Posts Tagged ‘Perseguição à Igreja’

* A suposta “riqueza” do Vaticano e sua avaliação à luz da História e da missão universal da Igreja.

sexta-feira, maio 10th, 2013

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)

A respeito da «riqueza do Vaticano» propagam-se ditos notoriamente exagerados. Procuremos perceber qual o seu fundamento e qual a razão de ser do poder temporal do Papa, representante de Jesus Cristo sobre a terra.

Quem considera a história, verifica que a soberania territorial dos Papas não se deve a uma pretensa ambição dos Pontífices, nem é o resultado de plano premeditado, mas constitui a afirmação espontânea da fé do povo cristão.

1. A origem da ascendência temporal dos Papas se acha nos primórdios da história da Igreja.

Em 330 o Imperador Constantino transferiu a capital do Império Romano para Bizâncio no Oriente, o que representa um verdadeiro desvio no curso da história: Roma no Ocidente ficou entregue à “administração de um conselho municipal, que tinha o nome de Senado, e de funcionários encarregados de julgar as causas judiciárias e cobrar os impostos. Bizâncio mais e mais se esquecia de Roma, descuidando-se do seu reabastecimento e da conservação de seus monumentos; as incursões dos bárbaros na península itálica tornavam as condições de vida da população cada vez mais precárias e dolorosas. Eis, porém, que, em meio à anarquia, uma figura ia ganhando espontânea veneração: a do bispo de Roma, considerado pela população cristã como o pai comum, no qual todos depositavam confiança. Correspondendo a este afeto filial, os Pontífices Romanos foram-se tornando os tutores do bem público não somente no plano espiritual, mas também no temporal e social: em 452, por exemplo, o Papa São Leão Magno dirigiu-se ao encontro de Átila e do exército huno, que se aprestavam para devastar Roma e a Itália meridional, conseguindo detê-los em Mântua.

Nos séc. VI-VII acontecia não raro que príncipes e nobres, ao entrar no mosteiro ou ao morrer, doavam seus bens ao Papa, em testemunho de piedade filial; foi-se assim formando o chamado «Patrimônio de São Pedro» na península itálica e nas ilhas adjacentes. Esses latifúndios, de extensão cada vez maior, permitiam ao Pontífice Romano uma posição de certa independência frente ao Imperador bizantino e colocavam sob a sua jurisdição, religiosa e civil, grande número de cidadãos, que trabalhavam nos territórios papais ou destes se beneficiavam. Enquanto o Papa se tornava cada vez mais o amparo das populações infelizes do Ocidente, os Imperadores bizantinos e seus exarcas (representantes estabelecidos em Ravena) se mostravam impotentes ou indiferentes diante das calamidades que as afetavam

No séc. VIII os acontecimentos se precipitaram.

O Papado se viu premido entre duas potências hostis: no Oriente, os bizantinos favoreciam as heresias (a respeito de Cristo e do culto das imagens), os Imperadores subtraiam terras à jurisdição eclesiástica dos Papas; no norte da Itália, os lombardos, pagãos ou arianos (heréticos), ameaçavam constantemente saquear Roma e os territórios meridionais, constituindo um perigo não somente civil, mas também religioso. Nessas circunstâncias, os Pontífices Romanos se lembraram de recorrer ao auxílio de um dos novos povos do cenário europeu: os francos, que, desde o batismo de seu rei Clóvis em 496, constituíam uma nação cristã de crescente valor cultural; em 732, seu mordomo, Carlos Martelo, tinha conjurado o perigo muçulmano, vencendo os árabes em Poitiers. Os francos conservavam fidelidade à reta fé e possuíam energias novas, enquanto Bizâncio já significava um mundo velho, vítima tanto das sutilezas de seu gênio («bizantinismo» na arte, na filosofia, na teologia…) como dos exércitos estrangeiros (principalmente dos persas); o verdadeiro esteio da cristandade já não estava no Oriente (onde as sutis discussões teológicas debilitavam a fé), mas no.Ocidente, em particular no reino dos francos, onde a fé era empreendedora. Porque então não apelariam os Papas para estes filhos da Santa Igreja, a fim de impor uma ordem de coisas cristã aos povos cristãos?

Foi o que Estêvão II resolveu fazer, dirigindo ao mordomo franco um pedido de auxílio diante das ameaças dos lombardos. Pepino o Breve atendeu-o em 756, movido por amor à fé e aos interesses da Igreja: em duas expedições venceu os lombardos e confirmou o Papa na posse do Patrimônio de São Pedro. Estava assim fundado, por magnificência da piedade cristã (dos nobres da Itália e dos francos), o Estado Pontifício independente de Bizâncio. Em compensação, Pepino foi sagrado rei dos francos pelo Papa Estêvão II, e seu filho Carlos Magno recebeu do Pontífice Leão III, em 800, a coroa de Imperador do Império Romano, restaurado no Ocidente com o título de Império sacro ou cristão.

Esses fatos têm sido calorosamente comentados pelos historiadores. Pergunta-se se não houve nisso tudo usurpação de direitos, jogo de interesses políticos dos Papas e dos francos.

Após uma reflexão serena, responder-se-á que não. Os acontecimentos mencionados não foram senão a «oficialização» de uma situação que de fato já existia: o Papa já exercia as funções de soberano do Patrimônio de São Pedro, sem possuir o título respectivo; os mordomos francos, do seu lado, já governavam o reino (sob a dinastia dos reis merovíngios ditos «fainéants», indolentes), embora não trouxessem as insígnias de monarcas; Pepino o Breve e Estêvão II, Carlos Magno e Leão III só fizeram tornar a situação definida e patente aos olhos do mundo. A restauração do Império Romano no Ocidente não pode ser tida como violência cometida contra Bizâncio, nem foi um gesto surpreendente e brusco, mas o remate orgânico de um processo histórico iniciado em 330 e lentamente amadurecido no decorrer de mais de quatrocentos anos (até 756, ou melhor, até 800).

2. O Estado Pontifício, fundado em 756, perdurou ininterruptamente até 1870, quando cedeu ao movimento de unificação da península itálica. Registraram-se, no decorrer desses muitos séculos, obras grandiosas, que a soberania temporal dos Papas possibilitou; mas verificaram-se outrossim certos abusos, gestos de prepotência política e de luxo mundano, principalmente no período da Renascença. A Santa Igreja, guiada pelo Espírito Santo, é a primeira a reconhecer e condenar tais desvios; ela não se identifica irrestritamente com nenhum de seus membros, mas, na qualidade de Esposa de Cristo, transcende a todos, até mesmo aos mais altamente colocados (pois cada um traz até certo ponto o lastro do pecado); também não se surpreende ao verificar os abusos de seus filhos; estão bem na linha da parábola evangélica do joio e do trigo…

Em 1870, tendo caído o poder temporal dos Papas, foram amplamente debatidas as vantagens e os inconvenientes da conservação do Estado Pontifício (tratava-se da «Questão Romana»). Apesar de toda a pressão adversária, Pio IX, Leão XIII, São Pio X, Bento XV e Pio XI julgaram não poder abrir mão dos seus antigos direitos; conscientemente, pois, tomaram essa posição. E qual o motivo que levava os Pontífices a proceder desse modo?

Pio XI o explicou com a máxima clareza por ocasião do tratado do Latrão ou da restauração do Estado Pontifício, aos 11 de fevereiro de 1929:

«Podemos dizer que não há uma linha, uma expressão do tratado (do Latrão) que não tenham sido, ao menos durante uns trinta meses, objeto particular de nossos estudos, de nossas meditações e, mais ainda, de nossas orações, orações que pedimos outrossim a grande número de almas santas e mais amadas por Deus.

Quanto a Nós, sabíamos de antemão que não conseguiríamos contentar a todos, coisa que geralmente nem o próprio Deus consegue…

… Alguns talvez achem exíguo demais o território temporal. Podemos responder, sem entrar em pormenores e precisões pouco oportunas, que é realmente pouco, muito pouco; foi deliberadamente que pedimos o menos possível nessa matéria, depois de ter refletido, meditado e orado bastante. E isso, por vários motivos, que nos parecem válidos e sérios.

Antes do mais, quisemos mostrar que somos sempre o Pai que trata com seus filhos; em outros termos: quisemos manifestar nossa intenção de não tornar as coisas mais complicadas e, sim, mais simples e mais fáceis.

Além disto, queríamos acalmar e dissipar toda espécie de inquietação; queríamos tornar totalmente injusta, absolutamente infundada, qualquer recriminação levantada ou a ser levantada em nome de… iríamos dizer: uma superstição de integridade territorial do país (Itália).

Em terceiro lugar, quisemos demonstrar de modo peremptório que espécie nenhuma de ambição terrestre inspira o- Vigário de Jesus Cristo, mas unicamente a consciência de que não é possível não pedir, pois uma certa, soberania territorial é a condição universalmente reconhecida como Indispensável a todo autêntico poder de jurisdição.

Por conseguinte, um mínimo de território que baste para o exercício da jurisdição, o território sem o qual esta não poderia subsistir… Parece-nos, em suma, ver as coisas tais como elas se realizavam na pessoa de São Francisco: este tinha apenas o corpo estritamente necessário para poder deter a alma unida a si. O mesmo se deu com outros santos: seu corpo estava reduzido ao estrito necessário para servir à alma, para continuar a vida humana e, com a vida, sua atividade benfazeja. Tornar-se-á claro a todos, esperamo-lo, que o Sumo Pontífice não possui como território material senão o que lhe é indispensável para o exercício de um poder espiritual confiado a homens em proveito de homens. Não hesitamos em dizer que Nos comprazemos neste estado de coisas; comprazemo-Nos por ver o domínio material reduzido a limites tão restritos que… os homens o devem considerar como que espiritualizado pela missão espiritual imensa, sublime e realmente divina que ele é destinado a sustentar e favorecer» (trecho da alocução publicada pelo «Osservatore Romano» de 13 de fevereiro de 1929).

3. As palavras acima definem bem a mente da Igreja a respeito do poder temporal, de que não quis abrir mão durante os sessenta anos em que dele esteve despejada. Em última análise, vê-se que o Papa considera a sua soberania territorial como o corpo imprescindível ao exercício das atividades de uma alma ou como condição indispensável para o cumprimento de sua missão religiosa; assim como a alma neste mundo não age normalmente sem corpo, assim a tarefa espiritual da Igreja seria impedida, caso lhe faltasse tal suporte temporal.

A comparação ilustra fielmente a verdade. Tenha-se em vista que a Igreja, por definição, exerce autoridade não apenas sobre os corpos e o comportamento exterior dos homens, mas também sobre o setor mais íntimo e importante dos indivíduos: sobre as almas; e exerce-a independentemente de fronteiras nacionais, abrangendo centenas de milhões de fiéis do mundo inteiro: onde quer que esteja comprometido o espírito do homem, mesmo nos planos aparentemente mais indiferentes à religião, como o esporte, o cinema, a medicina, o comércio, a Igreja tem que estar aí presente, a fim de orientar a conduta das almas que assim entram em contato com o mundo material.

Tal autoridade é realmente colossal. Em consequência, os filhos da Igreja e os homens que compreendem o que essa autoridade significa, não podem deixar de desejar que tanto poder não sofra influência de alguma força estranha, não se torne joguete nas mãos de soberanos políticos, mais ou menos arbitrários. Por isto, cedo ou tarde havia de aflorar à consciência dos cristãos a ideia de que o governo e o Chefe Supremo da Igreja devem ser independentes de qualquer soberano político nacional, devem enfim ser tão livres quanto qualquer governo deste mundo. Em caso contrário, estaria frustrada a sua missão.

Esta última conclusão, a história se encarregou de a comprovar. Com efeito, não faltaram no decurso dos séculos tentativas das autoridades civis que visavam submeter o soberano Pontífice à jurisdição do monarca de tal ou tal país (que ótimo jogo não seria utilizar a autoridade moral dos Papas em favor de interesses nacionais!). Quando o conseguiram, a tarefa religiosa da Igreja se viu enormemente prejudicada. Foi o que se deu, por exemplo, durante o chamado «Exílio de Avinhão»: de 1309 e 1376, os monarcas franceses obtiveram que os Papas residissem em Avinhão (França), onde, carecendo de soberania temporal, ficaram sujeitos à influência do governo civil. Nesse período, os Pontífices foram perdendo parte da sua autoridade perante a opinião pública internacional; os cristãos de fé (o rei Carlos IV da Alemanha, o poeta Petrarca, Sta. Brígida, nobre viúva sueca, Sta. Catarina de Sena) se alarmavam, percebendo que, se a situação se prolongasse por muito tempo, o Papado deixaria de ter o prestígio sobrenatural e católico (universal) que deve ter. Basta recordar que o Pontífice João XXII (1316-1334) entrou em conflito com o rei Luís IV da Baviera, animado de pretensões cesaropapistas; excomungado pelo Papa, o monarca respondeu que João XXII servia aos interesses dos Valois de França; por isto não hesitou em criar um antipapa (Nicolau V), alegando que a França tinha «seu» Papa.

Tais ideias e fatos evidenciam quão necessária à missão religiosa da Igreja é a soberania política (por muito limitada que seja) de que os Pontífices têm tradicionalmente usufruído e que ainda recentemente reivindicaram (diga-se mesmo sem temor de exagero: o interesse comum dos fiéis jamais permitiria abrissem mão de tal direito).

4. Mas que dizer do cerimonial de que o Papa se cerca?

Note-se logo que o fato de ser o Pontífice soberano de um pequeno território acarreta certo aparato em torno de sua pessoa. Tal cerimonial, porém, é concebido como homenagem deferida não à pessoa do Pontífice como tal, mas à autoridade que a pessoa representa. Aos olhos da fé, não há dúvida, o Chefe visível da Igreja significa algo de muito grande (é o Vigário de Jesus Cristo); quem o compreende, não pode deixar de querer exprimir essa consciência por gestos de apreço. Muitas das demonstrações de reverência em uso na corte pontifícia devem ter surgido do espontâneo afeto dos cristãos; os católicos as entendem como profissão de fé no Cristo e na Igreja. Por este motivo mesmo, pode-se dizer que os Papas, nem a título de humildade, têm o direito de se lhes furtar de todo. O próprio Jesus, que habitualmente não tinha onde repousar a cabeça (cf. Lc 9,58), não recusou as homenagens dos que O aclamavam quando entrou em Jerusalém, poucos dias antes de morrer: permitiu que tecessem de vestes e ramos a via pela qual passava, montado em um jumentinho; permitiu que, com cantos nos lábios, os hebreus O aclamassem Rei e Filho de Davi, professando seu entusiasmo pelo Messias (cf. Mt 21,1-11).

O cerimonial de que foi alvo Jesus, como o cerimonial pontifício, não impede simplicidade interior e desapego de espírito. Se houve Papas que deram importância pessoal e excessiva a esse aparato, constituem casos contingentes, que não derrogam à legitimidade do princípio geral.

5. Quanto às propaladas «riquezas» do Vaticano, é preciso dizer que os rumores a seu respeito ultrapassam de muito a realidade.

A Cidade do Vaticano é, do ponto de vista territorial, a mínima do mundo. Quando após 1870 se discutia a «Questão Romana», diziam muitos que, em caso de restauração da soberania temporal, um Estado do tamanho da República de São Marinho (60,57 km2) seria suficiente para os Pontífices; ora o Estado Pontifício ressurgiu com 0,44 km- apenas — o que no século passado parecia incrível! Esso Estado constitui a simples carcaça de uma alma e tem por exclusiva função possibilitar o exercício das atividades da respectiva alma ou da Igreja.

As obras de arte que se encontram no Vaticano são, em grande parte, a expressão da fé de pintores e arquitetos cristãos, que quiseram glorificar a Deus mediante o seu talento. Os Papas — alguns com prodigalidade talvez excessiva — os incentivaram, porque a Igreja só pode favorecer as artes que contribuam para a exaltação do Criador

Os objetos contidos nos Museus do Vaticano foram, em grande parte, doados aos Pontífices por cristãos sinceros (reis, cruzados, viajantes, exploradores, etc.), em testemunho de fé. Pertencem ao patrimônio do gênero humano; os Papas não veem motivo para não os conservar para o bem da cultura universal.

Não há razão, pois, para que o mundo se detenha cobiçosamente sobre as apregoadas riquezas materiais do Vaticano. Volte, antes, a sua atenção para os imensos tesouros espirituais que daquele recanto territorial emanam para o gênero humano. Queiram-no ou não os homens, é ainda do Vaticano que se faz ouvir a palavra da Verdade e da Vida em meios às teorias mórbidas e à confusão ideológica de nossos tempos.

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* Tanzânia: explosão em igreja Católica deixa feridos e um morto. Veja!

terça-feira, maio 7th, 2013

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* Cardeal de Chicago: “Espero morrer em meu leito; meu sucessor morrerá na prisão, e o sucessor dele morrerá mártir na praça pública”.

quarta-feira, janeiro 16th, 2013

O cardeal Francis George, arcebispo de Chicago (EUA), enregelou seus leitores pela franqueza inusual com que se referiu à presente situação religiosa.

Atingido por um câncer e na idade de renunciar à arquidiocese, em artigo para Catholic Culture de 24 de outubro ele escreveu.“Espero morrer em meu leito; meu sucessor morrerá na prisão, e o sucessor dele morrerá mártir na praça pública”.

O cardeal aludia à onda de cristofobia que cresceu nos EUA nos últimos anos.

O laicidade – sob cuja bandeira se atenta contra os direitos de Cristo e de sua Igreja – é, segundo o cardeal, um “problema bem mais importante” que qualquer uma das questões levantadas durante a campanha presidencial americana.

O mundo laicista está “do lado errado da única história que afinal de contas tem importância” – acrescentou.

O cardeal George sublinhou que os sentimentos anti-religiosos que se manifestaram com tanta agressividade durante a campanha presidencial introduzem no horizonte a perspectiva do martírio.

E acrescentou que, como em ocasiões análogas anteriores, em longo prazo a Igreja sairá vitoriosa, assumirá a tarefa de “reerguer a partir dos escombros uma sociedade arruinada, e ajudará lentamente a reconstruir a civilização, como Ela já o fez tão frequentemente na história da humanidade”.

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* Igrejas católicas incendiadas na Áustria e na França, no Natal.

sexta-feira, janeiro 4th, 2013

ACI

Nos dias próximos ao Natal de 2012 templos católicos foram queimados na Áustria e na França. Os incidentes poderiam ter sido originados por ódio à fé.

Na cidade de Amstetten (Áustria) três igrejas foram queimadas no último 23 de dezembro, enquanto que a representação do presépio do Menino Jesus foi queimada em uma igreja da localidade de Barby, na região da Saboia (França), no dia 18 de dezembro.

Um jovem, que as autoridades consideram o principal suspeito do incêndio das igrejas na Áustria, não soube explicar os motivos às autoridades ao ser interrogado, e parecia confuso.

Não se descarta que esta tenha sido uma agressão anticristã, já que só as igrejas foram atacadas.

No caso da França, o presépio ao interior da igreja foi queimado entre as 7 e 8 da noite do dia 18 de dezembro, sem nenhum vestígio de que se tratou de um acidente.

O sacristão do templo indicou aos meios de comunicação que não é a primeira vez que se apresenta um ataque contra a igreja.

Com efeito, em anos anteriores, a porta da igreja foi danificada, um dos vidros do salão de reuniões da paróquia foi quebrado, diversos livros foram queimados, entre outros danos.

Nos dias seguintes os pais e crianças da paróquia armaram um novo presépio para substituir o que fora queimado.

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* Diocese perdoa fotógrafo que tirou fotos não autorizadas dentro da Igreja.

sábado, novembro 10th, 2012

A Diocese de Catanduva, através do Bispo Dom Otacílio Luziano da Silva, afirmou durante coletiva realizada na Cúria, que perdoa o ato do fotógrafo Márcio Costa, que tirou fotos de um modelo seminu na igreja e no cemitério, se houver retratação pública.

Durante a coletiva estavam presentes o bispo, o assessor jurídico Flavio Tomé, o assessor de Comunicação da Diocese José Luiz Cassimiro e o pároco Sylvio Fernando Ferreira, responsável pela Igreja da Matriz de São Domingos, local das fotos.

De acordo com Dom Otacílio, após saber dos fatos, aconteceu uma reunião entre os padres e o assessor jurídico, onde o ato do fotógrafo Márcio Costa foi visto como total desrespeito pela fé da população católica.

Para o bispo o ato foi julgado pelo povo, que reprovou a afronta pelo desrespeito à fé, à cultura e à própria igreja.

“A igreja não pode ficar impassível porque foi uma afronta a todos que respeitam a igreja católica, é um ataque à cultura do nosso país. Nós não temos nenhum desejo de condenar a pessoa, ao contrário, nós temos o desejo que a pessoa reconheça o seu erro e se retrate com a sociedade e com a igreja, através da imprensa ou de uma nota por escrito. A igreja não existe para condenar, mas sim para ajudar as pessoas a reconhecerem o seu erro. Sem dúvida, foi uma atitude infantil desse rapaz”, explicou o bispo.

Ainda durante seus comentários, Dom Otacílio esclareceu que uma nota pública será lida em todas as igrejas de Catanduva e paróquias que pertencem à Diocese, no total 17 municípios e 33 paróquias.

“A primeira atitude da Diocese é levar uma nota pública para ser lida em todas as igrejas, demonstrando nosso total protesto contra as ousadas fotografias tiradas no interior da paróquia São Domingos”, disse Dom Otacílio.

A Diocese de Catanduva espera que o fotógrafo não utilize as fotos e espera que também não sejam apresentadas em nenhuma exposição.

“Se o fotógrafo continuar usando as fotografias, mesmo que seja em alguma exposição, aí sim o jurídico tomará as providências cabíveis. Queremos que essa afronta com a igreja católica pare por aqui. O ato é perdoado, principalmente quando a pessoa reconhece o seu erro. Espero que o fotógrafo tenha o bom senso e se retrate com a sociedade”, comentou o Bispo.

Autorização

A Diocese de Catanduva informou que em nenhum momento autorizou o fotógrafo a utilizar do espaço da Igreja da Matriz de São Domingos para fazer as fotos e não tem conhecimento se alguém ligado à igreja autorizou.

“Em nenhum momento a igreja autorizou as fotos, se houve alguém da igreja que autorizou, tomaremos as providências. Se isso aconteceu peço que o fotógrafo indique a pessoa”, disse Dom Otacílio.

Ao ser questionado sobre as fotos feitas no Cemitério Nossa Senhora de Fátima, o bispo afirmou que o local é um espaço público e quem pode responder por ele é a Prefeitura e não a igreja.

Visão Jurídica

O assessor Jurídico da Diocese de Catanduva, Flávio Tomé, afirmou que há dois dias foi informado sobre as fotos que estavam na internet e que as mesmas haviam sido feitas no interior da igreja.

Segundo Tomé, na visão jurídica as pessoas que participaram dos registros das fotografias cometeram o crime de ultraje público ao pudor, que consiste em demonstrar a nudez e realizar ato obsceno em local público.

“Além de cometer esse crime o fotógrafo e o modelo cometeram o crime contra os sentimentos religiosos. A igreja é protegida, as imagens, o templo, não podem ser objeto de brincadeira ou manifestação artística de mau gosto”, explicou o advogado.

Durante suas declarações na coletiva, Tomé relembrou que há alguns anos um pastor chutou a imagem de uma santa e o caso repercutiu no país, porém pela imagem não ser consagrada o pastor não foi punido juridicamente, mas foi punido pelo povo católico e também de outras religiões.

“O que aconteceu com esse fotografo é totalmente de mau gosto, falta de educação e agressão à comunidade. O rapaz poderia responder por danos morais, causados à Diocese de Catanduva. Se houver ação a ser movida, todos os envolvidos irão responder e não só o fotógrafo. Estamos analisando os fatos com bons olhos”, disse o assessor.

Outro acontecimento que Tomé relembrou foi quando o Papa João Paulo II foi alvejado por um tiro e depois perdoou o criminoso.

“Na ocasião o Papa foi até o cárcere onde se encontrava o atirador e o perdoou. Isso é o que faz a igreja, perdoa, mas também estamos levando em consideração o clamor da sociedade, uma recriminação quase unânime sobre o ato do fotógrafo, todos ficaram indignados”, comentou.

O assessor informou ainda que a lei permite um prazo de até seis meses para representação penal e a ação civil existe enquanto não prescrever, em torno de três meses.

“Não registramos boletim de ocorrência, tudo será estudado com calma, precisamos avaliar se realmente houve ou não intenção de praticar essas afrontas à igreja. Gostaríamos que esse caso acabasse aqui e que essas fotos não fossem mais utilizadas”, finalizou Tomé.

Caso

Conforme divulgado pelo O Regional, as fotos do modelo com asas de anjo e apenas de cueca registradas pelo fotógrafo Marcio Costa na Igreja Matriz de São Domingos, foram totalmente reprovadas por fiéis e representantes da Diocese de Catanduva.

O advogado da Diocese, Flávio Thomé, já se pronunciou e disse que estuda a situação para definir posteriormente o que será feito judicialmente.

O fotógrafo Márcio Costa disse para a reportagem na tarde de anteontem, que as pessoas estão distorcendo os fatos e que estão o colocando contra a Igreja Católica.

Segundo o fotógrafo, proprietário do Coliseu Studium que completou 14 anos no mês de agosto, as fotos foram registradas no mês de janeiro desse ano, mas o restante do material começou a ser feito em junho do ano passado, para uma exposição que ainda não tem data marcada.

Com relação à Igreja da Matriz, Márcio disse que a sua intenção não foi provocar os fiéis, mas mostrar de forma artística a beleza da igreja, que ele mesmo considera um lugar com valor histórico para a cidade.

http://www.oregional.com.br/portal/detalhe-noticia.asp?Not=291336

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* Família católica é ameaçada de morte por tentar evitar demolição de capela no Paquistão.

sábado, agosto 4th, 2012

Mais de 10 cartas ordenam Agustine George, um professor católico residente em Lahore, Paquistão, a se converter ao Islã ou ser assassinado. Isto, após ele ter tentado salvar da demolição o Gosh-E-Aman, centro católico que continha uma capela. “Nos mostraram nas notícias tirando bíblias profanadas e páginas religiosas dentre os escombros (…) Não estou seguro por quanto tempo mais poderemos nos esconder” manifestou o professor com preocupação.

O centro, cujo nome parodoxalmente traduz “Lugar de paz”, era administrado pela Cáritas do Paquistão e funcionava como um local de abrigo para George e sua família, que ajudavam a manter o lugar. Quando os católicos foram expulsos do estabelecimento e foi ordenada a demolição, a família se opôs. “Estivemos à frente dos protestos e saímos nos jornais. As pessoas nos reconheceram”, afirmou o professor.

“Tratei de visitar o terreno onde ficava o instituto, para resgatar algumas coisas entre os escombros, mas os clérigos da madrassa (seminário islâmico) não permitiram”, continuou George, que há alguns meses já havia sido atacado por um grupo de jovens.

“As vidas de você e de sua família e dependem agora de que faça parte do círculo do Islã conosco”, diz uma das cartas. “Poderíamos havê-lo matado… mas o deixamos viver por seus filhos. Agora esperamos que se una a nós em Jihad. Ou de outra forma a morte lhe espera”, destaca outra.

Ao tomar conhecimento das denúncias da família, o diretor da Comissão Nacional de Justiça e Paz, da Conferência dos Bispos Católicos do Paquistão, Padre Emmanuel Yousaf Mani, declarou sua preocupação e anunciou que a Igreja tomará ações para protege-los. O bispo auxiliar de Lahore, Dom Sebastian Francis Shah, por exemplo, já se dispôs a hospedar a família em um lugar vigiado. (/BD)

Com informações da UCA News.

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* O Cristianismo é o último bastião contra o «totalitarismo» do projeto secularista europeu.

quarta-feira, junho 20th, 2012

O cristianismo é o último bastião contra o “totalitarismo” do projeto secularista europeu, segundo a diretora do Observatório da Intolerância e da Discriminação contra os cristãos na Europa, Gudrun Kugler [foto].

Um grupo de reflexão austríaco e organização não governamental adverte que a liberdade de expressão religiosa está “em risco” na Europa, devido à intolerância secularista de esquerda.
Enquanto os extremistas islâmicos continuam os ataques contra comunidades cristãs no Egito, Iraque, Paquistão e em todo o Oriente Médio e Ásia, as restrições às expressões públicas das crenças religiosas dos cristãos estão aumentando na Europa ocidental, o berço da cristandade.

“Não se pode comparar as injustiças daqui com a situação, por exemplo, da Coreia do Norte, Índia ou Paquistão”, advertiu Gudrun Kugler, advogada e diretora do Observatório da Intolerância e da Discriminação contra os cristãos na Europa. “Os cristãos que vivem lá, apesar da feroz perseguição,são nossos grandes modelos”.

Disse que o cristianismo é odiado na Europa porque é “o último obstáculo para uma nova visão do secularismo que é tão politicamente correto que raia o totalitarismo”.

“Os cristãos são cada vez mais marginalizados e estão aparecendo com mais frequência nos tribunais sobre assuntos relacionados à fé. Penso que assim estamos nos dirigindo a uma perseguição sem derramamento de sangue”.

As preocupações da Dra. Kugler foram repetidas pelo Dr. Massimo Introvigne, da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa, um italiano especialista em sociologia da religião, o qual disse esta semana que atualmente os cristãos europeus não são “demasiado sensíveis”.

A discriminação contra is cristãos na Europa, disse, “é mais sutil” que nos países onde são perseguidos de forma total, mas é real.

“Ironicamente, uma das análises mais importante desta situação está incluída num discurso que nunca foi feito, embora seu texto tenha sido posteriormente dado a conhecer”, disse Massimo Introvigne. “Bento XVI preparou um discurso para uma visita à Universidade La Sapienza, em Roma, em 17 de janeiro de 2008, onde previa debater a marginalização dos cristãos no discurso público ocidental”.

No entanto, esse discurso papal foi arquivado depois dos protestos realizados por um reduzido número de estudantes e professores contra a suposta “homofobia” do Papa.

Evidentemente, o incidente confirmou, mais do que aquilo que o Papa pudesse ter dito, que o problema da intolerância contra os cristãos existe realmente no Ocidente”.

O Observatório monitora e documenta sistematicamente incidentes de intolerância e discriminação contra os cristãos e o cristianismo em toda a Europa. Elaborou um informe da crônica dos incidentes de discriminação anticristã em instituições europeias entre os anos 2005 e 2010.

Kugler disse a MercatorNet que “privadamente, você pode orar e pensar como quer, mas no âmbito público há cada vez mais restrições. Judeus e muçulmanos experimentam intolerância e discriminação. Mas também as sofrem os cristãos, inclusive se constituem aqui uma maioria nominal”.

“Temos recebido muitas informações em que se denuncia a eliminação dos símbolos cristãos, representações distorcidas, estereotipadas e negativas dos cristãos nos meios de comunicação, e os problemas sociais que os cristãos enfrentam, como ser ridicularizados ou desfavorecidos nos lugares de trabalho”.

Em geral, o informe do Observatório revela que a principal falha geológica na Europa é o enfrentamento entre as novas leis “igualitárias” postas em curso pelas instâncias dos lobbies políticos homossexualistas e feministas radicais, e a população ainda nominalmente cristã da Europa. Esta ruptura tem sido favorecida por um meio de comunicação institucionalmente anticristão, disse Kugler.

“Tenho a impressão de que os jornalistas e os políticos são frequentemente mais anticristãos que seus concidadãos. Mas eles formam o estado de ânimo do país. Observamos que descrevem os cristãos, cada vez mais, como ‘homofóbicos’, machistas, intolerantes e sem experiência do mundo”.

Quando perguntada sobre o que podem fazer os cristãos, Gudrun Kugler disse: “Falar”.

“Muitos cristãos europeus não se dão conta de que defender as próprias crenças é uma forma de falar a favor dos fracos, dos prejudicados e dos indefesos”.

É um “ato de caridade cristã insistir nos direitos democráticos próprios de cada um”, acrescentou. “Temos de buscar a inspiração em nossos irmãos e irmãs, que com valentia enfrentam formas violentas de perseguição, em vez de silenciar”.

Tradução: OBLATVS
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* Afinal, quem denunciou o Papa Bento XVI à Corte de Haia?

domingo, setembro 18th, 2011

Certamente há fiéis católicos perplexos diante da denúncia apresentada contra o Papa Bento XVI na Corte de Haia. O Papa e alguns cardeais foram acusados de cúmplice omissão ou acobertamento nos casos de pedofilia e, como tais, réus de crimes contra a humanidade.

Não deixa de ser curioso que o abuso sexual contra crianças, que viola a integridade física, moral e espiritual das mesmas, seja considerado um crime contra a humanidade (e penso que o deva ser), e o aborto, que viola a mesma integridade em grau extremo, venha se tornando um direito humano universal.

Será que algum dia veremos os aborteiros e abortistas – fautores, promotores e cúmplices – no banco dos réus de Haia? Bem que estes criminosos poderiam se juntar aos verdadeiros pedófilos e o mundo seria um lugar melhor de se viver! Mas vamos aos fatos.
Bento XVI é reconhecidamente o campeão da tolerância zero com pedófilos na Igreja. Deve-se a ele uma significativa mudança no tratamento do problema, de tal modo que acusá-lo de acobertamento de pedofilia é bastante revelador das reais intenções de seus acusadores.

Quem acusa Bento XVI pouco se importa realmente com a sorte das crianças; na verdade, para eles é mesmo bom que haja abusos. Havendo abusos e muitos, mais facilitado será seu trabalho de acusar e sua pretensão de destruir a Igreja. Bento XVI é um inimigo na medida em que lhes tira a “bandeira”, prontamente hasteada quando se pretende atacar a Igreja, não importando sobre que argumentos. Recentemente o governo comunista de Pequim usou a “bandeira” da pedofilia para justificar sua intervenção na Igreja chinesa. O expediente é simples: quer defender uma tese contrária à doutrina da Igreja, não se preocupe com argumentos, basta começar recordando casos de pedofilia.

Quer conhecer quem denunciou o Papa ao tribunal de Haia? Leia o artigo “Eis quais são os dois lobbies anticlericais que denunciaram o Papa a Haia” abaixo:

“Duas associações que se declaram ‘pelos direitos das vítimas de abusos sexuais por parte de religiosos’apresentaram à Corte penal internacional de Haia um dossiê em que se pede que o Papa Bento XVI, o Cardeal Tarcisio Bertone, o Cardeal Angelo Sodano e o Cardeal William Levada sejam processados porcrimes contra a humanidade, porque teriam tolerado e tornado possível a cobertura sistemática e difusa de estupros e crimes sexuais contra crianças em todo o mundo. Uma operação exagerada e utópica muito interessante, porque revela finalmente o imenso esforço de manter  a todo custo a ofensiva secularista contra a Igreja.

Unione Cristiani Cattolici Razionali (UCCR) criou prontamente um dossiê apropriado em que são recolhidas todas as notícias mais interessantes sobre o assunto. É muito significativo notar como a maioria dos jornais se pôs prontamente ao lado do Pontífice, sublinhando as incontáveis iniciativas de Bento XVI para combater este terrível defeito presente na Igreja e os seus inúmeros mea culpa pela grande desatenção havida da parte de numerosos bispos. Muitos preveem que esta iniciativa logo se revelará um bumerangue para a cultura anticlerical e, infelizmente, também um distanciamento da atenção midiática sobre as crianças abusadas e sobre o fenômeno da pedofilia, grande mal da sociedade ocidental (secularizada segundo alguns) e em contínua expansão.

Entre os artigos mais interessantes está seguramente o ótimo trabalho desenvolvido pelo blog  “PapaRatzinger” , onde já foram examinados todos os argumentos de acusação contra o Papa contidos no dossiê apresentado a Haia e já refutados um a um.

Outro artigo digno de nota apareceu no L’Occidentale em que se mostra quais são realmente estes lobbies anticlericais que estão na origem da denúncia. Exatamente para dar uma ideia de quem são aqueles que têm interesse de levar adiante esta operação difamatória e auto-publicitária.

A SNAP (Survivors Network of those Abused by Priests) é um associação débil cujos métodos de condução de suas atividades não convenceram a BBB, uma agência de avaliação das entidades filantrópicas americanas (não-lucrativas), e que sequer foi considerada digna de ser definida como “filantrópica” [charity no original]. Não parece ser muito amada pelas vítimas de pedófilos, alguns dos quais abandonaram a associação, como Michael Baumann (aqui seu artigo no seu blog ) ou Key Ebeling (seu artigo ). A SNAP ademais é financiada por advogados para cujo trabalho contribui mandando-lhes as pretensas vítimas como clientes em potencial. E a lista é óbvia e necessariamente longa. E ainda, como observou aqui um comentarista, um dos maiores colaboradores da SNAP, Dr. Steve Taylor, foi preso em 2008 pela posse de mais de 100 vídeo-imagens pedo-pornográficas.

A fundadora e atual presidente da associação para as vítimas de pedófilos, Barbara Blaine, escreveu imediatamente diversas cartas em sua defesa pedindo aos magistrados para fecharem os olhos e voltarem a atenção para o trabalho desenvolvido por Taylor ao longo dos anos. Todavia, a SNAP recorda em seu site que, quando um padre é acusado, os paroquianos que o defendem deveriam fazê-lo “em privado”. Mas evidentemente as regras não são iguais para todos. E ainda, mesmo depois da prisão de Taylor, a SNAP promoveu-o abertamente, definindo-o como um dos “chefes” de sua organização. Não obstante os pedidos , nem Barbara Blaine nem qualquer responsável da SNAP jamais se desculpou ou expressou alguma dor por haver colocado as pessoas seguidas por eles em íntimo contato com um aficionado por imagens pedo-pornográficas e potencial pedófilo, por tê-lo apoiado e celebrado como seu responsável mesmo depois da prisão. Nesta página um elenco de ulteriores acontecimentos controversos ligados à associação anticlerical.

Quanto ao CCR (Center for Constitutional Rights), foi fundado por radicais de esquerda e comunistas nos anos 60. Em seu passado defendeu os membros da Black Panther, organização terrorista, marxista-leninista-maoísta dos Estados Unidos. Dois de seus fundadores, Kinoy e Kunstler, eram declaradamente pró Fidel Castro, o impiedoso ateu ditador cubano. Muitos definem estes personagens “anti-sionistas até a medula, se não anti-semitas”. O CCR não parece sequer desdenhar os financiamentos do subversivo e anti-sionista George Soros.”

Fonte: UCCR Online

Tradução: OBLATVS

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* Oposição alemã quer boicotar discurso do Papa no Parlamento em Berlim.

quinta-feira, setembro 15th, 2011

Grande parte dos parlamentares da oposição anunciaram que não querem participar da sessão na qual o papa Bento 16 falará ao Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) no próximo 22 de setembro. Gesine Lötzsch, líder da bancada do partido A Esquerda, declarou que metade dos 76 deputados esquerdistas não irá comparecer ao Parlamento no dia da visita do Papa.

Entre os social-democratas, a estimativa é de que 25% dos 146 parlamentares não compareçam. Entre os verdes, acredita-se que a bancada terá um desfalque de mais de 30%, noticia a agência alemã de notícias DPA. A conservadora União Social Cristã (CSU, do alemão) qualificou a iniciativa dos parlamentares oposicionistas de “comportamento intolerante”. As cadeiras vazias no Bundestag serão preenchidas com ex-parlamentares, que receberão convites para comparecer ao Parlamento naquele dia.

Contra a “neutralidade religiosa do Estado”

Críticos da visita do Papa afirmam que ele não poderia falar ao Parlamento alemão, pois sua presença no Bundestag vai contra a “neutralidade religiosa do Estado”. Os defensores de Bento 16 revidam, afirmando que ele visita o Bundestag como chefe de Estado do Vaticano e não como líder religioso.

A social-cristã Gerda Hasselfeldt acusou os parlamentares que aderirem ao boicote de falta de respeito perante o Papa. “A Esquerda prova mais uma vez que seu meio é a luta nas ruas e não o debate através de argumentos”, declarou. O porta-voz de A Esquerda, Hendrik Thalheim, ressaltou que a liberdade de opinião na Alemanha inclui também críticas à Igreja Católica no país.

Pouca importância

Nos bastidores da Igreja Católica, aumenta a preocupação com uma escalada dos protestos em torno da visita de Bento 16. “Faz parte receber um convidado como esse com a cordialidade, o respeito e a cortesia necessários”, afirmou Robert Zollitsch, presidente da Conferência Alemã dos Bispos, ao jornal Passauer Neue Presse. “Lamento que os deputados se ausentem e boicotem o discurso. Todos têm o direito de criticar ou protestar, mas espero que tumultos nas ruas não predominem no país” durante a visita do Papa, salientou Zollitsch.

Enquanto parlamentares e autoridades debatem detalhes a respeito da visita do Sumo Pontífice ao país, uma enquete,publicada pela revista Stern, aponta que a maioria (86%) dos alemães não acredita que a presença de Bento 16 no país tenha qualquer importância. Apenas 14% dos entrevistados veem algum sentido na visita. Nem mesmo entre os católicos a visita é tida como importante – entre estes, 63% não veem, do ponto de vista pessoal, nenhuma relevância na presença de Bento 16 na Alemanha.

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* Tribunal Penal Internacional recebe denuncia que acusa o Papa de “crime contra humanidade”.

terça-feira, setembro 13th, 2011

G1


Grupos que representam vítimas de casos de abuso sexual cometidos por padres apresentaram nesta terça-feira uma denúncia ao Tribunal Penal Internacional (TPI) acusando o Papa Bento XVI e três autoridades de alto escalão do Vaticano de crimes contra a Humanidade. Mas são grandes os obstáculos para a abertura de uma investigação na corte.


A organização Rede de Sobreviventes de Vítimas de Abusos de Padres e o grupo de direitos humanos Centro para os Direitos Constitucionais alegam que as autoridades toleraram e permitiram a prática sistemática e a ocultação generalizada de estupros e crimes sexuais contra crianças.


O TPI já recebeu cerca de 9 mil propostas independentes como esta desde sua criação, em 2002, mas nunca abriu qualquer investigação baseada neste tipo de pedido. A corte, baseada em Haia e liderada pelo promotor-chefe Luis Moreno-Ocampo, já investigou casos de genocídio, assassinato e conflitos como o de Darfur e o da Líbia, a pedido dos países onde os crimes foram cometidos ou da ONU.


O Vaticano também não é membro do TPI, o que significa que o tribunal não tem autoridade sobre a Santa Sé. Mas a denúncia inclui diversos países onde houve casos de abuso e a corte é reconhecida.

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* Imagem de Maria sofre vandalismo no Rio de Janeiro.

segunda-feira, setembro 12th, 2011


As atenções da população de São Fidélis, no interior do Rio de Janeiro, se voltavam para apenas um tema na manhã de domingo do dia 4 de setembro último. A imagem de Nossa Senhora de Lourdes, instalada em uma gruta no pátio externo da igreja matriz, estava toda coberta de tinta e ovos. Ao lado, via-se a porta lateral da igreja arrombada e toda a igreja pichada internamente.

Renato Bianchini Jr, em seu blog São Fidélis Resiste! registrou que não foi essa a primeira vez que a paróquia foi alvo do fanatismo anticatólico.

A mesma fonte nos informa que, na tarde do dia seguinte, vários católicos se reuniram diante da gruta para rezarem um terço em reparação dessa ofensa pública a Nossa Senhora (foto abaixo).

“Eu sou a Imaculada Conceição”, disse Maria Santíssima para a pequenina camponesa Bernadete em Lourdes no ano de 1858. A Virgem Maria, concebida sem a macha do Pecado Original para ser digna de portar em seu ventre nosso Redentor Divino, teve sua imagem manchada em São Fidélis por um ato de vandalismo cuja intenção anticatólica é patente.

Blog São Fidélis Resiste!

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* Depois da Espanha, Alemanha. Críticos da Igreja são incansáveis!

terça-feira, agosto 30th, 2011

Reuters

Grupos alemães que preparam protestos contra o papa Bento 16 durante sua visita do mês que vem a Berlim disseram na segunda-feira que vão desafiar uma decisão das autoridades locais que os proibiu de realizar manifestações perto de locais onde o pontífice irá discursar.

O papa, que é alemão, visitará as cidades de Berlim, Erfurt e Freiburg entre os dias 22 e 25 de setembro. As três cidades devem ter manifestações realizadas por grupos descontentes com as posturas conservadoras de Bento 16 a respeito do controle de natalidade, do aborto e dos direitos dos homossexuais.

Em Berlim, uma coalizão de 54 grupos, encabeçada pela Associação de Gays e Lésbicas da Alemanha (LSVD), quer realizar um ato público diante do Portão de Brandemburgo – a cerca de 300 metros do Parlamento alemão, onde o papa irá discursar. Os organizadores esperam a presença de cerca de 20 mil pessoas no protesto.

“Precisa ser possível realizar uma manifestação pacífica a uma distância audível no Bundestag (Parlamento)”, disse Joerg Steinert, presidente da LSVD. A entidade já havia protestado contra o convite para que o papa discurse no Parlamento.

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* Qual a atitude cristã diante da hostilidade da cultura secular à nossa fé?

segunda-feira, julho 11th, 2011

Dom Henrique, Bispo de Aracaju

Vai crescendo a olhos vistos a propaganda pró-gay. Não é somente a questão contra um preconceito injusto e violento contra as pessoas homossexuais. Trata-se, ao invés, de uma verdadeira apologia do comportamento homossexual, dos atos homossexuais e da chamada cultura gay.

Os meios de comunicação fazem pesada propaganda e divulgam eventos gays, desde a Parada de São Paulo, passando pela desastrada decisão do Supremo Tribunal Federal, até a caricatura de casamento numa “igreja” do Rio de Janeiro. Sem dúvida, hoje em dia é chique ser gay!

Todos estes fatos devem fazer os cristãos refletirem... Não sejamos desavisados: cada vez mais posturas, atitudes e comportamentos totalmente estranhos à cultura cristã serão propagados, louvados e impostos… E por quê? Porque nossa matriz cultural já não é o cristianismo: o Ocidente renegou Cristo, apostatou de sua fé. Esta é a verdade! Certamente há ainda muitíssimos cristãos, mas o cristianismo como inspirador da cultura ocidental foi ultrapassado e não tem forças para voltar a inspirar esta sociedade.

Sei que muitos me tacham de pessimista e alarmista quando me escutam dizer isto. No entanto, não posso negar minhas ideias e minhas convicções! Mais ainda: quando as digo – e as tenho dito muitas vezes neste Blog – não é para ser pessimista ou alarmista, mas para ser fiel ao verdadeiro realismo cristão, que não tem medo de encarar a realidade porque sabe que a história está nas mãos do Cordeiro imolado e ressuscitado.

Vejamos: o que estamos presenciando é o descolamento do verniz cristão que, desde Constantino Magno, Imperador romano, passando por Teodósio, Clóvis e Carlos Magno, fora aplicado à sociedade ocidental. É verdade que o cristianismo impregnou a Europa medieval de modo admirável e fecundo, gerando a Cristandade. Mas isto passou!

É verdade também que a fé cristã nunca pode ser uma adesão de massa, adesão de uma multidão a Cristo, por moda ou força, sem passar pelo encontro pessoal e transformador com a sua adorável Pessoa.

Ora, desde a segunda metade do século XIV, a sociedade ocidental foi se afastando da adesão ao Senhor e foi-se criando uma torta concepção de que o homem somente será ele mesmo quando livrar-se de Deus e do seu Cristo: não a um Deus que diga quem sou, como devo viver ou o que devo crer ou fazer! É esta a ideologia que se impôs e tem triunfado no Ocidente. E sobretudo nas últimas décadas este processo de descristianização da cultura ocidental assumiu uma profundidade e uma aceleração impressionantes.

Como os cristãos devemos reagir, como devemos nos portar?

1. Fundamentalmente, aprofundando a nossa fé como encontro com Cristo e adesão amorosa à sua Pessoa. O cristianismo é uma questão de amor apaixonado por Jesus: não é questão de maioria, não é questào de todo mundo ter que ser cristão; é questão de amor, de um encontro transformante de amor! Esse amor é estritamente pessoal, mas não é individual: leva-nos à Comunidade dos amantes de Cristo, dos seus discípulos, que o têm como absoluto critério e verdade da existência: a Igreja. É no “nós” da Igreja que experimentamos o Senhor vivo na Palavra proclamada na Escritura e interpretada pela Comunidade de fé em plena sintonia com a doutrina dos Apóstolos, bem como é aí que recebemos e vivenciamos constantemente a graça salvífica do amado Jesus nos seus gestos perenes, que são os sacramentos.

2. Num mundo que oferece todas as porcarias e aberrações possíveis e imaginárias, todos os caminhos mais disparatados e antievangélicos, é imprescindível compreender e estarmos convictos de que nosso modo de viver não decorre de uma norma moralizante exterior, mas do nosso amor, da nossa adesão incondicional a Cristo Jesus, Verdade de toda a humanidade: o amor tem suas exigências e negá-las é não amar, é tornar vão o amor! Assim sendo, a vivência da moral cristã não deve ser vista e vivida como uma regra opressora, mas como expressão de um compromisso de amor exigente porque envolve toda a vida e a vida toda.

3. Vivemos no mundo – num mundo agora “multicultural” e, de modo geral, hostil ao cristianismo. É importante ter convicção de que somos diferentes, de que a escolha de Cristo nos separou do mundo; é essencial não negar a nossa fé, não esconder nosso modo de crer e de viver! Nunca caiamos na ilusão tola de que aplaudindo e mascarando os erros do mundo seremos aceitos e converteremos o mundo.

Um dos grandes erros dos cristãos atuais é pensar que ainda somos iguais a todo mundo e que todo mundo nos compreende! daí um irenismo tolo, uma simpatia meio retardada diante dum mundo hostil! Isso sempre degenera somente em covardia e infidelidade ao Senhor e aos testemunho que devemos dar dele.

É nosso dever respeitar o mundo, compreender que cada um tem o direito de seguir seu caminho e tomar o rumo que bem entender para a sua vida, mesmo que esse leve à morte e ao inferno. A nossa questão fundamental é que os cristãos vivam como cristãos e proclamem com toda a coragem a sua fé, sem medo nem complexos: cristãos que vivam como cristãos!

4. É necessária também a coragem serena e segura de dialogar com os que não são cristãos. Dialogar é dizer claramente quem somos, no que cremos, como vivemos, o que é certo e o que é errado para nós. Dialogar é escutar os outros, respeitá-los sinceramente, alegrar-se com suas virtudes e acertos, reconhecer seus valores, mas sem ceder um milímetro naquilo que é essencial do nosso modo de crer, de viver e de celebrar segundo Cristo. Somente uma atitude assim nos torna dignos do respeito dos outros. E se não nos respeitarem e se nos excluírem, nada mais estaremos vivenciando que aquilo que o nosso Jesus nos preveniu que aconteceria com seus discípulos e nos tornaria dignos dEle!

Voltemos ao tsunami da propaganda gay. Podem fazer paradas gays, podem fingir casamentos cristãos em pseudoigrejas pseudocristãs, podem dizer que é lindo e normal a vivência da homossexualidade nas relações sexuais, podem afirmar isto e muito mais… Os cristãos sempre terão os olhos e os ouvidos voltados para a Palavra de Deus e para a constante doutrina católica e apostólica: respeitaremos as pessoas homossexuais, refutaremos veementemente qualquer violência ou desrespeito para com elas, afirmaremos sua dignidade humana e de criaturas de Deus, sua capacidade de uma vida reta, de uma vida moral elevada e de real santidade como discípulos de Jesus Cristo.

Ao lado disso, dizemos e diremos sempre que o caminho que Deus pensou para a vivência sexual é a heterossexualidade, que as relações sexuais homossexuais são contrárias ao plano de Deus e por ele não são abençoadas nem mesmo com o pretexto de amor – não se confunda amor com sexo nem se resuma amor a sexo ou expressão de amor a relação sexual. Diante de Deus não há nem pode haver casamento homossexual! Também não daremos nunca o nome da família a um par homossexual, não aceitaremos nunca como normal e como direito de quem quer que seja que um par homossexual adote crianças.

Quanto aos homossexuais cristãos, devem sempre ser acolhidos na comunidade cristã, amados, tratados como irmãos, com a maior naturalidade; devem ser ajudados por quem de direito na direção espiritual e na confissão a caminhar na vida fazendo o possível para seguir os preceitos do Senhor do melhor modo que puderem. Se alguma vez caírem, que procurem o sacramento da Penitência, que o Senhor nos deixou a todos como remédio para nossos males.

A questão da homossexualidade precisa ser desdramatizada pelo cristãos: somos todos feridos e redimidos por Cristo. Quem tiver suas feridas e crer em Jesus, que se aproxime dele para dele receber o perdão, a cura interior e a força para ir se superando até que cheguemos todos à estatura do Cristo Jesus. É assim que os cristãos, cada vez mais minoria, serão uma luz – luz de Cristo – num mundo em trevas, serão sal que dá sabor a esta sociedade sem graça e revelarão uma paz e uma alegria de viver que farão os de fora vez por outra perguntar de onde nos vem isto. E os que arriscarem a pergunta haverão de encontrar uma só resposta: vem de Jesus, chamado Cristo! Assim eu vejo esta questão toda… E por isso mantenho minha serenidade…

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* Vietnã: Fé católica resiste a perseguição comunista e cresce!

quinta-feira, julho 7th, 2011

A liberdade religiosa tem aumentado um pouco no Vietnã, mas ainda depende do capricho do governo. Mais do que falar em liberdade religiosa, afirma o padre Bernardo Cervellera, teríamos que falar de “uma certa tolerância religiosa”.

O diretor da AsiaNews dá entrevista ao programa Deus chora na Terra, da Catholic Radio and Television Network (CRTN), em colaboração com Ajuda à Igreja que Sofre.

- 10% da população do Vietnã é católica. As coisas melhoraram, mas a liberdade religiosa no Vietnã de hoje é possível mesmo?

- Padre Cervellera: Melhorou um pouco, sim. Por exemplo, os seminários, que antes tinham um limite, um número fixo de candidatos, agora foram abertos, e nós temos muitas vocações. Também existe uma certa tolerância do governo, com o atendimento médico que é feito pelas irmãs, por exemplo, e com a educação nas creches, essas coisas. Eu diria tolerância, não permissão. Mas de alguma forma existe mais liberdade, só que todas essas liberdades dependem da boa vontade do governo, que às vezes vai permitir e às vezes não vai.

- Ainda existe violência contra os cristãos?

- Padre Cervellera: Em algumas regiões, como o norte, e nas tribos das montanhas, ainda existe violência. Em Sung La e em outras dioceses, e em outras cidades menores, vilarejos, os católicos não podem celebrar missa no natal nem na páscoa, e é proibido ter catequese e ensinar a fé para os filhos, porque o governo local não permite nenhuma expressão de fé. Na prática, eles querem destruir a fé católica.

- Como o senhor consegue essas informações?

- Padre Cervellera: A nossa informação vem de fontes de fora do Vietnã. É muito perigoso para eles mandar essa informação. Várias dioceses do Vietnã também tiveram a coragem de publicar notícias e discursos dos bispos nos sites deles, análises e críticas de algumas violações da liberdade religiosa. Essas páginas também nos proporcionam informação.

- O senhor escreve na AsiaNews que a violência anticatólica é uma consequência da corrupção.

- Padre Cervellera: A maior parte da violência contra a Igreja católica no Vietnã atual é resultado de suborno e da corrupção do partido comunista. O Vietnã está em transição. Antes dessa transição, existia uma economia comunista centralizada. Agora eles estão avançando para uma economia capitalista, e muitos do partido comunista estão assumindo o controle, virando proprietários de imóveis que pertenciam às igrejas, ou de templos budistas e edifícios de outras religiões. É ilegal, porque a lei do Vietnã determina que todos esses edifícios e terras que foram desapropriados da Igreja ou de outros donos têm que se devolvidos quando as propriedades deixarem de ser usadas pelo Estado. Esses membros do partido estão ficando com essas propriedades e fazendo centros turísticos, villas, que depois eles vendem no mercado imobiliário vietnamita, que está crescendo bastante. A Igreja tenta reclamar. Aconteceu em Hanoi, Saigon, Vinh, em muitos lugares, e os católicos têm razão de reclamar. Mas a resposta do regime comunista tem sido violenta. Eles prendem os católicos que exigem de volta essas propriedades. Ou agridem, espancam. Um padre foi jogado do segundo andar de um prédio e outro apanhou até ficar em coma. Existe violência, sim, e é uma forma de amordaçar os direitos dos católicos.

- Os católicos vietnamitas precisam de orações…

- Padre Cervellera: Toda a Igreja perseguida precisa. Ninguém resiste ao sofrimento sem a força da oração. E outra reflexão interessante, o Vietnã virou um país com cada vez mais relações comerciais internacionais, e elas têm que ser uma via para transmitir a importância dos direitos humanos e o respeito pela liberdade religiosa. Até os negócios vão melhorar, porque, se a liberdade religiosa não existe, os outros aspectos dos direitos humanos, como a liberdade de empreender, também ficam em perigo.

- É o martírio que faz a Igreja crescer com tanta rapidez?

- Padre Cervellera: Eu acho que sim. O Vietnã, junto com a China, é uma das Igrejas mais perseguidas da Ásia, pelo menos nos últimos séculos. Nos séculos XVIII e XIX nós tivemos uns 200.000 mártires vietnamitas. Isso é semente para uma nova vida da Igreja. E outra coisa que eu acho que faz a Igreja no Vietnã ser tão forte é a unidade.

- A unidade vem de onde?

- Padre Cervellera: A unidade vem da educação que os jesuítas deram e das testemunhas da Igreja diante do povo do Vietnã, ao longo da história da Igreja no Vietnã. Hoje o povo tem mais confiança nas personalidades da Igreja do que nos funcionários do governo.

- Uma dessas grandes testemunhas foi o cardeal François-Xavier Nguyen Van Thuan. O senhor pode nos falar dele?

- Padre Cervellera: Claro! Ele é uma das personalidades mais importantes do Vietnã contemporâneo. François-Xavier Nguyen Van Thuan era sacerdote e foi nomeado bispo uns meses antes que o Vietnã do Norte invadisse o Vietnã do Sul. Ele era o bispo auxiliar de Saigon naquela época. O cardeal Van Thuan deu tudo, tudo, a serviço das pessoas no sul: ele ajudou os pobres, as crianças, ajudou na educação, na construção das casas…

- Por que acabou então na prisão?

- Padre Cervellera: Foi preso, em primeiro lugar, porque era parente do último presidente do Vietnã do Sul e, em segundo lugar, porque era bispo. Era um defensor apaixonado de seu povo e o povo o seguia. Por isso foi preso durante 13 anos, dos quais 9 passou em confinamento solitário.

- Que impressão lhe causou quando o conheceu?

- Padre Cervellera: Era muito tranquilo. Eu o conheci em Roma. Se não recordo mal, o Vaticano obteve sua libertação com a condição imposta pelo governo do Vietnã de que nunca voltaria ao país. Encontrei-me com ele quando era secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz. Era, como diria, muito calmo, mas com um olhar profundo e sempre muito comprometido com o Vietnã. Reunia-se com refugiados aqui na Itália ou com pessoas que vinha de todas as partes do mundo para visitá-lo. Sempre estava trabalhando e sempre apoiando a Igreja no Vietnã, com uma calma muito peculiar, como se dissesse: “Sabemos que Cristo sempre sairá vitorioso. Não há pressa nem angústia”.

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* Grã-Bretanha: Cresce a “cristãofobia”.

sexta-feira, abril 22nd, 2011

A lista de pessoas multadas ou até com problemas judiciais na Grã-Bretanha porque desejam viver os ditames da fé cristã está ficando mais longa. Depois de casos como o da funcionária copta da British Airways, Nadia Eweida, do psicoterapeuta e conselheiro matrimonial Gary MacFarlane, do casal de hoteleiros Peter e Hazelmary Bull e do casal jamaicano Eunice e Owen Johns, os meios de comunicação ingleses agora publicam mais um exemplo de cristãofobia rasteira, ou, neste caso, “cruzfobia”. O Mail on Sunday de 17 de abril dedicou bastante atenção ao caso.

Uma das maiores cooperativas construtoras da Grã-Bretanha, a Wakefield and District Housing (WDH), com sede em Castleford, sudeste de Leeds, abriu expediente disciplinar contra um de seus funcionários, Colin Atkinson, por se negar a retirar uma discreta cruz de folhas de palmeira do parabrisa do furgão da empresa. Atkinson, que foi contratado em 1996 como eletricista da cooperativa, que também recebe dinheiro público, está a ponto de ser despedido por “grave falha no comportamento profissional”, apesar de um histórico de serviços impecável.

“Os últimos meses foram incríveis, um pesadelo”, disse Atkinson. “Eu trabalhei nas minas de carvão e servi ao exército na Irlanda do Norte e nunca enfrentei tanto estresse como agora. O tratamento aos cristãos neste país está ficando diabólico. É o politicamente correto levado até o extremo”, declarou Atkinson, 64 anos, que frequenta a Pentecostal Destiny Church em Wakefield. Mas ele não pretende fugir. “Nunca me senti tão motivado antes. Estou decidido a lutar pelos meus direitos. Se me despedirem, que seja. Mas eu vou lutar pela minha fé”, afirmou ao Mail on Sunday. “Nós, cristãos, somos chamados a viver publicamente a nossa fé”.

Os problemas de Atkinson começaram no ano passado, quando os responsáveis pela empresa, que tem quase 1.500 funcionários e gerencia mais de 30.000 casas na área de Wakefield, pediram que ele não exibisse a cruz no parabrisa do furgão, depois de anos em que nunca haviam dito nada parecido.

Segundo os diretores da cooperativa, a cruz poderia ofender as pessoas ou dar a entender erroneamente que se trata de uma “organização cristã”. Como explicou a responsável pela igualdade e diversidade da cooperativa, Jayne O’Connell, “a sociedade WDH tem uma linha de conduta de neutralidade. Aqui nós temos credos diversos, novas culturas que aparecem. Temos que ser respeitosos com todas as confissões e pontos de vista”.

O eletricista rejeitou com decisão todos esses receios. “Nunca observei uma reação negativa nem ouvi queixas de ninguém. Eu me dou bem com as pessoas e tenho muitos amigos de outras religiões, inclusive um sikh e um hinduísta”.

Daily Mail observou que “o caso é incrível”. O diretor do armazém da WDH em Castleford, do qual Atkinson depende, decorou sua própria sala, sem nenhum problema, com um manifesto do famoso revolucionário argentino Che Guevara (1928-1967). A cooperativa é uma promotora de políticas “inclusivas”, participa com estandes em manifestações pró-direitos dos homossexuais, apoia a causa dos “transgêneros” e permite que os funcionários usem símbolos religiosos, como o turbante dos sikh. Além disso, respondendo a uma pergunta do representante sindical de Atkinson, Terry Cunliffe, O’Connell declarou que não veria nenhum problema se uma funcionária usasse uma burka com as cores da empresa, considerando que tal traje seria uma “roupa discreta”. O importante seria que a mulher trabalhasse bem, deu a entender O’Connell.

A ação contra Atkinson começou com uma carta anônima “maliciosa” e “cheia de grandes mentiras”, que provocou em dezembro uma mudança no regulamento interno sobre o uso dos veículos da empresa. A versão “atualizada”, revela o Mail on Sunday, obriga a retirar todos os símbolos pessoais dos carros e furgões da cooperativa. “A única conclusão que eu tirei é que eles eliminaram os obstáculos para poderem me afetar”, explicou Atkinson, que declarou sentir-se “à prova” por causa da sua fé. Segundo o eletricista, a decisão da empresa “é causada pelo medo de ofender as minorias étnicas”.

Atkinson tem o apoio de muitos companheiros e do seu representante sindical, Cunliffe, que declarou que a associação construtora “está levando o politicamente correto a extremos impensáveis”. “A cooperativa está usando a marreta para esmagar uma noz. É uma medida completamente desproporcional. É uma pessoa com o emprego em risco porque usa um discreto símbolo religioso”.

O Christian Legal Centre apoia a batalha do “soldado” Atkinson. Em comunicado publicado no site da associação, a administradora delegada Andrea Minichiello Williams descreveu Atkinson como “um homem respeitável e trabalhador”. Segundo Minichiello Williams, o caso tem traços de “notável intolerância”. “Este é o tipo de sociedade em que os britânicos querem viver?”, perguntou. “A cruz é um símbolo do profundo amor de Deus por todos nós. Não deve ser uma coisa que nos envergonhe”, completou.

Para o Mail on Sunday, o tema é claro. Embora a empresa de Atkinson proclame a sua imparcialidade ou neutralidade, “os fatos não são assim”. “Quando, justamente no Domingo de Ramos, um homem honrado é perseguido por manifestar sobriamente a sua fé com uma cruz de folhas de palmeira, essa história começa a parecer uma perseguição”

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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