Posts Tagged ‘Papa’

* Grã Bretanha: campanha pela “ordenação” de mulheres será lançada durante visita do Papa.

sexta-feira, agosto 27th, 2010

Terra

Os famosos ônibus vermelhos de Londres levarão mensagens a favor da ordenação sacerdotal das mulheres na Igreja Católica durante a visita do papa Bento XVI à Grã-Bretanha, em setembro, anunciaram os organizadores da campanha.

A associação Ordenação de Mulheres “Católicas” (CWO, na sigla em inglês) lançará sua campanha publicitária em 15 ônibus, que circularão durante quatro semanas pelas principais artérias da cidade com o slogan: “Papa Bento – Ordene mulheres agora!”.

Bento XVI fará a primeira visita oficial de um pontífice ao Reino Unido desde o cisma anglicano, no século XVI.

Entre 16 e 19 de setembro, ele irá a Edimburgo, Glasgow, Londres e Birmingham.

“Esta é a única maneira de divulgar nossa mensagem, e uma boa oportunidade, já que o Papa estará no país”, disse Pat Brown, porta-voz do grupo.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Segundo livro do Papa sobre Jesus chegará às livrarias em março de 2011.

quarta-feira, agosto 25th, 2010
Young Catholics Attend Youth Rally With Pope Benedict XVI

O próximo livro de Bento XVI sobre a vida de Jesus chegará às livrarias, em vários idiomas, no primeiro domingo da Quaresma, 13 de março. Foi o que afirmou ontem à Rádio Vaticano Giuseppe Costa, diretor da Libreria Editrice Vaticana.

Este esperado segundo volume, que se centra na paixão e morte de Jesus, encontra-se atualmente em processo de tradução para os diferentes idiomas. Será entregue aos editores no dia 15 de janeiro, para preparar as respectivas edições nacionais.

Segundo Costa, no momento, chegou-se a um acordo com 18 editoras, ainda que não se descartam mais pedidos nos próximos meses.

O Papa – segundo confirmou o porta-voz vaticano, Federico Lombardi – trabalha atualmente no terceiro volume sobre a vida de Jesus, dedicado à infância de Cristo.

Giuseppe Costa, responsável editorial dos textos vaticanos, encontrava-se estes dias em Rimini (Itália), para a apresentação do primeiro volume da Opera Omnia (obra completa) de Joseph Ratzinger.

A apresentação aconteceu durante o festival conhecido como Meeting de Rimini, organizado pelo movimento católico Comunhão e Libertação, que todos os anos reúne milhares de pessoas.

Esta Opera Omnia consta de 16 volumes que recolhem todos os escritos e intervenções de Joseph Ratzinger, antes de ser eleito Papa, sobre a importância da liturgia na vida cristã.

A obra traz, explicou Costa, “não seus ensinamentos como pontífice, mas seus escritos, entrevistas e ensinamentos como cardeal. Esta Opera Omnia encerra quando ele foi eleito Papa”.

Sobre o conteúdo das obras, o bispo de Ratisbona, Dom Gerhard Müller, encarregado da edição alemã, explicou à emissora vaticana a importância que a liturgia tem no pensamento de Joseph Ratzinger.

“A liturgia é a participação sacramental na vida de Deus. Por isso, não é só um ‘teatro’, uma autoexpressão do coração ou da ideia da subjetividade, mas é a expressão objetiva, real, concreta, do contato com o próprio Deus, que quer conviver conosco, suas criaturas”, afirmou o prelado.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Ingleses lançam página web para rebater ataques contra Bento XVI.

quinta-feira, agosto 19th, 2010

Faltando quase um mês da chegada do Papa Bento XVI ao Reino Unido, um diácono e autor inglês lançou a página web ProtectThePope.com para defender o Santo Padre e ajudar os católicos a responderem devidamente ante os incidentes que constituam uma incitação ao ódio religioso.

O criador do espaço é Nick Donnelly, diácono permanente da diocese de Lancaster, autor da Catholic Truth Society e membro da equipe editorial do The Catholic Voice of Lancaster, o jornal da diocese desta diocese.

“Diz-se que o anti-catolicismo é o último preconceito aceitável, e de uma forma na que nós os católicos colaboramos ao ignorá-lo, esperando que desapareça. Mas os ataques pessoais ao Papa Bento no período preparatório à visita papal mostram que este não desapareceu”, indicou no lançamento da página Web.

O página dará informação sobre a lei relativa ao delito de ódio religioso e proporciona aos católicos os meios para informarem à polícia sobre incitamento ao ódio religioso ou atos de ódio religioso que tenham lugar durante a visita do Santo Padre.

“Quando falo com outros católicos sobre a visita do Santo Padre em setembro, muitos expressam preocupação sobre sua segurança. O nível de hostilidade sem precedentes, ridículo e hostil de certas figuras públicas e setores da imprensa fizeram que alguns católicos se sintam verdadeiramente preocupados de que Bento será envergonhado ou até mesmo golpeado”, acrescentou.

Donelly assinala que “é importante saber que não temos mais razão para sofrer este tipo de abuso em silêncio como fizemos no passado, mas agora podemos invocar a lei para proteger-nos como fiéis católicos”.

“Há também uma grande quantidade de informação errônea e mentiras que são vendidas nas seções sensacionalistas da imprensa e, sejamos francos, por inimigos daIgreja. Sim, ainda temos inimigos, não desapareceram depois do Concílio Vaticano II”, assinalou.

“O Santo Padre tem sua própria equipe de segurança e a polícia para protegê-lo durante sua visita. Nossa preocupação nesta página é proteger a reputação do Santo Padre e a verdade da Igreja Católica

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Britânicos organizam protestos contra visita do papa

segunda-feira, agosto 16th, 2010

Será sempre assim, daqui pra frente qualquer visita do papa gerará protestos daqueles que odeiam a Igreja e sua posição firme de afirmação da verdade de Deus para o homem.

No fundo, não é contra a Igreja mas contra Deus!

Foi assim com Jesus! é assim com a igreja.

***

A pouco mais de um mês da visita que o papa Bento 16 fará ao Reino Unido, entre os dias 16 e 19 de setembro, crescem as preocupações quanto a possíveis ações de protesto contra a presença do pontífice no país.

Segundo a edição online do jornal “Daily Telegraph” deste sábado, o grupo Protest the Pope ameaçou impedir que o cortejo papal alcançasse um dos locais de Londres onde ocorrerão os eventos programados. As ameças foram feitas durante um encontro público do grupo.

Na reunião, os opositores à viagem explicaram que o chefe de Estado do Vaticano vai percorrer uma estreita rua suburbana para chegar ao campus da St Mary’s University College, onde falará a 3.500 estudantes sobre a importância da educação católica.

Um dos manifestantes assinalou que se o percurso for feito de carro, “aquela será uma ótima ocasião para bloquear a estrada”. “Organizemo-nos”, acrescentou ele, entre aplausos dos presentes.

Também um grupo de laicos e apoiadores dos direitos dos homossexuais planeja uma marcha pelo centro de Londres e uma manifestação no dia 18, quando Bento 16 fará uma vigília de oração no Hyde Park para 80 mil fieis.

De acordo com o jornal “The Independent”, os promotores do evento enfrentam ainda o problema dos custos da visita, já que faltam à Igreja Católica local doações de mais de 2,6 milhões de libras esterlinas (o equivalente a R$ 7,18 milhões) para cobrir o orçamento.

Oficialmente, a instituição religiosa precisa recolher ao todo 7 milhões de libras para financiar a parte “pastoral” da viagem, ou seja, os grandes eventos públicos previstos para Glasgow (no Parque Bellahouston), Londres e Birmingham (onde será realizada a beatificação do cardeal John Henry Newman, no Parque Cofton).

Fontes da organização relataram ao jornal, porém, que o custo final ficará próximo a 8 milhões de libras. Até agora, a Igreja britânica recolheu somente 5,1 milhões de libras, provenientes em grande parte de doadores privados e da sociedade.

Entre outras medidas, a decisão de instituir a cobrança de entrada para os três eventos ao ar livre que serão presididos pelo papa suscitou muitas discussões nas últimas semanas. A iniciativa teria como objetivo contribuir com os altos custos previstos.

A visita já vinha despertando polêmicas desde antes de seu anúncio oficial. Em fevereiro, o pontífice foi bastante criticado no Reino Unido ao se opor indiretamente à Equality Bill, lei que estava sob análise do Parlamento local na época e que dá direitos de igualdade a homossexuais.

Posteriormente, um documento secreto da chancelaria britânica com piadas sobre a viagem veio a público, com sugestões de que o líder máximo da Igreja Católica abençoasse um casamento gay, inaugurasse um departamento para abortos em um hospital e lançasse um novo tipo de preservativos com o nome de “Benedict” durante sua estadia.

As controvérsias saíam à tona no momento em que o Vaticano era alvo de inúmeras críticas devido às denúncias de pedofilia que envolviam o clero de diversas nações — inclusive o do Reino Unido. Ativistas ateus ameaçaram prender o pontífice assim que ele colocasse os pés no país, por considerarem-no responsável pelos crimes.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Músicas em preparação a visita do Papa à Grã Bretanha.

quinta-feira, agosto 12th, 2010

thepapalvisit.org.uk (tradução de CN Notícias)

Os peregrinos que participarão da Visita do Papa à Inglaterra em setembro receberão um CD exclusivo, que conta com a participação da finalista do Britain’s Got Talent 2010, Liam McNally, seminaristas do Oscott College, o Arcebispo Vincent Nichols e Lord Patten.

O CD foi produzido para ajudar na preparação espiritual e prática dos peregrinos para a Visita. No total, são 12 faixas, sendo que duas estão disponíveis online para acesso livre.

Na mensagem de boas-vindas, o presidente da Conferência de Bispos Católicos da Inglaterra e País de Gales e Arcebispo de Westminster, Dom Vincent Nichols, afirma que “o Papa Bento vem a nós como eloquente e profundo proclamador do Evangelho de Cristo e da Fé Católica. Estejamos prontos para ouvi-lo de coração, porque esse é o campo em que Deus semeia sua sementes e no qual os frutos começam a crescer”.

Há também uma mensagem de boas-vindas de Lord Patten e do secretário-geral da Conferência, padre Paul Conroy. As faixas “Urban Pilgrim”, “Jubilate”, “Urban Pilgrim reprise”, “Deus Tuus Deus Meus”, “Panis Angelicus” e “Our Father”, “Cor Ad Cor Loquitor” (De Coração para Coração) e “Nunc Dimittis” integram a produção.

Na semana de 6 de setembro – exatamente 10 dias antes do Santo Padre chegar a Edimburgo –, os participantes dos encontros com o Papa receberão o Passaporte Peregrino, que conterá, além do CD, detalhes importantes sobre a Visita.

Os peregrinos estão se reunindo em preparação à visita com os representantes de suas comunidades em torno do Reino Unido. O CD faz parte de uma série de iniciativas para inserir as pessoas no espírito da jornada e encorajar reflexões sobre a Visita.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* BBC prepara cobertura “equilibrada” da visita papal à Grã Bretanha. Será?

domingo, agosto 8th, 2010

Por Edward Pentin

Quando Mark Thompson, o diretor geral da British Broadcasting Corporation, veio a Roma para preparar a próxima visita papal à Grã-Bretanha, negou que a BBC tivesse uma mania inata contra a Igreja Católica.

Ele e outros diretivos da BBC acreditam que a cobertura, como grande parte de sua programação, é respeitosa e equilibrada, e que os programas sobre a Igreja são de grande qualidade.

Mas, à medida que se aproxima a visita do Papa, o que existe de verdade nisso?

Ao levar em consideração os programas que já foram divulgados e os rumores sobre os previstos, infelizmente, não é verdade, em absoluto.

De acordo com um bom número de fontes de notícias, espera-se que a BBC frustre muitos católicos, ao emitir um programa fixado para que coincida com a visita do Papa de 16 a 19 de setembro. O conteúdo do programa continua sendo secreto, mas algumas fontes de informação dizem que será um drama de 90 minutos que submete o Papa a um juízo, acusado de encobrir abusos sexuais perpetrados por sacerdotes.

A BBC se mostra muito reservada sobre este rumor. Uma porta-voz sua me disse, em 21 de julho, que os programas coincidem com a visita de Estado, mas não pôde dar detalhes – tampouco em relação ao possível conteúdo – por “razões de programação”. Ela também foi incapaz de dar informação sobre todos os programas relacionados com a visita papal, que já foram difundidos.

O programa mais importante que a cooperação emitiu até agora em relação à visita foi um drama da BBC Rádio 4 sobre o cardeal John Henry Newman, a quem o Santo Padre beatificará em Birmingham no dia 19 de setembro.

Chamado de Gerontius, Newman foi interpretado pelo respeitado ator Derek Jacobi. Mas a representação não tinha nada a ver com o progresso da alma rumo ao purgatório, nem manifestava a relevância na vida das pessoas das grandes obras teológicas de Newman. Ao invés disso, centrou-se em sua íntima amizade com Frei Ambrose St. John – uma amizade que os defensores dos direitos homossexuais dizem ser de caráter homossexual, mas que os especialistas em Newman mostram que era simplesmente um afeto próximo e fraternal.

Além de programas diretamente relacionados com a visita papal, a BBC produziu algumas saídas dignas de elogio. Em março, a Rádio 4 emitiu Heart and Soul, um excelente documentário sobre o sofrimento e como se pode chegar a uma compreensão pessoal da ressurreição de Cristo. Nesse mesmo mês, a BBC News ofereceu um artigo muito equilibrado do correspondente do Vaticano Gerry O’Connell nos meios de comunicação do Vaticano sobre a forma como se está lidando com a crise de abuso sexual.

Formas veladas

Mas a maioria dos programas continua traindo as tendências dominantes da BBC laicista. Ainda que se tenha feito um esforço para pedir a muitos católicos de pensamento ortodoxo para que apareçam em seus programas de notícias, no entanto, a maioria tende a ser católico dissidente. Os fiéis crentes que vão conseguir costumam ser destacados, como no caso de 5 de abril, quando um filósofo e político católico italiano, Rocco Buttiglione, apareceu no programa Radio 4’s Today para discutir sobre a crise do abuso sexual. Buttiglione fez uma defesa enérgica e equilibrada, mas foi interrompido constantemente pelo apresentador, John Humphrys.

O Pe. Tim Finigan, sacerdote inglês e blogueiro, resumiu o problema quando escreveu em maio sobre um e-mail interno da BBC que lhe foi enviado. “A BBC está organizando um debate entre sua equipe sobre o cristianismo”, escreveu em seu blog The Hermeneutic of Continuity. “A quem trarão para fazer isso? A um professor de história e defensor dos direitos dos homossexuais, que descreve sua própria posição religiosa atual como a de um agnóstico ou ateu com um transfundo de anglicanismo, e um acadêmico muçulmano”.

E se ainda são necessárias provas de que a BBC não pode tratar da fé com a seriedade que merece, Cristina Odone, uma ex-editora de The Catholic Herald, escreveu em 29 de abril, no Telegraph, como ficou brava quando a BBC enviou um cômico para entrevistá-la sobre o escândalo de abusos sexuais entre os clérigos – e passou a maior parte do tempo tirando sarro da fé. “Será que a BBC pode fazer isso com um muçulmano? Com um judeu? Com um hindu? – perguntava-se. Claro que não. Não têm coragem. Mas quando se trata dos católicos, enviam-lhes os palhaços.”

Quando escrevi aqui sobre o desvio da BBC em fevereiro, concluí que entre a equipe diretiva da BBC, o ânimo anticatólico não era tão dominante – ainda que, sem dúvida, existe em alguns setores – como a incapacidade da sua equipe, predominantemente secularizada, de levar a fé a sério.

A Igreja da Inglaterra tende a concordar. No começo deste ano, criticou a cobertura da BBC da religião em geral como “não suficientemente boa” e expressou sua preocupação por que a transmissão de assuntos religiosos esteja sendo deixada de lado. Inclusive um dos antigos apresentadores da BBC em assuntos religiosos, Roger Bolton, queixou-se, em um discurso em março, de que a perspectiva religiosa nas notícias é “surpreendentemente ausente, tanto nas transmissões como por trás das cenas, nas discussões internas de redação”.

Mas criticar a BBC é fácil de fazer e se faz frequentemente. Um amigo que trabalha para a corporação se lamentava recentemente que criticar a “BeeB” é algo assim como “tiro de peixes em um barril – ainda que o tiro aos peixes em um dos peixes de ‘tiro ao barril’ não é um esporte tão popular”. De fato, as emissoras públicas do mundo inteiro são objeto de acusações similares de serem tendenciosas.

Em um discurso de fevereiro em Roma, Thompson se referiu a algumas brincadeiras típicas: “De qualquer forma, ‘para que exatamente se paga uma licença?’ É preciso aboli-la”; “Por que não colocar uma bomba debaixo delas?”, disse, acrescentando: “Estes não são encontros da imprensa britânica. São de Bild, do Frankfurter Allgemeine Zeitung, do jornal flamenco De StandaardIl Giornale e do Spiegel. Tampouco são sobre a BBC – são sobre a ARD / ZDF, VRT e a RAI”.

Cultura de morte

Mas se poderia argumentar que a tendenciosidade da BBC contra a Igreja Católica tem um traço mais grave e sinistro do que simplesmente as falhas normais de um organismo público de radiodifusão, relacionado não somente com um mal-estar na corporação, e sim mais em geral entre as elites do país e talvez dentro da cultura britânica em seu conjunto.

A BBC, depois de tudo, não é o único organismo de radiodifusão do Reino Unido que ataca a Igreja: com notável, mas surpreendente descaro, Channel 4 pediu ao ativista dos direitos dos homossexuais Peter Tatchell, que se apresente em um documentário sobre Bento XVI.

Mas se diz da BBC que padece sobretudo de uma forma de pensar que impregna secularismo, que abraça – ou pelo menos simpatiza com ela – a cultura da morte, seja o aborto, o feminismo radical, a agenda homossexual, a anticoncepção, a eutanásia, a ciência contrária à ética, assim como a pesquisa com células-tronco embrionárias. O consumo de drogas entre os empregados também se diz que está generalizado.

Recentes acontecimentos trágicos entre funcionários da BBC parecem corroborar esta opinião. Ray Gosling, um apresentador veterano e destacado ativista de direitos dos homossexuais, admitiu em fevereiro que há vários anos havia asfixiado seu amante de sexo masculino, para matá-lo. Pouco depois de sua confissão ao vivo, foi arrestado sob suspeita de homicídio e posto em liberdade sob fiança, ainda que a investigação continue.

E nos últimos anos, três jovens apresentadores da BBC morreram em circunstâncias pouco comuns, sendo a mais recente a de Kristian Digby, um apresentador de televisão abertamente gay, que morreu misteriosamente em fevereiro, aos 33 anos.

Em 2006, Bento XVI insistiu na importância de dizer “não” à atual cultura da morte, “uma anticultura” que, segundo ele, se manifesta em coisas tais como a fuga nas drogas. Trata-se de uma forma de “escapar da realidade no ilusório – disse –, em uma felicidade falsa que se manifesta na mentira, na fraude, na injustiça, no desprezo aos demais”.

Também disse que a cultura da morte “se mostra em uma sexualidade que se converte em puro prazer sem responsabilidade, que faz do homem um objeto, por assim dizer, sem considerá-lo já como uma pessoa, com um amor pessoal, com fidelidade, mas transformando-o em mercadoria”.

Como antídoto, defendeu o “sim” da cultura da vida: a fidelidade aos Dez Mandamentos, que, segundo disse, “não são proibições, mas uma visão de vida”.

Talvez possamos esperar que a BBC e outros setores dos meios de comunicação do Reino Unido percebam a sabedoria e a pertinência das palavras do Santo Padre durante sua vida à Grã-Bretanha.

Tanto na corporação como em outros lugares do país, sem dúvida são necessárias.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* O Papa na Grã-Bretanha e a “cobrança” de entradas para os eventos públicos.

quinta-feira, agosto 5th, 2010
Fiéis terão que pagar para ver Papa Bento XVI
Essa “cobrança” é fruto da pressão da sociedade inglesa diante dos altos custos da viagem e da crise que o pais vive.

O Vaticano acolheu a sugestão tendo em vista o bem maior que será a visita do Papa e as condições econômicas dos Ingleses que, apesar da crise, continuam sendo um dos povos mais ricos do mundo.

Ressalte-se também que ninguém deixará de participar já que não é uma entrada mas uma doação, pessoas que eventualmente não disponham do dinheiro não deixarão de participar.
***
Fonte: Veja

Os católicos terão que desembolsar até 30 euros (cerca de 70 reais) para assistir às missas celebradas pelo Papa Bento XVI durante sua visita à Grã-Bretanha, que ocorrerá entre os dias 16 e 19 de setembro.
O preço inclui transporte até o local do evento e um “kit peregrino”: uma pequena sacola com mapas, um CD comemorativo e um cartão postal. As Igrejas Católica da Inglaterra e do País de Gales confirmaram o pagamento da taxa nesta quarta-feira e disseram que se trata de uma doação. No total, 70.000 bilhetes serão colocados à venda.

A missa mais cara será a de domingo, dia 19, em Birmingham, no centro da Inglaterra. Na cerimônia, será beatificado o cardeal John Henry Newman, um protestante convertido ao catolicismo que morreu em 1890. A celebração também contará com um show da cantora Susan Boyle e o ingresso custará 30 euros.

A missa mais barata será a do dia 16 de setembro em Glasgow, na Escócia, oferecida por 24 euros (56 reais). Já a contribuição para a vigília organizada no Hyde Park em Londres no dia 17, durante a qual o trio de sacerdotes “The Priests” fará um concerto para 130.000 pessoas, será de apenas 6 euros (14 reais), mas sem incluir o ticket transporte.

Para o porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, citado pelo jornal italiano Il Corriere della Sera, trata-se de “uma simples contribuição para as despesas gerais”. Segundo ele, “aqueles que não puderem pagar ficarão isentos”. No entanto, o religioso não informou como os peregrinos desafortunados poderão justificar e comprovar sua situação financeira.

As dioceses da Igreja Católica na Inglaterra, no País de Gales e na Escócia devem dar uma contribuição para ajudar nas despesas das viagens de carro, explicou uma porta-voz da Igreja. “Cada diocese está livre para propor uma maneira de contribuir para os fundos, a maioria decidiu repassar o pedido de contribuição para os fiéis”, disse.

O orçamento da visita papal, que segundo a imprensa britânica deverá chegar a cerca de 27,4 milhões de euros, criou polêmica na Grã-Bretanha. Só o governo vai desembolsar 14,5 milhões de euros (33,5 milhões de reais), além dos gastos com polícia e segurança. Em um país que contabiliza 4,2 milhões de católicos em 61 milhões de habitantes, os fiéis excluídos das celebrações poderão se consolar comprando lembrancinhas na internet. Estarão à venda camisetas com o rosto do papa por 22 euros (51 reais), rosários por 18 (42 reais), velas por 3,60 (8 reais) ou ainda xícaras de café por 12 (28 reais).

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Grã-Bretanha admite ter ’subestimado’ complexidade da viagem do Papa.

sexta-feira, julho 30th, 2010

As autoridades britânicas admitiram ter “subestimado” em parte a complexidade da viagem que o papa Bento XVI fará ao país entre os dias 16 e 19 de setembro, mas exprimiram a convicção de que o evento será “um benefício” não só para a minoria católica.

De acordo com o responsável pela recepção, lorde Christopher Patten, que representa o premier David Cameron, as pessoas terão o direito de “protestar pacificamente”, mas isso não deverá “estragar” as cerimônias religiosas, nem colocar em risco a segurança do Pontífice ou ofendê-lo.

A visita que Bento XVI fará à Grã-Bretanha já despertou diversas polêmicas desde antes de seu anúncio oficial. Em fevereiro, o Papa foi bastante criticado ao se opor indiretamente à Equality Bill, lei que estava sob análise do Parlamento local na época e que dá direitos de igualdade a homossexuais.

Posteriormente, um documento secreto da Chancelaria britânica com piadas sobre a viagem veio a público, com sugestões de que o líder máximo da Igreja Católica abençoasse um casamento gay, inaugurasse um departamento para abortos em um hospital e lançasse um novo tipo de preservativos com o nome de ‘Benedict’ (bento, em inglês) durante sua estadia.

As controvérsias saíam à tona no momento em que o Vaticano era alvo de inúmeras críticas devido às denúncias de pedofilia que envolviam o clero de diversas nações — inclusive o da Grã-Bretanha. Ativistas ateus ameaçaram prender o Pontífice assim que ele colocasse os pés no país, por considerarem-no responsável pelos crimes.

“Vivemos em uma sociedade livre. Me parece que é reconhecido que as pessoas podem protestar pacificamente, tenham o direito de fazê-lo. Acredito que representem uma pequena minoria da comunidade”, explicou Patten, refutando o temor sobre as eventuais contestações ao Papa.

“O que, ao contrário, nos preocupa muito é garantir não somente a segurança do Santo Padre, mas também que os acontecimentos pastorais não sejam estragados, porque penso que isso causaria uma grave ofensa”, contrapôs.

Outro protesto da população local contra a visita dizia respeito aos gastos que a ida de Bento XVI custará aos cofres públicos. Na longa entrevista concedida à Rádio Vaticana nesta semana, Patten rebateu as controvérsias.

“O custo da visita que recai sobre os contribuintes é de cerca de 10 a 12 milhões [de libras esterlinas]. Mas se consideramos que no ano passado hospedamos uma cúpula do G20 [os países mais industrializados do mundo e os principais emergentes], que durou um só dia e custou entre 19 e 20 milhões, penso que isso deveria fazer refletir sobre o fato de que tudo deve ser mantido no quadro do próprio contexto”, afirmou.

O “desafio maior” do governo britânico será o fato de que “as pessoas talvez tenham subestimado a complexidade incluída em combinar os aspectos típicos de uma visita de Estado e os referentes a uma visita pastoral”, assegurou o representante.

De acordo com Patten, no entanto, as autoridades agora estão “em um bom ponto” e poderão “demonstrar que o governo de um país de grande maioria não católica tem uma agenda incrivelmente vasta de possibilidades de colaboração com a Igreja Católica”.

A viagem de Bento XVI terá etapas em Londres e Birmingham, na Inglaterra, e Edimburgo e Glasgow, na Escócia. Esta será a primeira visita de um pontífice à Grã-Bretanha desde 1982, quando João Paulo II (1978-2005) ficou por seis dias em Londres, Liverpool, Manchester e Edimburgo.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* “A Papisa”, história de um papa que jamais existiu.

sexta-feira, julho 9th, 2010

Por Elizabeth Lev

Desde a antiguidade, os romanos sempre adoraram uma boa farsa. De Plauto a Neri Parenti, mulheres fantasiadas de homens, personagens de clichê e bufões têm deleitado os habitantes da Cidade Eterna.Um filme alemão de títiulo “A Papisa”, esquivou-se do âmbito da comédia para apresentar a história fictícia de um Papa do sexo feminino, numa narrativa longa e cansativa que nos faz lembrar os Monty Python com nostalgia.

“A Papisa” baseia-se no livro homônimo da escritora norte-americana Donna Woolfolk Cross. Publicado em 1996 após “sete anos de pesquisas”, narra uma fábula com suficientes viradas grotescas para ser digna dos irmãos Grimm.

A história gira em torno de Joana, uma jovem criada na Alemanha do século IX por um sacerdote que se recusava a reconhecer suas qualidades intelectuais, uma vez que “sob a perspectiva católica”, as mulheres seriam inferiores.

Este último aspecto, destacado pelos múltiplos maus-tratos sofridos pela protagonista, evidencia a convicção pessoal da autora da “evidente carência da Igreja católica” de um toque feminino.

Joana cresce travestida de homem, e mediante uma série de incidentes providenciais, chega a Roma, onde, graças às suas aptidões médicas únicas, seu alter ego, “Giovanni Anglicus”, torna-se confidente do Papa Sérgio II (844-847). Com a morte prematura do Pontífice, provocada por intrigas, “Giovanni Anglicus” torna-se Papa por aclamação popular.

Joana dedica-se então a uma série de reformas, que incluem a implementação das “escolas catedrais” para mulheres (ainda que, na verdade, tais escolas só fossem surgir dois séculos mais tarde), a reforma dos aquedutos e melhorias na vida cívica. Obviamente, a missa, a oração e os sacramentos não tem lugar na vida atarefada de Joana, e o filme não faz menção a uma possível ordenação de “Giovanni Anglicus”.

Seu breve pontificado encerra-se com sua morte, durante a procissão do Domingo de Páscoa, em razão de um aborto. Seu nome teria sido então apagado do Liber Pontificalis por vingança.

O filme apresenta uma típica visão do pontificado como uma corporação, na qual uma mulher pode exercer o papel de “diretora executiva” como qualquer homem. As cenas sensuais que retratam a relação de Joana com seu amante, o Conde Gerold (interpretado por David Wetham, o “Faramir” de “O Senhor dos anéis”), lembram cenas de “Sex in the City”.

A lenda da Papisa Joana nasceu há cerca de 800 anos, e é atribuída aos hereges cátaros. Há muitas discrepâncias nas diferentes versões: algumas dizem que teria sido eleita em 847, outras falam em 1087; algumas afirmam que seu nome era Joana (Giovanna), outras Agnese ou Giberta; o que é certo é que não há registros anteriores a 1250 da história, quando a Crônica Universal de Menz a menciona pela primeira vez.

O mito foi retomado pelos protestantes no século XVI e divulgado a fim de danificar a imagem do pontificado. David Blondel demonstrou a falsidade da história em uma série de estudos publicados em Amsterdã em 1650.

Como a maior parte dos filmes anti-católicos, “A Papisa” faz uso livre das palavras de São Paulo sobre as mulheres, a fim de sustentar que a Igreja as tem oprimido desde as origens. Ignora, por exemplo, que a mais antiga universidade do ocidente – a Universidade de Bolonha – já admitia estudantes mulheres desde o início de suas atividades, em 1088.

O filme se toma muito a sério, mas o resultado são 2 horas e 19 minutos de tédio. Na tentativa de resgatar o expectador do estado de torpor, quando a história é transportada para Roma, as cenas rurais desaparecem para dar lugar à suntuosa corte papal, enquanto os aposentos (situados erroneamente em São Pedro e não em São João Latrão) ostentam brilhantes colunas de mármore negro e um leito papal faraônico, com cortinas de veludo e estátuas douradas.

Filme cansativo em que seus expectadores acompanham a história de um papa que jamais existiu.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* “Estamos diante de um déficit de evangelização em nossos dias”, afirma arcebispo de São Paulo.

quinta-feira, julho 8th, 2010
Cardeal Scherer comenta decisão do Papa de criar departamento da nova evangelização
O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, considera que hoje se vive um déficit de evangelização; trata-se de um novo tempo, que requer um novo anúncio do Evangelho.
Em artigo divulgado na edição desta semana do jornal O São Paulo, Dom Odilo comenta a decisão de Bento XVI de criar um Pontifício Conselho para promover, especificamente, a nova evangelização em toda a Igreja. É uma decisão “certamente muito significativa”, diz o arcebispo.

Com a criação desse novo organismo vaticano, o Papa “dá a entender a todos que este é um propósito seu, e deverá ser uma atitude da Igreja em todo o mundo, para responder aos desafios postos pela atual ‘mudança de época na história da humanidade”.

“Não podemos perder esta ocasião, se não queremos que a Boa Nova do Evangelho fique excluída da vida do povo – dos povos – e da nova cultura que está sendo gerada por muitos fatores”, afirma o arcebispo.

Dom Odilo considera que o novo Pontifício Conselho é especialmente importante para a Europa, “onde o Catolicismo foi historicamente muito importante e marcou a vida e a cultura daqueles povos, mas hoje enfrenta grandes dificuldades”.

Segundo o cardeal, o conceito de “nova evangelização” não deve ser mal entendido. “Não se trata de desconsiderar o trabalho evangelizador já feito pelas gerações que nos precederam, ao longo dos séculos”.

“Trata-se, ao invés disso, de valorizar ‘de novo’, aquilo que elas já fizeram e que, talvez, deixou de ser feito em muitos lugares. Estamos, claramente, diante de um déficit de evangelização em nossos dias”, afirma.

Por outro lado – prossegue o arcebispo de São Paulo –, “tempos novos requerem anúncio novo do Evangelho, novas sínteses culturais e o recurso a novas metodologias para evangelizar”.

“Não podemos considerar a evangelização, onde ela já foi feita, um fato consumado de uma vez por todas; a bem da verdade, cada geração necessita ser evangelizada novamente e até mais de uma vez ao longo da vida.”

“Tanto mais, se considerarmos que, atualmente, a passagem da fé, da ‘herança apostólica’ e da vida eclesial não acontece mais de forma automática. Há uma ruptura na corrente de transmissão da fé”, assinala o cardeal.

“Quanta dificuldade representa, para os pais, a evangelização dos filhos! E quantos pais católicos, lamentavelmente, já não consideram mais ser sua missão evangelizar os filhos! Eis, pois, como é necessária uma ‘nova evangelização’!”

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Suposta pichação contra o Papa, em Roma, não era o que parecia ser.

terça-feira, julho 6th, 2010

Graffiti numa Igreja, ainda por cima num alfabeto estranho, preocupou as autoridades. Afinal tudo não passava de um gesto de amor.

Foi na passada sexta-feira que surgiu uma inscrição estranha na parede da Igreja de Santa Scala, em Roma. O alfabeto era diferente do latino e, no clima actual de sucessivos ataques ao Vaticano e à pessoa do Papa, presumiu-se o pior.

O “Corriere della Sera” noticiou que um “vândalo desconhecido” tinha escrito ofensas e insultos dirigidos ao Papa Bento XVI. O presidente da Câmara de Roma não perdeu tempo a lamentar o incidente, manifestando-se solidário com o pontífice, e o Cardeal Augusto Vallini, Vigário Papal de Roma, criticou os “ofensivos ataques” ao Papa.

Eventualmente, porém, alguém terá tomado a medida de perceber exactamente o que é que estava escrito. Segundo a agência noticiosa russa Interfax, as frases estavam em russo e, traduzidas, não passavam de declarações de amor de um certo Vania (nome de rapaz, em Russo) por Vera.

A confusão poderá ter nascido do facto de ter sido usado o alfabeto cirílico, na qual “VERA” se assemelha à palavra “BEPA” no alfabeto latino. Daí a deduzir que era uma alusão a Bento Papa, ou algo do género, terá sido um pequeno mas errado passo.

Rádio Renascença

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Vândalos picham Igreja em Roma com palavras contra o papa.

segunda-feira, julho 5th, 2010

A Escada Santa, célebre monumento de Roma em frente à basílica de São João de Latrão, amanheceu sexta-feira passada com pichações em vermelho contra o papa Bento 16, constatou a France Presse.

As pichações –com algumas letras em alfabeto cirílico, algumas ao contrário e os números 10 e 36– foram apagadas rapidamente.

“Uma babel de símbolos dignos do Código da Vinci”, definiu a imprensa local, que traz imagens do ocorrido e outras fotos .


O incidente foi condenado pelo cardeal Agostino Vallini, que classificou como “infames” as palavras contra o papa pichadas no monumento.

A escadaria é visitada por vários católicos por seu forte significado. Ela foi trazida por Santa Helena, mãe do imperador Constantino 1º, no ano 326, do palácio de Pôncio Pilatos em Jerusalém.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Jovem coordena na internet manifestações de apoio ao Papa na Alemanha.

quarta-feira, junho 30th, 2010

Jovem coordena na internet manifestações de apoio ao Papa na Alemanha

Foi na multitudinária manifestação de apoio a Bento XVI que tomou a Praça de São Pedro no último dia 16 de maio – ainda sob fortes ecos da polêmica em torno dos casos de pedofilia na Igreja – que a jovem alemã Sabine Beschamnn se inspirou.

Naquela ocasião, mais de 200 mil pessoas provenientes de toda a Itália e do mundo se reuniram para expressar solidariedade ao Santo Padre. “Queridos amigos, hoje vocês mostram o grande afeto e a solidariedade da Igreja e o povo italiano no Papa e seus sacerdotes que diariamente cuidam de vocês, para que com renovação espiritual e moral possamos sempre servir melhor à Igreja e ao povo de Deus, que se dirige anos com confiança”, declarara o Papa naquele domingo.

Pois impactada por este fato, a jovem pensou que a terra natal do Papa não podia ficar atrás em seu afeto a Bento XVI. E assim, sob sua iniciativa foi criado o grupo na internet “Germany for the Pope” (”Alemanha para o Papa”), que está preparando duas grandes manifestações de solidariedade em Colonia e Munique, para o dia 11 de julho, um domingo, quando a Igreja comemora São Bento, patronímico do Papa.

A informação foi noticiada por periódicos alemães e republicada em sites católicos internacionais.

Segundo o jornal Die Tagespost, “milhares de católicos disseram que tomarão parte nas manifestações de solidariedade, número que cresce a cada dia. Muitos querem viajar em trem ou ônibus vindos de outras dioceses – apesar da final da Copa do Mundo de futebol, que acontecerá à noite”. O jornal afirma também que uma companhia de impressão com sede em Colonia doou flyers e cartazes que foram enviados a paróquias e comunidades religiosas de todo o país.

Para ‘calibrar’ a opinião pública, Beschammn criou uma página no Facebook anunciando o movimento e quase de imediato recebeu centenas de seguidores, “sobretudo jovens”, disse. Então, criou um site estabeleceu uma data, a Festa de São Bento, que considerou a mais apropriada. Ainda que não acredite que os eventos reúnam tanta gente como os 200 mil de Roma, pensa que sua iniciativa será promissora.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* General sequestrado durante 11 anos agradece milagre da libertação.

terça-feira, junho 22nd, 2010
Sua filha Jenny viajou ao Vaticano em novembro passado para pedir por sua liberdade

Por Carmen Elena Villa

“O milagre foi alcançado”. Essas foram as palavras do general do Exército colombiano Luis Herlindo Mendieta, resgatado pelas forças armadas de seu país há dois dias, junto a outros três companheiros, após permanecer quase 12 anos sequestrado.

O general Mendieta, em uma entrevista à emissora Radio Caracol, nessa quarta-feira, agradeceu pela “fé de minha senhora esposa, de Jenny (sua filha) e por todas as orações da Colômbia e do mundo”. Por sua parte, sua esposa, María Teresa Mendieta, assegurou que “Deus escutou minhas orações”.

“Eu me encomendei a Deus todo este tempo e Deus me protegeu”, disse o oficial da polícia colombiana após ser libertado.

Este homem de 53 anos qualificou a experiência do sequestro como “uma solidão muito espantosa”. Ele disse que, após seu resgate, está “maravilhado e desfrutando de cada segundo”.

Junto com o general Mendieta foram resgatados o coronel Enrique Murillo, o coronel William Donato Gómez (os três da Polícia Nacional) e o sargento Arbey Delgado (do Exército). Todos estavam sequestrados há mais de 10 anos em poder das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Encontro com o Papa

Jenny Mendieta, filha do general, tinha viajado a Roma no outono passado e teve um breve encontro com o Papa Bento XVI, após a audiência geral de 18 de novembro.

Esta jovem de 22 anos comentou que em seu encontro com o pontífice, ela lhe deu as mãos e pediu que rezasse pelo milagre da libertação de seu pai. O Papa respondeu: “Vai acontecer o milagre, tenha fé. Assim será”.

A filha do general Mendieta tinha participado de uma caravana denominada “Pela liberdade dos sequestrados na Colômbia”, que no ano passado percorreu de motocicleta vários países europeus, chegando a Roma para participar da audiência com o Papa.

“Saúdo cordialmente os fiéis de língua espanhola. Em particular, a Caravana pela paz e a libertação dos sequestrados”, disse então Bento XVI.

A caravana foi liderada pelo jornalista colombiano Herbin Hoyos, que teve de fugir do país por razões de segurança. Herbin, naquela ocasião também falou uns minutos com o Papa, e recorda que “ele deu muita ênfase à oração. Me tomou a mão e olhou nos olhos, como me dizendo que tivesse confiança”.

“Sequestrados, tenham fé”

Por sua parte, a ex-candidata à presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, que esteve quase 7 anos sequestrada e foi companheira de cativeiro do general Mendieta, participou também na quarta-feira do diálogo com Radio Caracol. Ela aproveitou para agradecer ao Sagrado Coração, de que é “muito devota”, pela libertação.

“Eu sei que todos os nossos companheiros que estão na selva estão esperando também seu momento, que lhes chegue a liberdade”, disse Betancourt, que, pouco após ser libertada, reuniu-se com o Papa em Castelgandolfo.

“Devem estar com estes sentimentos encontrados, de sentir a felicidade pela liberdade de nossos quatro companheiros libertados, mas também devem sentir como essa angústia de não saber quando vai chegar a sua vez”, assegurou a cidadão colombiano-francesa que hoje reside em Paris.
“Tenham fé em que o pesadelo vai acabar logo”, falou a ex-sequestrada.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Homilia histórica do papa no encerramento do ano sacerdotal.

domingo, junho 13th, 2010

Papa Bento XVI na homilia da Missa
que encerrou o Ano Sacerdotal.

Deus cuida pessoalmente de mim, de nós, da humanidade. Os padres hão-de ser também pessoas que cuidam pessoalmente dos homens, tornando palpável esta preocupação e cuidado de Deus.

Reflexões de Bento XVI, na densa e intensa homilia da Missa de conclusão do Ano Sacerdotal, nesta solenidade do Coração de Jesus, na Praça de São Pedro. O Papa recordou que esta iniciativa se propunha ajudar a “compreender novamente a grandeza e a beleza do ministério sacerdotal”.

Queridos irmãos no ministério sacerdotal,

Queridos irmãos e irmãs,
O Ano Sacerdotal que celebramos, 150 anos depois da morte do santo Cura d’Ars, modelo do ministério sacerdotal em nossos dias, chega ao seu fim. Nos deixamos guiar pelo Cura d’Ars para compreender de novo a grandeza e a beleza do ministério sacerdotal. O sacerdote não é simplesmente alguém que detém um ofício, como aqueles de que toda a sociedade necessita, para que possam se cumprir nela certas funções.

Ao contrário, o sacerdote faz o que nenhum ser humano pode fazer por si mesmo: pronunciar em nome de Cristo a palavra de absolvição de nossos pecados, transformando assim, a partir de Deus, a situação de nossa vida. Pronuncia sobre as oferendas do pão e do vinho as palavras de ação de graças de Cristo, que são palavras de transubstanciação, palavras que tornam presente a Ele mesmo, o Ressuscitado, seu Corpo e seu sangue, transformando assim os elementos do mundo; são palavras que abrem o mundo a Deus e o unem a Ele.

Portanto, o sacerdócio não é um simples “ofício”, mas sim um sacramento: Deus se vale de um homem com suas limitações para estar, através dele, presente entre os homens e atuar em seu favor. Esta audácia de Deus, que se abandona nas mãos dos seres humanos; que, embora conhecendo nossas debilidades, considera aos homens capazes de atuar e apresentar-se em seu lugar, esta audácia de Deus é realmente a maior grandeza que se oculta na palavra “sacerdócio”.

Que Deus nos considere capazes disso; que, por isso, chame a seu serviço a homens e, assim, una-se a eles a partir de dentro, isso é o que quisemos novamente considerar e compreender durante esse Ano. Queríamos despertar a alegria de que Deus esteja tão próximo a nós, e a gratuidade pelo fato de que Ele se confie a nossa debilidade; que Ele nos guie e nos ajude dia após dia.

Queríamos também, assim, ensinar de novo aos jovens que esta vocação, esta comunhão de serviço por Deus e com Deus, existe; mais ainda, que Deus está esperando nosso “sim”. Junto com a Igreja, quisemos destacar novamente que temos que pedir a Deus esta vocação. Peçamos trabalhadores para a messe de Deus, e esta oração a Deus é, ao mesmo tempo, um chamamento de Deus ao coração dos jovens que se consideram capazes disso mesmo para o que Deus os considera capazes.

Era de se esperar que ao “inimigo” não fosse prazeroso perceber que o sacerdócio brilhara novamente; ele teria preferido vê-lo desaparecer, para que, ao final, Deus fosse retirado do mundo. E assim ocorreu que, precisamente neste ano de alegria pelo sacramento do sacerdócio, vieram à luz os pecados dos sacerdotes, sobretudo o abuso de crianças, no qual o sacerdócio, que leva a cabo a solicitude de Deus pelo bem do homem, converte-se no contrário.

Também nós pedimos perdão insistentemente a Deus e às pessoas afetadas, enquanto prometemos que desejamos fazer todo o possível para que semelhante abuso não volte a acontecer jamais; que na admissão ao ministério sacerdotal e na formação que prepara ao mesmo faremos todo o possível para examinar a autenticidade da vocação; e que queremos acompanhar ainda mais aos sacerdotes em seu caminho, para que o Senhor os proteja e os guarde nas situações dolorosas e nos perigos da vida.

Se o Ano Sacerdotal tivesse sido uma glorificação de nossas conquistas humanas pessoais, teria sido destruído por esses acontecimentos. Mas, para nós, tratava-se precisamente do contrário, de sentir-nos agradecidos pelo dom de Deus, um dom que se leva em “vasos de barro”, e que vez por outra, através de toda a debilidade humana, torna visível seu amor no mundo. Assim, consideramos o acontecido como uma tarefa de purificação, uma missão que nos acompanha em direção ao futuro e que nos faz reconhecer e amar mais ainda o grande dom de Deus. Deste modo, o dom converte-se no compromisso de responder ao valor e a humildade de Deus com nosso valor e nossa humildade. A palavra de Cristo, que entoamos como canto de entrada na liturgia de hoje, pode dizer-nos neste momento o que significa fazer-se e ser sacerdote: “Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração” (Mt 11, 29).

Celebramos a festa do Sagrado Coração de Jesus e com a liturgia lançamos um olhar, por assim dizer, dentro do coração de Jesus, que ao morrer foi transpassado pela lança do soldado romano. Sim, seu coração está aberto por nós e diante de nós; e, com isso, nos abriu o coração do próprio Deus. A liturgia interpreta para nós a linguagem do coração de Jesus, que fala, sobretudo, de Deus como pastor dos homens, e assim nos manifesta o sacerdócio de Jesus, que está arraigado no íntimo de seu coração; deste modo, nos indica o perene fundamento, assim como o critério válido de todo o ministério sacerdotal, que deve estar sempre no coração de Jesus e ser vivido a partir d’Ele.

Gostaria de meditar hoje, sobretudo, os textos com os que a Igreja orante responde à Palavra de Deus proclamada nas leituras. Nesses cantos, palavra e resposta se compenetram. Por um lado, estão cheios da Palavra de Deus, mas por outro, são já ao mesmo tempo a resposta do homem a tal Palavra, resposta na qual a Palavra mesma comunica-se e entra em nossa vida. O mais importante desses textos na liturgia de hoje é o Salmo 23 (22) – “O Senhor é meu pastor” -, no qual o Israel orante acolhe a autorrevelação de Deus como pastor, fazendo disso a orientação para sua própria vida.

“O Senhor é meu pastor, nada me falta”. Nesse primeiro versículo expressam-se alegria e gratuidade porque Deus está presente e cuida do homem. A leitura tomada do Livro de Ezequiel começa com o mesmo tema: “Vou tomar eu próprio o cuidado com minhas ovelhas, velarei sobre elas” (Ez 34, 11). Deus cuida pessoalmente de mim, de nós, da humanidade. Não me deixou sozinho, extraviado no universo e em uma sociedade ante a qual sente-se cada vez mais desorientado. Ele cuida de mim. Não é um Deus distante, para quem minha vida não conta quase nada.

As religiões do mundo, pelo que podemos perceber, souberam sempre que, em última análise, somente há um Deus. Mas este Deus era distante. Abandonava aparentemente o mundo a outras potências e forças, a outras divindades. Teria que chegar a um acordo com esses elementos. O Deus único era bom, mas distante. Não constituía um perigo, mas tampouco oferecia ajuda. Portanto, não era necessário ocupar-se d’Ele. Ele não dominava. Estranhamente, essa idéia ressurgiu na Ilustração. Aceitava-se, não obstante, que o mundo pressupõe um Criador. Esse Deus, no entanto, teria construído o mundo, para depois retirar-se dele. Agora o mundo tem um conjunto de leis próprias segundo as quais se desenvolve, e nas quais Deus não intervém, não pode intervir. Deus é somente uma origem remota.

Muitos, quem sabe, tampouco desejassem que Deus se preocupasse com eles. Não desejariam que Deus lhes incomodasse. Mas ali onde a proximidade do amor de Deus percebe-se como incômodo, o ser humano sente-se mal. É belo e consolador saber que há uma pessoa que me quer e cuida de mim. Mas é muito mais decisivo que exista esse Deus que me conhece, me quer e se preocupa comigo. “Eu conheço minhas ovelhas e elas conhecem a mim” (Jo 10, 14), diz a Igreja antes do Evangelho com uma palavra do Senhor.

Deus me conhece, preocupa-se comigo. Esse pensamento deveria proporcionar-nos realmente alegria. Deixemos que penetre intensamente em nosso interior. Nesse momento compreendemos também o que significa: Deus quer que nós, como sacerdotes, em um pequeno ponto da história, compartilhemos suas preocupações pelos homens. Como sacerdotes, queremos ser pessoas que, em comunhão com seu amor pelos homens, cuidemos deles, lhes façamos experimentar em concreto esta atenção de Deus.

E, pelo que se refere ao âmbito do que se lhe confia, o sacerdote, juntamente com o Senhor, deveria poder dizer: “Eu conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem”. “Conhecer”, no sentido da Sagrada Escritura, nunca é somente um saber exterior, como quando se conhece o número telefônico de uma pessoa. “Conhecer” significa estar interiormente próximo do outro. Querer-lhe. Nós deveríamos tratar de “conhecer” aos homens da parte de Deus e com vistas a Deus; deveríamos tratar de caminhar com eles na via da amizade com Deus.

Voltemos ao Salmo. Ali se diz: “Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo” (Sl 23 [22], 3s). O pastor mostra o caminho correto àqueles que lhe estão confiados. Os precede e guia. Digamos-lo de outro modo: o Senhor nos mostra como realiza-se de modo correto nosso ser homens. Ensina-nos a arte de ser pessoa. Que devo fazer para não arruinar-me, para não desperdiçar minha vida com a falta de sentido? Com efeito, esta é a pergunta que todo o homem deseja fazer a si mesmo e que serve para qualquer período da vida. Quantas trevas há no entorno dessa pergunta em nosso tempo!

Sempre retorna à nossa mente a palavra de Jesus, que tinha compaixão pelo homens, porque estavam como ovelhas sem pastor. Senhor, tende piedade também de nós. Mostra-nos o caminho. Sabemos pelo Evangelho que Ele é o caminho. Viver com Cristo, segui-lo, isso significa encontrar o caminho correto, para que nossa vida tenha sentido e para que um dia possamos dizer: “Sim, viver foi algo bom”.

O povo de Israel estava e está agradecido a Deus, porque mostrou nos mandamentos o caminho da vida. O grande salmo 119 (118) é uma expressão de alegria por este fato: nós não andamos tateando na obscuridade. Deus nos mostrou qual é o caminho, como podemos caminhar de maneira correta. A vida de Jesus é uma síntese e um modelo vivo do que afirmam os mandamentos. Assim, compreendemos que essas normas de Deus não são cadeias, mas o caminho que Ele nos indica. Podemos estar alegres por elas e porque em Cristo estão ante nós como uma realidade vivida. Ele mesmo nos faz felizes. Caminhando junto a Cristo temos a experiência da alegria da Revelação, e como sacerdotes devemos comunicar às pessoas a alegria de que nos tenha mostrado o caminho correto.

Depois vem uma palavra referida ao “vale escuro”, através do qual o Senhor guia o homem. O caminho de cada um de nós nos levará um dia ao vale escuro da morte, ao qual ninguém pode nos acompanhar. E Ele estará ali. Cristo mesmo descendeu à noite escura da morte. Tampouco ali nos abandona. Também ali nos guia. “Se descer à região dos mortos, lá vos encontrareis também”, diz o Salmo 139 (138). Sim, tu estás presente também na última fadiga, e assim o salmo responsorial pode dizer: também ali, no vale escuro, nada temo. No entanto, falando do vale escuro, podemos pensar também nos vales escuros das tentações, do desalento, da provação, que toda pessoa humana deve atravessar. Também nestes vales tenebrosos da vida Ele está ali. Senhor, nas trevas da tentação, nas horas das trevas, em que todas as luzes parecem apagar-se, mostra-me que tu estás ali. Ajuda-nos a nós, sacerdotes, para que possamos estar junto às pessoas que, nessas noite escuras, nos foram confiadas, para que possamos mostrar-lhes tua luz.
“Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo”: o pastor necessita do bordão contra os animais selvagens que querem atacar o rebanho; contra os salteadores que buscam sua vítima. Junto ao bordão está o báculo, que sustenta e ajuda a atravessar os lugares difíceis. Esses dois elementos entram dentro do mistério da Igreja, do mistério do sacerdote. Também a Igreja deve usar o bordão do pastor, o bordão com o qual protege a fé dos farsantes, contra as orientações que são, na realidade, desorientações. Com efeito, o uso do bordão pode ser um serviço de amor.

Hoje vemos que não se trata de amor, quando se toleram comportamento indignos da vida sacerdotal. Como tampouco trata-se de amor se deixa-se proliferar a heresia, a tergiversação e a destruição da fé, como se nós inventássemos a fé autonomamente. Como se já não fosse um dom de Deus, a pérola preciosa que não deixamos que nos arranquem. Ao mesmo tempo, no entanto, o bordão continuamente deve transformar-se em báculo do pastor, báculo que ajude aos homens a poder caminhar por caminhos difíceis e seguir a Cristo.

Ao final do salmo, fala-se da mesa preparada, do perfume com que se unge a cabeça, da taça que transborda, do habitar na casa do Senhor. No salmo, isso mostra sobretudo a perspectiva da alegria pela festa de estar com Deus no templo, de ser hospedado e servido pelo mesmo, de poder habitar em sua casa. Para nós, que rezamos este salmo com Cristo e com seu Corpo que é a Igreja, esta perspectiva de esperança adquiriu uma amplitude e profundidade todavia ainda maior. Vemos nessa palavras, por assim dizer, uma antecipação profética do mistério da Eucaristia, na qual Deus mesmo nos convida e se nos oferece como alimento, como aquele pão e aquele vinho maravilhoso que são a única resposta última à fome e à sede interior do homem.

Como não alegrarmo-nos de estarmos convidados cada dia à mesa de Deus e a habitar em sua casa? Como não estarmos alegres por termos recebido d’Ele este mandado: “Fazei isto em memória de mim”? Alegres porque Ele nos permitiu preparar a mesa de Deus para os homens, oferecer-lhes seu Corpo e seu Sangue, oferecer-lhes o dom precioso de sua própria presença. Sim, podemos rezar juntos com todo o coração as palavras do salmo: “A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida” (23 [22], 6).

Por último, vejamos brevemente os dois cantos de comunhão sugeridos hoje pela Igreja em sua liturgia. Antes de tudo, está a palavra com a qual São João conclui o relato da crucificação de Jesus: “um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” (Jo 19, 34). O coração de Jesus é transpassado pela lança. Abre-se, e converte-se em uma fonte: a água e o sangue que manam aludem aos dois sacramentos fundamentais dos que vive a Igreja: o Batismo e a Eucaristia.

Do lado transpassado do Senhor, de seu coração aberto, brota a fonte viva que mana ao longo dos séculos e edifica a Igreja. O coração aberto é fonte de um novo rio de vida; neste contexto, João certamente pensou também na profecia de Ezequiel, que vê manar do novo templo um rio que proporciona fecundidade e vida (Ez 47): Jesus mesmo é o novo templo, e seu coração aberto é a fonte da qual brota um rio de vida nova, que se nos comunica no Batismo e na Eucaristia.

A liturgia da solenidade do Sagrado Coração de Jesus, no entanto, prevê como canto de comunhão outra palavra, semelhante a essa, extraída do evangelho de João: “Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva” (cf. Jo 7 ,37s). Na fé bebemos, por assim dizer, da água viva da Palavra de Deus. Assim, o crente converte-se ele mesmo em uma fonte, que dá água viva à terra ressequida da história.

O vemos nos santos. O vemos em Maria que, como grande mulher de fé e de amor, converteu-se ao longo dos séculos em fonte de fé, amor e vida. Cada cristão e cada sacerdote deveriam transformar-se, a partir de Cristo, em fonte que comunica vida aos demais. Deveríamos dar a água da vida a um mundo sedento. Senhor, vos damos graças porque nos abriu vosso coração; porque em vossa morte e ressurreição vos converteste em fonte de vida. Faz que sejamos pessoas vivas, vivas por tua fonte, e dá-nos ser também nós fonte, de maneira que possamos dar água viva a nosso tempo. Te agradecemos a graça do ministério sacerdotal. Senhor, abençoai-nos e abençoai a todos os homens deste tempo que estão sedentos e buscando. Amém!

Fonte: Boletim da sala de Imprensa da Santa Sé.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo
Formando personalidades cristãs maduras, conscientes de sua identidade batismal e de sua missão evangelizadora na Igreja e no mundo.
_______________________
  Assine o RSS
_______________________
Comentários
Categorias
Artigos – Dia a dia
setembro 2010
D S T Q Q S S
« ago    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930