Posts Tagged ‘Perseguição Religiosa’

* Malásia: Igreja acolhe desculpas do jornal muçulmano.

quinta-feira, março 11th, 2010

Malásia na Ásia

Malásia na Ásia

O Jornal mensal muçulmano Al Islam apresentou desculpas oficiais à Igreja Católica malaia pela reportagem ofensiva e o comportamento sacrílego de dois de seus jornalistas.

O Arcebispo de Kuala Lumpur, Dom Murphy Pakiam, recebeu o gesto positivamente, proclamando encerrado o desagradável episódio: é o que informam fontes da Igreja malaia à Agência Fides, registrando “com satisfação” a conclusão pacífica de um episódio grave, que poderia gerar tensões inter-religiosas e desarmonia na sociedade malaia”.

Em maio de 2009, Al Islam publicou um artigo ofensivo à Igreja Católica, e dois de seus jornalistas, para realizá-lo, haviam profanado a Eucaristia. A Igreja pediu que a publicação ‘desse um passo atrás’ .

Em seu site na Internet, a revista expressou desapontamento e pediu desculpas “por ter ferido de modo não intencional os sentimentos dos cristãos, especialmente dos católicos”. O mensal explicou que o artigo queria indagar sobre “casos de apostasia” e que os dois profissionais não queriam “ofender ou profanar a fé cristã”, assegurando que “incidentes deste gênero não ocorrerão novamente”. As desculpas serão publicadas também na edição impressa do mensal, no número de abril.

“Estou muito feliz que os dois jornalistas e o diretor de Al Islam nos tenham pedido desculpas oficiais. Nós as aceitamos e confirmamos que não faremos alguma ação legal em relação a este fato’ – disse o Arcebispo num comunicado enviado à Agência Fides. A Igreja Católica encerra com prazer este triste episódio, com uma “saudação de paz à revista” e “uma bênção para a nação”.

Al Islam é um jornal criado por fundação politicamente próxima ao UMNO (United Malays National Organization), o partido atualmente no governo, de maioria muçulmana e malaia. Segundo fontes locais de Fides “o gesto de desculpas foi apoiado pelo governo”; e muitos esperam que “isto possa servir para favorecer o diálogo entre Igreja e Governo, ainda aberto em relação a questão do uso do termo Alá por parte dos cristãos”.

Agência Fides

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* Vaticano diz estar horrorizado com massacre de 500 cristãos na Nigéria.

segunda-feira, março 8th, 2010

da Folha Online

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, manifestou nesta segunda-feira “dor e preocupação” pelos “horríveis” episódios de violência na Nigéria, onde mais de 500 moradores de aldeias cristãs da etnia berom foram mortos em um ataque violento de pastores muçulmanos da etnia fulani.

O ataque é o mais recente episódio do confronto étnico-religioso na região, que opõe agricultores cristãos e animistas a pastores muçulmanos fulanis na disputa pela exploração de terras.

Lombardi não quis comentar a natureza religiosa dos confrontos, mas reiterou as palavras do arcebispo nigeriano da capital Abuja, John Onaiyekan –que assegurou em uma entrevista à emissora de rádio da Santa Sé que “não se mata por causa da religião, e sim por reivindicações sociais, econômicas, tribais e culturais”.

“Se trata do clássico conflito entre pastores e agricultores, só que os fulani são muçulmanos e os berom são cristãos”, afirmou o arcebispo.

Onaiyekan afirmou ainda que a Igreja Católica nigeriana continua trabalhando para promover as boas relações entre as duas religiões e criticou o governo “que tem que garantir a segurança de todos os cidadãos, mas não tem capacidade de fazê-lo”.

O ataque, perto de Jos, no norte da Nigéria, deixou ao menos 500 mortos, segundo balanço informado pelo porta-voz do governo do Estado de Plateau, Gregory Yenlong. O balanço foi confirmado por Dan Majang, responsável pela comunicação do Estado de Plateau, citado pela agência de notícias France Presse.

Armados com revólveres, metralhadoras e machados, pastores da etnia fulani invadiram casas das cidades de Dogo Na Hauwa, Ratsat e Jeji neste domingo e mataram todos que encontraram pela frente.

Em apenas três horas, centenas de pessoas, entre elas muitas mulheres e crianças, foram mortas e queimadas, segundo testemunhas, que descrevem cenas de horror e violência.

Majang disse que 95 pessoas foram detidas depois do ataque. Testemunhas citadas pelo jornal “The Nation” disseram que os criminosos eram entre 300 e 500.

A hipótese das autoridades é de que o massacre, ocorrido a menos de 2 quilômetros da casa do governador de Plateau, Jonah Jang, tenha sido resposta dos pastores aos confrontos religiosos de janeiro passado –que deixaram 326 mortos. O incidente foi considerado pelos membros da etnia fulani uma ação organizada dos cristãos para assassinar muçulmanos.

O governo de Plateau anunciou um funeral coletivo para as vítimas. O presidente interino da Nigéria, Goodluck Jonathan, se reuniu com as agências de segurança do Estado e afirmou que os soldados estão em alerta vermelho.

O massacre aconteceu mesmo com a imposição de um toque de recolher, que vigora na região das 18h às 6h desde janeiro passado.

Os conflitos envolvendo cristãos e muçulmanos na Nigéria deixaram mais de 12 mil mortos desde 1999, quando foi implantada a sharia (lei islâmica) em 12 Estados do norte do país.

Relato

Peter Gyang, morador de Dogo Nahawa, a aldeia mais afetada, perdeu sua mulher e dois filhos no ataque. “Eles fizeram disparos para assustar as pessoas e logo as mataram a machadadas”, disse ele a jornalistas.

“O ataque começou aproximadamente às 3h e durou até às 6h. Não vimos nenhum policial”, disse.

Shamaki Gad Peter, responsável por uma organização defensora dos direitos humanos em Jos, disse que o ataque era “aparentemente” coordenado. “Os criminosos lançaram ataques de forma simultânea. Muitas casas foram queimadas”, disse Peter, depois de visitar três aldeias.

“O nível de destruição é enorme”, completou.

Moradores citados pelo jornal “The Guardian” disseram que centenas de corpos ainda estavam nas ruas neste domingo, horas após o ataque.

Com Efe e France Presse

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* Os mártires modernos: os cristãos são considerado o grupo religioso mais perseguido em todo o mundo.

domingo, março 7th, 2010
Irmãos, A coisa tá ficando cada vez mais séria..

A ascensão do extremismo islâmico coloca uma pressão cada vez maior sobre os cristãos que vivem em países muçulmanos, que são vítimas de assassinatos, violência e discriminação.

Fonte: Der Spiegel
Jornal Alemão, dos mais importantes do Mundo.
A reportagem ter sido feita por este órgão de imprensa é muito significativo já que se trata de uma visão jornalistica imparcial e respeitada.

***

Kevin Ang é mais cauteloso hoje em dia. Ele espia ao redor, dá uma olhada para a esquerda para a longa fileira de lojas, e depois para a direita em direção à praça, para checar se não há ninguém por perto. Só então o zelador da igreja tira sua chave, destranca o portão, e entra na Igreja Metro Tabernacle num subúrbio de Kuala L\Muçulmanos da Indonésia protestam, bradando suas espadas e mostrando que estão prntos para a “Jihad” (Guerra Santa), durante uma manifestação no complexo esportivo Senayan, em Jacarta (Indonésia). Os muçulmanos se reuniram para discutir sobre uma guerra contra a minoria cristã, depois que o governo ordenou o final da briga entre extremistas nas provícias de Maluku

A corrente de ar vira páginas queimadas da Bíblia. As paredes estão cobertas de fuligem e a igreja cheira a plástico queimado. A Igreja Metro Tabernacle foi a primeira de onze igrejas a serem incendiadas por muçulmanos revoltados – tudo por causa de uma palavra: “Alá”, sussurra Kevin Ang.

Tudo começou com uma questão – se os cristãos daqui, assim como os muçulmanos, poderiam chamar seu deus de “Alá”, uma vez que eles não têm nenhuma outra palavra ou língua à sua disposição. Os muçulmanos alegam que Alá é deles, tanto a palavra quanto o deus, e temem que se os cristãos puderem usar a mesma palavra para seu próprio deus, isso poderia desencaminhar os fiéis muçulmanos.

Durante três anos isto era proibido e o governo confiscou Bíblias que mencionavam “Alá”. Então, em 31 de dezembro do ano passado, o mais alto tribunal da Malásia chegou a uma decisão: o deus cristão também poderia ser chamado de Alá.

Os imãs protestaram e cidadãos enfurecidos jogaram coquetéis Molotov nas igrejas. Então, como se isso não bastasse, o primeiro-ministro Najib Razak declarou que não podia impedir as pessoas de protestarem contra determinados assuntos no país – e alguns interpretaram isso como um convite para a ação violenta.

Primeiro as igrejas foram incendiadas, depois o outro lado revidou colocando cabeças de porcos na frente de duas mesquitas. Entre os habitantes da Malásia, 60% são muçulmanos e 9% são cristãos, com o restante composto por hindus, budistas e sikhs. Eles conseguiram viver bem juntos, até agora.

É um batalha por causa de uma única palavra, mas há muito mais envolvido. O conflito tem a ver com a questão de quais direitos a minoria cristã da Malásia deve ter. Mais que isso, é uma questão política. A Organização Nacional dos Malaios Unidos, no poder, está perdendo sua base de apoio para os islamitas linha dura – e quer reconquistá-la por meio de políticas religiosas.

Essas políticas estão sendo bem recebidas. Alguns dos Estados da Malásia interpretam a Sharia, o sistema islâmico de lei e ordem, de forma particularmente rígida. O país, que já foi liberal, está a caminho de abrir mão da liberdade religiosa – e o conceito de ordem está sendo definido de forma cada vez mais rígida. Se uma mulher muçulmana beber cerveja, ela pode ser punida com seis chibatadas. Algumas regiões também proíbem coisas como batons chamativos, maquiagem pesada, ou sapatos de salto alto.

Expulsos, sequestrados e mortos

Não só na Malásia, mas em muitos países em todo o mundo muçulmano, a religião ganhou influência sobre a política governamental nas últimas duas décadas.

O grupo militante islâmico Hamas controla a Faixa de Gaza, enquanto milícias islamitas lutam contra os governos da Nigéria e Filipinas. Somália, Afeganistão, Paquistão e Iêmen caíram, em grande extensão, nas mãos dos islamitas. E onde os islamitas não estão no poder hoje, os partidos seculares no governo tentam ultrapassar os grupos mais religiosos assumindo uma tendência de direita.

Isso pode ser visto de certa forma no Egito, Argélia, Sudão, Indonésia, e também na Malásia. Embora a islamização frequentemente tenha mais a ver com política do que com religião, e embora não leve necessariamente à perseguição de cristãos, pode-se dizer ainda assim que, onde quer que o Islã ganhe importância, a liberdade para membros de outras crenças diminui.

Há 2,2 bilhões de cristãos em todo o mundo. A organização não-governamental Open Doors calcula que 100 milhões de cristãos são ameaçados ou perseguidos. Eles não têm permissão para construir igrejas, comprar Bíblias ou conseguir empregos. Esta é a forma menos ofensiva de discriminação e afeta a maioria desses 100 mil cristãos. A versão mais bruta inclui extorsão, roubo, expulsão, sequestro e até assassinato.

Margot Kässmann, que é bispo e foi chefe da Igreja Protestante na Alemanha antes de deixar o cargo em 24 de fevereiro, acredita que os cristãos são “o grupo religioso mais perseguido globalmente”. As 22 igrejas regionais alemãs proclamaram este domingo como o primeiro dia de homenagem aos cristãos perseguidos. Kässmann disse que queria mostrar solidariedade para com outros cristãos que “têm grande dificuldade de viver de acordo com sua crença em países como a Indonésia, Índia, Iraque ou Turquia”.

Há exemplos contrários, é claro. No Líbano e na Síria, os cristãos não são discriminados, e, na verdade, desempenham um papel importante na política e na sociedade. Além disso, a perseguição contra os cristãos não é de forma alguma um domínio exclusivo dos fanáticos muçulmanos – os cristãos também são presos, agredidos e assassinados em países como o Laos, Vietnã, China e Eritreia.

“Lento genocídio” contra os cristãos

A Open Doors edita um “índice de perseguição” global.

A Coreia do Norte, onde dezenas de milhares de cristãos estão presos em campos de trabalho forçado, esteve no topo da lista por muitos anos. Ela é seguida pelo Irã, Arábia Saudita, Somália, Maldivas e Afeganistão. Entre os dez primeiros países da lista, oito são islâmicos, e quase todos têm o Islã como sua religião oficial.

A perseguição sistemática de cristãos no século 20 – por comunistas na União Soviética e na China, mas também pelos nazistas – custou muito mais vidas do que qualquer outra coisa que tenha acontecido até o momento no século 21. Agora, entretanto, não são apenas os regimes totalitários que perseguem os cristãos, mas também moradores de Estados islâmicos, fundamentalistas fanáticos, e seitas religiosas – e com frequência simples cidadãos considerados fiéis.

Foi-se a era da tolerância, em que os cristãos, chamados de “Povo do Livro”, desfrutavam de um alto grau de liberdade religiosa sob a proteção de sultões muçulmanos, enquanto a Europa medieval bania judeus e muçulmanos do continente ou até mesmo os queimava vivos. Também se foi o apogeu do secularismo árabe pós 2ª Guerra Mundial, quando árabes cristãos avançaram nas hierarquias políticas.

À medida que o Islã político ficou mais forte, a agressão por parte de devotos deixou de se concentrar apenas nos regimes políticos corruptos locais, mas também e cada vez mais contra a influência ostensivamente corrupta dos cristãos ocidentais, motivo pelo qual as minorias cristãs foram consideradas responsáveis. Uma nova tendência começou, desta vez com os cristãos como vítimas.

No Iraque, por exemplo, grupos terroristas sunitas perseguem especialmente pessoas de outras religiões. O último censo do Iraque em 1987 mostrou que havia 1,4 milhão de cristãos vivendo no país. No começo da invasão norte-americana em 2003, eles eram 550 mil, e atualmente o número está está pouco abaixo dos 400 mil. Os especialistas falam num “lento genocídio”.

“As pessoas estão morrendo de medo”

A situação na região da cidade de Mosul, no norte do Iraque, é especialmente dramática. A cidade de Alqosh fica no alto das montanhas sobre Mosul, a segunda maior cidade iraquiana. Bassam Bashir, 41, pode ver sua antiga cidade natal quando olha pela janela. Mosul fica a apenas 40 quilômetros dali, mas é inacessível. A cidade é mais perigosa que Bagdá, especialmente para homens como Bassam Bashir, um católico caldeu, professor e fugitivo dentro de seu próprio país.

Desde o dia em que a milícia sequestrou seu pai de sua loja, em agosto de 2008, Bashir passou a temer por sua vida e pela vida de sua família. A polícia encontrou o corpo de seu pai dois dias depois no bairro de Sinaa, no rio Tigre, perfurado por balas. Não houve nenhum pedido de resgate. O pai de Bashir morreu pelo simples motivo de ser cristão.

E ninguém afirma ter visto nada. “É claro que alguém viu alguma coisa”, diz Bashir. “Mas as pessoas em Mosul estão morrendo de medo.”

Uma semana depois, integrantes da milícia cortaram a garganta do irmão de Bashir, Tarik, como num sacrifício de ovelhas. “Eu mesmo enterrei meu irmão”, explica Bashir. Junto com sua mulher Nafa e suas duas filhas, ele fugiu para Alqosh no mesmo dia. A cidade está está cercada por vinhedos e uma milícia cristã armada vigia a entrada.

Aprovação tácita do Estado

Os familiares de Bashir não foram os únicos a se mudar para Alqosh à medida que a série de assassinatos continuou em Mosul. Dezesseis cristãos foram mortos na semana seguinte, e bombas explodiram em frente às igrejas. Homens que passavam de carro gritaram para os cristãos que eles podiam escolher – ou saíam de Mosul ou se convertiam ao Islã. Das 1.500 famílias cristãs da cidade, apenas 50 ficaram. Bassam Bashir diz que não voltará antes de lamentar a morte de seu pai e seu irmão em paz. Outros que perderam totalmente a esperança fugiram para países vizinhos como a Jordânia e muitos mais foram para a Síria.

Em muitos países islâmicos, os cristãos são perseguidos menos brutalmente do que no Iraque, mas não menos efetivamente. Em muitos casos, a perseguição têm a aprovação tácita do governo. Na Argélia, por exemplo, ela tomou a forma de notícias de jornal sobre um padre que tentou converter muçulmanos ou insultou o profeta Maomé – e que divulgaram o endereço do padre, numa clara convocação para a população fazer justiça com as próprias mãos. Ou um canal de televisão pública pode veicular programas com títulos como “Nas Garras da Ignorância”, que descreve os cristãos como satanistas que convertem muçulmanos com o auxílio de drogas. Isso aconteceu no Uzbequistão, que está no décimo lugar do “índice de perseguição” da Open Doors.

A blasfêmia também é outra justificativa frequentemente usada. Insultar os valores fundamentais do Islã é uma ofensa passível de punição em muitos países islâmicos. A justificativa é com frequência usada contra a oposição, quer sejam jornalistas, dissidentes ou cristãos. Imran Masih, por exemplo, cristão dono de uma loja em Faisalabad, no Paquistão, foi condenado à prisão perpétua em 11 de janeiro, de acordo com as seções 195A e B do código penal do Paquistão, que tratam do crime de ofender sentimentos religiosos ao dessacralizar o Alcorão. Um outro dono de loja o acusou de queimar páginas do Alcorão. Masih diz que ele queimou apenas documentos antigos da loja.

É um caso típico para o Paquistão, onde a lei contra a blasfêmia parece convidar ao abuso – é uma forma fácil para qualquer um se livrar de um inimigo. No ano passado, 125 cristãos foram acusados de blasfêmia no Paquistão. Dezenas dos que já foram sentenciados estão agora esperando sua execução.

“Não nos sentimos seguros aqui”

A perseguição tolerada pelo governo acontece até mesmo na Turquia, o país mais secular e moderno do mundo muçulmano, onde cerca de 110 mil cristãos representam menos de um quarto de 1% da população – mas são discriminados assim mesmo. A perseguição não é tão aberta ou brutal quanto no vizinho Iraque, mas as consequências são semelhantes. Os cristãos na Turquia, que estavam bem acima dos 2 milhões no século 19, estão lutando para continuar a existir.

É o que acontece no sudeste do país, por exemplo, em Tur Abdin, cujo nome significa “montanha dos servos de Deus”. É uma região montanhosa cheia de campos, picos e vários mosteiros de séculos de existência. O local abriga os assírios sírios ortodoxos, ou arameus, como denominam a si mesmos, membros de um dos grupos cristãos mais antigos do mundo. De acordo com a lenda, foram os três reis magos que levaram o sistema de crenças cristão de Belém para lá. Os habitantes de Tur Abdin ainda falam aramaico, a língua usada por Jesus de Nazaré.

O mundo sabe bem mais sobre o genocídio cometido contra os armênios pelas tropas otomanas em 1915 e 1916, mas dezenas de milhares de assírios também foram assassinados durante a 1ª Guerra Mundial. Estima-se que cerca de 500 mil assírios viviam em Tur Abdin no começo do século 20. Hoje há apenas 3 mil. Um tribunal distrital turco ameaçou, no ano passado, tomar posse do centro espiritual assírio, o mosteiro Mor Gabriel de 1.600 anos de idade, porque acreditava-se que os monges haviam adquirido terras de forma ilegal. Três vilarejos muçulmanos vizinhos reclamaram que sentiam-se discriminados por causa do mosteiro, que abriga quatro monges, 14 freiras e 40 estudantes atrás de seus muros.

“Mesmo que não queira admitir, a Turquia tem um problema com pessoas de outras religiões”, diz Ishok Demir, um jovem suíço de ascendência aramaica, que vive com seus pais perto de Mor Gabriel. “Nós não nos sentimos seguros aqui.”

Mais que qualquer coisa, isso tem a ver com o lugar permanente que os armênios, assírios, gregos, católicos e protestantes têm nas teorias de conspiração nacionalistas do país. Esses grupos sempre foram vistos como traidores, descrentes, espiões e pessoas que insultam a nação turca. De acordo com uma pesquisa feita pelo Centro de Pesquisa Pew, sediado nos EUA, 46% dos turcos veem o cristianismo como uma religião violenta. Num estudo turco mais recente, 42% dos entrevistados disseram que não aceitariam cristãos como vizinhos.

Os repetidos assassinatos de cristãos, portanto, não são uma surpresa. Em 2006, por exemplo, um padre católico foi assassinado em Trabzon, na costa do Mar Negro. Em 2007, três missionários cristãos foram assassinados em Malatya, uma cidade no leste da Turquia. Os responsáveis pelo crime eram nacionalistas radicais, cuja ideologia era uma mistura de patriotismo exagerado, racismo e Islã.

Convertidos correm grande risco

Os muçulmanos que se converteram ao cristianismo, entretanto, enfrentam um perigo ainda maior do que os próprios cristãos tradicionais. A apostasia, ou a renúncia ao Islã, é castigada com a morte de acordo com a lei islâmica – e a pena de morte ainda se aplica no Irã, Iêmen, Afeganistão, Somália, Mauritânia, Paquistão, Qatar e Arábia Saudita.

Até no Egito, um país secular, os convertidos atraem a cólera do governo. O ministro da religião defendeu a legalidade da pena de morte para os convertidos – embora o Egito não tenha uma lei como esta – com o argumento de que a renúncia ao Islã é alta traição. Esses sentimentos fizeram com que Mohammed Hegazy, 27, convertido para a Igreja Cóptica Ortodoxa, passasse a se esconder há dois anos. Ele foi o primeiro convertido no Egito a tentar fazer com que sua religião nova aparecesse oficialmente em sua carteira de identidade expedida pelo governo. Quando seu pedido foi recusado, ele tornou o caso público. Inúmeros clérigos pediram a sua morte em resposta.

Os cópticos são a maior comunidade cristã do mundo árabe, e cerca de 8 milhões de egípcios pertencem à Igreja Cóptica. Eles são proibidos de ocupar altas posições no governo, no serviço diplomático e militar, assim como de desfrutar de vários benefícios estatais. As universidades têm cotas para alunos cópticos consideradas menores do que a porcentagem que eles representam na população.

Não é permitido construir novas igrejas, e as antigas estão caindo aos pedaços por causa da falta de dinheiro e de permissão para reforma. Quando as meninas são sequestradas e convertidas à força, a polícia não intervém. Milhares de porcos também foram mortos sob o pretexto de combater a gripe suína. Naturalmente, todos os porcos pertenciam a cristãos.

O vírus cristão

Seis cópticos foram massacrados em 6 de janeiro – quando os cópticos celebram a noite de Natal – em Nag Hammadi, uma pequena cidade 80 quilômetros ao norte do Vale dos Reis. Previsivelmente, o porta-voz da Assembleia do Povo, a câmara baixa do parlamento egípcio, chamou isso de “um ato criminoso isolado”. Quando acrescentou que os responsáveis queriam se vingar do estupro de uma jovem muçulmana por parte um cóptico, isso quase pareceu uma desculpa. O governo parece pronto a reconhecer o crime no Egito, mas não por tensão religiosa. Sempre que conflitos entre grupos religiosos acontecem, o governo encontra causas seculares por trás deles, como disputas por terras, vingança por algum crime ou disputas pessoais.

Nag Hammadi, com 30 mil moradores, é uma poeirenta cidade comercial no Nilo. Mesmo antes dos assassinatos, era um lugar onde os cristãos e os muçulmanos desconfiavam uns dos outros. Os dois grupos trabalham juntos e moram próximos, mas vivem, casam-se e morrem separadamente. A superstição é generalizada e os muçulmanos, por exemplo, temem pegar o “vírus cristão” ao comer junto com um cóptico. Não surpreende que esses assassinatos tenham acontecido em Nag Hammadi, nem que depois deles tenham se seguido os piores atos de violência religiosa em anos. Lojas cristãs e casas muçulmanas foram incendiadas, e 28 cristãos e 14 muçulmanos foram presos.

Nag Hammadi agora está cercada, com seguranças armados em uniformes negros guardando as estradas para entrar e sair da cidade. Eles certificam-se de que nenhum morador deixe a cidade e nenhum jornalista entre nela.

Três suspeitos foram presos desde então. Todos eles têm fichas criminais. Um admitiu o crime, mas depois negou, dizendo que havia sido coagido pelo serviço de inteligência. O governo parece querer que o assunto desapareça o mais rápido possível. Os supostos assassinos provavelmente serão libertados assim que o furor passar.

Mais direitos para os cristãos?

Mas também há pequenos indícios de que a situação de cristãos acuados em países islâmicos possa melhorar – dependendo do tanto que recuarem o nacionalismo e a radicalização do Islã político.

Uma das contradições do mundo islâmico é que a maior esperança para os cristãos parece surgir exatamente do campo do Islã político. Na Turquia, foi Recep Tayyip Erdogan, um ex-islamita e agora primeiro-ministro do país, que prometeu mais direitos aos poucos cristãos remanescentes no país. Ele aponta para a história do Império Otomano, no qual os cristãos e judeus tiveram de pagar um imposto especial por muito tempo, mas em troca, tinham a garantia de liberdade de religião e viviam como cidadãos respeitados.

Uma atitude mais relaxada em relação as minorias certamente representaria um progresso para a Turquia.

Tradução: Eloise De Vylder

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* A BBC inglesa, sua postura e inclinação anticatólica.

quinta-feira, fevereiro 25th, 2010

Por Edward Pentin

A British Broadcasting Corporation (BBC) não é conhecida precisamente por seu grande amor à Igreja Católica.

Ainda que tenha reputação mundial pela alta qualidade de sua programação, essa rede financiada principalmente pelo Estado é muitas vezes acusada de tratar da Igreja e da fé católica, no melhor dos casos, de modo injusto.

Essa acusação pode se sustentar em muitos exemplos, começando por alguns programas dos últimos dez anos que são blasfemos e altamente ofensivos para os católicos.

Em 2003, a BBC transmitiu -com grande audiência internacional- um documentário intitulado “O Sexo e a Cidade Santa”, que desfigurava intencionalmente a Igreja e seus ensinamentos sobre preservativos e Aids. Dois anos depois, transmitiu “Jerry Springer the Opera”, um programa blasfemo e muito ofensivo que ridicularizava Jesus e a fé.

Pouco antes, a BBC gastou dois milhões de libras (3,3 milhões de dólares) em um programa chamado “Popetown” – uma série animada sobre o Vaticano que ridicularizava a Igreja e continha cenas de difamação. Devido aos protestos, o programa foi proibido na Grã-Bretanha, mas continuou em DVD.

A BBC também tem sido acusada de cometer erros em outras áreas quando se trata do catolicismo. A perseguição de católicos no Oriente Médio ou Ásia, raramente recebe sua cobertura ou uma atenção adequada. O bom e imenso trabalho dos sacerdotes, religiosos ou leigos católicos feito pelo mundo é normalmente ignorado; e a inestimável contribuição da Igreja à cultura ocidental tende-se a desacreditar, centrando-se nos pecados do passado dos membros da Igreja.

Também se culpa a BBC de ser tendenciosamente anticatólica nos temas mais sutis. As mesas de debate, as informações das notícias e os artigos em seu website tendem a focar no sensacionalismo; habitualmente incluem também contribuições de figuras laicas ou de católicos dissidentes, mas são raras as ocasiões de católicos praticantes que explicariam adequadamente os ensinamentos da Igreja.

O tratamento do clero por parte da emissora implica com não pouca frequência perguntas de apresentadores que mostram desprezo e desdém e que parecem considerá-los culpados até que se prove o contrário. Stephen Glover, colunista de jornais britânico e não católico, descreveu como um entrevistador televisivo da BBC, submetendo a interrogatório em 2007 o arcebispo inglês Vicent Nichols, “o tratava como um membro de alguma seita extrema, interrompendo-o continuamente, e se dirigia a ele como se pensasse que fosse tolo”.

Preconceito tendencioso

A maior parte desse espírito tendencioso é atribuída ao modo do pensamento predominantemente laico na emissora, que abraça ou simpatiza com a cultura da morte, seja o aborto, o feminismo radical, a agenda homossexual, a eutanásia ou a ciência imoral como a pesquisa com células tronco embrionárias.

“A BBC”, escreveu uma vez Glover, “representa um consenso materialista e mecânico, que rejeitou Deus, e se ilude que a ciência é capaz de fornecer uma explicação completa da existência”.

Mesmo um dos jornalistas mais conhecidos da BBC, Andrew Marr, admitiu a dificuldade que a emissora tem na hora de fazer uma cobertura não tendenciosa.

“A BBC não é imparcial ou neutra”, dizia em uma reunião secreta de executivos da BBC em 2006. “É uma organização urbana financiada com dinheiro do público, com um número anormalmente grande de pessoas jovens, minorias étnicas e gays. Tem uma tendência liberal e nem tanto uma tendência política liberal. Pode ser melhor expressa como uma tendência cultural libera”.

Na mesma reunião, um executivo veterano da BBC, segundo citava a imprensa britânica, disse que havia “um reconhecimento generalizado de que temos ido longe de mais em relação ao politicamente correto” e que a maior parte dessa mentalidade está “tão profundamente enraizada na cultura da BBC que é muito difícil mudar”.

Também se informou de que “quase todos” naquele encontro estavam de acordo em que a Bíblia poderia ser jogada em uma lixeira durante uma comédia televisiva, mas não o Alcorão, por medo de ofender os muçulmanos.

A resposta de seu diretor

Os diretores da BBC, em público, rejeitaram a maior parte das denúncias sobre seu viés anticatolicismo. Há algumas semanas, Mark Thompson, diretor geral da emissora – na prática, seu redator chefe – deu uma palestra na Universidade Pontíficia da Santa Cruz, em Roma, sobre o tema “Transmissão e sociedade civil”.

Foi decepcionante e, talvez, revelador que seu discurso não mencionava de modo algum a religião, mas o foco foi a atuação da BBC como uma emissora estatal e independente, e como uma futura adaptação promete oferecer programas de melhor qualidade.

Mas durante a sessão posterior, de perguntas e respostas, admitiu que “pode acontecer” de um certo preconceito anticatólico em relação a cobertura de notícias, ainda que a BBC procure passar uma “imagem adequada”.

Em seguida, deu alguns exemplos de documentários da BBC e da cobertura ao vivo da Igreja, desde o funeral do cardeal Basil Hume, antigo arcebispo de Westminster, até a exposição na Grã-Bretanha das relíquias de Santa Teresa de Lisieux.

Perguntaram se ele acredita que a BBC tende a favorecer uma ideologia oposta à doutrina da Igreja, e respondeu: Não, de verdade não”, e recordou outro programa, dessa vez sobre a Paixão de Cristo, na Páscoa de 2008.

A advertência de sua mãe

Essa não é a primeira vez que ele enfrentou essas críticas. Falando sobre o tema das transmissões religiosas em uma conferência em Londres em 2008, Thompson, que é católico, recordava que sua mãe mexeu a cabeça quando foi dito que seu filho havia sido nomeado diretor geral. “A BBC é anticatólica e anti-Deus”, disse ela com palavras claras.

Mas tais etiquetas anti-Deus, explicou em sua audiência em Londres, “não são muito comuns, inclusive não são inteiramente verdadeiras”. Ele afirmou que, naturalmente, dentro da BBC há muita gente “que tem um ponto de vista bastante cético a respeito da religião”, mas também se podem encontrar “milhares de pessoas para quem a religião tem um papel central na vida”. Ele defendeu uma cobertura religião como “fé e experiência de vida” e não como uma história ou tema “incomum”.

Mas mesmo sob sua direção, caiu a cobertura televisiva dada pela BBC aos assuntos religiosos, das 177 horas em 1987-88 para 155 horas em 2007-08. O órgão do governo da Igreja da Inglaterra, o Sínodo Geral, recentemente debateu se a BBC marginaliza o cristianismo, tratando-o como uma espécie de “show anormal” ou uma “espécie rara” para se estudar em um programa sobre a natureza.

Marginalização

Em sua conferência em Roma, Thompson afirmava que não abordava a religião especificamente porque não queria colocá-la em uma categoria especial, preferindo, pelo contrário, incluir a religião em seus comentários de história, conhecimento e cultura. Ainda assim, essa posição corre o risco de deixar a religião ainda mais de lado. E talvez seja essa uma das razões da BBC raramente emitir programas sobre uma fé em particular. Em vez disso, faz um agrupamento das religiões em uma confusão relativista.

Um sacerdote, depois de ouvir a conferência de Thompson, perguntou: “Por que não há programas dedicados a cada religião, por exemplo, um formado por um grupo de teólogos católicos discutindo o papel das obras na justificação, um outro de muçulmanos discutindo sobre a interpretação do Alcorão?”.

Falando depois, Thompson parecia aberto a ter um diálogo honesto com a Igreja e escutar as ideias para melhorar a programação. O principal propósito de sua visita era se encontrar com o Santo Padre e com representantes do Vaticano para falar sobre a visita do Papa à Grã-Bretanha no final deste ano”.

Um sinal de esperança, ainda que restem muitas dúvidas sobre até que ponto a diretoria da BBC leve genuinamente a sério a Igreja.

Se algum leitor deseja propor ideias a Mark Thompson sobre como melhorar a cobertura da Igreja por parte da BBC, pode me enviar um e-mail que darei as indicações para lhe fazer chegar (epentin@zenit.org).

Zenit

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* Comunista Coréia do Norte é o pior perseguidor dos cristãos, diz coalizão pelos direitos humanos.

sábado, fevereiro 20th, 2010

Na comunista Coréia do Norte as execuções de cristãos estão aumentando.

Alguns dos martírios foram praticados de público, mas a diplomacia ocidental finge não perceber.

A BBC informou que Ri Hyon-ok, 33, mãe de três filhos, foi enviada com marido e filhos a um campo de concentração pelo “crime” de distribuir bíblias. Por fim foi supliciada na cidade de Ryongchon.

A Coréia do Norte é o pior perseguidor dos cristãos avaliou a organização Open Doors Watch. É um inglório título muito difícil de conseguir postas as violências anticristãs nos países islâmicos e socialistas.

Acredita-se que nos campos de concentração norte-coreanos haja dezenas de milhares de cristãos, diz Open Doors.

Há igrejas abertas na capital Pyongyang “para inglês ver”. A pesar da perseguição, por volta de trinta mil norte-coreanos praticam o cristianismo no segredo dos seus lares.

BBC

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* Peça com Jesus transexual provoca protestos na Escócia.

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010
Jesus, Queen of Heaven

Cerca de 300 manifestantes realizaram um protesto portanto velas do lado de fora de um teatro em Glasgow, na Escócia, no dia da estreia de uma peça que retrata Jesus como um transexual.

O protesto foi realizado na terça-feira à noite em frente ao Tron Theatre, onde a peça Jesus Queen of Heaven (Jesus, a Rainha do Paraíso, em tradução livre) está em cartaz, como parte do festival de artes Glasgay! Que celebra a cultura gay, bissexual e transexual da Escócia.

Os organizadores do festival afirmaram que não têm a intenção de incitar reações ou ofender ninguém.

A peça Jesus, Queen of Heaven, foi escrita e é encenada pelo autor transexual Jo Clifford.

Os manifestantes cantaram hinos religiosos e levantaram cartazes. Um deles dizia: “Jesus, Rei dos Reis, Não Rainha do Paraíso”.

Outro dizia: “Deus: Meu Filho Não É Um Pervertido”.

Os organizadores do festival classificaram os cartazes de “provocativos” e disseram que eles podem ser vistos como incitação à homofobia.

O produtor do Glasgay! Steven Thomson disse que “Jesus, Queen of Heaven é um trabalho de ficção literária explorando a viagem pessoal de fé do artista como um transgênero”.

“O Glasgay! Apoia o direito de liberdade de expressão das artes e oferece ao público uma visão diversa da vida GLBT (gays, lésbicas, transexuais e bissexuais).”

“Este trabalho não tem a intenção de incitar ou ofender ninguém de nenhuma crença, mas respeitamos o direito dos outros de discordar desta opinião.”

“Nós vamos dar as boas vindas a membros do público genuinamente interessados que queiram entender a intenção artística por trás deste trabalho”, acrescentou.

O Glasgay! É descrito como “a comemoração anual da cultura gay da escócia” e é financiado pelo Conselho das Artes da Escócia, Event Scotland, pelo Bureau de Marketing da cidade de Glasgow e pelo Conselho da Cidade de Glasgow.

***

Inaceitável!

Essa de que ” não tem a intenção de incitar ou ofender ninguém de nenhuma crença” é velha e supõe que sejamos ingênuos…

Vive-se como se quer, mas não se pode agredir nem desrespeitar desta forma Jesus e a todos nós que o amamos.

Lamentável  e inaceitável.

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* Argélia: Arcebispo pede revogação das leis sobre culto não-muçulmano.

sábado, fevereiro 13th, 2010

O arcebispo de Argel, Dom Ghaleb Moussa Abdalla Bader, pediu que fosse revogada ou, pelo menos, revista, a lei que regulamenta o exercício de cultos não-muçulmanos na Argélia.

“Por que não retornar a uma situação de normalidade”? – questionou ele. “Não teria chegado o momento de rever essa lei e até mesmo de revogá-la”? – acrescentou Dom Bader, durante um encontro sobre a liberdade de culto, organizado pelo Ministério da Religião argelino.

A lei, que data de 2006, obriga todos aqueles que “professam uma religião que não seja o Islamismo e constituem uma associação de caráter religioso” a pedirem permissão para celebrar suas cerimônias, o que deve acontecer em lugares autorizados.

Por outro lado, todo aquele que “tentar convencer um muçulmano a converter-se a outra religião” corre o risco de pegar cinco anos de cadeia, além de ter de pagar uma multa de até 10 mil euros.

Os cristãos na Argélia vivem em diversas áreas onde, frequentemente, não existem igrejas, por isso, “é necessário não limitar o exercício do culto, confinando as celebrações em locais determinados” – explicou Dom Bader, perguntando por que “se os muçulmanos acolhem os cristãos convertidos ao Islamismo, o mesmo não pode ser feito pelos cristãos, em relação aos muçulmanos convertidos ao Cristianismo”?

Para o ministro da Religião, Bouabdallah Ghlamallah, a lei “não tem na mira nenhuma religião”, mas foi criada simplesmente “para organizar o setor”. “Não caçamos os cristãos”– disse o ministro, retornando, todavia, à questão do proselitismo, acusação feita a diversas comunidades evangélico-protestantes.

“Não queremos – acrescentou ele – que haja minorias religiosas que se tornem um pretexto para que potências estrangeiras possam ingerir-se nos assuntos internos da Argélia.”

Nos anos 2007 e 2008, as comunidades protestantes, em particular as evangélicas, estiveram no centro de uma verdadeira “caça às bruxas”: numerosos argelinos convertidos ao Cristianismo foram processados e condenados, sob a acusação de proselitismo.

Rádio Vaticana

***

Só para lembrar: A comunidade Shalom tem uma casa missionária em Argel junto a universitários estrangeiros que lá estudam oriundos de toda a África.

É este o terreno que o Senhor nos chama a florescer!

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* Laos: cristãos seguem detidos “até que renunciem à sua fé”.

sábado, fevereiro 13th, 2010

Um grupo de 48 cristãos, nativos da província de Salavan, ao sul do Laos, estão detidos “até que renunciem à sua fé”, informou nesta sexta-feira a agência católica Ucanews.

O governador do distrito de Ta-Oyl ordenou sua detenção após um incidente ocorrido em 10 de janeiro, em que um grupo de cerca de cem oficiais armados irromperam durante uma celebração religiosa dominical, no vilarejo de Katin.O evento foi denunciado pelo Human Rights Watch for Lao Religious Freedom (HRWLRF) e pelo International Christian Concern (ICC).

Os oficiais, apontando armas para as cabeças de alguns dos fiéis, exigiram a interrupção do evento, expulsaram os participantes e detiveram 48 pessoas, forçando-os a se deslocarem para um campo improvisado nas proximidades, no qual ainda permanecem detidos.

O governo confiscou seus pertences e destruiu seis de suas casas. Estão impedidos de regressar ao vilarejo, dormindo ao relento e com pouca comida, segundo a ICC.

A organização destacou que os fiéis cristãos se negaram a obedecer às ordens de renunciar à sua fé.

Segundo a HRWLRF, a polícia local organizou barreiras para impedir que os cristãos expulsos pudessem regressar a Katin.

O líder local do povoado declarou, no ano passado, que o “culto aos espíritos” seria a única forma tolerada de culto na comunidade, segundo informou a HRWLFR.

Em 11 de julho de 2009, determinou o confisco do gado dos aldeões cristãos e convocou uma reunião como todos os moradores, na qual declarou que estava “proibida a fé cristã no povoado”.

O Laos, com quase 7 milhões de habitantes, tem população majoritariamente budista (65%). Os cristãos representam 1,5% da população, com cerca de 40.000 católicos. As autoridades comunistas acusam os cristãos de aderirem a “credos importados”, que representariam uma ameaça ao sistema político do país.

A Constituição do Laos, em seus artigos 6 e 30, garante claramente o direito de culto aos cristãos e demais minorias religiosas. A ação representa um retrocesso ao período de perseguições anti-cristãs dos anos 90.

***

O comunismo não morreu, como se percebe cada vez mais.

Trata-se de um sistema politico ateu e que tem como inimigo a religião cristã,identificada em seus primórdios históricos como “ópio do povo” e incapaz por sua mensagem de perdão e amor colaborar com os “ideais revolucionários” a não ser que mudasse, como se tentou posteriormente na América latina.

Hoje a face deste sistema em países democráticos tem se “suavizado” para conseguir através de um outro tipo de revolução seus objetivos.

Essa suavização é estratégia e não negação de sua “utopia”.

Muito dos atuais desafios da Igreja em nossa cultura tem sua origem ideológica no marxismo que sempre defendeu a retirada da fé e de seus valores da vida do povo, que o digam os países da cortina de ferro que sairam do jugo dessa “desgraça” ( no sentido lato da palavra.. Sem a graça)

Sem perceberem – ou percebendo- muitos cristãos embarcam nessa barca furada sem permitirem que a história recente fale do fracasso que tentam esquecer.

Inocentes úteis?  Alguns…Outros não!

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* Governo censura mídia para encobrir conflito religioso no Egito, afirma Jornal.

sexta-feira, fevereiro 5th, 2010

  Foto: The New York Times

Policial armado patrulha a entrada de uma Igreja em Nag Hammadi
Portal Terra

Agentes de segurança do Estado usando uniformes negros e carregando armas automáticas estão de guarda na entrada da pequena cidade de Nag Hammadi. Transportes blindados de pessoal e dezenas de caminhões militares estão estacionados em fileiras na estrada principal. Policiais locais e agentes da polícia secreta patrulham quase todos os quarteirões, a pé e em furgões.

As pessoas pareciam assustadas, e os policiais exibiam certa irritação. “Queremos que vocês saiam daqui; é preciso permissão especial para vir a esta cidade”, disse o general Mahmoud Gohar, o comandante das forças de segurança da região, batendo palmas rispidamente e ordenando aos jornalistas que saíssem da cidade sem demora.

Três semanas atrás, no dia em que os cristãos coptas celebram a véspera de Natal, um atirador muçulmano abriu fogo contra os fieis que saíam da igreja, matando sete e ferindo 10 pessoas, e causando a maior onda de violência sectária entre os muçulmanos e cristãos do Egito em anos. Nos dias posteriores, houve tumultos e confrontos. Lojas foram saqueadas, casas foram queimadas.

O governo respondeu com o envio de policiais pesadamente armados, proibindo a presença da imprensa e insistindo em que o ataque de 6 de janeiro foi retaliação por um estupro.

“Houve indicações iniciais que conectavam esse incidente às consequências de uma acusação de estupro contra um jovem cristão, que teria atacado uma garota muçulmana em uma das aldeias da região”, informou o Ministério do Interior depois de do ataque.

A única coisa que o governo não quis fazer foi admitir o óbvio. O Egito estava passando por um dos mais sérios surtos de violência sectária em anos. Mas as autoridades preferiram declarar que mencionar a ideia de uma conflito sectário era o equivalente a praticar sedição.

No entanto, os indícios oferecidos pelos jornais pareciam irrefutáveis: 14 muçulmanos detidos, 28 cristãos detidos, lojas cristãs incendiadas, casas muçulmanas incendiadas.

“Estamos agora enfrentando uma sociedade e opinião pública divididas em linhas sectárias”, escreveu Amr el-Shoubki, analista político e colunista, em um artigo cuja manchete era “O novo sectarismo – a alienação dos cristãos”, publicado pelo diário Al Masry al-Youm.

Ao longo dos anos, o Egito passou por muitos confrontos entre sua maioria muçulmana e sua minoria cristã, e sempre insistiu em que esses conflitos se deviam a alguma outra coisa – ou a qualquer outra coisa. Disputa por terras, rivalidades pessoais, crimes motivados por dinheiro. A narrativa oficial define esses episódios todos como crimes singulares, desconexos.

Vem sendo esse o caso desde o ataque à igreja. Três pessoas foram detidas pelo crime, que causou a morte de seis cristãos coptas (uma seita que celebra o Natal em 7 de janeiro) e um guarda muçulmano.

“O crime de Nag Hammadi foi simplesmente um crime isolado, sem motivos religiosos, da mesma forma que o crime de estupro contra a garota”, disse Ahmedi Fathi Sorour, presidente do Legislativo egípcio, em entrevista ao jornal estatal Al Ahram.

Mas moradores locais, colunistas e legisladores, tanto cristãos quanto muçulmanos, dizem que a visão estreita do governo sobre o caso ignora a tensão subjacente entre as duas religiões, que vem incomodando a sociedade egípcia. Dos 80 milhões de habitantes do país, cerca de 10% são cristãos. Não importa qual tenha sido a motivação do atirador, o ataque, e os subsequentes conflitos e tumultos, serviram para colocar em destaque essa divisão religiosa.

“Aqueles que definem o ocorrido como um crime individual não conseguiram explicar até agora o motivo de um ataque a tiros contra um grupo de pessoas que estavam saindo de uma igreja em um feriado religioso, e que causou a morte de seis coptas”, escreveu Salama Ahmed Salama, o presidente do conselho editorial do diário independente Shorouk. “E qual foi o verdadeiro motivo, especialmente porque o homem que cometeu o crime é conhecido por suas conexões com bandidos e pistoleiros pagos, e não com os religiosos extremistas?”

Nag Hammadi é uma cidade de cerca de 50 mil habitantes cerca de 65 quilômetros ao norte de Luxor, onde se localiza o famoso Vale dos Reis. Trata-se de um centro comercial construído à beira do Nilo, em um trecho largo do rio, em uma paisagem cercada por cristas arenosas. As ruas são movimentadas, repletas de táxis, carroças e vendedores de frutas. A paisagem é pontuada pelos minaretes das mesquitas e torres de igrejas. Cerca de 10% dos moradores são cristãos.

“Todo mundo vive junto aqui, não temos problemas”, disse Korashi Ali Mahran, 22 anos, funcionário de uma companhia farmacêutica que mantém um armazém na rua central da cidade. Ele e 11 colegas estavam em um momento de folga, do lado de fora do armazém, em uma tarde recente. Metade eram muçulmanos, metade cristãos coptas. “Eu tenho amigos pessoais cristãos”, disse Mahran, sorrindo para Sami Haroon, um cristão que estava sentado ao seu lado. “Não estou assustado; ele sai para comprar comida, e comemos todos juntos”.

Todos os homens sorriram e fizeram acenos de concordância. O que ele queria dizer era que muita gente abriga superstições sobre dividir uma refeição com alguém de outra religião, como se isso pudesse resultar em uma conversão forçada. Trata-se de um boato, mas que vem sendo difundido com tom de grave seriedade.

Na vida cotidiana laica, as divisões podem ser bastante sutis. As pessoas trabalham juntas, estudam juntas, mas mantêm vidas sociais separadas. Os bairros são integrados, mas as vidas privadas continuam segregadas. A tensão costuma crescer quando os jovens falam de vídeos que mostram garotas muçulmanas em companhias de jovens cristãos, distribuídos via celular, ou quando os pais cristãos se queixam por seus filhos se verem forçados a estudar o Corão, nas escolas públicas.

Os colegas de trabalho no armazém reconheceram, com acenos lentos, que havia pouca convivência em Nag Hammadi. “Nós vivemos vidas separadas”, disse Essam Atef, 32 anos, cristão que administra o negócio farmacêutico. “Caso haja um casamento, você apresenta suas congratulações, e se alguém adoecer, pode-se fazer uma visita; mas as duas religiões vivem separadas aqui”.

Todos os homens concordaram com a avaliação. O ataque aconteceu na mesma rua em que trabalham, uma área agora pesadamente ocupada por policiais, agentes de segurança e vigias equipados com intercomunicadores.

Muitos analistas políticos e comentaristas, bem como diversos moradores locais, afirmam que essa abordagem – tratar todas as crises como problemas de segurança – tende a agravar as tensões. Um grupo de cristãos e muçulmanos aceitou o convite deste repórter para falar sobre as tensões da vida na cidade, as relações entre as religiões e sobre o governo do país. Mas queriam que o encontro fosse realizado em uma propriedade privada fora da cidade.

Cinco cristãos e três muçulmanos compareceram. Todos concordaram em que o relacionamento entre as religiões era sossegado, na vida diária. Um advogado cristão, Tharwat Shaker, contou que a maioria de seus clientes era muçulmana. Um empresário cristão, Maged Tobya, disse que a maioria de seus funcionários era muçulmana. Uma mulher muçulmana, Wafaa Rashad, disse que uma de suas melhores amigas era cristã.

Mas eles também afirmaram que existia tensão entre as religiões, especialmente entre os jovens, e pediram providências do governo quanto a isso.

“As organizações do governo não deveriam informar que um jovem cristão estuprou uma muçulmana, mas sim que um homem estuprou uma mulher”, disse Rashad, uma assistente social que dirige uma organização feminina na cidade.

“A religião no Egito”, concluiu, “já não é mais o que era. No passado, era um elemento de unificação”.

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* Ingleses se mobilizam na internet CONTRA visita do papa.

quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010

Um abaixo-assinado na internet em protesto contra a visita neste ano do papa Bento XVI ao Reino Unido já conta com 4 mil assinaturas, segundo seus organizadores.

A campanha foi organizada pela Sociedade Secular Nacional (NSS) em protesto contra declarações feitas pelo papa nesta semana nas quais pedia aos bispos a combater com “zelo missionário” o projeto de lei de igualdade do Governo britânico.

Em sua carta aos 35 bispos católicos da Inglaterra e do País de Gales, Bento XVI criticou publicamente pela primeira vez as novas leis britânicas contra a discriminação por motivos sexuais ao destacar que elas “impõem restrições injustas à liberdade das comunidades religiosas de proceder de acordo com suas crenças”.

O presidente da NSS, Terry Sanderson, citado hoje por “The Times”, disse que custará aos contribuintes 24 milhões de euros a visita de um papa que “já indicou que vai atacar a igualdade de direitos e promoverá a discriminação” dos homossexuais.

Nesta semana, esse grupo lançará uma coalizão denominada “Protesto contra o papa”, integrada por grupos de homossexuais, vítimas da pedofilia de padres, organizações de planejamento familiar e grupos pró-aborto, que pretendem realizar manifestações durante a visita do pontífice.

O ativista de defesa dos direitos humanos e dos homossexuais Peter Tatchell, qualificou as palavras do papa de ataque aos direitos legais outorgados à comunidade gay.

“Sua desinformada acusação de que nossas leis de igualdade atentam contra a liberdade religiosa indica que apoia o direito das igrejas a discriminar segundo sua moral religiosa e exige que estejam acima das leis”, disse Tatchell.

Enquanto isso, a ministra da Igualdade e vice-presidente do Partido Trabalhista, Harriet Harman, desistiu, segundo “The Times”, de levar adiante um confronto direto com os líderes das duas igrejas, católica e anglicana, para não prejudicar a visita do papa.

Harman tinha protagonizado uma longa disputa com as igrejas e organizações religiosas, que querem se eximir das leis contra a discriminação no trabalho de pessoas por sua orientação sexual.

EFE

***

O Papa vai a Inglaterra com chefe de Estado e,como tal, tem todo o direito de expressar sua opinião em um assunto que diz respeito a todos e não só aos católicos.

Sua opinião, aqui criticada pelos ingleses, foi emitida para os Bispos da Igreja e foi ampliada pelos meios de comunicação, sempre de forma  estereotipada, como sempre.

Mas tem um lado positivo: Todos precisam saber o que a Igreja pensa. É uma voz que chama as consciências à reflexão e fundamenta mais a posição católica sobre o tema.

Concorda  quem quer. Quem não concorda, protesta ,respeitando os limites normais das sociedades democraticas. Por sinal, pelo número, se percebe que o desconforto com a visita é setorial e não expressa nem de longe o que pensa a maioria dos Ingleses de maioria Anglicana.

Força  Santidade ! oramos por sua visita e por sua voz profética !

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* Fundação anti-católica não “suporta” homenagem à Madre Teresa no correio dos EUA

terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

O selo do serviço postal dos EUA em homenagem à Madre Teresa

A Freedom from Religion Foundation (FRF), entidade atéia com marcado preconceito anti-católico, rechaçou a homenagem que o serviço postal dos Estados Unidos rende à Beata Teresa de Calcutá com um selo e pede boicotá-la alegando que viola suas normas sobre honrar figuras “religiosas”. Entretanto, fizeram o mesmo com o selo do Martin Luther King, que era pastor evangélico.

O serviço postal indicou que este selo postal reconhece o grande trabalho humanitário da Madre Teresa de Calcutá que se destacou por “sua compaixão para os pobres” e era ademais “uma humilde religiosa e cidadã honorária dos Estados Unidos que serve aos doentes e destituídos da Índia e do mundo durante quase 50 anos”.

“Sua humildade e compaixão –indica o comunicado do serviço postal– assim como seu respeito pelo valor e dignidade da humanidade, inspiraram as pessoas de todas as idades e condições para trabalhar a favor das populações mais pobres”.

Apesar disto, a porta-voz da FRF, Annie Laurie Gaylor, assinala que a “Madre Teresa é conhecida principalmente como uma figura religiosa que dirigiu uma instituição religiosa. Não se pode separar que era uma religiosa católica de tudo o que ela fez”, argumento com o qual pede boicotar o selo e retirá-lo do serviço postal.

A respeito desta declaração, o porta-voz do serviço postal, Roy Betts, expressou sua surpresa pela protesta e sublinhou que a Madre Teresa “não está sendo honrada por sua religião mas por seu trabalho com os pobres e seus atos de ajuda humanitária. Sua contribuição ao mundo de modo humanitário fala por si mesmo e não tem precedentes”.

Além disso, explicou, diante da campanha contrária ao selo criado para celebrar os 100 anos de seu nascimento que serão recordados no próximo 26 de agosto, “a resposta ao selo da Madre Teresa foi extremamente favorável”.

ACI

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* Pai e Filha Ameaçados de Morte Porque se converteram ao Cristianismo, no Egito.

sábado, janeiro 30th, 2010
Maher e sua Filha DinaMaher e sua Filha Dina

O Egípcio Maher El-Gowhary e sua filha de 15 anos de idade, Dina, nunca oram duas vezes na mesma igreja, nunca ficam mais de um mês em qualquer apartamento.

Eles estão constantemente sob ameaça de serem cruelmente assassinados, estão sempre em fuga, porque se converteram ao cristianismo em um país de maioria muçulmana.

Maher e Dina nervosamente concordaram recentemente em se reunir com um jornalista numa Igreja no Cairo. O padre da Igreja disse que temia problemas com as autoridades egípcias.

Mesmo assim ele corajosamente concordou em permitir que o repórter assistisse a missa de domingo. Contudo,  o padre se recusou a falar sobre o que está acontecendo no Egito temendo ser morto pelos mulçumanos.

Maher e Dina contam suas histórias de medo, angústia e desespero. Nascidos muçulmanos ambos escolheram se converter ao  cristianismo depois de ambas terem visões de Jesus falando para o pai e filha do Seu amor pelos mulçumanos.

Agora Maher diz que “os muçulmanos tentam matar-nos, e vão nos matar se eles nos encontrarem.”

Vários líderes mulçumanos têm emitido proclamações e éditos exigindo “o derramar de sangue de ambos” após Maher ter pedido um tribunal egípcio para reconhecer legalmente a sua conversão. Com isto ele poderia um dia ser enterrado como cristão e sua filha não seria forçada pela mãe muçulmana a ter um casamento islâmico .

O tribunal determinou que a conversão ao cristianismo é uma grave e  legal ameaça a ordem pública. Os advogados dos El-Gowhary disseram que é um perigoso padrão duplo porque no Egito um cristão pode converter à fé muçulmana, mas um muçulmano não pode converter à fé cristã. Se o fizer, certamente será assassinado nas ruas.

Dez por cento do Egito é cristão, grande parte são cristãos coptas que cada vez mais enfrentam intensa discriminação e até mesmo a morte.

Os jornalistas que estavam fazendo a matéria tiveram de esconder as câmeras porque foram avisados que se as autoridades descobrissem que estavam escrevendo sobre o assunto, eles que seriam presos.

As Tensões Religiosas Estão Elevadas no Egito.

Em 6 de janeiro passado, nas  véspera de Natal Copta, três homens muçulmanos entraram atirando em uma igreja cristã no Alto Egito,  matando seis cristãos e ferindo mais de uma dúzia. Os cristãos se revoltaram no dia seguinte. A área ainda está fechada para as pessoas de fora, incluindo a imprensa.

O ativista egípcio de direitos humanos, Hussein Bahjet, afirmou que o Egito tem o potencial de se tornar  num o Líbano como resultado da crescente violência da parte dos mulçumanos.

“Uma guerra civil que poderia invadir o país” acrescenta Bahjet.

O Departamento de Estado dos USA afirma no seu relatório sobre a liberdade religiosa no Egito, que a mesma está em declínio. Os cristãos são negados empregos no Governo, os sacerdotes são perseguidos e ameaçados de morte e os cristãos  recebem cada vez mais ataques. Isto é descrito no  relatório como “um clima de impunidade que encoraja a violência”.

Na maioria dos casos, as autoridades fazem vista grossa aos ataques contra os cristãos, em outros casos há concreta evidência que foi mesma a polícia quem desencadeou os ataques.

O presidente egípcio, Hosni Mubarak tem mantido pleno silêncio sobre o problema, mas esta semana ele se pronunciou dizendo que os egípcios devem eliminar “fanatismo e sectarismo, que ameaçam a unidade de nossa nação”.

Recentemente, Dina escreveu uma carta ao presidente de Obama, que foi publicado em sites cristãos nos USA. Ela disse na carta que tem sido expulsa da escola por causa de sua fé cristã. Ela tem apenas uma jaqueta de jeans azul para aguentar o rigoroso inverno e muito pouco para comer.

Sua carta foi um apelo desesperado. “Eu escrevi que nós somos uma minoria cristã sendo tratada muito mal e quero pedir ao presidente Obama para dizer ao governo egípcio que nos tratem bem.”

Seu pai Mayer diz que não pode mais permanecer no Egito. Ele e sua filha estão em perigo de vida eminente, tanto que os jornalistas não podem dizer onde eles estão agora no Egito, ou para onde eles estão pensando mudar amanhã.

Nos últimos dias, os dois se reuniram com a Comissão dos USA de Liberdade Religiosa Internacional do Cairo. Eles pediram o estatuto de refugiados para sair do Egito.

Uma fonte da Comissão disse que o caso de Dina é complicado porque ela é menor e tem uma mãe muçulmana e há questões legais, mas seu pedido está sendo considerado.  Os jornalistas esperam que não aconteça como o caso de uma jovem americana que foi cruelmente assassinada por membro de sua própria família porque se recusou a usar as vestimentas e cobrir a cabeça como ordena os rituais islâmicos.

Enquanto estavam dando esta entrevista, Dina e seu pai estavam arrumando as malas para se deslocarem para outra área do Egito. Sem dinheiro. Ameaçados de morte.  E quase sem esperança. Tudo isto pelo Bárbaro crime nos países mulçumanos, de terem aceitado Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. Eles precisam das nossas orações.

Fonte : Mybelo jardim

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* Lançado na internet site sobre cristãos perseguidos.

sábado, janeiro 30th, 2010

Foi inaugurado, em 25 de janeiro, um novo site dedicado a divulgar as perseguições sofridas por cristãos em áreas de perigo em todo o mundo.

O projeto é iniciativa da Catholic Radio and Television Network (CRTN), vinculada à associação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

A página em inglês “Where God Weeps – the suffering Church in focus” encontra-se no endereço http://www.wheregodweeps.org. Nela estão disponibilizadas informações completas e relatos detalhados referentes à situação das comunidades cristãs nos países onde sofrem perseguições.

De acordo com a agência SIR, Mark Riedemann, diretor da CRNTV, disse que o site “oferece uma importante oportunidade para as pessoas que saber mais sobre os sofrimentos a que estão submetidos os cristãos em todo o mundo. As perseguições religiosas têm aumentado, especialmente contra cristãos – a ponto de, em alguns países, a sobrevivência da Igreja estra sob ameaça”.

Os visitantes da página poderão descobrir como, em pleno século 21, as pessoas continuam a dar a vida por sua fé, anunciando o Senhor em locais nos quais os cristãos são perseguidos e discriminados.

O elemento central do Where God Weeps são as reportagens mensais, cada uma abordando um país diferente. São documentários com 12 minutos de duração, nos quais são apresentadas estatísticas, um panorama geral da realidade, e entrevistas com líderes da Igreja local.

A reportagem deste mês de janeiro tratou da situação da comunidade cristã no Líbano.

A reportagem mostra como o Líbano, embora um país democrático no qual coexistem 18 religiões diferentes, esteja sob constante ameaça da influência de regimes teocráticos vizinhos.

O país tem recebido grande número de refugiados cristãos de diversas regiões da Ásia.

Where God Weeps se propõe a ir além do plano informativo, buscando apresentar propostas concretas de solução dos problemas enfrentados. Oferece também aos visitantes meios de contribuírem financeiramente para o suporte das ações evangelizadoras e assistenciais.

Zenit

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* Indonésia: radicalismo fruto da ignorância.

quinta-feira, janeiro 28th, 2010

Violência anticristã na Indonésia: cerca de mil pessoas incendiaram duas igrejas protestantes na noite de sábado no distrito de Padang Lawas, no norte de Sumatra.

O chefe do distrito, Basrah Lubis, afirma que “os agressores estavam irados porque a administração da Igreja não atendeu seus pedidos: transformar o uso dos edifícios de ‘lugares de oração’ para ‘edifícios neutros’. As duas construções, contíguas, pertencem ao Sínodo da Igreja protestante de Batak, e são templos pentecostais cujos fiéis pertencem à etnia Batak e têm a sua liturgia, com cantos e danças próprios.

Segundo a polícia, nenhum dos dois edifícios possuía o aval de construção; eram considerados ‘locais de oração’ e não ‘igrejas’. Na Indonésia, para construir igrejas é pedida uma licença especial, que deve superar obstruções impostas pelos islâmicos. E este é o pretexto principal da violência de muçulmanos contra cristãos: a falta de licenças.

Agora, com os dois edifícios em cinzas, as comunidades devem ir até Sosa, que dista 28 km, onde há três igrejas permanentes.

O reverendo Gomar Gultom, secretário executivo do Sínodo das Igrejas na Indonésia, observa que as agressões ocorrem porque alguns grupos islâmicos radicais, opõem-se à construção de templos cristãos e tentam deter a expressão religiosa de outras crenças. “Na Indonésia, o cristianismo é legal, mas os cristãos são quase sempre ameaçados”.

Sábado, em Jacarta, o Prof. Said Agil Siradj, da maior organização muçulmana moderada do país, o Nahdlatul Ulama, apresentou um relatório do Wahid Institute, para promover o pluralismo na Indonésia. O relatório mostra que em 2009, de 35 casos de violações à liberdade religiosa, 28 foram anticristãos. Para o Prof. Siradi, as violências contra cristãos são obra de pequenos grupos extremistas, que conhecem muito pouco o verdadeiro Islã. (CM)

Rádio Vaticano

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* Símbolos: linguagem cifrada das aspirações e dos ideais humanos.

terça-feira, janeiro 26th, 2010

Dr. Frei Antônio Moser

São inúmeros os estudos, antigos e recentes, sobre a importância dos símbolos na vida e na cultura dos povos. De alguma forma eles são uma linguagem cifrada das aspirações e dos ideais humanos. Por isso mesmo existem desde tempos imemoráveis e continuarão existindo. São tão importantes para a vida e a cultura dos povos que hoje a semiótica ( semeion=sinal) – ciência que estuda os significados da linguagem e dos símbolos é muitíssimo conceituada.

Existem símbolos com significados profundos dentro de um determinado contexto histórico e cultural. Quando abraçados com ardor, manifestam e alimentam o respeito e o despertar de energias inesperadas.

É o caso da bandeira ou do hino nacional de um país. Por isso mesmo até as crianças, quando participam de uma cerimônia cívica, ao hastear da bandeira e ao canto do hino nacional levam inconscientemente a mão ao peito. Ter sobre seu caixão a bandeira é uma das maiores honras que podem ser concedidas a quem deu a vida pela pátria.

Outros símbolos apontam para um nível ainda mais profundo, tentando traduzir convicções e valores que se apresentam como indissociáveis para a sobrevivência de uma instituição ou cultura; expressam a identidade profunda.Assim, para todos os povos, túmulos e cemitérios foram e são lugares onde se “respira um clima” de sacralidade e se mergulha nos mistérios da vida após a morte. Violar um túmulo é algo inadmissível em qualquer civilização.


Particularmente profundos são os símbolos religiosos, por mais simples que possam parecer. E esses símbolos apresentam variáveis, mas sempre ultrapassam o nível do que se visualiza e apontam para uma dimensão transcendente.


No caso daquelas inúmeras nações e das incontáveis regiões que foram evangelizadas pelo cristianismo, um dos símbolos mais expressivos é o do Cristo crucificado. Por isso, mesmo onde a modernidade e o materialismo se impuseram com furor, ninguém ousa tocá-lo. É o que se percebe, por exemplo, em muitos dos países da Europa Central. Passam os regimes, passam as ideologias e as cruzes lá continuam, atravessando o tempo.


Porém, o exemplo mais surpreendente de respeito aos símbolos religiosos verificou-se na antiga União Soviética. A começar pelo coração do materialismo ateu, o Kremlin. Todo rodeado por imponentes muralhas, sobre as quais tremulavam bandeiras, naturalmente vermelhas, e revestidas da foice e do martelo, mesmo no auge do fervor marxista, ninguém ousou tocar nas três lindas igrejas situadas no coração do Kremlin: a do Arcanjo Miguel, a da Dormição e a da Anunciação.


Também no mesmo local ainda se conservam torres e salões batizados com nomes de santos: Torre São Salvador, Torre de São Nicolau, de São Constantino e Torre Santa Helena. E para não esquecer, preservou-se ainda um salão dedicado a São Vladimir. Aliás, não dá para esquecer a imponente Catedral de São Basílio, no Centro da Praça Vermelha.


Existem ainda muitas outras igrejas, que com seu estilo bizantino dão um toque todo especial a Moscou e a toda a Rússia. E aqui aparece a maior surpresa: mesmo se empenhando durante 70 anos para arrancar do coração do povo as convicções religiosas, consideradas como alienantes; mesmo prometendo um “paraíso terrestre” no lugar do “paraíso celeste”, os fervorosos marxistas acabaram se esquecendo de um detalhe: derrubar as igrejas e monumentos religiosos, deixando-os intactos, inclusive com as cruzes que continuam imponentes no alto de todas as inúmeras torres.


Ao lerem essas considerações, com certeza alguns irão se perguntar pela sua razão de ser. Existem ao menos duas.


Primeira: aqui e ali há quem comece a exigir a retirada de símbolos religiosos de locais públicos. O símbolo mais visado é naturalmente o do Cristo crucificado. É que Jesus, cometeu um erro imperdoável: em vez de prometer um paraíso terrestre, prometeu apenas um paraíso celeste.


Segunda resposta: se formos levar a sério certas propostas, devidamente avalizadas por altas autoridades, teremos que proceder como os americanos em Bagdá, derrubando tudo o que se contrapõe aos seus interesses. E sempre existem figuras que incomodam alguém.


Nesse contexto brasileiro de debates oriundos de decretos nos quais se entrevê uma espécie de pretensão de corrigir Moisés e Jesus Cristo, talvez seja conveniente lembrar um relato do que teria ocorrido com o Imperador Constantino. Quando, preparava-se para enfrentar o cruel e tirânico Maxêncio, na Ponte Mílvia, em Roma, em 312, em sonho ele teria sido encorajado por uma voz que parecia sair de uma grande cruz dizendo-lhe: “Com esse sinal vencerás”. Constantino não só venceu, como concedeu liberdade religiosa, e, com isso, pôs fim à perseguição dos cristãos.

Convém não esquecer que os símbolos se constituem numa manifestação das aspirações mais profundas de um povo.

Tentar remover símbolos religiosos, sobretudo no contexto do Brasil, é tentar arrancar sua alma e sua brasilidade.


Pois por mais que isto possa desagradar a uns poucos setores da sociedade, convém recordar que o Brasil nasceu aos pés da cruz, quando da primeira Missa celebrada por Frei Henrique de Coimbra.


A remoção de símbolos religiosos se constituiria afronta não só religiosa, mas também cultural ao nosso povo. O Brasil, que no início foi batizado com o expressivo nome de “Terra da Santa Cruz”, não se entenderia a si mesmo sem seus símbolos religiosos e as manifestações de fé de sua gente. Por isso mesmo, qualquer tentativa de atacar as convicções mais profundas do povo são sempre temerárias. Não faltam exemplos de pessoas arrogantes que se atribuíram direitos que não lhes cabiam e, por vezes mais cedo do que esperavam, acabaram encontrando uma “Ponte Milvia” em seu caminho. É só questão de tempo.

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Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
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