twitter.com/AvventoPopup).
* As aparências enganam, MESMO! Imperdível!
segunda-feira, dezembro 3rd, 2012* A Beleza SEMPRE nos atinge. Veja e emocione-se!!
sexta-feira, novembro 23rd, 2012Veja o vídeo até o fim.
O Português é o de Portugal.
* Vocalista do U2, Bono agradece compromisso da Igreja na redução da dívida dos países pobres.
domingo, novembro 18th, 2012
Rádio vaticano
O músico irlandês Bono, vocalista da banda U2, esteve no Vaticano para agradecer o papel da Igreja Católica na campanha pela redução da dívida dos países pobres (Drop the Debt).
O artista e ativista encontrou-se com o cardeal Turkson, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, revelou hoje a Rádio Vaticano.
“A Igreja esteve na linha da frente deste movimento e isso deve ser largamente reconhecido, esteve na vanguarda de um movimento que é também inter-religioso e interdisciplinar”, referiu Bono.
O cantor diz que agora é necessário “comunicar os resultados obtidos” e estudar a melhor forma de o fazer.
O vocalista dos U2 recordou, por outro lado, a visita que realizou anteriormente ao Vaticano, em 1999, (foto) revelando que ainda usa ao peito a cruz de prata que lhe foi então oferecida pelo Papa João Paulo II (1920-2005) e mostrando vontade de se encontrar com Bento XVI.
* Halleluya realizado em Israel entusiasma jovens!
quinta-feira, novembro 8th, 2012
La Comunidad Católica Shalom organizó en Nazaret, el 27 de octubre de 2012, en el gran auditorio de la escuela de las hermanas de San José, un festival para los jóvenes de Galilea. Objetivo: celebrar a la beata Mariam Bawardi, cuyo día propio es el día de su beatificación (13 de noviembre) y ayudar a los jóvenes a vivir el Año de la Fe.
Los tres grupos de la comunidad Shalom, de Nazaret, Haifa e Isfiya organizaron el evento y animaron a las parroquias, escuelas y asociaciones que invitasen a los jóvenes a asistir. Acudieron en un número considerable (alrededor de 300), que no fueron tantos, si se considera la calidad del festival y los grandes esfuerzos para su preparación.
Para llevar a cabo este programa, las tres comunidades (compuestas casi en su totalidad por brasileños) apelaron a los jóvenes locales que lograron congregar para llevar con ellos, como dijo la responsable Yara Rocha, “una pastoral fuerte y moderna, basada en el redescubrimiento de Cristo resucitado y, por tanto, en el testimonio de la alegría pascual, dealeluya, precisamente”.
Se trataba de un programa sólido y cautivó a los jóvenes durante al menos 4 horas. Incluía narraciones, breves pero frecuentes, música y canciones proporcionadas por diferentes grupos de Galilea, como el grupo Shalom, Espíritu y Fuerza, del P. Jack Karam; Sonidos de Nazaret, de Louai Zaher y Zeitoun Rabab. El programa también incluía algunas pequeñas obras de teatro, y un tiempo de oración y adoración del Santísimo Sacramento.
Los jóvenes no están acostumbrados en general a esta clase de programas y su duración. Pero la superiora de Shalom, Lorena Gadeglia, responde con naturalidad: “Este es nuestro estilo de pastoral juvenil, que funciona bien en Brasil y se basa en la convicción de que la juventud actual son capaces de comprometerse. En cualquier caso, si este estilo no sirve a los jóvenes de aquí, se puede cambiar”.
Entre las dramatizaciones, dos fueron las más interesantes; la de los salesianos de Nazaret y la de la comunidad Shalom. Esta última tanto por la ejecución impecable de los actores como porque el mensaje urgente que quería transmitir era de alta calidad y los jóvenes no dudaron en calificarla de pequeña obra maestra. Llevaba el título de “El canto de Eria“, de un autor de la citada comunidad, y versó sobre los problemas del joven preso de una pasión (la droga, el sexo, etc.), esto es, prisionero de la mentira que lo engaña. Sólo la verdad lo libera llevándolo al encuentro con Jesús, con más exactitud a la cruz que le da una nueva vida. Esta obra de 50 minutos, fascinó a los jóvenes. Muchos dijeron que debería representarse en las diferentes escuelas y zonas del país.
Dos obispos entusiastas
Los dos obispos presentes, visiblemente emocionados, tomaron brevemente la palabra al final para agradecer a los miembros de Shalom la iniciativa y los animaron a continuar por este camino de pastoral juvenil, que tanto se necesita en Galilea. Mons. Elias Shaccour, melquita de Galilea, compartió con todos “la fuerte experiencia que tuvo con los jóvenes en Fortaleza (Brasil), cuando fue a visitar el lugar de nacimiento de la Comunidad Shalom”. Mons. Marcuzzorecordó, por su parte, “el importante lugar dado a los jóvenes en Ecclesia en Medio Oriente y en el Año de la fe”.
Los miembros de Shalom llegaron a Tierra Santa hace más de 12 años. En Haifa ayudan a la curia del obispo melquita y trabajan en el pastoral de juventud; en Isfiya, se encargan de la residencia para ancianos y, en Nazaret, colaboran con los franciscanos en el cuidado de la basílica y la animación de celebraciones para los peregrinos; así como en la pastoral juvenil. El festival ‘Aleluya’ se considera su entrada oficial en la pastoral juvenil de nuestra iglesia local.
La Comunidad CatólicaShalom fue fundada por Moyses Louro de Azevedo en Fortaleza en 1982. Cuenta ya con miles de miembros repartidos en ocho países, que se dedican de forma prioritaria a la pastoral juvenil.
Texto de nuestro corresponsal en Nazaret. Fotografías de H.K.
(Traducción del francés por Daniel Berzosa y López, OCSSJ)
Veja mais fotos no link abaixo
http://es.lpj.org/2012/11/05/shalom-de-galilea-el-festival-aleluya-entusiasma-a-los-jovenes/
* Música instrumental católica “metal”.
quarta-feira, novembro 7th, 2012* Quando uma banda de rock inglesa toca o Credo em latim.
terça-feira, outubro 30th, 2012
Giorgio Bernardelli, Vatican Insider.
“Credo in unum Deum, patrem, creatorem coeli et terrae, visibilium et invisibilium”.
As palavras lembram inequivocamente as do Credo em latim. Só que o contexto é o mais distante possível a partir das liturgias dos tradicionalistas. Na verdade, são as palavras inicias de Credo (http://ooberfuse.bandcamp.com/track/credo), o single que a banda de rock inglesa Ooberfuse lançou no dia 11 de outubro por ocasião do ano da fé
Nada dessacralizante. Ao contrário: a intenção é justamente a de fazer com que a mensagem central da fé católica entre também em um âmbito um pouco incomum como a música fusion. Quem leva adiante a proposta é um trio que já tem nas costas experiências interessantes nesse sentido. E são reconhecidos como um grupo de talento até mesmo fora do circuito da christian music.
Justamente por causa desses requisitos, a Ooberfuse também é vista com grande atenção pela pastoral juvenil da Conferência Episcopal Inglesa: em 2010, uma de suas canções – a música hip hop Heart’s Cry – foi escolhido como o hino do encontro de Bento XVI com os jovens no Hyde Park.
Em 2011, depois, a Ooberfuse venceu o concurso musical lançado por ocasião da Jornada Mundial da Juventude de Madri, com a música Faith in You. Neste ano, finalmente, eles já fizeram notícia por duas músicas dedicadas aos sofrimentos dos cristãos no Paquistão: Blood Cries Out – em memória do ministro Shabhaz Bhatti, assassinado em março de 2011 – e Free Asia Bibi, que pede a libertação da mulher que está presa desde 2009 sob a acusação (nunca realmente provada) de blasfêmia.O vídeo desta última canção no YouTube já registra mais de 60 mil visualizações.
Agora, portanto, a opção de se deixar provocar também pelo Ano da Fé, convocado por Bento XVI. “Credo – explicouCherrie Anderson, inglesa de origem filipina, vocalista do grupo, em uma entrevista ao site Independent Catholic News – é a demonstração de como as definições e as sutilezas da nossa fé, que passam hoje em silêncio, se articuladas através de linguagens tradicionais, também podem ser expressas, ao invés, através de formas culturais, modernas e tradições musicais contemporâneas. No fundo, esse é o mesmo olhar que guiou os padres conciliares há 50 anos”.
Justamente por ocasião do aniversário do Vaticano II, a Ooberfuse, no dia 11, ministraram um workshop em Saint Aidans, uma escola católica de Sunderland. “O objetivo dessas atividades – explicou Hal Saint John, outro componente da banda – é o de explorar, à luz da carta apostólica do papa Porta Fidei, as antigas verdades da nossa fé de um modo jovem”.
* Veja Vídeo do Hino Oficial JMJ Rio2013 “Esperança do Amanhecer”
segunda-feira, setembro 17th, 2012* “Quem é esse Deus?”, versão turma do Todinho. Muito massa!!
quinta-feira, agosto 23rd, 2012* A qualidade da música que nossos ouvidos ouvem…
terça-feira, agosto 7th, 2012
Leo Daniele
São tantas as más notícias do mundo contemporâneo, que ‒ dirá alguém ‒ a solução é recorrer à música.
Sim, sem dúvida! desde que não se caia na música atual, caso contrário a situação pode piorar. As composições de hoje têm, salvo exceções, os defeitos de nossa época.
E isto vale também para as músicas modernas de quarenta anos atrás, com o mesmo espírito das atuais. Vejamos as conclusões de um grupo de psiquiatras alemães:
“Observando o comportamento de músicos, concluíram: 1- Os músicos dedicados à música clássica ou romântica, têm uma grande estabilidade; 2 – O que se dedicam à música moderna sofrem de dor de cabeça, insônia, nervosismo, irritabilidade”.[1]
Perdoe o leitor ouvirmos de início cientistas em matéria musical. Não é o campo específico deles, mas é uma contribuição válida, porque exprime os efeitos da música em nosso corpo, os quais são mais mensuráveis. Dizem cientistas espanhóis, bem recentemente:
“Um estudo publicado pela revista científica Nature concluiu que, durante os últimos 50 anos, a música ocidental subiu de volume e mudou somente no sentido de tornar-se mais homogênea”.[2]
Que significará nesta frase a ambígua palavra “homogênea”? Que vem a ser uma música “homogênea”? Com mais unidade? ou mais monótona, sem originalidade, sem graça? Ao leitor, a resposta.
Eles prosseguem:
“Por causa da manipulação tecnológica, o piano, por exemplo, teria perdido um pouco de sua “pianidade“, a sonoridade específica que o torna mais reconhecível dentro da música”.
Uma expressão exata: o piano perde um pouco de sua “pianidade”! Em termos de orquestra, no violino desaparece algo de sua “violinidade”, no trombone algo de sua “trombonidade”, na flauta algo de sua “flautice”, etc. Em resumo, a orquestra inteira perde algo de sua “orquestralidade”. Ou seja, cada instrumento e o conjunto ficam diminuídos em sua personalidade, naquilo que lhes é próprio.
Ora, uma das características do igualitarismo é, precisamente, abafar as personalidades, para que se fique mais perto do igualitarismo. Vai tudo tendendo para uma espécie de matéria plástica musical.
A propósito, diz Dr. Plinio: “O característico é um sinal distintivo da variedade autêntica; é nele que a verdadeira variedade se realiza. [...] A civilização moderna, pelo contrário, odeia a variedade e idolatra uma pseudounidade. Ela detesta tudo o que é típico e, em geral, ama o que é promíscuo e confuso. Abolindo a variedade e colocando em seu lugar uma uniformidade sem o menor sentido, a Revolução destrói a semelhança da criatura com o seu Criador”.[3]
Voltemos ao anterior: “O Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha examinou 464.411 músicas armazenadas na Universidade de Columbia (USA), que foram gravadas entre 1955 e 2010. E os resultados não foram muito lisonjeiros para os músicos modernos”.
“Em média, uma canção atual utiliza as mesmas notas e acordes que uma dos anos 60, apesar de as transições entre acordes serem um pouco mais simples“, explicou à BBC o professor Álvaro del Corral, um dos autores do estudo.
Segundo Del Corral, “os timbres atuais são mais reduzidos, ainda que diferentes”, o que quer dizer que o leque de instrumentos utilizados é muito menor que no passado. Além disso, “o estudo diz que as melodias das diferentes músicas que tocam hoje na rádio também se parecem mais entre si do que no passado”.
Outra nova característica: o alto volume. Ou seja, V. não conseguirá escapar facilmente destas músicas, por causa do volume alto…
Para Álvaro del Corral, a explicação para as diferenças é o fato de que “a música popular é mais uma indústria ou um negócio do que uma arte”.[4]
Termino com Victor Hugo. O famoso literato dizia que a música é um ruído que pensa.[5] Se conhecesse a música moderna, talvez ele dissesse: essa música é um ruído que não pensa! em nada absolutamente!
Ou se pensa, no que será?
[1] Noticia da Radio Holandesa, 11-10-73.
[2] “Cientistas espanhóis comprovam que música atual é mais ‘chata’‒ Estudo diz que canções modernas são versões ’simplificadas’ e mais altas de canções do passado”. O Estado de São Paulo, 3-8-2012.
[3] 1º-2-65.
[4] BBC Brasil in OESP, 3-8-12.
[5] Fragments.
* Religiosas Salesianas evangelizam japoneses através da música.
quinta-feira, julho 19th, 2012As Irmãs da Caridade de Jesus, grupo pertencente à Família Salesiana, criou um pequeno coro com o objetivo de ajudar a descobrir o Dom da vida e evangelizar através do canto e da música.
Para as religiosas, quando o Evangelho toca a sensibilidade japonesa, a sua mensagem torna-se mais eficiente, por este motivo, dão muito valor à força evangelizadora proveniente da arte e da música.
Uma das irmãs comentou que os primeiros missionários salesianos enviados ao Japão “aprendiam a língua com grande esforço, para poder evangelizar, mas depois davam concertos para transmitir a mensagem do amor de Deus. É também isto que nos motiva a esse tipo de iniciativa”.
Seguindo o exemplo dos primeiros missionários, que chegaram a exibir-se em mais de 2 mil concertos, as Irmãs da Caridade de Jesus utilizam a música como meio de evangelização.
Após gravarem seu primeiro CD, no ano 2000, as religiosas fizeram numerosas apresentações em paróquias e também em prisões e reformatórios juvenis.
O “Pequeno Coro” em suas apresentações nos presídios, convida os detentos a viverem a música como oração. Como resultado, muitos presos manifestaram uma sensível transformação e uma redescoberta de quão grande é o dom da vida.
“Num primeiro momento, para entrar na vida de pessoas desesperadas, que nunca haviam visto uma religiosa, que nunca haviam ouvido falar de Jesus… era preciso ter uma grande coragem! Mas Deus nos deu essa coragem e também a sua bênção: no fim compreendemos que a música faz milagres” declarou uma das religiosas.
O trabalho do “Pequeno Coro” é muito importante principalmente no Japão, onde os católicos são apenas uma minoria. (EPC)
Com informações da ANS.
* Você conhece a nova geração de padres que evangelizam através da música?
quinta-feira, junho 7th, 2012Eles são jovens, informais, misturam música religiosa com eletrônica, chegam a vender mais discos do que astros sertanejos
Os sacerdotes católicos Alessandro Campos, Adriano Zandoná, Nilso Motta (em pé, da esq. para a dir.) e Juarez de Castro.
Fonte: Revista Veja
Os jovens sacerdotes poderiam ser facilmente confundidos com integrantes de uma banda pop, não fossem as camisas clericais.
Bonitos, carismáticos e informais, eles figuram entre os nomes emergentes de uma nova geração de religiosos católicos dedicados a divulgar o Evangelho além da missa. Para isso, estão cada vez mais presentes na mídia, com discos, livros e programas de rádio e TV, fenômeno que ganhou fôlego desde 2008, quando pela primeira vez dois padres (Fábio de Melo e Marcelo Rossi) ficaram na lista dos dez maiores vendedores de CDs do país. No ano passado, foram quatro (incluídos também Robson de Oliveira e Reginaldo Manzotti).
A gênese do fenômeno vem da década de 60, quando o padre Zezinho levou, por influência do iê-iê-iê dos Beatles, guitarras e baterias às missas do Santuário São Judas Tadeu, na Zona Sul. Ao mesmo tempo em que tocou o coração de muitos, foi chamado de “estrela” e “achincalhador da fé”.
Polêmica semelhante envolveu Marcelo Rossi, que explodiu nos anos 90 fazendo os devotos suarem a camisa com suas coreografias e hoje soma vendas de 12 milhões de discos e 8 milhões de livros. Tal popularidade não é desprezada pela Igreja Católica, que viu sua penetração entre os brasileiros cair de 83% para 68% nos últimos vinte anos e, ao mesmo tempo, os evangélicos ganharem terreno, em parte pelo surgimento de pastores midiáticos e marqueteiros, em parte pelo engajamento político de sacerdotes e bispos simpáticos à Teologia da Libertação.
Não são poucos, porém, os dilemas dessa visibilidade: é possível cultivar a estampa de galã sem fazer com que as fiéis fantasiem outro tipo de relação? “A religião tem de dialogar com as diversas culturas”, avalia o padre Valeriano dos Santos Costa, diretor da Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Só é preciso cuidado para não chamar mais atenção do que Jesus.” Missão nada simples. Nos eventos presenciados por VEJA SÃO PAULO, as frequentadoras verbalizavam a todo momento o encantamento pelos predicados dessas novas estrelas dos altares paulistanos.
Nos perfis abaixo, conheça quatro padres pop e seus estilos diferentes de levar a Palavra:

Na adolescência, Juarez de Castro gostava de fazer filmes caseiros que eram exibidos em praça pública num vilarejo próximo à cidade mineira de Lavras, onde nasceu e morava com a família. “Meu irmão ganhou uma filmadora e eu era sempre o protagonista”, conta ele, primo em segundo grau do ator Selton Mello. Anos depois, por linhas tortas, seu destino acabou por transformá-lo em popstar da fé, com programas em rádio, TV e cinco discos — o mais vendido, com 250.000 cópias, bateu o último álbum do sertanejo Michel…

Com camisa de gola clerical, calça jeans justa e um caro relógio Bulgari no pulso, o padre Alessandro Campos esmera-se no figurino que mescla sagrado com profano. Capricha também na performance de astro quando sobe ao palco para cantar as músicas do álbum “O Homem Decepciona, Jesus Cristo Jamais”, lançado no fim de 2011. Tocador de viola e de berrante, chegou a fazer uma entrada apoteótica em um de seus shows religiosos, no qual surgiu montado a cavalo. + Nova geração de padres pop dá o que…

Adriano Zandoná estava no ventre da mãe quando a irmã de 5 anos teve câncer no sangue e no rim. Devido à gravidez, a dona de casa foi proibida de estar presente nas sessões de radioterapia da filha, mas, sem ter quem fosse com a menina, não atendeu às recomendações. Acompanhou todo o difícil tratamento, com o filho na barriga. Preocupada com o bem-estar do bebê, orou a Nossa Senhora, pedindo que sua decisão tivesse sido a mais certa. Por sorte — ou “milagre”, como acredita o irmão…
Já passava das 23 horas da sexta-feira 25 de maio quando o padre Nilso Motta vestiu a batina em um camarim improvisado no canto do altar de uma igreja em Barueri, na Grande São Paulo. Minutos depois, ele se dirigiu à porta da frente e caminhou pela nave até alcançar seu posto. Cerca de 2.000 pessoas (entre elas, crianças agitadas e idosos animados) se espremiam pelos corredores e entoavam de cor alguns hits católicos. Os termômetros marcavam 10 graus. Alguns se enrolaram em cobertores — a construção ainda…
* A Música: Esplêndido instrumento para levar o homem a Deus!
segunda-feira, junho 4th, 2012“A criação é um evento sonoro. A criação é harmonia. E a harmonia se expressa através de uma forma musical”.
Esta é a maneira de expressar a importância da música, segundo o Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, entrevistado no programa de rádio Ecclesia in Urbe, que vai ao ar toda quinta-feira na Rádio Vaticano.
A música é uma linguagem universal que leva à descoberta da fé, disse o cardeal. A relação entre essas duas realidades está enraizada nas brumas do tempo, quando, como relatado no livro de Provérbios, “dançando e cantando Deus criou a harmonia do universo”.
Exatamente nesta relação antiga, mas sempre nova, o cardeal Ravasi concentrará o diálogo com o maestro Riccardo Muti, de renome internacional, que será realizado segunda-feira, 4 de junho, na Basílica de Santa Mariaem Ara Coeli, em Roma, às 19:30, intitulado “Em Diálogo: Fé e música”.
Este é o evento final da série de encontros do projeto “Una porta verso L`infinito”, organizado pelo departamento de comunicação social do Vicariato em colaboração com o Conselho Pontifício para a Cultura, que, desde dezembro, tem enriquecido a capital com iniciativas que realçam o esplêndido papel da arte como instrumento para levar o homem a Deus.
“Sou ligado a Muti a partir de uma profunda amizade e conheço bem a sua sensibilidade – disse o cardeal em entrevista à rádio. Com ele, muitas vezes refletimos sobre a necessidade de tecer a busca musical contemporânea com as novas formas de expressão, as novas linguagens, as novas gramáticas musicais”.
Tomando como sugestão esta “simbiose”, o diálogo entre a fé e a música pode e deve continuar ainda no mundo contemporâneo, exortou o cardeal. “Deve sempre ecoar as palavras do Salmo 47 que diz: “Cantai a Deus com a arte”, afirmou. Uma expressão, difícil de decifrar, que significa adaptar-se para interceptar a evolução da música, do canto, da cultura em geral”.
Isto, disse Ravasi, é explicado pelo fato de que, por um lado, “a liturgia tem o seu sentido canônico, seu horizonte sagrado, sua numen”; por outro lado, liturgia significa “obra de um povo e o povo tem a sua linguagem, sua cultura que se desenvolve.
Recordou, então, as palavras de Shakespeare, quando ele escreveu: “Cuidado com o homem que não ama a música. “Ele é como uma noite na caverna, onde as víboras se escondem”. O cardeal disse que “o homem de hoje precisa da música”.
A música, acrescentou, “tem uma dimensão de harmonia, de redenção, de perfeição – é apolíneo, como dizia a grande cultura grega – e pode ao mesmo tempo inquietar, perturbar: o aspecto dionisíaco”.
É um “paradoxo que existe até hoje”, afirmou Ravasi: a música, na verdade, é “uma das linguagens fundamentais de comunicação, especialmente para os jovens, mas às vezes tem uma dimensão interna de estupor o pensamento”.
Quando se torna “exasperado”, explicou o cardeal, esta “pode representar também o drama da juventude de hoje e de todos aqueles que têm uma meta a alcançar.” Neste sentido, concluiu, podemos dizer que a música é “necessária” porque “registra o bem e o mal, que são a massa da história da humanidade”.


















