Posts Tagged ‘Perseguição Religiosa’

* Repressão CONTRA os cristãos continua em muitos países do mundo, principalmente muçulmanos.

sexta-feira, fevereiro 8th, 2013

Por John Flynn, LC

O recente julgamento e condenação de Saeed Abedini no Irã, despertou mais uma vez a atenção da opinião pública sobre a falta de liberdade religiosa nos países com maioria muçulmana.

Abedini, nascido no Irã, mas naturalizado americano, no momento da prisão estava visitando o seu país natal. O homem, que foi muçulmano, se converteu ao cristianismo. Nos anos passados instituiu algumas igrejas no Irã, mas depois da sua prisão voltou a trabalhar num orfanato.

No passado 27 de janeiro Abedini foi condenado a oito anos de prisão por um juiz do Tribunal Revolucionário, que afirmou que o seu compromisso de estabelecer igrejas ameaçaria a segurança nacional no Irã (cfr. World Watch Monitor, 29 de janeiro).

“Temos sérias dúvidas sobre a clareza e sobre a transparência do processo ao Sr. Abedini”, disse o novo secretário de Estado americano, John Kerry, consultado sobre o assunto durante a sua audiência no Senado (cfr. Christian Post, 30 de janeiro).

“Junto com o governo dos EUA, eu condeno a contínua violação do direito universal à liberdade religiosa por parte do Irã e chamo a atenção das autoridades de Teerã, para respeitar os direitos humanos do Sr. Abedini e libertá-lo”, acrescentou Kerry.

No passado 21 de Novembro, o Pew Forum on Religion and Public Life publicou um dossiê sobre as leis contra a blasfêmia, a apostasia e a difamação da religião.

O documento relata alguns casos recentes, entre os quais a da adolescente de 14 anos paquistã presa com a acusação de ter tirado páginas do Alcorão.

Se por um lado muitas violações envolvem países islâmicos, os muçulmanos não são os únicos a restringir a liberdade religiosa. Um exemplo é aquele da acusação de blasfêmia de um homem por algumas alusões satíricas à Igreja Ortodoxa, publicadas online.

Sanções

De acordo com o estudo da Pew, em 2011, quase metade (47%) dos países e territórios ao redor do mundo têm leis e políticas que punem a blasfêmia, a apostasia ou a difamação da religião.

Dos 198 países pesquisados, 32 (16%) esperam leis anti-blasfêmia, 20 (10%) têm leis que penalizam a apostasia e 87 (44%) têm leis contra a difamação da religião, entre as quais está incluída a incitação ao ódio contra om membros de outras religiões.

Um estudo anterior do Pew Forum sobre este assunto descobriu que as restrições à liberdade religiosa são muitas vezes vigentes em vários países com severas restrições governamentais à religião ou a altos níveis de hostilidade socialincluindo a religião.

Leis anti-blasfêmia são particularmente difundidas no Oriente Médio e no Norte da África, enquanto que estão completamente ausentes na Europa e nas Américas.

Por outro lado, as leis contra a difamação da religião, são mais comuns na Europa, onde estão previstas em 36 países de 45. O estudo destaca, no entanto, que muitas dessas leis estão relacionadas a sanções contra o incitamento ao ódio, ao invés da difamação em si.

As últimas notícias e resultados do estudo Pew Forum confirmam as preocupações manifestadas em um livro publicado no final de 2011, por Paul Marshall e Nina Shea. In Silenced: How Apostasy and Blasphemy Codes are Choking Freedom Worldwide ((Silenciados: como as leis contra a a apostasia e a blasfêmia estão sufocando a liberdade no mundo), publicado pela Oxford Press, os autores examinam seja os países de maioria muçulmana que as nações ocidentais, como tentativas de introduzir restrições à blasfêmia por meio das Nações Unidas.

Extremistas

Com relação aos países muçulmanos, Marshall e Shea observam que as restrições são usadas para colocar um freio na liberdade de intelectuais, escritores, dissidentes e ativistas pelos direitos humanos. As liberdades políticas e acadêmicas são frequentemente limitadas.

Os autores, além do mais, afirmam que as restrições incentivam uma fechada ortodoxia religiosa e favorecem a posição dos extremistas que usam estas leis para intimidar aqueles que procuram a reconciliação entre os países islâmicos e o resto do mundo.

Muitas vezes, as leis são muito gerais e os tribunais não são obrigados a seguir definições precisas. Por exemplo, na Malásia é ilegal publicar “fatos controveros que possam debilitar a fé dos muçulmanos”.

No Paquistão as leis anti-blasfêmia proíbem todo ato que seja uma ofensa “por meio de imputações, insinuações ou referências, direta ou indiretamente”.

Além das restrições legais, um dos capítulos do livro lança um olhar sobre os atos de violência realizados por extremistas. “Se por um lado as estruturas legais dos discursos religiosos são perigosos, um problema mais abrangente e, de muitas maneiras, mais profundo, é a violência e as ameaças contra aqueles que são acusados de insultar o Islã”, observam os autores.

A ameaça de tal violência pode levar à auto-censura. Um caso como esse aconteceu em 2009, quanto a Yale University Press se recusou a publicar uma imagem das caricaturas dinamarquesas que acendeu uma polêmica em todo o mundo, embora o livro tinha sido promovido como o estudo mais profundo sobre as mesmas caricaturas.

O que está em jogo é o enfraquecimento da liberdade fundamental da religião e da expressão, conclui o livro, que também lança um apelo aos políticos para uma melhor compreensão do papel da religião na política e a qualquer pessoa para defender com mais vigor a liberdade religiosa. Uma chamada hoje mais do que atual.

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* Entendendo as “entranhas” da perseguição anti cristã pelo Mundo e desfazendo mitos.

quinta-feira, novembro 22nd, 2012
John L. Allen Jr - National Catholic Reporter


O intelectual francês Régis Debray observou que a perseguição anticristã se desdobra diretamente no ponto cego político do Ocidente – as vítimas são geralmente “muito cristãs” para estimular a esquerda e “muito estrangeiras” para o interesse da direita.
Como contribuição para apagar esse ponto cego, vamos desmascarar cinco mitos comuns sobre a perseguição anticristã.

Mito nº 1: Os cristãos são vulneráveis apenas quando são minoria

Acima de tudo, mesmo que isso fosse verdade, dificilmente diminuiria a seriedade da questão. De acordo com uma recente análise do Pew Forum, 10% dos cristãos vivem em sociedades em que são uma minoria. Dado que existem 2,18 bilhões de cristãos no planeta, isso se traduz em mais de 200 milhões de pessoas, muitas delas enfrentando ameaças, como as da Faixa de Gaza.

Qualquer flagelo que põe 200 milhões de pessoas em perigo, seja qual for a causa, mereceria preocupação.

No entanto, é palpavelmente falso que a perseguição ocorre apenas onde os cristãos são uma minoria. Segundo dados de outubro de 2010 do Pew Forum, os cristãos enfrentam ataques em um impressionante total de 133 países, o que representa mais de dois terços de todas as nações da terra, incluindo muitas onde os cristãos são uma forte maioria.

Um olhar sobre uma recente lista reunida pela Agência Fides, a agência de notícias missionária do Vaticano, de agentes de pastoral católicos mortos durante o ano passado, ilustra esse ponto.

Dos 26 que perderam suas vidas em 2011, apenas um morreu em um país onde os cristãos são uma minoria: o padre salesiano Marek Rybinski, morto na Tunísia, em fevereiro. Todos os demais morreram em países onde os cristãos são maioria, incluindo várias nações majoritariamente católicas, como ColômbiaMéxicoBurundiSudão do Sul Filipinas.

Colômbia, o sexto maior país católico do planeta, também foi lugar mais perigoso do mundo para ser um agente de pastoral católico em 2011. Seis padres e um leigo morreram, somando-se a uma sangrenta contagem de 70 padres, dois bispos, oito religiosos e três seminaristas mortos na Colômbia desde 1984.

Um dos mais angustiantes e novos martirológios de 2011 veio do México, onde 92% da população é católica. Mary Elizabeth Macías Castro, líder do Movimento Leigo Scalabriniano e blogueira, foi decapitada por expor as atividades de um cartel de drogas. De acordo com a Comissão para a Proteção dos Jornalistas norte-americana, ela foi a primeira jornalista do mundo morta devido ao uso de mídias sociais.

Em qualquer lugar em que os cristãos professam a sua fé abertamente, tomam posições contra a injustiça ou se colocam em perigo por causa do Evangelho, eles estão em risco – seja qual for a demografia religiosa do lugar.

Mito nº 2: Tudo tem a ver com o Islã

Uma parcela desproporcional de perseguições anticristãs é, na verdade, alimentada pelo Islã radical. Open Doors, um grupo evangélico, colocou nove Estados muçulmanos em sua lista “Top 10″ de 2011 dos lugares mais perigosos para os cristãos, incluindo AfeganistãoArábia SauditaSomália Irã.

No entanto, simplesmente identificar a perseguição anticristã com o Islã é enganoso. Há exemplos convincentes de colaboração entre cristãos e muçulmanos em várias partes do mundo, e essa é a base da visão do Papa Bento XVIde uma “Aliança de Civilizações” (um dos principais partidos políticos das Filipinas, por exemplo, é o Democratas Muçulmanos Cristãos). Também não se deveria esquecer que as vítimas mais numerosas do extremismo muçulmano são, de fato, outros muçulmanos.

Além disso, o Islã radical dificilmente é a única fonte de animosidade anticristã. Os cristãos sofrem de uma série de outras forças, incluindo:

- O ultranacionalismo (como na Turquia, onde nacionalistas extremistas tendem a ser uma ameaça maior do que os islamistas);

- Estados totalitários, especialmente do âmbito comunista (ChinaCoreia do Norte);

- O radicalismo hindu (a agressão anticristã se tornou rotineira em algumas regiões da Índia. Nesta semana, radicais hindus armados com paus e barras de ferro atacaram 20 cristãos pentecostais em uma casa particular perto de Bangalore, um ataque que deixou o pastor sem um dedo de sua mão esquerda. Quando os cristãos denunciaram agressões semelhantes há duas semanas, um membro da comissão oficial do Estado para as minorias, que está sob o controle de um partido nacionalista hindu, deu de ombros: “Se realmente conhecessem os ensinamentos de Jesus, os cristãos não deveriam estar reclamando”, ele teria dito);

- O radicalismo budista (como no Sri Lanka, onde, ao contrário dos estereótipos de tolerância budista, manifestações lideradas por monges budistas atacaram igrejas cristãs e outros alvos em todo o país em 2009);

- Interesses corporativos (como na região amazônica do Brasil, onde ativistas cristãos foram mortos por protestar contra injustiças dos conglomerados do agronegócio);

- O crime organizado, narcotraficantes e bandidos menores (por exemplo, o assassinato, em 1993, do cardeal mexicano Juan Jesús Posadas Ocampo, alvejado 14 vezes no aeroporto de Guadalajara por homens armados ligados a um cartel de drogas, ou o assassinato no mesmo ano do padre italiano Giuseppe Puglisi, um crítico feroz da máfia siciliana);

- Políticas de segurança impostas pelo Estado (como em Israel, onde postos de controle, requisitos de visto e outras restrições dividem as famílias cristãs entre a Jerusalém Oriental e a Cisjordânia e tornam praticamente impossível que os cristãos de um local prestem culto em outro);

- E até mesmo, acredite ou não, o radicalismo cristão.

Se esse último dado parece ser contraintuitivo, considere-se o que aconteceu no vilarejo de San Rafael Tlanalapan, no estado mexicano de Puebla, em setembro passado. Setenta protestantes locais foram forçados a fugir depois que um grupo de católicos tradicionalistas emitiram um ultimato assustador: saiam imediatamente ou serão “crucificados ou linchados”.

A questão é que o extremismo e a intolerância de qualquer tipo, não o Islã, são a ameaça.

Mito nº 3: Ninguém a viu chegar

Quando os cristãos são alvejados, os políticos e a polícia muitas vezes desempenham o papel de capitão Louis Renault, em Casablanca, que professa seu choque com o que aconteceu, mas sugerindo que a violência foi uma calamidade imprevisível, em vez de uma falha de vigilância. No entanto, em um número perturbador de casos, os sinais de advertência foram muito claros.

Turquia é um exemplo. No dia 3 de junho de 2010, o bispLuigi Padovese, um capuchinho italiano e vigário apostólico de Anatólia, foi assassinado pelo seu motorista, que alegou ter tido uma revelação privada identificando Padovese como o anti-Cristo. Como o motorista estava recebendo tratamento psiquiátrico, as autoridades turcas anunciaram que não houve “motivo político” e declararam o caso encerrado.

O que não se reconheceu foi o clima geral em que um louco pôde ter tido a ideia de que um bispo católico era a encarnação do mal.

Pouco depois que Padovese chegou em 2004, começaram as negociações para a adesão da Turquia à União Europeia, inflamando ressentimentos nacionalistas. Entre esse ponto e a morte Padovese em 2010, um claro padrão de ameaça surgiu para a pequena minoria cristã (150 mil de 72 milhões):

- Em 2005, polêmicos minidramas sobre as Cruzadas foram ao ar na televisão turca, o que fez com que pedras começassem a ser atiradas contra as janelas de igrejas cristãs, lixo fosse deixado na porta das igrejas e abusos verbais fossem proferidos contra o clero cristão pelas ruas;

- Também em 2005, um livro sensacionalista foi publicado por um turco chamado Ilker Cinar, que alegava ser um ex-protestante que havia retornado ao Islã, intitulado Eu fui um missionário. O Código está decodificado. Ele afirmava que os cristãos estavam trabalhando com os separatistas curdos e queria, destruir a nação.

- No dia 8 de janeiro de 2006, um líder da Igreja Protestante de Adana foi espancado por cinco homens jovens;

- No dia 5 de fevereiro de 2006, um missionário católico italiano chamado Pe. Andrea Santoro foi assassinado a tiros na cidade de Trabzon por um jovem de 16 anos que gritava Allahu Akhbar (Padovese celebrou a missa fúnebre);

- Nas semanas seguintes ao assassinato de Santoro, o padre esloveno Martin Kmetec foi jogado em um jardim e ameaçado de morte na cidade portuária de Izmir, enquanto o padre francês Pierre Brunissen foi esfaqueado no porto de Samsun, no Mar Negro;

- No dia 19 de janeiro de 2007, um proeminente cristão turco de origem armênia, Hrant Dink, foi assassinado em Istambul;

- No dia 18 de abril de 2007, três missionários cristãos que dirigiam uma pequena editora foram assassinados em Malatya;

- Em 2009, a imprensa turca publicou notícias sobre o “Plano Cage”, um esquema preparado por ultranacionalistas em conjunto com membros das Forças Armadas para desestabilizar o Estado por meio de ataques contra cristãos, armênios, curdos, judeus e alevitas.

Nesse contexto, realmente faz sentido definir o assassinato de Padovese como um ato isolado? Ou seria mais correto dizer que, mesmo que ninguém pudesse prever o momento e o alvo precisos do próximo ataque, a Turquiahavia permitido um clima perigoso se exasperasse?

Para ser justo, as autoridades turcas deram passos depois de 2007 para suavizar as polêmicas anticristãs na mídia e, segundo a Associação das Igrejas Protestantes da Turquia, a violência diminuiu. Seu relatório anual listou 19 ataques anticristãos em 2007 e 14 em 2008, mas apenas dois em 2009. O assassinato de Padovese, no entanto, sugere que a mudança do clima continua sendo um trabalho em andamento.

(Como nota de rodapé, o maior jornal de fala inglesa da TurquiaToday’s Zaman, publicou uma fascinante coluna em meados de dezembro comparando a tépida resposta do Vaticano aos assassinatos de Santoro Padovese com a agressiva abordagem protestante nos casos Dink Malatya. Os protestantes reuniram uma altamente poderosa equipe de advogados para pressionar por uma investigação séria e trabalharam duro para manter o interesse da mídia. De acordo com o colunista Orhan Kemal Cengiz, houve, por contraste, “uma absoluta falta de pressão por parte do Vaticano“. Ele atribui isso a um diagnóstico errado em Roma de que muita pressão poderia inflamar as tensões cristão-muçulmanas. Na verdade, diz Cengiz, os culpados são nacionalistas turcos extremistas).

Mito nº 4: Só é perseguição se os motivos forem religiosos

Analisando a lista da Fides de agentes de pastoral mortos em 2011, é tentador concluir que grande parte dessa violência realmente não é anticristã. Em muitos casos, parece ser mais uma questão de estar no lugar errado na hora errada.

Um padre colombiano, por exemplo, foi esfaqueado até a morte por um ladrão que tentou roubar seu celular; outro foi baleado por bandidos que estavam atrás de sua motocicleta. O mesmo pode ser dito sobre a Ir. Lukrecija Mamica, uma membro croata das Irmãs da Caridade, e do leigo voluntário italiano Francesco Bazzani, ambos assassinados no Burundi em novembro. Mamica foi morta durante um assalto à residência das irmãs. Os ladrões então sequestraram Bazzani e o mataram quando um impasse com a polícia deu errado.

Ou consideremos o que aconteceu no dia 11 de janeiro em Kirkuk, no Iraque, onde homens armados abriram fogo contra o palácio do arcebispo caldeu. A polícia sugeriu que foi um erro, e que os terroristas tinham a intenção de atacar a casa próxima de um membro turcomeno do Parlamento iraquiano. Felizmente, ninguém ficou ferido no interior da residência do arcebispo, mas, supondo-se que alguém tivesse sido, isso seria contado como violência anticristã?

Certamente, nenhum desses casos se encaixa na definição tradicional de martírio, que requer que alguém seja mortoin odium fidei – por ódio à fé. Mesmo esse padrão, no entanto, está sendo estendido nos dias de hoje. O Papa João Paulo II acrescentou mártires mortos in odium ecclesiae – por ódio à Igreja –, e muitos teólogos acreditam que o martírio deveria incluir não apenas as mortes por ódio à fé, mas também o ódio a virtudes essenciais para a fé.

Em todo caso, os riscos atuais dificilmente se limitam aos clássicos casos de martírio, mas sim a uma grande variedade de circunstâncias em que os cristãos estão em perigo. Mesmo que não sejam atacados por motivos religiosos, as suas razões para estarem naquele lugar geralmente estão enraizadas em sua fé.

No Burundi, por exemplo, Mamica Bazzani quase certamente não foram alvejados por serem cristãos. Com toda a probabilidade, seus assassinos simplesmente pensavam que uma residência de freiras tinha coisas que valiam a pena roubar e não estariam fortemente guardadas. Ainda assim, uma religiosa e um leigo voluntário da Europa obviamente sabiam que havia lugares muito mais seguros para estar do que no noroeste do Burundi, um epicentro do genocídio de 1994. Eles escolheram estar lá porque suas crenças religiosas os levaram a ir ao encontro das pessoas esquecidas e vulneráveis.

Da mesma forma, até agora, o arcebispo Louis Sako e os outros caldeus em Kirkuk, ambos clérigos e leigos, facilmente poderiam ter ingressado no êxodo dos cristãos do Iraque. Eles preferiram ficar, muito provavelmente porque acreditam na importância de um testemunho cristão, ou simplesmente porque não querem ver a sua Igreja extinta depois de 2.000 anos de história.

Na identificação de cristãos que precisam de ajuda, a única coisa que deveria importar é que eles estão na linha de fogo – e não o que está na cabeça de quem quer que seja que puxe o gatilho.

Mito nº 5: A perseguição anticristã é uma questão da direita

Dos cinco mitos aqui considerados, esse é sem dúvida o mais pernicioso. Se pudermos concordar sobre qualquer coisa neste mundo polarizado, essa coisa deveria ser que a perseguição de pessoas com base em suas crenças – quaisquer que sejam essas crenças – é intolerável.

A partir disso, a perseguição anticristã foi colocada pela primeira vez no mapa político norte-americano em meados da década de 1990 por uma constelação de ativistas e intelectuais conservadores, como Michael HorowitzNina Shea ePaul Marshall. Na The New York Times Magazine, em 1997, Jeffrey Goldberg chamou a recente preocupação com os cristãos perseguidos de “uma questão fabricada na região de Washington que produz a mais valiosa das commodities política: a questão polêmica”.

Goldberg descreveu como a cruzada para defender os cristãos perseguidos coloca diversos grupos políticos locais importantes uns contra os outros.

- Grupos religiosos centrais versus católicos evangélicos e conservadores (o então secretário-geral do Conselho Nacional de IgrejasJoan Brown Campbell, queixou-se em 1997 que o movimento sugeria um “cristianismo excessivamente poderoso”);

- Conservadores sociais versus pró-grupos de negócios e pró-sistema dominante de política externa (a Chinatende a ser o ponto focal. Impomos sanções por causa do histórico da China em termos de liberdade religiosa ou não?);

- Grupo de direitos humanos tradicionais (Human Rights Watch, a ACLU [American Civil Liberties Union]) versus movimento baseados na fé.

Até certo ponto, essas divisões ainda existem. Pode-se acrescentar que, na era pós-11 de setembro, a violência anticristã por parte dos muçulmanos é um terrível grito de guerra para os falcões da direita norte-americana, o que pode ajudar a explicar por que alguns liberais continuam ariscos.

Tudo isso, no entanto, diz muito mais sobre a política norte-americana do que sobre a natureza da perseguição anticristã. Infelizmente, desenvolvemos uma cultura política que poderia transformar a figura da mãe e a torta de maçã em questões polêmicas também.

A verdade é que a perseguição contra os cristãos, ideologicamente falando, é uma iniciativa de oportunidades iguais.

Pensemos, por exemplo, nos famosos mártires do movimento da teologia da libertação, como o arcebispo Óscar Romero, ou nos seis jesuítas e duas mulheres assassinados em El Salvador em 1989. Há também o bispo guatemalteco Juan José Gerardi, espancado até a morte, em 1998, dois dias depois de divulgar um relatório sobre a guerra civil do seu país, que criticava fortemente o Exército e grupos paramilitares de direita. Mais recentemente, a irmã norte-americana Dorothy Stang, assassinada no Brasil em 2005 por defender os amazonenses pobres e indígenas; ou a irmã indiana Valsha John, morta no ano passado por defender os membros da subclasse tribal contra a expropriação de suas terras por empresas de mineração de carvão.

Defender os cristãos perseguidos, em outras palavras, dificilmente é um esforço que deve preocupar apenas a direita política e teológica. Delinear a perseguição anticristã como um jogo político não é apenas uma obscenidade, mas também factualmente impreciso.

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* Crescem a intolerância e a discriminação contra os cristãos na…ALEMANHA!

sábado, outubro 13th, 2012

Crescem na Alemanha a intolerância e a discriminação contra os cristãos. A denúncia é do sociólogo italiano Massimo Introvigne, coordenador do Observatório da Liberdade Religiosa, estabelecido pelo Ministério de Assuntos Exteriores da Itália.

“O Observatório”, diz Introvigne, “iniciou as atividades em junho com uma conferência de imprensa sobre as ameaças à liberdade religiosa nos Estados Unidos. Sua preocupação, portanto, não é apenas com a Ásia e com a África. Nós acompanhamos de perto o processo da denúncia contra a Alemanha, que acaba de ser apresentada ao Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas pelo Observatório da Intolerância e da Discriminação contra os Cristãos, de Viena, uma importante instituição católica não-governamental que várias vezes foi elogiada pela Santa Sé”.

A denúncia contém seis acusações contra a Alemanha.

Primeiro, a violação dos direitos dos pais cristãos, pelas severas limitações que afetam a educação domiciliar, ou seja, a possibilidade de as famílias darem aulas para os filhos em casa, o chamado homeschooling.

Segundo, apesar de uma circular ministerial de 1986, continua dúbio o direito de um farmacêutico cristão de não vender a pílula abortiva por objeção de consciência.

Terceiro, as organizações que se opõem ao aborto têm muitas vezes proibidas, especialmente em Munique e Friburgo, as manifestações pacíficas e até mesmo a simples presença perto dos hospitais e das clínicas que praticam abortos.

Em quarto lugar, os tribunais não punem, ou tratam com grande leniência, os casos de ofensas e insultos contra o cristianismo e contra a religião católica, mas intervêm com maior rigidez quando são ofendidas outras religiões.

Quinto, cresce o vandalismo contra igrejas e cemitérios cristãos.

Sexto, os alunos não podem ser isentos das aulas de educação sexual que inculcam princípios diametralmente opostos à moralidade ensinada pela Igreja Católica e por outras denominações cristãs”.

“Ninguém”, prossegue Introvigne, “quer comparar a discriminação e a intolerância contra os cristãos praticados na Alemanha, ou nos Estados Unidos por parte da administração Obama, ou de outros países ocidentais, com a tortura e os assassinatos de cristãos na África e na Ásia. A Alemanha é um país que, em outros aspectos, está empenhado em proteger a liberdade religiosa, e esse compromisso deve ser reconhecido. Mas o nosso Observatório se esforça para deixar claro que, no campo de aversão ao cristianismo, há uma lógica do plano inclinado. Ela começa com a intolerância, que é uma coisa cultural. A partir daí, pode-se passar para a discriminação, que é um conjunto de normas jurídicas. E, finalmente, chega-se à terceira fase: os crimes de ódio reais, a violência contra os cristãos. Se não se quer chegar à violência, deve-se parar antes, deve-se parar a intolerância e a discriminação. Por isto é que o caso da Alemanha é importante”.

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* Vídeo mostra como foi a liberação de Rimsha Masih, vítima da lei da blasfêmia no Paquistão.

quarta-feira, setembro 12th, 2012

Em um vídeo difundido através do Youtube se confirmou que a menina Rimsha Masih, presa em meados de agosto por um suposto delito de blasfêmia contra o Islã, foi liberada na sexta-feira 9 de setembro.

A agência Reuters informou após a sua liberação sob fiança, que um helicóptero do exército paquistanês buscou a menor e a levou para um lugar escondido para garantir sua segurança.

No vídeo se veem vários policiais fortemente armados ao redor de Rimsha, que cobre seu rosto com um cachecol verde enquanto caminha para o helicóptero.

Rimsha Masih, vizinha de um bairro humilde de Mehrabad, nos subúrbios de Islamabad, foi presa em meados do último mês de agosto depois de que alguns vizinhos muçulmanos a acusassem de ter queimado parte do livro ‘Noorani Qaida’, um manual infantil de introdução ao Islã que contém versículos do Corão.

O ímã que fez a acusação, Jalid Yadun, foi detido faz uns dias depois de que várias testemunhas, vizinhas da aldeia de Masih, assegurassem que tinham visto como ele introduzia “papéis queimados” do Corão na mochila da adolescente.

As leis contra a blasfêmia do Paquistão castigam duramente inclusive com a pena de morte, a quem fale mal sobre o Islã ou o profeta Maomé e a quem profane ou queime partes do Corão, o livro sagrado muçulmano.

A detenção de Masih desencadeou o êxodo de centenas de cristãos da aldeia da menina, sobre tudo depois de que os responsáveis por várias mesquitas informassem através de alto-falantes do que supostamente tinha feito a menor.

Os cristãos representam quatro por cento da população paquistanesa. Segundo os membros desta comunidade, as condenações por blasfêmia costumam apoiar-se unicamente em declarações de testemunhas e normalmente são feitas por vinganças pessoais.

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* Vietnã: Estado comunista continua a perseguir Igreja Católica.

sábado, agosto 18th, 2012

Os católicos de Dak Pnan, Vietnam, foram expulsos de sua capela pelas autoridades locais, no último dia 13. Os fiéis retirar o altar, o crucifixo e a imagem de Nossa Senhora, enquanto funcionários do governo colocavam fotos e Ho Chi Mihn nos locais onde antes estavam de Nosso Senhor crucificado e da Santíssima Virgem. Enquanto as leis comunistas afirmam proteger a liberdade religiosa, a perseguição à Igreja continua naquele país do sudeste asiático.

Capela01.jpg
Capela02.jpg
Acima: Capela desmantelada pelos comunistas.
Abaixo: Dom Michael Hoang Duc, reza com fiéis
no local onde foram colocados os objetos
sagrados retirados da capela esvaziada.

“As autoridades do governo vieram e exigiram que fossem retiradas da capela a cruz e a imagem da Virgem”, contou um morador de Kom Tum à UCA News. (Foto ao lado)

Diante da resistência dos fiéis, os funcionários do governo ameaçaram levar um dos deles para a prisão. E os presentes foram obrigados a carregar os objetos religiosos e guardá-los na casa de um deles.

Depois de ocupar a capela, eles colocaram fotos do líder comunista Ho Chi Minh nos locais onde havia imagens sagradas e, no dia seguinte, retiram os sinos e informaram que o local passaria a ser usado “para atividades do município e não para o culto”

Dom Michael Hoang Duc, Bispo de Kon Tum, visitou o local no mesmo dia do ataque e rezou com os fiéis na casa em que foram guardados o sacrário, o altar e as imagens sagradas. Durante a visita Dom Hoang Duc animou os fiéis a continuar vivendo sua Fé com valenta.

A capela invadida foi edificada em 1999 com ajuda de uma instituição francesa e sempre foi usada para finalidades exclusivamente religiosas e pastorais.

O povoado de Dak Pnan é habitado principalmente por enfermos portadores de lepra e é visitado semanalmente por sacerdotes de outras localidades desde 2007. (GES/JSG)

Com informações da UCA News

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* Cresce roubo de hóstias consagradas nas Igrejas Italianas.

sexta-feira, abril 27th, 2012

Há vários meses a Igreja Católica na Itália vem sendo atacada por pessoas que agindo de má fé, roubam a Santíssima Eucaristia das mais diversas formas, seja quebrando tabernáculos, furtando cibórios com hóstias consagradas ou ainda aproveitando da facilidade da comunhão na mão.

Os objetivos são ainda discutidos pelas autoridades locais: serão sacrilégios deliberados por alguma religião ou seita, ou os ladrões pretendem utilizar as hóstias em missas negras?

Algumas comunidades católicas se sentiram forçadas a tomar contra-medidas. Em algumas igrejas o tabernáculo é esvaziado e deixado aberto, a fim de serem protegidos contra o roubo.

O Arcebispo de Monreale, Dom Salvatore DiCristina, declarou que o “Santíssimo será mantido em um local mais seguro, por isso será armazenado em um cofre”.

Dom Velasio De Paolis, Cardeal e canonista, explicou que os sacrilégios contra a Eucaristia estão entre os mais graves dos delitos e os que os praticam recebem a condenação de excomunhão “latae sententiae”, que só pode ser levantada pela Santa Sé.

Dom Paolis sublinha que até mesmo a comunhão na mão oferece um risco maior de que hóstias consagradas possam ser roubadas, profanadas ou mantidas para fins sacrílegos. (EPC)

Com informações de Una Voce Brasil.

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* Pichação ofensiva em parede de igreja causa perplexidade e espanto!

segunda-feira, abril 23rd, 2012

Uol

Três frases escritas de vermelho na parede da Matriz da Igreja Católica chamaram a atenção da população de Santa Helena, cidade localizada na região Oeste do Paraná e que tem pouco mais de 23 mil habitantes: “Deus é gay”, “Pequenas Igrejas, Grandes Negócios” e “fuck the religions”.

As pichações foram feitas na porta de entrada, o local onde centenas de católicos do município celebram e fazem suas orações. Os vândalos também fizeram o símbolo da cruz de ponta cabeça, e um símbolo do anarquismo.

A ação dos vândalos ocorreu na noite da última quinta-feira (19). Com a ajuda da população, a Polícia Militar local agiu rápido e prendeu os três suspeitos de terem praticado o ato de vandalismo.

Segundo o Portal Correio do Lago, “L.A.S., 19 anos, foi o primeiro detido e depois foram detidos M.J.O. e E.R.S. Segundo informou o sargento Botini, comandante local da PM, no depoimento eles alegaram consumo de bebida alcoólica, influência disso e insatisfação com a vida para praticar o ato de blasfêmia contra a igreja”, publicou o site. Os três foram ouvidos e liberados, pois responderão a acusação em liberdade.

A Paróquia Santo Antônio se manifestou através de uma carta pública.

Leia a carta pública na íntegra.

“Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua força e com toda a sua mente; e ao seu próximo como a si mesmo”. (Lc 10,27)

A legislação brasileira dá o direito de expressão a todos os cidadãos, mas também exige respeito pelo patrimônio alheio, inclusive criminalizando atos de vandalismo e pichação.

Nesta manhã de sexta-feira os católicos de Santa Helena e porque não dizer, todas as pessoas de boa vontade, ao passarem pela Igreja Matriz Santo Antonio manifestam profunda indignação, reprovação e sentem-se ofendidos pelos atos de vandalismo que aconteceram ao longo desta noite de quinta para sexta, quando alguns elementos picharam a parede lateral da Igreja com ofensas à religião e a Deus.

Esses atos são considerados uma blasfêmia (do dicionário):

1. Ultraje a algo  considerado sagrado, a uma divindade ou religião; 
2. Palavras ofensivas e insultantes contra uma pessoa ou um objeto dignos de respeito).

Portanto, como Igreja Católica afirmamos:

1. A atitude dessas pessoas foi uma blasfêmia contra Deus, o criador de todas as coisas, e contra os católicos que usam este templo sagrado para as celebrações sagradas da comunidade e para seu encontro pessoal com Deus;

2. Como crime previsto na legislação, exigimos que as autoridades competentes investiguem o caso e dêem respostas a toda comunidade santa-helenense;

3. Esses fatos, como vários outros que tem sido corriqueiros em nossa cidade, são as consequências de uma sociedade que deixou os valores fundamentais de lado: valores da vida, do respeito ao próximo, da família, do amor a Deus;

4. Quando o ser humano é desumanizado naquilo que lhe é mais precioso – “ser imagem e semelhança de Deus” (Gn 1,26) qualquer ideologia: do poder, do dinheiro, da vaidade, do anárquico se avultam;

5.Por isso é urgente que a sociedade, a igreja, as famílias, os responsáveis pelos poderes públicos, os educadores de nossas instituições assumam esse papel de formadores da vida e das pessoas no cuidado dos valores que são fundamentais a todos:
a vida, o ser humano em todas as suas dimensões, a liberdade religiosa e o respeito às manifestações de fé.

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* “Não podemos ser mais católicos por acidente, senão católicos por convicção”, afirma Bispo.

domingo, abril 22nd, 2012

A decisão do Governo dos Estados Unidos de obrigar as instituições católicas a pagar por medicamentos contraceptivos e abortivos nos convênios médicos de seus empregados ainda repercute no país. Agora foi a vez do bispo de Peoria, no estado de Illinois, Estados Unidos, Dom Daniel Jenky, demonstrar todo o seu descontentamento com a medida do Presidente da República Barack Obama.

Durante a missa que presidiu pelo marco da celebração anual da marcha “Um chamado aos Homens Católicos de Fé”, Dom Jenky fez um paralelo entre as medidas favoráveis ao aborto do Governo norte-americano atual e outras perseguições sofridas pela Igreja Católica em sua história. “A Igreja sobreviveu a invasões bárbaras. A Igreja sobreviveu onda após onde de jihads (”guerras santas” islâmicas). A Igreja sobreviveu a era da revolução. A Igreja sobreviveu ao nazismo e ao comunismo”, salientou o prelado.

Neste sentido, “no poder da ressurreição, a Igreja sobreviverá ao ódio de Hollywood, à malícia dos meios de comunicação e à maldade embusteira da indústria do aborto”. E não apenas a isso. Conforme o arcebispo, a Igreja Católica sobreviverá também à corrupção reinante e “a absoluta incompetência de nosso governo do estado de Illinois, incluído o desprezo calculado do Presidente dos Estados Unidos, seus burocratas nomeados no departamento de Saúde e Serviços Humanos e da atual maioria do Senado Federal”.

Não obstante sua reprovação para com os políticos defensores de práticas abortivas, Dom Jenky destacou aos seus fiéis que é preciso “amar nossos inimigos e rezar por aqueles que nos perseguem”. Contudo, conforme o prelado, como cristãos “devemos também ficar de pé pelo que cremos e sempre estar preparados para lutar pela fé”.

“Não podemos ser mais católicos por acidente, senão católicos por convicção”, disse o arcebispo, sublinhando que a situação nos Estados Unidos diante do presidente Barack Obama chegou a um extremo tal “que esta é uma batalha que poderíamos perder, mas ante o tribunal impressionante de Deus Todo poderoso não se trata de uma guerra onde qualquer católico crente pode permanecer neutro”.

Com informações da EWTN notícias.

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* Porque deus pagão pode e o DEUS cristão não pode?

segunda-feira, março 19th, 2012

Lister Leão

Crucifixos são proibidos no poder judiciário do Rio Grande do sul.

A PERGUNTA QUE SE SEGUE É:

POR QUE A DEUSA PAGÃ PODE

E O DEUS CRISTÃO NÃO PODE?

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* Índia: Prevê-se que as perseguições, obra de grupos de extremistas hinduístas, aumentarão em 2012.

sábado, fevereiro 4th, 2012

Agência Fides –

São 2.141 os cristãos vítimas de agressões, ataques e perseguições em 2011, sem contar suas famílias, parentes e amigos, alvos indiretos.

Prevê-se que as perseguições, obra de grupos de extremistas hinduístas, aumentarão em 2012. Este é o cenário traçado pelo novo Relatório 2011 sobre as Perseguições na Índia, publicado hoje por “Catholic Secular Forum” (CSF), Organização ecumênica fundada por católicos indianos, com o apoio do Cardeal Oswald Gracias, Arcebispo de Mumbai.

O Relatório, enviado por CSF à Agência Fides, traça um quadro com contornos obscuros, no qual a violência anticristã dos hinduístas radicais é definida “um vírus que infesta a sociedade”. A perseguição, de fato, “se tornou mais difusa, e cobre quase todos os Estados do país”.

Um mínimo de 1.000 famílias cristãs foram atingidas por esses ataques: o Relatório denuncia “uma campanha premeditada” contra alvos fracos e, devido a sinalizações já recebidas, prevê um aumento em 2012. O texto evidencia 250 entre os crimes mais graves e levanta questões sobre a liberdade de fé, sobre o abuso dos direitos humanos e dos direitos constitucionais. Segundo CSF, os episódios registrados são somente aqueles trazidos à luz e denunciados pela imprensa: se fossem contabilizados os casos não registrados, o número total poderia triplicar.

Em primeiro lugar nos episódios de perseguição, o Relatório classifica como “Estado canalha” o Karnataka, grande Estado da Índia meridional. Aqui se verificaram em 2011 mais de mil ataques aos cristãos, “uma média de 3-5 ataques por dia”. Outros Estados citados foram Orissa, Gujarat, Madhya Pradesh, Chhattisgarh.

As principais vítimas são as crianças e as mulheres. As crianças, “observadores inermes dos crimes”, sofrem os efeitos como a privação de educação elementar, desnutrição, a vida nos campos para refugiados, o medo e a insegurança financeira, o abuso e o trabalho infantil.

As mulheres também são vulneráveis: freiras, irmãs, mulheres ou filhas de pastores ou de líderes das comunidades são vítimas de estupros e moléstias sexuais.

O juiz Michael F. Saldanha, comentando o Relatório, pediu a atenção nacional e internacional, afirmando que “a polícia, a burocracia e a magistratura dão a impressão de ter abdicado de seu dever”. Segundo o prof. Ram Puniyani, estudioso dos grupos de extremistas hinduístas, “os afiliados do Hindutva (ideologia hinduísta, ndr) dirigiram claramente sua atenção aos cristãos, sobretudo autóctones, encontrando nas comunidades alvos fáceis, com escasso temor de que possam se rebelar”.

Segundo os grupos extremistas hinduístas, os missionários cristãos convertem com a força, a fraude e a sedução e, portanto, “são uma ameaça ao Hinduísmo”. Essas teses, disse o prof. Puniyani, é desmentida pelos fatos, já que a porcentagem dos cristãos na Índia diminuiu: eram 2,60% da população em 1972, 2,44% em 1981, e 2,30% em 2001.

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* Ex-muçulmana é chicoteada na Somália por se converter ao cristianismo.

sábado, janeiro 14th, 2012

Uma mulher de 28 anos foi presa por extremistas islâmicos do grupo Al Shabbab por ter se convertido ao cristianismo. Após um mês presa em um campo-prisão do grupo islâmico ela foi chicoteada em praça pública antes de ser libertada.

Sofia Osman recebeu a punição de 40 chibatadas por acreditar em uma “religião estrangeira”. Depois do açoitamento amigos da mulher afirmaram: “Sofia foi chicoteada durante 3 horas, mas ela não disse para nós depois quais foram outras humilhações ela passou enquanto esteve presa”.

Uma testemunha ocular afirmou ao Compass que punição fez com que Sofia sangrasse muito e perdesse a consciência. Centenas de pessoas assistiram à punição recebida pela cristã.

“Após ser solta e receber a punição, ela estava sendo tratada em sua própria casa pelos seus familiares. Ela não estava conseguindo conversar com ninguém e parecia muito confusa”, disse uma fonte próxima da família que pediu: “Por favor, orem para que a sua recuperação seja rápida”.

Segundo o Portas Abertas Sofia é cristã há mais de quatro anos e fazia parte de uma igreja subterrânea que fica em uma região dominada pelo maior grupo extremista islâmico do país, o Al Shabbab.

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* Dos 25 países que mais perseguem os cristãos, 18 são Muçulmanos. O que eles temem?

sexta-feira, janeiro 6th, 2012

A organização internacional Portas Abertas publicou a lista dos países em que os cristãos foram mais perseguidos em 2011. Encabeçada por um país comunista, a Coreia do Norte, a lista revela, entretanto, que os maiores algozes do cristianismo têm sido os países islâmicos. Somente dois países latinoamericanos freqüentam a lista, Colômbia e Cuba, por razões diversas. A lista ainda não contempla o tipo de perseguição que se verifica nos países ocidentais, a de matriz secularista.

Vamos à primeira parte da lista:

1º Coreia do Norte – comunista

Local no planeta onde ser cristão é mais difícil. Os cristãos são presos, torturados e mortos. No entanto, a Igreja está crescendo: há cerca de 400.000 cristãos no país. População: 24 milhões e 500 mil.

2º Afeganistão – muçulmano

Os cristãos que falam sobre sua fé enfrentam violência e ameaças de morte. Mas apesar de todos os perigos, o cristianismo continua a crescer: ainda são 0,01% da população de 30 milhões.

3º Arábia Saudita – muçulmano

A liberdade religiosa não existe nesse reino islâmico. Todos os envolvidos em reuniões religiosas não muçulmanas podem ser presos, deportados ou torturados. Numa população de 28 milhões, os cristãos contam poucos milhares, a maioria de estrangeiros.

4º Somália – muçulmano

Os poucos cristãos são fortemente perseguidos, e devem praticar sua fé em segredo. Alguns foram forçados a fugir para viver em outros países. Há pouco mais de 1 mil cristãos numa população de 9 milhões.

5º Irã – muçulmano

Os cristãos relatam violência física, ameaças e discriminação por causa de sua fé. Muitos cultos têm sido monitorados pela polícia secreta. Os cristãos são 0,4% numa população de 78 milhões.

6º Maldivas – muçulmano

Todos os cidadãos devem ser muçulmanos, e qualquer outra religião é proibida. Os cristãos são discriminados pelo governo e sociedade. Não é permitido construir igrejas ou importar materiais religiosos. Numa população de 400 mil, apenas trabalhadores estrangeiros são cristãos.

7º Uzbequistão – muçulmano

Cristãos têm suas casas invadidas, materiais cristãos são confiscados. Muitos líderes foram interrogados e agredidos pela polícia. Ainda assim, a Igreja continua a crescer. Os cristãos já somam 9% numa população de 28 milhões.

8º Iêmen – muçulmano

Em um dos países menos evangelizados no mundo, os cidadãos não podem mudar de religião. Os que se convertem ao cristianismo enfrentam oposição e possível pena de morte. Os cristãos são apenas 0,01% numa população de 24 milhões.

9º Iraque – muçulmano

A perseguição não se dá de forma sistemática. No entanto, quase todos os grupos independentes (alheios ao governo) se posicionam contra a minoria cristã. Há conversão forçada ao islã, sequestros e vandalismo nas igrejas. Os cristãos são 3% em 28 milhões de habitantes.

10º Paquistão – muçulmano

Grupos extremistas incitam o ódio contra os cristãos, o que resulta em prisões, agressões, sequestros, estupros e ataques a casas e igrejas. Os cristãos são 2,5% numa população de 170 milhões.

11º Eritreia

Mais de 2.800 cristãos estão na prisão, e seus familiares não têm notícias deles há meses e anos. O governo exige que os grupos religiosos se registrem, mas não aprova nenhum registro, desde 2002, além dos quatro principais grupos religiosos: a Igreja Ortodoxa da Eritreia, a Igreja (luterana) Evangélica da Eritreia, o Islã e a Igreja Católica Romana. Os demais grupos religiosos não têm permissão para se reunir ou atuar livremente no país e quando o fazem são perseguidos. Os cristãos somam 45% numa população de 6 milhões.

12º Laos – comunista

Todos os cristãos estão sob vigilância e as atividades da Igreja são limitadas. Os cristãos são 1,5% numa população de 7 milhões.

13º Nigéria

Constitucionalmente, a Nigéria é um Estado laico com liberdade religiosa. Durante quase 40 anos, o governo no norte deu tratamento preferencial a muçulmanos, discriminando os cristãos. Pouco foi feito para pôr um fim à perseguição e, como resultado, muitas igrejas foram queimadas e cristãos, mortos. Os cristãos são 40% numa população de 155 milhões.

14º Mauritânia – muçulmano

Não há igreja liderada por mauritanos. Os cristãos do país não conhecem muito do cristianismo e têm princípios bastante influenciados pelo islamismo. Há missionários no país, mas todos eles estão envolvidos com o trabalho de ONGs, ou possuem um emprego secular para garantir seu sustento. Os cristãos não chegam a 1% numa população de 3 milhões e 500 mil.

15º Egito – muçulmano

O cristianismo abrange em torno de 11% da população egípcia de 85 milhões, sendo considerada a maior população cristã nos países árabes. Sua participação percentual está crescendo lentamente, em função dos nascimentos em lares cristãos. A cada ano, o contingente cristão sofre baixas devido à emigração e à conversão ao islamismo.

16º Sudão – muçulmano

Desde a divisão do país, tornou-se majoritariamente muçulmano, pois a população cristã se concentra no sul. Os cristãos são hoje 3% numa população de 30 milhões.

17º Butão – budista

Os cristãos são forçados a se reunir secretamente. Aqueles que se convertem ao cristianismo enfrentam oposição da família e da comunidade. Os cristãos são apenas 1,4% em 708 mil habitantes.

18º Turcomenistão – muçulmano

Os cristãos são presos e multados. Casas e locais de culto sem registro são invadidos pela polícia. Apesar de tudo isso, a Igreja continua a crescer. Os cristãos – na maioria ortodoxos – são 9% numa população de 5 milhões.

19º Vietnã – comunista

A igreja vietnamita ocupa uma posição minoritária, abrangendo cerca de 7 milhões de pessoas ou 8% numa população de 90 milhões. Desse total, seis milhões são católicos, enquanto a maior parte dos protestantes pertence às minorias étnicas tribais. A constituição do país prevê liberdade religiosa, mas na verdade o governo restringe algumas atividades. Embora ainda persistam certas restrições às liberdades individuais, a nação tem aumentado gradualmente suas relações com o resto do mundo.

20º Chechênia – muçulmano

A Chechênia é a única “província” (a Rússia não reconhece o Estado Checheno) muçulmana no Cáucaso. Organizações islâmicas políticas e religiosas pressionam a sociedade para aderir à fé muçulmana. Elas implementam as suas próprias leis em um “país” onde a autoridade do governo central é favorável ao islamismo. Numa população de 1 milhão e 200 mil, poucos milhares são cristãos.

21º China – comunista

Os cristãos são 11% numa população de 1 bilhão e 350 milhões de habitantes. O governo procura controlar a religião através de “associações patrióticas” e persegue os que não se submetem a seu controle.

22º Qatar – muçulmano

Abandonar o islamismo é considerado apostasia e aqueles que se convertem ao cristianismo enfrentam perseguição severa. Os cristãos são 8,5% numa população de 1 milhão e 500 mil.

23º Argélia – muçulmano

Cerca de um terço dos cristãos da Argélia é estrangeiro. Apesar de haver milhares de cristãos argelinos, eles representam menos que 0,5% numa população de 35 milhões e organizam cultos em reuniões secretas nos lares.

24º Comores – muçulmano

A constituição do país prevê liberdade religiosa, mas o código penal proíbe de forma estrita o proselitismo de outras religiões que não o islamismo. Os líderes cristãos africanos dizem que Comores é a região do mundo mais difícil para se evangelizar, e quem for pego evangelizando pode ser preso e multado. Os cristãos são discriminados em todos os setores da sociedade, mas não há restrições quanto à prática religiosa particular. Os cristãos são 2% numa população de 800 mil.

25º Azerbaijão – muçulmano

Alarmadas com o crescimento da Igreja, as autoridades aumentaram a pressão sobre os cristãos. Os cristãos são 5% numa população de 9 milhões.

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* Fuga dos cristãos do Oriente Médio não tem precedentes. Cristianismo pode desaparecer em alguns países.

segunda-feira, janeiro 2nd, 2012

Christian Post

O cristianismo pode ser erradicado de países como Afeganistão e Iraque dentro de poucos anos, diz Leonard Leo, presidente da Comissão Norte-americana Pela Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), agência governamental que defende a liberdade religiosa em todo o globo.

Os cristãos egípcios, acrescenta, possivelmente terão um destino semelhante.

Em uma entrevista recente, ele discutiu o futuro das minorias religiosas nos países de maioria muçulmana, especialmente no Iraque, Afeganistão, Egito e Paquistão.

“A situação é quase a mesma em toda a região do Oriente Médio”, disse. “A fuga dos cristãos daquela região não tem precedentes e cresce a cada ano”.

Desde que a guerra no Iraque começou, em março de 2003, as tropas dos EUA continham o que ameaçava tornar-se uma guerra civil. Mas a situação foi catastrófica para a comunidade cristã, pois a violência contra os cristãos aumentou.

Isso inclui um ataque, em outubro 2010, a uma igreja em Bagdá, quando 58 fiéis foram mortos. Calcula-se que 900 mil cristãos fugiram do país desde então, segundo aponta um estudo recente do Grupo Minority Rights International.

O especialista em liberdade religiosa acusa o governo iraquiano de não tomar as medidas adequadas para proteger os cristãos ou processar aqueles que os atacaram. Ele acrescentou que as minorias religiosas sempre foram parte importante da sociedade iraquiana e seu desaparecimento seria um “problema sério”.

As tropas dos EUA saíram do Iraque em 15 de dezembro, e a retirada final do Afeganistão está muito próxima de acontecer.

O relatório anual da agência que trata da liberdade religiosa mostra que no Iraque continuam ocorrendo “violações sistemáticas, contínuas e flagrantes dessa liberdade”. Pelo menos metade da comunidade cristã iraquiana deixou o país desde a invasão dos EUA. Em 2003, estima-se que havia cerca de 1,2 milhão de católicos, assírios ortodoxos, armênios (católicos e ortodoxos) além de evangélicos no Iraque.

Hoje, líderes comunitários estimam que o número de cristãos gira em torno de 500 mil.

No Afeganistão, “as condições para a liberdade religiosa continuam problemáticas, apesar de alguns avanços nesse sentido desde a queda do regime talibã, no final de 2001″, diz o relatório da USCIRF. A Constituição que foi elaborado com a ajuda do governo dos Estados Unidos ainda permite que o governo afegão negue a liberdade religiosa para as pessoas das religiões minoritárias, incluindo o cristianismo.

No Egito, de acordo com Leo, a violência e a discriminação contra os cristãos pode inspirar uma migração em massa da população copta daquela nação. Isso significa que os muçulmanos radicais poderão atingir seu objetivo.

“Com o que está acontecendo no Egito e as incertezas atuais, há muito pouco incentivo para que um cristão permaneça na sua terra”, disse Leo. “Não me surpreenderia em nada vermos no Egito o que ocorre em um grande número de outros países, onde as pessoas simplesmente vão embora.”

Mesmo no governo de Mubarak, as autoridades não estavam cuidando das minorias adequadamente. Leonard Leo teme que as novas leis no Egito possam restringir ainda mais as igrejas, o que poderia espantar os membros mais jovens da comunidade copta.

Outros países citados pelo relatório USCIRF, onde as comunidades religiosas minoritárias estão enfrentando ameaças incluem o Irã, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão.

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* Vietnã: “NÃO” dos Redentoristas a “visita de cortesia” de gabinete estatal surpreende governo comunista.

segunda-feira, dezembro 19th, 2011

Zenit

O escritório provincial dos Redentoristas na capital Saigon recusou uma visita de cortesia, com motivo do Natal e do Ano Novo, de uma delegação do Gabinete de Assuntos Religiosos do governo vietnamita. Quem relatou isso, ontem, quarta-feira, 14 dezembro, foi a agência de informações das Missões Estrangeiras de Paris, Eglises d’Asie.

A secretaria provincial da Congregação dos Redentoristas enviou de fato uma carta oficial ao Gabinete de Assuntos Religiosos e de Minorias Étnicas Ho Chi Minh City (antiga Saigon). Na carta, os líderes da província vietnamita dos Redentoristas anunciaram que este ano não receberão a delegação para os Assuntos Religiosos, encarregada por apresentar as tradicionais felicitações do governo durante o Natal e o Ano Novo. A carta explica também as razões da decisão.

Como lembra Eglises d’Asie, trata-se de uma tradição consolidada desde os primórdios da República Democrática do Vietnã em 1954. Cada ano, poucos dias antes do Natal, delegações de vários órgãos governamentais transmitem seus bons votos para as principais instituições religiosas da região. Esta visita anual de cortesia foi comunicada aos Redentoristas pelas autoridades em uma carta. Liderando a delegação esteve o vice-diretor para os Assuntos Religiosos de Saigon, especificava a carta, que também foi adicionado ao programa da visita.

No dia antes da visita, terça-feira, 13 de dezembro, o secretário provincial da Congregação dos Redentoristas enviou ao Gabinete de Assuntos Religiosos um nova carta, anunciando que os responsáveis dos Redentoristas recusavam receber a delegação oficial.

A carta explica o motivo da decisão com as seguintes palavras: “Durante o ano passado, nós enviamos muitas cartas ao Gabinete de Assuntos Religiosos e das Minorias Étnicas da cidade, relativas à proibição de deixar o país, para uma viagem ao exterior, notificada ao nosso superior provincial, Padre Pham Trung Than, e ao secretário da congregação, padre Dinh Huu Thoai, e também as construções iniciadas sem autorizações nas propriedades religiosas pertencentes à Congregação dos Redentoristas (…)

Até agora, não recebemos nenhuma resposta do seu gabinete, que portanto não fez o que era seu dever mínimo. Acreditamos, portanto, que a visita e a apresentação das suas felicitações, por ocasião do Natal e Ano Novo, não fariam outra coisa do que tornar menos alegre a celebração das festas”.

Os três eventos mencionados na carta dos Redentoristas são bem conhecidos. No 10 de julho passado, os agentes da Segurança Pública da cidade de Ho Chi Minh City impediram ao Padre Vicente Pham Trung Thanh de embarcar no avião para Cingapura e a mesma proibição foi notificada ao secretário dos Redentoristas. Os outros dois casos referem-se às propriedades da congregação em Saigon, confiscadas pelo Estado após a mudança de regime em 1975, nas quais as autoridades começaram certos trabalhos sem consulta prévia com os líderes religiosos

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* Igrejas Cristãs são oficialmente extintas no Afeganistão.

sexta-feira, outubro 21st, 2011

Relatório do Departamento de Estado sobre liberdade religiosa dos EUA indica que no Afeganistão não tem mais nenhuma igreja cristã aberta para o público, como também nenhuma escola de ensino cristãos.-

O Afeganistão tem visto uma redução na liberdade religiosa na última década, especialmente desde que as tropas americanas têm atuado lá. Embora a última conhecida igreja cristã foi demolida no ano passado, Todd Nettleton com Voz dos Mártires diz: “Eu acho que há um elemento de abertura que talvez não estivesse lá, particularmente durante o tempo em que o Talibã estava no controle, foi um lugar muito difícil de evangelizar, um lugar muito difícil de entrar. “

As conclusões do relatório não é  surpresa. Afeganistão ocupa a terceira posição no Aberto Watch List Doors World, uma compilação dos países onde a perseguição aos cristãos é o pior.

Mais uma vez, citando opiniões negativas sociais e suspeita de atividade cristã e ocidental como as causas por trás da “segmentação de grupos cristãos e indivíduos, incluindo muçulmanos convertidos ao cristianismo”, o relatório observa que “a falta de capacidade de resposta do governo e proteção para esses grupos e indivíduos contribuiu para a deterioração da liberdade religiosa. “

Constituição do Afeganistão declara: “A religião do Estado da República Islâmica do Afeganistão é a religião sagrada do Islã.” Seguidores de outras religiões possam exercer sua fé e os ritos religiosos “dentro dos limites das disposições da lei”. No entanto, o problema é “nenhuma lei pode ser contrária às crenças e provisões da religião sagrada do Islã”.

Devido à força da oposição, Nettleton diz que os cristãos não são de forma imprudente seguir a Cristo: “Há um risco, e nós vimos relatórios no início deste ano de um cristão ser morto; vimos cristãos que haviam sido presos pelo governo afegão porque eles tinham deixado o islã e seguir outra religião “.

A coisa mais importante agora, Nettleton diz, é “orar para os cristãos afegãos terem grande sabedoria, mas também para ter ousadia em compartilhar sobre Jesus Cristo com seus familiares, com os seus amigos, com seus vizinhos.”

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