Posts Tagged ‘Relativismo’

* Papa pede superação do relativismo e superficialidade.

sexta-feira, agosto 27th, 2010

Bento XVI lembra exemplo de Santo Agostinho para convidar à «busca da Verdade»

Bento XVI manifestou-se contra o relativismo e a superficialidade na sociedade actual, apelando ao exemplo de Santo Agostinho (354-430) para convidar à busca da “Verdade”.

“É paradoxal que na nossa época se indique o relativismo como uma verdade que há-de guiar opções e comportamentos”, indicou o Papa na audiência pública desta Quarta-feira, em Castel Gandolfo, arredores de Roma.

Para Bento XVI, Santo Agostinho foi “um homem que nunca viveu com superficialidade” nem procurou a “pseudoverdade incapaz de dar paz duradoura a o coração”, mas “a Verdade que da sentido à existência”.

Perante cerca de quatro mil pessoas, o Papa aludiu à busca do sentido da vida que, segundo ele, é excluída de várias expressões da cultura dos nossos dias.

“Na sua inquieta busca – prosseguiu – Santo Agostinho compreendeu que não era ele a encontrar a Verdade, mas que era a própria Verdade em pessoa – Deus – a procurá-lo e a encontrá-lo”.

Bento XVI precisou que, neste caminho, é fundamental o silêncio: “Por vezes existe uma espécie de medo do silêncio, do recolhimento, um receio de pensar nas próprias acções, no sentido profundo da vida”.

“Muitas vezes prefere-se viver só o momento passageiro, na ilusão de que este traga uma felicidade duradoura. Prefere-se viver com superficialidade, por que parece que a vida é mais fácil assim, sem pensar”, lamentou.

O Papa falou também a “quem se encontra num momento de dificuldade no seu caminho de fé, ou que pouco participa na vida da Igreja, ou vive como se Deus não existisse”.

“A todos peço que não tenham medo da verdade, que nunca interrompam o caminho em direcção a ela, que nunca deixem de procurar a verdade profunda sobre nós mesmos e sobre as coisas, com o olhar interior do coração”, apontou.

Bento XVI convidou todos a “conhecer melhor os santo”, referindo que ele próprio está ligado a algumas figuras de santos, “nomeadamente São José e São Bento, e também Santo Agostinho, que tive ocasião de conhecer mais de perto através do estudo e da oração e que se tornou de certo modo meu companheiro de viagem na minha vida e ministério”.

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* O “self-service religioso”. Sirva-se à vontade.

quinta-feira, agosto 19th, 2010


Realmente o sistema self-service, que significa auto-serviço, é um sistema fantástico e que está se alastrando para diversos seguimentos. De sorveterias a postos de gasolina, passando até por roleta de ônibus: todos estão aderindo ao auto-serviço, onde cada um escolhe o que quer, a quantidade que quer, da maneira que quer. Até ovo de Páscoa agora é recheado na hora, com a vontade do freguêsO mais novo “seguimento” a adotar esse sistema é o da religião. Realmente está crescendo muito no meio religioso o sistema “self-service da fé” onde cada um escolhe a fé que quiser (tem para todos os gostos); e se não gostar de alguma que já esteja estabelecida pode fabricar a sua, escolhendo entre as outras tantas aquilo que achar mais conveniente. É um sucesso de público este sistema.

Por trás disso tudo temos a forte realidade de nossos tempos: hoje, mais do que nunca, as pessoas estão buscando o prazer particular e egoísta que leva a fazer da vida um grande restaurante self-service, onde cada um põe no prato aquilo que mais lhe convém.

Essa vontade de fazer da religião algo particular, apesar de revelar-se com mais força nesses tempos, já é uma prática de muito tempo.

Em 1534, por exemplo, a Igreja Católica perdeu todas as igrejas e os fiéis da Inglaterra porque o rei Henrique VIII queria o divórcio e o Papa não concedeu. Assim, o rei fez das igrejas de seu território a Igreja Anglicana, para protestar contra o “não” papal.

E como Henrique VIII colocou no seu prato aquilo que mais gostava e retirou o que não concordava, muitos também abrem a sua igreja, atraindo as pessoas que querem ouvir aquele determinado tipo de “verdade”, moldada à vontade do freguês. Assim, hoje se abre igreja que só fala para jovens, ou só para presidiários, ou só para roqueiros, ou só para homossexuais… enfim, igrejas de todos os tipos que vão dilacerando a verdade que tem caráter universal.

Para se ter uma idéia de como andam as coisas, em São Paulo existem escritórios especializados em preparar a documentação para se abrir igrejas evangélicas. Segundo os advogados desse escritório, qualquer pessoa pode pagar uma taxa de legalização de R$ 30,00 e em três dias estar com sua igreja aberta dentro da lei. E está em grande crescimento este “seguimento do mercado”. Uma pesquisa do início dos anos 90 mostrava que a cada semana surgiam mais de cinco novas igrejas só no Rio de Janeiro.

E nesta festa aparece de tudo. No Rio, por exemplo, temos a “Igreja Evangélica Pronto-Socorro de Jesus”, “A Última Embarcação de Cristo”, “Celeiro Santo” e “O cativeiro de Jó”. Em São Paulo tem “Espada de Dois Gumes”, “Prepara-te”, “Deus opera Maravilhas” e “O Homem que viu Jesus Cristo no Cinema”,

E no meio desta salada mista está a Igreja Católica, que geralmente é vista por todas essas pessoas como a mais errada de todas. Mesmo assim, ela tem a grave missão de ser educadora da fé de todos os homens, mesmo que estes não aceitem a sua mensagem(1).

E qual é a opinião da Igreja nesse “show da fé”?

A Igreja tem grande “respeito pelo homem na sua busca de resposta às questões mais profundas da vida”(2), por todos aqueles que acreditam no Cristo, mesmo pertencendo a outras comunidades. Contudo, ela não pode deixar de denunciar que há abusos no surgimento indiscriminado de “seitas que se expandem, como uma mancha de óleo ameaçando fazer ruir a estrutura de fé de tantas nações”(3).

O Papa João Paulo II  chamava a nossa atenção para um problema mais sério existente por trás disso tudo: “As seitas causam sérios prejuízos religiosos aos seus seguidores. Não se trata somente de abandonar as suas crenças. Passado o entusiasmo das curas fictícias, verifica-se que nem sempre retornam à fé e abraçam o indiferentismo”(4).

E não é só isso. Segundo o censo feito pelo IBGE no ano 2000, o grupo “religioso” que mais cresceu depois dos ditos “evangélicos”, foram os sem-religião. Pessoas que simplesmente seguem tudo ao mesmo tempo ou vão pescando aqui e ali o que acham mais certo (ou mais fácil) e produzindo a sua crença particular; ora misturando os preceitos de várias religiões (inclusive não-cristãs), ora não tendo preceito e até moral alguma. Criando assim um Deus à “sua maneira”. Ora, eu não posso crer em Deus “da minha maneira”, mas só posso crer da maneira como Ele se revelou em Jesus Cristo. O que fugir disso é imaginação humana, nada mais… Não existe verdade adaptável… eu é que tenho que adaptar-me a ela…

O self-service religioso é um fenômeno bastante atual que temos que observar, não, porém, sem tristeza. Por isso, não se assuste caso saiba que mais uma igreja surgiu ou que a Igreja Católica perdeu mais alguns de seus fiéis; antes, reze, pedindo a Deus a luz da coerência sobre estas pessoas para que percebam que não podem fundar a sua religião, ou sua crença como bem entendem.

Certa vez, perguntaram a Napoleão, imperador da França, porque ele, sendo tão poderoso, não fundava uma religião. Napoleão respondeu: “Para fundar uma religião é preciso antes morrer numa cruz e ressuscitar. Morrer na cruz eu não quero, ressuscitar eu não posso”.

Diante disso, não acredite quando dizem que a Igreja Católica está decadente. Ora, a Igreja é um projeto, uma proposta ao homem cultivada por Deus desde o início do mundo. Ela não decai nunca. Quem pode decair é o homem que não a ouve; a Igreja jamais decairá, pois ela foi adquirida pelo sangue do Filho de Deus(5).

Muito ao contrário do que se pensa (e se quer fazer pensar) a Igreja, apesar de seus infiéis filhos, continua com toda a sua força e com toda a sua autoridade. Ela está sempre empenhada nas grandes causas, preocupada em mostrar para o mundo a necessidade da paz, dos valores morais e da dignidade do homem, estando muitas vezes sozinha no hastear desta bandeira.

O Vaticano possui hoje relações diplomáticas com mais de 170 países, isso, para se ter idéia, é mais do que possui os Estados Unidos. Inúmeros protestantes têm reconhecido a força da Verdade presente na Igreja e têm voltado para ela. Como é o caso de dioceses anglicanas dos Estados Unidos e Austrália que manifestaram recentemente o desejo de voltar à unidade com a Igreja Católica.

No ano 2000, por exemplo, 171 mil adultos entraram na Igreja nos Estados Unidos. Na França são quase 9 mil os adultos que recentemente foram batizados. Centenas de sacerdotes e bispos protestantes têm abraçado o Catolicismo. E isso por quê? Porque estudaram a história de suas igrejas e da Igreja Católica. E mais que isso: abriram-se à Verdade.

Recentemente li um pensamento belíssimo que muito ajuda a perceber a “decadência” da Igreja: “Hoje muitos dizem que o Papa está velho, tremendo e que deveria renunciar. Porém, eu digo que já vi quem reunisse 300 mil pessoas para fumar maconha, quem reunisse 150 mil pessoas para ver um show de rock… mas reunir 2 milhões e meio de jovens para rezar é apenas o Papa quem consegue”

Fonte: Universo Católico
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* Educação sexual nas escolas é terrorismo

sexta-feira, julho 23rd, 2010

Luiz Felipe Pondé, Filósofo.

Quem é a favor do ensino religioso? Mesmo quem concorda com o ensino religioso discorda do conteúdo: ensinar o quê? Deus, orixás, gnomos, homens-bomba? Outros são contra: religião não é assunto do Estado e da escola, é assunto da vida privada e familiar -guardem esse argumento na memória porque voltarei a ele.

Não vou discutir o ensino religioso, mas sim outra questão que me chama a atenção: a educação sexual nas escolas. Digo logo: sou contra. E mais: acho que sexo é assunto da vida privada e familiar e nenhuma escola ou pedagoga maníaca por sexo deveria entrar nas cabeças das crianças com suas fantasias travestidas de teorias.

Aliás, quem são os teóricos de confiança? Quem descobriu o sexo correto? Normalmente, o sexo correto é aquele que a pedagoga maníaca por sexo acha que seja correto, e nada mais. Tapinha pode?

Claro, no futuro, talvez revoguem a lei contra pedofilia em nome dos “avanços contra os preconceitos”, e a pedofilia também venha a ser correta. Uma “última lei qualquer” decidirá que as crianças serão obrigadas a fazer prova sobre como é bonita a pedofilia?

Como ninguém faz uma daquelas campanhas diárias de repúdio à educação sexual nas escolas? Claro que hoje é mais normal num jantar inteligente você contar sua vida sexual do que confessar em lágrimas que acredita em Deus, mas, mesmo assim, como não ver que a educação sexual nas escolas é ridícula? Ensina-se o quê?

Neste caso (nos EUA), a intenção da professora seria não fazer distinção de “gênero”? Daríamos Barbies aos meninos para desenvolver neles o “gênero feminino”? Espadas para as meninas? E, se você “gosta” de plantas, tudo bem, porque tudo é natural?

Quem atesta a sanidade mental dessa professora? Gente “infeliz” na vida sexual pode dar aula sobre sexo? Quem seria a “consultora” desta “infelicidade”?

Aulas de biologia são bem-vindas, é claro. Mas e daí? O que ensinar para uma menina de dez anos sobre sexo? Usaremos fotos? Espero que as fotos sejam legais… E os meninos? Vendo revista “Playboy” (ou similares) escondido. E deixemos a vida correr, como corre há milênios. Digamos a verdade: quem dá aula de matemática é bom em matemática, quem dá aula de educação sexual é bom no quê?

Todo mundo é mal resolvido em sexo (quem diz o contrário mente). Há algo no sexo que mistura a obviedade do animal com o inefável do ser humano (romantismo, taras e traumas) que não pode ser reduzido a lição de casa.

Educação sexual é uma armadilha a serviço de todo tipo de lobby. Vou dar dois exemplos “opostos” para ficar claro. Primeiro: se os pedagogos maníacos por sexo fossem tomados de assalto por católicos? Seria matéria de aula a virgindade até o casamento? E você pai e mãe, que acham esse negócio de casar virgem muito repressor, concordariam?

Segundo: se o bando da educação sexual fosse de “homoafetivos” e obrigassem as crianças lerem histórias em quadrinhos onde meninos beijam meninos? Você, pai e mãe, “heteroafetivos”, aceitariam somente porque o bando em questão acusaria vocês de maioria esmagadora preconceituosa?

O bando da educação sexual, que insiste em assaltar as crianças com sua pedagogia grosseira, define sexo como algo tão “natural quanto ter sede”. Mas, se assim for, sua pedagogia é como obrigar crianças a beber litros de água sem que tenham sede.

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* Para aqueles que preferem a escuridão, a luz é uma acusação.

sábado, julho 10th, 2010

 Vós sois a luz do mundo..

" Vós sois a luz do mundo.."

Uma reflexão sábia que questiona nossa capacidade de fazer diferença no mundo.

Impressiona-me a quantidade de pessoas que saem por aí a repetir conceitos e “verdades” sem fundamento em nada, a não ser em sua opinião pessoal elevada ao grau máximo de pretensão de que a verdade sempre deve coincidir com opinião dela e,  se não coincidir, a verdade, claro, está “errada”.

Não podemos nos omitir de fazer diferença no mundo, diferença para o bem porque já tem MUITA gente  fazendo diferença para o mal.

Continua verdade, ainda de maneira mais categórica ainda nos dias de hoje, o que Jesus afirmou sobre o sal que não salga e que, portanto, não serve para nada.

A omissão, seja de que natureza for, não é apenas um vazio, é também abrir espaço para que o mal pareça mais forte e para que as pessoas continuem caminhado pela vida seguindo a voz do mais forte ou, por falta de convicções pessoais, seguindo a maioria, como manada, como ovelhas sem pastor.

Nessa perspectiva, é preferível um ateu honesto do que um Cristão omisso.

Pelo menos o ateu,” filho do nada”, é coerente com suas convicções, ao passo que o cristão omisso, mas do que negar suas convicções nega sua essência e sua identidade evangelizadora mais profunda.

Deixa de ser sal,torna-se “insosso”, não serve mais para salgar o mundo.

***

Dan Kennedy, presidente de Human Life

Indivíduos e nações têm a capacidade de realizar grande bem e extremo mal. O mesmo ocorre com instituições e profissões.

É instrutivo que a história seja repleta de evidências de que respeitadas instituições culturais (por exemplo, o mundo acadêmico, os tribunais, os meios de comunicação, a ciência) possam se tornar infectados com a corrupção moral mais radical. No passado, elas “ratificaram” o mal — escravidão, genocídio e outras atrocidades — como “bom”.

As instituições culturais exercem uma influência poderosa umas nas outras e, quando se corrompem, aceleram o mundo político a aceitar o mal como bom. O desejo de agir conforme a moda faz com que muitas pessoas de bom grado sufoquem aquela vozinha baixa que protesta contra o mal que se mascara como totalmente bom.

Toda nossa geração vive a beira da história, e só um tolo creria que sua geração é imune aos males do passado. E assim permanece. “Nunca mais” é, em si, nunca bom o suficiente. A própria ostentação da condenação e o distanciamento elaborado de nossas vidas da injustiça do passado pensamos que garante nossa inocência.

Mas o mal muda seu disfarce; a injustiça aparece em diferente forma. De novo, o mundo político se torna infectado com cegueira para com seus próprios campos de massacres.E assim é em nossa época.

Certas instituições culturais, comercializando em sua autoridade, aprovam o mal moral radical como “bom”. Em verdadeiro estilo elitista, elas travam guerra contra a humanidade sancionando o aborto como a solução para a gravidez não planejada, a eugenia como meio de filtrar uma porção de doenças (por exemplo, filtrando aqueles que as sofrem) e a eutanásia como um tratamento compassivo para o sofrimento no final da vida. Esses são os campos de massacres hoje. Esses são os males sancionados da moda em nossa época.

Escrito no coração

A verdade realmente nos liberta. Para parafrasear G.K. Chesterton: os princípios morais universais que transcendem os governos e a história humana são a única coisa que nos libertam de nos tornarmos escravos do favorecido mal de nossa era.

Esses princípios morais não são um mistério.

Certas verdades morais estão escritas no coração humano. Como o título inteligente de um dos livros do Professor J. Budziszewski deixa claro, há certas coisas que “não podemos saber”*, não importa quantas pessoas finjam conhecer.A história fornece testemunho inspirador dessas almas inflexíveis, livres da cegueira míope de sua era, que falaram e viveram esses princípios. E o mundo é melhor por isso.

Em nossa época, temos também de assumir essa luta. Sem essa contínua luta, a eventual negação de qualquer direito, de qualquer pessoa ou grupo, por qualquer motivo será imposta pelos fortes contra os fracos.

Não devemos permitir que o desejo de adaptação aos modismos sufoque a voz da consciência em nossa época. Precisamos dar testemunho da verdade com nossas palavras e nossas ações, seja qual for a circunstância em que nos achemos. Para a maioria de nós, isso não exige gestos magníficos, ou debate intenso, mas simples declarações de convicção, para nossas famílias, nossos colegas e nossos vizinhos.

Nossa responsabilidade como cidadãos tem de nos conduzir a informar nossas autoridades eleitas acerca de nossa posição sobre certas questões, e nosso voto pelos candidatos precisa refletir nossas convicções.

Em nosso trabalho voluntário, e as instituições beneficentes para as quais doamos, em mil pequenas maneiras podemos alimentar uma cultura da vida. Esse é o importante trabalho que somos chamados para fazer.Nós todos conhecemos o provérbio, é melhor acender uma vela do que praguejar a escuridão. Não é fácil.

Para aqueles que preferem a escuridão, a luz é uma acusação.

Se ousarmos acender uma vela e dispersar as sombras, seremos condenados como inimigos da liberdade e inimigos do “bem”. Esse é um pequeno sacrifício a se fazer ao defender o direito à vida dos membros desfavorecidos, fracos e vulneráveis da família humana.

O que a história registrará sobre nossa geração? O que as futuras gerações escreverão sobre nossa era depende de nós. Nas palavras de Winston Churchill, “Preparemo-nos pois para o nosso dever”. Podemos estar certos de que prevaleceremos. A luz ainda brilha na escuridão, e a escuridão não a venceu.*J. Budziszewski, What We Can’t Not Know, Spence Publishing

original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10061405

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* Porto Alegre: Arcebispo estuda ação contra hospital, que criará ambiente laico no espaço da capela católica.

quarta-feira, junho 23rd, 2010

A Nova Era prega o relativismo religioso e o culto a natureza.

A Nova Era prega o relativismo religioso e o culto a natureza.

O arcebispo dom Dadeus Grings entrou ontem na polêmica do fechamento da capela do Hospital das clinicas de Porto Alegre.

A partir de julho, o espaço dará lugar a um ambiente laico, sem imagens sacras ou que façam referências a qualquer religião.

– Vai ter briga – ameaçou.

A reportagem é do jornal Zero Hora, 23-06-2010.

Ele ficou indignado porque, em sua opinião, o hospital deveria ter comunicado a Arquidiocese de Porto Alegre antes de tomar essa decisão de não renovar o convênio com a Associação Literária Boaventura, de Caxias do Sul, que administrava as cerimônias da capela.

– Não nos avisaram, simplesmente despejaram. Tiraram a nossa liberdade lá dentro para colocar a nova era – reclamou.

Dom Dadeus, que esteve reunido ontem pela manhã com uma comitiva que protesta contra a decisão, disse que o ato fere o acordo entre o Vaticano e o Brasil, assinado recentemente, que regulamenta aspectos jurídicos da Igreja Católica no país. O acordo foi assinado durante encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o papa Bento XVI. A arquidiocese estuda ingressar na Justiça contra a medida.

– É como a diferença entre o homem despido e o homem nu. Do homem nu não há o que tirar, ele está nu porque quer. Já o homem despido tiraram a roupa dele – comparou o arcebispo, refletindo sobre o constrangimento sofrido pelos integrantes da capela.

Ontem à tarde, cerca de 30 fiéis se reuniram na capela do HCPA para protestar. A irmã Rita Maria Büttenbender, 74 anos, integrou a manifestação. Ela trabalha há 36 anos na capela com tarefas como batizados emergenciais de crianças.

– Se essa capela fechar, gostaria que tivesse um outro espaço para continuarmos o nosso trabalho – afirmou.

Instituição usou Constituição para justificar a medida

Duas comitivas, uma formada por um grupo de vereadores e outra por devotas, foram recebidas pelo chefe de gabinete da presidência do HCPA, Jair Ferreira. No final das reuniões, ele pediu que as comitivas oficializassem suas reivindicações.

– Apesar de termos tomado uma decisão baseada na Constituição, é sempre ruim descontentar alguns. Se houver uma proposta que se possa contentar as pessoas que estão se sentindo prejudicadas, e que não infrinja a lei, podemos discutir – afirma Ferreira.

O Clínicas decidiu criar o Espaço da Espiritualidade – com imagens de natureza, sem referências a alguma religião – com base na norma constitucional que desestimula os órgãos públicos a privilegiar um credo em detrimento a outros. A instituição argumenta que o incentivo à diversidade é uma tendência mundial.

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* Você é um católico pós-moderno?

sábado, junho 19th, 2010

Têm surgido nos últimos tempos várias declarações estrondosas por parte de auto-intitulados católicos, também conhecidos por “católicos pós- modernos”.

Neste caso o pretexto é sempre o mesmo: proferir  afirmações contrárias à doutrina da Igreja. Os temas vão variando ao longo do tempo: uso do preservativo, aborto, etc.

Porque será que o fazem? Há várias explicações para este fenômeno.

Poderão fazê-lo por uma questão de ignorância ou confusão doutrinal, mas também poderá existir um desejo subserviente de agradar a todos ou, pior ainda, a vontade de alcançar um beneficio pessoal pelo protagonismo.

Importa sublinhar que este protagonismo não é obtido por razões pessoais, uma vez que a comunicação social não está propriamente interessada naquilo que a pessoa pensa, mas pelo escândalo que provoca.

Este aspecto é da maior importância porque a pessoa é instrumentalizada e acaba por criar noutros católicos, menos esclarecidos, a ideia errada que a doutrina da Igreja é passível de interpretações pessoais.

A palavra de Deus é a mesma há dois mil anos e tem servido para todos os tempos e para várias gerações. Não é moda e não necessita  se adaptar à sociedade de hoje, porque é atemporal. Por conseguinte, mesmo com internet ou celulares, há um conjunto de princípios morais e doutrinais que se mantém os mesmos e não precisam de ajustamentos modernos.

O pior é quando se transmite a mensagem, usando um mensageiro aparentemente simpático, de que é chique mudar; é chique ser moderno como se a religião fosse passível de sofrer uma espécie de cirurgia plástica doutrinal.

Fonte: O Inimputável

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* Razão humana: antídoto contra relativismo e totalitarismo, afirma Papa.

quinta-feira, junho 17th, 2010

São Tomás de Aquino.

São Tomás de Aquino.

A razão humana “é capaz de discernir a lei moral natural”. No entanto, quando se nega esta possibilidade, abra-se a porta ao relativismo e ao totalitarismo

O Papa Bento XVI quis dedicar sua segunda catequese sobre São Tomás de Aquino – após o parêntese da viagem apostólica a Chipre – a aprofundar em uma das maiores contribuições do santo à teologia e à cultura ocidentais, que é, segundo explicou, o ter separado a filosofia e a teologia, sem que uma negue a outra.

Com sua incorporação do pensamento de Aristóteles, frente ao sistema precedente baseado em Platão, São Tomás introduziu uma autonomia na razão, afirmando que, por si mesma, poderia chegar à existência de Deus – ainda que, sem a Revelação, este conhecimento seria insuficiente para chegar a Ele.

São Tomás, explicou o Papa, “estava firmemente convencido da compatibilidade” entre a filosofia de Aristóteles e a teologia. “Mais ainda, estava convencido de que a filosofia elaborada sem conhecimento de Cristo quase esperava a luz de Jesus para ser completa”.

“Esta foi a grande ‘surpresa’ de São Tomás, que determinou seu caminho de pensador. Mostrar essa independência entre filosofia e teologia e, ao mesmo tempo, sua recíproca racionalidade, foi a missão histórica do grande mestre.”

A diferença entre ambas é que “a razão acolhe uma verdade em virtude da sua evidência intrínseca, mediata ou imediata; a fé, no entanto, aceita uma verdade com base na autoridade da Palavra de Deus que se revela”.

Mas esta autonomia “não equivale à separação, e sim implica em uma colaboração recíproca e vantajosa”.

“Toda a história da teologia é, no fundo, o exercício deste empenho da inteligência, que mostra a inteligibilidade da fé, sua articulação e harmonia internas, sua racionabilidade e sua capacidade de promover o bem do homem.”

Lei natural

Uma das principais consequências desta relação entre a natureza e a graça, explicou o Papa, é precisamente que a razão “é capaz de discernir a lei moral natural”.

“A razão pode reconhecê-la considerando o que é bom fazer e o que é bom evitar para alcançar essa felicidade que está no coração de cada um e que implica também em uma responsabilidade com relação aos demais e, por conseguinte, à busca do bem comum.”

Neste sentido, afirmou, a graça divina “acompanha, sustenta e conduz o compromisso ético, mas, em si mesmos, segundo São Tomás, todos os homens, crentes ou não, estão chamados a reconhecer as exigências da natureza humana expressas na lei natural e a inspirar-se nela na formulação de leis positivas, isto é, as formuladas pelas autoridades civis e políticas para regular a convivência humana”.

No entanto, “quando a lei natural e a responsabilidade que esta implica se negam, abre-se dramaticamente o caminho ao relativismo ético no âmbito individual e ao totalitarismo do Estado no âmbito político”.

Por isso, explicou, a doutrina da Igreja, com a contribuição de São Tomás, continua ensinando que “a defesa dos direitos universais do homem e a afirmação do valor absoluto da dignidade da pessoa postulam um fundamento”.

Citando a encíclica Evangelium vitae, de João Paulo II, o Papa recordou que ,“para bem do futuro da sociedade e do progresso de uma sã democracia, urge, pois, redescobrir a existência de valores humanos e morais essenciais e congênitos, que derivam da própria verdade do ser humano, e exprimem e tutelam a dignidade da pessoa”.

Por isso, convidou os fiéis a conhecerem a obra do Aquinate, seguindo as “indicações explícitas” do Concílio Vaticano II, no decreto Optatam totius, sobre a formação para o sacerdócio, e a declaração Gravissimumeducationis, que trata sobre a educação cristã.

“Não surpreende que a doutrina sobre a dignidade da pessoa, fundamental para o reconhecimento da inviolabilidade dos direitos do homem, tenha amadurecido em ambientes de pensamento que recolheram a herança de São Tomás de Aquino, que tinha um conceito altíssimo da criatura humana”, concluiu.

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* Concepção equivocada de autonomia do homem explica atual crise na educação.

quarta-feira, junho 2nd, 2010

A chave para compreender a crise atual na educação está em constatar que suas raízes residem numa concepção equivocada de autonomia do homem. Assim explicou o Papa Bento XVI aos bispos italianos, aos quais recebeu em audiência, por ocasião de sua 65ª Assembléia Plenária.

O Papa dedicou um extenso discurso ao aprofundamento do tema – quem tem recebido grande atenção em seu pontificado.

Neste sentido, elogiou a o fato da Conferência Episcopal Italiana ter escolhido este tema para seu plano pastoral para os próximos dez anos.

Bento XVI convidou os prelados a irem “até que as raízes dessa emergência, para assim encontrar respostas adequadas a este desafio.”

O Papa apontou para as duas “causas profundas” da crise: em primeiro lugar, “uma falsa noção de autonomia do homem”; em segundo, o ceticismo e o relativismo.

Falsa autonomia

Para a pedagogia moderna, explicou o Papa, “o homem deveria se desenvolver por si mesmo, sem imposições por parte dos demais, aos quais competiria apenas dar suporte a seu auto-desenvolvimento, sem, no entanto, se envolver no processo.”

Esta noção, no entanto, é errônea, pois para a pessoa humana “é essencial o fato de que só logra ser ela própria a partir do outro, o ‘eu’ se converte em si próprio apenas mediante o ‘tu’ e o ‘vós’; é criado para o diálogo, para a comunhão sincrônica e diacrônica”, disse o Papa.

“Por isso, a assim chamada educação ‘antiautoritária’ não é educação, e sim renúncia a educar”, afirmou, destacando aí o ponto chave para abordar a questão: “esta idéia falsa de autonomia do homem como um ‘eu’ completo em si mesmo”.

A respeito da segunda causa – ceticismo e o relativismo – Bento XVI explicou que estas duas atitudes intelectuais estão fundamentadas “na exclusão das fontes que orientam o caminho humano”, a natureza e a Revelação.

A natureza é considerada hoje “como um sistema puramente mecânico”, da qual, enquanto ente, “não pode proceder orientação alguma”. A Revelação se considera como “um momento do processo histórico” e, portanto, relativo, algo “destituído de conteúdo.”

“Assim se calam as duas fontes, a natureza e a revelação, como também a terceira, a história, posto que também a história se converte em um aglomerado de decisões culturais, ocasionais e arbitrárias, que não valem para o presente nem o futuro”, prosseguiu.

Por isso, explicou o Pontífice, é fundamental “restabelecer uma concepção verdadeira da natureza como criação de Deus que nos fala”, e a Revelação, reconhecendo “que o livro da criação, no qual Deus nos dá orientações fundamentais, está decifrado na Revelação (…) aplicado na história cultural e religiosa, não sem erros, mas de maneira substancialmente válida, que continua a se desenvolver e purificar.”

“Em um tempo em que a grande tradição do passado corre o risco de se tornar letra morta, somos chamados a nos aproximar de cada um com disponibilidade sempre renovada, acompanhando no caminho de descoberta e assimilação pessoal da verdade”, destacou.

“Educar nunca foi tarefa fácil, mas não podemos nos resignar: estaríamos desvalorizando o mandato que o próprio Senhor nos confiou, chamando-nos a pastorear com amor seu rebanho”, afirmou o Papa.

Esta “paixão pela educação” deve ser uma “paixão do ‘eu’ pelo ‘tu’, pelo ‘nós’, por Deus, e que não se resume a uma didática, a um conjunto de técnicas nem tampouco na transmissão de princípios áridos”.

Neste sentido, concluiu exortando os bispos presentes a “não perderem a confiança nos jovens”, recorrendo a novos meios e novas linguagens, sem porém adulterar o anúncio cristão.

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* Christina Aguilera diz que prefere mulheres, mas não vive sem homens.

terça-feira, maio 18th, 2010

Terra

A cantora Christina Aguilera deu uma entrevista à edição de junho da revista GLS Out, falando sobre sua carreira e contando detalhes de sua vida pessoal. Na matéria, que traz um ousado ensaio fotográfico, ela comentou a letra de Not Myself Tonight, em que fala sobre beijar meninas.

Aguilera disse não ter problema em se envolver com mulheres, que as acha mais atrativas fisicamente do que os homens, mas que não manteria uma relação estável com uma, já que os hormônios atrapalhariam.

O texto ainda falou da vida em família da cantora, que vive na mansão que era de Ozzy Osbourne, em Los Angeles, com seu filho Max e o marido Jordan Bratman, além de suas parcerias com artistas como a australiana Sia Furler e Linda Perry, do 4 Non Blonde.

***

A ditadura do relativismo não considera nada como definitivo e tem a sí mesmo como referência da verdade, já nos dizia com sabedoria o santo padre.

Respeita-se  e lamenta-se.

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* Igreja Evangélica Luterana da Itália assinalou que poderia começar a “abençoar” uniões gays.

quinta-feira, maio 6th, 2010

A Igreja Evangélica Luterana da Itália (Celi, na sigla em italiano) assinalou que poderia começar a abençoar uniões homossexuais, durante a assembleia anual de seu Sínodo.

Esta é a primeira vez que uma instituição religiosa cristã do país europeu aventa a hipótese. Ela será analisada por uma comissão de estudos “que produza uma relação sobre a possibilidade de bênçãos a uniões de vida, inclusive homossexuais”.

Tais “bênçãos”, assinalaram os luteranos em uma nota, “no entanto, não podem e não devem ser confundidas com a hipótese de uma celebração nupcial”.

O decano da Celi, Holger Milkau, se disse satisfeito de sua reeleição ao cargo coincidir com “uma decisão em um certo sentido histórica para a Itália, tal como o início de um percurso, pela primeira vez da parte de uma igreja, que poderá levar à aprovação da bênção das uniões de vida diferentes da família clássica”.

“Um caminho difícil, mas para ser confrontado com serenidade e coragem e no qual conciliar os aspectos pastorais e humanos”, acrescentou o evangélico.
De acordo com a nota da Celi, o lançamento da comissão nasceu “da experiência pastoral que leva cotidianamente ao contato com novas e diversas formas de convivência”.

“Cada igreja deve assistir e apoiar as pessoas, também nas suas situações mais difíceis, e contribuir para a superação de qualquer possível forma de discriminação social, marginalização e isolamento”, continuou a entidade.

A comissão “não deverá estabelecer se é favorável ou não a formas de convivência não tradicionais ou às uniões homossexuais, mas simplesmente trabalhará para compreender como fazer para acolher e respeitar realmente todos, mesmo quem é diferente da maioria”, explicou Milkau.

“Se o casamento, com seu valor peculiar na tradição cristã, não é equiparável a outras formas de convivência, a Igreja Luterana entende legítimo que pessoas que vivem um sentimento de amor desejam valorizá-lo com a bênção de Deus, que não seria portanto uma afirmação ética, mas pastoral-religiosa”, completou o decano.

Segundo o religioso, “no centro da convicção evangélica do luteranismo está a escuta da palavra justificante de Deus e o reconhecimento recíproco de quem vive percursos de vida diferentes”.

Cerca de 82% da população da Itália é cristã, sendo que destes, 96,6% são católicos. É na capital do país, Roma, que se encontra a Santa Sé — sede da Igreja Católica –, que tem como uma de seus mais enraizados princípios a não aceitação da união entre pessoas do mesmo sexo. (ANSA)

***

Existe hoje um grande confusão entre EXPRESSAR valores segundo os tempos e costumes e NEGAR VALORES por causa dos tempos e costumes.

Infelizmente, as denominações protestantes, que tem em seu bojo mais profundo a subjetividade de interpretações, se deixam levar por modas e lobbys e, sem perceber, cavam sua própria ruina já que o sal que não salga só serve para ser pisado pelos homens.

Uma coisa é respeitar o direito que cada pessoa tem de viver segundo os seus valores e crenças, outra coisa é negar a verdade, que inclusive não nos pertence e que nos foi revelada pelo Senhor da vida em sua palavra, palavra essa que os luteranos, pelo menos em tese, deveriam conhecer muito bem já que tem como um dos seus pilares de doutrina as Escrituras e  a” suficiência” dela.

Pelo visto, neste caso, só ela não foi capaz de iluminar as consciências.

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* Quer entender o que é o Relativismo religioso? Veja essa reportagem.

terça-feira, maio 4th, 2010
Quantcast

A reportagem de capa da revista foi feita ano passado.Talvez você não tenha tido a oportunidade de lê-la.

A sua publicação aqui no Blog não significa que concordamos com seu conteúdo, pelo contrário, penso que a reportagem reflete de forma MAGISTRAL o relativismo religoso, como um super mercado da fé, onde cada um escolhe a religião que mais concorda e seja capaz de preencher o “vazio” espiritual, sem ir muito atrás de sua fundamentação, “já que todos os caminhos levam a Deus”

A reportagem afirma:  O IBGE obteve 35 mil respostas diferentes
para a pergunta “Qual é a sua religião?”

Por outro lado revela um campo igualmente MAGISTRAL PARA A EVANGELIZAÇÃO.

E aí, vamos à luta??


Nelito Fernandes

Como os jovens brasileiros – que estão entre os mais religiosos do mundo – expressam sua fé em novos ritos, novas igrejas e até na internet

Com mais de 20 tatuagens estampadas no corpo, dois piercings no nariz e um alargador de orelha, a paulistana Fernanda Soares Mariana, de 19 anos, parece estar montada para um show de rock. Apenas a Bíblia que ela carrega nos braços sugere outro destino. E Fernanda, a despeito do visual, está pronta mesmo é para encontrar Jesus. “A igreja não pode julgar. Ela tem de estar lá para transformar sua vida, e não sua aparência”, afirma. A igreja que Fernanda escolheu não a julga pelo figurino. Numa noite de domingo, no templo da Bola de Neve Church do Rio de Janeiro, o que se vê são fiéis vestindo bermudas e camisetas com estampas de surfe. Boa parte exibe tatuagens como as de Fernanda. No altar, uma banda toca música gospel, enquanto a vocalista grita o refrão “Jesus é meu Senhor, sem Ele nada sou”. Na plateia, cerca de 300 pessoas acompanham o show em catarse, balançando fervorosamente ao som da música. A diaconisa Julia Braz, de 18 anos, sobe ao palco de cabelo escovado e roupa fashion. Põe a Bíblia sobre uma prancha de surfe no púlpito e anuncia: “O evangelismo tá bombando!”. Amém.

deusépop

Cultos voltados para os jovens, como a igreja da Bola de Neve, revelam um fenômeno: mostram que o jovem brasileiro busca formas inovadoras de expressar sua religiosidade. Em 1882, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche assinou a certidão de óbito divina com a célebre afirmativa: “Deus está morto”. Para ele, os homens não precisariam mais viver a ilusão do sobrenatural. Nietzsche não foi o único. O anacronismo da fé religiosa era uma premissa do socialismo. “A religião é o ópio do povo” está entre as frases mais conhecidas de Karl Marx. Para Sigmund Freud, a necessidade que o homem tem de religião decorreria de incapacidade de conceber um mundo sem pais – daí a invenção de um Deus. A influência de Marx e de Freud no pensamento do século XX afastou gerações de jovens da fé. Mas a derrocada do socialismo e as críticas à psicanálise freudiana parecem ter deixado espaço para a religiosidade se manifestar, sobretudo entre os jovens. “Aquilo que muitos acreditavam que destruiria a religião – a tecnologia, a ciência, a democracia, a razão e os mercados –, tudo isso está se combinando para fazê-la ficar mais forte”, escreveram John Micklethwait e Adrian Wooldridge, ambos jornalistas da revista britânica The Economist, no livroGod is back. Para os jovens, como diz o título do livro, Deus está de volta. Ou, nas palavras da diaconisa Julia, “está bombando”.

Uma pesquisa feita por um instituto alemão mostra 
que 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem 
religiosos e 65% afirmam ser “profundamente religiosos”

Uma pesquisa inédita do instituto alemão Bertelsmann Stifung, realizada em 21 países, revela que esse renascimento da religião está mais presente no Brasil que na maioria dos países. O estudo mostra que o jovem brasileiro é o terceiro mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos. Segundo a pesquisa, 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam que são “profundamente religiosos”. Noventa por cento afirmam acreditar em Deus. Milhões de jovens recorrem à internet para resolver seus problemas espirituais. Na rede de computadores, a diversidade de crenças se propaga como vírus. “Na minha geração só sabia o que era budismo quem viajava para o exterior”, diz a antropóloga Regina Novaes, da Universidade de São Paulo e ex-presidente do Conselho Nacional de Juventude. “Hoje, com a internet, o jovem conversa com todo o mundo e conhece novas religiões. A internet virou um templo.” Mais talvez do que isso, ela se converteu no veículo ideal de uma religião contemporânea e desregulada, que pode ser exercida coletivamente sem sair de casa e sem submeter-se a qualquer disciplina.

Até o século XIX, o Brasil tinha uma religião oficial: a católica. Quem não era católico não podia trabalhar para o Estado. Os outros cultos eram permitidos, mas desde que não fossem praticados dentro de edificações cuja arquitetura lembrasse uma igreja. Hoje, quase metade dos jovens brasileiros diz professar outras religiões – e essa talvez seja uma das características mais marcantes da nova religiosidade do jovem brasileiro. “É um salto muito grande, em muito pouco tempo”, diz o antropólogo Roberto DaMatta. Parte da explicação para a transformação de uma sociedade baseada numa só fé para a era das múltiplas escolhas está na disposição do jovem para experimentar. Ele pode aderir a seitas exóticas, viver aquele momento e depois voltar para a tradição sem grandes dilemas. “O jovem não decide ser católico só para seguir a religião dos pais. Ele quer distância disso”, diz o teólogo Rubem Alves.

A experiência de Alves com jovens mostra que eles querem seguir os próprios caminhos. Os jovens, diz ele, adotam religiões minoritárias por achar que estão vivendo uma grande missão: querem mostrar ao mundo que, apesar da pouca idade, já encontraram sua “verdade”. Seria quase um ato de afirmação juvenil. Na religião, como na política e nos costumes, há rebeldia. Assim como os pais religiosos já não transmitem sua crença aos filhos, os pais ateus também não influenciam os filhos a adotar o ateísmo. Uma pesquisa feita com famílias do Rio de Janeiro revela que 60% dos filhos de pais ateus acreditam em Deus e adotam alguma religião. Alguns, motivados por questões íntimas, empreendem verdadeiras peregrinações em busca de respostas a suas inquietações.

Fotos: Bruno Magalhães/Nitro/ÉPOCA e Jarbas Oliveira/ÉPOCA

DOIS CREDOS
Casal que vai à Caverna de Adulão, em Belo Horizonte (à esq.), e o grupo de religiosos do jiu-jítsu (à dir.)

O IBGE obteve 35 mil respostas diferentes
para a pergunta “Qual é a sua religião?”

Tome a história do ator Gabriel Anésio, de 19 anos. Ele já foi evangélico, católico e frequentou terreiros de umbanda. Gabriel dava aulas de teatro para crianças numa igreja católica quando disse a um padre que era gay. Foi aconselhado a esconder sua condição. Não concordou e procurou uma igreja evangélica. Lá, foi encaminhado para uma “corrente de libertação”, uma espécie de workshop para “curar” os gays. Também não funcionou. Ele então recorreu ao candomblé. Procurou uma pombajira com um pedido: queria deixar de ser gay. A entidade teria respondido o seguinte: “Pede outra coisa, porque isso aí não vai ter jeito não, meu filho”. Hoje, Gabriel frequenta a Igreja Cristã Contemporânea, na Lapa, reduto de travestis no Rio. Fundada pelo pastor Marcos Gladstone, também saído de uma igreja que não aceitava homossexuais, a Contemporânea virou um refúgio para jovens gays que querem ser evangélicos, mas não são acolhidos noutros lugares. “O amor de Deus é para todos, sem discriminação”, diz o pastor Gladstone. Na Contemporânea, 80% dos fiéis têm menos de 30 anos. O comerciário Estevam Januário, de 20, está entre eles. Ele conta que era obreiro da Igreja Universal, mas teve de sair de lá depois que os amigos passaram a insistir em lhe arrumar um casamento.

É entre os evangélicos que surgem mais propostas de igrejas flexíveis. Eles têm igrejas para metaleiros, para garotas de programa e até para lutadores de jiu-jítsu. Em Fortaleza, a Igreja Evangélica Congregacional abriga um núcleo chamado “Lutadores de Cristo”. Cerca de 80 jovens rezam, assistem à pregação do pastor e depois sobem no tatame para trocar socos e pontapés. Por fim, dão as mãos e cantam juntos o louvor. “Pregamos o Evangelho para jovens que jamais entrariam numa igreja. Ninguém aqui se envolveu em briga na rua”, diz o coordenador do projeto, lutador e pastor Elder Pinto. “Aqui pregamos a paz.”

Em Minas, desde 1992 existe a Caverna de Adulão, que não usa o termo “evangélico” e se autodenomina uma “comunidade cristã alternativa”. Assim como a Bola de Neve, ela recebe metaleiros, jovens tatuados e com piercing na língua, além de promover shows de heavy metal. “Enquanto os pastores falam que rock pesado é do diabo, aqui mostramos que ele é de Deus”, diz o pastor Geraldo Luiz da Silva. “As igrejas aceitam esses jovens, mas têm a expectativa de que eles mudem e troquem a jaqueta de couro pela camisa social de manga comprida. Aqui, não é assim.”

Fotos: André Arruda/ÉPOCA (2) e Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA

DIVERSIDADE
Rafael Lins, criador da comunidade “Mais Deus, Menos Religião” (à esq.), Renata Carvalho, que foi da Pastoral católica (ao centro), e Estevam Januário, de 20 anos (à direita, de branco), e Gabriel Anésio, de 19, que mudaram de fé por causa da opção sexual. Eles são os novos desafios da Igreja

A capacidade de se adaptar ao espírito do tempo para responder aos anseios dos jovens parece ser um trunfo dos evangélicos – que, em termos estatísticos, avançam sobre as demais religiões no Brasil. “Sem dúvida, um dos principais fatores que explicam a explosão evangélica no país é essa característica de se ajustar aos valores da sociedade. O neopentecostal aceita coisas que eram impossíveis há três décadas”, diz a antropóloga Cristina Vital, do Instituto de Estudos da Religião, do Rio de Janeiro. Cristina lembra que o catolicismo também passa por uma transformação, muito menos radical. “Temos a renovação carismática, os padres cantores, algo que também não se via.”

Na religião, como na política e nos costumes, há
rebeldia. Os filhos não seguem os pais em suas crenças

Embora exista uma tentativa de fazer frente ao apelo pop dos evangélicos, a imagem da Igreja Católica parece velha para boa parte dos jovens. Quando um bispo tenta impedir que uma menina de apenas 9 anos possa fazer aborto após ter sido estuprada, contrariando uma garantia legal e uma recomendação médica, ele contribui indiretamente para afastar do catolicismo até jovens fervorosos. A assistente social Renata Carvalho da Silva, de 28 anos, foi secretária estadual da Pastoral da Juventude de São Paulo. Renata trabalhava pela formação de jovens. Quando coordenou um serviço de mulheres vítimas de violência em Guaianases, na Zona Leste, deparou com o que lhe pareceu uma contradição do catolicismo: “Os argumentos em defesa da vida são contraditórios. Se você tem relações sexuais sem camisinha corre risco. Que defesa da vida é essa?”. Renata acabou se afastando do dia a dia da igreja. “Continuo católica, minha fé não mudou, mas quase não vou mais às missas. A fé não depende da Igreja para existir”, diz ela.

A socióloga Dulce Xavier, do grupo Católicas pelo Direito de Decidir, diz que as posições intransigentes da Igreja afastam os jovens. “A Igreja Católica está parada no tempo na questão das liberdades individuais. O jovem é contestador, não aceita isso”, diz Dulce. O teólogo Fernando Altmeyer, professor da PUC de São Paulo, diz que a igreja acredita e quer, sim, que seus fiéis sigam os preceitos. Ele diz que o papa Bento XVI tem seguido uma linha coerente: prefere um cristianismo de qualidade, mesmo que minoritário. “Essa tem sido uma discussão na Igreja ao longo dos séculos. Até agora, tem prevalecido que Igreja não vai barganhar seus valores em busca de popularidade”, diz Altmeyer. “Questões como a defesa da vida e o sexo com amor, para reprodução, são eternas.” Altmeyer acredita que o jovem tem dificuldade de seguir os preceitos religiosos por fatores que vão além da rigidez. Para ele, o grande desafio dos católicos é contextualizar seus valores e explicá-los aos jovens de uma forma que eles entendam. “Embora o tema seja o mesmo, o discurso não pode ser”, afirma.

Um sinal da dificuldade da Igreja Católica – e não só dela – em atrair os fiéis jovens é dado por uma característica intrigante dessa nova religiosidade. “Comparado a outras sociedades, o Brasil tem um grande número de jovens que se dizem religiosos, mas a intensidade com que eles vivem a religião é menor que a dos mais velhos”, diz Matthias Jäger, diretor do instituto alemão Bertelsmann Stifung. Quando a pesquisa feita pelo instituto perguntou sobre a prática da fé, somente 35% dos jovens brasileiros disseram viver de acordo com os preceitos religiosos. Esse porcentual foi de 84% na Nigéria, de 53% em Israel e de 52% na Itália. O índice brasileiro de coerência religiosa é, portanto, dos mais baixos.

Paola Máximo

FÉ E SHOW
Jovens assistem a um espetáculo na igreja Bola de Neve, em São Paulo. Eles procuram aceitação e flexibilidade

Há uma explicação para isso? “O jovem tem fé, mas não aceita o pacote pronto institucional”, diz a antropóloga Regina Novaes. Para seu estudo Os jovens sem religião, Regina levantou com o IBGE um dado revelador. Segundo ela, no Censo de 2000 houve 35 mil respostas diferentes para a pergunta “Qual é a sua religião?”. Em 2010, o número poderá ser ainda maior. “A religião, para o jovem brasileiro, é mais declarada do que vivida”, diz Regina. Seria essa uma forma de dizer que os jovens são religiosos apenas da boca para fora? Ou seria o caso de afirmar que as práticas religiosas, tal como se apresentam, não correspondem às necessidades deles? Um bom exemplo dessa ambiguidade é Rafael Lins, de 19 anos, o criador da comunidade “Mais Deus, menos religião”, que reúne 6.200 participantes na rede de relacionamentos Orkut. “Não vou a igreja nenhuma, porque não concordo com muitas coisas que são ditas lá”, afirma. Filho de pais evangélicos, Rafael não seguiu a crença deles. “Não preciso estar em algum lugar para ficar junto de Deus.” Uma coisa, porém, seu caso deixa clara: os jovens brasileiros parecem ter deixado de lado as fés mais populares no século passado – na revolução socialista, na libertação dos desejos ou na certeza científica – para acreditar naquilo que julgam ser seu verdadeiro Deus.

Fonte: Revista Época

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* Quatro em dez universitárias britanicas posariam de topless para pagar os estudos, afirma site inglês.

domingo, março 28th, 2010
Daily Mail

Quatro em dez estudantes posariam de topless e usariam o cachê para pagar os seus estudos. A conclusão é de uma pesquisa com mais de mil universitárias, realizada por um site britânico que oferece vagas de emprego a alunos de graduação.

Segundo o levantamento, três em dez graduandas considerariam factível tirar as roupas por dinheiro — 18% delas, quase uma em cinco moças, dizem conhecer alguém de suas turmas que trabalha como dançarina em clubes masculinos. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

Apenas 12% das entrevistadas — ou uma em oito jovens — afirmaram que não tirariam a roupa por dinheiro.

Mais que a nudez

A pesquisa do site Studentgems.com revelou que 23% do grupo levariam a sério a possibilidade de se tornarem acompanhantes para pagar a faculdade. E apenas 4% descartariam a ideia.

Dentre as jovens ouvidas, seis em dez admitiram que se sentiam “desesperadas” por dinheiro durante esse período de estudos.


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* Austrália reconhece “pessoa sem sexo” pela 1ª vez. COMO??

segunda-feira, março 15th, 2010
Norrie May-Welby
Norrie foi registrado homem ao nascer mas tentou trocar de sexo

Uma pessoa que mora na Austrália pode ser a primeira no mundo reconhecida oficialmente como não pertencendo a nenhum dos sexos, segundo a imprensa australiana.

O governo do Estado de New South Wales emitiu uma certidão de “Gênero Não-Específico” a Norrie May-Welby. Isso significa que o governo não reconhece Norrie como homem ou mulher.

Norrie se considera andrógino e é ativista do grupo Sex and Gender Education (Sage, na sigla em inglês), que faz campanha por direitos de pessoas com diferentes identidades sexuais.

Norrie, de 48 anos, nasceu na Escócia e foi registrado como homem. Aos 23 anos, ele passou por um tratamento hormonal e cirurgias para mudar de sexo, e foi registrado na Austrália como mulher.

No entanto, Norrie ficou insatisfeito com a mudança e interrompeu seu tratamento, preferindo denominar-se “neutro”. (SIC!)

‘Gaiola’ dos gêneros

Esses conceitos de homem e mulher simplesmente não se encaixam no meu caso, eles não são a realidade e, se aplicados a mim, são fictícios”, afirma Norrie em um artigo publicado no site The Scavenger na semana passada.

Norrie assina seu nome como “norrie mAy-Welby”, um trocadilho com “may well be”, que em inglês significa “pode ser”.

Em e-mail à BBC Brasil, Norrie comemorou a decisão do governo australiano. “Liberdade da gaiola do gênero!”, escreveu.

Segundo a notícia publicada no The Scavenger, os médicos declararam em janeiro deste ano que não conseguiram determinar o sexo de Norrie – nem fisicamente nem em função do seu comportamento.

A certidão de gênero não-específico foi dada de acordo com uma recomendação de 2009 de um relatório da Comissão de Direitos Humanos da Austrália, segundo o portal. A certidão foi publicada na capa do jornal australiano Sydney Morning Herald.

Uma porta-voz da Procuradoria do governo da Austrália disse ao jornal que esta foi a primeira certidão do tipo.

A porta-voz do Sage, Tracie O’Keefe, disse ao Scavenger que a decisão tem impacto importante na vida de pessoas que não se identificam nem como homens ou mulheres.

Em entrevista ao jornal britânico Daily Telegraph, o porta-voz do grupo britânico Gender Trust, que ajuda pessoas com problemas de identidade sexual, saudou a decisão do governo de New South Wales.

Em seu blog, http://may-welby.blogspot.com/afirma:

” Reflexões a partir da perspectiva de um ser humano que pode muito bem não ser localizável completamente dentro das categorias normais do sexo masculino ou feminino ou gay ou heterossexual ou transexual ou intersexuais ou exploradores nem explorados ou fornecedor ou executante ou do consumidor ou espectador.”

BBC Brasil

***

Coerente com o relativismo da ideologioa do gênero.típico!

Engraçado, ela parece com uma mulher. Para ser “neutro” seria “interessante” uma aparência corrrespondente.

Essa de que é “neutra” é comica , se não fosse trágica.

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* O preço do relativismo religioso: Igreja nos EUA faz cultos para nudistas.

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010

Uma ” igreja”  no  Estado  americano da Virginia (nordeste dos Estados Unidos) está causando polêmica ao receber fiéis nus.Até o pastor celebra o culto como veio ao mundo.

Na  capela  de  Whitetail  –  uma  comunidade  nudista  fundada em 1984, na cidade de Ivor, roupas são um item opcional.

“Eu  não acredito que Deus se importe com a maneira como você se veste quando você faz suas orações. O negócio  é fazer as orações”, diz Richard Foley, um dos frequentadores.

Mas,  entre  os  que  não  fazem  parte da congregação, a ideia de uma igreja nudista não agrada muito. Várias pessoas  ouvidas  nas  ruas  de  Ivor  se  surpreenderam  e  disseram  achar  o conceito de uma igreja nudista
desrespeitoso.

O  pastor  Allen  Parker  discorda:  “Jesus  estava nu em momentos fundamentais de sua vida. Quando ele nasceu estava  nu,  quando  foi  crucificado  estava nu e quando ressuscitou, ele deixou suas roupas sobre o túmulo e estava nu. Se Deus nos fez deste jeito, como isso pode ser errado?”

Lucro

A  comunidade nudista de Whitetail vai de vento em popa apesar dos tempos de crise. Segundo a administração do resort, mais de dez mil pessoas visitaram o local no último ano e os lucros subiram 12% no período.

Os  visitantes  dizem que ser nudista é algo libertador. Para eles, em um ambiente como este não há julgamento de classe social e todos ficam livres para ser quem realmente são.

Além  disso,  o  clima seria de igualdade. Um frequentador exemplificou isso dizendo que, na comunidade, não é possível dizer quem está desempregado, quem é alto-executivo e quem é encanador.

“Aqui, todos participam, todos são compreensivos e preocupados com a comunidade e com a família. Temos uma das congregações  mais  ativas  da  região. Eu considero isso um presente de Deus e um privilégio”, disse o pastor

G1

***

Se cada pessoa interpreta a Biblia segundo sua cabeça, que diferança faz essa louca interpretação de outras mais ortodoxas?

O problema maior reside no relativismo do principio de que cada crente – sempre “assistido pelo Espirito Santo”- pode interpretar as sagradas escrituras como lhe aprouver, mesmo que as 100 mil denominações protestantes espalhadas pelo mundo não consigam se unir nem entre elas e não consigam chegar a um consenso do que é de Deus e o que não é.

O magistério protestante é fragmentado e contraditório porque não acredita na Igreja fundada por Jesus Cristo que subsiste na Igreja Católica.

Isso não é arrogância ou pretensão, é a verdade histórica que tantas vezes é usada contra a Igreja mas que acaba por referendar sua origem Divina.Isso não nos orgulha,mas nos enche de espanto e de grave responsabilidade !

Se fosse só humana já teria acabado.

Os homens bem que tentaram, mas..” As portas do inferno não prevalecerão contra ela” ( MT 16, 18).

Para ilustrar, veja abaixo os nomes de algumas comunidades protestantes no Brasil:

Recolher

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Enviar convite do E-mail de Centro Católico de Evangelização Shalom para:
-1 restante(s)
Visualizar convite

Igreja da Água Abençoada;

Igreja Adventista da Sétima Reforma Divina;

Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder;

Congregação Anti-Blasfêmias;

Igreja Chave do Éden.. e mais:

Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta
Igreja Batista Incêndio de Bênçãos
Igreja Batista Ô Glória!
Congregação Passo para o Futuro
Igreja Explosão da Fé
Igreja Pedra Viva
Comunidade do Coração Reciclado
Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal
Cruzada de Emoções
Igreja C.R.B. (Cortina Repleta de Bênçãos)
Congregação Plena Paz Amando a Todos
Igreja A Fé de Gideão
Igreja Aceita a Jesus
Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém
Igreja Evangélica Pentecostal Labareda de Fogo
Congregação J. A. T. (Jesus Ama a Todos)
Igreja Barco da Salvação
Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo
Igreja Pentecostal Uma Porta para a Salvação
Comunidade Arqueiros de Cristo
Igreja Automotiva do Fogo Sagrado
Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo
Assembléia de Deus do Pai, do Filho e do Espírito Santo
Igreja Palma da Mão de Cristo
Igreja Menina dos Olhos de Deus
Igreja Pentecostal Vale de Bênçãos
Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’Água
Igreja Batista Ponte para o Céu
Igreja Pentecostal do Fogo Azul
Comunidade Evangélica Shalom Adonai, Cristo!
Igreja da Cruz Erguida para o Bem das Almas
Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade
Igreja Filho do Varão
Igreja da Oração Eficiente
Igreja da Pomba Branca
Igreja Socorista Evangélica
Igreja ‘A’ de Amor
Cruzada do Poder Pleno e Misterioso
Igreja do Amor Maior que Outra Força
Igreja Dekanthalabassi
Igreja dos Bons Artifícios
Igreja Cristo é Show
Igreja dos Habitantes de Dabir
Igreja ‘Eu Sou a Porta’
Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo
Igreja da Bênção Mundial
Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
Igreja Pentecostal do Pastor Sassá
Igreja Sinais e Prodígios
Igreja de Deus da Profecia no Brasil e América do Sul
Igreja do Manto Branco
Igreja Caverna de Adulão
Igreja Este Brasil é Adventista
Igreja E.T.Q.B (Eu Também Quero a Bênção)
Igreja Evangélica Florzinha de Jesus
Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando
Ministério Eis-me Aqui
Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia
Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará
Igreja de Deus Assembléia dos Anciãos
Igreja Evangélica Facho de Luz
Igreja Batista Renovada Lugar Forte
Igreja Atual dos Últimos Dias
Igreja Jesus Está Voltando, Prepara-te
Ministério Apascenta as Minhas Ovelhas
Igreja Evangélica Bola de Neve
Igreja Evangélica Adão é o Homem
Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado
Ministério Maravilhas de Deus
Igreja Evangélica Fonte de Milagres
Comunidade Porta das Ovelhas
Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica
Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo
Igreja Evangélica Luz no Escuro
Igreja Evangélica O Senhor Vem no Fim
Igreja Pentecostal Planeta Cristo
Igreja Evangélica dos Hinos Maravilhosos
Igreja Evangélica Pentecostal da Bênção Ininterrupta
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* Mundo estranho: Ele virou mulher.Ela não quer deixá-lo. No meio, o Filho!

domingo, fevereiro 21st, 2010

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Reportagem da revista Época.

A britânica Andrea Fletcher sempre foi a feliz companheira do respeitado escritor e jornalista John Ozimek e mãe de Rafe, 5 anos. O parceiro sempre foi tudo que ela desejou: gentil, honesto, inteligente, pai dedicado – não só ao filho do casal, mas também às filhas do primeiro casamento de cada um deles, Natasha, de 16 anos, e Meg, da mesma idade.

Após o último Natal, porém, John apareceu com uma novidade: nunca foi feliz sendo homem. Quer ser uma mulher. E já tem um nome: Jane Fae.

Andrea foi pega de surpresa. Ficou confusa. Mas, com o tempo, de acordo com a matéria de hoje do Daily Mail, simplesmente aceitou a mudança. “Ele pode continuar sendo o que sempre foi. E eu continuo a amar essa pessoa, não importa se é homem ou mulher”, afirmou. Andrea já comprou roupas de mulher para John…digo, Jane, e também um perfume feminino.

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Ela conta que durante um bom tempo o companheiro andou distante e calado e ela sabia que ele tinha algo a dizer. “Pensei que ele me contaria que tinha alguma doença horrível ou que iria nos abandonar. Mas, no fim, era isso. Confesso que até fiquei aliviada”, disse Andrea. “Não vou abandonar minha alma gêmea”, garantiu, na entrevista.

O menino Rafe estranhou o pai vestido de mulher. “Por que papai está usando uma saia?”, questionou. A mãe explicou: “Alguns pais vestem saias se assim desejarem”. O menino aceitou a explicação. Mas continua chamando “Jane” de pai. “E é o que ele é para Rafe”, diz Andrea.

Na rua, o casal já enfrenta o preconceito geral. “Duas moças passaram por nós no supermercado e começaram a rir da aparência de John. Fiquei com muita raiva e gritei para elas: pelo menos não são feias e gordas como vocês! Elas calaram a boca”, conta Andréa.

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