Posts Tagged ‘Perseguição’

* Cristofobia: Perseguição contra cristãos em países islâmicos é destaque na Revista Época.

sábado, junho 9th, 2012

A Revista Época publicou uma matéria na qual destaca a perseguição sofrida por cristãos em países de maioria islâmica como na África Ocidental, no Oriente Médio, no Sul da Ásia e também na Oceania.

O texto foi assinado pela pesquisadora Ayaan Hirsi Ali, nascida na Somália, e que hoje vive na Holanda. Hirsi Ali falou em seu texto sobre a situação vivida pelos cristãos em lugares onde a liberdade religiosa é combatida com armas, bombas e muita violência, e lembrou os diversos ataques sofridos por cristãos em países como a Nigéria, onde o grupo extremista Boko Haram já matou dezenas de pessoas desde o começo desse ano.

Além da Nigéria, foram destacados também problemas do Sudão onde, governados pelo regime autoritário do norte, muçulmanos sunitas atormentam as minorias cristãs e animistas do sul do país.

Segundo a revista, os extremistas usam as leis contra a blasfêmia como pretexto para empregar a violência contra minorias religiosas, valendo-se de assassinatos brutais, bombardeios, mutilações e incêndios em lugares sagrados.

A pesquisadora cita em seu texto o fato de que a mídia local desses países não divulga os casos de cristofobia, e afirma que a influência de grupos de lobby como a Organização da Cooperação Islâmica é uma das várias origens do problema que faz com que a constante matança de cristãos não seja divulgada.

Veja infográfico que retrata o mapa da violência contra os cristãos nesses países:

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* Índia: Lei da “Liberdade” Religiosa no Estado de Orissa obriga a pedir “autorização oficial” para se converter.

quarta-feira, março 30th, 2011

Uma dúzia de indianos tribais foi detida pelas autoridades por se terem convertido ao Cristianismo sem permissão das autoridades locais do Estado de Orissa.

A polícia procura ainda um 13º convertido, que terá conseguido fugir, e também os dois pastores evangélicos que os teriam convertido.

Em causa está a violação de uma lei, ironicamente chamada Lei da Liberdade Religiosa de Orissa, que impede conversões para qualquer religião sem autorização. Recorde-se que Orissa tem sido palco de graves incidentes inter-religiosos, com extremistas hindus a perseguir cristãos, acusando-os de fazer proselitismo entre as castas mais baixas.

Os tribais pertencem à classe mais baixa no sistema de castas tradicional da Índia, pelo que são considerados “intocáveis” por muitos e vivem normalmente numa situação de grande pobreza.

Os cristãos acusam a polícia de usar a lei para intimidar os seus correligionários, e recordam que até agora nunca foi provado que as conversões de tribais ao Cristianismo são feitas a troco de qualquer recompensa ou suborno, como acusam alguns hindus.

Via Sacra destruída por vândalos

Noutro ponto da Índia, em Madhya Pradesh, uma série de estátuas que seriam usadas para uma Via Sacra agora durante a Quaresma, foi destruída por extremistas hindus.

As estátuas estavam num camião a caminho da Igreja Católica de Jhapadra quando o condutor foi obrigado a parar por um grupo, tendo sido agredido, juntamente com outros dois passageiros. De seguida as estátuas foram vandalizadas.

O bispo da diocese de Jhabua diz que existe um sentimento de insegurança entre a comunidade cristã e lamenta que não tenham sido feitos progressos ao nível da investigação.

Fonte: Rádio Renascença

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* Porque os Cristãos são perseguidos? O cristianismo não pertence a nenhuma cultura, raça, sistema ou ideologia. O seu lugar é o Homem!

segunda-feira, março 21st, 2011

António Justo

A perseguição aos cristãos matou mais pessoas nos últimos cem anos do que em toda a sua História anterior. O anti-cristianismo raramente é tema nos Meios de Comunicação Social pelo fato de os cristãos não se defenderem e assim não se tornarem públicos. Na linguagem corrente o conceito “anti-cristianismo” não é usado. O que não existe nos conceitos não existe na consciência do povo!…

Os cristãos são o grupo mais perseguido do mundo. São alvo de racistas e de pretensos anti-racistas. No mundo árabe e asiático são vítimas de assassinos, perseguição e racismo. Entre nós são vítimas da arma da palavra ou do esquecimento. Tornou-se chique, na opinião publicada e em conversas privadas, ser-se anticristão, anti-papa ou até justificar-se os ataques à bomba de hoje com o passado, como cruzadas, etc.

Uma luta cultural insidiosa de militantes do secularismo contra o catolicismo/cristianismo procura atribuir, tudo o que houve de abominável na história política e económica, aos cristãos e não ao cidadão ou ao governo secular de então. Sem se diferenciar, reduz-se o Cristianismo a uma pia onde se lavam as próprias impurezas.

Tornou-se chique falar de anti-semitismo, de anti-arabismo, anticomunismo, de racismo contra ciganos mas não é chique falar-se de anti-cristianismo ou de anti-catolicismo. Vê-se o argueiro no olho dos outros mas não se nota a tranca que se tem nos próprios olhos. Atacam-se os outros para se defender os seus. O anti-cristianismo é descurado na mídia porque os cristãos não se defendem e porque os extremistas do secularismo iluminado precisam do catolicismo como área de projecção, como terreno inimigo a combater.

Quem não tem o Islão e outros como inimigo precisa do cristianismo como adversário. O racismo cultural solidariza-se contra os preconceitos contra minorias de outras culturas e aninha-se na própria cultura numa opinião publicada enegrecedora do Cristianismo e falsificadora dos factos. Vive-se bem da mentira das meias verdades. Fato é que o Homem tem em si partes divinas e partes diabólicas independentemente de seu ser de cristão, maçónico, comunista ou capitalista, etc.

Mede-se com duas medidas. O que acontece de mau nos países muçulmanos é visto como obra de extremistas, porém o que aconteceu de mal na História passada é visto como obra dos cristãos. Na nossa sociedade, a difamação de minorias é vista como preconceito, enquanto a difamação de maiorias é legitimada ou aceite. Falta o conhecimento e humanidade. O preconceito contra o Islão deixa de o ser quando se expressa contra os cristãos.

Os Media nos seus títulos falam de “violência depois do atentado na Igreja”; as pessoas assassinadas na Igreja escrevem-se em letras pequenas e à margem da notícia.

PORQUE SÃO OS CRISTÃOS O GRUPO MAIS PERSEGUIDO NO MUNDO?

O Cristianismo é um fator desmancha-prazeres para detentores do poder e carreiristas. Ele coloca o interesse da pessoa no centro e em segundo plano os interesses de economias, ideologias, culturas e estruturas sociais. Todas as estruturas do poder não se sentem bem ao verificarem que uma estrutura global, como o Catolicismo, se erga, globalmente, como voz das pessoas sem voz. Muitos poderosos, especialmente na África e na Ásia, constatam que onde os cristãos estiveram, a democracia, a liberdade política e religiosa, os direitos humanos começaram, por primeiro, a germinar, apesar da corrupção inerente à pessoa. Isto complica-lhes o domínio.

O cristianismo não pertence a nenhuma cultura, raça, sistema ou ideologia; o seu lugar é o Homem e o seu Deus encontra-se no interior de cada pessoa independentemente de confissões religiosas e da crença em Deus. Isto perturba e torna-se numa “ameaça” para quem quer fazer o seu negócio, sem problemas de consciência, à custa da pessoa.

O cristianismo é perseguido em toda a parte porque é mais que uma crença, é mais que uma religião. Ele é a religião, a filosofia, do Homem individual integrado na comunidade universal sempre a caminho e sempre em revelação! Consequentemente a dignidade humana encontra-se no Homem e não fora dele; ela não se encontra na cultura, na Constituição, na religião nem na nação. O lugar de Deus é o Homem e isto perturba todas as estruturas e ideologias. Por isso estruturas e sistemas de poder da humanidade passarão mas o cristianismo não passará. Tudo o que verdadeiramente serve o Homem no seu ser humano, permanecerá, o resto passará.

Assim, as estruturas e as formas do poder serão sempre relativas e passageiras e os poderosos encontrarão a barreira do Homem, com a sua dignidade, ao seu poder. As culturas, os partidos, as formas de governo passarão, o cristianismo, no que tem de matriz humana não passará. Naturalmente que muitos cristãos e não cristãos só conhecem e se interessam pelo folclore cristão. Esta é também uma realidade humana.

No Natal foram assassinados 86 cristãos na Nigéria; nas Filipinas, devido a um atentado à bomba, foram feridas 11 pessoas numa missa de Natal; no Iraque no Natal houve atentados a casas de cristãos e foram impedidas as missas devido a ameaças de islamistas; na passagem de ano, no Egipto, com um atentado a uma Igreja foram mortos 21 cristãos e 97 feridos; no Paquistão moças e mulheres cristãs são violadas por muçulmanos para assim ficarem estigmatizadas como “impuras” na sua cultura. Meninas cristãs de 12-13 anos são violadas por muçulmanos, ficando assim impedidas de casar. Por estes e outros meios se impede a proliferação dos cristãos. O maior problema está no facto de tudo isto acontecer no meio do povo sem uma palavra que se levante em defesa dos inocentes. Segundo o Corão todos os meios que sirvam o Islão são legítimos.

O atentado assassino do Egito foi atribuído a uma rede de terror de fora do país e o governo egípcio fala como se os cristãos coptas do Egito não fossem discriminados. Por um lado são discriminados e por outro lado, procura-se através de ofertas de dinheiro e de ofertas de perspectivas profissionais levá-los à conversão, como me testemunhava um estudante egípcio na Alemanha.

No momento em que os muçulmanos atingem 50% da população duma região ou país, passam à ofensiva, exigindo a independência e discriminando os outros com as suas leis de maneira a torná-los minoria. No sentido islâmico, a História da perseguição muçulmana nos países onde dominam é uma História de “sucesso”, como mostra a perseguição da Turquia aos cristãos com o holocausto aos cristãos arménios. Nos últimos 100 anos, a Turquia conseguiu reduzir os cristãos de 25% da população para 0,1% atualmente. A discriminação no Sudão, no Egito e muitos outros países segue a mesma lógica. No Iraque a perseguição em curso contra os cristãos conseguiu reduzi-los de 1,5 milhões para menos de meio milhão.

Países islâmicos tornaram-se no Inferno ou pelo menos no Purgatório dos Cristãos embora esses países sejam a sua terra natal. Os nossos políticos não acreditam no “Inferno”, por isso não há uma perspectiva de paraíso para eles, nos países em que são perseguidos.

O filósofo judeu Bernard Henry Levy constata que “os cristãos formam hoje, à escala planetária, a comunidade perseguida da forma mais violenta e na maior impunidade.” Esta realidade é calada e até justificada, como se todo o mal do mundo fosse culpa dos cristãos. Esta realidade tem de ser calada para se ter uma “boa consciência”!

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* Tribunal Indonésio viola liberdade religiosa mas comunidade cristã triplica.

sexta-feira, maio 21st, 2010

Culto de Natal na IndonésiaCelebração de Natal na Indonésia

Com o presidente Obama decidido a visitar a Indonésia no mês que vem, o país muçulmano mais populoso do mundo enfrenta uma crise de relações públicas de seu próprio feitio.  A Indonésia é tida como um centro influente e tolerante do islã mundial. Agora ela deve decidir se quer dar carta branca aos extremistas religiosos entre eles, ou se ela viverá dentro das expectativas ideais a protegerá a liberdade religiosa para todos em sua população de 240 milhões.  Cerca de 88% da população indonésia é islâmica.  Cristãos protestantes são cerca de 5,9% e católicos 3,1%.

No mês passado, o mais alto tribunal do país mostrou que direção o país toma.  O tribunal manteve uma lei de blasfêmia de 1965 que pune os cidadãos por abandonarem qualquer uma das seis religiões aprovadas.  A medida criminaliza qualquer tentativa de “fazer propaganda ou demonstração” de qualquer religião diferente das versões ortodoxas das seis religiões sancionadas: O islã, o budismo, o hinduísmo, o catolicismo, o protestantismo e o confucianismo.  Aqueles que desrespeitarem a lei podem enfrentar sentenças de até cinco anos de cadeia.

Como em outros países muçulmanos: Código Penal viola a própria Constituição

Ativistas de direitos humanos foram rápidos em condenação à decisão.  “Estamos profundamente desapontados pela decisão do Tribunal Constitucional, que é um grande retrocesso para a liberdade religiosa”, disse Mervyn Thomas, da Solidariedade Cristã Mundial. A Indonésia tem ampla tradição de pluralismo e tolerância religiosa, e sua constituição garante isso, mas a lei de blasfêmia no artigo 156A do Código Penal Indonésio viola sua própria Constituição e danifica a reputação da Indonésia como sociedade tolerante e pluralística.”

Os juízes disseram que a decisão de 8-1 era necessária para manter a ordem civil.  Onde está a imparcialidade legal?!

A lei pode ser necessária para proteger os próprios juízes.  Quase 500 policiais foram posicionados ao redor do tribunal devido ao receio de que militantes da Frente de Defensores Islâmicos, um grupo de justiceiros e milicianos, atacariam se eles repelissem a lei.

Decisão favorece extremistas muçulmanos

A decisão sem dúvida favoreceu o número crescente de extremistas na Indonésia.  Minorias religiosas há muito dizem que a lei de blasfêmia encoraja a discriminação e a intimidação contra eles.  Muçulmanos moderados, minorias religiosas, ativistas democráticos e de direitos que acreditam que o país deve fazer mais para garantir a liberdade religiosa tentaram sem sucesso dirigir petições para que o tribunal repelisse a lei.

Observadores estrangeiros concordam. “A decisão do Tribunal Constitucional pode garantir aos extremistas apoio legal para impor uma versão de conformidade religiosa que não é adotada pela maioria dos indonésios,” disse Leonard Leo, representante da Comissão de Liberdade Religiosa Internacional, sediada nos EUA.

Há, infelizmente, várias razões para acreditar que essa reputação é injustificável.  O Instituto Wahid, um grupo muçulmano moderado, recentemente emitiu um relatório contando 35 casos de violações de liberdade religiosa advindas do governo (28 delas contra cristãos) e 93 incidentes de intolerância contra igrejas na Indonésia no ano passado.  O maior número de violações e incidentes ocorreu em Java Ocidental.

Grande crescimento da comunidade cristã na Indonésia e triplica na Ásia em geral

Mais que triplica na verdade, um aumento de 247% na comunidade cristã na Ásia em geral em 40 anos.

Em meio a essa repressão praticada pelos muçulmanos radicais enquanto os moderados se calam, a comunidade cristã indonésia continua seu tremendo crescimento.  Alguns creêm que o crescimento anual de cristãos é de cerca de 4% ao ano (por volta de 504.000 pessoas).

De acordo com um relatório recente e destacado na revista Times, “Crescimento Explosivo do Cristianismo na Indonésia,” a igreja está chegando a grandes números de indonésios, que estão dando novos ouvidos ao Evangelho:

“Assim como em vários países em desenvolvimento, cheios de problemas, onde uma pessoa pode se sentir perdida em meio à miséria, o conceito de salvação individual é muito poderoso. Ao mesmo tempo, o sequestro da teologia muçulmana por um pequeno bando de terroristas nativos que mataram centenas de indonésios nos anos recentes levou alguns a questionarem a fé majoritária de sua nação.

Vinculação com terrorismo e silêncio cúmplice dos moderados afasta os amantes da paz

A crescente identificação da fé muçulmana com atos terroristas e a falta de reação e protestos da comunidade muçulmana moderada contra esses atos terroristas que assassinam gente inocente está causando o afastamento das pessoas pacíficas dessa religião, em busca de paz interior e a prática da não violência.

Jihad é a única solução? Paz e amor são a solução.Jihad e ódio são a única solução? Paz e amor são a solução.

A revista Times também estima que o número total de cristãos na Ásia explodiu de 101  milhões em 1970 para 351 milhões em 2010.

A revista nota que esse crescimento do cristianismo gerou alarme e ressentimento entre grupos muçulmanos, que várias vezes recorrem à violência em vez de tentar debater pacificamente como seria o correto.

Infelizmente, a devoção da Indonésia à igualdade de direitos religiosos é frágil.  “O governo não tem coragem de admitir as violações de liberdade religiosa,” disse o diretor do Wahid Institute Yenny Zanuba, “mas elas são reais e feitas diretamente por organizações governamentais ou indiretamente, como resultado de decisões do governo.”

Por Carl Moeller, Open Doors USA

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* O Papa Bento XVI enfrenta a “auto-demolição” da sociedade e da razão, diz historiador francês.

quarta-feira, abril 21st, 2010
Alain Besançon

Em um artigo publicado no L’Osservatore Romano, o historiador e membro do Instituto da França, Alain Besançon, faz uma recontagem das notas mais destacadas dos cinco anos do pontificado de  Bento XVI. Ao falar da campanha midiática contra o Santo Padre e a Igreja, ele explica que isto revela um ódio ao cristianismo. Também assegura que o Pontífice faz frente à “auto-demolição” da sociedade, da natureza e da razão.

O também colunista dos meios franceses como Le Figaro e Commentaire, assinala ao iniciar seu artigo a força de suas encíclicas Deus Caritas Est e Spe Salvi, sobre o amor e a esperança, respectivamente.

“Bento XVI se debateu incansavelmente pela claridade e a precisão. Nada lhe parece mais perigoso que o relativismo que fica de acordo com a sociedade democrática moderna: qualquer grupo organizado pode legitimar uma opinião apenas porque é sua opinião, sem necessidade de sustentá-la com a razão”, diz Besançon.

Depois de elogiar a tarefa do Santo Padre na “restauração da inteligência no seio da Igreja”, o historiador se refere a dois “acidentes no pontificado”. O primeiro se refere ao seu discurso em Ratisbona, Alemanha: “era douto, moderado, benévolo, mas suscitou reações muito violentas”.

“A reação desproporcionada –explica o perito– revelou sobretudo a ignorância dramática do clero e dos fiéis com respeito à mensagem do Islã, e sem dúvida da própria mensagem, porque não se pode compreender uma sem a outra. De novo a necessidade de um redirecionamento da inteligência cristã se impõe de maneira absoluta”.

Para Besançon, o segundo “acidente” se relaciona com a onda de ataques midiáticos contra o Papa e a Igreja, que busca apresentar o Santo Padre como encobridor de abusos cometidos por alguns membros do clero, quando nunca foi nem o é.

Ao respeito disto faz duas observações: “a primeira é que a escala de crimes, no último meio século, experimentou na opinião pública uma reestruturação e com freqüência o direito se acomodou a esta última. Em matéria sexual, muitos atos são consentidos, às vezes elogiados, atos que em outros tempos eram castigados com penas muito severas. O peso destas culpas perdoadas agora caiu totalmente sobre o ato de pedofilia”.

A segunda, prossegue o historiador, “é que o próprio ponto de vista da Igreja é que a ofensa a Deus e o pecado é uma noção distinta à do crime ou delito. A Igreja não perdoa o crime, deixa ao juiz a tarefa de castigá-lo, mas a valoração do pecado espera por ela e é posta sob sua jurisdição. Ela tem as chaves para absolvê-lo ou não”.

Besançon comenta logo que a Igreja sempre explica que o homem é pecador e o recorda em todas suas orações. “Existe então um estranho preconceito que faz que nos surpreendamos do fato de que alguns homens, apenas pelo fato de ter abraçado o estado clerical, não sejam distintos aos outros e forçadamente melhores. Não se encontrou até agora o modo para fazer os homens distintos do que são: orgulhosos, ávidos, luxuriosos, coléricos, sempre pecadores. Não é através de um prévio exame psicológico ou médico que se deixará de ser assim”.

Entretanto, prossegue, isto não “elimina que a imensa campanha midiática arraste consigo coisas que não se aceitarão jamais: o Matrimônio de sacerdotes, a ordenação de homens casados, e coisas pelo estilo”.

Estas coisas, precisou o membro do Instituto da França “revelam o ódio pelo nome cristão ou uma perda de autoridade e confiança na Igreja Católica. Em algo, corresponde-lhe ao Papa sustentar o peso desta confusão. Seu pontificado logo depois de cinco anos me parece doloroso”.

” João Paulo II combatia contra um regime político monstruoso: o comunismo, mas tinha da sua parte a sociedade e a humanidade inteira. Bento XVI tem contra ele o conjunto da sociedade moderna, nascida da crise dos anos 60, com sua nova moral e sua nova religiosidade”.

Finalmente Alain Besançon assinala que o Papa Bento “encontra-se em uma situação parecida à de Pablo VI, logo do Concílio Vaticano II, que devia confrontar o que chamou: ‘a auto-demolição da Igreja. Esta vez a auto-demolição de toda a sociedade, da natureza e a razão. A glória de seu pontificado não é visível: é a do martírio”.

ACI

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* Perseguição à Igreja: A nona bem-aventurança é de todos nós!

segunda-feira, abril 12th, 2010

João César das Neves

Um dos fenômenos mais espantosos da história da humanidade é o ataque à Igreja. Esse processo, tão aceso estes dias, é sempre muito curioso.

Primeiro pela duração e persistência. Há 2000 anos que os discípulos de Cristo são perseguidos, como o próprio Jesus profetizou. E cada ataque, uma vez começado, permanece.

A Igreja é a única instituição a que se assacam responsabilidades pelo acontecido há 100, 500 ou 1500 anos. Os cristãos atuais são criticados pela Inquisição do século XVII, evangelização além mar desde o século XV, cruzadas dos séculos XI-XIII, até pela política do século V (no recente filme Ágora, de Alejandro Amenábar, 2009).

Depois, como notou G. K. Chesterton em 1908, o cristianismo foi atacado “por todos os lados e com todos os argumentos , por mais que esses argumentos se opusessem entre si” (Orthodoxy, c. VI).

Vemos criticar a Igreja por ser tímida e sanguinária, pessimista e ingênua, laxista e fanática, ascética e luxuosa, contra o sexo e a favor da procriação, etc. Mas o mais espantoso é que os ataques conseguem convencer-nos daquilo que é o oposto da evidência mais esmagadora.

Os iluministas provaram-nos que a religião cristã é a principal inimiga da ciência; supersticiosa, obscurantista, persecutória do estudo e investigação rigorosos. A evidência histórica mostra o inverso.

A dívida intelectual da humanidade à Igreja é enorme. Devemos a multidões de monges copistas a preservação da sabedoria clássica. Quase tudo o que sabemos da Antiguidade pagã veio dos mosteiros.

Foi a Igreja que criou as primeiras universidades e o debate académico moderno. Eram cristãos devotos os grandes pioneiros da ciência, como Kepler, Pascal, Newton, Leibniz, Bayes, Euler, Cauchy, Mendel, Pasteur, etc. Até o caso de Galileu, sempre citado e distorcido, mostra o oposto do que dizem.

Depois, os jacobinos asseguraram-nos que a Igreja é culpada de terríveis perseguições religiosas, étnicas e sociais, destruição cultural de múltiplos povos, amiga de fogueiras e câmaras de tortura, chacinas, saques e genocídios. No entanto, a evidência de 2000 anos de história real de cristãos concretos é de caridade, mediação, pacifismo. Tudo o que o nosso tempo sabe de direitos humanos, diplomacia, cooperação e tolerância foi bebê-lo a autores cristãos.

A seguir, os marxistas vieram atacar a Igreja por ser contra os proletários e a favor dos ricos. Quando é evidente o cuidado permanente, multissecular e pluricultural dos cristãos pelos pobres e infelizes, e as maravilhas sociais da solidariedade católica no apoio aos desfavorecidos.

Vivemos hoje talvez o caso mais aberrante: a Igreja é condenada por… pedofilia. A queixa é de desregramento sexual, deboche, perversão. Mas a evidência histórica mostra que nenhuma outra entidade fez mais pelo equilíbrio da sexualidade e a moralização da vida pessoal da humanidade. Mais uma vez, o ataque nasce do oposto da verdade.

Serão as acusações contra a Igreja falsas? Elas partem sempre de um núcleo verdadeiro. Houve cristãos obscurantistas, persecutórios, cruéis, injustos, luxuosos, como hoje há padres pedófilos.

Aliás, em 2000 anos de história, e agora com mais de mil milhões de fiéis, tem de haver de tudo. A distorção está na generalização ao todo de casos particulares aberrantes. Não sendo tão má quanto o mito, a Inquisição foi péssima. Mas a Inquisição não representa a Igreja e a própria Igreja da época a condenou. Os críticos nunca combatem os erros, sempre a instituição. Hoje não se ataca a pedofilia na Igreja, mas a Igreja pedófila.

A razão do paradoxo é clara. Cada época projeta na Igreja os seus próprios fantasmas. Ninguém atropelou mais o rigor científico que os iluministas. Ninguém foi mais sangrento que os jacobinos. Ninguém gerou maior pobreza que os marxistas. Ninguém tem mais desregramento sexual que o nosso tempo.

O ataque à Igreja é uma constante histórica. A História muda. A Igreja permanece. Porque ela é Cristo. Dela é a nona bem-aventurança: “Bem-aventurados sereis quando vos insultarem e perseguirem” (Mt 5, 11).

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* Vaticano: sermão de pregador não se ajusta à linha da Igreja.

sábado, abril 3rd, 2010

Impresiona-me o momento delicado de perseguição que a Igreja vive.

Até colocações feitas sem intenção de ofender são interpretadas de forma agressiva como foi a colocação do Frei Raniero, santo homem conhecido por nós e que já veio inclusive pregar aqui em Fortaleza em evento do Shalom.

Quem o conhece pessoalmente e conhece sua linha ortodoxa  de pregação sabe que ele não quis dizer o que foi -infelizmente- entendido.

O Vaticano veio esclarecer mas, com certeza, percebeu a intenção do frei que é conhecido por sua sabedoria e unção na pregação.

Oremos pela Igreja!

***

Da France Presse

A comparação feita pelo pregador da Casa Papal entre os ataques a Bento XVI pelos escândalos de pedofilia e o antissemitismo não corresponde à linha de pensamento da Igreja, declarou o porta-voz da Santa Sé à rádio Vaticano.

“Fazer uma aproximação entre os ataques contra o Papa pelo escândalo de pedofilia e o antissemitismo não é a linha seguida pela Santa Sé”, afirmou o padre Federico Lombardi neste sábado.

Ele disse ainda que o pregador, o padre Raniero Cantalamessa, “quis apenas tornar pública a solidariedade com o Papa expressada por um judeu à luz da particular experiência dolorosa sofrida por seu povo”.

Mas ele reconheceu que “o fato de citá-la poderia suscitar mal-entendidos”.

Na sexta-feira à noite, durante a liturgia da Paixão de Cristo, o franciscano Cantalamessa, pregador da Casa Papal, leu uma carta de solidariedade com o Papa e a Igreja, que disse ter recebido de um amigo judeu.

“Com desgosto estou acompanhando os violentos e concêntricos ataques contra a Igreja, o Papa”, escreveu o autor da carta. “O uso dos estereótipos, a passagem da responsabilidade e culpa pessoal para a culpa coletiva me recordam os aspectos mais vergonhosos do antissemitismo”, acrescentou.

O Papa é acusado pela imprensa alemã e americana de ter acobertado casos de abusos sexuais de menores cometidos por padres quando era arcebispo de Munique e durante o período em que dirigiu a Congregação para a Doutrina da Fé.

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* Escritor português não católico defende a Igreja e o Papa

sábado, abril 3rd, 2010
(No texto,  ICAR – Igreja Católica Apostólica Romana )
O artigo abaixo é de Artur Rosa Teixeira, escritor português não católico. O texto foi publicado ainda no site do Pravda, jornal russo, outrora porta-voz do comunismo mundial. Não subscrevo todas as posições do autor, mas pareceu-me muito razoável no conjunto. A Providência sempre a nos surpreender e a nos consolar nesta hora tenebrosa.
* * *
Muitas das notícias que nos chegam, no seu afã de propaganda ideológica encapotada, contêm o erro fundamental de confundir a árvore com a floresta… sobretudo quando o objectivo é denegrir.
Ou seja, a partir de um caso isolado, de preferência de contornos escabrosos, generaliza-se de forma a induzir o leitor a pensar que todo o conjunto é da mesma natureza. Tal generalização obviamente tem conotações ideológicas e obedece a uma agenda política que visa desconstruir a Sociedade Tradicional e todas as suas instituições seculares para impor uma Nova Ordem Mundial à feição dos sinistros interesses da Oligarquia Internacional, a mesma que manobra os mercados financeiros e através destes, controla em grande parte a Economia Planetária. Referimo-nos aos casos de Pedofilia no seu seio da Igreja Católica recentemente mediatizados pelas Agências Internacionais de Notícias.
De facto as recentes notícias de Pedofilia, que envolve sacerdotes católicos, têm contornos de uma campanha de ataque à hierarquia Católica, muito para além da objectividade informativa que a deontologia jornalística impõe, independentemente da sua gravidade moral.
Tais notícias suscitam desconfiança sobre a sua “bondade” até entre os não católicos como nós. Embora discordando da doutrina da ICAR, em alguns aspectos, reconhecemos no entanto a importância capital do seu papel na nossa História, na defesa dos valores éticos que enformam a nossa cultura judaico-cristã e a sua acção social meritória em prol daqueles que têm sido vítimas da usura e da ganância da Oligarquia Internacional, que é afinal a mais interessada em destruir o Catolicismo e a Religião em geral, já que constituem um obstáculo sério à consecução do seu objectivo final, que é o de reduzir a Humanidade à condição de escravos robotizados.
Ressalvamos, antes que nos confundam estar a defender a Pedofilia, que ao fazermos a defesa da Igreja Católica não estamos a justificar a acção ignominiosa de homens que esqueceram de todo a sua mais elementar obrigação de sacerdotes, o respeito pelo próximo, sobretudo o mais fraco, como é a criança órfã, carente do afecto de uma verdadeira família.
Um dos aspectos que nos leva a desconfiar da “boa vontade” destas notícias é o facto de focalizarem em exclusivo os casos de Pedofilia de clérigos católicos, quando se sabe que este vício é transversal à sociedade. Encontramo-lo em todos estratos sociais e até nas famílias. O pedófilo é em princípio muito próximo da vítima e da sua confiança, ou seja, não é um estranho… podendo ser até um pai, um tio, etc. Quando se argumenta que os padres devido ao celibato a que estão obrigados são mais propensos à pederastia, como insistentemente se procura justificar a tentação dos abusos sexuais, esquece-se que o pederasta nem sempre é solteiro e muitas vezes é tido como “bom” chefe de família, portanto uma pessoa aparentemente normal.
Outro detalhe que indicia que está em marcha uma campanha de desmoralização da ICAR, é o facto das notícias sobre a Pedofilia no seu seio surgirem como cogumelos que nascem a cada manhã, confundindo-se o número das vítimas com o dos pedófilos, parecendo que estes são tantos como um exame de abelhas… Quase a totalidade da hierarquia católica… Evidentemente que isto não desculpabiliza os autores dos abusos sexuais.
Na verdade as vítimas são muitas, porém os abusadores denunciados não passam de uma diminuta minoria. Do mal, melhor… Até se tivermos em linha de conta a estatística nos USA, o número de vítimas nas instituições católicas comparada com as restantes, nomeadamente no ambiente escolar civil, é muito superior, uma proporção de 157 para 1, num espaço de tempo de 52 anos, de 1950 a 2002. É obra, não? Tal desproporção mostra por outro lado, no caso norte-americano, como a Pederastia é um fenómeno social extensivo, ou seja, não se restringe a um sector específico da sociedade.
O caso da Casa Pia de Lisboa é também ilustrativo quanto à tipificação do pedófilo. Este orfanato do Estado Português, fundado nos finais do Século XVIII, pelo Intendente da Polícia Pina Manique, homem da confiança do Marquês de Pombal, com um processo de Pedofilia a decorrer, reúne mais arguidos suspeitos de abusos sexuais a menores que todos os casos mencionados recentemente na “mídia” para denegrir a imagem da ICAR. Estão indiciados pelo Ministério Público dez arguidos, incluindo uma cúmplice. Contudo há quem diga que a “farra sexual” naquele instituto envolve muito mais gente e bem graúda, uma vez que remonta há década de 80 do século passado e muitas das vítimas, hoje adultos, não estão dispostos a passar pelo tormento dos inquéritos policiais e menos ainda pela vergonha pública a que têm sido sujeitos .
Há a ressaltar, em abono da verdade, que nem todas as acusações serão genuínas. Há quem se aproveite para extorquir dinheiro. Daí talvez a dificuldade de se apurar até onde vai a verdade e começa a mentira… quer de um lado, quer do outro. Acresce referir que problemas de sexualidade, como a sodomia e outros, sempre ocorreram em colégios internos, inclusive entre os internos, embora sejam severamente reprimidos, deixando marcas indeléveis para o resto da vida.
A fúria anticlerical do lobby laicista vai ao ponto de ressuscitar velhos casos como o do padre Lawrence Murphy, que remonta a 1975, para atacar insidiosamente o actual Papa e por essa via, a própria ICAR. A 25 de Março do corrente ano, o conceituado New York Times publicou uma matéria em que pretensamente acusa Bento XVI de encobrir o pároco de Milwaukee quando em 1995 o Papa ainda era Cardeal e responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé. È preciso ter muito ódio ao Catolicismo para 35 anos depois levantar tal questão… A denúncia é tanto mais insidiosa quando ignora de todo que aquele organismo tem como função específica vigiar os desvios doutrinários, heresias, pelo que nada tem com o Direito Canónico, que julga casos de indisciplina, como o são os actos que violam a castidade a que os clérigos estão obrigados. Ignora que o referido padre foi na oportunidade ilibado pelo Direito Civil, que não apurou provas da prática de Pedofilia sobre rapazes surdos que tutelava. Como ignora que a hierarquia católica manteve-o sob vigilância e o fez, não tanto pela suspeição de abusos sexuais em menores, mas por desvios doutrinários. Foi essa e só por essa razão que o então Cardeal Ratzinger, em 1995, o sancionou, tendo então limitado as suas funções pastorais. Quatro meses depois Murphy faleceu. Não cremos que aquele diário nova-iorquino desconhecesse em absoluto estes factos. Daqui se conclui que existe má fé e em marcha uma campanha difamatória articulada mundialmente contra a hierarquia católica.
E compreende-se. O actual Sumo Pontífice, coerente com os princípios da Igreja Católica, tem desenvolvido uma tenaz resistência contra as propostas contra-natura e fracturantes, veiculadas por organizações laicas apostadas em impor uma visão sexista e hedonista da Sociedade, reduzindo o homem à sua condição animal para negar a sua dimensão espiritual. Tais organizações não surgiram obviamente por “geração espontânea”, nem vivem do ar… Foram criadas e são apoiadas à sorrelfa por Fundações ditas filantrópicas como a da família Rockfeller. Os interesses financeiros das mesmas estão ligados a um vasto leque de sectores económicos, que vão desde a banca, o petróleo, a indústria farmacêutica, a indústria militar, etc, aos meios áudio visuais, incluindo a “mídia”, a qual evidentemente cumpre uma agenda ditada pela Elite Global à qual pertencem.
Ademais, quem postula que a Humanidade tem que ser reduzida a 1/3 da população actual e contribui para a miséria de milhões de seres humanos não pode ver com bons olhos a acção caritativa da ICAR, precisamente nas áreas onde a pobreza é mais sentida, coincidindo por vezes com subsolos ricos explorados por essa mesma Elite Global.
Há portanto uma intenção neste tipo de notícias, que vai muito além do desejo de informar… Se assim fosse não omitiam o mesmo fenómeno noutras instituições análogas. Mais, numa apreciação equilibrada da responsabilidade da ICAR na Pedofilia, deveriam referir os processos civis e canónicos que têm sido levantados aos clérigos acusados de abuso sexual a menores, seu desfecho, e não apenas publicitar denúncias, que podem não ser genuínas, como se tem conhecimento em processos deste género.
Artur Rosa Teixeira
Fonte: http://www.segs.com.br/
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* Semana Santa: A “PAIXÃO” DE BENTO XVI.

segunda-feira, março 29th, 2010

Eis quem se esconde atrás do ataque ao Papa dos valores inegociáveis.
Mas “as portas do inferno não prevalecerão”.

Traduzido e adaptado de Ginaluca Barile www.papanews.it

O primado sobre a Igreja, conferido por Cristo a Pedro e a seus sucessores, não é “simplesmente” a faculdade de guiar o povo terreno na caminhada rumo a Deus. É algo mais. É a entrega do martírio. O próprio Cristo revelou isso ao Apóstolo escolhido para apascentar o Seu rebanho: “Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu te vestias sozinho e ias onde querias; mas, quando envelheceres, estenderás a tua mão e um outro te vestirá e te levarás onde não queres” (Jo 21,18).

A profecia de fato se cumpriu, em Roma, pelas mãos de Nerone, sobre a colina do Vaticano, onde Pedro foi crucificado, como o seu Mestre, mas de cabeça para baixo, conforme seu pedido, porque se sentia indigno de morrer da mesma maneira que o Messias.

Nós, católicos, sabemos que Pedro, hoje, é Bento XVI.  Não temos dúvida disso. Mas quem, vestindo os paramentos de Nerone, assopra sobre o fogo do escândalo da pedofilia? Aqueles que desejam silenciar o Papa dos valores não negociáveis; o Pontífice que não se esquivou por medo diante dos lobos; o Chefe da Igreja, sem hesitação ou compromissos na defesa da vida, na condenação do aborto e da eutanásia, na tutela do matrimônio natural.

Trata-se dos potentíssimos lobbys econômicos, farmacêuticos, homossexuais, a quem seria certamente mais cômodo um Papa débil e silencioso ou, melhor ainda, mais “tolerante”. Se trata de verdadeiras e próprias organizações criminais, cínicas e cruéis, que agem em uníssono com a maçonaria para fazer uma caricatura de Bento XVI como o “número 1” da mais ativa e ameaçadora Associação para delinqüir e violentar sexualmente crianças que já existiu em toda a história: a Igreja Católica.

Bem, eles não terão sucesso. Ou, melhor, para dizer tudo, já faliram. Primeiro porque as acusações são infundadas: ninguém como este Pontífice, desde quando era Cardeal Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, combateu com tantos resultados a pedofilia e os abusos sexuais praticados em geral pelo Clero; depois, porque nenhuma pessoa de bom senso poderia colocar em dúvida a estatura e honestidade intelectual de Joseph Ratzinger.

Depois da “lenda negra” de Pio XII sobre os judeus, há quem queira, hoje em dia, criar a “lenda negra” de Bento XVI, como aquele que passou a vida encobrindo casos de padres pedófilos.

Estamos ainda na Quaresma, mas a “paixão” do Santo Padre já começou dolorosamente.

Avante! Força! Coragem! Ajudemo-lo com a oração, confiando-o e confiando-nos a Maria Santíssima.

Façamo-nos “Cireneus”. Tomemos um pouco da sua Cruz e acompanhemo-lo sem hesitação.

Desde o atentado contra João Paulo II, não se via mais um ataque tão direto e cruel ao Sumo Pontífice.

Mas não podemos e não devemos nos render, até porque a promessa de Cristo a Pedro é irrevogável:

“As portas do inferno não prevalecerão…”

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* Campanha contra o Papa e contra a Igreja.

quinta-feira, março 25th, 2010

Dom Henrique

A Igreja e, de modo particular, um papa, não podem e não devem ficar preocupados em aparecer de modo belo diante da imprensa mundial e muito menos buscar os seus aplausos, ainda que, atualmente, poucas realidades do nosso mundo globalizado sobretudo midiaticamente tenham um poder ao menos próximo daquele dos meios de comunicação.

E, no entanto, não deixa de ser porco, realmente nojento – a expressão é esta e não há outra – a campanha desses meios de comunicação contra a Igreja e, de modo específico, contra o Papa Bento XVI. Todos aqueles que são bem informados sabem que esses meios nunca gostaram do Cardeal Ratzinger. Recordam as manchetes quando da sua eleição? Lembram do rosto do Papa dentro dum bloco de gelo, para dizer que a Igreja agora estava congelada? Foi a capa da Veja. Há jornais que são particularmente desonestos e maquiavélicos quando se trata de Bento XVI: penso no The New York Times, um jornal patologicamente anticatólico; penso no italiano La Reppubblica, que é a voz de tudo quanto na Itália possa causar dano à Igreja, penso no Le Monde francês e no El Pais espanhol…

Por que esta minha conversa? Por causa desse assunto já saturado da pedofilia de alguns sacerdotes. Esses órgãos de comunicação fazem o possível para incriminar o Papa de algum modo! Até agora fracassaram e fracassarão sempre, mas como desgastam! Primeiro, inspirados pela BBC, tentaram acusar o então Cardeal Ratzinger de orquestrar todo um programa de acobertamento dos casos de pedofilia. A TV Record – nunca se esqueça a quem ela pertence e como foi comprada! – fez questão de apresentar esse programa no Brasil, mesmo quando as acusações já tinham sido refutadas e desmascaradas na Europa.

Agora, com os casos que vieram à baila, tentaram insinuar que o irmão do Papa era pedófilo. Ficou provado que era mentira. Que o irmão do Papa maltratava crianças. Também ficou assentado que não era verdade: ele era rígido e castigava corporalmente as crianças, como qualquer mestre na Alemanha e nas nossas escolas há quarenta, cinqüenta anos atrás. Na Alemanha, certa imprensa marrom tentou afirmar que Ratzinger, quando era Arcebispo de Munique, protegeu um padre pedófilo. Foi provado que a acusação era falsa: o então Arcebispo havia deixado que o referido sacerdote ficasse hospedado na casa paroquial enquanto se submetia a tratamento psicológico, somente como hóspede e sem atividade pastoral alguma.

Agora, o The New York Times, por pura maldade e desonestidade, acusou o Papa, quando Cardeal, de encobrir a caso de um padre que teria abusado de 200 crianças. Também é mentira…

Aliás, foi Bento XVI quem, assim que assumiu o trono de Pedro, mandou reabrir o caso do Pe. Marcial Maciel e o suspendeu de modo definitivo. A linha de Bento XVI nesses casos sempre foi clara, simples e reta: tolerância zero.

O que nos desilude profundamente é perceber de modo claro a desonestidade desses meios midiáticos, que não buscam a verdade, mas usam a informação como puro jogo de poder e de interesses. Mundo cão, o nosso! Mundo marcado profundamente pelo pecado, pela mentira, passando por cima da boa fama dos outros e da retidão de caráter de homens como o Santo Padre! Veremos o que ainda haverão de inventar contra esse homem manso e reto, esse homem de consciência moral elevadíssima, que é Bento XVI. Que Deus o proteja e o livre das mãos de seus tremendos, desonestos e ímpios inimigos.

***

Oremos pelo Papa !

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* A tumba de Jesus ? Documentário apresentado no Discovery Channel é cientificamente inconsistente e falso.

domingo, dezembro 20th, 2009

Um documento exibido no Brasil no canal da TV cabo Discovery Channel , afirma ter identificado o túmulo onde foram enterrados Jesus Cristo, seus pais, Maria e José, e Maria Madalena.

Esse documentário apresentado no inicio deste ano na época da quaresma, voltou a ser apresentado nestes dias,claro, por causa do natal..

Intitulado The Lost Tomb of Jesus (O Túmulo Perdido de Jesus), o documentário foi produzido por James Cameron, director do filme Titanic, e pelo arqueólogo Simcha Jacobovici para o canal, com três anos de preparação. No entanto, a comunidade científica ironizou o seu conteúdo, classificando-o como “falso” e “apenas um chamariz publicitário para um futuro livro a ser lançado pelo cineasta”.

O suposto túmulo, do qual originou o documentário, foi encontrado em 1980 no subúrbio de Talpiot, em Jerusalém. Na ocasião, os arqueólogos encontraram dez caixões (repositórios de ossos) e três crânios. Em alguns dos esquifes havia inscrições que foram traduzidas como “Jesus, filho de José”; “Judá, filho de Jesus”; “Mariamne”; “Maria”; “José” e “Mateus”. Testes de DNA nos resíduos dos ossos verificaram que não havia parentesco entre os ossos de Jesus e de Mariamne. Com isso, Cameron concluiu que ambos só poderiam ocupar a mesma tumba se fossem casados. Além disso, passou a defender que Mariamne seria o nome verdadeiro de Maria Madalena. Em outras palavras, o documentário de Cameron e Jacobovici tenta relacionar os nomes encontrados aos da família da Jesus e argumenta que Jesus e Maria Madalena foram casados e tiveram um filho (Judá).

Após o lançamento do documentário a comunidade científica no Brasil e no exterior manifestou-se contrária aos argumentos de Cameron e Jacobovici. Em opinião unânime, especialistas afirmam serem absurdas as teorias apresentadas. Sem considerar a tentativa de colocar em dúvida a ressurreição de Cristo, os arqueólogos afirmam que, histórica e arqueologicamente, é impossível Cameron e Jacobovici provarem tais fatos.

Comunidade científica ironiza

Historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e um dos principais especialistas brasileiros sobre a vida de Jesus, André Chevitarese afirma que é preciso encarar com muito ceticismo o anúncio da descoberta da suposta tumba de Cristo. Segundo ele, Jesus seria virtualmente invisível para um arqueólogo de hoje. Em entrevista ao site G1, Chevitarese explica que “não só ele (Jesus), como quase toda a primeira e segunda geração de cristãos eram pessoas periféricas, gente muito simples, de origem rural, que seriam incapazes de deixar restos materiais claros de si mesmos” por não terem condições financeiras de terem uma tumba como a de Cameron mostrou.

Sendo assim, os ossários apresentados por Cameron,como o local do último descanso de Jesus, sua mãe Maria e sua suposta esposa Maria madalena, estaria muito acima das possibilidades financeiras de alguém como Ele. A decoração em alguns dos ossários aponta para uma família da classe média alta, e não para camponeses da Galileia.

Para o professor Chevitarese, é preciso ficar sempre com um pé atrás diante de um anúncio como esse. “A impressão é que se está diante de um fenómeno: uma emissora de TV simplesmente querendo criar polémica em torno do tema. Qualquer trabalho científico sério precisa trabalhar com hipóteses, que podem ser testadas ou refutadas. O problema é que, nessas belíssimas teorias que são criadas, a resposta já vem pronta e os factos simplesmente são forçados a se encaixar na conclusão desejada”, critica o historiador. Na entrevista, Chevitarese comparou esse tipo de esforço à trama do romancista Dan Brown no livro O Código Da Vinci.

Segundo André Chevitarese, o túmulo de onde vieram os ossários, achado em 1980 num subúrbio de Jerusalém, não é o primeiro a conter a inscrição “Jesus, filho de José”. Outro ossário com esses dizeres veio à tona em 1926, e causou os mesmos rumores, até que se percebeu que era extremamente comum entre os judeus do primeiro século dC pessoas com o nome de Jesus e filhos de algum José.

Amos Kloner, arqueólogo israelita que descobriu a tumba em 1980 e a documentou como a sepultura de uma família judaica, está convicto de que não há provas para sustentar a tese de que o túmulo é de Jesus.

Em entrevista à agência de notícias France Press, Kloner, que é professor do Departamento de Arqueologia e estudos da Terra de Israel na Universidade de Bar-llan, em Tel Aviv, enfatiza que não há possibilidade de se apropriar de uma história religiosa e transformá-la em algo científico. “Insisto no facto de que é uma tumba comum no século I antes de Cristo”, disse Kloner, acrescentando que “os nomes eram uma coincidência e o filme é uma bobagem”.

Em relação à tese em que Jesus e Maria Madalena podem ter tido um filho chamado Judá, Kloner ridiculariza, afirmando que não há registos históricos disso e, portanto, é impossível de ser provada. Kloner enfatiza que não há possibilidade de o túmulo pertencer à família de Jesus. Segundo ele, Maria e José não poderiam ter uma tumba familiar em Jerusalém. “Eles eram uma família paupérrima. Posso dizer positivamente que não aceito a identificação como pertencendo à família de Jesus em Jerusalém. Não aceito, nem historicamente, nem arqueologicamente”, afirmou o arqueólogo durante a entrevista.

De acordo com o especialista, existem muitos nomes populares e comuns no primeiro século antes de Cristo, inclusive Jesus e José. Kloner afirmou que, das 900 tumbas encontradas num espaço de 4Km na cidade velha de Jerusalém na mesma época, o nome de Jesus foi encontrado 71 vezes, e que “Jesus, filho de José” também foi encontrado muitas vezes.

Outro conhecido arqueólogo israelita, Dov Ben Meir, que escavou durante anos as ruínas da velha Jerusalém, também rejeitou os argumentos utilizados por Cameron e Jacobovici e disse que eles “não passam de tolice”. O professor L. Michael White, da Universidade do Texas, também diz ter dúvidas sobre a veracidade da descoberta. Segundo ele, é uma forma de tentar vender documentários. “Uma série de testes rígidos deveriam ser conduzidos antes que um ossário ou uma inscrição possa ser apresentado como antiga. Não é arqueologicamente sensato. Isso é uma fanfarra”, conclui.

***

Veja posição Católica sobre esse assunto.

Declaração do presidente da Conferência Episcopal do Peru

Publicamos a declaração emitida  por Dom Héctor Miguel Cabrejos Vidarte, O.F.M., arcebispo metropolitano de Trujillo e presidente da Conferência Episcopal Peruana, sobre a suposta tumba de Jesus, com o título «Uma fantasia arqueológica».

1. Nos últimos dias o canal Discovery Channel,realizou um documentário apresentando como novidade o descobrimento, realizado há 27 anos (1980), de uma câmara mortuária em Talpiot – Jerusalém, a mesma que continha 10 urnas de pedra com restos ósseos e inscrições dos nomes dos possivelmente enterrados ali e que pertencem ao segundo Templo.

2. A novidade deste documentário está em que afirma que este lugar seria a tumba de Jesus de Nazaré e sua família, identificando as seis inscrições que contêm estas urnas com os nomes de Jesus de Nazaré, sua mãe Maria, Maria Madalena, e alguns parentes chamados Mateus, Josá e Judá, atrevendo-se a afirmar que este último seria «o filho de Jesus».

3. Mas o pretender que este lugar contenha os restos mortais da família de Jesus não é um fato novo. Isso tem sido desmentido por falta de sustentação inclusive científica, tal como expressa um dos mais destacados arqueólogos israelenses, Amos Kloner, membro da Universidade Bar-Ilan e arqueólogo oficial do Distrito de Jerusalém, que supervisionou as escavações deste descobrimento em 1980, descobertas pelo arqueólogo Yosef Gat. Kloner tem dito que isso é «somente uma farsa publicitária, um excelente material para um filme de televisão, mas totalmente sem sentido, algo absolutamente impossível». Esclarece, além disso, que «a afirmação de que a tumba (de Jesus) foi encontrada não está baseada em nenhuma prova e é só uma manobra para vender» e assinalou ademais que a nova produção da Discovery era meramente uma renovada tentativa de criar controvérsia no mundo cristão com o fim de obter maiores lucros.

4. Ao lado da inconsistência da prova arqueológica sobre esse tema, totalmente contestada por arqueólogos israelenses, aparece novamente, como no caso do Código Da Vinci, o desejo de negar a divindade de Jesus Cristo e o fato de sua ressurreição através de um argumento de ficção apresentado como científico; pelo que este documentário se converte em uma nova edição do infrutífero e permanente ataque aos fundamentos da fé católica e cristã ao longo da história.

5. Ante este documentário nós, católicos, devemos reafirmar nossa fé em Jesus Cristo , Único Salvador do Mundo, que morreu na cruz e ressuscitou por nossa Salvação, fato histórico que fundamenta nossa fé e a vida da Igreja, e também convido os homens de boa vontade a buscar sempre a verdade histórica, diferenciando-a das novas manifestações de ficção arqueológica ou científica a que nos estão acostumando alguns meios de comunicação.

6. São Paulo diz: «Se Cristo não ressuscitou, vossa fé é vã… mas não! Cristo ressuscitou dentre os mortos…» (1Cor. 15, 17.20).

7. Por outro lado, todos os estudos críticos sobre a primitiva comunidade cristã têm demonstrado que na verdade profunda das narrações da Ressurreição de Jesus Cristo se dá uma historicidade incontestável.

8. Devemos perguntar-nos Por que os meios de comunicação têm tanto interesse em pôr em sua mira Jesus?, evidentemente porque Jesus, no profundo da cultura do Ocidente e não somente do Ocidente, constitui um ponto de referência tão decisivo e importante que tudo o que o afeta nos afeta.

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* Saramago chama Igreja de “reacionária” e acusa Bento XVI de “cinismo”

quinta-feira, outubro 15th, 2009

O escritor português e Nobel de Literatura (1998) José Saramago chamou o papa Bento XVI de “cínico” e disse que a “insolência reacionária” da Igreja precisa ser combatida com a “insolência da inteligência viva”.

“Que Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar seu neomedievalismo universal, um Deus que ele jamais viu, com o qual nunca se sentou para tomar um café, mostra apenas o absoluto cinismo intelectual” desta pessoa, disse Saramago em um colóquio com o filósofo italiano Paolo Flores D’Arcais, que hoje lança “Il Fatto Quotidiano”.

Saramago, por sua vez, encontra-se na capital italiana para divulgar o livro “O Caderno” e se reunir com amigos italianos, como a vencedora do Nobel de Medicina Rita Levi Montalcini (1986).

No colóquio com Flores D’Arcais, Saramago afirmou que sempre foi um ateu “tranquilo”, mas que agora está mudando de ideia.

“As insolências reacionárias da Igreja Católica precisam ser combatidas com a insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias por supostos representantes de Deus na Terra, os quais, na verdade, só tem interesse no poder”, afirmou.

Segundo Saramago, a Igreja não se importa com o destino das almas e sempre buscou o controle de seus corpos.

Perguntado se o pouco compromisso dos escritores e intelectuais poderia ser uma das causas da crise da democracia, o escritor disse que sim. Porém, disse que este não seria o único motivo, já que toda a sociedade encontra-se nesta condição, o que provoca uma crise de autoridade, da família, dos costumes, uma crise moral em geral.

Saramago destacou que o fascismo está crescendo na Europa e mostrou-se convencido de que, nos próximos anos, ele “atacará com força”. Por isso, ressaltou, “temos que nos preparar para enfrentar o ódio e a sede de vingança que os fascistas estão alimentando”.

A visita de Saramago a Roma acontece a um dia do lançamento do seu mais novo livro “Caim”, no qual volta a tratar da religião.

Fonte : Yahoo

***

As pessoas inteligentes defendem posições a partir de idéias.

Quando este ” senhor ” parte para o ataque direto à pessoa do Papa,chamando-o de cínico e pretensiosamente afirmando que o papa ” nunca viu a Deus “, demonstra apenas que ele não entendeu nada e o tamanho exato de sua pretensão.

Afinal,quem ele pensa que é?

Suas acusações a Igreja trazem o ranço dos materialistas ateus que acham que a verdade para ser verdade precisa da aprovação e concordância (de forma “democrática”, como se a verdade fosse fruto do consenso) e que é incompatível a vivência da fé com vida inteligente,algo esperado de alguém como ele, partidario da ideologia comunista em seu país e ícone no mundo dos ” filhos do nada ”

Sua falta de elegância e respeito ao se referir ao Papa e a Igreja, de forma tão  agressiva, revela também que o fato de ter recebido o Nobel de literatura, não foi capaz de torná-lo mais educado e respeitoso.

Talvez até escreva bem, mas seu trato humano e público, sua ética verbal, é um desastre!

Não significa retirar dele o direito de expressar suas posições,mas também não negar a decepção e surpresa pela falta de tato de um homem público e a visibilidade NELE da posição reacionária que ele acusa a Igreja.

Se vê que ele projeta no Papa e na Igreja aquilo que ele traz dentro de sí: Respeito e tolerância não fazem parte MESMO do “DNA” do Ateísmo.

Quem tem boca fala o que quer! Nem todos, porém,usam a boca de forma construtiva e inteligente.

Quando as idéias não são capazes de convencer – a não ser um punhado de seguidores – sobra então a agonia do desespero dos ” filhos do nada “,que partem para a agressão.

Sua afirmação “As insolências reacionárias da Igreja Católica precisam ser combatidas com a insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável.” Só não funciona para ele mesmo, pois sua afirmação tempestuosa NEGA para sí mesmo o bom senso e principalmente sua “palavra responsável “.

No fim sobrará o escritor,senhor Saramago,só o escritor.

Quanto a sua pessoa..bem,Deus o abençõe e lhe dê “bom senso” e ” responsabilidade nas palavras “.

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Testemunhas do massacre de cristãos no Paquistão

segunda-feira, setembro 7th, 2009

Dois sacerdotes dominicanos compartilham o drama da perseguição

Por Mercedes De La Torre

Representantes dos cristãos do Paquistão vieram a Roma para converter-se em porta-vozes dos seus sofrimentos e medos, provocados pelos últimos massacres. Os sacerdotes dominicanos Pascal Paulus e Iftikhar Moon, que trabalham na diocese de Faisalabad, foram testemunhas oculares da morte de 8 cristãos e do incêndio de 70 casas na cidade de Gojra no último dia 1º de agosto.

O medo na comunidade católica se tornou ainda mais intenso quando, no dia 28 de agosto, morreram a tiros no centro da cidade de Quetta (Beluquistão) outros cinco cristãos.

Os dois sacerdotes compartilharam seu testemunho  nesta quinta-feira, no Centro Rússia Ecumênica, próximo do Vaticano, onde apresentaram um apelo à opinião pública internacional. Ambos os religiosos trabalham na paróquia do Santo Rosário de Faisalabad, que foi queimada.

O Pe. Pascal Paulus explica que, apesar do medo e das ameaças, eles voltam agora ao Paquistão com entusiasmo, “porque estamos anunciando Cristo: nossa missão é dar a conhecer Cristo, o amor de Cristo, e promover o amor pelos nossos irmãos, os homens”.

O sacerdote explica assim o ambiente em que exerce seu ministério: “O Paquistão é uma república islâmica, onde tudo se faz com uma concepção muçulmana e as pessoas querem ter uma lei islâmica, a sharia, ainda que o governo esteja tentando levar a democracia”.

Neste ambiente, o sacerdote considera que o maior problema que os cristãos têm se deve às leis instituídas em 1991 contra a blasfêmia. Segundo tais leis, qualquer insulto ao Alcorão constitui uma ofensa que deve ser castigada com a prisão, enquanto está prevista a pena de morte para aqueles que insultam o profeta Maomé.

Segundo explica o sacerdote, alguns muçulmanos usam como desculpa supostos insultos ao profeta ou profanações ao Alcorão, baseando-se em seus próprios testemunhos, para apoderar-se das propriedades dos cristãos.

O Pe. Paulus reconhece que, nestas circunstâncias, são conscientes de que “poderíamos morrer com as pessoas”, como quase lhe aconteceu há algumas semanas.

“No dia 30 de julho, a violência começou com uma multidão de fanáticos muçulmanos furiosos e armados, que atacaram a colônia cristã de Koriaan, junto à pequena cidade de Gojra, e destruíram as casas, depois de saqueá-las.”

“Dois dias depois, em 1º de agosto, 8 cristãos foram queimados vivos. A multidão atacou um grupo de cristãos, no qual se encontravam 3 crianças, 3 mulheres e 2 homens. Saquearam e queimaram 70 casas cristãs, enquanto profanavam duas igrejas em Gojra.”

“A multidão furiosa saqueou as casas, destruiu Bíblias e outros livros sagrados, destruiu as cruzes, devastou e queimou tudo. Os cristãos cujas casas foram queimadas ficaram sem nada”, testemunha o presbítero.

“É preciso sublinhar que a polícia de Gojra e outras forças não agiram para prevenir estes fatos e não prestaram atenção ao anúncio contra os cristãos que foi pronunciado nas mesquitas – acrescenta. A polícia interveio quando já havia acabado tudo e era tarde demais.”

“É também muito triste que o governo tenha se ocupado de um evento tão grave somente 72 horas depois, quando os cristãos organizaram um protesto na via do trem.”

Mais tarde, explicam, tanto o presidente do Paquistão como o primeiro-ministro e as autoridades de Punjab condenaram os ataques. “O governo anunciou que se dará uma indenização para reconstruir as casas destes pobres cristãos.”

Quando se sentiam abandonados, explica o Pe. Iftikhar Moon a Zenit, a mensagem de proximidade enviada pelo Papa ao receber estas notícias os consolou profundamente.  “Esta mensagem nos deu alento e esperança – reconhece o Pe. Moon –, pois vimos que a cabeça da Igreja está conosco, está falando por nós.”

Os sacerdotes pedem a solidariedade dos cristãos no mundo, para que façam pressão contra as leis que discriminam as minorias, em particular a lei sobre a blasfêmia.

“Suplicamos às organizações mundiais dos direitos humanos que registrem os fatos e intervenham diante do nosso governo a favor da proteção dos cristãos e das demais minorias.”

E os dois dominicanos confessam: “Nós, os cristãos do Paquistão, não nos sentimos seguros em nosso país”.

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Rezemos por Honduras.

domingo, junho 28th, 2009

Não estava ciente do que estava acontecendo em Honduras. A Corte Suprema do país pediu ontem “a volta do General Romeo Vásquez  ao cargo de chefe do Estado-Maior das Forças Armadas”, segundo esta notícia publicada ontem à noite.

O presidente do país, Manuel Zelaya, quer convocar uma Constituinte e tencionava fazer uma consulta popular sobre o assunto. “A Justiça e as autoridades eleitorais disseram que a pesquisa é ilegal” e, por isso, o general Vásquez recusou-se a dar apoio ao referendo, razão pela qual foi destituído pelo presidente.

Recebi também ontem à noite um email sobre o país, com um pedido de orações que tomo a liberdade de publicar aqui:

Amigos,

Como já sabem, sou de Honduras, na America Central. Peco oracoes pela situacao em meu pais. Aqui o presidente atual está virando ao socialismo, e agora quer implantar pela forca uma nova constituicao de fundamento socialista. Para isso ganou-se o apoio do povo, dos camponeses, em contra dos outros membros do governo. Está promovendo uma consulta para emitir a nova constituicao apoiada pelo povo quase em totalidade (pobres) mais rejeitada pelo Tribunal Supremo como ilegal. Agora quer fazela pela forca, causando um conflicto com o Congreso e com o exército.

Hoje se diz por aí que pode haver um golpe de Estado nas próximas horas, todas as empresas e escolas estao já cerradas, a capital está deserta porque todos iram já para suas casas pelo temor do que poda acontecer.

De ficar no poder, o presidente instaurará um governo do estilo chavista. Como  os Bispos pronunciaram- se contra o presidente, é de crer que a situacao da relacao da Igreja com o Estado tornará-se muito dificil.

Peco que rezem por este pobre pais, pela Cristandade (ou o que resta dela) neste pais.

Fonte: Jorge Ferraz

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Brasil apoia ditaduras e ditadores?

quinta-feira, junho 25th, 2009

“O Brasil está sob fogo, de modo crescente, por seu vergonhoso apoio a ditaduras ao redor do mundo”, avaliou o colunista Andrés Oppenheimer, do Miami Herald.

O artigo do renomeado articulista merece a maior atenção. Eis alguns tópicos principais do artigo “O Brasil merece críticas por sua horrível política externa”:

“É difícil existir um ditador – ou um governo repressor – de que o Brasil não goste, afirmam os grupos de defesa dos direitos humanos.

“Na semana passada, quando o Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva se dirigiu ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, foi saudado com um coro de reclamações sobre sua política externa pela Anistia Internacional, pela Human Rights Watch e outros dos principais grupos de defesa dos direitos humanos.

“O apoio do Brasil a governos autoritários está minando o desempenho do Conselho de Direitos Humanos,” declarou a 15 de junho Julie de Rivero, diretora de advocacia do Human Rights Watch.

“O presidente Lula está levando sua política de não se envolver em contendas com outros países muito longe, dizem os críticos.

“No ano passado, depois que o Presidente venezuelano Hugo Chávez fechou a maior estação de televisão independente de seu país, a RCTV, Lula declarou à revista alemã Der Spiegel que “Chávez é sem dúvida o melhor presidente da Venezuela nos últimos 100 anos.”

“De modo semelhante, após se encontrar com o semi-aposentado ditador Fidel Castro durante uma visita a Cuba em janeiro de 2008, Lula afirmou esperar que Castro logo retornasse para assumir seu “papel histórico,” e louvou sua “incrível lucidez”.

Registro de votações

“Mais recentemente, os votos do Brasil no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas têm se alinhado mais freqüentemente com países totalitários do que com as democracias de centro-esquerda da América Latina, como Argentina, Uruguai e o Chile. Alguns exemplos recentes:

■ Em maio, o Brasil se absteve em uma votação de resolução patrocinada por Cuba que visava fazer com que o Conselho parasse de monitorar as violações de direitos humanos no Sri Lanka, onde o mais alto comissário de direitos humanos das Nações Unidas, denunciou a generalização de crimes de guerra. Em comparação, Argentina, Chile, México e a Comunidade Européia votaram pela manutenção do inquérito.

■ Em março, o Brasil se absteve em uma votação similar sobre as Nações Unidas continuarem ou não a monitorar os direitos humanos na Coréia do Norte, onde os supervisores da ONU estavam examinando relatórios sobre execuções e campos de concentração. Em comparação, países europeus, Argentina, Chile e Uruguai votaram a favor do prosseguimento da missão.

■ Também em março, o Brasil se absteve em uma votação proposta pela União Européia para barrar uma proposta africana destinada a debilitar a obtenção de provas pelas Nações Unidas de abusos cometidos na República do Congo. Em comparação, Argentina, Chile, Uruguai e até a esquerdista linha-dura Nicarágua votaram a favor de continuar as sindicâncias.

■ Em fevereiro, durante a revisão da situação de direitos humanos em Cuba, promovida pelo conselho, o Brasil afirmou “dar as boas-vindas”‘ à “posição construtiva” de Cuba no sistema dos direitos humanos das Nações Unidas e não mencionou os prisioneiros políticos do país, ou a ausência de liberdade de imprensa e de outros direitos fundamentais.

“O Brasil considera os direitos humanos como um obstáculo para as suas metas estratégicas”, disse-me em uma entrevista telefônica José Miguel Vivanco, Diretor para as Américas do Human Rights Watch.

“O Brasil devia ser fiel a seus compromissos assumidos em tratados internacionais para defender universalmente os direitos humanos e os princípios democráticos, e parar de aplaudir ditadores. Se Lula continuar a fazer vista grossa para abusos de direitos humanos ao redor do mundo, estará abrindo um precedente para que futuros governos suprimam direitos humanos em seu próprio país”.

***

Informação importante para nós cristãos e cidadãos.Embora o assunto possa parecer descontextualizado com a vivência da fé Católica,apenas parece.

Como cristãos católicos temos experimentado no dia a dia as decisões tomadas pelo Estado em suas varias esferas,Federal,Estadual e Municipal.

Aqui mesmo em Fortaleza houve uma “celeuma” enorme há algum tempo atrás.

À epoca, Luizianne Lins, prefeita, vetou um projeto de lei que previa a manutenção de um exemplar da Bíblia nas bibliotecas das escolas municipais de Fortaleza.

Houve uma enxurrada de criticas.Embora pareça algo simples,na verdade revela algo de importante sobre o respeito à fé e cultura religiosa de 95% do povo de nossa cidade que respeita a Biblia como palavra de Deus e percebe sua importância na formação de toda educação que se proponha a ser integral e séria. Isso não significa impor essa crença aos que não creem assim,mas tornar acessível para a grande maioria que crê assim.

O Estado está a serviço da maioria,é assim que funciona em um sistema democrático.Servir a maioria,claro,de maneira preferencial mas não exclusiva nem excludente o que caracterizaria o preconceito e o desrespeito aos outros cidadãos  de nossa cidade.

Ou seja, consciência e cidadania na escolha do governo que queremos para governar nosso pais e estado.

A politica externa do nosso pais também nos interessa.A posição do Brasil nos organismos internacionais e a defesa de algumas posições,também nos interessa.

E muito!

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