Posts Tagged ‘Oração’

* Jovens lançam site de oração pelo conclave: “Adote” um cardeal eleitor nas suas orações.

domingo, fevereiro 24th, 2013

Agora, confiamos à Igreja o cuidado de seu Sumo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e suplicamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista com sua materna bondade os Cardeais a escolherem o novo Sumo Pontífice.” Papa Bento XVI

Inspirados pelas palavras do Santo Padre Bento XVI, cinco jovens brasileiros lançaram nesse domingo, 24 de fevereiro, o site www.1conclave.com .

A iniciativa chamada Unidos ao Conclave, direcionada aos jovens do mundo todo, convida a presentear os cardeais eleitores com ramalhetes espirituais.

O ramalhete espiritual consiste em oferecer missas, orações, vias sacras, adorações, jejuns e outros sacrifícios na intenção de uma pessoa amada. Segundo Priscila Alvim, 30 anos, essa ação relembra o exemplo do jovem Juan Diego que ofertou rosas ao Bispo D. Juan Zumárraga a pedido da Virgem de Guadalupe, Padroeira das Américas.

Assim, a iniciativa reforça a importância da oração, especialmente durante o período quaresmal, tempo propício à oração e à penitência a fim de intercedermos pelos nossos cardeais e pelo bem da Igreja.

Como funciona?

Ao acessar o site, o jovem poderá registrar e atualizar o ramalhete espiritual na intenção de um cardeal eleitor, escolhido aleatoriamente. Ao final, todas as orações oferecidas serão entregues aos cardeais antes da eleição do novo Sumo Pontífice.

Desta forma, a meta é levar muitas pessoas à prática da oração e demonstrar publicamente o carinho dos jovens pelos cardeais, como informa Vinicius Andrade, 26 anos. Além disso, destacar a jovialidade da Igreja no ano em que se celebra a 27ª JMJ no Rio de Janeiro.

O site www.1conclave.com ,lançado hoje, está disponível em português, espanhol e inglês.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Cientistas comprovam diferenças entre “oração profunda” e o “transe mediúnico” (rejeitado por todos os cristãos).

domingo, novembro 25th, 2012

VEJA

“As experiências espirituais são muito diversificadas e incluem processos cognitivos, emocionais, de percepção e de comportamento. Dependendo do tipo de experiência, nós vemos diferentes maneiras no modo como o cérebro responde”, explica Andrew Newberg, diretor do Centro de Medicina Integrativa, sediado na Universidade Thomas Jefferson, da Filadélfia.

Ele tem liderado um grupo de pesquisadores que estuda o efeito sobre o cérebro humano das chamadas “questões espirituais”. Em uma de suas pesquisas, que buscava analisar o efeito da meditação e da oração no cérebro, ele injetou nos pacientes um corante radioativo inofensivo para o corpo, mas que pode ser detectado por aparelhos de tomografia. Enquanto as pessoas estão envolvidas com a oração, o corante migra para as partes do cérebro onde o fluxo sanguíneo é mais forte. Ou seja, pode ser percebido na parte mais ativa do cérebro.

Agora, em parceria com cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Thomas Jefferson, decidiram investigar como ocorrem os fluxos de sangue em diferentes regiões do cérebro durante os transes de médiuns no momento em que eles estariam “recebendo espíritos”. A diferença maior é que na oração a consciência não é alterada, enquanto no transe mediúnico, há inegável perda de controle.

Um artigo divulgado este mês revista Public Library of Sciences mostra como os cérebros dos médiuns brasileiros analisados mostraram transtornos de funcionamento enquanto escreviam mensagens ditadas, chamadas de psicografia.

Foram investigados dez médiuns que tinham entre 15 e 47 anos de psicografia, realizando-a até 18 vezes por mês.

Segundo o estudo, todos gozavam de boa saúde mental, não usavam psicotrópicos e alcançavam um estado de transe durante a tarefa. Para identificar como ocorria a ação, os pesquisadores usaram tomografia computadorizada por emissão de fótons únicos.

Os cientistas concluíram que os médiuns mais experientes demonstravam níveis mais baixos de atividade no hipocampo esquerdo, no giro temporal superior e no giro pré-central direito no lóbulo frontal, durante o transe.

Essas áreas do lóbulo frontal estão ligadas ao raciocínio, ao planejamento, à geração de linguagem, aos movimentos e à solução de problemas. Portanto, a conclusão é que durante a psicografia de fato ocorre uma ausência de percepção de si mesmo. Ou seja, o médium perde a consciência.

“O estudo sugere que áreas que normalmente funcionam quando estamos escrevendo ou realizando outras tarefas cognitivas, de certa forma, desligam quando a pessoa entra em estado de transe. Isso é consistente com a experiência (dos médiuns) segundo a qual eles não estão no comando da prática e do que estão escrevendo. Quando a atividade do lobo frontal diminui, a pessoa não sente que está realizando uma tarefa, e sim que essa tarefa está sendo feita para ela”, explica o doutor Andrew.

A princípio, isso descarta a possibilidade que os médiuns em questão estivessem, de algum modo, fingindo estar fora de si e tornaria impossível ser fruto de esforço humano.

Comparando este estudo com o similar, feito sobre os efeitos da oração, torna-se claro como esse tipo de pesquisa “contribui para o nosso entendimento da relação entre o cérebro e as experiências e práticas espirituais”, afirmou o pesquisador.

“Também nos leva a pensar se os médiuns de fato estão conectados a um reino espiritual… Se sabe que as experiências espirituais afetam a atividade cerebral. Mas a resposta cerebral à mediunidade recebe pouca atenção científica e, a partir de agora, devem ser feitos novos estudos”, explicou Newberg, que teve a colaboração do psicólogo clínico Júlio Peres, do Instituto de Psicologia da USP.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Papa fala acerca das três vias de acesso ao conhecimento de Deus.

quarta-feira, novembro 14th, 2012

Hoje, diante de milhares de fiéis e peregrinos o Papa Bento XVI concedeu, na Sala Paulo VI, a Audiência Geral das\ quartas feiras.papa.JPG

Na ocasião, o Papa propôs a meditação acerca das três vias de acesso ao conhecimento de Deus. Vias que podem abrir o coração do homem ao conhecimento do Senhor, sinais que conduzem em direção a Ele.

A primeira dessas vias é o mundo, ou seja, a ordem e a beleza da criação nos levam a descobrir Deus como origem e fim do universo.

A segunda via é o homem. Com sua abertura à verdade, seu sentido de bem moral, sua liberdade e a voz da consciência, sua sede de infinito, o homem se interroga sobre a existência de Deus e descobre que somente Nele pode existir.

A seguir o Pontífice tratou da terceira via: a fé: quem crê está unido a Deus, aberto a sua graça, à força da caridade. Um cristão ou uma comunidade que é fiel ao projeto divino, se constitui num caminho privilegiado da existência e das ações de Deus para os indiferentes ou para os que duvidam. O Cristianismo, antes de ser uma moral ou uma ética, é a manifestação do amor que acolhe a todos na pessoa de Jesus.audiencia.jpg

Essas vias, explicou o Santo Padre, nos levam ao conhecimento da existência de uma realidade que é a causa primeira e o fim último de tudo. Na realidade, continuou o Papa, o homem, separado de Deus, está reduzido a uma única dimensão, a horizontal, e justamente este reducionismo é um das causas fundamentais dos totalitarismos que tiveram consequências trágicas no século passado, como também da crise de valores que vemos na realidade atual.

Ignorando a referência a Deus, ignora-se a o horizonte ético, para deixar espaço ao relativismo e a uma concepção ambígua da liberdade. Se Deus perde a centralidade, ensinou Bento XVI, o homem perde o seu lugar correto, não encontra mais o seu espaço na criação e nas relações com os outros. (JS)

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Dom Odilo pede para que fiéis rezem pela paz em São Paulo. Nos unamos aos irmãos paulistas!

sábado, novembro 10th, 2012

O Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer, convida todos os fiéis da Arquidiocese a rezar para que a paz seja reestabelecida na maior cidade do Brasil depois de vários episódios de violência que deixaram uma série de vítimas, principalmente nas periferias da capital.

Dom Odilo pediu que fosse publicada nos meios de comunicação uma oração para que as “pessoas, famílias, grupos, comunidades e paróquias possam rezar pela paz em nossa cidade”.

Somente na madrugada desta sexta’feira foram registrados 13 homicídios e 8 feridos. Desde o inèicio de novembro, a onda de violência já deixou 62 mortos.

Oração pela paz

Ó Deus, Pai de todos nós,
que enviastes ao mundo vosso Filho, o Príncipe da Paz,
para que tivéssemos vida e paz por meio dele,
nesta hora tão difícil para a cidade de São Paulo,
nós vos pedimos com fé e humilde confiança:
enviai sobre todos nós o Espírito Santo
e despertai nos corações sentimentos de respeito por todos.
Que todos os habitantes desta Cidade,
colocando de lado as diferenças,
procurem unânimes edificar o convívio fraterno
na justiça, no respeito e na solidariedade,
a fim de que a nossa Cidade supere a violência
e nela habite a Vossa paz. Amém!
São Miguel Arcanjo, defendei-nos e protegei-nos!
São Paulo Apóstolo, ensinai-nos os caminhos da paz!
Nossa Senhora, Rainha da Paz, rogai por nós!

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Rezar reduz risco da doença de Alzheimer, afirmam cientistas.

sexta-feira, outubro 12th, 2012

Um grupo de cientistas dos Estados Unidos e de Israel concluíram que rezar regularmente pode reduzir, no caso das mulheres, até em 50 por cento o risco de sofrer a doença de Alzheimer.

Os resultados, expostos em junho na Universidade de Tel Aviv (Israel), apontaram que a oração influi de forma notavelmente positiva no cérebro.

Segundo o professor Rivka Inzelberg, que encabeçou o estudo, “a oração é um costume no qual se utiliza o pensamento, e a atividade intelectual ocasionada poderia constituir uma medida de prevenção contra a doença”.

“Qualquer trabalho intelectual influi positivamente ao trabalho do cérebro”, assinalou o cientista.

A investigação experimentou dificuldades ao determinar a relação entre a oração e o Alzheimer entre homens, já que 90 por cento dos homens asseguraram rezar diariamente, o que impossibilitou ter uma amostra adequada.

Entretanto, “entre as mulheres, só 60 por cento rezava cinco vezes ao dia, e 40 por cento não rezava regularmente, assim pudemos comparar a informação”, indicou Inzelberg.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Seria a admiração do criado uma perda de tempo?

sexta-feira, junho 29th, 2012

Após um nutritivo almoço de domingo, enquanto alguns se dirigiam aos aposentos para a tão reconfortante sesta, resolvemos rezar o Rosário caminhando nas proximidades da floresta..

Naquela tarde, a natureza inteira parecia querer também cumprir o preceito do descanso dominical. Com o clima pouco propício às longas caminhadas, decidimos parar à sombra de uma frondosa árvore. Mal havíamos recitado as primeiras Ave-Marias do Rosário, um zumbido como de uma flecha desviou-nos a atenção.

Ao levantarmos os olhos, vimos um pequeno pássaro, ágil como o pensamento, que cortava o ar com manobras inesperadas. Suas asas, de tão rápidas, tornavam-se quase invisíveis. Tal era a sua beleza que, a nosso ver, esta ave parecia ter fugido por alguma brecha da porta do paraíso para vir habitar em nosso meio. Logo percebemos que se tratava de um colibri.

No mesmo instante, nos veio à mente o sermão pronunciado pelo Mons. João, que na manhã daquele domingo, dizia:”Deus enriqueceu todo o universo com uma imensa e harmoniosa diversidade de seres e o melhor modo de conhecermos a beleza do Criador é admirar a Pulchritude do universo por Ele criado”.

O colibri, qual embaixador de Deus junto às solitárias flores, manifestava um desejo imenso de relacionar-se, de entrar em contato com aquelas flores, pois o Criador de todas as coisas é que lhes tinha dado o perfume, o colorido e o charme;

Também, se grande é o desejo do colibri encontrar a flor, infinitamente maior é o desejo que Deus tem de entrar em contato conosco. Ele se fez homem como nós e veio habitar em nosso meio. Um dia, os seus lábios divinos pronunciaram estas palavras: “A minha alegria é estar junto aos filhos dos homens”. Sendo assim, nossa alma deveria estar também repleta desta mesma alegria de conviver, de estar junto a Deus que se faz visível através de suas criaturas.

Quando ainda estávamos absortos nestas considerações, o sino da capela tocou nos convidando à oração. Porém, aquele pequeno visitante, assustado com este timbre que lhe era desconhecido, voou para longe, onde nossos olhos não mais podiam contemplar. Pouco tempo restava para fazermos a nós mesmos uma última indagação.

Será que não perdemos tempo em analisar esta ave junto à flor? Não teria sido melhor termos cumprido primeiramente o propósito de rezar Rosário? Por que não aproveitamos este tempo para “fazer as coisas práticas” de que o homem moderno tanto se ufana?

Quanto à conclusão, esta tendeu para a negativa, pois segundo o Catecismo da Igreja Católica: “é sobretudo a partir das realidades da criação que se vive a oração”(CIC 2569). Convém lembrar também a bela frase de Santa Teresa do Menino Jesus: “para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um brado de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria”.

Enfim, alguém poderia objetar que estes comentários nada possuem de “científico” e que carecem de maiores conhecimentos de zoologia e botânica. É verdade, entretanto, o homem não foi criado para ver a natureza como se ela fosse somente um imenso composto de fenômenos físicos ou de reações químicas, mas sim, para procurar as impressões digitais de Deus no Universo e fazer destas impressões uma prece “a Quem fez o céu e a terra”.

***

Já na capela, diante do Santíssimo Sacramento, rezando o Santo Rosário, estávamos inundados de uma alegria interior, pois aquela “oração” junto ao colibri, assegurou-nos que “a solidão é uma ilusão”, pois Deus sempre está conosco e a natureza nada mais é do que um grande livro que nos remete ao sobrenatural. Entretanto, é necessário que se saiba lê-lo.

E se, porventura, os céus da Judéia fossem também habitados por estas encantadoras aves, quiçá, o Poeta Divino depois de ter contemplado os lírios do campo, poderia ter dito: “olhai os colibris que voam no céu, eles não tecem nem fiam, entretanto eu vos digo, nem Salomão com toda a sua pompa se vestiu como eles…”

Por Diácono Inácio Almeida, EP.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Porque e para que(m) a Liturgia católica usa o incenso em suas solenidades?

sexta-feira, abril 20th, 2012

Quem não se rejubila ao ver, nas solenidades litúrgicas, elevarem-se dos turíbulos aquelas ondas que impregnam de suave perfume todo o recinto sagrado? Perfeita imagem da oração que sobe como oblação de agradável odor até o trono de Deus, nas Sagradas Escrituras incenso e prece são apresentados como termos reversíveis um no outro: “Suba direita a minha oração como incenso na tua presença” (Sl 140, 2).

Na mesma linha, lê-se no livro do Apocalipse: “Depois veio outro anjo e parou diante do altar, tendo um turíbulo de ouro. Foram-lhe dados muitos perfumes, a fim de que oferecesse as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono de Deus” (8, 3-4).

Uma história de mais de três mil anos

A utilização dessa essência no culto divino provém de uma prescrição feita pelo Senhor a Moisés, na mesma ocasião em que Este lhe entregou, no Monte Sinai, as Tábuas da Lei. O próprio Deus lhe ditou como deveria ser feito:

reis magos.jpg
Os três Reis Magos ofereceram ao
Menino-Deus ouro, incenso e mirra.

“Toma aromas: estoraque, ônix, gálbano de bom cheiro, incenso lucidíssimo, tudo em peso igual. Farás um perfume composto segundo a arte de perfumador, manipulado com cuidado, puro e digníssimo de ser oferecido. E, quando tiveres reduzido tudo a um pó finíssimo, pô-lo-ás diante do tabernáculo do testemunho, no lugar em que eu te aparecer. Este perfume será para vós uma coisa santíssima” (Ex 30, 34-36).

Deus não deixa a menor dúvida de que essa essência odorífera deveria ser usada exclusivamente para o esplendor do culto divino: “Todo homem que fizer uma composição semelhante para gozar de seu cheiro, perecerá no meio do seu povo” (Ex 30,38).

Assim, obedecendo ao que Deus determinou a Moisés, o povo eleito queimou durante vários séculos, pela manhã e pela tarde, em homenagem ao Senhor um incenso de suave fragrância.

No Novo Testamento, ele surge já nos primeiros dias do Menino Jesus. Entrando os Reis Magos na casa onde estava Ele com sua Mãe, prostraram-se e O adoraram, em seguida abriram seus tesouros e lhe ofereceram ouro, incenso e mirra. “O incenso era para Deus, a mirra para o Homem e o ouro para o Rei”, diz São Leão Magno (Sermão n. 31). Portanto, dos três dons oferecidos, o de maior valor simbólico era o incenso.
A serviço do esplendor da Liturgia

Devido ao fato de os povos pagãos costumarem queimar todo tipo de perfumes em seus cultos idolátricos, por cautela a Igreja demorou certo tempo em admitir seu uso nas cerimônias litúrgicas.

Logo, porém, que a Liturgia começou a se desenvolver, ele fez seu aparecimento. Assim, nas primeiras décadas do quarto século, o Imperador Constantino ofereceu à Basílica de Latrão dois incensórios, feitos de ouro puro, os quais provavelmente permaneciam fixos em seus lugares e eram usados para perfumar o lugar santo.

O Papa Sérgio I (687-701) mandou dependurar na igreja um grande incensador de ouro para que, “durante as Missas solenes, o incenso e o odor de suavidade se elevassem mais abundantemente para o Deus Onipotente”.

Surgiu depois o turíbulo, mas, de início, sua utilização consistia apenas em ser levado pelo subdiácono à frente do cortejo litúrgico, perfumando o percurso do celebrante na entrada e na saída da Missa, e na procissão do Evangelho.

No correr do tempo, com o aperfeiçoamento das celebrações, instituiu-se a incensação no momento do Evangelho, depois no Ofertório e, por fim, no séc. XIII, na elevação da hóstia e do cálice.

Atualmente a incensação durante a Missa é facultativa, podendo ser feita durante a procissão de entrada, no início da Celebração, na proclamação do Evangelho, no Ofertório, e na elevação da hóstia e do cálice após a Consagração (cf. IGrMR, 235).

Efeitos e finalidades

O celebrante põe incenso no turíbulo e o benze com o sinal-da-cruz. Essa bênção faz dele um sacramental, isto é, um “sinal sagrado” mediante o qual, imitando de certo modo os sacramentos, “são significados principalmente efeitos espirituais que se alcançam por súplica da Igreja” (CIC nº 1166).

Um desses efeitos pode ser verificado no motivo da incensação do altar e das oferendas, na Missa. Incensa-se o altar para purificá-lo de qualquer ação diabólica, e as oferendas para torná-las dignas de serem usadas no Mistério Eucarístico.

O incenso é primordialmente um ato de homenagem a Deus, a Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como aos homens e objetos consagrados ao culto divino.

Segundo São Tomás de Aquino, a incensação tem duas finalidades. A primeira é fomentar o respeito ao sacramento da Eucaristia, já que ela serve para eliminar, com um perfume agradável, os maus odores que poderiam existir no lugar. A segunda, representar a graça, da qual, como um bom aroma, Cristo estava cheio.

Por fim, o carvão aceso no turíbulo e o perfume que se evola servem também para nos advertir que, se queremos ver nossas orações subirem assim até o trono de Deus, devemos nos esforçar para ter o coração ardente com o fogo da caridade e da devoção.

Por Irmã Angelis Ferreira, EP.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Protestante “ora”, católico “reza”. Meu Deus, quanta desinformação!

sexta-feira, janeiro 27th, 2012

Ivanildo Oliveira Junior

Quantas vezes você já não ouviu esse paralelo ignorante que alguns protestantes fazem em relação a essas palavras? Quantas vezes você já não foi questionado a respeito de seu uso e desuso e, por fim, quantos de nós católicos também caem nessa falácia de que uma difere e profana a outra. ESTUPIDEZ e IGNORÂNCIA. Veremos que isso nada tem haver com que uma grande parte da população atual menciona como certo e errado.

Vermelho ou encarnado? Um termo vale o outro, com a diferença de que “vermelho” é da língua literária, “encarnado” da língua popular. Igualmente, “oração” é palavra clássica, ao passo que “reza” é da língua caseira. Mas o mesmíssimo significado: A elevação da mente e do coração a Deus, para o adorar, agradecer e pedir-lhe as graças de que necessitamos. É somente isto a vontade de Deus, não lhe interessa o som das palavras, diferentes nas várias línguas.

Isso vale aqueles que, destituídos de um mínimo de cultura ou honestidade intelectual, fazem das duas palavras, “oração” e “reza”, um cavalo de batalha. “Nós oramos os católicos rezam: logo, os católicos estão errados”. Os desinformados e/ou desonestos precisam saber que “oração” “orar” (sem necessidade de remontar ao hebraico “Or” (Luz)), são palavras originadas do latim, língua de Roma e, portanto, língua legítima da Igreja Católica: (Oratio , orare). Até a aparição dos primeiros protestantes (1520), foram de exclusividade nossa, na liturgia da Igreja Ocidental. Querer vender-nos o que é nosso é crime de estelionato!

Sendo um pouco mais específico Orar vem do latim orare; e rezar, do latim recitare, que também deu em português recitar. Já em latim, os verbos orare e recitare têm sentidos muito próximos: o primeiro significa “pronunciar uma fórmula ritual, uma oração, uma defesa em juízo”; o segundo, “ler em voz alta e clara” (portanto, o mesmo que em português recitar). Entretanto, para orare prevaleceu na latinidade e nas línguas românicas o sentido de rezar, isto é, dizer ou fazer uma oração ou súplica religiosa (cfr. A. Ernout–A. Meillet,Dictionnaire étymologique de la langue latine — Histoire des mots, Klincksieck, Paris, 4ª ed., 1979, p. 469). Nós, católicos, damos ao verbo rezar um sentido bastante amplo e genérico, e reservamos a palavra oração mais especialmente — mas não exclusivamente — para os diversos gêneros de oração mental, como a meditação, a contemplação etc. Não há razão, portanto, para fazer dessa ligeira diferença, comum nos sinônimos, um tema de disputas.

Os protestantes, entretanto, salientam a diferença por dois motivos. Primeiro, porque para eles serve de senha. Com efeito, acentuando arbitrariamente essa pequena diferença de matiz entre as palavras, eles utilizam orar em vez de rezar, e assim imediatamente se identificam como crentes (como diziam até há pouco) ou evangélicos (como preferem dizer agora). Isso tem a vantagem, para eles, de detectar entre os circunstantes os outros protestantes que ali estejam. É um expediente ao qual recorrem todas as seitas dotadas de um forte desejo de expansão, como é o caso dos protestantes no Brasil.

Por outro lado, a oração, para os protestantes, não tem o mesmo alcance que para nós, católicos. Enquanto para nós o termo oração engloba todos os gêneros de oração — desde a oração de petição até as orações de louvor e glorificação de Deus — os protestantes esvaziam a necessidade da oração de petição, que para eles tem pouco ou nenhum sentido. Com efeito, como nós, católicos, sabemos, a vida nesta Terra é uma luta árdua, em que devemos pedir a Deus em primeiro lugar os bens eternos, e depois os bens terrenos de que temos necessidade. É o que ensinou Nosso Senhor Jesus Cristo.

Até ontem, quando a Missa era em latim, assim como ainda hoje em boa língua portuguesa, o termo clássico era de uso comum, durante a Missa e ouvirão, mais de uma vez, o convite do celebrante: “Oremos!” E, uma vez o solene: “Orai irmãos para que nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai, Todo Poderoso”. Dizer que a Igreja não ora é no mínimo preguiça de pesquisar a verdade, a Igreja nunca fez distinção entre uma coisa e outra, pois via e continua a ver o mesmo significado em ambas as palavras, o que sempre foi real, os santos e santas que nos antecederam assim já nos demonstravam:

“Depois que ficava em oração, via que saia dela muito melhorada e mais forte.” Santa Teresa d’Ávila

“Assim como necessitamos continuamente da respiração, assim também temos necessidade do auxílio de Deus; porém se queremos, facilmente podemos atraí-lo pela oração.” São João Crisóstomo

“Ora et Labora!”Reza e trabalha! São Bento

“Sabe viver bem quem sabe rezar bem.” Santo Afonso Maria de Ligório

“A oração consiste em tratar a Deus como um pai, um irmão, um Senhor e um Esposo.” Santa Teresinha

“Quem começou a rezar não deve interromper a oração, em que pesem os pecados cometidos.”

“Com a oração poderá logo soerguer-se, ao passo que sem ela ser-lhe-á muito difícil. Não deixe que o demônio o tente a abandonar a oração por humildade” Santa Teresinha

Podemos perceber então que tal distinção não fazia e nunca fez parte da vida religiosa dos santos e santas da Igreja, como então continuarmos com esse paralelismo que, até entre os católicos hoje existe? Basta parar de acreditar na primeira besteira que se ouve e buscar a Sabedoria da Igreja de dois mil anos, que tem todas as respostas necessárias.

Ainda neste contexto perceberemos que nem mesmo o Catecismo da Igreja Católica difere uma coisa da outra, pois ao utilizar ambas demonstra que não existe e nunca existiu diferentes significados, podendo assim serem usadas sem problema algum de cometer um dito “erro”, vejamos:

“A Oração é a elevação da alma a Deus ou o pedido a Deus nos bens convenientes. De onde falamos nós, ao rezar?…” CIC 2559

“[...] Os Salmos alimentam e exprimem a oração do povo de Deus como assembléia, por ocasião das grandes festas em Jerusalém e cada sábado nas sinagogas. [...] Rezados e realizados em Cristo, os Salmos são sempre essenciais à oração de Sua Igreja.” CIC 2586

“A oração não se reduz ao surgir espontâneo de um impulso interior; para rezar é preciso querer. Não basta saber o que as Escrituras revelam sobre a oração; também é indispensável aprender a rezar, E é por uma transmissão viva (a Sagrada Tradição) que o Espírito Santo, na ‘Igreja crente e orante’, ensina os filhos de Deus a rezar.” CIC 2650

Fica evidente então a Sabedoria da Igreja e a Verdade que nela, através de Nosso Senhor, se expressa. Em outra Crítica protestante acerca da prática de tais palavras veremos, a seguir, o cuidado que devemos ter.

A CRÍTICA PROTESTANTE A RESPEITO DAS PALAVRAS REPETIDAS

Para sustentar que “não devemos orar repetidas vezes”, os protestantes, como diz a missivista, apelam para a Bíblia. Provavelmente se referem ao Evangelho de São Mateus (6,7): “Nas vossas orações, não queirais usar muitas palavras, como os pagãos, pois julgam que, pelo seu muito falar, serão ouvidos”.

A interpretação deste texto de São Mateus não é entretanto a que os protestantes lhe dão. Ele significa simplesmente que a eficácia da oração não decorre da loquacidade, mas sobretudo das boas disposições do coração. As disposições sendo boas, em princípio, quanto mais se reza, melhor! E o próprio Jesus Cristo Nosso Senhor deu o exemplo de uma oração longa e repetitiva no Horto das Oliveiras, quando, prostrado com o rosto em terra, rezou por mais de uma hora, dizendo: Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice; mas não se faça a minha vontade, e sim a vossa (cfr. Mt 26, 39-44; Lc 22, 41-45).

Quanto à necessidade da insistência na oração, no Evangelho de São Lucas (11, 5-8) se lê a impressionante lição do Divino Mestre: “Se algum de vós tiver um amigo, e for ter com ele à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, porque um meu amigo acaba de chegar a minha casa de viagem, e não tenho nada que lhe dar; e ele, respondendo lá de dentro, disser: Não me sejas importuno, a porta já está fechada, e os meus filhos estão deitados comigo; não me posso levantar para te dar coisa alguma. E, se o outro perseverar em bater, digo-vos que, ainda que ele se não levantasse a dar-lhos por ser seu amigo, certamente pela sua importunação se levantará, e lhe dará quantos pães precisar”.

A reiteração de nossos pedidos a Deus deve pois chegar a esse ponto da importunação, segundo o conselho do mesmo Nosso Senhor. E por aí se vê como os protestantes, abandonando a sabedoria da Igreja e arrogando-se o direito ao livre exame, se afastam da reta interpretação das Sagradas Escrituras, fazendo ilações lineares, sem levar em conta outras passagens sobre o mesmo tema, o que é indispensável para chegar ao verdadeiro sentido de todas elas.

Que Nosso Senhor sempre vos Ilumine e que vosso coração sempre tenha espaço para a Santíssima Virgem Maria!

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Pode-se chegar a Deus através da “via da beleza”, afirma o Papa.

quinta-feira, setembro 8th, 2011

Catequese que o Papa Bento XVI dirigiu aos fiéis reunidos para a audiência geral no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo.

* * *

Queridos irmãos e irmãs:

Neste período, recordei muitas vezes a necessidade que todo cristão tem de encontrar tempo para Deus, através da oração, em meio às muitas ocupações da nossa jornada. O próprio Senhor nos oferece muitas oportunidades para que nos lembremos d’Ele.

Hoje eu gostaria de falar brevemente de um desses meios que podem nos conduzir a Deus e ser também uma ajuda para encontrar-nos com Ele: é o caminho das expressões artísticas, parte dessa via pulchritudinis – “via da beleza” – da qual falei tantas vezes e que o homem deveria recuperar em seu significado mais profundo.

Talvez já tenha lhes acontecido que, diante de uma escultura, um quadro, alguns versos de poesia ou uma peça musical, tenham sentido uma íntima emoção, uma sensação de alegria; percebem claramente que, diante de vocês, não existe somente matéria, um pedaço de mármore ou de bronze, uma tela pintada, um conjunto de letras ou um cúmulo de sons, e sim algo maior, algo que nos “fala”, capaz de tocar o coração, de comunicar uma mensagem, de elevar a alma.

Uma obra de arte é fruto da capacidade criativa do ser humano, que se interroga diante da realidade visível, que tenta descobrir o sentido profundo e comunicá-lo através da linguagem das formas, das cores, dos sons. A arte é capaz de expressar e tornar visível a necessidade do homem de ir além do que se vê, manifesta a sede e a busca do infinito. Inclusive é como uma porta aberta ao infinito, a uma beleza e uma verdade que vão além do cotidiano. E uma obra de arte pode abrir os olhos da mente e do coração, conduzindo-nos ao alto.

Há expressões artísticas que são verdadeiros caminhos rumo a Deus, a Beleza suprema, que inclusive são uma ajuda para crescer na relação com Ele, na oração. Trata-se das obras que nascem da fé e que a expressam. Um exemplo disso é quando visitamos uma catedral gótica: sentimo-nos cativados pelas linhas verticais que se elevam até o céu e que atraem nosso olhar e nosso espírito, enquanto, ao mesmo tempo, nos sentimos pequenos ou também desejosos de plenitude… Ou quando entramos em uma igreja românica: sentimo-nos convidados de forma espontânea ao recolhimento e à oração. Percebemos que nesses esplêndidos edifícios se recolhe a fé de gerações. Ou também quando escutamos uma peça de música sacra que faz vibrar as cordas do nosso coração, nossa alma se dilata e se sente impelida a dirigir-se a Deus. Vem-me à memória um concerto de música de Johann Sebastian Bach, em Munique, dirigido por Leonard Bernstein. No final da última peça, uma das Cantatas, senti, não racionalizando, mas no profundo do coração, que o que eu havia escutado havia me transmitido verdade, verdade do sumo compositor que me conduzia a dar graças a Deus. Ao meu lado estava o bispo luterano de Munique e espontaneamente lhe comentei: “Ouvindo isso se entende: é verdadeira, é verdadeira a fé tão forte e a beleza que expressa irresistivelmente a presença da verdade de Deus”.

Quantas vezes quadros ou afrescos, frutos da fé do artista, com suas formas, com suas cores, com suas luzes, nos conduzem a dirigir o pensamento a Deus e fazem crescer em nós o desejo de acudir à fonte de toda beleza! É profundamente certo o que escreveu um grande artista, Marc Chagall: que os pintores mergulharam seus pincéis, durante séculos, no alfabeto de cores que é a Bíblia. Quantas vezes as expressões artísticas podem ser oportunidades para lembrarmos de Deus, para ajudar nossa oração ou para converter o nosso coração! Paul Claudel, famoso poeta, dramaturgo e diplomata francês, ao escutar o canto do Magnificat durante a Missa de Natal na basílica de Notre Dame, em Paris, em 1886, advertiu a presença de Deus. Não havia entrado na igreja por motivos de fé, mas para encontrar argumentos contra os cristãos. No entanto, a graça de Deus agiu no seu coração.

Queridos amigos, eu lhes convido a redescobrir a importância deste caminho também para a oração, para a nossa relação viva com Deus. As cidades e os países do mundo inteiro contêm tesouros de arte que expressam a fé e nos recordam a relação com Deus. Que a visita a lugares de arte não seja somente ocasião de enriquecimento cultural, mas que possa se tornar um momento de graça, de estímulo para reforçar nosso vínculo e nosso diálogo com o Senhor, para deter-nos a contemplar – na transição da simples realidade exterior à realidade mais profunda que expressa – o raio de beleza que nos atinge, que quase nos “fere” e que nos convida a elevar-nos até Deus. Termino com uma oração de um salmo, o salmo 27: “Uma só coisa pedi ao Senhor, só isto desejo: poder morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida; poder gozar da suavidade do Senhor e contemplar seu santuário” (v.4). Esperemos que o Senhor nos ajude a contemplar sua beleza, seja na natureza ou nas obras de arte, para sermos tocados pela luz do seu rosto e, assim, podermos ser, também nós, uma luz para o nosso próximo

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* A força da Fé: Jovens oram e garoto afogado ressuscita.Veja!

domingo, agosto 14th, 2011

Viagem de um grupo de jovens de uma igreja dos EUA para a praia se transformou em uma tarde de sexta-feira muito assustadora. A correnteza forte puxou Dale Osterander(foto), menino de 12 anos para o mar. ASSISTA VÍDEO DE REPORTAGEM NO FINAL DO POST.

Em 05 de agosto de 2011, um grupo de jovens da igreja foi até a praia para um dia de diversão e confraternização. Mas este dia tomou um rumo assustador quando uma correnteza forte puxou um dos garotos  para o mar.

Ao avistar o menino se debatendo a amiga de excursão  Nicole Kissel(foto), também de 12 anos não pensou 2 vezes, pegou sua prancha de surf e remou em direção de Dale, mas enquanto voltava uma grande onda os atingiu e Dale não conseguiu se segurar na prancha e submergiu e Nicole conseguiu voltar a praia.  A equipe de resgate ficou procurando o garoto por uns 20 minutos, neste meio tempo os amigos de excursão ficaram na praia orando a Deus pela vida de Dale, ao ser resgatado a equipe constatou que o menino já estava sem batimentos cardíacos , mas os colegas continuaram a orar e ao chegar ao hospital os médicos começaram a reanimar o garoto constatou a volta dos batimentos cardíacos.

Os médicos colocaram Dale em coma induzido e expressou preocupação com o inchaço em seu cérebro.

Os pais de Dale mantiveram vigília ao lado do seu filho no hospital desde sexta-feira até no domingo. Na segunda-feira, ao acordar o menino começou a conversar com seus pais.

A mãe de Dale senhora Kristen Ostrander disse: “ao acordar ele começou a tossir e tentamos faze-lo parar, mas ele falou “eu não preciso de ajuda”. Foi a primeira coisa que ele falou, uma frase inteira. Foi incrível. “

O Ostrandes acreditada que a oração ajudou com a incrível recuperação de seu filho.

“Se mantivermos a nossa fé firme em Deus, não importa o que aconteça Ele sempre nos ajuda nos momentos difíceis  … Um milagre aconteceu aqui “, disse o Sr. Ostrander.

Confira vídeo em Inglês da reportagem produzida pela Mail:


Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Inglaterra: Médicos AGORA podem agora orar com seus pacientes.

segunda-feira, agosto 8th, 2011

Orientação é citada oficialmente pelo Conselho Geral de Medicina da Inglaterra

Uma nova orientação aos médicos ingleses agora permite que eles orem por seus pacientes, de acordo com divulgação da Defesa Médica da União (MDU) (livre tradução), com o apoio do Conselho Geral de Medicina (GMC) da Inglaterra e de um dos principais médicos do país.

A orientação é citada oficialmente pela GMC, sugerindo que a permissão para orar pelos pacientes é apropriada: “Nada na visão do GMC, seja de orientação pessoal e prática médica, impede os médicos de orarem com seus pacientes. Mas a ação deve ser discreta, para que o paciente não reclame.

Isso porque, embora alguns possam acolher a sugestão, outros podem considerá-la como imprópria” disse Jane O’Brien, diretor-assistente da Standards and Fitness to Practise.

A notícia foi bem recebida por um dos médicos mais importantes do país. Dr. Clare Gerada, o presidente do Royal College de Clínicos Gerais, twittou: “O bom senso enfim está prevalecendo” (@clarercgp).

Peter Saunders, diretor executivo da Christian Medical Fellowship (CMF) disse: “Congratulamo-nos com esta notícia. Os médicos se sentirão livres para praticar a medicina como um todo e não recuar de discutir questões de fé e sensibilidade quando se é apropriado fazer. É preciso abordar questões espirituais porque elas impactam a saúde de um paciente.

Christian Medical Fellowship (CMF) foi fundada em 1949 e é uma organização interdenominacional com mais de 4.000 membros médico britânicos em todos os ramos da medicina. A caridade registrada está ligada a mais de 65 órgãos similares em outros países em todo o mundo. A CMF existe para unir médicos cristãos para perseguir os mais elevados padrões éticos na vida cristã e profissional e aumentar a fé em Cristo e a aceitação de seus ensinamentos éticos.

A notícia vem em boa hora. Recentemente o médico Richard Scott, que trabalha no Centro Médico Bethesda em Margate, foi ameaçado com uma advertência oficial pelo Conselho (GMC) e está atualmente sob investigação para compartilhar sua fé com um paciente.

Fonte: The Church of England

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Porque falamos TANTO e silenciamos tão POUCO? “Quem só tem certezas não dialoga”.

sexta-feira, maio 27th, 2011


Eliane Brum, Jornalista da Revista Época.

Uma vez passei dez dias num retiro de meditação para fazer uma reportagem para ÉPOCA.

Havia muitas regras. Uma delas era o silêncio. Por dez dias era proibido falar. Também devíamos evitar olhar para as outras pessoas. O objetivo era silenciar a mente até que não houvesse nenhum ruído também dentro de nós. Foi uma experiência fantástica, que me mudou para sempre. Nunca antes estive tão em mim. E nunca depois voltei a estar.

O silêncio e um progressivo mergulho interno, em vez de me alienar do mundo, me conectaram a ele de um modo até então inédito para mim. Eu sentia cada segundo, por que eles demoravam a passar. Percebia o vento e as nuances das cores do céu e das folhas das árvores em detalhes. Olhava, cheirava, ouvia e tocava o mundo como se tudo fosse novo. Cada centímetro de terra era capaz de me ocupar por minutos. Sem palavras, a realidade me alcançava com mais força. Finalmente eu não apenas compreendia, mas vivia a poesia de Alberto Caeiro: “Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo”.

Antes que alguém tenha ideias, experimentei tudo isso sem nenhuma droga. Nenhuma mesmo. Não podíamos tomar álcool, fumar ou ingerir qualquer medicamento, nem mesmo aspirina. Minha droga era a lucidez. Naqueles dez dias, ouvi com mais clareza a mim mesma. E passei a escutar melhor o mundo em que vivia. Senti que finalmente estava no mundo. Eu era.

No décimo dia, voltamos a falar. O retiro acabaria no dia seguinte e precisávamos nos preparar para retornar a uma realidade cotidiana de ruídos e demandas excessivas. Lembro que eu não queria falar. Fiquei assustada quando todo mundo começou a falar ao mesmo tempo. Percebi que a maioria do que se dizia nunca deveria ter sido dito. Sobrava.

Uma parte eram fofocas que haviam sido guardadas por dias. E que poderiam ter ficado impronunciadas para sempre. Percebi, principalmente, que depois de dez dias de silêncio muitas de nós não queriam ouvir. Só falar. Poucas eram aquelas que realmente desejavam escutar a experiência da outra, a voz da outra. A maioria só queria contar da sua. Não tinham sentido falta de outras vozes, apenas do som da sua. Dez dias de silêncio não tinham sido suficientes para acabar com nossa surdez à voz alheia.

Tenho sentido falta daqueles dez dias de silêncio, agora que aumenta em níveis quase insuportáveis a poluição sonora dentro e fora de mim.

Acho que nunca escutamos tão pouco. E talvez por isso nunca fomos tão solitários. Quando faço palestras sobre reportagem, os estudantes de jornalismo costumam perguntar o que devem fazer para se tornarem bons repórteres. Minha resposta é sempre a mesma: escutem. Acredito que mais importante do que saber perguntar é saber escutar a resposta. Não apenas para ser um bom jornalista, mas para ser uma boa pessoa. Escutar é mais do que ouvir. Como repórter e como gente esforço-me para ser uma boa “escutadeira”.

É a escuta que nos leva ao mundo. E é a escuta que nos leva ao outro. Quando não escutamos, nos tornamos solitários, mesmo que estejamos no meio de uma festa, falando sem parar para um monte de gente. Condenamo-nos não à solidão necessária para elaborar a vida, mas à solidão que massacra, por que não faz conexão com nada. Não escutamos nem somos escutados. Somos planetas fechados em si mesmos. Suspeito que essa é uma época de tantos solitários em grande parte pela dificuldade de escutar.

Basta observar. As pessoas não querem escutar, só querem falar. Depois de muita observação, classifiquei cinco tipos básicos de surdos. Há aqueles que só falam e pronto. Emendam um assunto no outro. Fico prestando atenção para detectar quando respiram e não consigo. Acho que inventaram um jeito de falar sem respirar. E ganhariam mais dinheiro se entrassem em algum concurso de tempo sem oxigênio embaixo d’água.

Existem aqueles que falam e falam e, de repente, percebem que deveriam perguntar alguma coisa a você, por educação. Perguntam. Mas quando você está abrindo a boca para responder, já enveredaram para mais algum aspecto sobre o único tema fascinante que conhecem: eles mesmos.

Há aqueles que fingem ouvir o que você está dizendo. Você consegue responder. Mas, quando coloca o primeiro ponto final, percebe que não escutaram uma palavra. De imediato, eles retomam do ponto em que haviam parado. E não há nenhuma conexão entre o que você acabou de dizer e o que eles começaram a falar.

Existem aqueles que ouvem o que você diz, mas apenas para mostrar em seguida que já haviam pensado nisso ou que sabem mais do que você, o que é só mais um jeito de não escutar.

Há ainda os que só ouvem o que você está dizendo para rapidamente reagir. Enquanto você fala, eles estão vasculhando o cérebro em busca de argumentos para demolir os seus e vencer a discussão. Gostam de ganhar. Para eles, qualquer conversa é um jogo em que devem sempre sair vitoriosos. E o outro, de preferência, massacrado. Só conhecem uma verdade, a sua. E não aprendem nada, por acreditarem que ninguém está à altura de lhes ensinar algo.

É claro que há um mix das várias espécies de surdos. E devem existir outras modalidades que você deve ter detectado, e eu não. O fato é que vivemos num mundo de surdos sem deficiência auditiva. E uma boa parte deles se queixa de solidão.

É um mundo de faladores compulsivos o nosso. Compulsivos e auto-referentes. Não conheço estatísticas sobre isso, mas eu chutaria, por baixo, que mais da metade das pessoas só falam sobre si mesmas. Seu mundo torna-se, portanto, muito restrito. E muito chato. Por mais fascinantes que possamos ser, não é o suficiente para preencher o assunto de uma vida inteira.

Num ótimo artigo, intitulado Escutatória, o escritor Rubem Alves diz: “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular”.

Quando não escutamos o mundo do outro, não aprendemos nada. Acontece com o chefe que não consegue escutar de verdade o que seu subordinado tem a dizer. A priori ele já sabe – e já sabe mais. Assim como acontece com a mulher que não consegue escutar o companheiro. Ou o amigo que não é capaz de escutar você. E vice-versa.

Tornamo-nos muito sozinhos no gesto de não escutar. Em Revolutionary Road (Sam Mendes, 2008), traduzido para as telas de cinema do Brasil como “Foi apenas um sonho”, a cena final é a síntese dessa relação simbiótica entre surdez e solidão. Não a surdez causada pela deficiência auditiva, mas essa outra de que falamos, esta que é mais triste por ser escolha. Quem viu, não esqueceu. Quem não viu, pode pegar o dvd em qualquer locadora. Essa cena final vale por alguns milhares de palavras.

Sempre pensei muito sobre por que as pessoas falam tanto – e por que têm tanta dificuldade de escutar. Qual é a ameaça contida no silêncio? O que temem tanto ouvir se calarem a sua voz por um momento? Por que precisamos preencher nosso mundo – inclusive o interior – com tantos ruídos?

Acho que cada um de nós poderia parar alguns minutos e fazer a si mesmo estas perguntas.

Percebo também que há uma pressão para que nos tornemos falantes. Ser falante supostamente seria uma vantagem no mundo, especialmente no mundo do trabalho. Mesmo que você não diga nada de novo, mesmo que você repita o que o chefe disse com outras palavras. Mas falar, qualquer coisa, é marcar presença, é uma tentativa de garantir-se necessário. E ser quieto, calado, é visto como um tipo invisível de deficiência. Como se lhe faltasse algo, palavras. Mas será que as palavras estão ali, nessa falação desenfreada? Ou melhor, será que quem fala está realmente naquele discurso? Tenho dúvidas.

Por qualquer caminho que se possa pensar, me parece que o silêncio soa ameaçador. Em parte, pelo que ele pode dizer sobre nós. Enchemos nossa vida de barulho, da mesma forma que atulhamos nossos dias de tarefas, com medo do vazio. Tarefas em uma agenda cheia constituem outro tipo de ruído. E o vazio também é uma forma de silêncio.

Em rasgos de intolerância, achava que os falantes compulsivos eram apenas muito chatos e muito egocêntricos. Que as pessoas não escutavam – o silêncio e o outro – por prepotência. Mas acredito que é bem mais complicado que isso.

Há dois livros muito interessantes que pensam sobre a escuta. A Hermenêutica do Sujeito, de Michel Foucault (Martins Fontes), e Como Ouvir (Martins Fontes), um livrinho pequeno e precioso de Plutarco. Eles mostram que escutar é se arriscar ao novo, ao desconhecido. Na audição, mais do que em qualquer outro sentido, a alma encontra-se passiva em relação ao mundo exterior e exposta a todos os acontecimentos que dele lhe advêm e que podem surpreendê-la. Ao ouvir, nos arriscamos a sermos surpreendidos e abalados pelo que ouvimos, muito mais do que por qualquer objeto que possa nos ser apresentado pela visão e pelo tato.

Faz muito sentido. As pessoas não escutam porque escutar é se arriscar. É se abrir para a possibilidade do espanto. Escancarar-se para o mundo do outro – e também para o outro de si mesmo.

Escutar é talvez a capacidade mais fascinante do humano, por que nos dá a possibilidade de conexão. Não há conhecimento nem aprendizado sem escuta real. Fechar-se à escuta é condenar-se à solidão, é bater a porta ao novo, ao inesperado.

Escutar é também um profundo ato de amor.

Escutar de verdade implica despir-se de todos os seus preconceitos, de suas verdades de pedra, de suas tantas certezas, para se colocar no lugar do outro. Seja o filho, o pai, o amigo, o amante. E até o chefe ou o subordinado. O que ele realmente está me dizendo?

Observe algumas conversas entre casais, famílias. Cada um está paralisado em suas certezas, convicto de sua visão de mundo. Não entendo por que se espantam que ao final não exista encontro, só mais desencontro. Quem só tem certezas não dialoga. Não precisa. Conversas são para quem duvida de suas certezas, para quem realmente está aberto para ouvir – e não para fingir que ouve. Diálogos honestos têm mais pontos de interrogação que pontos finais. E “não sei” é sempre uma boa resposta.

Escutar de verdade é se entregar. É esvaziar-se para se deixar preencher pelo mundo do outro. E vice-versa. Nesta troca, aprendemos, nos transformamos, exercemos esse ato purificador da reinvenção constante. E, o melhor de tudo, alcançamos o outro. Acredite: não há nada mais extraordinário do que alcançar um outro ser humano. Se conseguirmos essa proeza em uma vida, já terá valido a pena.

Escutar é fazer a intersecção dos mundos. Conectar-se ao mundo do outro com toda a generosidade do mundo que é você. Algo que mesmo deficientes auditivos são capazes de fazer.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* A oração em MP3. Uma idéia em consanância com as demandas desse nosso tempo.

terça-feira, março 15th, 2011

Deus está em todos os sítios, até entre panelas, como dizia Santa Teresa. “E entre os mil afazeres de um mundo veloz”, arrematam os jesuítas.

Por isso, a Companhia de Jesus se somou ao apostolado virtual com o Rezandovoy, uma página na internet que entrou em operação dia 9 de março (Quarta-feira de Cinzas), e a partir da qual se convidará os crentes a meditar através da oração. A religião se adapta assim aos avanços tecnológicos e, para atrair adeptos, propõe buscar a Deus no dia-a-dia.

A reportagem é de Aitzol García e está publicada no jornal espanhol Deia. A tradução é do Cepat.

Para os fiéis que não rezam porque não sabem nenhuma oração ou porque as que conhecem são longas e chatas, surge esta web promovida por um grupo de jesuítas de Valladolid, que assume que “as novas tecnologias são imprescindíveis”.

Chama-se www.rezandovoy.org e é a primeira página de oração on-line da Espanha. Herda, contudo, a ideia que os jesuítas ingleses colocaram em prática há três anos – www.prayasyoungo.org – e que conta com cerca de 90.000 visitas semanais.

A partir desta quarta-feira os internautas disporão diariamente de uma proposta de oração em formato áudio de descarga absolutamente gratuita com uma duração aproximada de dez minutos, segundo explicou o sacerdote José María Rodríguez Olaizola, coordenador do projeto, teólogo e sociólogo. Junto com ele trabalham um programador e um desinger, afora uma equipe de 28 colaboradores. Oito deles colocaram suas vozes às orações e outros 20 redigiram as reflexões vinculadas ao Evangelho. As companhias discográficas, por sua vez, cederam os direitos para o uso de sua música.

“As novas tecnologias – diz este religioso – são imprescindíveis na sociedade atual, estão cheias de possibilidades e a Igreja não pode ficar alheia. A questão é aproveitá-las bem e de uma maneira válida”, precisa. A ideia básica desta proposta consiste em uma breve introdução do dia, prossegue com a leitura do Evangelho do dia ou de qualquer outro texto das Escrituras e se encadeia com uma série de perguntas abertas “para que o internauta reflita em função de sua situação ou experiência pessoal” e finaliza com uma conclusão. Tudo isso com um fundo musical ou cantos previamente selecionados.

“O objetivo – diz José María Rodríguez – é que a oração diária permaneça na tela ao menos durante duas semanas. No momento já temos material até o mês de junho e em breve receberemos as propostas até setembro”.

Porque, segundo os jesuítas, uma ordem que foi fundada no século XVI por Santo Inácio de Loyola (1491-1556), também é possível a busca de Deus no ciberespaço. Em vista da penetração da internet e da proliferação de usuários da rede através de telefones celulares, é normal que estes religiosos replicassem a ideia inglesa, com a intenção de chegar a toda a população de fala hispânica.

Os mentores do Rezandovoy asseguram que sua intenção é desmistificar o ato da oração:

“Costumamos pensar que para rezar é necessário serenar o ânimo, estar em um lugar especial, em condições especiais, em silêncio, dispondo de muito tempo e com alguma imagem, vela, símbolo que nos ajude… O fato é que é mais fácil do que imaginamos!”. Na sua opinião, “para rezar basta ter vontade: podes baixar a oração e escutá-la no caminho para a faculdade, enquanto fazes as compras, esperas na parada de ônibus, o tempo que tens que passar no carro, enquanto cozinhas…”.

O conteúdo da página é variável, com cinco descargas para cada dia da semana que manterão em todos os casos um formato similar. Também será possível assiná-la de maneira que não será preciso baixar os arquivos diária ou semanalmente; estes serão descarregados automaticamente ao conectar o dispositivo, “para que os usuários não tenham que estar entrando na internet todos os dias

***

Apesar da confusão que o artigo faz entre “oração formal” (Entra em teu quarto, fecha a porta..) e a oração informal ( Orai sem cessar..) a idéia é valiosa e penso que é por aí.

Não podemos ficar fora da Internet nem desse espaço que também anseia pela redenção !

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Pode-se usar “mantras” na meditação cristã?

sábado, março 5th, 2011


D. Estevão Bettencourt, Osb.

Em síntese: Tem-se propagado no Brasil a Meditação Cristã, corrente de espiritualidade de fundo panteísta. Ensina a pessoa a sentar-se comodamente e repetir um mantra (Maranatha, por exemplo) durante cerca de vinte minutos duas vezes ao dia; fazendo-o, o orante “descobrirá a unidade de que faz parte, a unidade de todos em tudo” (John Main, fundador da Meditação Cristã). O panteísmo subjacente a estas  palavras talvez fique despercebido a muitos cristãos.

A corrente de espiritualidade chamada “Meditação Cristã” foi fundada pelo monge beneditino John Main, que no Oriente assimilou as técnicas de meditação hinduísta; procurou integrá-las numa concepção geral de fé cristã, donde resultou a Meditação Cristã. Entre os fiéis católicos que fazem a experiência de tal espiritualidade, há os que se comprazem como também há os que se decepcionam por não encontrarem o específico cristão em tal prática.

Vejamos, pois, em que consiste a Meditação Cristã e como a avaliar.

  1. 1. Em que consiste?

a) O Boletim da Meditação Cristã do Rio de Janeiro nº 24 oferece as seguintes instruções:

“Como Meditar

(adaptado de textos de Dom John Main)

Quando meditamos, não estamos imaginando Deus nem pensando nele, como fazemos, legitimamente, em outras ocasiões. Na meditação procuramos fazer algo muito maior: estar com Deus, discernir sua presença em nosso coração. A meditação não é relacionada com o ato de pensar, mas  com a naturalidade de ser. O objetivo de toda oração cristã é levar-nos à comunhão com o Deus Trinitário, permitindo-lhe tornar-se dentro de nós a realidade que dará sentido, propósito e forma a tudo aquilo que fizermos, a tudo  o que fomos. A tarefa da meditação, portanto, é conduzir nossa mente a  um estado de quietude, silêncio e concentração que envolva todo o nosso ser em clima de oração, aberto à Presença silenciosa e misteriosa de Deus.

Para meditar, convém procurar um lugar quieto e sentar-se confortavelmente, mas  com a coluna ereta. Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Embora outras palavras possam ser usadas, nós costumamos recomendar a palavra-oração “Maranatha”, que é uma aglutinação de duas  palavras de aramaico, a mesma língua que Jesus falava. Significa “Vinde, Senhor” e é, provavelmente, a mais antiga oração cristã. São Paulo usou-a para encerrar Coríntios 1, e São João para encerrar o Apocalipse.

Esta é uma palavra radicalmente  simples. Mas não pense em seu sentido – limite-se a pronunciar, mentalmente, cada uma de suas sílabas: Ma-ra-na-tha, em ritmo lento. Muitas pessoas associam essa repetição ao ritmo calmo e regular de sua respiração. Se pensamentos ou imagens aparecem, trate-os como distrações e simplesmente retorne à repetição da palavra. Medite todos os dias, cada manhã e à noite, por um período de vinte a trinta minutos”.

A palavra-oração a ser repetida é este mantra.

b) E que é o mantra?

O mantra quer dizer etimologicamente instrumento para pensar. É, segundo a filosofia religiosa hinduísta, uma palavra sagrada que representa a essência sutil e concreta de todas as coisas; tem poder divino como o tem a Divindade que o mantra exprime; materializa o poder da divindade invocada.

De todos os mantras o mais usual é o fonema OM, que pode ser decomposto em A-UM, símbolo do Absoluto, O guru, pronunciando mantras, desperta as energias latentes  do seu discípulo. Com outras palavras: o mantra põe o indivíduo em contato com a energia dispersa pelo universo; produz efeitos de sintonia com o cosmo. A  concepção subjacente é que o homem, o mundo e a Divindade constituem uma grande rede de energia: a pessoa deve procurar sintonizar ou colocar-se na onde de Deus para se encontrar com Deus e atingir o seu grande centro: Deus (a divindade), eixo do universo e centro da pessoa humana. – São palavras de  John Main no citado Boletim:

“Ser bastante generosos para procurar a coisa única necessária. Naquele mesmo ato de procura descobriremos a unidade de que fazemos parte, a unidade de todos em tudo”.

“O chamado da oração profunda é nada menos que o chamado para ser, para ser você mesmo, para ser no amor, na confiança, em total abertura para o que é”.

“Você se descobre em unidade com Deus e com toda a criação por estar, finalmente, em união consigo mesmo. Sua consciência estará simplificada, integrada em Deus”.

Note-se a ênfase na palavra unidade, que significa mais do que união. O cristão tende não à unidade com Deus (pois sabe que Ele é transcendente), mas à união com Deus, respeitada a diferença entre Criador e criatura.

É, pois, evidente o fundo panteísta da Meditação Cristã, fundo este que pode passar despercebido a um católico de pouco senso crítico (alguns textos do Evangelho pretendem ilustrar os dizeres de John Main), mas bem perceptível a quem tenha clara noção do que é meditar no sentido católico.

  1. 2. E a Meditação Católica?

A meditação católica é a reflexão sobre algum ponto do patrimônio da fé, reflexão que mobiliza em certo grau a inteligência (e pode valer-se da memória e da imaginação); tem por objetivo avaliar mais profundamente o significado preciso das verdades reveladas, a fim de que o fiel chegue à oração e à mais íntima união com Deus.

Para obter este resultado, o cristão conta com a graça do Senhor, que lhe é concedida sem especiais artifícios de ordem física; compreende-se, porém, que o silêncio exterior e o silêncio inferior (no íntimo do orante) sejam condições oportunas para que possa haver reflexão ou meditação e oração. Não há postura física recomendada em particular no roteiro da meditação.

O exercício assim concebido é dito no Antigo Testamento “ruminar”; cf. Sl 1, 2. Entre os cristãos, este “ruminar” é praticado de preferência sobre o Evangelho e os feitos da Redenção. S. Agostinho (+ 430) o expõe nos seguintes termos:

“Quando tu ouves ou lês, tu comes; quando meditas  o que acabas de ouvir ou ler, tu ruminas a fim de ser um animal puro e não  um impuro” Enarratio in Psalmum 36, sermo 3).

Este texto supõe que Jesus Cristo seja o alimento da alma, alimento oferecido não só pela Eucaristia, mas também pela palavra bíblica. A reflexão assídua sobre essa Palavra é tida como “ruminação”, ruminação que caracteriza os animais puros conforme Lv 11, 3 e Dt 14, 6. O cristão, tendo lido ou ouvido a Palavra de Deus, quer saboreá-la e assimilá-la interiormente para que frutifique em sua vida.

A tradição dos monges desenvolveu esta prática, (Lectio Divina) assinalando quatro etapas para a  oração cristã:

1) a leitura do texto sagrado, leitura pausada, feita na presença de Deus, até que o leitor encontre uma frase ou um versículo  que o impressione por sua densidade; pare então e passe para

2) a meditação, procurando aprofundar o que o texto quer dizer; pode usar todas as faculdades da mente (intelecto, imaginação, memória…) para ir ao âmago do que o texto quer dizer; considere quem é Deus que fala e age…, quem é a criatura, objeto da ação de Deus, … quais as circunstâncias em que tal ação ocorre segundo o texto sagrado…

3) oração ou colóquio com Deus … a fim de adorá-lo, agradecer-Lhe, pedir-Lhe perdão e suplicar-Lhe as graças necessárias para  corresponder exatamente à mensagem do Senhor. Por último, o orante se entre à

4) contemplação: deixa-se ficar tranqüilo, em silêncio interior, na presença de Deus, saboreando espiritualmente as verdades recordadas e procurando ouvir o que o Senhor tenha a lhe dizer…

Estas quatro etapas de oração constituem o que também se chama lectio divina; foram e são muito usuais em ambientes monásticos católicos. Do século XVI em diante, novos métodos de oração, inspirados por escolas de espiritualidade modernas, têm-se propagado entre os fiéis católicos; guardam todos a mesma atitude de pobreza interior, humildade. Confiança na graça de Deus, expansão da vida sacramental… São, entre outras,

- a escola inaciana, de S. Inácio de Loiola (+ 1556); os “Exercícios Espirituais” propõem o método das três faculdades da alma, a aplicação dos sentidos, a contemplação dos mistérios (ou da vida terrestre) de Cristo;

- a escola carmelitana e sua prática de meditação;

- a escola dominicana e seus exercícios de oração;

- a escola de S. Francisco de Sales e seu estilo de meditação adaptada à vida do cristão no mundo;

- a escola oratoriana, com seus mestres J. J. Olier e São João Eudes;

- a escola de São João Batista de La Salle, voltada para Religiosos não sacerdotes.

Tal é a riqueza da meditação cristã católica, fiel aos grandes princípios da fé e isenta de concepções panteístas.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Yoga. Posso praticar só os exercícios, sem a doutrina panteísta que a sustenta?

quinta-feira, março 3rd, 2011

Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”

D. Estevão Bettencourt, osb.

Nº 408 – Ano 1996 – Pág. 209

Em síntese: Em nossos dias certos autores de e spiritualidade católicos recomendam exercícios corporais e ritmos respiratórios para favorecer e provocar a oração. Estas técnicas têm origem na espiritualidade hinduísta, que é panteísta, identificando a Divindade e o homem como se este fosse uma centelha divina apoucada pela matéria.

Os exercícios corporais hinduístas têm em vista colocar o orante em sintonia coma divindade existente no mundo inteiro; aperfeiçoariam a união com Deus.

Ora os autores católicos, embora tencionem ficar no âmbito do Cristianismo, se exprimem de tal modo que muitas vezes parecem identificar-se com o pensamento hinduísta; as posturas corporais e a respiração ritmada dariam ao cristão o contato mais íntimo com Deus; colocá-lo-iam em contato com a Fonte do seu seu Eu que está no mais íntimo do homem; fá-lo-iam sintonizar com Deus como se este fosse uma fonte de energia no sentido da Física moderna. - Daí as séria restrições que as táticas, orientais mereceram da parte da Santa Sé e que conservam seu pleno valor diante de publicações recentes como “Orar com o corpo” ,publicada pela  revista Carmelitana.

***

A revista carmelitana “ORAR” n° 9 (sem data) propõe uma série de técnicas corporais recomendadas para facilitar a oração ou a união da alma com Deus. Aliás, o título do fascículo é “ORAR COM O CORPO”.

A propósito algumas reflexões se impõem.

1. A ORAÇÃO CRISTÃ

A oração tem dois aspectos:

1) É a procura de Deus por parte da criatura, de modo que supõe a mobilização das faculdades humanas (intelecto, vontade, fantasia, memÓria…), como aliás é praticada na meditação inaciana, na beruliana , etc. Desta maneira o corpo e a sensibilidade desenvolvem sua atividade quando alguém quer rezar; somos todos psicossomáticos; nenhum ato da nossa pessoa é meramente espiritual ou meramente corporal. Verifica-se que, quando a pessoa está cansada ou com dor de cabeça, pode sentir mais dificuldade para concentrar-se e rezar.

2) Mas a oração é também, e principalmente, ação da graça de Deus no orante. Diz São Paulo: “O Espírito socorre a nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir como convém; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis, e Aquele que perscruta os corações sabe qual o desejo do Espírito, pois é segundo Deus que ele intercede em favor dos santos” (Rm 8, 26s). A oração é um dom ou uma graça de Deus.

Compreende-se então que os cristãos procurem condições fisicamente sadias para rezar; mas a tradição cristã, em seu veio central ou pela palavra de seus grandes mestres, Jamais apregoou exercícios respiratórios ou posturas físicas como recursos para rezar bem. Pode-se até notar que não poucos Santos procuraram posições incomodas para rezar: ajoelhava-se sobre pedrinhas ou sobre grãos de milho, procuravam não se encostar a suas cadeiras, usavam cilícios… Estas práticas nada tinham (ou têm) de masoquista, mas derivavam-se da consciência de que a mística é inseparável da ascese; a mortificação corporal acarreta o efeito benéfico de amainar as paixões e libertar a mente para que mais facilmente se possa entregar à meditação das realidades transcendentais.

Verdade é que no Oriente cristão existiu a corrente dos hesicastas (= repousantes). O nome vem de hesychia, que em grego significa tranqüilidade.

Tratava-se de monges que nos séculos XIIII XIV se sentavam no chão, olhando fixamente o umbigo; por meio desta técnica de concentração procuravam chegar a um êxtase ou à contemplação da luz divina interior. A doutrina que acompanhava tal método era de tendência panteísta (no homem haveria uma centelha divina envolta na matéria). O hesicasmo encontrou grande difusão, mas também ferrenhos adversários nos mosteiros de Constantinopla e no Monte Athos (República de monges situada na Grécia); o seu principal defensor foi Gregório Pálamas (1296-1359). A corrente propagou-se até o Sul da Itália, provocando árduas disputas teológicas, que foram objeto de estudo de três Concílios do Oriente grego. O método foi perdendo sua voga, embora ainda hoje encontre adeptos entre ascetas do Monte Athos.

Os hinduístas, especialmente os budistas, é que cultivam exercícios corporais para praticar a meditação. Nisto são inspirados por sua mentalidade panteísta, que identifica entre si a Divindade e o homem; este seria uma centelha da Divindade apoucada ou encarcerada pela matéria. Os exercícios físicos têm a função de fazer que a centelha divina (existente no íntimo do homem) se emancipe das limitações da matéria e entre em sintonia com a divindade existente fora do homem; as posturas físicas, o ritmo respiratório, a dieta alimentícia desempenham assim papel Importante, porque, segundo esta concepção, contribuem para libertar o núcleo central do homem.

2. EXERCÍCIOS FÍSICOS NO CRISTIANISMO

Nos últimos anos alguns autores católicos têm procurado adaptar a metodologia hinduísta à prática cristã da oração, recomendando exercícios físicos diversos para se conseguir chegar à mais profunda união com Deus. Quem lê as lições desses autores, tem a impressão de que valorizam excessivamente tais exercícios como se fossem condições ou quase condições para rezar bem. É possível, sim, que os exercícios corporais proporcionem certo bem-estar físico, facilitando a respiração e o metabolismo; todavia esse bem-estar ou essas condições higiênicas não é oração, nem são necessariamente a melhor preparação ou o melhor  o concomitante da oração . Se a oração é a elevação da alma a Deus, suscitada pela graça divina ( definição clássica), ela ocorre segundo a espontaneidade do Espírito Santo, ainda que o orante esteja no mais profundo abismo ; talvez mesmo com ocasiões de aflição e angustia ela prorrompa mais forte e  espontânea. Quem muito valoriza os exercícios corporais para rezar, corre o risco de identificar oração e bem-estar higiênico, ou também o risco de identificar gestos corpóreos e valores éticos espirituais, como se pode depreender do seguinte texto, extraído das pp.26s do referido fascículo:

“a. A expiração é uma fase de purificação, de desprendimento, de despojamento. Expulso tudo o que em mim é obstáculo à vinda de uma vida superior: Aceito morrer ao que em mim impede a eclosão dessa vida, conforme a palavra de Cristo: ‘Quem perder a própria vida, a ganhará’.

b. Terminada a expiração, chegar-se-á a uma pausa, com os pulmões vazios. Nela entro em contato com as nossas raízes. Tudo parece morto. Não se vê a vida, mas esta .se prepara no grão pronto para se abrir: Recordo o mistério de Cristo sepultado durante três dias. E tempo de paciência.

c. Chega-se à inspiração. Momento em que saboreio o estado de ’ser respirado’. Não aspiro o ar como se receasse que ele me fosse faltar: Desejo aspirá-lo. Confio na vida que renova seu ciclo. Transponho tudo isso para essa nova força, que ascende em mim, como a seiva pelo tronco. Vida de Cristo, que tenta regenerar-me. Esta vida divina, como o ar que neste momento os meus pulmões inalam, dá-se a mim gratuitamente, instante após instante. Não é fruto dos meus esforços. Através dela exercito a respiração enxertada no sopro do Espírito. É o tempo – o da inspiração – adequado para viver a confiança sem medo, sem ensimesmamento.

d.        Chega-se à apnéia,  com os pulmões  cheios. Agora deixo que Cristo penetre se difunda por todo o meu ser, como o oxigênio purificador que acabo de introduzir em mim.

Como se vê, as diversas fases da respiração vêm a ser como que a concretização  de atividades do orante. Muito mais grave é o que se se­gue logo após o trecho atrás transcrito:

Pela respiração entro em harmonia com o cosmo o suas vibrações. Com o ritmo  de seu fluxo e refluxo. O sopro que habita em mim, é o alento de Deus: Javé insuflou em seu nariz um alento de vida e o homem se fez um ser vivente (Gn 2,7). Nestes momentos conscientizar-me de que pos­suo esse sopro é vincular-me ao Criador.Esse sopro é seu Espírito que me une como Pai co Filho a toda a criação” (p. 27).

Estes dizeres superem nitidamente o panteísmo: o ar que alguém respira vem a ser a vida divina, o alento de Deus, alento de Deus que é identificado com o Espírito Santo; esse ar-Espírito une o orante à Divin­dade e às criaturas todas. O homem vive não por um principio vital cria­do, mas pelo sopro de Deus, que é o Espírito Santo. Nisto há um abuso da linguagem figurada de Gr, 2,7: o texto biblico conhece Deus metafori­camente  , como um oleiro, que sopra na face do seu boneco de argila; esse soprar tem o caráter metafórico da imagem aplicada:’significa a in— fusão  do principio vital do homem , que não é   o  Espírito Santo.

A idéia de que o ar que respiramos, nos Poe em contato com o cosmo e suas  vibrações , é desenvolvida no artigo da revista em foco dedicada ao mantro.

3. OS MANTRAS

O vocábulo indiano mantra significa uma palavra ou uma formula impregnada  de um poder particular capaz de unificar energias habitualmente dispersas e contrapostas .

Sua eficácia parece estar radicada em dois fatores: a vibração que penetra as camadas mais profundas e sutis da consciência , e seu significado…

Essa palavra-mantra é repetida com, freqüência de modo a mergulhar facilmente o orante nas profundidades do seu psiquismo

O mantra nos proporciona “uma certa experiência sensível-em nível de fé não sensorial – da presença de Deus no centro do nosso ser

A explanação  relativa ao mantra dá a impressão   de que a vibração do ar decorrente da repetição  da palavra sagrada tem um efeito físico: ela põe  o orante em sintonia com Deus, como se Deus fosse uma emissora e ondas energias, que capto desde que utilize a vibra­cão  certa ou adequada para atingi-lo. O mantra  tem eficácia física capaz de apreender a Deus como se Deus fosse uma realidade do nosso mun­do físico, quantitativo, mensurável. Isto equivale a professar o panteísmo.

O panteísmo também parece insinuado pelas expressões  ‘mergulhar nas profundidades do nosso psiquismo, proporcionar uma experiência  sensível — …não sensorial — da Presença de Deus no centro do nosso ser’. Dir-se-ia que está subjacente a idéia de que o homem é uma centelha de Deus envolvida pela corporeidade. A fé cristã admite, sim, que Deus habita nos corações puros, mas está longe de professar que Deus pode ser experimentado mediante vibração do ar. Além disto, suge­re a pergunta: não há contradição, nos textos transcritos atrás, quando se diz que fazemos uma certa experiência sensível, não sensorial,  da Presença de Deus no centro do nosso ser? Qual é a diferença, neste contexto, entre sensível e sensorial?

Em suma, o fascicular  “ORAR COM CORPO” pode em alguns tópicos oferecer sugestões para úteis para a vida de orações, recomendando a concretização corpórea  de nossos afetos. Todavia vários de seus artigos são inspirados por concepções ambíguas, ou seja, concepções panteístas revestidas de roupagem cristã. Não há duvida, os articulistas fazem questão de ressalvar que a oração é graça de Deus, é fruto da ação do Espírito Santo;

“A união com Deus, suprema meta da oração cristã (e de toda ora­ção) é puro dom de Deus. Pura graça de  seu amor”.

“Eis os grandes riscos das técnicas corporais: embasar a oração num conjunto de exercícios que freqüentemente terminarão desenvolvendo as técnicas e esvaziando o conteúdo. E o outro risco: renunciar a originalidade oração cristã, para dar-lhe plena alma e característica ioga, hindu ou budista”.

Apesar destas advertências colocadas nas primeiras páginas do fas­cículo, os articulistas não parecem guardar os princípios cristãos enunci­ados: dão tal importância aos gestos que insinuam que os gestos é que levam à união com Deus… e com Deus concebido como energia cósmica, dimensional, panteísta.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo
A Igreja não é autora da verdade humana, sujeita às revisões de cada tempo, mas depositária da VERDADE revelada por Deus, em Cristo Jesus.
  Assine o RSS
_______________________
Comentários
Categorias
Artigos – Dia a dia
maio 2013
D S T Q Q S S
« abr    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031