Posts Tagged ‘Relativismo’

* Austrália reconhece “pessoa sem sexo” pela 1ª vez. COMO??

segunda-feira, março 15th, 2010
Norrie May-Welby
Norrie foi registrado homem ao nascer mas tentou trocar de sexo

Uma pessoa que mora na Austrália pode ser a primeira no mundo reconhecida oficialmente como não pertencendo a nenhum dos sexos, segundo a imprensa australiana.

O governo do Estado de New South Wales emitiu uma certidão de “Gênero Não-Específico” a Norrie May-Welby. Isso significa que o governo não reconhece Norrie como homem ou mulher.

Norrie se considera andrógino e é ativista do grupo Sex and Gender Education (Sage, na sigla em inglês), que faz campanha por direitos de pessoas com diferentes identidades sexuais.

Norrie, de 48 anos, nasceu na Escócia e foi registrado como homem. Aos 23 anos, ele passou por um tratamento hormonal e cirurgias para mudar de sexo, e foi registrado na Austrália como mulher.

No entanto, Norrie ficou insatisfeito com a mudança e interrompeu seu tratamento, preferindo denominar-se “neutro”. (SIC!)

‘Gaiola’ dos gêneros

Esses conceitos de homem e mulher simplesmente não se encaixam no meu caso, eles não são a realidade e, se aplicados a mim, são fictícios”, afirma Norrie em um artigo publicado no site The Scavenger na semana passada.

Norrie assina seu nome como “norrie mAy-Welby”, um trocadilho com “may well be”, que em inglês significa “pode ser”.

Em e-mail à BBC Brasil, Norrie comemorou a decisão do governo australiano. “Liberdade da gaiola do gênero!”, escreveu.

Segundo a notícia publicada no The Scavenger, os médicos declararam em janeiro deste ano que não conseguiram determinar o sexo de Norrie – nem fisicamente nem em função do seu comportamento.

A certidão de gênero não-específico foi dada de acordo com uma recomendação de 2009 de um relatório da Comissão de Direitos Humanos da Austrália, segundo o portal. A certidão foi publicada na capa do jornal australiano Sydney Morning Herald.

Uma porta-voz da Procuradoria do governo da Austrália disse ao jornal que esta foi a primeira certidão do tipo.

A porta-voz do Sage, Tracie O’Keefe, disse ao Scavenger que a decisão tem impacto importante na vida de pessoas que não se identificam nem como homens ou mulheres.

Em entrevista ao jornal britânico Daily Telegraph, o porta-voz do grupo britânico Gender Trust, que ajuda pessoas com problemas de identidade sexual, saudou a decisão do governo de New South Wales.

Em seu blog, http://may-welby.blogspot.com/afirma:

” Reflexões a partir da perspectiva de um ser humano que pode muito bem não ser localizável completamente dentro das categorias normais do sexo masculino ou feminino ou gay ou heterossexual ou transexual ou intersexuais ou exploradores nem explorados ou fornecedor ou executante ou do consumidor ou espectador.”

BBC Brasil

***

Coerente com o relativismo da ideologioa do gênero.típico!

Engraçado, ela parece com uma mulher. Para ser “neutro” seria “interessante” uma aparência corrrespondente.

Essa de que é “neutra” é comica , se não fosse trágica.

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* O preço do relativismo religioso: Igreja nos EUA faz cultos para nudistas.

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010

Uma ” igreja”  no  Estado  americano da Virginia (nordeste dos Estados Unidos) está causando polêmica ao receber fiéis nus.Até o pastor celebra o culto como veio ao mundo.

Na  capela  de  Whitetail  –  uma  comunidade  nudista  fundada em 1984, na cidade de Ivor, roupas são um item opcional.

“Eu  não acredito que Deus se importe com a maneira como você se veste quando você faz suas orações. O negócio  é fazer as orações”, diz Richard Foley, um dos frequentadores.

Mas,  entre  os  que  não  fazem  parte da congregação, a ideia de uma igreja nudista não agrada muito. Várias pessoas  ouvidas  nas  ruas  de  Ivor  se  surpreenderam  e  disseram  achar  o conceito de uma igreja nudista
desrespeitoso.

O  pastor  Allen  Parker  discorda:  “Jesus  estava nu em momentos fundamentais de sua vida. Quando ele nasceu estava  nu,  quando  foi  crucificado  estava nu e quando ressuscitou, ele deixou suas roupas sobre o túmulo e estava nu. Se Deus nos fez deste jeito, como isso pode ser errado?”

Lucro

A  comunidade nudista de Whitetail vai de vento em popa apesar dos tempos de crise. Segundo a administração do resort, mais de dez mil pessoas visitaram o local no último ano e os lucros subiram 12% no período.

Os  visitantes  dizem que ser nudista é algo libertador. Para eles, em um ambiente como este não há julgamento de classe social e todos ficam livres para ser quem realmente são.

Além  disso,  o  clima seria de igualdade. Um frequentador exemplificou isso dizendo que, na comunidade, não é possível dizer quem está desempregado, quem é alto-executivo e quem é encanador.

“Aqui, todos participam, todos são compreensivos e preocupados com a comunidade e com a família. Temos uma das congregações  mais  ativas  da  região. Eu considero isso um presente de Deus e um privilégio”, disse o pastor

G1

***

Se cada pessoa interpreta a Biblia segundo sua cabeça, que diferança faz essa louca interpretação de outras mais ortodoxas?

O problema maior reside no relativismo do principio de que cada crente – sempre “assistido pelo Espirito Santo”- pode interpretar as sagradas escrituras como lhe aprouver, mesmo que as 100 mil denominações protestantes espalhadas pelo mundo não consigam se unir nem entre elas e não consigam chegar a um consenso do que é de Deus e o que não é.

O magistério protestante é fragmentado e contraditório porque não acredita na Igreja fundada por Jesus Cristo que subsiste na Igreja Católica.

Isso não é arrogância ou pretensão, é a verdade histórica que tantas vezes é usada contra a Igreja mas que acaba por referendar sua origem Divina.Isso não nos orgulha,mas nos enche de espanto e de grave responsabilidade !

Se fosse só humana já teria acabado.

Os homens bem que tentaram, mas..” As portas do inferno não prevalecerão contra ela” ( MT 16, 18).

Para ilustrar, veja abaixo os nomes de algumas comunidades protestantes no Brasil:

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Enviar convite do E-mail de Centro Católico de Evangelização Shalom para:
-1 restante(s)
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Igreja da Água Abençoada;

Igreja Adventista da Sétima Reforma Divina;

Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder;

Congregação Anti-Blasfêmias;

Igreja Chave do Éden.. e mais:

Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta
Igreja Batista Incêndio de Bênçãos
Igreja Batista Ô Glória!
Congregação Passo para o Futuro
Igreja Explosão da Fé
Igreja Pedra Viva
Comunidade do Coração Reciclado
Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal
Cruzada de Emoções
Igreja C.R.B. (Cortina Repleta de Bênçãos)
Congregação Plena Paz Amando a Todos
Igreja A Fé de Gideão
Igreja Aceita a Jesus
Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém
Igreja Evangélica Pentecostal Labareda de Fogo
Congregação J. A. T. (Jesus Ama a Todos)
Igreja Barco da Salvação
Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo
Igreja Pentecostal Uma Porta para a Salvação
Comunidade Arqueiros de Cristo
Igreja Automotiva do Fogo Sagrado
Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo
Assembléia de Deus do Pai, do Filho e do Espírito Santo
Igreja Palma da Mão de Cristo
Igreja Menina dos Olhos de Deus
Igreja Pentecostal Vale de Bênçãos
Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’Água
Igreja Batista Ponte para o Céu
Igreja Pentecostal do Fogo Azul
Comunidade Evangélica Shalom Adonai, Cristo!
Igreja da Cruz Erguida para o Bem das Almas
Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade
Igreja Filho do Varão
Igreja da Oração Eficiente
Igreja da Pomba Branca
Igreja Socorista Evangélica
Igreja ‘A’ de Amor
Cruzada do Poder Pleno e Misterioso
Igreja do Amor Maior que Outra Força
Igreja Dekanthalabassi
Igreja dos Bons Artifícios
Igreja Cristo é Show
Igreja dos Habitantes de Dabir
Igreja ‘Eu Sou a Porta’
Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo
Igreja da Bênção Mundial
Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
Igreja Pentecostal do Pastor Sassá
Igreja Sinais e Prodígios
Igreja de Deus da Profecia no Brasil e América do Sul
Igreja do Manto Branco
Igreja Caverna de Adulão
Igreja Este Brasil é Adventista
Igreja E.T.Q.B (Eu Também Quero a Bênção)
Igreja Evangélica Florzinha de Jesus
Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando
Ministério Eis-me Aqui
Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia
Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará
Igreja de Deus Assembléia dos Anciãos
Igreja Evangélica Facho de Luz
Igreja Batista Renovada Lugar Forte
Igreja Atual dos Últimos Dias
Igreja Jesus Está Voltando, Prepara-te
Ministério Apascenta as Minhas Ovelhas
Igreja Evangélica Bola de Neve
Igreja Evangélica Adão é o Homem
Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado
Ministério Maravilhas de Deus
Igreja Evangélica Fonte de Milagres
Comunidade Porta das Ovelhas
Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica
Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo
Igreja Evangélica Luz no Escuro
Igreja Evangélica O Senhor Vem no Fim
Igreja Pentecostal Planeta Cristo
Igreja Evangélica dos Hinos Maravilhosos
Igreja Evangélica Pentecostal da Bênção Ininterrupta
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* Mundo estranho: Ele virou mulher.Ela não quer deixá-lo. No meio, o Filho!

domingo, fevereiro 21st, 2010

foto2

Reportagem da revista Época.

A britânica Andrea Fletcher sempre foi a feliz companheira do respeitado escritor e jornalista John Ozimek e mãe de Rafe, 5 anos. O parceiro sempre foi tudo que ela desejou: gentil, honesto, inteligente, pai dedicado – não só ao filho do casal, mas também às filhas do primeiro casamento de cada um deles, Natasha, de 16 anos, e Meg, da mesma idade.

Após o último Natal, porém, John apareceu com uma novidade: nunca foi feliz sendo homem. Quer ser uma mulher. E já tem um nome: Jane Fae.

Andrea foi pega de surpresa. Ficou confusa. Mas, com o tempo, de acordo com a matéria de hoje do Daily Mail, simplesmente aceitou a mudança. “Ele pode continuar sendo o que sempre foi. E eu continuo a amar essa pessoa, não importa se é homem ou mulher”, afirmou. Andrea já comprou roupas de mulher para John…digo, Jane, e também um perfume feminino.

foto1

Ela conta que durante um bom tempo o companheiro andou distante e calado e ela sabia que ele tinha algo a dizer. “Pensei que ele me contaria que tinha alguma doença horrível ou que iria nos abandonar. Mas, no fim, era isso. Confesso que até fiquei aliviada”, disse Andrea. “Não vou abandonar minha alma gêmea”, garantiu, na entrevista.

O menino Rafe estranhou o pai vestido de mulher. “Por que papai está usando uma saia?”, questionou. A mãe explicou: “Alguns pais vestem saias se assim desejarem”. O menino aceitou a explicação. Mas continua chamando “Jane” de pai. “E é o que ele é para Rafe”, diz Andrea.

Na rua, o casal já enfrenta o preconceito geral. “Duas moças passaram por nós no supermercado e começaram a rir da aparência de John. Fiquei com muita raiva e gritei para elas: pelo menos não são feias e gordas como vocês! Elas calaram a boca”, conta Andréa.

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* A Crise da Igreja Protestante e a autofagia.

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

Tudo começou com ele... Lutero.

Tudo começou com ele... Lutero.

Leia até o fim. O artigo é excelente!!
***
Daniel Solano de Oliviera

A Igreja Está Deixando de Ser Sal “Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.” (Palavras de Jesus, em Mateus 5.13.)

George Barna é um dos principais pesquisadores cristãos que analisam as tendências da sociedade e da igreja. Ele faz um alerta muito preocupante para todos nós: Estamos enfrentando uma crise que se agrava cada vez mais, e se a igreja não se posicionar com firmeza contra as atuais tendências do mundo, que estão presentes também dentro da própria igreja, acabaremos sucumbindo.

“Quando a maioria dos cristãos adultos [...] e também três em cada quatro adolescentes ou jovens convertidos têm orgulho de se declarar adeptos do relativismo moral, então é sinal de que a igreja se encontra em sérias dificuldades”, afirma ele.

Numa pesquisa realizada em janeiro de 2000, portanto, antes do ataque terrorista contra os Estados Unidos, fizeram esta pergunta aos entrevistados: “Você crê que existem valores morais absolutos, isto é, que nunca mudam, não importando as circunstâncias, ou você acha que os valores morais sempre dependem da situação, ou seja, que as decisões de natureza moral e ética de alguém irão depender das circunstâncias?” Nessa época, início de 2000, quatro entre dez adultos (38%) responderam que existem verdades morais absolutas. Numa pesquisa recente, porém, apenas dois em cada dez adultos (22%) afirmaram que crêem na existência de valores morais absolutos.

O relatório de George Barna, elaborado pelo Barna Research Group (Grupo Barna de Pesquisas), demonstrou que, entre todos os adultos entrevistados, apenas 22% criam que há valores morais absolutos, ao passo que 64% acreditavam que esses valores são sempre relativos, podendo variar conforme o indivíduo e a situação em que ele se encontrar.

Entre os que se declararam convertidos, apenas 32% afirmaram crer que haja valores morais absolutos. Entre os adultos hispânicos, 15% disseram crer na existência desses valores absolutos; entre os adultos afro-americanos, 10%. Na faixa dos adolescentes e jovens, as estatísticas são igualmente desanimadoras: 83% de todos os jovens entrevistados criam que os valores morais podem variar conforme as circunstâncias, contra apenas 6% que acreditavam que esses valores são absolutos.

George Barna observa que “o fato de essa pedra angular da fé cristã – isto é, uma série de princípios morais que Deus nos transmitiu por meio da Bíblia e que devem ser o alicerce do nosso modo de pensar e agir, independentemente de preferências, sentimentos ou situações pessoais – ter quase desaparecido é, provavelmente, o maior indício do enfraquecimento da fé cristã na igreja da América do Norte nos dias de hoje”.

Analisando bem a situação, vemos que a igreja não tem se alicerçado na Palavra, e, portanto, quase não se nota diferença entre a igreja como um todo e a sociedade secular.

Desse modo, torna-se inviável para a igreja difundir o evangelho nos Estados Unidos, a fim de que venha a ser uma nação cristã, e mais difícil ainda será para ela fazê-lo em outros países.

Segundo o relatório do Grupo Barna, se há algum avivamento ocorrendo neste instante, está muito bem escondido: “Parece-nos que em nenhum lugar dos Estados Unidos está havendo algum avivamento. Sejam quais forem os critérios de verificação disso – freqüência aos cultos, a condição de convertido ou a exatidão teológica –, as estatísticas não indicam absolutamente nenhum movimento de avivamento digno de nota”. (“Estudos anuais mostram que os Estados Unidos se encontram estagnados espiritualmente” – Grupo Barna). Isso comprova o que muitos vêm afirmando há tempos: só o que há são grupos de crentes que vão migrando de igreja em igreja, em busca do “novo mover” espiritual que vai surgindo nesta ou naquela congregação. Isso demonstra também que muitos desses crentes estão sempre “se convertendo” de novo, sucessivas vezes, o que mostra que ainda não entenderam de fato a mensagem do evangelho.

Certamente o cristianismo que hoje se pratica nos Estados Unidos não tem sido muito edificante para outras nações. O que temos “exportado” para elas é a nossa suposta fé e um “evangelho da prosperidade”. Contudo, essa distorção que tem marcado o nosso modo de ser como igreja está causando danos internos também, advindos da abertura e da importância que temos dado a cultos “experimentais”, ou seja, cultos de operação de milagres e curas, cultos de libertação, etc. Ao reagir contra a rigidez da ortodoxia, muitos acabaram substituindo-a, na maior parte, por verdadeiros shows carismáticos, carregados de emocionalismo, que atraem as pessoas com sinais e prodígios pré-programados. Porém, não lhes oferecem nenhum alimento espiritual consistente de fato, o que só pode ocorrer por meio do ensino da Palavra de Deus. E esse problema tem nos atingido gravemente.

Hoje em dia, já não se sabe mais o que realmente é a fé nem a teologia; já não se conhecem as doutrinas básicas do cristianismo. As pesquisas nesse âmbito mostram isso com clareza, abordando também a questão do crescimento da igreja (falaremos disso no final deste artigo). Vemos que Satanás tem sido bem-sucedido na tarefa de substituir ou enfraquecer as antigas doutrinas fundamentais da Palavra de Deus, que antes mantinham a igreja na prática da verdade. Esse é um dos motivos pelos quais as igrejas de hoje não conseguem preservar a verdade da Palavra de Deus, pois trocaram a verdade por várias atividades de entretenimento que têm pouca ou nenhuma consistência.

Os programas evangélicos veiculados na televisão são responsáveis pela propagação de ensinamentos efêmeros, tão ineficazes quanto um curativo num dente gravemente infeccionado. Quanto aos livros, a maioria apresenta o mesmo conteúdo. Os pregadores da TV que foram influenciados por conferencistas tornaram-se modelo para muitos pastores, que simplesmente reproduzem o que ouvem deles. Vemos, então, que a história bíblica revela uma certa ironia: repetimos a história porque não a conhecemos. O profeta Jeremias diz: “Voltaram as costas para mim e não o rosto; embora eu os tenha ensinado vez após vez, não quiseram ouvir-me nem aceitaram a correção” (Jr 32.33 – NVI). Isso que Deus disse a Israel certamente se aplica também à igreja atual. Estamos reproduzindo, hoje, a conduta de Israel no passado.

O apologista cristão Josh McDowell trabalha com jovens e adolescentes em diversos países. Para ele, “os jovens de hoje fazem um enorme esforço para encontrar uma verdade duradoura” (trecho de artigo publicado no Hawaii Pacific Baptist). Ele afirma ainda o seguinte: “Setenta e cinco por cento dos jovens que vêm a Cristo atualmente não o fazem por estarem convictos de que Jesus é ‘o caminho, a verdade e a vida’. Na realidade, têm se aproximado de Cristo porque, até o momento, considerando tudo que têm vivido e experimentado, não encontraram nenhuma alternativa melhor. Porém, quando depararem com algo que acharem mais atraente, deixarão Jesus”.

McDowell diz que o maior desafio que a igreja evangélica do século XXI enfrenta é transmitir a verdade do evangelho em meio a uma cultura em que se alega que todos os conceitos relativos à verdade são igualmente válidos.

Mencionando uma pesquisa feita em 1999, segundo a qual 65% dos jovens disseram que não há como determinar qual é a religião verdadeira, McDowell diz que, para a mentalidade vigente na cultura de hoje, a definição de verdade depende do “ponto de vista pessoal” e da “experiência individual”.

Um dos exemplos que ele cita é este: “Muitos jovens evangélicos de hoje dizem que a Bíblia é verdadeira e tem exatidão histórica, afirmando que crêem nisso. Contudo, tal ‘crença’ é inconsistente, pois se baseia na opinião pessoal, e não na percepção de que existe uma verdade-padrão objetiva que transcende a toda opinião pessoal”.

Essa pesquisa de 1999 mostrou que 52% dos “jovens evangélicos membros de igrejas acreditam que a única maneira racional de viver consiste em tomar decisões da melhor forma que pudermos com base naquilo que estivermos sentindo no momento”. O relatório do Grupo Barna diz o mesmo: “As pessoas estão mais propensas a tomar decisões de natureza moral e ética com base naquilo que sentirem que é correto ou adequado – seja o que for – numa situação específica” (fevereiro de 2002).

Se a igreja não é capaz de orientar e ensinar seus jovens, então está numa situação dramática. E esse é o ponto inicial do problema todo. Uma edição passada do Pulpit Helps publicou os resultados de uma pesquisa de opinião em que se entrevistaram 7.441 pastores protestantes. Destes, 51% dos metodistas, 35% dos presbiterianos, 30% dos episcopais e 33% dos batistas afirmaram que não criam na ressurreição corpórea de Jesus. Isso é aterrador! Como é possível que estejam pastoreando igrejas? Esse tipo de resposta revela que, no fundo, eles não crêem na Bíblia nem dirigem a própria vida conforme os preceitos dela. Assim, ela não passa de um livro de bons conselhos, um manual de auto-aperfeiçoamento, ou, para alguns, um guia para alcançar o sucesso nesta vida.

Perguntou-se também a esses 7.441 pastores se criam na inerrância e na inspiração divina da Palavra de Deus, e o resultado foi este: 87% dos metodistas, 95% dos episcopais, 82% dos presbiterianos e 67% dos batistas disseram que “Não” (Pulpit Helps, dezembro de 1987).

O leitor acha que a situação melhorou desde essa época?

Mesmo não crendo nas doutrinas cristãs essenciais, pastores como esses continuam ministrando e pregando sua incredulidade. E a igreja segue os passos dos líderes. Tais ensinos saem da boca dos liberais que falam do púlpito e influenciam os membros das congregações. Hoje os ataques às doutrinas da divindade de Cristo, da Trindade, da concepção virginal e da inspiração divina da Bíblia nem sempre provêm de fora da igreja, mas de dentro. E nós, como igreja, precisamos saber responder com convicção a esses questionamentos. Como se diz, “ou somos um povo missionário ou somos um campo missionário”. Quem não crê que a Bíblia é, objetivamente, a expressão da verdade absoluta, não se converteu de fato e não é seguidor de Cristo. E se essa pessoa for um ministro, certamente o melhor a fazer é deixar de ensinar, abandonar o púlpito e dedicar-se a outra atividade, pois assim poupará a congregação e a si mesmo do juízo de Deus.

Sempre que ouvimos supostos eruditos dizerem que o Antigo Testamento é apenas um misto de mitos, lendas e história real que foi sendo criado no decurso de um longo tempo, podemos ter certeza de que se trata de liberais falando. Quando algum erudito nos diz que não devemos considerar a Bíblia um registro histórico, negando que o jardim do Éden tenha realmente existido e sido habitado por um casal que deu origem a toda a humanidade, e chamando isso de “alegoria”, então sabemos que estamos diante do liberalismo. Quando dizem que o livro de Jó é apenas um antigo relato folclórico; que o livro de Isaías foi escrito por dois ou três autores; que a época em que se escreveu o livro de Daniel é incompatível com os fatos narrados nele; que a história de Jonas é apenas uma lenda, pois é impossível que um ser humano que tenha sido engolido por uma baleia (ou um “grande peixe”) seja expelido vivo depois de três dias – todas essas afirmações provêm do liberalismo. O mesmo podemos dizer das alegações de que os Evangelhos foram escritos somente depois da morte dos apóstolos e que o cristianismo atual é, portanto, algo que Paulo inventou.

E qual é o objetivo de todas essas asseverações liberalistas? Bom, primeiro, os liberais procuram desqualificar a Bíblia, tentando desacreditá-la, pois, se a história de Adão e Eva não é verdadeira, então, tanto Moisés como Jesus são mentirosos. Com base nisso, poderão construir argumentos para um ataque direto ao evangelho. Dirão que, como a história sobre o jardim do Éden e a queda do homem não é verdadeira, então não temos pecado, e o evangelho não é o único caminho que leva a Deus. Em seguida, o próprio Jesus será alvo de ataque: Por que deveríamos acreditar que ele é o Filho unigênito de Deus se ele reafirmou como verdadeiros os relatos de Gênesis, que seriam apenas lendas?

O mundo já aceita a idéia de que Jesus foi um bom homem e um grande mestre, mas rejeita a sua afirmação de que era o próprio Deus encarnado, e, portanto, o nosso único Salvador. Se o que ele afirmou sobre si mesmo não era verdade, então ele caíra no auto-engano e mentia intencionalmente; e, por isso, não estaríamos sendo honestos se ainda o considerássemos um bom homem! Mas, será que Jesus de fato se enganou ao dizer “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6)? Isso foi algum tipo de discurso separatista, de ódio? Quando falamos dessa verdade aos outros, e ela contraria a religião ou o ateísmo deles, dizem que essa afirmação carrega ódio, e não amor. Porém, e se Jesus tiver dito a verdade, e os milhões de indivíduos que testemunham isso, através da transformação que experimentaram na própria vida, estiverem vivendo mesmo em comunhão com Deus? Nesse caso, agir com ódio seria deixar de contar aos outros essa verdade!

Se esse processo continuar, em pouco tempo a igreja deixará de acreditar na divindade de Jesus, à medida que formos nos afastando cada vez mais das doutrinas cristãs fundamentais. Então o evangelho cairá em descrédito, pois, se Jesus não era divino, perde o status de Filho unigênito de Deus. Na seqüência, a doutrina do pecado da humanidade cairá por terra, e então já se poderá ver aonde toda essa argumentação liberalista pretende chegar: afirmarão que a Bíblia não é a Palavra de Deus.

Se o leitor achar que é impossível que isso aconteça, analise com atenção este relatório de George Gallup. Em 1963, de cada três pessoas, duas acreditavam que a Bíblia é a verdadeira Palavra de Deus. Ligada a essa convicção, estava a de que os relatos bíblicos são inerrantes e infalíveis. Contudo, até 1999, os números haviam se invertido: de cada três pessoas, duas consideravam a Bíblia um livro composto de textos “divinamente inspirados” ou fábulas antigas, lendas humanas e códigos morais registrados pelo homem (George Gallup e D. Lindsay. Surveying the American Religious Landscape: Trends in U.S. Beliefs [Pesquisando o panorama religioso norte-americano: as tendências da fé nos Estados Unidos], Morehouse Publishing, 1999). A convicção quanto à inerrância da Bíblia também caiu de 58% para 41% nesse período.

Assim, lê-se a Bíblia como se fosse um livro de bons conselhos, que apresenta um padrão ético e moral mais elevado, que pode ser útil para melhorar a qualidade de vida do indivíduo.

O número de adultos norte-americanos que se identificam com o cristianismo e podem ser considerados cristãos caiu de 86% em 1990 para 77% em 2001. (Conforme dados do estudo ARIS – American Religious Identification Survey [pesquisa de identificação religiosa nos Estados Unidos], realizado entre fevereiro e abril de 2001.)

Segundo o relato de Diana Eck, professora de Religião Comparada, da Universidade de Harvard, 76,5% (159 milhões) da população norte-americana se declara cristã (fonte: http://www.religioustolerance.org/christ.htm). Isso representa uma grande queda percentual, considerando-se os 86,2% em 1990. A identificação com o cristianismo perdeu 9,7 pontos percentuais em 11 anos, o equivalente a 0,9% ao ano. Se essa tendência se mantiver, por volta de 2042 haverá mais não-cristãos do que cristãos nos Estados Unidos. (Diana Eck, A New Religious America: How a “Christian Country” Has Become the World’s Most Religiously Diverse Nation [A nova América religiosa: como um “país cristão” se tornou o país de maior diversidade religiosa do mundo], 2001).

Se o cristianismo se encontra em declínio, é claro que algo está preenchendo o espaço deixado por ele.

Alguns vêem os Estados Unidos como um país que está se diversificando mais no aspecto religioso; outros crêem que está se voltando para o paganismo. Ambos os grupos têm boas razões para seu modo de pensar. A religião que apresenta o maior crescimento percentual é a Wicca [nome moderno que foi dado à bruxaria]. De 8.000 adeptos em 1990, saltou para 134.000 em 2001, e tem dobrado numericamente a cada dois anos e meio, em média. (Fonte: American Religious Identification Survey – levantamento realizado pelo Centro de Pós-Graduação da Universidade da Cidade de Nova York.) Sem dúvida, livros  e filmes como Harry Potter têm prestado ótimos serviços de publicidade para a Wicca, ajudando-a a dar esse salto quantitativo de mais de 1.500%.

Conforme relatos dos pesquisadores do Seminário Hartford, o número de locais de culto dos muçulmanos aumentou em 42% entre 1990 e 2000, ao passo que a quantidade de igrejas evangélicas teve um aumento de apenas 12%, em média.

O crescimento maior ocorreu apenas nas “megaigrejas”: 83% registrou um aumento de pelo menos 10% na freqüência aos cultos, seguidas pelas mesquitas, das quais 60% apresentou aumento semelhante de freqüência. Somente 39% das congregações evangélicas teve aumento semelhante. (Fonte: Pesquisa do Hartford’s Faith Communities Today sobre as congregações norte-americanas.) Isso deve nos fazer considerar o fato de que, nos últimos 8 anos, têm surgido mais mesquitas do que igrejas cristãs na Inglaterra, e o mesmo deverá acontecer a seguir na América do Norte.

É preciso refletir sobre a nossa realidade. Hoje, não podemos sequer pronunciar o nome de Jesus nas escolas públicas, mas, enquanto isso, na Califórnia, estão ensinando o Islã aos alunos; nas escolas de lá, os estudantes aprendem a orar a Alá. Em Byron, Califórnia, os alunos têm de freqüentar um curso intensivo de três semanas sobre o Islã. Nesse curso, são obrigados a aprender as doutrinas islâmicas, a estudar os grandes nomes do islamismo e a usar as vestimentas dessa religião. Têm também de adotar um nome islâmico e encenar as suas próprias jihads (guerras santas).

Eu, pessoalmente, não vou permitir que nenhum resultado de pesquisas determine o que acontecerá; não deixarei me convencer de que não há esperança para o futuro. Entretanto, temos de levar a sério o fato de que as conclusões das pesquisas são um sinal de alerta com relação ao momento que estamos vivenciando. Se mergulharmos de cabeça, ainda há tempo de nos recuperarmos das perdas, pois, apesar do risco de quebrarmos o pescoço, ainda não nos chocamos contra o fundo das águas.

E o que podemos fazer? Bem, vamos desligar a TV na hora desses programas “evangélicos”. Vamos parar de perder tempo com toda essa tolice e começar a ensinar nossas crianças, adolescentes e jovens a ler a Bíblia como se deve; a estudá-la garimpando os tesouros contidos em suas páginas. “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (1 Tm 4.16). Vamos começar a obedecer à grande comissão, discipulando os amigos e a família na Palavra de Deus.

Os jovens precisam ver o nosso exemplo para segui-lo. Precisamos levá-los a pensar nas coisas espirituais, afastando-os dos absurdos que se dizem, sobretudo nos programas televisivos “cristãos”, e levando-os ao verdadeiro sentido das Escrituras e à prática da fé genuína. Isso é muito sério. Se não agirmos logo, “remindo o tempo” que nos resta, aqueles que não crêem que a Bíblia é a verdade absoluta acabarão influenciando a nossa juventude para o mal. Precisamos nos preparar para conhecer e rebater os argumentos dessa gente. Se não o fizermos, a geração que virá estará perdida. E, quando nos despertarmos, para nossa tristeza como igreja, teremos nos distanciado totalmente da verdadeira fé, constatando que a trocaram por alguma outra religião, ou, talvez, pela total ausência de religião.

Enfim, é como a Bíblia nos alerta: “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4.5,6). Portanto, vamos nos preparar para pregar o evangelho e fazer discípulos, de tal forma que demonstremos que o cristianismo é, para todos, o verdadeiro caminho racional para a fé.

***
Percebe-se nessa excelente análise, que a igreja protestante
norte americana (e aqui no Brasil, seria diferente? ) vive um processo de autofagia e paga o preço de ter sua base de sustenção eminentemente subjetiva.

Mesmo as sagradas escrituras-referência objetiva e primeira dos protestantes- paga o preço da manipulação interpretativa  de cada crente,  que os leva pra lá e pra cá, como  constata o próprio artigo quando afirma:65% dos jovens disseram que não há como determinar qual é a religião verdadeira,(..) para a mentalidade vigente na cultura de hoje, a definição de verdade depende do “ponto de vista pessoal” e da “experiência individual”.

À medida que ia lendo esse artigo ia me lembrando de nossa Igreja e lamentando o fato do preconceito e a desonestidade intelectual- infelizmente- impedir que muitos irmãos evangélicos encontrem na Igreja  historicamente fundada por Jesus Cristo a resposta do que procuram com comovente sinceridade.

O  artigo, citando o apologista cristão Josh McDowell, referenda isso ao afirmar: “os jovens de hoje fazem um enorme esforço para encontrar uma verdade duradoura”.

Tomara que na busca sincera da verdade duradoura eles encontrem logo a resposta que nós  – por pura misericordia-já  encontramos.

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* Você sabe explicar o que é o “Relativismo”?

domingo, janeiro 24th, 2010

O que você vê: Uma jovem ou uma senhora idosa?

O que você vê: Uma jovem ou uma senhora idosa?

O relativismo nega a validade perene da verdade.

Afirma que o que era verdade numa época, pode já não sê-lo noutra. A validade perene da verdade fica subjugada ao tempo e lugar. Nega-se a validade da verdade que pela sua real sabedoria consegue superar as fronteiras do espaço e do tempo.

Assim, relativizando a verdade, o certo e o errado, caímos na fossa, porque eliminada a culpa, não há arrependimento, sem arrependimento, não há reparação. Tudo se torna permitido, porque o que é certo para uns, podem não ser para outros, o que é errado para uns pode não ser para outros.

Se seguirmos a ideologia relativista, não poderíamos julgar ninguém por nada, já que o que se considera errado agora poderia tornar-se certo no futuro! Ora, neste sentido não haveria verdade para ninguém, o que é um absurdo e contraproducente. Neste sentido, o infanticídio não é objetivamente um bem ou um mal; pelo contrário, é um bem numa sociedade que o aprove e um mal numa sociedade onde não obtenha aprovação, já que a moral é um produto da cultura e não se tem meios claros para resolver as diferenças, bastando para tal ser tolerantes com outras culturas e não olhá-las como estando erradas, mas como sendo diferentes.

Admitir o relativismo implica que a intolerância e o racismo sejam um “bem” se a sociedade o aprovar como um “bem”.

Se todas as coisas são aparentes e relativas, então podemos afirmar que não existe nada de verdadeiro, livre e absoluto entre as pessoas. Em outras palavras, se todas as pessoas negam a verdade absoluta e estabelecem verdades relativas unicamente provindas de suas experiências, então tudo é aparente ao indivíduo.

Perguntamos: partindo dessa premissa, como então poderá alguém julgar o que é realmente certo ou errado, verdade ou mentira? Mas sabemos que quando temos idéia de um ser que corresponde ao que ele é, então possuímos a verdade sobre aquele ser.

Verdade é a correspondência entre a idéia que se tem de um ser e o próprio ser conhecido.

A verdade não depende do que cada um acha, mas depende do objeto. A Verdade é objetiva. Ainda que todo o mundo dissesse que sol é frio, ele continuaria quente. A verdade não depende do que achamos e nem do que a maioria acha. O próprio postulado relativista muito em voga atualmente afirma irracionalmente que a verdade não existe. Ora, a sentença “a verdade não existe” é contraditória, porque :

a) ou essa tese é correta

b) ou é falsa.

Se a tese é correta, então eis aí a única coisa de que o homem pode ter certeza, a única tese realmente segura, a única verdade: a de que a verdade não existe. Aí está a verdade. Portanto, a verdade existe. Se a tese afirmada é falsa, então a afirmação oposta é certa. E a verdade então existe. Portanto, as duas pontas do dilema levam à conclusão de que a verdade existe.

As verdades cujo prazo de validade se esgota em alguns anos são mentiras camufladas, manipulação da linguagem, arremedos de verdade que, como tais, causam medo, e não alegria. “Os homens não criam verdades, apenas constatam” (Santo Agostinho, A doutrina cristã, Iib, 33, 50.); “Não é o ato de reflexão que cria as verdades. Ele somente as constata” (Santo Agostinho, A verdadeira religião, VI, 40, 74.)

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* Globo, Big brother e Catolicismo.

sábado, janeiro 23rd, 2010

Tem gente que passa toda a vida se esforçando para definir qual o posicionamento político e religioso da Rede Globo. Sinceramente, é um trabalho inócuo, afinal é mais do que comprovado que a emissora do Plim-Plim reflete, apenas, as intemperanças da sociedade brasileira, leia-se nada com maré.

A Globo passa pela manhã a Santa Missa e logo depois vem o programa Sagrado, altamente relativista e politicamente correto; numa chamada aparecia uma mãe-de-santo defendendo o laicismo do Estado como se este se fizesse na retirada de símbolos religiosos das repartições públicas. O mais engraçado é que a Globo, que pela edição deixou claro o seu apoio, não passa uma mesa branca espírita ou ritual de candomblé pelas manhãs, mas sim a Liturgia católica, justamente por refletir a crença majoritária dos brasileiros, ou seja, IBOPE. A mesma maioria que assiste a Missa pela TV Globo é a mesma maioria que defende o Crucifixo nas Câmaras, Juizados etc.

Já pela tarde vem a novela “Alma Gêmea” com todo o seu espiritismo escancarado e a noite temos “Viver a Vida” com mulheres que vão até a cartomante para saber se devem trair o marido, onde as relações matrimôniais são sempre falidas e pecaminosas. Nas novelas de Manoel Carlos apenas os “casais” homossexuais são felizes e amorosos, além disso, não faltam falas das personagens com críticas diretas à Igreja, coisas do tipo; “A família da fulana era muito católica, para eles tudo era pecado”, como já foi dito na atual novela, ou como na predecessora do mesmo autor que tinha uma menininha racista e o pai veio dizer que era porque os avós eram católicos.


Já de noite nos deparamos com o “estupendo” Big Brother Brasil!

A Globo ama o BBB porque pode usá-lo como laboratório para todos os tipos de bizarrices e sequer se expor. Vejamos. A emissora nunca colocou um beijo homossexual nas suas novelas temendo a reação do público. Pondo dois homossexuais na casa do BBB a Globo prepara o terreno, abre a porteira, sem sujar as suas mãos; se os homossexuais do programa se beijarem, se são estereótipos da cultura gay mais grotesca, a “culpa” é deles, a Globo não tem nada a ver com isso, pensam eles.

E o que a Globo pretende? Simples, ela quer que os brasileiros acabem o Big Brother Brasil 10 achando a coisa mais natural do mundo um homem se vestir de “Priscila a Rainha do Deserto.

Fonte : Acarajé Conservador
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* Mães inglesas combatem “ditadura do rosa” imposta às meninas.

quarta-feira, dezembro 23rd, 2009

Duas mães inglesas declararam guerra ao que chamam de “rosificação” –a onipresença da cor rosa no universo das meninas–, um fenômeno relativamente recente que vai além da cor e que, segundo elas, limita as aspirações das pequenas

Emma e Abi Moore, duas irmãs gêmeas de 38 anos, lançaram a campanha no blog PinkStinks (Rosa é uma droga) em 2008 para desafiar a cultura do rosa baseada na beleza, em detrimento da inteligência, que é imposta às meninas praticamente desde o berço.

“Queremos abrir os olhos das pessoas para o que está se passando no marketing dirigido às crianças”, explica Emma Moore, que critica duramente a tendência rósea que vai da moda até os brinquedos. “Queremos que as meninas saibam que podem ser tudo que quiserem ser, independente dos que os fabricantes queiram vender para elas.”

As empresas investem 100 bilhões de libras (US$ 160 bilhões) anuais apenas no Reino Unido em publicidade para conquistar o lucrativo mercado das crianças, ávidos consumidores futuros, segundo um estudo governamental publicado na semana passada.

Basta entrar em qualquer loja de brinquedos para perceber a monocromia que reina nas seções para meninas. O rosa não é apenas a cor das bonecas e fantasias de princesa, mas também das bicicletas, telefones e até mesmo brinquedos até então unissex.

“Isso nem sempre foi assim. Nos anos 70, quando crescemos, o Lego era apenas o Lego, com todas as cores”, afirma Emma. “Agora o Lego para as meninas é rosa e tudo gira em torno de cavalos alados e fadas. Isso não é natural.”

Também existem versões cor de rosa do jogo de palavras Scrabble, com a palavra “fashion” (moda) formada na tampa da caixa, e do Monopoly (Banco Imobiliário), onde as casas e hotéis foram substituídos por lojas e shopping centers.

Segundo as militantes, até pelo menos a Primeira Guerra Mundial o rosa era a tonalidade dos meninos, enquanto o azul claro era considerado mais apropriado para as meninas. Para elas, a “rosificação” extrapola a cor.

Os brinquedos para as meninas reproduzem em sua maioria atividades consideradas femininas, como o cuidado de bebês, a limpeza da casa e cuidados com a beleza, o que incute nelas cada vez mais a atual “obsessão pela imagem”.

“Muitos desses produtos parecem bastante inofensivos, mas se somam a essa cultura de celebridade, fama e riqueza, que está danificando as aspirações das meninas sobre o que podem ser”, assinala Emma.

A campanha, que conta com milhares de seguidores no Facebook, gerou polêmica no Reino Unido, onde um jornal classificou as irmãs Moore de “feministas severas e sem senso de humor”.

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* Surge igreja “sem nome”.Sinal do cansaço na busca da verdade?

domingo, dezembro 20th, 2009

Apesar de todo o avanço científico, o fenômeno religioso sobrevive e cresce, desafiando previsões que anteviram seu fim. A maioria da humanidade professa alguma crença religiosa direta ou indiretamente. A religião continua atraindo milhares de fiéis e enriquecendo alguns pregadores. Em alguns casos, o fanatismo religioso confirma o pensamento do filósofo alemão Karl Marx que definiu a religião como “o ópio do povo”.

No Cariri, no Ceará, marcado pelo misticismo e pela devoção ao Padre Cícero, cresce o pluralismo religioso das mais diversas formas. O pastor da Igreja Batista, Samuel Lobo, diz que são incontáveis os cultos religiosos que chegam a Juazeiro. O “loteamento” de um espaço no céu está levando muitos cristãos a procurarem práticas religiosas diferentes das igrejas convencionais. Paralelamente, cresce também o número daqueles que, embora se professem cristãos, não frequentam nenhuma denominação religiosa.

Caminhada pessoal

“São pessoas convertidas, mas que,
decepcionadas com os rumos da pregação e da instituição, optaram por uma caminhada pessoal, vivida na intimidade, ou então pela formação de pequenos grupos nos lares, reeditando o cristianismo do primeiro século”, analisa o advogado Emerson Monteiro, lembrando que existe uma tendência, principalmente entre jovens, de procurar novos caminhos.

No Crato, está nascendo uma religião sem nome, sem igreja, sem padres e pastores e que tem como único líder Jesus Cristo. “É a restauração do antigo cristianismo, quando os seguidores de Jesus pregavam de casa em casa e exerciam a verdadeira partilha, a solidariedade, principalmente, para com os mais pobres, abandonados, que nunca, por exemplo, comemoraram o seu próprio aniversário”, define o radialista José Jesus de Almeida Júnior, integrante da nova comunidade evangélica.

É o caso da mendiga Francisca Ribeiro da Silva, que vive debaixo de uma algaroba, ao lado da via férrea, que liga Crato à Juazeiro. Ali, ao relento, ela faz a própria comida e dorme em cima de um colchão velho. Não sabe de onde veio, para aonde vai e não se lembra da idade. “Os crentes comemoraram o meu aniversário, foi uma festa bonita”, diz ela, referindo-se a iniciativa dos integrantes da igreja sem nome.

Na contramão da maioria das religiões, a nova tendência evangélica não cobra dízimo de seus integrantes. Ao contrário, eles tiram dinheiro do seu próprio bolso para ajudar pessoas pobres e abandonadas. Mendigos, alcoólatras, desempregados, ou pessoas com deficiência mental são retirados das ruas e reintegradas à sociedade com ações sociais que vão desde a entrega de cestas básicas até a realização de festas de aniversario.

Caminho, verdade e vida

“Somos seguidores do Caminho, que é Jesus.
Estamos a caminho do céu. Este céu que já começa aqui e se planifica na eternidade, pois Jesus trouxe os valores do Reino de Deus, com a sua entrada na história, no tempo, no espaço, em vista da plenitude dos tempos”, explica Almeida Júnior.

Criado numa família de católicos praticantes, ex-funcionário de uma emissora católica, Almeida Júnior frequentou uma igreja evangélica durante 10 anos. Descobriu nos textos bíblicos que o único caminho é Jesus. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Este ensinamento do apóstolo João levou Almeida a fazer uma reflexão sobre o seu itinerário religioso.

A partir daí, ele passou a questionar os conceitos doutrinários das religiões. Terminou se isolando em seu mundo particular procurando uma resposta para suas dúvidas. Encontrou na internet a indicação do livro “A Igreja de Casa em Casa”. Foi a senha para o reencontro consigo mesmo. O livro trata de um movimento religioso internacional, com ramificações em alguns estados do Brasil.

No contato virtual com outros irmãos de fé, o radialista descobriu que não estava só na sua maneira de pensar. De acordo com a nova vertente evangélica, Jesus é apresentado como um exemplo individual cujo modelo de vida é o caminho. “Seus ensinamentos, sermões e instruções são os meios que podem nos conduzir ao conhecimento da verdade eterna, diferente das verdades transitórias ou passageiras. E, por último, entende que Jesus é o representante da vida perpétua”.

Almeida sonha com um cristianismo que acolha o viciado, o mendigo, a prostituta e todos os pobres e doentes da terra, como Jesus fazia. Com esta concepção, a comunidade religiosa afastou de sua caminhada tudo aquilo que, na opinião de seus integrantes, atrapalha o foco central de sua fé, que é figura única de Cristo, a começar do dízimo, uma contribuição, paga voluntariamente, ou como imposto, normalmente para ajudar organizações religiosas e, muitas vezes, utilizada como moeda de compra e venda do reino do céu.

Fonte : Diário do Nordeste

***

Depois do abandono da Igreja católica, ou do modelo de igreja com que convivia, surge a “igreja dos crentes”, aparente resposta a uma busca sincera pela verdade, seguida da decepção… O próximo passo é , ou a fundação de uma nova igreja, feita ” à minha imagem e semelhança “, ou a mudança para uma outra, outra, outra..

Depois surgem novas decepções e surge “a saida” do cristianismo para outras religiões pagãs, em um retorno a uma vivência primitiva do fenômeno religioso..

Depois vem o cansaço e surge o ateísmo ou o indiferentismo religioso.

A religião enquanto vivência e código de valores desaparece.”Nenhuma presta” e como todas dizem ser a verdadeira, escolhe-se não pertencer a nenhuma.

Nasce mais um ex – católico, critico da religião e que julga a igreja a partir de sua “não” vivência.

Lamentável e triste.

A evangelização dos católicos nominais é uma das mais fortes respostas a esse circulo vicioso que tem atingido nossos irmãos, sinceros em suas buscas, mas desorientados na busca da verdade.

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* Relativismo e Rigorismo, dois erros que se tocam.

quinta-feira, dezembro 17th, 2009

A Igreja Católica tem uma doutrina moral inalterada, imutável, eterna e que, como tal, deve ser por nós aceita, acatada e respeitada no nosso modo de agir habitual. Esta doutrina moral faz parte do depósito sagrado e inviolável de Fé Católica e, por isso mesmo, jamais será alterada.

Mas, como somos humanos e erramos, muitas vezes falhamos na correta interpretação – e posterior aplicação – dessa doutrina, caindo, muitas vezes, em um dos dois vícios, erros que lhe estão associados.

Contudo, como não estamos aqui a veicular opiniões pessoais mas tão-somente a repetir o que a Igreja sempre ensinou, não custa reescrever o que outros já afirmaram tão claramente, a fim de que os que ainda não tiveram qualquer acesso a esse ensinamento possam ler e conhecer.

A moral católica trabalha com princípios e regula as práticas. A moral católica, em muitos casos, dá-nos regras específicas de conduta a seguir e, noutros, dá-nos os princípios norteadores, aqueles princípios pelos quais devemos pautar a nossa acção, as nossas práticas.

Dois erros gravíssimos de moral são o relativismo e o rigorismo. Nunca foi tão verdadeiro – e isto pode perfeitamente aplicar-se à moral católica – que é no meio que está a virtude.

O relativismo, laxismo, é relativizar aquilo que é absoluto. Quando uma norma é absoluta, sendo obrigatório o seu cumprimento, vinculante agora e para sempre e para todas as culturas e épocas; e vem alguém e tenta, por todos os meios possíveis, relativizar o princípio, dar-lhe outra coloração, reinterpretá-lo ao seu bel-prazer, ajustá-lo às suas conveniências.

É o que o Santo Padre muito se tem esforçado por combater: a chamada ditadura do relativismo, do deixa andar, do «cada um é católico à sua maneira», cada um pratica do seu modo, cada qual segue as suas tendências, sem olhar aos ensinamentos imutáveis do Magistério e da sã doutrina.

Os relativistas suavizam tudo, minimizam tudo, atenuam a gravidade de seríssimas situações de transgressão da lei moral, até nada restar da norma absoluta e vinculativa. Esses, gostam muito da pastoral caso-a-caso e passam a vida a tentar multiplicar ao cêntuplo os casos individuais em que a norma não se aplica; as excepções chegam a mil. Chega a um ponto em que a exceção é aplicar a lei moral que vincula!

O relativista é, pois, aquele que relativiza aquilo que é absoluto, intocável, inalterável agora e para sempre.

Muitos de nós, ao combater o relativismo, acabamos por cair no extremo oposto que consideramos, erroneamente, menos perigoso: o rigorismo, que nada mais é do que uma aplicação prática, dentro do catolicismo, do puritanismo protestante da Rainha Vitória de Inglaterra. Isso mesmo: o rigorismo nada tem de católico; é uma ramificação do puritanismo protestante; é erro gravíssimo e pernicioso para as almas, porque lhes perturba o coração e lhes rouba a paz de espírito.

Se o relativismo é relativizar o que é absoluto e intocável, o rigorismo consiste precisamente no oposto: absolutizar o que é relativo!!!

Há coisas que, embora não estando diretamente relacionadas com o depósito da Divina Revelação, são, no entanto, de ordem moral e às quais se aplica a lei moral vinculante.

Todavia, outras – tantas! – há que, com o decorrer dos tempos e tendo-se em linha de conta as variações das culturas e das mentalidades próprias de cada época, podem sim – e algumas até devem mesmo! – mudar. E, com elas, muda também o nosso modo de nos posicionarmos perante elas.

Para o rigorismo, ramificação da invencionice puritana/vitoriana protestante, tudo é pecado, tudo é impuro, imoral, pecaminoso. O rigorismo não distingue o que é de ordem moral inviolável e imutável e o que é próprio de cada época, cultura ou mentalidade. O rigorismo não faz a necessária e fundamental diferenciação entre os princípios e a sua aplicação prática, no caso desses princípios e normas serem passíveis de alteração, ou seja, não serem vinculativos, podendo variar a sua aplicação de acordo com a época e a cultura a que se apliquem.

Obviamente, escusado será dizer que, se o relativismo foi condenado como erro moral, o rigorismo também o foi. Se um relativista é um modernista progressista, um rigorista é protestante, ainda que o desconheça. O puritano rigorista acha-se o melhor católico que há no mundo, tem uma piedade que engana, peca por excesso de zelo, por escrúpulo. O escrúpulo é outra desordem moral, muito associada ao rigorismo.

Ninguém pense que é preferível ser rigorista do que relativista. Nunca se combate um erro com outro erro. Mais, é mais fácil ajudar na conversão sincera de um ex progressista/relativista que se arrependa, do que de um rigorista puritano que se crê o melhor católico que há neste mundo e no outro.

O rigorista julga todos através de si, os outros só são bons se seguem o conjunto de regrazinhas que ele inventou como sendo as únicas correctas, morais e católicas.

O rigorista vive atormentado com a noção de pecado, o seu coração não descansa em Deus, ele nunca encontra paz. Vive com um escrúpulo sem medida, esquece-se de viver, não deixa viver os outros, a quem critica dura e cruelmente por não seguir os seus esquemas, os seus padrões de moral asfixiante.

O rigorista não tem paz de espírito, não deixa os outros viver tranquilamente, tem o seu coração perturbado, o seu espírito atormentado. Tortura os outros com aquilo que na sua cabeça é pecado – sem o ser -, não distingue os vários graus da lei moral. É, para ele, tudo a mesma coisa.

Um rigorista não é católico, não deve passar por tal, muito embora sejam bonitinhas as suas palavras e soem bem aos nossos ouvidos. Um rigorista não pode ser recomendado como católico, já que ele é protestante. A sua moral é a moral puritana protestante, a sua vivência espiritual é marcadamente protestante.

Por último, resta acrescentar o mais importante, que valida tudo o que eu disse anteriormente: o rigorismo, asfixiante, pernicioso, muito prejudicial às almas, foi condenado pela Igreja! Como não podia deixar de ser. Se o não fosse, isto não passava de mera opinião pessoal minha. Como foi, é erro moral grave, seríssimo, tão grave quanto o relativismo, precisamente porque se encontra no extremo oposto. Estes dois erros tocam-se, os extremos estão sempre muito próximos. Procuremos sempre uma atitude prudencial, de sabedoria, de moderação, de equilíbrio e ponderação. Sem relativizar o que é absoluto e universalmente válido para todas as épocas e culturas; e sem absolutizar o que é relativo, circunscrito a condicionalismos vários e que, como tal, pode, e em muitos casos deve, mudar com o decurso do tempo e/ou com as flutuações culturais a que estamos todos sujeitos.

O rigorismo ganhou força nos meios jansenistas, fortemente marcados pela teologia calvinista; foi condenado pela Igreja em 7 de Dezembro de 1690, por um decreto do Santo Ofício (cf. Denz. 2301-2332). Eis aí a condenação inequívoca, explícita, do magistério, muito para além das recomendações dos teólogos e Santos Doutores que muito combateram – e se esforçaram por explicar o mais adequadamente possível – os extremos.

Evitemos tocar os extremos. Que todos tenhamos uma vida católica sã, saudável, equilibrada, íntegra; combativa e firme; espiritual e moral; doutrinal e apologética; mas sempre com moderação, sem relativizar o que é absoluto nem absolutizar o que é relativo; e tendo sempre perfeita consciência:

1 de que não somos a última bolacha do pacote;

2 da nossa indignidade, miséria, fraqueza – de que se não nos vale a graça divina, caímos como miseráveis que somos;

3 de não tripudiarmos em cima das limitações dos nossos irmãos.

Eis aqui algo que eu devo corrigir. Quero um dia ser santa. E, embora esteja hoje muito longe disso, devo esforçar-me por aproximar-me, cada vez mais, da realização concreta, na minha vida, dos nobres e santos ideais que tento imperfeitamente seguir e que almejo que todos amem e conheçam.

Cuidado com o rigorismo que escraviza, que aprisiona, que endurece o coração, que rouba a paz de espírito e a vida católica sã.

Agarremo-nos com muita força à nossa Mãe Imaculada, Soberana Senhora e excelsa Rainha e peçamos-Lhe que nos leve purificados a Jesus, que nos conduza por sendas direitas, que nos auxilie a corrigir os erros e a não mais voltar a cometê-los.

Sejamos católicos e tenhamos sempre muito, muito orgulho nisso! Mas não transformemos o catolicismo numa prisão insuportável, que ele não é. Cuidado com os desvios morais e doutrinais, quer à esquerda, quer à direita.

Nós temos a grande responsabilidade com as almas de não recomendar o que é errado. O Demónio também se disfarça de anjo de luz e, sob as aparências de bem, de catolicismo, de falsa piedade puritana, lança as suas armadilhas.

Autora: Magdália

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* Alemanha enfrentará declínio econômico por conta de sua baixa natalidade e envelhecimento de sua população.

quarta-feira, dezembro 16th, 2009

A Alemanha, o ídolo do cenário econômico europeu, poderá enfrentar grave declínio econômico nas próximas cinco décadas por causa de seu índice de natalidade que está caindo dramaticamente e sua população em declínio, disse um novo relatório do governo. O declínio e envelhecimento da população resultarão na eventual desintegração dos generosos programas de assistência social da Alemanha, inclusive pensão para idosos, alerta o relatório.

A Agência Federal de Estatísticas projetou uma queda na população de 82 milhões em 2008, a maior da União Européia, para entre 65 e 70 milhões. Em 2060, 34 por cento da população terá mais de 65 anos e 14 por cento terá 80 anos ou mais, um aumento de 20 por cento e 5 por cento respectivamente no ano passado.

“Embora o número de idosos vá aumentar, haverá menos e menos pessoas em idade de trabalho”, Roderich Egeler, o diretor da Agência Federal de Estatísticas, disse no relatório. “Isso terá conseqüências para o sistema de seguridade social”.

Os 82 milhões de cidadãos da Alemanha a tornam o país mais populoso da UE, perfazendo 16.4 por cento da população européia total. Em seguida vem a França, com 64 milhões, o Reino Unido, com 61 milhões, e a Itália, com 60 milhões. Nenhum desses países tem um índice de natalidade que permita que a população permaneça estável e todos dependem da imigração para manter a população e a força de trabalho.

A Alemanha, a Letônia, a Eslovênia e a Itália estão entre os países da UE com a percentagem mais baixa de jovens. Nesses países, só 1 de cada 8 habitantes tem menos de 14 anos. Esses números contrastam com países na África que têm, em média, algumas das populações mais jovens do mundo.

No Burundi, a idade média dos homens é 16.5 anos e das mulheres é 17 anos com o índice de natalidade em 41.42 nascimentos/1.000 habitantes. Cada mulher tem 6.33 filhos. A expectativa de vida é baixa, porém em média é 51.2 anos para os homens e 53.01 anos para as mulheres.

Na Alemanha, a idade média dos homens é 42.6 anos, para as mulheres é 45.2 anos com 8.18 nascimentos/1.000 habitantes e um índice total de fertilidade de 1.41 filhos nascidos por mulher. As aposentadorias terão de subir para uma expectativa média de vida de 76.26 para os homens e 82.42 para as mulheres.

O relatório do governo veio depois de um relatório de outro instituto de pesquisa que na semana passada disse que a Alemanha tem uma das populações mais idosas dos 27 países da Europa e está enfrentando eventual “catástrofe” demográfica e falência de seus programas de assistência social.

O relatório da Agência Federal de Estatísticas disse que o número de pensionistas que terão de ser sustentados pelas pessoas em idade de trabalho poderá ser quase o dobro em 2060.

***

A politica antinatalista, fruto de uma mentalidade relativista e hedonista,onde os filhos são vistos como “fardos” atinge países ricos como a Alemanha e tem repercussões em toda a nação.

Aqui no Brasil, dentre vários argumentos, se usa as dificuldades economicas como fator para justificar os poucos filhos… Lá não se pode usar esse argumento.

O que eu não entendo também é baixa natalidade dentre os Brasileiros de melhor condição  financeira.. Por que será??

É questão de tempo o egoísmo vir cobrar seu preço.

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* Igreja episcopal de Los Angeles elege primeira bispa lésbica

segunda-feira, dezembro 7th, 2009

Aprovação de Mary Glasspool, de 55 anos, agora depende do apoio da maioria das 108 dioceses nos EUA

A diocese episcopal de Los Angeles elegeu neste sábado, 5, sua primeira bispa lésbica desde que a Igreja Episcopal americana levantou as restrições contra a ordenação de bispos homossexuais, informou nesta segunda-feira, 7, a imprensa local.

A decisão da Igreja de aprovar a bispa Mary Glasspool, de 55 anos, realizada durante sua convenção anual em Riverside, aprofundou as fissuras na comunidade anglicana mundial, da qual faz parte.

De fato, Rowan Williams, arcebispo de Canterbury e líder espiritual dos mais de 75 milhões de anglicanos no mundo, declarou em seu site que o voto gera “graves dúvidas” sobre o futuro da Igreja “e seu lugar na comunhão anglicana” e fez um chamado à moderação.

Mary, que recebeu um total de 153 votos do clero e outros 203 da comunidade laica em uma sétima rodada de votação, necessita agora o apoio da maioria das 108 dioceses da Igreja Episcopal nos EUA para poder atuar como bispa assistente na diocese de Los Angeles.

Se a Igreja aceitar os resultados da votação, o líder da Igreja Episcopal nos EUA, a bispa Katharine Jefferts Schori, deve ordenar Mary como bispa assistente no dia 15 de maio, informaram diferentes meios de comunicação.

Fonte : Estadão

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* Células-tronco: Igreja defende pesquisas apenas com células-tronco adultas

sábado, dezembro 5th, 2009

A pesquisa coordenada pelo neurocientista do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Stevens Rehen, e pelo biomédico Martin Bonamino, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que produziu no Brasil pela primeira vez células pluripotentes, ou seja, capazes de se transformarem em vários tipo de tecido, reforça o argumento da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que, assim como parte dos evangélicos, é contrária ao uso de células-tronco de embriões.

Os religiosos acreditam que a a vida tem origem a partir da fecundação e destruir um embrião é praticamente cometer um homicídio, além de abrir um precedente para uma futura legalização do aborto.

Parte da comunidade científica acredita que apenas as células-tronco embrionárias podem se transformar em células pluripotentes. Mas com a pesquisa da UFRJ o Brasil torna-se o quinto país do mundo a produzir células pluripotentes.

– Estudos como este reforçam a nossa tese de que não precisamos usar embriões para evoluir cientificamente – argumenta o padre Luis Antônio Bento, da Comissão para a Vida e a Família da CNBB. – O nosso incentivo é que as pesquisas sejam feitas com células-tronco adultas. Elas são usadas para o tratamento de mais de 70 doenças degenerativas. Quanto as pesquisas com as embrionárias, é preciso lembrar que nem tudo que tenha sucesso técnico deve ser moralmente aceito.

Permitidas desde 2005 pela Lei de Biossegurança, as pesquisas com embriões estavam estagnadas no Brasil até o ano passado pela insegurança jurídica que trazia para os pesquisadores. A lei era alvo de uma ação direta de inconstitucionalidade, impetrada pelo ex-procurador geral da República, Cláudio Fonteles. O Supremo Tribunal Federal, no entanto, decidiu em maio de 2008 pela constitucionalidade da lei. A decisão foi lamentada pela CNBB, que no entanto não pretende entrar com nenhuma ação na Justiça contra as pesquisas. A entidade aposta na mudança das atuais regras pelo Poder Legislativo.

– Nosso desejo é que os bancos de embriões acabem – revela o padre Bento. – Mas já que isso não é possível, a fecundação assistida deveria ao menos ser regulamentada porque hoje no Brasil ela é regida apenas por um resolução do Conselho Federal de Medicina.

A CNBB espera que a lei que regulamenta a fecundação assistida seja aprovada em breve pelo Congresso. Na prática, ela acabaria com os bancos de embriões, pois os médicos só poderiam fecundar a quantidade de óvulos que forem introduzidos no útero materno. Pela Lei de Biossegurança, só podem ser usadas nas pesquisas em embriões que estejam congelados há mais de três anos e com a autorização dos pais.

A igreja argumenta, contudo, que há casos no mundo de crianças que nasceram de embriões congelados há mais de dez anos. No Brasil, também já existe um caso registrado. Depois de 20 tentativas de gravidez do casal Maria Roseli, 42, e Luiz Henrique Dorte, 41, de Mirassol (SP), nasceu Vinícius de um embrião congelado há oito anos.

Fonte: Jornal do Brasil

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* Comunhões e batismos online: bem-vindo às “igrejas” na internet.

sexta-feira, dezembro 4th, 2009

Fatos como estar viajando ou longe da paróquia serviam de desculpas para não ir à missa, mas os membros de igrejas americanas protestantes como a Granger Comunity Church e a Flamingo Road vão precisar buscar outros pretextos, porque estes já não valem mais.

Nestas congregações, muitos serviços religiosos já são oferecidos pela internet, com fiéis comungando com seu próprio pão e vinho a partir de casa, frequentemente, a milhares de quilômetros de distância uns dos outros.

Apesar das reservas que o assunto gera entre os cristãos tradicionais, as igrejas na internet configuram um fenômeno cada vez mais popular nos EUA e uma forma de trazer para os templos os jovens, acostumados a ficar horas em redes sociais.

Organização como a Leadership Network, que estuda e promove a inovação dentro da Igreja, assinala que há pelo menos 40 congregações religiosas de fé protestantes conhecidas como “campus interativos online”. As que já oferecem os serviços afirmam que recebem pedidos de outros pastores querendo adotar iniciativas similares.

A oferta vai além de simplesmente transmitir o sermão dominical por meio de câmera web e criar fóruns de fiéis.

Os portais são completamente interativos, com um pastor dedicado totalmente aos seguidores na rede, no chat ao vivo, e funções adicionais como comungar à distância ou confessar os pecados por meio de um software.

Algumas congregações como a Flamingo Road Church, na Flórida, realizam inclusive batismos na rede. Todas têm grande presença em redes sociais como Facebook, onde contam com grupos de apoio, e dispõem de inúmeros voluntários que, entre outras atividades, controlam para que os conteúdos dos chats e dos fóruns sejam adequados.

LifeChurch.tv, veterana do ramo com 60 mil visitantes por semana, transmite para 140 países, mas não deixa de buscar novos fiéis.

Para captar novos fiéis, a congregação compra publicidade contextual no Google. Cada vez que os internautas digitam termos como “sexo” ou “mulheres nuas” surge na tela uma opção convidando o usuário para entrar em sites religiosos em vez de pecar.

Grande parte da popularidade conquistada pelas igrejas se deve aos jovens ou aqueles que por motivos trabalhistas viajam com frequência e nem sempre podem assistir à missa na paróquia habitual.

Flamingo Road Church, cujo campus na internet reúne a cada final de semana 2,3 mil pessoas, começou a oferecer os serviços em 2007 como uma maneira de expandir internacionalmente o tamanho de sua paróquia.

“Vimos o campus na internet como uma oportunidade de alcançar fiéis em todo mundo, para levar a experiência completa da igreja a pessoas que de outra maneira não conseguiriam ou são reticentes de assistir aos serviços em um prédio físico”, disse à Efe, Troy Gramling, pastor de Flamingo Road.

“Pode ser que não estejamos fisicamente com eles, mas vamos dirigir o amar com o coração de Cristo onde quer que as pessoas estejam conectadas com Deus online”, assinalou.

Para outros membros de diferentes igrejas protestantes dos Estados Unidos, no entanto, esta experiência é deturpada demais e inclusive membros de congregações com serviços na internet discordam sobre até onde se pode chegar com isso.

Gramling diz que os contatos na internet não podem substituir os do mundo real, mas acredita que uma experiência cristã real não precisa ocorrer sempre em um espaço físico.

“Milhões de pessoas experimentam diariamente conexões autênticas por meio de páginas como Facebook”, disse.

“Acreditamos que a linha entre os amigos de alguém na internet ou na cafeteria da esquina é superficial”.

“E quando a interação física é impossível devido à saúde, à distância ou por outra circunstância, por que não oferecer um encontro virtual que permita ao corpo de Cristo crescer”, acrescentou. EFE

Fonte : Yahoo

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* Vitória de Mujica no Uruguai abre caminho para abortos.

terça-feira, dezembro 1st, 2009
A vitória do ex-guerrilheiro José “Pepe” Mujica no segundo turno das eleições uruguaias de domingo – ele obteve 52,6% dos votos, contra 43,3 % do candidato liberal, Luis Alberto Lacalle – deve abrir caminho para que o aborto seja descriminalizado no Uruguai.

A lei, que tem o respaldo de 65% da população, foi aprovada pelo Parlamento uruguaio em novembro do ano passado – mas acabou vetada pelo presidente Tabaré Vázquez, que é médico e alegou “graves razões filosóficas”. Nos últimos dias, Mujica confirmou que não vetará uma nova apresentação da lei que permite o procedimento.

A senadora socialista Mónica Xavier afirmou que a coalizão governista Frente Ampla voltará a apresentar o projeto após a posse de Mujica, marcada para março. Assim, o Uruguai seria o primeiro país da América Latina a descriminalizar o aborto. Denominada de “Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva”, a norma permite que qualquer cidadã uruguaia ou residente estrangeira no país interrompa a gravidez nas primeiras 16 semanas de gestação.

Durante os debates no Congresso, no ano passado, a Igreja Católica uruguaia, em uma medida sem precedentes, anunciou que excomungaria todos os parlamentares que votassem a favor da lei do aborto. Estimativas indicam que são realizados anualmente 33 mil abortos clandestinos no país. A lei uruguaia vigente só permite a realização do aborto em casos de estupro ou risco de vida da mãe.

O Estado de S. Paulo.

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* Instituições católicas sob pressão.O relativismo e o secularismo violam direito de consciência.

segunda-feira, novembro 30th, 2009
Por Pe. John Flynn, L.C.

Com a transição para uma sociedade pós-cristã, muitos países estão imprimindo uma pressão crescente sobre os crentes que trabalham em instituições de financiamento público. Um dos últimos casos envolve um projeto de lei, em Washington D.C., sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

No dia 1 de novembro, explicou um artigo publicado pelo jornal The Washington Post, uma análise da proposta de legalizar as uniões do mesmo sexo revela que as cláusulas que se dizem proteger a liberdade religiosa “são lamentavelmente insuficientes e fornecem uma proteção mais ilusória do que real”.

As regras propostas, detalhava o Post, não oferecem proteção adequada contra a perda de benefícios do governo por se recusar a reconhecer uniões de pessoas do mesmo sexo. Assim como há uma falta de proteção dos que discordam de modo individual, com objeção religiosa a promover uniões do mesmo sexo, caso que inclui fornecedores, músicos e fotógrafos.

De acordo com notícia publicada no dia 12 de novembro no jornal The Washington Post, a arquidiocese de Washington declarou que não será capaz de continuar a prestar os programas de serviço social que funcionam agora.

O temor da arquidiocese, por exemplo, é ser obrigada a fornecer benefícios laborais a pares do mesmo sexo.

De acordo com o artigo, as organizações de caridade católicas prestam serviços para 68.000 pessoas na cidade. Além dos recursos públicos que recebe para tais atividades, a arquidiocese dedica mais 10 milhões de dólares em recursos próprios.

O arcebispo de Washington, Dom Donald W. Wuerl, escreveu um artigo de opinião para o site do Washington Post, publicado no dia 17 deste mês.

Ali, salientava que, ainda que a Igreja Católica não concorde com a redefinição do casamento, tudo o que estão pedindo é que o projeto vise a um equilíbrio mais justo entre os diferentes grupos de interesse.

O arcebispo Wuerl afirmou que a arquidiocese e as organizações católicas estão empenhadas em continuar a prestar serviços, mas as disposições da nova lei sobre as uniões do mesmo sexo poderiam restringi-las de realizar este desejo.

Isso não tem importância para alguns editorialistas do Los Angeles Times, que animaram, a 18 de novembro, os funcionários de Washington a permanecer firmes. O editorial pedia ao governo federal que adote uma postura mais forte quanto aos fundos federais e as organizações de natureza religiosa, especificamente sobre a possibilidade de não contratar pessoas que não compartilhem seus pontos de vista religiosos.

A obrigação do aborto

Enquanto isso, no mês passado, a Austrália completou um ano desde a aprovação da legislação que impede aos médicos o direito à objeção de consciência nos casos de aborto, no estado de Victoria.

De acordo com Nicholas Tonti-Filippini, especialista em bioética do Instituto João Paulo II para o Matrimônio e a Família de Melbourne, ao menos dois médicos com objeção de consciência ante o aborto se negaram a dirigir seus pacientes a outro profissional para que pudesse provocar o aborto.

Juntamente com a descriminalização do aborto, no ano passado, a nova lei obriga os médicos objetores de consciência a expressar sua crença e encaminhar o paciente para0 outro médico.

No dia 22 de outubro deste ano, os bispos católicos do estado de Victoria publicaram uma carta pastoral sobre o tema do aborto e a reforma legislativa.

Em sua carta, os bispos observaram que, além de negar o direito dos médicos de abster-se a cooperar com um aborto, a lei também elimina a objeção de consciência dos enfermeiros.

“Certo tipo de hipocrisia já predomina nos hospitais”, afirma a carta. “Em um quarto, o bebê prematuro será cuidado com muito esforço e com a melhor tecnologia. Em outra sala, uma criança por nascer, talvez já maior que o bebê prematuro, pode ser assassinada impunemente”.

Os bispos também apontaram que as mulheres que procuram um aborto não têm acesso às informações precisas sobre o que acontece com seus filhos ou os riscos que corre.

Problemas mais profundos

“Não devemos ver a legalização do aborto, em Victoria, como um problema isolado, e sim como o sintoma de um problema muito mais profundo e cultural da crescente secularização e do relativismo”, advertiu a carta.

“Leis como essa do aborto representam uma ameaça direta para toda a cultura dos direitos humanos, porque a teoria dos direitos humanos se baseia na afirmação de que a pessoa humana não pode ser submetida à dominação dos demais”, continua a carta.

O arcebispo de Melbourne, Dom Denis Hart, presidiu um culto ecumênico de oração na Catedral de St. Patrick, no dia 25 de outubro, em reparação ao aborto.

Em sua homilia, ressaltou que desde o primeiro século a Igreja afirma que há mal moral em qualquer aborto provocado.

“O feto deve ser tratado como pessoa desde o momento da concepção; o embrião deve ser defendido na sua integridade, tratado e curado, na medida do possível, como qualquer outro ser humano”, afirmou.

Mais ao norte, na capital do país, Camberra, os líderes católicos estão preocupados com a proposta de venda ao governo do Hospital do Calvário, por parte da Little Company of Mary Health.

Canberra Times informou no dia 29 de outubro que o cardeal George Pell, de Sydney está preocupado, pois os motivos do governo são ideológicos e dirigidos por elementos anticristãos.

O artigo também explica que antes, o vigário-geral da arquidiocese de Camberra, monsenhor John Woods, tinha expressado sua preocupação de que a missão da Igreja de proporcionar cuidados de saúde se veria comprometida pela venda.

Como Angela Shanahan escreveu no jornal Australian no dia 31 de outubro, há suspeita de que o governo, sob o controle de uma coalizão ‘verde-esquerda’, queira simplesmente tirar a Igreja Católica do serviço de saúde pública na capital do país.

Ela citou um relatório do partido verde que recomendava que o hospital fosse retirado das mãos católica ou vendido ao governo, porque não faria abortos, esterilizações ou “toda a gama de serviços reprodutivos”.

Trabalhadores da saúde

Os Estados Unidos têm vivenciado debates desde o início do ano, quando o governo Obama rescindiu as normas que protegiam os trabalhadores da saúde que não desejam participar de abortos.

Em um comunicado datado de 23 de março, a Conferência Episcopal dos Estados Unidos declarou: “a proteção do direito fundamental da consciência assume urgência ainda maior quando os membros das profissões de cura são submetidos à pressão ou a algum risco, que seria a retirada da vida humana; fundamento que vai contra as regras da medicina”.

O comunicado também ressaltou a contradição entre a posição do governo federal em comprometimento a uma política de “escolha” no que diz respeito ao aborto, enquanto, ao mesmo tempo, eliminava a possibilidade de escolha para os enfermeiros, médicos e hospitais em não fornecer ou facilitar os abortos.

O arcebispo Raymond Burke, Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, abordou o tema da cultura da vida, no atual contexto político, em um evento realizado no dia 18 de setembro.

“Ainda que a verdadeira religião ensine a lei natural e moral, a observância desta não é uma prática confessional”, observou. “É sim uma resposta ao que está inscrito no fundo de cada coração humano”, disse ele.

“Se os cristãos não conseguem articular e fazer cumprir a lei moral natural, então eles falham no dever fundamental de patriotismo, de amar seu país, servindo ao bem comum”, afirmou. Violar os direitos de consciência não é só uma afronta aos crentes, mas também uma negação dos princípios fundamentais que devem nortear uma sociedade secular.

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