Posts Tagged ‘Pedofilia’

* Bispo afasta sacerdotes acusados de “pedofilia” em Arapiraca, Alagoas.

segunda-feira, março 15th, 2010

Após o escândalo sexual em Arapiraca, envolvendo os monsenhores Luiz Marques, Edílson Duarte e Raimundo Gomes, o Bispo Dom Valério Brêda, responsável pela diocese, resolveu afastá-los das atividades eclesiásticas.

A notícia do afastamento foi dada durante a leitura de uma carta feita pelo Dom Valério Brêda na missa ocorrida no último sábado (13).

Outros padres vão assumir a igreja São José, dirigida antes pelo monsenhor Luiz Marques, a catedral de Nossa Senhora do Bom Conselho, que era coordenada pelo padre Edílson Duarte e a igreja Nossa Senhora do Carmo, dirigida por muitos anos pelo monsenhor Raimundo Gomes.

Os casos de pedofilia, envolvendo os principais padres da cidade e coroinhas, veio a tona na quinta-feira passada (11), durante o programa “Conexão Repórter”, do SBT, que exibiu imagens de relações sexuais entre eles.

Uma das vítimas ouvida foi o jovem Fabiano Ferreira, que hoje tem 20 anos. Ele relatou que desde os 12 anos, quando se tornou coroinha, é assediado sexualmente pelo monsenhor Luís Marques, 82 anos.

Outros jovens, Flávio, Anderson e outro de 11 anos, relataram que foram assediados pelo monsenhor Raimundo nas dependências da igreja.

Os três padres negaram qualquer envolvimento com os garotos da cidade.

Fonte: Primeira edição- Alagoas

***

Tive oportunidade de assistir o programa e as cenas são fortes e falam por si só.

As cenas comprometem apenas um dos sacerdotes citados.

Para os outros sacerdotes não foram apresentadas provas a não ser os pronunciamentos verbais das supostas vítimas.

Como tem acontecido em outras partes do Mundo, tem vindo à luz situações delicadas que expõem fraquezas de alguns de nossos irmãos no sacerdócio, que se verdadeiras, são profundamente lamentáveis.

É momento de reflexão, oração e intercessão por eles e pelas vítimas.

Sabemos que é um caso isolado que contrasta com a esmagadora maioria de sacerdotes fiéis .

Discordo da reportagem, no entanto, quando ela afirma como caso de pedofilia. Parece-me,pelo menos na cena mostrada na reportagem ,caso de homossexualidade entre dois adultos, de forma consensual, com histórico de sedução sem atos libidinosos, nos outros exemplos citados sem provas.

Isso não muda nada já que ambos são atos indignos e errados, mas  faz justiça a verdade dos fatos.

Os fatos não são novos e a própria reportagem mostra que no inicio do escândalo,os Jovens receberam 30 mil reais para entregarem e destruirem as fitas com a gravação e encerrarem o caso.

Os jovens receberam o dinheiro porém guardaram uma cópia ” por segurança” e foi essa cópia que foi apresentada na reportagem.

Quanto ao dinheiro recebido a reportagem nada cita.

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* A Igreja “esconde” a verdade em relação aos casos de pedofilia? Entenda o processo canonico nesses casos.

segunda-feira, março 15th, 2010

O promotor de justiça da Congregação para a Doutrina da Fé, Monsenhor Charles J. Scicluna, explicou em uma entrevista publicada hoje no jornal Avvenire da Conferência Episcopal Italiana dada a conhecer pela Santa Sé, a disciplina da Igreja, assim como o devido processo canônico que se segue nos casos de abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero.

A nota da Sala de Imprensa da Santa Sé explica que Dom Scicluna é “virtualmente o fiscal do tribunal do antigo Santo Ofício, cuja tarefa é investigar os chamados delicta gravoria, os delitos que a Igreja Católica considera absolutamente os mais graves” entre os quais se encontram os abusos sexuais cometidos por membros do clero a menores.

O promotor explica na entrevista que “pode ser que no passado, possivelmente também por um mal-entendido sentido de defesa do bom nome da instituição, alguns bispos, na praxe, tenham sido muito indulgentes com este triste fenômeno. Na praxe, digo, porque no âmbito dos princípios a condenação por esta tipologia de delitos foi sempre firme e inequívoca”.

Dom Scicluna assinala que uma má tradução ao inglês do texto que explica as normas a seguir ante os casos de abuso cuja primeira edição se realizou em 1922 e logo em 1992 deu margem a “que se pensasse que a Santa Sé impunha o segredo para ocultar os fatos. Mas não era assim. O segredo de instrução servia para proteger a boa fama de todas as pessoas envolvidas, em primeiro lugar as vítimas, e depois os clérigos acusados, que têm direito –como qualquer pessoa– à presunção de inocência até que se demonstre o contrário.

A Igreja não gosta da justiça concebida como um espetáculo. A normativa sobre os abusos sexuais nunca se interpretou como proibição de denúncia às autoridades civis”.

O promotor assegura logo que enquanto o então Cardeal Ratzinger, agora Papa Bento XVI, ante os casos de abuso sexual sempre “demonstrou sabedoria e firmeza na hora de tratar esses casos. Mais ainda, deu prova de grande valor enfrentando alguns casos muito difíceis e espinhosos (…). Portanto, acusar ao Pontífice de ocultação é, eu repito, falso e calunioso”.

As investigações

Quando um sacerdote é acusado de abuso, explica Dom Scicluna, “o bispo tem a obrigação de investigar tanto a credibilidade da denúncia como o objeto da mesma. E se o resultado da investigação prévia é atendível, já não tem a faculdade de dispor em matéria e deve referir o caso à nossa congregação, onde será tratado pelo escritório disciplinador”.

Depois de rechaçar as acusações de alguns que consideram que seu escritório trabalha lentamente, pois não é assim, o promotor precisa que entre 2001 e 2010 revisaram uns três mil casos de sacerdotes acusados de abusos, dos quais “os casos de sacerdotes acusados de pedofilia verdadeira e própria são, então, uns trezentos em nove anos. São sempre muitos, é indubitável, mas deve-se reconhecer que o fenômeno não está tão difundido como se pretende”.

Dom Scicluna adverte logo que nos processos “tampouco faltaram outros em que o sacerdote foi declarado inocente ou em que as acusações não foram consideradas ou suficientemente provadas. De qualquer modo, em todos os casos, analisa-se sempre não só a culpabilidade ou não culpabilidade do clérigo acusado mas também o discernimento sobre sua idoneidade ao ministério público”.

O promotor se refere logo à acusação de alguns que consideram que os bispos não denunciam ante as autoridades estes delicados casos: “em alguns países de cultura jurídica anglo-saxã, mas também na França, os bispos que sabem que seus sacerdotes cometeram delitos fora do segredo sacramental da confissão, estão obrigados a denunciá-los às autoridades judiciais.

Trata-se de um dever pesado porque estes bispos estão obrigados a realizar um gesto como o de um pai que denuncia a seu filho. Apesar de tudo, nossa indicação nestes casos é a de respeitar a lei”.

Seguidamente comenta o caso dos países onde os bispos não estão obrigados por lei a denunciar estes casos às autoridades civis: “nestes casos não impomos aos bispos que denunciem os próprios sacerdotes, mas sim lhes animamos a dirigir-se às vítimas para convidarem-nas a denunciar estes sacerdotes dos quais foram vítimas. Além disso, os convidamos a proporcionar toda a assistência espiritual, mas não só espiritual, a estas vítimas. Em um recente caso concernente a um sacerdote condenado por um tribunal civil italiano, esta Congregação sugeriu precisamente aos denunciantes, que se tinham dirigido a nós para um processo canônico, que o comunicassem também às autoridades civis em interesse das vítimas e para evitar outros crimes”.

ACI

Veja essa notícia que complementa:

Bispo alemão responde a ministra sobre “suposto silêncio” da Igreja ante abusos

O Bispo de Regensburg, Dom Gerhard Ludwig Müller, difundiu uma declaração a propósito do “suposto silêncio” da Igreja sobre os abusos sexuais por parte de alguns membros do clero, explicando que esta afirmação da ministra de justiça, Sabine Leutheusser-Schnarreberger, é falsa e difamatória.

A ministra, explica o Prelado, “acusa a Igreja Católica na Alemanha de obstaculizar as sanções penais previstas nos casos de abuso sexual. Segundo a ministra, em particular nas escolas católicas existiria um muro de silêncio que faria difícil e obstaculizaria as indagações sobre os fatos”.

“A afirmação da ministra –prossegue o Bispo– é falsa e difamatória. Para a diocese de Regensburg eu a rechaço da maneira mais absoluta. Peço ao ministério apresentar a prova da acusação segundo a qual a Igreja obstaculizaria as indagações. Se não puder apresentá-la, peço-lhe não instrumentalizar sua autoridade para perseguições deste tipo”.

Dom Müller explica logo que “na diocese de Regensburg assim como em outras dioceses da Alemanha, segundo as diretivas da Conferência Episcopal Alemã, qualquer acusação sobre um fato de abuso é examinada imediatamente e com precisão”.

“Se for reafirmada a suspeita, solicitamos ao suposto réu que se auto-denuncie. Se não há denúncia, a diocese informa ao ministério público”, acrescenta.

“A Igreja Católica procura fazer justiça às vítimas. Se contra nossa recomendação, uma vítima decide não denunciar, atuamos de acordo à sua vontade. Não existe a obrigação de denunciar”, conclui.

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* Existe alguma relação entre pedofilia e celibato ?

domingo, março 14th, 2010

Wagner Moura

A ligação entre crimes de pedofilia e celibato fica bastante questionada quando levamos em conta os casos de abuso sexuais registrados na Alemanha desde 1996, por exemplo.

Dos 210 mil casos, 94 afetam pessoas ou instituições ligadas à Igreja Católica.

Para fins matemáticos, isso corresponde a 0,044%.(veja reportagem no link.)

Obviamente os números não tem vidas destruídas, mas servem no mínimo como base para questionamentos sérios sobre a ligação entre celibato e pedofilia.

Se 0,044% dos envolvidos em casos de abusos sexuais de crianças e adolescentes cometem tais crimes por serem “oprimidos” pela lei do celibato católico, por que os demais 99,956% que nunca professaram qualquer voto de celibato fora da Igreja  também cometem esses abusos?

Parece óbvio que o uso político desse tipo de escândalo é mais interessante que dar uma resposta para a motivação de tantos crimes de abusos sexuais.

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* Santa Sé: a Igreja não descansa em sua luta contra o abuso de menores.

sexta-feira, março 12th, 2010
Dom Silvano Tomasi, Observador Permanente da Santa Sé perante a ONU em Genebra

O Observador Permanente da Santa Sé ante a ONU em Genebra, Dom Silvano Tomasi, ressaltou ontem que a Igreja Católica não descansa em sua luta contra os abusos sexuais de menores em todo mundo e que este tema é de vital importância na agenda eclesiástica.

Em sua intervenção titulada “a luta contra a violência sexual contra as crianças”, pronunciada ontem na 13° sessão do Conselho de Direitos humanos que trata o tema dos direitos das crianças, o Núncio recordou que “o abuso sexual de menores sempre é um crime execrável”.

“A esta inequívoca condenação da violência sexual contra crianças e jovens, o Santo Padre  acrescentou a dimensão religiosa, precisando que isto também é ‘um grave pecado’ que ofende a Deus e a dignidade humana. A integridade física e psicológica é violada com conseqüências destrutivas” que com freqüência “estigmatizam os pequeninos pelo resta da vida”.

Depois de afirmar que alguns membros do clero também cometeram estes crimes, o Arcebispo recordou que “não existe desculpa para esta conduta, que é uma grave traição à confiança”. Deste modo explicou que “o amparo das agressões sexuais segue sendo uma prioridade na agenda de todas as instituições da Igreja enquanto lutam com este delicado problema” assegurando às vítimas e às suas famílias a assistência devida.

Seguidamente explicou que a Igreja é inflexível com quem comete este tipo de abusos e ressaltou que “a prevenção é o melhor remédio, e este começa com a educação e a promoção de uma cultura de respeito dos direitos humanos e da dignidade de todo menino, especialmente através da implementação de métodos eficientes para o recrutamento do pessoal das escolas”.

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* Veja resumo das intervenções do Papa sobre abusos sexuais por sacerdotes.

domingo, fevereiro 28th, 2010
Diante dos abusos sexuais de sacerdotes, Bento XVI elaborou em seu pontificado um magistério de ensinamentos que se baseiam em três princípios: ajuda às vítimas, restabelecimento da verdade e da justiça e posta em marcha de todos os meios para que algo assim não volte a se repetir.

O Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, na coletiva de imprensa concedida ao concluir a reunião sobre este tema entre os 24 bispos da Irlanda e o Papa, explicou que é possível compreender sua atitude diante destes escândalos voltando a ler as intervenções que o pontífice pronunciou sobre o assunto.

Em total, foram sete e nelas se referiu em particular a casos surgidos na Irlanda, Estados Unidos e Austrália.

O Papa já havia enfrentado a questão dos escândalos na Irlanda no dia 28 e outubro de 2006, ao receber os bispos desse país por ocasião da sua visita ad limina apostolorum.

“As feridas causadas por tais atos são profundas e é urgente a tarefa de reconstruir a confidência e a confiança, onde elas foram prejudicadas. Nos vossos esforços permanentes em vista de resolver eficazmente este problema, é importante estabelecer a verdade a respeito daquilo que aconteceu no passado, dar todos os passos que forem necessários para impedir que ele volte a ocorrer, assegurar que os princípios da justiça sejam plenamente respeitados e, sobretudo, dar alívio às vítimas e a todas as pessoas que foram atingidas por estes crimes hediondos.”

No dia 15 de abril de 2008, em resposta a uma pergunta do jornalista John Allen, no voo aos Estados Unidos, o Papa confessou sua própria consternação diante destes fatos: “Quando leio as histórias dessas vítimas, para mim é difícil compreender como foi possível que os sacerdotes tenham traído dessa forma sua missão de dar o amor de Deus a essas crianças. Isso me dá vergonha e faremos todo o possível para garantir que isso não volte a acontecer no futuro”.

“Penso que deveríamos agir a três níveis: o primeiro é o da justiça e o político. Neste momento não desejo falar da homossexualidade: este é outro problema. Excluiremos rigorosamente os pedófilos do ministério sagrado: é absolutamente incompatível e quem é realmente culpado de ser pedófilo não pode ser sacerdote. Eis, a este primeiro nível podemos fazer justiça e ajudar as vítimas, que estão profundamente provadas. E estes são os dois aspectos da justiça: um é que os pedófilos não podem ser sacerdotes e o outro é ajudar as vítimas de todas as formas possíveis.”

“Depois, há o nível pastoral – prosseguiu. As vítimas terão necessidade de se curar, de ajuda, assistência e reconciliação. Este é um grande compromisso pastoral e sei que os bispos e os sacerdotes e todos os católicos nos Estados Unidos farão o possível para ajudar, assistir, curar. Fizemos inspeções nos seminários e faremos o que é possível para que os seminaristas recebam uma profunda formação espiritual, humana e intelectual. Só pessoas sadias poderão ser admitidas ao sacerdócio e só pessoas com uma profunda vida pessoal em Cristo e que tenham também uma profunda vida sacramental.”

“Sei que os bispos e os reitores dos seminários farão o possível para exercer um discernimento muito, muito severo, pois é mais importante ter bons sacerdotes do que ter muitos. Este é o nosso terceiro ponto, e contamos poder fazer, ter feito e fazer no futuro tudo o que estiver ao nosso alcance para sarar estas feridas”, afirmou.

No dia 16 de abril de 2008, ao celebrar as vésperas com os bispos dos Estados Unidos no santuário nacional da Imaculada Conceição de Washington, o Santo Padre lhes pediu “curar as feridas provocadas por cada violação da confiança, promover a purificação, fomentar a reconciliação e ir amorosamente ao encontro daqueles que foram seriamente ofendidos”.

O Papa reconheceu que às vezes os episcopados enfrentaram este drama “de péssima maneira”, mas recordou que “a esmagadora maioria dos clérigos e dos religiosos na América estão levando a cabo uma obra extraordinária em vista de anunciar a mensagem libertadora do Evangelho aos jovens confiados aos seus cuidados”.

Na homilia da Missa que ele presidiu no dia 17 de abril no Nationals Stadium de Washington, o pontífice pediu a todos os católicos: “Que ameis os vossos sacerdotes e que os confirmeis no excelente trabalho que realizam. E sobretudo rezai, afim de que o Espírito Santo infunda os seus dons na Igreja, as dádivas que levam à conversão, ao perdão e ao crescimento na santidade”.

No voo rumo à Austrália, para celebrar a Jornada Mundial da Juventude, no dia 12 de julho de 2008, na resposta à pergunta do jornalista australiano Auskar Surbaktiel, o pontífice assegurou: “Para a Igreja, é de fundamental importância reconciliar, prevenir, ajudar e também reconhecer as culpas nestes problemas”.

“Temos que esclarecer três dimensões: a primeira é o nosso ensinamento moral. Ele deve ser claro; foi sempre claro desde os primeiros séculos que o sacerdócio é incompatível com este comportamento, porque o presbítero está ao serviço de nosso Senhor, e nosso Senhor é a Santidade em pessoa e sempre nos ensina: a Igreja sempre insistiu sobre isto.”

“Temos que refletir sobre o que foi insuficiente na nossa educação, no nosso ensinamento nas recentes décadas – continuou. Certas coisas são sempre más, e a pedofilia é sempre má. Na nossa educação, nos seminários, na formação permanente dos sacerdotes, temos que ajudar os sacerdotes a permanecer realmente próximos de Cristo, a aprender de Cristo e assim a ser cooperadores e não adversários dos nossos irmãos em humanidade, dos cristãos.”

“Por isso, faremos tudo o que nos for possível para esclarecer qual é o ensinamento da Igreja e contribuir para a educação e a preparação dos sacerdotes, em formação permanente, e faremos tudo o que nos for possível para curar e reconciliar as vítimas – garantiu o Bispo de Roma. Penso que este é o conteúdo fundamental da palavra ‘perdão’. Penso que é melhor, mais importante dar um conteúdo à fórmula, e julgo que o conteúdo deve mostrar o que era insuficiente no nosso comportamento, o que temos que fazer neste momento, como podemos prevenir, curar e reconciliar.”

No dia 19 de julho de 2008, na catedral de Sydney, o Papa recordou que o abuso de menores constitui uma das condenações mais duras de Jesus no Evangelho.

O Bispo de Roma preparou seu encontro com os bispos irlandeses com uma intervenção pública pronunciada no dia 8 de fevereiro passado, diante da assembleia plenária do Conselho Pontifício para a Família, na qual explicou: “A Igreja, ao longo dos séculos, a exemplo de Cristo, tem promovido a proteção da dignidade e dos direitos das crianças e, de muitas maneiras, tomou conta delas. Infelizmente, em diversos casos, alguns dos seus membros, agindo em contraste com este empenho, têm violado tais direitos: um comportamento que a Igreja não admite e não deixará de lamentar e condenar”.

“As duras palavras de Jesus contra aqueles que escandalizam um desses pequenos (cf. Mc 9,42) levam todos a não concordar que se diminua o nível de tal respeito e amor”, concluiu.

Zenit

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* Redes sociais, um “oásis” para os pedófilos.

sábado, fevereiro 6th, 2010

Denuncia a associação ” Onlus”  em seu relatório de 2009

Os pedófilos estão se especializando na exploração do ambiente web para conduzir suas atividades criminosas, encontrando nas redes sociais virtuais um “amplo e tranquilo” espaço difícil de fiscalizar. É o que revela o Relatório anual de 2009 da associação Onlus, fundada pelo padre Fortunato Di Noto para combater a pedofilia e a pornografia infantil e prestar auxílio às vítimas.

O documento, apresentado em 2 de fevereiro, indica uma situação de “verdadeira emergência”: 51.290 sites identificados nos últimos seis anos, e 824 casos de exploração de menores apenas em 2009.

Um fenômeno de dimensões globais exige uma resposta global. Por isso, a organização realiza, em colaboração com a polícia postal italiana (Polpost) e diversas polícias do mundo, uma monitoração contínua 24 horas por dia do ambiente web, mediante um convênio, assinado em 2008, pelo qual está autorizada a rastrear a rede em busca de material pedo-pornográfico – cerca de 30% dos casos registrados pela polícia foram levantados pela associação.

Em 2009, a associação Onlus registrou um boom nas identificações: foram enviadas 1.560 notificações à Polpost e polícias estrangeiras, contemplando um total de 7.240 endereços na internet.

De acordo com o relatório, trata-se de uma “verdadeira explosão”, visto que em 2008 foram identificados um total de 2.850 sites.

A maior parte das ocorrências provém dos EUA (23% do total), seguido da Rússia (22%). A Europa é responsável por 15 % dos casos. Os dados desmentem o mito propagado de que alguns países, geralmente do sudeste asiático, seriam alvo preferencial do “turismo pedófilo on-line” – também na Europa “civilizada” é possível produzir e distribuir filmes que exibem o estupro de crianças, desde recém-nascidos a pré-adolescentes.

Por hora, os pedófilos parecem ter encontrado um espaço privilegiado para agir: as redes sociais virtuais. Ao longo de 2009, a associação denunciou 851 comunidades de pedófilos, em ambientes como Youtube, Facebook, Ning, Orkut e Netlog.

São frequentes também as ocorrências entre os ambientes de file sharing, que atendem por 60% das detenções realizadas pela polícia.

Infelizmente, diz o relatório, 2009 foi o ano da pedofilia – uma tendência também acompanhada pela contínua diminuição da faixa etária das crianças abusadas em fotos e vídeos. Esta praga emergente também se transforma num negócio muito lucrativo: estima-se que o mercado de pornografia infantil movimente até 13 milhões de euros ao ano, explorando um total de 200.000 crianças.

“Os números são por demais assépticos para expressar todo o sofrimento que está por trás dos fatos”, diz o padre Fortunato Di Noto. “Foi um ano terrível, mas a esperança nunca morre. Porque, quando se salva uma criança, se salva um mundo inteiro – e nós já salvamos muitas”, diz.

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* “Pai” que colocou filhos em site de pedofilia é condenado na Espanha.

segunda-feira, janeiro 18th, 2010

O Tribunal de Justiça do País Basco, no norte da Espanha, condenou a 18 anos de prisão um homem que colocou mais de 2 mil arquivos de imagens de seus próprios filhos de 11 e 13 anos em um site de pedofilia.

O pai dos menores, cujo nome não foi divulgado, filmou e fotografou os filhos durante cinco anos na praia e em casa e até postou imagens dos amigos das crianças que iam brincar na residência da família.

Segundo a polícia, o homem fazia parte de uma rede internacional de pedofilia que reunia cerca de 14 mil associados.

A organização, desmantelada pela polícia em 2009, tinha até mesmo um sistema de hierarquia.

Para subir de status no grupo e acessar o material considerado mais exclusivo em pornografia infantil, era preciso cumprir a norma de colocar imagens dos próprios filhos.

De acordo com a nota do Tribunal de Justiça, o homem entrou no setor mais alto da escala da organização, chamado “Nobres do Reino”, onde compartilhou arquivos com outros 144 supostos pais pedófilos.

Condenação

Nos arquivos registrados pela polícia foram encontradas imagens das crianças com roupas, mas “com a clara intenção de captar os menores seminus centrando os focos em peitos, glúteos e genitais”, diz a nota.

Segundo o tribunal, “o site de pornografia infantil permitia adicionar, baixar e observar imagens de sexo explícito de adultos com menores de idade inferiores aos 13 anos”.

Os filhos do espanhol condenado teriam começado a ser gravados pelo pai quando tinham seis e oito anos, respectivamente, até maio de 2009, quando a polícia detectou a rede e prendeu o pedófilo.

A sentença do Tribunal de Justiça do País Basco ordena ainda uma indenização equivalente a R$ 8 mil para cada um dos menores por danos morais, a retirada definitiva da custódia e a proibição de aproximação entre o pai e os filhos durante seis anos.

BBC Brasil

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* Cardeal Hummes: padres pedófilos devem ser punidos na Justiça.

terça-feira, janeiro 12th, 2010
Os padres acusados de abuso sexual e pedofilia devem ser punidos, inclusive pela Justiça comum, considerou nesta terça-feira o cardeal brasileiro Cláudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero, em entrevista ao Osservatore Romano, o jornal do Vaticano.

Referindo-se ao “doloroso caso irlandês”, o cardeal brasileiro disse que “é preciso determinar objetivamente as responsabilidades por tamanha dor”. “É preciso ir até o fim, com determinação, inclusive recorrendo à Justiça comum”, para punir os culpados de abusos, acrescentou Hummes.

Esta questão “prejudica as vítimas, em primeiro lugar, mas também atinge profundamente o coração da Igreja”, estimou o cardeal, pedindo também para “não se generalizar” a questão.

Cláudio Hummes lamentou o impacto deste tipo de caso sobre a imagem dos padres. “A imprensa destaca estes casos, em vez de falar das coisas boas da imensa maioria dos padres”, afirmou.

“Não podemos negar a existência de episódios dolorosos, mas são casos limitados”, prosseguiu o cardeal.

“A enorme maioria dos padres do mundo é composta por pessoas dignas, comprometidas, prontas para dar a vida”, disse o prefeito.

No dia do Natal, dois bispos irlandeses apresentaram sua renúncia ao Papa Bento XVI, elevando o total de demissões voluntárias a quatro, depois de um relatório acusando a Igreja Católica de acobertar os crimes cometidos por padres pedófilos na região de Dublin.

O relatório Murphy denunciou os dirigentes do arcebispado de Dublin, o maior da Irlanda, por terem protegido os padres culpados de abusos sexuais sobre crianças.

No dia 29 de dezembro, um padre italiano, Luciano Massaferro, foi preso em Alassio (noroeste) por abusar sexualmente de uma menina de 11 anos.

Fonte : UOL

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* Segundo bispo irlandês a demitir-se após acusações de pedofilia na diocese de Dublin

quarta-feira, dezembro 23rd, 2009

Um segundo bispo irlandês apresentou a sua demissão ao papa, na sequência de um relatório que acusa a Igreja Católica de ter encoberto as ações de padres pedófilos na região de Dublin, anunciou esta quarta-feira a sua diocese.

“Apresentei hoje ao Santo Padre a minha demissão de bispo de Kildare e Leighlin”, declarou James Moriarty, de 73 anos, num comunicado divulgado pelos serviços da diocese.“Espero que faça justiça à verdade que as vítimas (daqueles abusos) ainda vivas descobriram e abra caminho a um melhor futuro para todos os envolvidos”, adiantou.

James Moriarty foi bispo auxiliar de Dublin entre 1991 e 2002, na diocese onde centenas de crianças foram vítimas de abusos sexuais cometidos por padres durante vários decénios.

A 17 de Dezembro, o Vaticano anunciou que Bento XVI tinha aceito a demissão de um primeiro bispo irlandês posto em causa pelo relatório Murphy, divulgado no final de Novembro na Irlanda.

O bispo de Limerick  era acusado de ter reagido de forma “indesculpável” ao encobrir informações sobre crianças vítimas de abusos.

Na altura, o papa apresentou desculpas em nome da Igreja, qualificando as ações de “crimes horrendos”.

Moriarty também apresentou hoje as suas desculpas às vítimas e seus familiares, explicando que mesmo que não tivesse sido nomeado no relatório aceitava a sua parte de responsabilidade.

Esta segunda demissão em duas semanas no seio da hierarquia católica irlandesa não é uma surpresa.

Após o anúncio da primeira demissão, o arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, tinha deixado entender que outras saídas poderiam seguir-se, como exigem várias associações de apoio às vítimas.

Exigem nomeadamente a demissão de vários outros responsáveis católicos postos em causa pelo relatório: Martin Drennan, actualmente bispo de Galway (oeste), assim como Ray Field e Eamonn Walsh, ainda bispos auxiliares em Dublin.

Fonte :Lusa

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* Crise familiar e educativa, aliada da pedofilia

quinta-feira, novembro 26th, 2009

O lobby pedófilo aparece cada vez mais nas trilhas das famílias em crise e encontra terreno fértil em uma “mentalidade progressista” que considera normal a atração por crianças.

É o sinal de alarme lançado por Fortunato Di Noto, presidente de “Onlus”, uma associação pioneira na luta contra a pedofilia, que trabalha na tutela de menores e tem sua sede em Avola (Itália).

“O mais perigoso é a existência de um profundo substrato, muito consolidado em todo mundo –explica o sacerdote em uma entrevista a ZENIT. A pedofilia não está ligada unicamente ao corrupto de turno, mas tem quase se convertido em um fenômeno cultural que ganha cada vez mais terreno.”

O que emerge, acrescenta o sacerdote siciliano, é frequentemente o rosto de “uma sociedade que nos quer fazer ver a criança não como tal, quer dizer, como uma pessoa que está desenvolvendo sua personalidade, mas como um adulto, com desejos e exigências sexuais que devem ser satisfeitas”.

Di Noto fala da existência de uma verdadeira “cúpula pedocriminosa”, como faturamento de mais de 13 bilhões de euros, que usa redes sociais como Facebook para fazer propaganda de seu próprio “credo” e comercializar o material “pedopornográfico”.

Um “mercado implantado sobre a inocência” que se estendeu também às publicações, aos jogos e aos artigos de bijuteria, afirma o sacerdote, obrigado às vezes a ser escoltado por agentes da polícia pelas reiteradas ameaças de morte que recebe.

Os dados lhe dão razão: de janeiro a outubro de 2009, a associação Onlus registou 1.410 denúncias de delitos –frente às 340 do ano passado–, no distrito de Catania.

Estes registros são fruto do trabalho desenvolvido pela plataforma “Sicilia Oriental”, de Catania, com um total de 10.000 recomendações de portais, sites e comunidades de redes sociais pedófilas e pornográficas.

Um drama que implica cerca de 200.000 menores por ano, vítimas da pornografia e da exploração sexual.

A esta praga se acrescentou recentemente o novo filão da infantofilia, descoberto e denunciado pela primeira vez por Onlus em 2002, que envolve crianças de idade muito pequena, desde os poucos dias aos dois anos.

Segundo o informe apresentado por Onlus a 16 de setembro passado no Conselho de direitos humanos da ONU, são mais de 750.000 os “depredadores” sexuais à caça de crianças conectadas à internet de modo continuado.

“Onlus –afirma Di Noto–, nos últimos sete anos de atividade social e tutela da infância, denunciou oficialmente à Polícia Postal Italiana e às polícias de diversos países do mundo 53.290 sites pedófilo-pornográficos.”

À raiz dessas denúncias, abriram-se investigações que levaram a milhares de suspeitos, sendo muitos deles presos.

A nova fronteira, no entanto, parece ter-se convertido nos filmes pedopornográficos em que os que atuam são menores, guiados pelo “set” dos adultos que, deste modo, conseguem escapar da justiça, dada a não imputabilidade, pela idade, das crianças que mantêm relações sexuais entre elas.

Por esta razão, no dia 22 de setembro, em Roma, durante uma sessão na Comissão Bicameral para a Infância, presidida por Alessandra Mussolini, Di Noto pediu a adoção de uma proposta de lei.

Essa proposta –formulada pela associação Onlus e apoiada com entusiasmo por 160 deputados de diversos partidos– buscaria combater os que, “servindo-se de qualquer meio, inclusive o televisivo, legitimam publicamente, difundem opiniões para legitimar estes atos, instigam ou fazem apologia”.

O problema –explica o sacerdote– é que no conjunto de leis que deve ser aprovado não se incluiu a luta contra a pedofilia “pseudocultural”.

Na raiz da proliferação desta praga social, o sacerdote identifica “uma profunda emergência educativa e uma crise substancial que afeta a família”.

“No momento em que a família está em crise educativa, econômica, de relações e com pais ausentes, isso faz aparecer um vazio que os pedófilos vão preencher.”

A associação Onlus conta com uma “família” –como o sacerdote gosta de definir– de cerca de 300 voluntários, nove centros operativos na Sicília, alguns dos quais requeridos expressamente por bispos locais como parte de seu plano de ação pastoral.

A entidade formou ainda uma “rede de comunhão” com projetos na Romênia, Brasil e Paraguai, onde se proporcionam documentos às crianças de rua e apoio concreto através de advogados, médicos, psicólogos, educadores e outros profissionais.

No que se refere à aproximação da Igreja ao problema da pedofilia, Di Noto destaca que “a Igreja é mãe e acolhe todos os pecadores (que queiram ou desejem se converter) e os que sofrem abusos”.

“O perdão também é para os pedófilos, mas devem realizar atos de séria e autêntica conversão”, acrescenta.

“Conheci tantas crianças com as vidas destruídas”, afirma. Confessa que também já acolheu sacerdotes que pediram ajuda. “Eu sempre lhes peço que quem realizou estes atos que não permaneça vivendo plenamente o ministério; Jesus Cristo não permitiria, estou mais que convencido”.

“A violência, os abusos cometidos por um pastor são graves –explica–, são a manifestação elaborada e consciente do mal, e não de uma ocasião, porque nunca há ocasião para violar a inocência.”

No entanto, precisa, “não podemos atuar apenas perante a emergência, só quando ocorre um desastre; a missão da Igreja é anunciar o Amor de Deus a todos, e levar-lhes a obra de salvação e esperança”.

“Os bispos, pastores e pais de crianças de quem foi roubada a dignidade e inocência devem assumir um compromisso: designar em todas as dioceses do mundo, começando pelas da Itália, o vigário episcopal das crianças: um sinal do amor de Jesus Cristo através do bispo e dos pastores.”

Além disso, o sacerdote pede promover a presença de todas as dioceses no portal de sua associação. “Nós –concluiu– estamos sempre a serviço das crianças, as prediletas do Senhor, os filhos prediletos da Igreja. Sempre”.

Zenit

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* Crise de Abuso na Igreja esclarecida por Cardeal

segunda-feira, outubro 26th, 2009


A crise de abuso sexual na Igreja Católica dos EUA e do exterior era uma questão de homossexuais espreitando rapazes adolescentes, não de pedofilia, disse o representante do Vaticano na ONU em Genebra, Suíça. É “mais correto”, disse o Arcebispo Silvano Tomasi, falar em efebofilia, atração homossexual para com adolescentes do sexo masculino, do que pedofilia, em relação aos escândalos.

“De todos os padres envolvidos nos abusos, 80 a 90 por cento pertencem a essa minoria de orientação sexual que se envolve sexualmente com rapazes adolescentes entre as idades de 11 e 17”, disse Tomasi.

Sua declaração foi apoiada por um relatório comissionado pelos bispos dos EUA que revelou que na maioria esmagadora dos casos o clero envolvido era homossexual, com 81 por cento das vítimas sendo adolescentes do sexo masculino.

Tomasi também respondeu às críticas, dizendo que embora a Igreja Católica tenha estado “ocupada limpando sua própria casa, seria bom se outras instituições e autoridades, onde a maior parte dos abusos foi registrada, pudessem fazer a mesma coisa e informar os meios de comunicação sobre isso”. De acordo com informações de várias fontes, o problema do abuso sexual de menores em organizações religiosas é geral entre as igrejas protestantes e comunidades judaicas.

A declaração vem como resultado de acusações no Conselho de Direitos Humanos da ONU, que publicou uma declaração escrita de um grupo secular, a União Humanista e Ética Internacional (UHEI), alegando que o Vaticano era responsável pela proliferação de casos de abuso sexual envolvendo padres católicos. A UHEI acusou a Igreja Católica de não honrar obrigações sob a Convenção da ONU dos Direitos da Criança.

“Por tempo longo demais o mundo deu total liberdade para a Igreja Católica, por sua presumida liderança moral. Nosso relatório é o primeiro a trazer a questão para a atenção do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Estaremos fazendo menção ao nosso relatório no plenário desse conselho na próxima semana”.

Contudo, Tomasi defendeu o passado da Igreja, dizendo que “as pesquisas disponíveis” mostram que só 1,5 a 5 por cento do clero católico haviam sido implicados em alegações de abuso, e sugerindo que parte do foco deve ser mudada para outras organizações que estão empesteadas de acusações de abuso sexual.

A vasta pluralidade das igrejas protestantes nos EUA, contando mais de 224.000, inclusive milhares de grupos não denominacionais independentes, tornam inteiramente impossível o tipo de monitoramento e registro organizado de casos individuais de abuso como era feito na Igreja Católica. Apesar disso, alguns dos casos de abuso sexual em outros grupos religiosos foram documentados de forma bem fragmentada.

Em junho de 2007, a Associated Press revelou que três empresas que fazem o seguro da maioria das igrejas protestantes dos EUA disseram que receberam mais de 260 relatórios anuais de menores de 18 anos sendo abusados sexualmente pelo clero, funcionários da igreja, voluntários ou membros da congregação. As empresas Church Mutual Insurance Co., GuideOne Insurance Co. e Brotherhood Mutual Insurance Co., que fazem o seguro de 165.495 igrejas por responsabilidades civis por abuso sexual de crianças, frisaram que suas estatísticas nem sempre especificavam quais casos eram contra menores e acrescentaram que nem todas as alegações eram acompanhadas de condenações ou até mesmo investigações.

Pesquisas nacionais feitas pelo Christian Ministry Resources (CMR), uma editora de conselhos de leis e impostos que trabalha para mais de 75.000 congregações e 1.000 agências denominacionais, também divulgou um relatório que revelou que as alegações de abuso sexual de crianças contra as igrejas protestantes são de uma média de 70 por semana desde 1993, com uma leve piora começando em 1997. O mesmo relatório também revelou que entre as igrejas protestantes, há mais probabilidade de que os voluntários, não os pastores ou funcionários, sejam os abusadores.

Em 2002, o Rev. William Persell, bispo da diocese episcopal de Chicago, disse num sermão sobre a Sexta-Feira da Paixão: “Seríamos ingênuos e desonestos se disséssemos que esse é um problema católico e que não tem nada a ver conosco, pois temos na nossa igreja pastores casados e pastoras. O pecado e a conduta abusiva não conhecem fronteiras eclesiásticas”.

O Relatório John Jay, comissionado pela Conferência dos Bispos Católicos dos EUA e baseado em pesquisas finalizadas pelas dioceses católicas nos Estados Unidos, revelou que entre 1950 e 2002, um total de 10.667 indivíduos haviam feito alegações de abuso sexual de crianças na Igreja Católica. Desse número, as dioceses puderam confirmar 6.700 acusações contra 4.392 padres.

Em 2002, no auge do furor contra os casos de abuso sexual na Igreja Católica, James Cobble, diretor executivo do CMR, disse que embora a Igreja Católica tivesse recebido a maioria da atenção dos meios de comunicação, “esse problema é ainda maior nas igrejas protestantes simplesmente por causa de seus números muito maiores”. Das aproximadamente 350.000 nos EUA, só 5 por cento são católicas.

Além disso, a evidência mostrou que os casos de abuso na Igreja Católica haviam sido ligados à onda de permissividade sexual na sociedade em geral coincidindo com a “revolução sexual” da década de 1960. Os abusos alegados aumentaram dramaticamente na década de 1960, chegaram ao máximo na década de 1970, diminuíram na década de 1980 e na década de 1990 voltaram aos níveis da década de 1950.

Fonte : Pro familia

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Será Verdade,Meu Deus??

segunda-feira, setembro 14th, 2009

Foto acima da reportagem agora questionada…

***

o dia 29 de agosto de 2009, reproduzimos o artigo “A Pedofilia do Hamas”, publicado em português pelo site DeOlhoNaMídia. Hoje, 25 de setembro, recebemos do leitor Rafael um forte indício – embora não uma prova cabal – de que os fatos divulgados na matéria são falsos, acompanhado da explicação de que, durante a cerimônia, as noivas ficam separadas dos noivos. Agradecemos ao leitor Rafael e aguardamos maiores esclarecimentos. No caso de comprovada a falsidade da notícia, não teremos a menor hesitação em desmenti-la completamente. Por enquanto, tudo nos parece incerto.

Confira aqui a foto das verdadeiras noivas e abaixo o link para a notícia enviada por Rafael.

hamas-noivas

http://news.ninemsn.com.au/world/844073/hamas-sponsors-mass-wedding-in-gaza

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Desconectadas cem comunidades sociais pedófilas graças a sacerdote

sexta-feira, setembro 4th, 2009


Cem comunidades pedófilas, presentes em uma rede social da internet, foram desconectadas e sequestradas pelas autoridades dos Estados Unidos e Itália, graças à atividade e à denúncia de uma associação fundada pelo sacerdote italiano Fortunato Di Noto.

Nestas comunidades havia 18.181 pessoas inscritas e, segundo a associação, “atraíam e promoviam o intercâmbio de milhares de vídeos e fotos (27.894 fotos pedófilas e 1.617 vídeos), assim como notícias sobre o intercâmbio de crianças. As crianças envolvidas eram milhares”.

Os voluntários que auxiliam o padre Di Noto descobriram, segundo o próprio sacerdote explica, “um universo que não é virtual, mas real, no qual as pessoas podiam inscrever-se e trocar material pornográfico de crianças (fotos, vídeos, fitas com crianças) com toda tranquilidade, através de uma das redes sociais mais conhecidas dos Estados Unidos”.

“Material que os investigadores italianos e norte-americanos qualificam como um autêntico horror, com recém-nascidos e crianças em terna idade, que são objeto de abusos e violência”, acrescenta a associação.

O resultado do trabalho de seis meses da associação foi entregue ao departamento de polícia italiano encarregado dos delitos cometidos na internet nesse país, que por sua vez transmitiu as denúncias às autoridades norte-americanas.

Pe. Fortunato Di Noto, pároco de Avola (Siracusa), reconhece: “é impressionante e impossível descrever o que em seis meses vimos e denunciamos. O acompanhamento constante levou a resultados inesperados e hoje temos mais confiança que nunca de que a pederastia a pedofilia on-line, crime contra as crianças e contra a humanidade, podem e devem ser derrotadas”.

O sacerdote acrescenta: “não há nação que não tenha ficado envolvida. Dezenas de milhares de pessoas produzem, trocam, possuem material e violam crianças. Material não ‘virtual’ –insiste–, mas real, tão real que quando se escutam nos vídeos os gritos de dor das crianças, quando se vêem nas fotos os rostos dos recém-nascidos, pode-se escutar o drama, a dor, o sofrimento”.

As redes sociais na internet provocaram uma mudança nas estratégias dos pedófilos. Di Noto afirma que “a rede social é uma arma de duplo fio em questões de pedofilia: por um lado, permite aos pedófilos comunicarem-se e, em certo sentido, aumenta suas possibilidades; por outro lado, é o instrumento mais eficaz para as forças de segurança encontrá-los e desconectar seus sites”.

O presbítero revela que em cinco anos sua associação assinalou às autoridades 1.064 denúncias de quase seis mil sites. Por esse motivo, o sacerdote lança um chamado em particular aos jornalistas: “ajudem-nos a não baixar a guarda perante este crime”, informando sobre este fenômeno para que não só as autoridades mas também os legisladores possam dar uma resposta adequada ao terrível sofrimento destas crianças.

Fonte: Zenit

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Pedofilia e sacerdotes.Desfazendo mitos.

terça-feira, maio 26th, 2009

Os erros e fragilidades de alguns membros da Igreja na área da sexualidade tem dado margem a muitos comentários maldosos e sem fundamento sobre o assunto,principalmente no que diz respeito à Pedofilia.

Como esclarecimento e ampliação do debate desta questão delicada,não só para a Igreja, mas também para toda a sociedade – vítima desta terrível deformação humana ,fruto do pecado e da ausência de Deus-postamos  perguntas e respostas que desfazem alguns mitos sobre o assunto em relação aos sacerdotes supostamente envolvidos e colocam as coisas em seu devido lugar.

***

Mito 1: ” Pelo o que foi divulgado,é mais provável que Sacerdotes católicos sejam pedófilos em maior quantidade,comparando com outros grupos de homens..”.

Isto é falso. Não existe evidência alguma de que os sacerdotes pelo seu chamado particular estejam mais inclinados a abusar de crianças que outros grupos de homens.

O uso e abuso de crianças como objeto de satisfação sexual por parte dos adultos é epidêmico em todas as classes sociais, profissionais, religioso e grupos étnicos ao redor do mundo, segundo demonstram claramente as estatísticas sobre a pornografia, incesto e prostituição infantil.

A pedofilia (abuso de crianças e pré-adolescentes) entre padres é extremamente rara, pois afeta somente 0,3 % de todo o Clero Católico. ( cifra citada no livro Pedophilia and Piresthood (Pedofilia e sacerdócio, escrita por um estudioso não católico chamado Philip Jenkins).

A pedofilia é um tipo particular de desordem sexual compulsiva na qual uma adulto (homem ou mulher) abusa de crianças. A grande maioria dos escândalos sexuais do clero que estão aparecendo não entram propriamente na categoria de pedofilia. A maioria deve ser qualificada como efebofilia ou atração homossexual a adolescentes. Ainda que o número total de Sacerdotes que cometem abuso sexual é muito mais alto que os que são culpados de pedofilia, a cifra total fica ainda por baixo dos 2% que é semelhante à porcentagem que se dá entre os homens casados. (Jenkins, Pedophilia and Priests).

Pela ocasião aos ataques a Igreja, outros grupos religiosos e instituições não religiosas admitiram ter problemas semelhantes tanto de pedofilia como de efebofilia entre as filas de seus cleros pessoais.

Não existem evidências de que a pedofilia seja mais comum entre o Clero Católico, que entre os ministros protestantes, os líderes judeus, os médicos ou os membros de qualquer outra instituição na quais os adultos ocupem posições de autoridade sobre as crianças.

Mito 2: “O estado de celibato dos sacerdotes conduz a prática da pedofilia”.

O Celibato não é causa de nenhuma prática sexual desviada, dentre as quais se inclui a pedofilia. De fato, em comparação com os Sacerdotes, a probabilidade que os homens casados abusem sexualmente de crianças é praticamente igual (Jenkins, Pedophilia and Priests).

Entre a população em geral, a maioria dos transgressores pedófilos são homens reincidentes que abusam sexualmente de meninas.

Também existem mulheres que cometem este tipo de abusos sexuais. Embora seja difícil obter estatísticas exatas sobre o abuso sexual de crianças, os traços característicos dos que repetidamente cometem abuso sexual com crianças tem sido bem descritos.

O perfil dos molestadores sexuais de crianças nunca incluiu adultos normais que se sentem atraídos eroticamente por crianças por resultado de abstinência. (Fred Berlin, Compulsive Sexual Behaviors, in Addiction and Compulsion Behaviors [Boston: NCBC, 1998]; Patrick J. Carnes, Sexual Compulsion: Challenge for Church Leaders, in Addiction and Compulsion; Dale O’Leary, Homosexuality and Abuse).

Mito 3: “Se os Sacerdotes se casassem, desaparecia a pedofilia e outras formas de conduta sexual desviada”.

Algumas pessoas, incluindo alguns dissidentes católicos, andam a expressar seu descontentamento em público, se aproveitando desta situação para promover seus próprios interesses. Como resposta aos escândalos, alguns exigem que o clero seja casado como se o matrimônio fizesse com que “certos” homens deixassem de molestar sexualmente as crianças. Esta afirmação é desmentida com as estatísticas mencionadas anteriormente sobre o fato de que, comparando com os sacerdotes celibatários, é igualmente comum a tendência de que homens casados abusem de crianças. (Jenkins, Pedophilia and Priests).

Dado que, não ser católico e nem ser celibatário, predispõe uma pessoa a cair em pedofilia, um clero casado não resolveria o problema (Doctors call for pedophilia research, The Hartford Currant, March 23).

O fato é que homens saudáveis não andam por aí a cair em atração erótica a crianças por causa de sua abstinência.

Mito 4. “O Celibato sacerdotal é invenção da Igreja”.

Na Igreja Católica do Ocidente, o celibato se pratica universalmente a partir do Século IV, começando com a adoção que Santo Agostinho fez a disciplina monástica para todos os seus sacerdotes. Além das muitas razões praticas para adotar esta disciplina, se supunha que era um bom meio para evitar o nepotismo e o estilo de vida celibatária permitia aos sacerdotes serem mais independentes e disponíveis. Este ideal era também uma oportunidade para que os sacerdotes dessem também testemunho do mesmo estilo de vida que seus irmãos monges. A Igreja não tem mudado as normas do celibato, porque com o passar dos séculos se tem dado conta do valor pratico e espiritual que possui (Paulo VI, Carta Encíclica sobre o Celibato Sacerdotal, 1967).

Cristo revelou o verdadeiro valor e significado do celibato. Os sacerdotes católicos, desde São Paulo até o presente tem se imitado na total doação de si mesmos a Deus e aos demais vivendo em celibato. Embora Cristo tenha elevado o matrimônio ao nível de sacramento que revela o amor e a vida da Santíssima Trindade, Ele foi também testemunha viva da vida futura.

Os sacerdotes celibatários são para nós testemunhas vivas desta vida futura na qual a unidade e o gozo do matrimonio entre um homem e mulher são superpostos pela perfeita e amorosa comunhão com Deus. O Celibato entendido e vivido adequadamente libera a pessoa para amar e servir como Jesus Cristo.

O celibato bem vivido tem sido um testemunho mais poderoso do sacrifício amoroso de homens e mulheres que se oferecem a si mesmos para servir a deus e a seus irmãos em suas comunidades.

Mito 5: “Mulheres sacerdotes” ajudariam a solucionar o problema.

Não existe nenhuma conexão lógica entre o comportamento desviado de uma pequena minoria de sacerdotes varões e a inclusão clerical de mulheres. Embora seja verdade que, segundo mostram as estatísticas sobre abuso de crianças, é mais comum que homens abusem,é fato, porém que existem mulheres que molestam sexualmente crianças.

Em 1994, o “National Opinion Research Cente”r demonstrou que a segunda forma mais comum de abuso sexual de crianças era de mulheres que abusavam de meninos. Para cada três homens molestadores sexuais de crianças, uma é mulher. As estatísticas sobre as mulheres que abusam sexualmente são mais difíceis de obter porque o crime é mais oculto (entrevista com Dr. Richard Cross, “Uma questão de caráter”, National Opinion Research Center, cf. carnes).  Além disso, é muito improvável que suas vitimas mais freqüentes, as crianças, reportem o abuso sexual, especialmente quando o agressor é uma mulher (O’Leary, Child Sexual Abuse).

Existem razões pelas quais a Igreja não pode ordenar sacerdotes mulheres, O debate sobre a ordenação de mulheres não está relacionado ao problema de pedofilia e nem com outras formas de abusos sexuais.

Mito 6: “A homossexualidade não está ligada com a pedofilia”.

Isso é simplesmente falso. É três vezes mais provável que os homossexuais sejam pedófilos que homens heterossexuais. Ainda que a pedofilia seja um fenômeno extremo e raro, um terço dos homens homossexuais sentem atração por adolescentes (Jenkins, Pedophilia and Priests).

A sedução de adolescentes homens por parte de homossexuais é um fenômeno bem documentado. Esta forma de comportamento desviado é o tipo mais comum de abuso ocorrido por sacerdotes e esta diretamente relacionado com o comportamento homossexual.

A atitude da Igreja por quem tem o problema de atração homossexual se tem caracterizado pela Compaixão e também pela firmeza constante em sustentar o ponto de vista de que a homossexualidade é objetivamente desordenada e que o matrimônio entre um homem e uma mulher é o único contexto próprio para o exercício da atividade sexual.

Mito 7: “A hierarquia Católica não tem feito nada para solucionar a pedofilia”

Esta afirmação é sem dúvida,falsa.

Quando o Código de Direito Canônico foi revisado em 1983, se acrescentou uma passagem importante:

Cânon 1395, 2 “O clérigo que comete de outro modo um delito contra o sexto mandamento do Decálogo, quando este delito tiver sido cometido com violência, ameaças, publicamente ou com um menor que não tiver completo dezesseis anos de idade, deve ser castigado com penas justas, sem excluir a expulsão do estado clerical, quando o caso o requeira.”.

Mas certamente, não é o único que a Igreja tem feito. Os bispos, começando com o Papa Paulo VI em 1967, publicaram uma advertência aos fiéis sobre as conseqüências negativas da revolução sexual. A Enciclica Papal Sacerdotalis Coelibatus (sobre o celibato sacerdotal), tratou o tema do celibato sacerdotal no meio de um ambiente cultural que exigia maior “liberdade” sexual. O Papa voltou a reafirmar o celibato ao mesmo tempo em que apelava aos bispos para que assumissem responsabilidade pelos “Irmãos sacerdotes afligidos por dificuldades que põem em perigo o dom divino que foi recebido”.Aconselhava os bispos que buscassem ajuda para estes sacerdotes, ou, em casos graves, que pedissem a dispensa para os sacerdotes que não podiam ser ajudados. Além disso, lhes pediu que fossem mais prudentes ao julgar sobre a aptidão dos candidatos ao sacerdócio.

Em 1975, a Igreja Publicou outro documento chamado Declaração sobre certas questões sobre ética sexual (escrito pelo cardeal Joseph Raztinger) que tratava explicitamente, entre outros assuntos, o problema da homossexualidade entre os sacerdotes.

Tanto o documento de 1967 como o de 1975 tratam o tema dos desvios sexuais, incluindo a pedofilia e a efebofilia, que são especialmente freqüentes entre os homossexuais.

Como respostas aos escândalos, algumas dioceses estão criando comissões especiais para afrontar os casos de abuso de menores e também estão criando grupos de defesas das vitimas e também reconhecendo oficialmente que se deve atender imediatamente qualquer acusação legitima.

Na mesma linha, recentemente a Congregação para a educação católica lançou a instrução sobre os “critérios de discernimento vocacional acerca das pessoas com tendências homossexuais e da sua admissão ao seminário e às ordens sacras”, onde aborda de forma direta essa questão delicada e séria.

Mito 8: O ” Ensino da Igreja sobre a moralidade sexual é o verdadeiro problema no caso de pedofilia.”

O Ensino da Igreja sobre a Moralidade sexual se baseia na dignidade da pessoa humana e na bondade da sexualidade humana. Este Ensinamento condena o abuso de crianças em todas suas formas, o mesmo que condena outros crimes sexuais repreensíveis como a violação, incesto, pornografia infantil e a prostituição infantil. Em outras palavras, se estes ensinamentos fossem vividos não existiria o problema da pedofilia.

A crença de que este ensinamento conduz a pedofilia se baseia numa falsa concepção ou em uma deliberada falsa interpretação da moral sexual católica.

A Igreja reconhece que a atividade sexual sem o amor e o compromisso que se dá somente pelo matrimônio, diminui a dignidade da pessoa humana e ao fim das contas é destrutiva.

No que se refere o celibato, séculos de experiência tem provado que homens e mulheres podem absterem-se da atividade sexual ao mesmo tempo em que se realizam plenamente vivendo uma vida santa e cheia de sentido.

Mito 9: “O requisito do celibato limita o número de candidatos ao sacerdócio, resultando em um número alto de sacerdotes sexualmente desequilibrados”.

Em primeiro lugar, não existe um “alto número de sacerdotes sexualmente desequilibrados”. De novo afirmamos que a grande maioria dos sacerdotes são normais, saudáveis e fieis. Cada dia demonstram que são dignos da confiança daqueles cuidados que lhes foram confiados.

Em segundo lugar, quem não se sentir chamado a uma vida de celibato está de fato excluído de poder ser sacerdote católico. De fato, a maioria dos homens não é chamado a ser celibatário. Sem dúvida,alguns são chamados e dentre eles, alguns estão chamados por Deus ao sacerdócio.

A vocação sacerdotal, como o matrimonio, requer o livre consentimento de ambas as partes.

Portanto, a Igreja deve discernir se um candidato é verdadeiramente digno e apto mental, física e espiritualmente para comprometer-se a uma vida de serviço sacerdotal. O desejo que um candidato tem de ser sacerdote não constitui por si mesma uma vocação.

Os diretores espirituais e vocacionais conhecem agora melhor que nunca as deficiências de caráter que faz de um candidato, em outros campos qualificando, não ser apto para o sacerdócio.

***

Fonte: Apologética (Espanha) Autor: Deal Hudson, Crisis magazine

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