Posts Tagged ‘Papa’

* Vaticano: fracassaram esforços para envolver papa em escândalos.

sábado, março 13th, 2010

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou neste sábado que os “esforços para envolver pessoalmente” o papa Bento XVI nos escândalos de pedofilia na Igreja Católica “fracassaram”, em declarações a Rádio Vaticano.

- É mais que evidente que nos últimos dias alguns buscaram – com certo rancor em Ratisbona e Munique – elementos para envolver pessoalmente o Santo Padre nas questões dos abusos sexuais, mas está claro que os esforços fracassaram – disse o padre Lombardi na rádio em que dirige.

Ao citar Ratisbona e Munique, Lombardi se referia ao fato do escândalo de pedofilia na Alemanha ter envolvido o coral de Ratisbona, dirigido durante 30 anos pelo irmão do papa, monsenhor Georg Ratzinger, e o questionamento ao papa por um jornal alemão de que Bento XVI teria abrigado um padre suspeito de pedofilia quando dirigia a diocese de Munique.

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* Papa aos sacerdotes: “Não reduzir-se às “categorias culturais dominantes”.

sexta-feira, março 12th, 2010

Ao receber hoje os participantes no Congresso teológico promovido pela Congregação para o Clero, que se celebra entre os dias 11 e 12 de março na Pontifícia Universidade Lateranense, e cujo tema é: “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”, o Papa animou os presbíteros a viverem em total adesão a Cristo e à Igreja  para poder responder à sua missão.

O Santo Padre assinalou que em uma época como a nossaé importante ter bem clara a peculiaridade teológica do ministério ordenado para não ceder à tentação de reduzi-lo às categorias culturais dominantes. Em um contexto de secularização difundida, que exclui progressivamente a Deus da esfera pública, e que tende a fazê-lo também da consciência social compartilhada, freqüentemente se recebe o sacerdote como uma pessoa ‘distante’”.

Por isso, disse, “é importante superar os perigosos reducionismos do passado, que apresentaram o sacerdote como um ‘agente social’, com o risco de trair o mesmo sacerdócio de Cristo”.

“Igualmente é cada vez mais urgente a hermenêutica da continuidade para compreender adequadamente os textos do Concílio Vaticano II, é necessária uma hermenêutica que poderíamos definir ‘da continuidade sacerdotal’, que partindo de Jesus de Nazaré, Senhor e Cristo, e passando através dos dois mil anos da história de grandeza e de santidade, de cultura e de piedade, que o sacerdócio tem escrito no mundo, chegue aos nossos dias”.

Bento XVI  afirmou que “é particularmente importante que a chamada a participar do único sacerdócio de Cristo no ministério ordenado floresça no ‘carisma da profecia’: há uma grande necessidade de sacerdotes que falem de Deus ao mundo e que pressentem a Deus ao mundo; homens não sujeitos a modas culturais efêmeras, mas que sejam capazes de viver autenticamente aquela liberdade que só a certeza da pertença a Deus é capaz de doar. Hoje a profecia mais necessária é a da fidelidade, que leve a viver o próprio sacerdócio em total adesão a Cristo e à Igreja”.

Depois de ressaltar que o presbítero “deve estar atento para não deixar-se arrastar pela mentalidade dominante, que tende a associar o valor do ministro à sua função e não ao seu ser”, o Papa assinalou que “o horizonte da pertença ontológica a Deus é o justo marco para compreender e reafirmar, também hoje, o valor do celibato sagrado, que na Igreja latina é um carisma exigido pela ordem sagrada, e as Igrejas orientais o estimam muito; é expressão do dom de si a Deus e a outros”.

“A vocação do sacerdote é muito grande e é sempre um grande mistério. Nossos limites e nossas debilidades devem nos impulsionar a viver e a custodiar com profunda fé este dom precioso, com o qual Cristo nos configurou a si, fazendo-nos partícipes de sua missão salvífica. De fato, a compreensão do sacerdócio ministerial está unida à fé e exige, com cada vez maior força, uma continuidade total entre a formação no seminário e a formação permanente”.

Finalmente o Papa assegurou que “os homens e mulheres de nosso tempo nos pedem unicamente que sejamos sacerdotes cem por cento e nada mais. Os fiéis leigos encontrarão em tantas outras pessoas o que humanamente necessitam, mas só no sacerdote poderão achar aquela Palavra de Deus que deve estar sempre em seus lábios: a misericórdia do Padre, abundante e de modo gratuito que se transmite por meio do sacramento da Reconciliação; o Pão de vida  nova”.

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* Cristão vive como tal porque ama apaixonadamente, prega Frei Cantalamessa ao Papa e colaboradores.

sexta-feira, março 5th, 2010

Na manhã desta sexta-feira, na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano, foi proferida a primeira pregação da tradicional série quaresmal, realizada pelo pregador da Casa Pontifícia, o capuchinho Raniero Cantalamessa. Participaram deste momento o Santo Padre e alguns colaboradores da Cúria Romana.

Para esta primeira pregação de uma série de três, o sacerdote capuchinho preparou uma meditação sobre a distinção entre “lei” e “espírito” e acerca do papel do sacerdote como dispensador dos mistérios de Deus.

Frei Cantalamessa ressaltou que a “vida nova” proposta pelo Cristianismo é graça que vem de Cristo.

“Toda religião humana ou filosofia religiosa começa dizendo ao homem o que ele deve fazer para se salvar… Mas o Cristianismo não começa por dizer ao homem o que ele deve fazer, mas aquilo que Deus fez por ele. Jesus não começou a pregar dizendo: ‘Convertei-vos e crede no Evangelho para que o Reino de Deus venha até vós’; mas começou dizendo: ‘O Reino de Deus está no meio de vós’ – sem que vós o tenhais merecido, gratuitamente! – ‘convertei-vos e crede no Evangelho’. Não antes a conversão e depois a salvação, mas primeiro a salvação, o dom e depois a conversão, o dever” – afirmou Frei Cantalamessa.

“É do dom que brota a salvação e não o contrário” – reforçou ainda nesta manhã de sexta-feira. “A lei do Espírito não é em sentido estrito – acrescentou o pregador da Casa Pontifícia – aquela promulgada por Jesus no Sermão da Montanha, mas aquela que Ele gravou em nossos corações em Pentecostes”.

“O amor é uma lei, ‘a lei do Espírito’, no sentido que cria no cristão um dinamismo que o impulsiona a fazer tudo aquilo que Deus quer, espontaneamente, porque fez própria a vontade de Deus e ama tudo aquilo que Deus ama. Impulsiona a fazer coisas por atração e não por obrigação: e esta é a grande conquista que o povo cristão deve fazer. O cristianismo é feito para ser vivido por atração, por paixão, não por constrição” – esclareceu.

Nesse âmbito, Frei Cantalamessa prosseguiu seu discurso indicando que o sacerdote tem a tarefa de “ajudar os irmãos a viver a novidade da graça”, a perceber que o cristianismo não é uma doutrina, mas uma Pessoa, descobrindo a beleza infinita de Cristo, as maravilhas do Espírito. Mas uma das dificuldades que o pregador da Casa Pontifícia identifica é que o homem de hoje crê que sua salvação dependa exclusivamente de si:

“Salvar-se ‘por graça’ significa reconhecer a dependência de alguém e isto parece ser a coisa mais difícil. É a explicação que São Bernardo dá sobre o pecado de Satanás: ele preferiu ser a mais infeliz das criaturas por mérito próprio, ao invés de ser a mais feliz por graça de outro; preferiu ser ‘infeliz, mas soberano, ao invés de ser feliz, mas dependente’… A rejeição ao Cristianismo, praticada em alguns níveis de nossa cultura ocidental, quando não é rejeição à Igreja e ao cristãos, é rejeição da graça”.

Rádio Vaticana

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* O Papa em “alta definição” a partir de Outubro.

quinta-feira, março 4th, 2010


A notícia foi antecipada ontem pelo Diretor do Centro Televisivo Vaticano, Pe. Federico Lombardi, ao anunciar a assinatura de um acordo entre o CTV e a Sony. A multinacional japonesa fornecerá uma console móvel com o equipamento em alta definição para a geração das imagens de todos os eventos realizados no Vaticano.

“Com este acordo – refere Pe. Lombardi ao OR – reforçamos nossa intenção de estar ‘ao passo com os tempos’. A alta definição é a nova fronteira da atualidade da produção televisiva. Está se afirmando rapidamente; cada vez mais canais transmitem em alta definição. Parece-nos necessário produzir no padrão mais elevado possível, para evitar que a difusão dos eventos e atividades do Papa e da Santa Sé seja delegada a terceiros”.

A nova console entrará em função em outubro e será financiada com a contribuição dos Cavaleiros de Colombo. (CM)

Fonte: Rádio Vaticana

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* Reino Unido: Católicos aprendem a fazer uso da mídia à espera do Papa.

sábado, fevereiro 27th, 2010

Ao se consultarem os jornais ingleses de algumas semanas atrás, tem-se a impressão que Bento XVI seria contrário à igualdade de direitos na Inglaterra.

O discurso proferido pelo Papa em 1º de fevereiro aos bispos do Reino Unido em Roma, por ocasião de sua visita quinquenal “ad limina apostolorum”, estaria “atacando” a lei de igualdade do país.

De fato, o pontífice tratou da lei natural e da liberdade dos grupos religiosos de agirem segundo suas crenças. Os ativistas pelos direitos dos homossexuais expressaram sua contrariedade, e os diversos veículos de comunicação divulgaram suas opiniões.

Esse tipo de resposta por parte da imprensa é justamente o que a iniciativa Catholic Voices da União Católica da Grã Bretanha buscará prevenir quando o Santo Padre estiver em visita ao Reino Unido em setembro.

Será uma cobertura “autorizada, mas não oficial”, divulgada por porta-vozes católicos “idôneos e preparados”, para tratar com a imprensa a respeito do que o Papa realmente está dizendo.

Preparados para os holofotes

Cerca de 25 pessoas estarão preparadas por especialistas nos temas mais polêmicos que provavelmente atrairão a atenção da mídia durante a visita papal”, explica o grupo em uma declaração.

“Ao longo dos próximos meses”, estas pessoas “participarão também de seções preparatórias” sobre diversos aspectos da mídia, e concluirão sua preparação com um retiro na abadia de Worth.

O Catholic Voices é um órgão independente da Conferência Episcopal, mas conta com sua aprovação.

O projeto é promovido pelo presidente da União Católica da Grã Bretanha, Lord Daniel Brennan, e pelo abade de Worth, Christopher Jamison.

A declaração faz notar que no mesmo dia 1º de fevereiro, uma outra mensagem do Papa não recebeu a mesma atenção.

De fato, Bento XVI convidou os bispos a insistirem em seu direito de “participarem do debate nacional através de um diálogo respeitoso com os demais elementos da sociedade” e a recorrerem aos fiéis leigos da Inglaterra e País de Gales, para que se possa transmitir a fé às próximas gerações, com a convicção que assim estarão desempenhando seu próprio papel na missão da Igreja”.

De acordo com o abade Jamison, “o discurso do Papa Bento XVI aos nossos bispos serviu para demonstrar a importância deste projeto”.

A mídia como instrumento

Catholic Voices não navegará por águas desconhecidas.

Jack Valero e Austen Ivereigh coordenarão o projeto, em colaboração com Kathleen Griffin, ex-produtora da BBC com vasta experiência em comunicação. Valero e Ivereigh também já coordenaram outro projeto semelhante, o “Grupo de Resposta ao Código da Vinci”.

O “Grupo de Resposta ao Código da Vinci” foi capaz de oferecer uma cobertura positiva das atividades da Igreja partindo da versão enganosa dos fatos apresentada no best-seller. Isto mostra o que é possível obter sem recorrer a agressões defensivas”, explicou o abade Jamison.

O projeto divulgou uma declaração de alguém que promete ser uma estrela na visita papal: o cardeal John Henry Newman, que espera-se venha ser beatificado pelo Papa durante sua visita à Inglaterra.

O cardeal Newman expressou certa vez seu desejo de um “laicato não arrogante nem precipitado em suas palavras, mas de homens e mulheres que conheçam sua própria religião, que se integrem a ela, que saibam seu papel, que compreendam as posições que sustentam e as que não sustentam, que conheçam seu credo tão bem a ponto de dar-lhe razão, e que saibam história suficiente para que possam defendê-lo. Desejo um laicato inteligente e instruído – desejo (…) ampliar seu conhecimento, para que aprenda a ver as coisas como são, para que compreendam que fé e razão se completam, para que entendam as bases e os princípios do catolicismo”.
***

E nós, leigos católicos do Brasil ? Que temos feito para evangelizar e dialogar com nosso Povo Brasileiro não católico ou católico por costume ?

Iniciativa necessária também aqui no Brasil. Precisamos de mais ousadia e de mais coragem para ocupar nosso espaço na sociedade como católicos conscientes.

Nossa ausência cria um vazio que é preenchido por todo tipo de “aventureiro religioso”.

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* Raiz das más condutas sexuais na Irlanda está na crise de fé, diz Bento XVI

sexta-feira, fevereiro 19th, 2010

Ao concluir o encontro dos Bispos da Irlanda com o Papa, realizado no Vaticano entre os dias 15 e 16 de fevereiro, para tratar o delicado tema das graves más condutas sexuais de alguns membros do clero nesse país europeu, o Santo Padre ressaltou que um dos fatores que contribuiu a este fenômeno foi a debilitação e a crise de fé.

O comunicado dado a conhecer hoje assinala que “no dia 15 e 16 de fevereiro o Santo Padre se encontrou com os bispos irlandeses e com altos representantes da Cúria Romana para discutir da grave situação surta na Igreja na Irlanda. Juntos examinaram o fracasso durante muitos anos das autoridades da Igreja irlandesa para atalhar eficazmente os casos de abusos sexuais de jovens por parte de sacerdotes e religiosos irlandeses”.

“Todos os presentes reconheceram que essa grave crise desembocou no desmoronamento da confiança na hierarquia eclesiástica e prejudicou seu testemunho do Evangelho e seus ensinos morais”, diz o texto

“A reunião se desenvolveu com um espírito de oração e fraternidade colegial e sua atmosfera, franca e aberta, contribuiu com diretrizes e ajuda aos bispos em seus esforços para enfrentar a situação em suas respectivas dioceses”.

Seguidamente o comunicado assinala que “em 15 de fevereiro, pela manhã, depois de uma breve introdução do Santo Padre, cada um dos bispos irlandeses apresentou suas observações e sugestões. Os bispos falaram com franqueza do sentimento de dor e cólera, de traição, escândalo e vergonha que manifestaram em numerosas ocasiões as pessoas que sofreram abusos. Um sentimento similar de ultraje refletiam também os leigos, sacerdotes e religiosos”.

Ao falar logo depois da participação dos prelados irlandeses se destaca que “os bispos falaram também da ajuda e a dedicação prestada neste momento por milhares de voluntários, leigos e preparados, para garantir a segurança das crianças em todas as atividades da Igreja e sublinharam que, se for indubitável que os enganos de julgamento e as omissões estão à base da crise, na atualidade se tomaram medidas para garantir a segurança dos meninos e jovens”.

“Os bispos recalcaram deste modo seu compromisso na colaboração com as autoridades legais na Irlanda -do Norte e do Sul- e com o The National Board for Safeguarding Children in Catholic Church in Ireland (Conselho Nacional para a Proteção das Crianças na Igreja Católica na Irlanda) para garantir que as normas, atividades e procedimentos da Igreja correspondam às melhores práticas nesta matéria”.

“Por sua parte, o Santo Padre observou que os abusos sexuais de crianças e jovens não são apenas um crime atroz, mas também um pecado grave que ofende a Deus e que fere a dignidade da pessoa criada à sua imagem. Conscientes de que a dolorosa situação atual não resolverá rapidamente, o Papa exortou os bispos a enfrentarem os problemas do passado com determinação e a fazer frente às crises com honradez e valentia”.

Bento XVI também expressou a esperança de que este encontro ajude à unidade dos bispos e a lhes capacitar para que falem com uma só voz na hora de identificar os passos concretos para curar as feridas dos que padeceram abusos, alentando a uma renovação da fé em Cristo e a restaurar a credibilidade espiritual e moral da Igreja”.

“O Santo Padre –diz o comunicado– também se referiu à crise generalizada de fé que afeta à Igreja, que está unida à falta de respeito à pessoa humana e a como o desfalecimento da fé foi um fator que contribuiu de maneira significativa ao fenômeno dos abusos sexuais de menores. Também sublinhou a necessidade de uma reflexão teológica mais profunda sobre toda a questão, e disse que é necessária uma melhor preparação humana, espiritual, acadêmica e pastoral dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa, assim como dos que já foram ordenados e consagrados”.

O texto ressalta logo que “os bispos tiveram a oportunidade de examinar e discutir o rascunho da Carta Pastoral do Santo Padre aos Católicos da Irlanda. Tendo em conta os comentários dos bispos irlandeses, Sua Santidade completará agora a carta, que se publicará durante a Quaresma.

Finalmente o comunicado indica que “as conversações concluíram ao final da manhã da terça-feira, 16 de fevereiro de 2010. Enquanto os bispos retornam às suas dioceses, o Santo Padre pediu que esta Quaresma se viva como um tempo para implorar uma efusão da misericórdia de Deus e dos dons do Espírito Santo de santidade e fortaleza para a Igreja na Irlanda”.

ACI

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* “Cristianismo não é moralismo”, afirma Papa a seminaristas.

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010

Leonardo Meira, Canção Nova

Bento XVI: ”O orar, diante dos olhos de Deus, torna-se um processo de purificação de nossos pensamentos”

Já é tradição que, todos os anos, o Papa visite o Pontifício Seminário Romano Maior por ocasião da Festa de Nossa Senhora da Confiança, padroeira da instituição.Neste ano, Bento XVI encontrou-se com cerca de 190 seminaristas, não somente do Seminário Romano Maior, mas também do Seminário Romano Menor, do Almo Colégio Caprânica, do Colégio Diocesano Redemptoris Mater e do Seminário de Nossa Senhora do Divino Amor.

“Não somos nós que temos de produzir o grande fruto; o Cristianismo não é um moralismo, não somos nós que devemos fazer o que Deus espera do mundo, mas devemos, antes de tudo, entrar neste mistério ontológico: Deus se dá a Si mesmo. Seu ser, seu amar precede as nossas ações e, no contexto de seu Corpo, no contexto de estar n’Ele, identificarmo-nos com Ele, sermos cobertos por seu Sangue, possamos também nós agir com Cristo”, salientou o Pontífice na capela do Seminário.

Bento XVI conduziu uma lectio divina a partir do capítulo 15 do Evangelho de São João, que contém a Parábola da Videira. O encontro aconteceu na última sexta-feira, 12, e o Papa expressou a alegria de ver que a Igreja vive.

“Permanecer no Senhor é fundamental como o primeiro tema deste trecho. Permanecer: onde? No amor, no amor de Cristo, no ser amado e no amar o Senhor. Todo o Capítulo 15 concretiza o local da nossa permanência, porque os primeiros oito versículos expõem e apresentam a parábola da videira: ‘Eu sou a videira; vós, os ramos’”, destacou.

O Senhor elegeu um povo para encontrar a resposta de seu amor. Através deste povo, desejaria entrar em uma relação de amor com o mundo. Diante da infidelidade, Deus não desiste.

“Deus encontra uma nova maneira para chegar até um amor gratuito, irrevogável, ao fruto desse amor, à uva verdadeira: Deus se faz homem, e assim Ele próprio se torna a raiz da videira, Ele torna-se a própria videira e, assim, a videira se torna indestrutível. Este povo de Deus não pode ser destruído, porque o próprio Deus entrou, se plantou nesta terra”, declarou.

Ser e agirO Senhor que entrega um novo ser: esse é o grande dom, exclamou Bento XVI.

“O ser precede o agir e deste ser segue o agir, como uma realidade orgânica, para que aquilo que somos, possamos sê-lo também em nossa atividade. Assim, agradeçamos ao Senhor porque nos tirou do puro moralismo; não podemos obedecer a uma lei que está diante de nós, mas devemos agir de acordo com a nossa nova identidade. Assim, já não é mais uma obediência, uma coisa externa, mas uma realização do dom do novo ser”.

Ao citar São Tomás de Aquino – “A nova lei é a graça do Espírito Santo” -, o Bispo de Roma explicou: “A nova lei não é um outro comando mais difícil que os outros: a nova lei é um dom, a nova lei é a presença do Espírito Santo que nos foi dado no Sacramento do Batismo, na Confirmação, e nos é dado todos os dias na Santíssima Eucaristia”.

Deus visível

A grande novidade, de acordo com o Papa, é que Deus, através de Cristo, se fez conhecer, se mostrou, já não é mais desconhecido, se torna amigo.

Com relação ao dualismo que coloca Deus apenas como uma parte da realidade, Bento XVI questionou:

“Mesmo na teologia, incluindo aquela católica, se difunde atualmente esta tese: Deus não é onipotente. Deste modo, se oferece uma apologia de Deus, que, assim, não seria responsável pelo mal que existe amplamente no mundo. Mas que apologia pobre! Um Deus não onipotende! O mal não está em suas mãos! E como podemos nós confiar neste Deus? Como poderíamos estar seguros no seu amor se esse amor termina onde começa o poder do mal?”

No entanto, no rosto de Cristo crucificado, Deus mostra a verdadeira onipotência.

“Para nós, homens de poder, o poder é sempre idêntico à capacidade de destruir, de fazer o mal. Mas o verdadeiro conceito de onipotência que aparece em Cristo é exatamente o contrário: n’Ele, a verdadeira onipotência é amar até o ponto em que Deus possa sofrer: aqui ele mostra sua verdadeira onipotência, que pode chegar ao ponto de um amor que sofre nós. Assim, vemos que Ele é o verdadeiro Deus e o verdadeiro Deus, que é amor, é poder: o poder do amor. E nós podemos confiar-nos ao seu amor onipotente e viver nele, com este amor onipotente”.

Missão e justiça

A seguir, o Papa destacou que a alegria de conhecer a Deus leva ao desejo de comunicá-Lo aos outros, bem como que a missionariedade não é um acessório, mas o dinamismo da própria fé.

Ao revelar o rosto de Deus, Cristo transcende o modelo de justiça vigente.

“a verdadeira justiça não consiste em uma obediência a certas regras, mas é o amor, o amor criativo, em que se encontra a riqueza, a abundância do bem. A abundância é uma das palavras-chave do Novo Testamento, Deus sempre dá a si mesmo em abundância. [...] E quem está unido com Cristo, que é ramo na videira, vive por essa lei, não pergunta: ‘Posso agora fazer isso ou não?’, ‘Devo fazer isso ou não?’, mas vive no entusiasmo do amor, que não pergunta: ‘isto é ainda necessário, ou proibido’, mas, simplesmente, na criatividade do amor, deseja viver com Cristo e por Cristo e dar tudo de si para Ele e, assim, entrar na alegria de produzir frutos”.

Oração

A alegria é o Espírito Santo, de tal forma que, de Deus, não se deve pedir qualquer coisa, mas o grande dom que é o próprio Deus, apontou Bento XVI.

“A oração é um caminho, eu diria que uma escada: devemos aprender mais e mais para que coisas podemos rezar e para que coisas não podemos, porque são expressões do nosso egoísmo. [...] O orar, diante dos olhos de Deus, torna-se um processo de purificação de nossos pensamentos, nossos desejos. Como disse o Senhor na parábola da videira: devemos ser podados, purificados, a cada dia; viver com Cristo, em Cristo, permanecer em Cristo, é um processo de purificação, e somente neste processo de lenta purificação, de libertação de nós mesmos e da vontade de ter somente para si, está o caminho verdadeiro da vida, se abre o caminho da alegria”.

O Papa concluiu sua meditação pedindo que se reze para que Deus ajude a crescer e permanecer em seu amor.

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* Discurso do Papa Bento XVI aos participantes da assembléia plenária da congregação para a Doutrina da fé.

domingo, fevereiro 14th, 2010

Supere a “tentação” de rejeitar discursos .

Sendo o Papa quem fala é certeza absoluta de se ouvir palavras cheias de graça e sabedoria, segundo aquilo que o Espirito fala à Igreja.

Leia e veja que palavras segundo o coração de Deus.

***

Senhores Cardeais
Venerados Irmãos
no Episcopado e no Sacerdócio
Caríssimos fiéis colaboradores

É para mim motivo de grande alegria encontrar-me convosco por ocasião da Assembleia Plenária e manifestar-vos os sentimentos de profundo reconhecimento e de cordial apreço pelo trabalho que levais a cabo ao serviço do Sucessor de Pedro no seu ministério de confirmar os irmãos na fé (cf. Lc 22, 32).

(…) Senhor Cardeal, agora gostaria de reflectir brevemente a propósito de alguns aspectos expostos por Vossa Eminência.

Em primeiro lugar, desejo sublinhar o modo como a vossa Congregação participa no ministério de unidade, que foi confiado, de modo especial, ao Pontífice Romano, mediante o seu compromisso pela fidelidade doutrinal. Com efeito, a unidade é primariamente unidade de fé, sustentada pelo depósito sagrado cujo primeiro guardião e defensor é o Sucessor de Pedro. Confirmar os irmãos na fé, conservando-os unidos na confissão de Cristo crucificado e ressuscitado constitui para aquele que se senta na Cátedra de Pedro a primeira e fundamental missão que lhe é conferida por Jesus. Trata-se de um serviço inadiável, do qual depende a eficácia da obra evangelizadora da Igreja até ao fim dos séculos.

O Bispo de Roma, de cuja potestas docendi participa a vossa Congregação, deve proclamar constantemente: “Dominus Iesus” “Jesus é o Senhor”. Com efeito, a potestas docendi comporta a obediência à fé, a fim de que a Verdade que é Cristo continue a resplandecer na sua grandeza e a ressoar para todos os homens na sua integridade e pureza, de tal forma que haja um só rebanho reunido ao redor do único Pastor.

Portanto, o alcance do testemunho comum de fé por parte de todos os cristãos constitui a prioridade da Igreja de todos os tempos, com a finalidade de conduzir todos os homens ao encontro com Deus. Neste espírito, confio de modo particular no compromisso do Dicastério a fim de que sejam superados os problemas doutrinais que ainda subsistem para a consecução da plena comunhão com a Igreja da parte da Fraternitas S. Pio X.

Além disso, desejo alegrar-me pelo empenho a favor da plena integração de grupos de fiéis e de indivíduos singularmente, já pertencentes ao Anglicanismo, na vida da Igreja Católica, em conformidade com quanto está estabelecido na Constitutição Apostólica Anglicanorum coetibus. A adesão fiel destes grupos à verdade recebida de Cristo e proposta pelo Magistério da Igreja não é de modo algum contrária ao movimento ecuménico mas, pelo contrário, mostra a sua finalidade derradeira, que consiste em alcançar a comunhão plena e visível dos discípulos do Senhor.

No precioso serviço que prestais ao Vigário de Cristo, apraz-me recordar também que a Congregação para a Doutrina da Fé, em Setembro de 2008, publicou a Instrução Dignitas personae, a respeito de algumas questões de bioética.

Depois da Encíclica Evangelium vitae, do Servo de Deus João Paulo II, em Março de 1995, este documento doutrinal, centrado no tema da dignidade da pessoa, criada em Cristo e por Cristo, representa um novo ponto de referência no anúncio do Evangelho, em plena continuidade com a Instrução Donum vitae, publicada por este mesmo Dicastério em Fevereiro de 1987.

Em temas tão delicados e actuais, como aqueles que dizem respeito à procriação e às novas propostas terapêuticas que comportam a manipulação do embrião e do património genético humano, a Instrução recordou que “o valor ético da ciência biomédica mede-se com a referência, quer ao respeito incondicionado devido a cada ser humano, em todos os momentos da sua existência, quer à tutela da especificidade dos actos pessoais que transmitem a vida” (Instrução Dignitas personae, n. 10). Deste modo, o Magistério da Igreja tenciona oferecer a própria contribuição para a formação da consciência não apenas dos fiéis, mas de quantos procuram a verdade e querem prestar atenção a argumentações que vêm da fé, mas inclusive da própria razão. Com efeito, ao propor avaliações morais para a pesquisa biomédica sobre a vida humana, a Igreja inspira-se na luz tanto da razão como da fé (cf. ibid., n. 3), pois está persuadida de que “o que é humano não só é acolhido e respeitado pela fé, mas por ela é também purificado, elevado e aperfeiçoado” (Ibid., n. 7).

Neste contexto oferece-se inclusive uma resposta à mentalidade difundida, segundo a qual a fé é apresentada como obstáculo para a liberdade e a pesquisa científica, porque seria constituída por um conjunto de preconceitos que viciariam a compreensão objectiva da realidade. Diante de tal atitude, que tende a substituir a verdade com o consenso, frágil e facilmente manipulável, a fé cristã oferece ao contrário uma autêntica contribuição também no âmbito ético-filosófico, não fornecendo soluções prefabricadas para problemas concretos, como a pesquisa e a experimentação biomédica, mas propondo perspectivas morais confiáveis no interior das quais a razão humana pode procurar e encontrar soluções válidas.

Efectivamente, existem determinados conteúdos da revelação cristã que esclarecem as problemáticas bioéticas: o valor da vida humana, a dimensão relacional e social da pessoa, a conexão entre os aspectos unitivo e procriativo da sexualidade e a centralidade da família fundada no matrimónio entre um homem e uma mulher.

Estes conteúdos, inscritos no coração do homem, são compreensíveis também racionalmente como elementos da lei moral natural e podem despertar o acolhimento por parte daqueles que não se reconhecem na fé cristã.

A lei moral natural não é exclusiva nem predominantemente confessional, embora a Revelação cristã e a realização do homem no mistério de Cristo ilumine e desenvolva plenamente a sua doutrina.

Como afirma o Catecismo da Igreja Católica, ela “enuncia os preceitos primários e essenciais que regem a vida moral” (n. 1.955). Alicerçada na própria natureza humana e acessível a cada criatura racional, a lei moral natural constitui deste modo a base para entrar em diálogo com todos os homens que procuram a verdade e, mais em geral, com a sociedade civil e secular. Esta lei, inscrita no coração de cada homem, diz respeito a uma das questões essenciais da própria reflexão sobre o direito e interpela igualmente a consciência e a responsabilidade dos legisladores.

Enquanto vos encorajo a dar continuidade ao vosso serviço exigente e importante, desejo manifestar-vos também nesta circunstância a minha proximidade espiritual, concedendo de coração a Bênção Apostólica a todos vós, como penhor de carinho e de gratidão.
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* Papa recebe os bispos da Irlanda afetados pelo escândalo de pedofilia.

domingo, fevereiro 14th, 2010

O Papa Bento XVI convocou para a próxima segunda e terça-feira os bispos de Irlanda para discutir maneiras de voltar a inspirar a confiança dos fieis deste país, onde os padres, amparados pela hierarquia, cometeram durante décadas abusos sexuais com crianças.

“Infelizmente, em várias ocasiões, certos membros da Igreja católica violaram os direitos das crianças”, comentou o Papa uma semana antes do encontro. “Um comportamento que a Igreja lamenta e continuará lamentando e condenando”, acrescentou.

Segundo o cardeal Claudio Hummes, prefeito da congregação para o clero, os padres pedófilos devem ser castigados, inclusive pela justiça comum.

Bento XVI, que reiterou na semana passada a oposição da Igreja Católica às leis a favor dos homossexuais, assegurou em seu discurso que “a família, fundamentada no matrimônio entre um homem e uma mulher, é a maior ajuda que se pode oferecer às crianças”.

Vários escândalos com sacerdotes pedófilos apareceram nos últimos anos em diversos países, inclusive nos Estados Unidos, onde em 2002 foi descoberto que entre 4 e 5 mil sacerdotes abusaram sexualmente de 14 mil crianças e adolescentes durante décadas.

O Papa deve entregar aos bispos irlandeses uma Carta Pastoral, parecida com a que foi entregue para a Igreja norte-americana em 2002, após o grave escândalo de abusos sexuais no país.

Nela, indicará “claramente as medidas que serão tomadas” devido à grave situação, segundo adianta a imprensa italiana.

A carta deverá ser lida aos católicos irlandeses na quarta-feira de cinzas, no dia 17 de fevereiro.

O papa Bento XVI aceitou a renúncia em dezembro de quatro bispos irlandeses acusados de encobrirem o caso.

Um informe elaborado por uma comissão presidida pela juíza Yvonne Murphy concluiu em novembro, após três anos de investigações, que os responsáveis pela arquidiocese de Dublin protegeram os autores dos abusos e não os denunciaram à polícia por mais três décadas.


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* Visita do Papa Bento a Portugal conta com site oficial

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

Em um comunicado divulgado pelo Centro de Comunicação Social Santuário de Fátima,  a Igreja em Portugal anunciou o lançamento do site oficial da visita do Pontífice a este país e o tema para a visita papal: “Contigo, caminhamos na esperança”.

O endereço da página oficial desta peregrinação de Bento XVI  é: www.bentoxviportugal.pt.

“No final de mais um encontro do Concelho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), realizado hoje na Casa de Nossa Senhora das Dores, no Santuário de Fátima, foi anunciada oficialmente a criação de uma página na Internet relativa à visita de Sua Santidade Bento XVI ao país”, afirma o comunicado enviado à nossa redação.

O site www.bentoxviportugal.pt, on line pretende, nas palavras do Porta-voz da CEP, Padre Manuel Morujão , dar “informação do programa (da visita papal), notícias na linha da preparação, fotografias e a possibilidade de interatividade”.

Entretanto, o Padre Morujão anunciou também que “serão dados o conhecer os cartazes e outra imagens relacionadas com esta visita.

Definido está também o tema geral da visita de Bento XVI a Portugal: “Contigo, caminhamos na esperança”, ao qual se associa o subtítulo “Cristianismo, sabedoria e missão”.

O comunicado recorda ainda que Bento XVI estará no país em peregrinação e visita oficial, a convite da Conferência Episcopal Portuguesa e da Presidência da República de Portugal, entre 11 e 14 de Maio de 2010, onde terá ocasião de participar em celebrações e encontros nas cidades de Lisboa, Fátima e Porto.

ACI

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* O Homem precisa de Deus para ser ele mesmo!

domingo, fevereiro 7th, 2010

Quantcast

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“Qual é portanto a justiça de Cristo? É antes de mais a justiça que vem da graça, onde não é o homem que repara, que cura si mesmo e os outros. O fato de que a “expiação” se verifique no “sangue” de Jesus significa que não são os sacrifícios do homem a libertá-lo do peso das suas culpas, mas o gesto do amor de Deus que se abre até ao extremo, até fazer passar em si “a maldição” que toca ao homem, para lhe transmitir em troca a “bênção” que toca a Deus (cf. Gl 3, 13-14). Mas isto levanta imediatamente uma objeção: que justiça existe lá onde o justo morre pelo culpado e o culpado recebe em troca a bênção que toca ao justo? Desta maneira cada um não recebe o contrário do que é “seu”? Na realidade, aqui se manifesta a justiça divina, profundamente diferente da justiça humana. Deus pagou por nós no seu Filho o preço do resgate, um preço verdadeiramente exorbitante. Perante a justiça da Cruz o homem pode revoltar-se, porque ele põe em evidencia que o homem não é um ser autárquico, mas precisa de um Outro para ser plenamente si mesmo. Converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho, no fundo significa precisamente isto: sair da ilusão da auto-suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade.”

(Papa Bento XVI, Mensagem para a Quaresma de 2010, § 6-7; 30 de outubro de 2009)

A proposição do Papa para a quaresma desse ano explica a justiça cristã. O homem, que herda de Adão o pecado original (cf. Sl 51, 7) não pode salvar a si mesmo. Ele, por si mesmo, não pode ir para o Céu. Então, Deus se compadece do homem e manda à humanidade Seu Filho único para que possa redimi-la e purificá-la. Eis a justiça de Deus: Ele não se compraz em ver o sofrimento dos fracos; não se compraz na condenação daqueles que se esforçam para amar a Deus. Por isso, envia seu Filho, Jesus Cristo. Ele devolve aos homens a graça que o gênero humano havia perdido pela renúncia do bem.

O homem se vê indigente. Todos os cristãos clamam junto com o salmista: “Eis que eu nasci na culpa, e a minha mãe concebeu-se no pecado” (Sl 51, 7). Mas ao mesmo tempo louvam a Misericórdia de Deus, bem traduzida nos versos que entoamos no dia de Páscoa: “Ó pecado de Adão, indispensável, pois o Cristo o dissolve em seu amor. Ó culpa tão feliz que há merecido a Graça de um tão Grande Redentor!” O homem se apegou aos bens finitos e mutáveis, se apegou à realidade material, obstinando-se na prática do pecado e violando a Aliança que Deus havia firmado com seu povo. Mas, eis que surge o Filho do Homem. Ele realiza uma Nova Aliança, na qual o homem descobre a inutilidade do seu egoísmo e a insensatez daquela idéia de auto-suficiência.

Não. Nós, por nós mesmos, nada podemos fazer de bom. É preciso que o homem se apegue ao Bem eterno e imutável. Mas, como poderá ele, com seu coração ferido pela arrogância e pela prepotência, se achegar a Deus? Graças sejam dadas a Jesus Cristo, que inaugura a justiça cristã! O homem pode finalmente gozar da alegria de estar junto de Deus. Com Cristo, ao mesmo tempo, acontece o processo de libertação. Ele é a genuína Verdade e é conhecendo a Ela que poderemos nos libertar (cf. Jo 8, 32) do nosso egoísmo. Com efeito, o cristão põe no centro de sua vida Jesus, e não ele; porque sabe bem que não é seus méritos que alcança a salvação, mas unicamente pela graça de Deus. O cristão confessa dia após dia aquilo que São Paulo há muito dizia: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20). Não sou eu que me salvo; minha natureza é caída. Eu, por mim mesmo, não posso me levantar. É Cristo quem ergue o homem, devolvendo-lhe a graça, aquele bem precioso que tinha perdido no dia que havia desobedecido a Deus.

Eis a verdadeira justiça!, clama o Papa. Possamos ouvi-lo, possamos descobrir na Redenção uma fonte insondável de amor e misericórdia. Não lamentemos aquilo que já foi. Louvemos Aquele que é. “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5, 20).

Everth Queiroz Oliveira

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* Católicos Ingleses se mobilizam para receber o Papa.

sexta-feira, fevereiro 5th, 2010

E significativo o fato de que os católicos britanicos já estarem -desde já- a se organizarem  para que a viagem do Papa seja uma boa ocasião para apresentar ao grande público a realidade do catolicismo.

Nesse sentido se apresenta a iniciativa Catholic Voices: criar uma equipa de pessoas bem preparadas, capazes de participar com “moderadores” nos debates mdiáticos e públicos sobre temas candentes.

Os promotores de Catholic Voices afirmam que contam com o apoio dos bispos locais, mas apesar disso não é uma iniciativa institucional (é promovida por uma associação chamada The Catholic Union of Great Britain).

Informam de que a partir de março, uns 20 ou 25 católicos, procedentes de todo o espectro da Igreja, estaram disponiveis para ajudar os meios de comunicação social a tratar os temas que surgirem por causa da visita do Papa.

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* Você sabe o que é o “múleo” que o Papa Usa?

quinta-feira, fevereiro 4th, 2010

Fábio Marcelo

Múleo é  nome que se dá ao calçado vermelho próprio dos papas, que muitos atribuem à Roma Antiga.

Os múleos eram os calçados do tipo borzeguim (sapato de cano médio, com cadarços trançados), ou coturno utilizado pelos patrícios e pelos senadores que tivessem exercido alguma magistratura curul, ou seja, de primeira ordem.

A cor vermelha dos múleos papais é atribuída pela Igreja Católica como simbolismo do sangue dos mártires e a completa submissão do papa à autoridade de Jesus Cristo. Os múleos papais são sempre feitos à mão, com o cetim, veludo, ou couro vermelhos, as solas feitas do couro.

Assim como os nobres, o papa também utilizava calçados distintos quando em ambiente interno ou externo. Em ambientes internos, os calçados eram feitos de veludo ou seda vermelhos, decorados com galões de e uma cruz ouro na pala.

Já em ambientes externos, os papas utilizam sapatos vermelhos lisos, feitos com couro do Marrocos, com a cruz de ouro na pala, por vezes ornada com rubis. Inicialmente esta cruz era grande, atingindo as bordas do sapato, porém no século VIII, suas extremidades foram encurtadas.

Quando estes calçados eram feitos com solados muito finos, eram chamados pantofolas levis.

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* “Façam o Papa pagar”, campanha lançada pelos ateus da Inglaterra.

quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010

Ricardo Silvestre

Existe uma petição que pede que seja a Igreja Católica a pagar por uma visita do Papa ao Reino Unido, de forma a não serem os contribuintes a pagar os estimados 23 milhões de euros que a visita vai custar.

Na petição pode-se ler que os autores da mesma aceitam o direito que o Papa tem de visitar os seus seguidores no Reino Unido, mas que há melhores maneiras de gastar o dinheiro, por exemplo em escolas, hospitais e serviços sociais

Um poster foi idealizado e já circula pela net.

o papa que pague


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* A Igreja Católica é Homofóbica?

quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010

Quantcast

Lê-se no G1:

Papa critica projeto de lei britânico contra a discriminação de homossexuais.

Igreja homofóbica? Não é bem assim. A mídia, claro, conta a parte da história que lhe é favorável, distorce a notícia da maneira que lhe apraz. Gostaria, inclusive, de fazer uma analogia para mostrar o quanto é reducionista a notícia da maneira que foi publicada pelo jornalismo da Globo.

Há alguns dias notícia foi publicada na Internet falando dos projetos que andam tentando legalizar na Inglaterra de se ensinar obrigatoriamente educação homossexual. A medida é, sem sombra de dúvida, intolerante.

Veja: não estamos falando aqui duma tentativa sadia de pedir respeito aos homossexuais. Estamos falando de uma medida autoritária que visa impor – atesta esta outra notícia – valores homossexuais. Não é mais um combate à homofobia, é uma tentativa clara e objetiva de se ensinar o homossexualismo em nossas escolas, como se fosse perfeitamente natural e aceitável! Em suma, o combate aqui não é ao preconceito, como expôs o G1, mas à heteronormatividade, ou seja, à idéia de que as relações sexuais moralmente corretas são as que são praticadas entre homem e mulher. aos alunos de todas as escolas – inclusive as religiosas.

É autoritário? Sem dúvida. E são essas medidas que o Papa Bento XVI condena. Do jeito que o G1 publicou, ficou implícita a idéia de homofobia quando, na verdade, o Papa é contra a iniciativa de ensinar e propagar a homossexualidade deliberadamente, não contra os homossexuais.

A Igreja mesmo não é homofóbica. Qualquer um pode atestar essa informação lendo o Catecismo da Santa Sé, que diz:

“[Os homossexuais] devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição” (n. 2358).

Então, imprensa, deixe de repetir aquilo que não é verdade! Deixe de insistir numa mentira. O que o Papa condenou, ao se dirigir à Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, foi a medida de se impor o homossexualismo como relacionamento sexual correto e moralmente aceitável que, em si, não combate a homofobia, mas os valores cristãos de educação. As palavras do Papa aos bispos do Reino Unido são, nesse sentido, importantes:

http://www.dolado.com.br/wp-content/uploads/2009/09/papa-bento.jpg

” Vosso país é conhecido pelo firme compromisso com a igualdade de oportunidades para todos os membros da sociedade. No entanto, como vós observastes com razão, o efeito de algumas das legislações destinadas a alcançar este objetivo tem sido impor limitações injustas à liberdade de comunidades religiosas para agir de acordo com suas crenças. Em alguns aspectos, isso realmente viola a lei natural, sobre a qual a igualdade de todos os seres humanos está alicerçada e pela qual é garantida. Exorto-vos, como Pastores, a garantir que o ensino moral da Igreja seja sempre apresentado em sua totalidade e defendido de modo convincente. A fidelidade ao Evangelho em nada restringe a liberdade dos outros – pelo contrário, ela serve à liberdade oferecendo-lhe a verdade. Continueis a insistir no vosso direito de participar no debate nacional, através de um diálogo respeitoso com os outros setores da sociedade. Ao fazer isso, vós não estais apenas mantendo uma longa tradição britânica de liberdade de expressão e intercâmbio honesto de opiniões, mas dando voz às convicções de muitas pessoas que não dispõem dos meios necessários para se expressar: quando muitos da população se declaram cristãos, como alguém poderia contestar o direito de o Evangelho ser ouvido?”

(Papa Bento XVI, Discurso à Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, § 2; 1º de fevereiro de 2010)

O Papa se manifesta aos bispos deixando bem claro que não concorda de modo algum com as medidas laicistas totalitárias queo governo civil anda tentando implantar no país, e que também não pode concordar com a invasão que o Estado inglês tenta fazer na Igreja, quebrando a idéia de laicidade (Estado, corpo totalmente independente da Igreja; e vice-versa).

Se o povo é tão desinformado quanto à Igreja e quanto aos valores por ela promovidos, certamente parte dessa culpa é da mídia, que distorce aquilo que é verdadeiro para poder divulgar suas idéias mesquinhas.

Rezemos pelo Santo Papa e por sua autoridade de apóstolo da mensagem do Evangelho.

Fonte: Ecclesia Una

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