Posts Tagged ‘religião’

* Cristãos e Muçulmanos unidos ao redor de Maria em feriado no Líbano.

terça-feira, março 2nd, 2010

O governo libanês acaba de criar uma festa nacional na qual cristãos e muçulmanos se unirão em torno da figura de Maria, comum às duas religiões. Ela acontecerá no dia da Festa da Anunciação.

A reportagem é de Joséphine Bataille e está publicada na revista La Vie, 22-02-2010. A tradução é do Cepat.

Cristãos e muçulmanos terão uma festa comum, o que é inédito no mundo.

O dia 25 de março será decretado “festa nacional comum islamo-cristã” pelo governo libanês, por proposição do primeiro-ministro, Saad Hariri. A nova festa acontecerá no dia em que todos os cristãos festejam a Anunciação, sem, contudo, substituí-la.

O projeto consiste em fazer da Virgem Maria, venerada nas duas religiões, um elemento de coesão nacional. Com efeito, tanto o Evangelho, como o Corão relatam a Anunciação do Anjo Gabriel a Maria, e o mistério do nascimento virginal de Jesus. Para os muçulmanos, contudo, Maria (Maryam) não é a mãe do profeta Jesus (Issa); ela não é aquela que trará ao mundo o filho de Deus, aquele que os cristãos consideram ser o Cristo.

Esta iniciativa foi preparada por uma delegação islamo-cristã, e levada ao governo há alguns dias, a fim de que oficializasse uma decisão tomada já em 2009. Reconhece-se assim o lugar importante da devoção a Maria tanto entre os cristãos como entre os muçulmanos e constitui um ponto de união entres os libaneses de todas as confissões. Depois desta importante decisão política, qualificada de histórica, os promotores desta festa esperam que a iniciativa repercuta em outros países.

Os atores do diálogo inter-religioso trabalham nesse sentido há muitos anos. Celebrações comuns da Anunciação são organizadas no Santuário da Virgem de Harissa, o maior do Líbano, no norte de Beirute, ou no Colégio Notre-Dame de Jamhour, dirigido pelos jesuítas, sobre o tema “Unidos em torno de Nossa Senhora”. Esta última iniciativa tem uma acolhida muito boa por parte dos libaneses. Delegações estrangeiras, especialmente de Al-Azhar, se associam a ela, e cada ano, testemunhos, orações e cantos fazem deste encontro um acontecimento nacional transmitido ao vivo pela televisão e assistido por centenas e centenas de milhões de telespectadores em todo o mundo.

Para além de seu aspecto simbólico, esta nova festa nacional será festiva. Ela deverá dar lugar a programas sócio-culturais que valorizam aspectos partilhados por cristãos e muçulmanos. Será constituída uma associação com essa finalidade, a partir da comissão espiritual fundadora do evento de Jamhour, e com representantes de associações e artistas que trabalham no campo do diálogo islamo-cristão ou no campo mariano.

Recebido em audiência pelo Papa Bento XVI, em 21 de fevereiro, logo depois do decreto de criação da festa islamo-cristã, o primeiro-ministro aproveitou seu compromisso a favor da coexistência pacífica entre cristãos e muçulmanos. Os dois chefes de Estado fizeram votos para que “através da coexistência exemplar das diversas comunidades religiosas que compõem o Líbano, o país continue a ser uma mensagem para a região do Oriente Médio e para o mundo inteiro”.

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* Existe alguma relação entre ficção cientifica e religião?

segunda-feira, março 1st, 2010

Entrevista com o professor Antonio Scacco, fundador da revista “Future Shock”

Desde suas origens, uma das características do gênero literário e cinematográfico da ficção científica foram as posições anti-humanistas e cientificistas.Tais concepções mistificadas do futuro da ciência e da tecnologia retratam um mundo no qual a humanidade se vê a mercê do niilismo e dos caprichos de poderes ditatoriais.

Por outro lado, existe também uma corrente de ficção científica que define a si própria como “humanista”, e que nutre aspirações educativas.

Sobre o assunto, o livro do professor Antonio Scacco, “Fantascienza umanistica” (“Ficção científica humanista”, editora Boopen), é muito elucidador.

Neste livro, o autor, que é fundador e editor da revista “Future Shock” (www.futureshock-online.info/index.html), propõe que a ficção científica pode desempenhar um papel educativo ao conscientizar os leitores dos grandes dilemas da ciência.

–A seu ver, qual é o objetivo primordial da ficção científica?

–Scacco: Para compreendermos melhor a natureza e o propósito da ficção científica, ou como se diz em inglês, “Sci-fi” (science-fiction), precisamos voltar às suas raízes, que remontam ao nascimento da própria ciência moderna. O advento da ciência provocou, como se sabe, um choque cultural de proporções jamais antes experimentadas pela humanidade, dividindo-a em dois grupos antagônicos: o dos defensores e o dos opositores. É fácil perceber, assim, que o propósito primordial de uma obra de ficção científica é o de discutir os impactos da ciência em nossa sociedade. Não por acaso, a ficção científica tem sido definida como uma literatura de idéias. Nela são tratadas questões muito importantes: o sonho de um mundo melhor, a abertura ao horizonte utópico, e nos melhores exemplos, a indicação de um destino transcendente, que o homem moderno tenta remover da própria consciência.

–O que significa falar em uma obra de ficção científica humanista? O que a distingue das demais? Poderia indicar um autor?

–Scacco: Como já disse anteriormente, nem sempre o homem tem uma atitude positiva com relação à ciência. Esta é também a opinião de alguns autores de ficção científica, entres os quais citaria Edward M.Foster, por seu romance “The Machine Stops”, de 1909, na qual acusa a ciência de anular a capacidade de iniciativa dos homens.

Felizmente, para além destas duas posições – uma que exalta as “magníficas realizações do progresso científico”, e outra que levanta a bandeira do “vade retro” tecnológico, há uma terceira: a de uma ciência vista como fator de humanização, conforme defendida por Enrico Cantore em seu ensaio “O homem científico. O significado humanístico da ciência” (”Scientific Man: The Humanistic Significance of Science”, 1977).

Um exemplo de ficção científica de cunho humanístico é a de Isaac Asimov e seu romance “Lucky Starr e os oceanos de Vênus” (”Lucky Starr and the Oceans of Venus”, 1954), no qual o protagonista David Lucky Starr, uma espécie de cientista-filósofo, rico em coragem, espírito de aventura, retidão moral, humanidade e amor pela razão, representa o influxo humanizante da ciência, a ponto de sugerir uma recuperação do vilão Lyman Turner, um cientista criminoso, ao invés de eliminá-lo da sociedade.

Qual é a relação entre ciência, ficção científica e religião?

–Scacco: A ciência, hoje, parece seduzir o homem com o sonho de um poder ilimitado. É uma espécie de embriaguez, que turva a visão de outros horizontes. Aí reside a origem da crise religiosa que atinge, em nível global, o Homo tecnologicus.

A ficção científica, por sua íntima ligação com a ciência e por sua proposta de explorar todas as possibilidades reservadas ao futuro humano, não poderia se eximir de tratar dos problemas de natureza ética, espiritual e religiosa suscitados pelo desenvolvimento científico. Um tema frequentemente abordado pela ficção científica é o da presença do mal no mundo, como por exemplo nos romances “Guerra ao Nada” (A Case of Conscience, 1963), de James Blish e Os Endemoniados (A Plague of Pythons, 1965), de Frederick Pohl.

–Em um dos capítulos de seu livro, o senhor aborda a presença da Igreja Católica nas obras de ficção científica. Como é apresentada a Igreja?

–Scacco: A Igreja está presente nas narrativas de ficção científica por dois motivos. O primeiro é que esta, desde a Idade Média, não apenas promoveu o estudo da filosofia natural de Aristóteles, da qual derivam os trabalhos de Santo Alberto Magno e São Tomás de Aquino, como também estimulou e sustentou o nascimento e crescimento das primeiras universidades. Sem estes passos fundamentais, conforme demonstrou Edward Grant em seu livro brilhante “As origens medievais da ciência moderna”, não teria ocorrido a revolução científica galileiana, não teria nascido o que hoje chamamos de ciência nem nossa moderna civilização ocidental. O segundo motivo é que a Igreja Católica tem sido uma referência de humanismo, especialmente neste momento histórico em que uma escalada desumanizante parece submeter o gênero humano.

–Em outro capítulo, o senhor sustenta que a ficção científico serviu a um projeto de “descatolicização”. Poderia explicar como isso ocorreu?

–Scacco: O comportamento irreverente do homem diante de Deus, da criatura diante do criador, é tão antigo quanto o próprio mundo. Lembremos de um personagem da mitologia grega, Capaneu, um dos sete reis que participaram do cerco a Tebas, o qual, ao transpor os muros da cidade, desafiou a Zeus com injúrias, e este então o fulminou imediatamente com um raio. Nos dias de hoje, esta postura de soberba se desenvolveu excessivamente, graças ao desenvolvimento científico e tecnológico que conferiram ao homem um poder sobre a natureza e sobre seus semelhantes nunca antes imaginado.

Daí para a negação da transcendência é apenas um passo. O homem fez de si mesmo um deus, substituindo a esperança de um reino bíblico pela esperança de um reino do homem. Nesse contexto, a religião em geral, e em particular a Igreja Católica, são vistas como um obstáculo à plena felicidade do homem, que apenas a ciência e a tecnologia modernas podem proporcionar.

Muitos autores de ficção científica têm uma formação de caráter positivista, tornando-se, assim, promotores de uma ideologia antirreligiosa e anticristã, como é o caso por exemplo do romance de Norman Spinrad, “Deus X” (1992), no qual a Igreja do futuro é retratada como uma organização guiada por interesses puramente humanos, sob o comando da Papisa Maria I, “uma velha sagaz, que ascendeu numa das pirâmides mais falocráticas do mundo servindo-se de todos os meios disponíveis, lícitos ou ilícitos”.

–Quais são os méritos de uma ficção científica humanista e de que forma esta pode ser vinculada a um projeto cultural católico?

–Scacco: Apesar do sucesso de tantos filmes, como Star TrekBlade RunnerIndependence Day e o recente Avatar, a literatura de ficção científica está em crise. Qual seria a causa? A meu ver, isso se deve justamente ao fato de ter sido marcada como a literatura da transgressão, da dessacralização e do niilismo.

As obras de caráter anti-utopista, catastrofistas e pessimistas são interessantes ao gênero do “sci-fi” apenas até certo ponto. Por vezes, podem suscitar nos leitores um sentimento de impotência e frustração, que acaba por afastá-los da ficção científica. Com a ideia de uma ficção científica “humanista”, quis deixar a mensagem de que os autores do gênero devem procurar valorizar a função mais genuína da “sci-fi”: a de recosturar as culturas humanista e científica. Uma ficção científica comprometida com esse objetivo me parece atender a todos as exigências para fazer parte de um projeto cultural católico.

***

Nossa Igreja está em todas! O esplendor da verdade atinge a tudo e a todos.

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* Deputados no México aprovam laicidade do país na constituição

sábado, fevereiro 13th, 2010

A Câmara dos Deputados do México aprovou, por ampla maioria, uma iniciativa para incluir no texto constitucional o caráter “laico” do Estado, o que permitirá frear possíveis ingerências religiosas nos assuntos políticos do país.

Após uma acirrada discussão, em razão da oposição do conservador Partido de Ação Nacional (PAN), a decisão de incluir a palavra “laica” no artigo 40 da Constituição foi aprovada por 363 votos a favor, um contra e oito abstenções. A iniciativa busca enfatizar a laicidade da República.

“É vontade do povo mexicano, constituir-se numa república representativa, democrática, laica e federal, composta de estados livres e soberanos, em tudo aquilo que se refere a seu regime interno, porém unidos numa federação estabelecida segundo os princípios desta lei fundamental” – reza o artigo modificado por essa emenda.

Os legisladores assinalaram na emenda, que essa definição reforça os direitos dos seres humanos à liberdade de consciência e de aderir a qualquer religião ou corrente filosófica, assim como de praticá-la, individual ou coletivamente.

A emenda constitucional foi aprovada num contexto de confronto entre a Igreja Católica e os setores conservadores de um lado e, de outro, organizações políticas e algumas autoridades, em particular, em razão de suas campanhas contra as reformas da legislação sobre o aborto e sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovadas no Distrito Federal.

“O Estado laico não pode fechar os olhos diante de uma realidade; o Estado laico é aquele que não adota nenhuma religião” – disse o deputado do PAN, Gustavo González, acrescentando que a emenda buscou apenas garantir que “o Estado não defina uma só religião para o país”.

A iniciativa aprovada será enviada ao Senado para análise e aprovação e, sucessivamente, deverá ser enviada aos 32 Congressos estatais, para que seja aprovada, por maioria, como emenda constitucional.

A Igreja Católica, por sua vez, convocará um fórum nacional para debater o texto da emende constitucional.

Veja essa outra notícia:

IGREJA CRITICA REFORMA QUE CONSOLIDA REPÚBLICA LAICA
A Igreja Católica do México lamentou hoje a aprovação da Câmara dos Deputados a uma mudança na Constituição que determina que o Estado mexicano deve ter caráter laico.


O cardeal Norberto Rivera Carrera, da Arquidiocese Primaz do México, crê que a medida tem como pano de fundo “uma atitude irracionalmente antirreligiosa e anticatólica”.

“A reforma aprovada pela Câmara dos Deputados não tem como objetivo defender o Estado laico”, diz uma nota da Igreja Católica.

“[A mudança] não foi acompanhada do reconhecimento e respeito pleno à liberdade religiosa, compromisso que o México descumpriu diante da Convenção Interamericana dos Direitos Humanos”, prossegue o texto.
No comunicado, a Igreja indica ainda que, “com esta reforma, avança no México a intolerância, o cerceamento às garantias de livre credo, reunião e, sobretudo, à liberdade de expressão”.

Ontem, os deputados mexicanos aprovaram a reforma por 363 votos a favor e apenas um contra. Outros oito parlamentares se abstiveram.
Caso seja sancionada, a medida, que será agora analisada pelo Senado, adicionará o termo “laica” à definição da República mexicana, hoje descrita como “representativa, democrática e federal”.

Para o parlamentar César Santiago, do opositor Partido Revolucionário Institucional (PRI), a mudança busca “evitar a tentação de estabelecer Estados confessionais ou ateus”. Ele assegurou, contudo, que não houve “intenção de atacar nenhuma religião”.

Já o deputado Gustavo González, do governista Partido Ação Nacional (PAN), disse que “apenas um Estado totalitário não tolera ninguém capaz de questioná-lo e tenta amordaçar seus cidadãos laicos ou calar a voz das igrejas, negando-lhes o direito de opinar sobre os assuntos que considera justos”.

(ANSA)

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* Ringo Starr, dos Beatles, FINALMENTE encontrou uma religião.

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

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Ringo Starr, dos BEATLES, finalmente encontrou uma religião.
Ringo, que se prepara para completar 70 anos – tem procurado por Deus desde os anos sessenta.

O baterista celebrará o seu aniversário em julho (09), e ele está certo de que depois de anos de excesso no Fab Four, ele finalmente encontrou o caminho da luz.

Ele diz, “Eu sinto que quanto mais velho eu fico, mais eu aprendo a lidar com a vida. Estou nessa procura há muito tempo, ela é na verdade sobre descobrir a si mesmo”.

“Para mim, Deus está na minha vida. Eu não escondo isso. Eu acho que a busca começou nos anos sessenta. Eu me perdi do caminho por muitos anos e consegui voltar, graças a Deus.”

A nova fé de STARR chega após 40 anos que ocoelga de banda JOHN LENNON disse que os Beatles eram “mais populares que Jesus” – causando tumulto nos países cristãos por todo o mundo.

Fonte desta matéria (em inglês): Contact Music

***

Infelizmente a reportagem não diz qual a sua religião.  Se alguém descobrir, nos avise para publicarmos.

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* China: Lenta abertura para a religião surpreende.

sábado, fevereiro 6th, 2010

A primeira grande exposição feita na China sobre a vida do jesuíta italiano Matteo Ricci (1552-1610) abre sábado em Pequim, assinalando uma atitude mais “positiva” das autoridades comunistas acerca da religião e dos antigos missionários europeus.

A exposição, com 200 peças de instituições chinesas e italianas, entre as quais algumas “obras-primas” do Renascimento, estará patente no novo Museu da Capital, em Pequim, até 20 de março, seguindo depois para Xangai e Nanjing.

Matteo Ricci (“Li Madou”, em chinês) foi o primeiro missionário católico europeu autorizado a viver em Pequim, em 1601.

A exposição, intitulada “Um Encontro de Civilizações na China (da dinastia) Ming”, apresenta-o como “um herói da história cultural do mundo” e “a primeira pessoa que estabeleceu uma sólida ponte cultural entre o Ocidente e a China”.

“É um acontecimento cultural extremamente importante e fortalecerá também os laços com a China”, disse um responsável italiano acerca da exposição.

O responsável, que falava em Itália, na terra natal de Ricci, referia-se aparentemente às relações China-Vaticano, cortadas desde a tomada do poder pelo Partido Comunista Chinês (PCC), há 60 anos.

Na Europa, a Santa Sé é mesmo o único Estado que mantém relações diplomáticas com Taiwan, a ilha onde se refugiou o antigo governo chinês depois de 1949 e que Pequim considera uma província da China.

Outro tema de divergência diz respeito aos bispos da Igreja Católica Patriótica Chinesa, que são nomeados localmente e não pelo Vaticano.

Ricci viveu quase metade da sua vida na China, cuja cultura e língua acabou por conhecer profundamente, e foi sepultado num cemitério de Pequim com as honras devidas a um mandarim.

Aquele jesuíta italiano, que chegou a Macau em 1582, vindo de Portugal, é visto hoje na China como “um ocidental confuciano”, mas até há poucos anos, os missionários europeus que acorreram ao pais nos séculos XVII e XVIII eram considerados “agentes do colonialismo”.

“Tirando partido dos seus contactos com funcionários chineses e os cidadãos em geral, os missionários conseguiram obter informações acerca da China e ajudar os colonialistas na sua agressão contra a China”, afirma o “Panorama da História da China”, publicado em 1982 e reeditado em 2008.

No início deste ano, o novo diretor da Administração Estatal para os Assuntos Religiosos, Wang Zuoan, indicou que a China continua fiel ao ateísmo, mas ao contrário da antiga União Soviética, deixou de encarar a religião como “o ópio do povo”.

“O Partido Comunista Chinês começou a encarar a religião numa perspetiva mais positiva (…) A antiga União Soviética e as nações do (extinto) Pacto de Varsóvia não conseguiram lidar bem com as questões religiosas. Isso foi uma profunda lição para a China”, disse Wang Zuoan.

AC.

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* “Santo” Daime, a religião do chá alucinógeno.

domingo, janeiro 31st, 2010

Comunidades que adotam o santo-daime em rituais apoiam decisão do governo de restringir o uso a cerimônias religiosas; Adeptos, no entanto, reconhecem que ainda há preconceito em relação ao chá que tem efeitos alucinógenos e popularizou-se na Região Norte

Os adeptos que usam o santo-daime ou ayahuasca (bebida alucinógena) em cerimônias religiosas comemoraram a decisão do governo brasileiro em restringir o uso religioso do chá apenas a cultos e manifestações espirituais.

A resolução foi publicada no Diário Oficial da União do último dia 26 e veta o comércio e propaganda do produto, além de coibir o consumo em eventos turísticos.

“A medida vai evitar a banalização do que é considerado sagrado pela nossa comunidade”, afirma um dos integrantes da Igreja Céu do Planalto, Manuel Poppe, ao mencionar os anúncios de venda do chá pela internet. Ele integra um grupo de 150 adeptos da seita que prega como princípios básicos a busca do autoconhecimento e a interligação com Deus por meio dos seres vivos. Em meio ao verde que cerca a igreja, o grupo mantém o cultivo das duas plantas da Floresta Amazônica que são a base do chá: o cipó (Banisteriopsis caapi) e a Chacrona (Psychotria viridis). É de lá que eles tiram cerca de mil litros para os rituais sagrados do ano todo.

Manuel Poppe, integrante da Igreja Céu do Planalto:
Manuel Poppe, integrante da Igreja Céu do Planalto: “A medida vai evitar a banalização do que é considerado sagrado pela nossa comunidade”

Estima-se que no Brasil existam cerca de 3 mil usuários do chá alucinógeno com finalidade religiosa. Em Brasília, esse número pode chegar a 500, segundo Poppe, mas não há estimativa precisa. Vestido de camisa branca, calça e gravata azuis — traje especial para dias de ritual — ele confessou que o uso do chá ainda é muito malvisto pelas pessoas que desconhecem o seu verdadeiro uso. “As pessoas veem no chá uma coisa muitas vezes maléfica só porque traz alucinações, mas os adeptos não se utilizam da bebida para outra finalidade que não seja para facilitar a meditação e a busca do sagrado”, completa.

É o caso de Marília (nome fictício), 28 anos. Ela buscou o santo-daime após passar por várias experiências religiosas, mas ainda teme o preconceito. A estudante é adepta da bebida há três anos e diz encontrar a paz todas as vezes que se prepara para o ritual. “A experiência é única, é como se você se desconectasse da terra para assumir uma esfera superior, em busca de inspiração, expansão da mente”, conta.

A sensação de transe também é sentida por Davi (nome fictício), de 32 anos. Ele conheceu o chá quando tinha 18 anos, pelas mãos de um xamã (liderança espiritual), no interior do Amazonas. “Passei muito mal na primeira vez que tive contato, com náuseas e tontura, mas a sensação de tranquilidade e de alívio é muito compensatória depois de tudo”, diz. Hoje, ele é um dos praticantes da religião.

O professor Juliano da Rede, 29 anos, que toma o daime há 11 anos, discorda da restrição do uso, apesar de achar que deve ser feito por pessoas que têm algum preparo psicológico. “As plantas medicinais estão há milênios na natureza. No momento em que se limita essa necessidade, impede-se que uma dádiva divina seja acessada por pessoas mais esclarecidas e sem vínculos religiosos”, critica.

A resolução do governo sugere também que as entidades façam uma triagem das pessoas que pretendem ingerir o chá pela primeira vez, além de vetar o uso por aqueles que têm problemas com álcool, transtornos mentais e sejam usuários de outras drogas. Manuel Poppe adianta que as seitas mais sérias já adotam esse tipo de recomendação. “O uso da substância sempre foi responsável e com objetivo exclusivo de fazer a conexão com os seres espirituais”, afirma.

Patrimônio cultural

A ayahuasca ou santo-daime é de origem inca e comumente utilizada por indígenas da Região Norte do Brasil. Na década de 70, o uso do chá se expandiu pela América do Sul, onde foram criados diversos movimentos religiosos baseados na consagração da droga. Essa é a segunda vez que o governo impõe regras para o consumo do alucinógeno.

A bebida chegou a ser proibida na década de 80 por conta de denúncias do mau uso, mas, logo depois, liberada mediante a comprovação de estudos científicos sobre a importância do composto para as cerimônias religiosas.

Em 2008, o então ministro da Cultura, Gilberto Gil, encaminhou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) um processo para transformar o uso do chá em patrimônio da cultura brasileira. A proposta teve respaldo nas entidades doutrinárias ligadas ao alucinógeno. “Espero que nós possamos celebrar em breve o registro do ayahuasca como patrimônio cultural da nação brasileira. Nesse caso específico, acrescenta-se o afeto em relação à outra dimensão importantíssima para a vida, que é a natureza”, disse o ministro à época.

A religião no mundo

Conhecida também como a doutrina da floresta, o santo-daime vem ganhando cada vez mais adeptos Brasil afora. “A expansão da religião deixa evidente a importância dessa doutrina para as pessoas porque fala de cura, de Deus e de busca interior”, destaca o antropólogo e seguidor, Fernando La Rocque. Autor de uma tese de mestrado sobre os benefícios terapêuticos e espirituais do chá, La Rocque foi um dos pioneiros na difusão da doutrina no país. Segundo o antropólogo, o crescimento de adeptos nos países ajuda a pressionar por uma legislação da religião.

A doutrina do santo-daime expandiu-se na Europa durante a década de 90 e o primeiro país a fazer a legalização foi a Holanda, em 2001.Hoje, há quatro núcleos da igreja do santo daime no país. “Além deles, já temos legalização nos Estados Unidos, Holanda e Canadá. Outros processos estão em andamento na Espanha, Alemanha e na Itália”, comemora.

Apesar do avanço com a restrição do chá para uso religioso, o antropólogo acredita que o governo brasileiro ainda deixa a desejar. Ele afirma que a falta de regras para liberar a exportação do produto para os países onde já existe legalização pode atrapalhar o desenvolvimento da doutrina. “Estamos em constante debate com o Conad na busca de uma solução para que a religião seja desenvolvida da melhor forma. Sabemos que é um processo complexo porque envolve as áreas de relações exteriores, de exportação, assim como de vigilância sanitária, mas a briga é legítima e queremos avançar”, conclui.

A falta de legislação para transportar o santo-daime pelos países da Europa já foi responsável por inúmeras prisões. Em 2009, 52 pessoas foram detidas na Itália e na França acusadas de tráfico. “O grau de desiformação também é grande em relação à doutrina. As pessoas se arriscam sob a condição de serem presas por carregarem um produto sagrado de baixíssimo teor de substância alucinógena. Se houvesse mais divulgação por parte dos governos, não precisaríamos ver cenas como essas”, conclui Fernando La Rocque

Danielle Santos -Correio Brasiliense

***

Onde chega a busca de sentido!

Urge evangelizar!!

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* Americano diz que acusação de porte de droga ” fere sua religião”.

sexta-feira, janeiro 29th, 2010

Trevor Douglas, membro do Ministério THC, diz que consumo da maconha é o principal sacramento do seu culto

Detido no estado do Colorado por porte de maconha nesta quarta-feira, 27,o norte-americano Trevor Douglas afirmou que a droga é o principal sacramento de sua religião e que a acusação viola seus direitos constitucionais.

Douglas, de 25 anos, alega fazer parte do Ministério THC, religião que, segundo ele, considera “o consumo da maconha sagrado como o vinho e o pão para os católicos”. “O tribunal está questionando minha fé”, reclamou.

Em seu site de internet, o Ministério THC afirma possuir sedes em Los Angeles, Montana e no Colorado, e defende que “o sacramento da cultivação e consumo da maconha é um direito do homem oferecido por Deus e protegido pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos”.

A entidade religiosa, criada no Hawaii, afirma ainda em sua página de internet que oferece defesa a seus membros em casos de acusação como o de porte da droga. Segundo o Ministério THC, o sucesso na defesa religiosa depende da “sinceridade” do membro, que só deve consumir a maconha na sua casa ou na igreja e que não deve comercializá-la.

Douglas, que será julgado em março, mantém a alegação de que não é um viciado na droga. “Se isso (o consumo da maconha) faz parte da sua religião, você não pode ser acusado de posse”, defende-se.

Fonte : Estado de São Paulo

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* Depressão pós-Avatar. E isso existe?

sábado, janeiro 16th, 2010
Assistir Avatar tem deixado muita gente “feliz”. O problema é lidar com a realidade depois.

No site Avatar Forum, um dos maiores sobre o filme, é cada vez maior o número de fãs se queixando de Depressão pós-Avatar. Segundo o administrador do fórum, Philippe Baghdassarian, um tópico chamado “Maneiras de lidar com a depressão pelo sonho de Pandora ser intangível” recebeu mais de mil posts, o que o obrigou a abrir um segundo espaço para o mesmo assunto.
Usuários obcecados relatam que gastam horas pesquisando sobre o filme e que já o assistiram várias vezes. E lamentam não poder visitar ou morar no planeta Pandora, já que ele parece tão melhor do que a Terra. Além disso, muitos criticam a raça humana.
E alguns posts chegam a ser bastante preocupantes. Baghdassarian cita como exemplo o de um rapaz chamado Mike.

“Desde que fui ver Avatar eu ando deprimido. Ver o maravilhoso mundo de Pandora e todos os Na’vi fez com que eu quisesse ser um deles. Não consigo parar de pensar em tudo que aconteceu no filme e todas as lágrimas que já derramei por isso. Eu até já cogitei suicídio, pensando que se eu fizer isso vou renascer em um mundo similar à Pandora e tudo vai ser igual ao que é emAvatar”, escreveu Mike.

Preocupados com mensagens desse tipo, outros usuários do fórum tem tentado animar os colegas. Como formas de combater a depressão pós-Avatar eles sugerem que eles comprem a trilha sonora e jogos de vídeo game sobre o filme, além de conversar com amigos sobre seus sentimentos.

***

Não se pode afirmar com essa informação que o filme gere isso em todos os que o assistem.Tive a oportunidade de assistí-lo e fiquei impressionado pela exuberância visual que a pelicula oferece e pelos efeitos extremamente perfeitos. Neste aspecto, é de tirar o chapeu.

Aliás, até saí “deprimido”, mas por outras razões..

O roteiro!

De fato o filme é um mergulho no panteísmo ecológico, tão em moda nos dias de hoje. Poderia se dizer que no aspecto religioso, o filme é de um paganismo só,uma apologia ao culto à mãe terra,aos seres criados,a harmonia mistica com os animais…Uma tristeza.

Sei que os filmes não tem a obrigação de estarem sempre defendendo os nossos valores cristãos – o que seria ótimo, mas a partir do momento que um filme, e esse é o caso, adentra no misticismo e na esfera religiosa,na relação do criado com o criador, “deus,”mãe terra” e outros conceitos religiosos da nova era, nos toca de forma muito particular porque,como cristãos,sabemos da redenção operada por Jesus Cristo e que estas coisas já foram superadas desde que o evangelho atingiu os pagãos.

Para os que vivem dentro de um vazio religioso,como parece ser o caso dos deprimidos da noticia acima- com todo o respeito por suas dores emocionais e existencias,o filme pouco acrescenta, pelo contrário,evidencia o vazio e os leva a sonhar com um mundo inexistente que os afunda ainda mais em sí e no niilismo.

Sabemos que o panteísmo não é resposta para o homem, obra prima da criação e que não pode ser confundido como “mais uma criatura”,idêntica às outras,em um nivelamento que relativiza a vida humana a de um animal,que tem seu valor,mas que não é igual ao homem,dotado de uma alma espiritual e criado a imagem e semelhnça de Deus.

Não se despreza com isso os animais,criaturas de Deus,mas se respeita a hierarquia da criação.

Claro que o filme apresenta alguns valores bons como a defesa da natureza,dos povos “indigenas” ou das minorias,da harmonia dos grupos sociais…Mas fico me perguntando se isso não seria possivel em um mundo menos idilico,menos envolvido em uma espiritualidade New Age ,perceptivel dentro dos diálogos, das imagens e cores,no culto a árvore sagrada,uma das principais “atrizes” do filme.

Penso que,enquanto espetáculo visual, o filme é bom de se ver.Mas se formos adentrar na mentalidade de fundo e superarmos o deslumbramento inicial das cores, pouca coisa o filme acrescenta para pessoas cristãs como nós, que teem na riqueza dos valores do evangelho e na salvação concreta e histórica trazida por Jesus Cristo,a resposta para um mundo verdadeiramente novo, onde os deprimidos saem refeitos e dispostos a lutar pelas suas vidas e as árvores servem para oferecer deliciosos frutos, sombra e lembrar que, vendo as belezas da terra sonharmos com o nosso amado pai e criador,que nos conhece pelo nome e nos ama eternamante, acima de todo o criado!

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* Aborto ficará fora da pauta do Congresso em 2010

segunda-feira, janeiro 11th, 2010

Calendário eleitoral define que o tema, considerado espinhoso e polêmico, seja adiado para outro momento

Valter Campanato/ABr
Genoíno: deputado admite que não haverá clima para aprovar seu projeto que descriminalizar o aborto

Discussão recorrente na Câmara e Senado, a proposta de descriminalização do aborto ficará fora de debate no Congresso neste ano. A aproximação do calendário eleitoral fez os parlamentares sinalizarem o recuo do tema, considerado espinhoso e delicado aos futuros candidatos. Dos 19 projetos em tramitação nas duas Casas sobre aborto, não há qualquer previsão de votações em plenário ou comissões. A maior parte dos autores e relatores já antecipou que, se depender deles, as matérias ficarão engavetadas.

É o caso do deputado José Genoíno (PT-SP).  No início do ano passado, o petista protocolou na secretaria-geral da Mesa Diretora um recurso para que o projeto de lei  1135/91, que foi derrotado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e prevê a descriminalização do aborto, seja apreciado pelo plenário. Na justificativa, o petista usou o regimento interno, e alegou que a matéria não poderia ser sumariamente arquivada, uma vez que contava com outros projetos apensados.

Procurado pela reportagem, Genoíno apresentou uma argumentação mais cautelosa e amena sobre o assunto. Segundo ele, não haverá “clima” para discussão neste ano e a falta de interesse dos colegas deverá dificultar ainda mais a apreciação em plenário. “Ainda há muito conservadorismo quando se discute o aborto. Em ano eleitoral, o cenário fica ainda mais complicado. Certamente será mais conveniente e fácil construir um acordo em outro momento”, disse o parlamentar.

Genoíno recolheu 67 assinaturas para protocolar o recurso na Mesa Diretora. Segundo interlocutores, vários parlamentares manifestaram a intenção em retirar as assinaturas após tomar conhecimento de que a votação para a apreciação é nominal. O risco de chocar com o eleitorado em plano eleitoral fez os deputados confirmarem a posição de recuo sobre a discussão da descriminalização do aborto.

“Bolsa estupro”

Representante da ala contrária à descriminalização do aborto, o deputado Henrique Afonso (PV-AC) também deixa claro a preferência em adiar as discussões sobre o tema durante 2010. O parlamentar é co-autor do projeto 1763/2007, que está parado na Comissão de Seguridade Social e prevê a criação de uma ajuda financeira de um salário mínimo para a criança gerada a partir de um estupro, até os 18 anos, caso a mãe decida ir adiante da gravidez.

A proposta sofreu duras críticas, entre elas do deputado Genoíno. Mesmo com o clima de debate e enfrentamento, Henrique Afonso é taxativo e também defende que o projeto volte à discussão num momento mais oportuno. O deputado também faz menção direta ao calendário eleitoral “Acho que antes de entrar na pauta de votação seja preciso realizar pelo menos duas audiências públicas. Mas o ano eleitoral deverá dificultar o calendário da câmara. Não tenho expectativas que a proposta volta a tramitar antes disso”, argumenta.

O relator do projeto também vê atrasos para a discussão do projeto ainda neste ano. José Linhares (PP-CE), que não chegou a apresentar o parecer sobre a matéria, alegou que com  a alteração da presidência da Comissão, prevista para a retomada dos trabalhos legislativos, o projeto poderá continuar engavetado. Entretanto, ele não manifestou a intenção em permanecer na relatoria. “Tudo vai depender da decisão da nova presidência. E obviamente, das prioridades da comissão. Ainda não há consenso para colocar o projeto em pauta”, disse o relator da matéria.

Consulta parlamentar

Embora relatores e autores de projetos relativos ao aborto manifestem abertamente a preferência em adiar a discussão sobre o tema em 2010, o confronto de opiniões no Congresso demonstra que a maior parte dos deputados e senadores é contrária à descriminalização do aborto no país.

De acordo com a pesquisa encomendada pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), mais da metade dos parlamentares entrevistados são contrários a qualquer mudança na legislação do aborto. O  levantamento, publicado no fim do ano passado, mostra ainda que 57% dos congressistas é contrário a qualquer tentativa de mudança na lei para permitir a interrupção da gravidez.

Segundo a pesquisa, 15% dos parlamentares rejeitam a prática do aborto em qualquer situação, inclusive estupro ou risco de morte para a mãe ou o feto. Apenas 1% acha que a legislação deve ser ampliada, de maneira que a interrupção voluntária de gravidez seja permitida em determinados casos. Já aqueles que apoiam a ampliação irrestrita da lei são 18%, enquanto 8% não souberam opinar.

Fonte: Congresso em Foco.

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* Entenda melhor o Islamismo – na visão da “Sociedade Islâmica Brasileira”, do Maranhão

segunda-feira, janeiro 11th, 2010
Esse artigo explica melhor o islamismo para nós católicos e responde as principais acusações que fazem ao Islamismo em todo o mundo.

Muitas vezes o que fica é a visão mais radical desta expressão religiosa.

O presente artigo apresenta uma face mais tolerante e oferece uma visão menos preconceituosa. Foi escrita por um crente brasileiro desta fé.

Penso que como cristãos devemos conhecer esse outro lado para termos uma visão mais condizente com a verdade,que inclui, infelizmente, aspectos intolerantes, mas que posui também aspectos positivos.

Tem muitos pontos divergentes com nossa fé católica,claro, mas é bom conhecer..

Junto com o Cristianismo e o Judaísmo, o Islamismo forma as três maiores religiões monoteístas do mundo.

***

” OS MUÇULMANOS SÃO VIOLENTOS, TERRORISTAS E/OU EXTREMISTAS

Este é o maior equívoco sobre o Islam, resultado constante da forma como a mídia o apresenta. Quando um franco atirador ataca uma mesquita em nome do judaísmo, ou quando o IRA (Exército Irlandês) joga uma bomba em áreas urbanas, ou militantes sérvios ortodoxos violentam e matam muçulmanos inocentes, estes atos não são utilizados para esteriotipar toda uma fé. Jamais tais atos são atribuídos à religião daqueles personagens. No entanto, quantas vezes não ouvimos as palavras “Islâmico”, “Fundamentalismo Islâmico”, etc., ligadas à violência?

A política nos chamados “países muçulmanos” muitas vezes não tem nada a ver com os fundamentos islâmicos. Muitos ditadores e políticos usam o nome do Islam para satisfazer seus próprios interesses. Devemos separar a verdadeira religião do Islam daquilo que a mídia apresenta e, para isso, devemos sempre consultar a fonte islâmica. Islam, literalmente, significa “submissão a Deus” e a palavra Islam deriva do radical que significa “paz”.

Aos olhos do mundo moderno o Islam pode parecer exótico ou mesmo extremado. Isto talvez se deva ao fato de que a religião, de um modo geral, não faz parte do dia-a-dia do Ocidente, enquanto que, para o muçulmano, o Islam é “um modo de vida” e ele não faz qualquer diferença entre o secular e o sagrado. Da mesma forma que o cristianismo, o Islam permite aos muçulmanos a luta pela autodefesa, pela defesa da religião ou para a retomada das terras de onde foram expulsos. Mas, o Islam estabelece regras rígidas de combate que incluem proibições de danos a civis e destruição de produtos agrícolas, árvores e do gado.

Em lugar nenhum o Islam recomenda ou ordena a matança de inocentes. Diz o Alcorão:

Combatei pela causa de Deus, aqueles que vos combatem; porém, não pratiqueis agressão, porque Deus não estima os agressores. (Cap. 2:190)
Se eles se inclinam à paz, inclina-te tu também a ela, e encomenda-te a Deus, porque Ele é o Oniouvinte, o Sapientíssimo. (Cap. 8:61)

A guerra, portanto, é o último recurso e, mesmo assim, está sujeita a condições rigorosas baixadas pela lei sagrada. O termo “jihad”, literalmente significa “esforço”, “luta”, “empenho”. Jihad é a luta interior da alma de cada pessoa contra os desejos egoístas para se alcançar a paz interna.

O ISLAM OPRIME AS MULHERES

A imagem da muçulmana típica, cobrindo a cabeça, forçada a ficar em casa e proibida de dirigir, é a mais comum no imaginário das pessoas. Embora alguns países muçulmanos possam ter leis que oprimam as mulheres, isto não deve ser encarado com sendo uma conduta islâmica. Na questão da equidade de sexos, muitos desses países introduzem seus próprios pontos de vista culturais, sem levar em conta a Sharia (a lei islâmica)

Nessa questão, o Islam concede a homens e mulheres diferentes papéis e a equidade entre os dois está normatizada no Alcorão e no exemplo do Profeta (que a paz esteja com ele). O Islam olha para a mulher, não importa se solteira ou casada, como um indivíduo, com direitos próprios, com o direito de ter e dispor de seus bens. O presente de casamento dado pelo noivo à noiva, por exemplo, é dela, para seu uso pessoal. Ela mantém seu nome de família ao invés do nome da família do noivo. O requisito da modéstia no vestir é imperativo tanto para homens como para mulheres. Mohammad disse: “O mais perfeito na fé entre os fiéis é aquele que é o melhor e o mais gentil com sua esposa.”

A violência contra as mulheres não é permitida e nem elas podem ser forçadas a fazer o que quer que seja contra a sua vontade. O casamento muçulmano é um acordo legal e simples, no qual cada parte é livre para incluir suas próprias condições. O divórcio não é comum, embora se reconheça como a última saída naquelas situações em que o casal não se entende mais. De acordo com o Islam, a mulher não pode ser forçada a casar contra a sua vontade: seus pais simplesmente sugerem aquele que eles achem mais adequado.

OS MUÇULMANOS ADORAM UM DEUS DIFERENTE

Allah, nada mais é do que a palavra em árabe para Deus. Allah, para os muçulmanos, é o maior. É uma palavra árabe de significado rico, que denota o uno e único Deus e a Quem não se admite parceiros. É a mesma palavra que os judeus usam para Deus (em hebráico), que Jesus Cristo usou em aramáico quando orava a Deus. Deus tem um nome idêntico no judaismo, no cristianismo e no Islam; Allah é o mesmo Deus adorado por muçulmanos, cristãos e judeus. Os muçulmanos acreditam que a soberania de Allah é para ser reconhecida na adoração e no compromisso de obediência aos Seus ensinamentos e mandamentos, trazidos por Seus mensageiros e profetas através de todos os tempos. Contudo, deve-se notar que Deus no Islam é Um e Único. Ele, o Exaltado, não se cansa, não tem filhos ou sócios, não tem qualquer atributo humano, como muitos outros credos professam.

O ISLAM FOI DIFUNDIDO PELA ESPADA E É INTOLERANTE COM OUTROS CREDOS

Muitos livros de colégio mostram a imagem de um cavaleiro árabe, portando uma espada numa das mãos e o Alcorão na outra, conquistando e convertendo pela força. Esta não é uma imagem correta da história. O Islam sempre respeitou a liberdade de crença. O Alcorão diz:
Deus nada vos proíbe, quanto àqueles que não vos combaterem pela causa da religião e não vos expulsaram dos vossos lares, nem que lideis com eles com gentileza e equidade, porque Deus aprecia os equitativos. (Cap. 60:8)

A liberdade de crença está regulamentada no Alcorão:
Não há imposição (coerção) quanto à religião, porque já se destacou a verdade do erro (Islam). (Cap. 2:256)

O missionário cristão, T.W.Arnold, em seu estudo sobre a questão da difusão do Islam, tinha esta opinião: “… não sabemos de qualquer tentativa de forçar a aceitação do Islam pela população não islâmica, ou de qualquer perseguição sistemática com a intenção de reprimir a religião cristã. Tivessem os califas escolhidos adotado esta prática, eles poderiam ter varrido o cristianismo tão facilmente como o fizeram Fernano e Isabel, reis de Espanha, com o Islam, ou Luís XIV com o protestantismo…”

É uma função da lei islâmica protejer a condição privilegiada das minorias e é por isso que os locais de adoração dos não muçulmanos floresceram por todo o mundo islâmico. A História nos dá inúmeros exemplos da tolerância muçulmana em relação a outros credos: quando o califa Omar entrou em Jerusalem, no ano de 634, o Islam garantiu liberdade de adoração a todas as comunidades religiosas da cidade. Proclamando aos habitantes que suas vidas e propriedades estavam seguras, e que os locais de adoração jamais seriam tocados pelos muçulmanos, Omar pediu ao patriarca cristão Sofrônio que o acompanhasse na visita a todos os lugares santos. A lei islâmica também permite às minorias não islâmicas constituírem seus tribunais, a fim de que suas pr&oaucte;prias leis sejam implementadas. A vida e a propriedade de todos os cidadãos, sejam muçulmanos ou não, num estado islâmico são consideradas sagradas.

O racismo também não faz parte do Islam. O Alcorão fala somente da igualdade humana e de como todas as pessoas são iguais aos olhos de Deus:
Ó humanos, em verdade, Nós vos criamos de macho e fêmea e vos dividimos em povos e tribos, para reconhecerdes uns aos outros. Sabei que o mais honrado, dentre vós, ante Deus, é o mais temente. Sabei que Deus é Sapientíssimo e está bem inteirado. (Cap. 49:13)

TODOS OS MUÇULMANOS SÃO ÁRABES

A população muçulmana mundial está em torno de 1,2 bilhão, portanto 1 em cada 5 pessoas no mundo é muçulmana. Há portanto, uma variedade enorme de raças, nacionalidades e cultura em todo o glogo, desde as Filipinas até a Nigéria, todos unidos em torno da fé islâmica. Somente 18% vivem no mundo árabe e a maior comunidade muçulmana se encontra na Indonésia. Muitos muçulmanos vivem ao leste do Paquistão. 30% vivem no subcontinente indiano, 20% no Saara africano, 17% no sudeste asiático, 18% no mundo árabe e 10% na Rússia e China. Turquia, Irã e Afganistão perfazem 10% dos não árabes no Oriente Médio. Embora haja minorias muçulmanas em quase todo o planeta, inclusive América Latina e Austrália, eles são mais numerosos na Rússia e nos seus novos estados independentes, na India e na África Central. Existem cerca de 6 milhões de muçulmanos nos Estados Unidos.

A NAÇÃO DO ISLAM É UM GRUPO MUÇULMANO

O Islam e a chamada “Nação do Islam” são duas religiões diferentes. A Nação do Islam é mais uma organizaçção política, uma vez que seus membros não se limitam a uma única fé. Os muçulmanos acham que este grupo é um dos muitos que usam o nome do Islam para seu próprio benefício. A única coisa em comum entre eles é o jargão, a linguagem usada por ambos. A Nação do Islam é uma denominação imprópria; esta religião deveria ser chamada de Farrakanismo, uma vez que o seu propagador é Louis Farrakan.

Islam e farrakanismo diferem em muitas coisas fundamentais. Por exemplo, os seguidores de Farrakan acreditam no racismo e que o “homem negro” foi o homem original e, portanto, superior, enquanto que no Islam não há racismo e todos são considerados iguais aos olhos de Deus, a única diferença é com relação à fé. Há muitos outros exemplos teológicos que mostram que os ensinamentos da “Nação” têm muito pouco a ver com o verdadeiro Islam. Há muitos grupos na América que reivindicam ser os representantes do Islam e chamam seus adeptos de muçulmanos.

Qualquer estudante sério do Islam tem por obrigação investigar e encontrar o verdadeiro Islam. As duas únicas fontes autênticas que prendem todo o muçulmano são: 1. O Alcorão e 2. Os hadiths. Qualquer ensinamento sob o rótulo de “Islam”, que contradiga, ou que sejam uma variação dos verdadeiros ensinamentos da crença e da prática do Islam, devem ser rejeitados e essa religião deve ser considerada um culto pseudo-islâmico. Na América existem muitos cultos pseudo-islâmicos e o farrakanismo é um deles.

TODOS OS MUÇULMANOS TÊM QUATRO ESPOSAS

A religião do Islam foi revelada para todas as sociedade e todos os tempos e portanto, ela abrange as exigências das enormes diferenças sociais. As circunstâncias podem levar a um outro casamento, mas o direito está garantido. De acordo com o Alcorão, somente no caso em que o marido seja escrupulosamente justo. Nenhuma mulher será forçada a esta espécie de casamento se não o quiser, e ela sempre terá o direito de incluir como cláusula em seu contrato de casamento esta não aceitação.

A poligamia não é nem obrigatória nem estimulada, apenas permitida. As imagens de “sheiks com harens” não são consistentes com o Islam, porque um homem só pode ter 4 esposas se ele puder preencher as rígidas condições de tratar cada uma deles com justiça e igualdade.A permissão da prática da poligamia não está associada com a simples satisfação da paixão. Pelo contrário, está associada à compaixão com as viúvas e órfãos. Foi o Alcorão que impôs limites e condições para a prática da poligamia entre os árabes pré-islâmicos, onde ter mais de 10 mulheres significava prosperidade.

Foi o Islam que regulou a prática, limitando-a, tornando-a mais humana, instituindo direitos e condições iguais para todas as esposas. No cômputo geral, o Alcorão apenas normatiza a questão da poligamia. Não há incentivo à sua prática, a não ser que haja necessidade para tal. Também é evidente que a regra geral no Islam é a monogamia e não a poligamia. O percentual de muçulmanos que praticam a poligamia em todo o mundo é muito pequeno. No entanto, a permissão para praticar a poligamia está de acordo com a visão realista que o Islam tem da natureza humana, e de suas várias necessidades, que variam de acordo com cada lugar.

Contudo, a questão vai muito mais além do que a flexibilidade inata do Islam; é também a abordagem direta e franca com que o Islam lida com os problemas práticos. O Islam não tem uma concordância superficial ou hipócrita, por que ele investiga criteriosamente os problemas dos indivíduos e das sociedades e concede as soluções legítimas e claras que são muito mais benéficas do que se tais problemas fossem simplesmente ignorados. Não há dúvida de que a segunda esposa, legalmente casada e tratada gentilmente, é melhor do que uma amante sem qualquer direito legal ou permanente.

OS MUÇULMANOS SÃO BÁRBAROS, ATRASADOS

Uma das razões que justificam a rápida difusão do Islam foi a simplicidade de sua doutrina. O Islam chama para a crença em um único Deus digno de adoração. Também exaustivamente instrui o homem a usar seus poderes de inteligência e observação. Em muito pouco tempo, grandes civilizações e universidades floresceram, porque, de acordo com Mohammad (que a paz esteja com ele), “a busca do conhecimento é uma obrigação para todos os muçulmanos, homens ou mulheres.”

A síntese das idéias ocidentais e orientais, do novo pensamento com o antigo, trouxe grandes avanços na medicina, matemática, física, astronomia, geografia, arquitetura, artes, literatura,, história. Muitos sistemas como a álgebra, os números arábicos, e também o conceito do zero (vital para o avanço da matemática) foram transmitidos para a Europa medieval pelo Islam. Instrumentos sofisticados que tornaram possível a expansão marítima foram desenvolvidos pelo Islam, tais como o astrolábio, o quadrante e os mapas de navegação.

MOHAMMAD (Maomé) FOI O FUNDADOR DO ISLAM E OS MUÇULMANOS O ADORAM

Mohammad (que a paz esteja com ele) nasceu em Meca, no ano de 570. órfão de pai e mãe muito cedo, foi criado por seu tio, que pertencia a respeitada tribo Coraix. A medida que ia crescendo, ele se tornava conhecido por sua honestidade, generosidade e sinceridade. Por causa de sua habilidade, ele era procurado para arbitrar as disputas. Mohammad tinha uma natureza profundamente religiosa e tinha horror à decadência de sua sociedade.

Adquiriu o hábito de meditar de tempos em tempos na Caverna de Hira, próximo à Meca. Com a idade de 40 anos, quando se encontrava em recolhimento meditativo, ele recebeu sua primeira revelação de Deus, por intermédio do Anjo Gabriel. Esta revelação, que continuou por 23 anos, é conhecida como Alcorão. Assim que ele começou a recitar as palavras ouvidas de Gabriel e a pregar a verdade que Deus lhe havia revelado, ele e seu pequeno grupo de seguidores sofreram tamanha perseguição, que no ano de 622 Deus lhe ordenou sair da cidade.

Este acontecimento, a Hijra, ou “migração”, no qual ele deixa a cidade de Meca e se muda para Medina, marca o início do calendário muçulmano. Após muitos anos, o Profeta e seus seguidores retornaram a Meca, onde eles perdoaram seus inimigos e estabeleceram o Islam definitivamente. Antes de o Porfeta morrer, com a idade de 63 anos, a maior parte da Arábia era muçulmana e após um século de sua morte, o Islam ia desde a Espanha, no ocidente, até a China, no oriente. Ele morreu pobre.

Ainda que Mohammad (que a paz esteja sobre ele) tenha sido o escolhido para transmitir a mensagem, ele não é considerado o “fundador” do Islam, porque os muçulmanos acham que o Islam tem a mesma orientação divina enviada a todos os povos anteriormente. Os muçulmanos acreditam que todos os profetas desde Adão, Noé, Moisés, Jesus, etc. foram enviados com a orientação divina para as suas respectivas nações. Cada profeta foi enviado para o seu pr&Acute;prio povo, mas Mohammad (que a paz esteja com ele) foi enviado para toda a humanidade. Mohammad é o último mensageiro enviado para transmitir a mensagem do Islam. Os muçulmanos o reverenciam e o honram por tudo o que ele fez e por sua dedicação, mas não o adoram.
Ó Profeta, em verdade, enviamos-te como testemunha, alvissareiro e admoestador! E, como convocador (dos humanos) a Deus, com Sua anuência, e como uma lâmpada luminosa. (Cap. 33:45-6)

OS MUÇULMANOS NÃO ACREDITAM EM JESUS OU EM QUALQUER OUTRO PROFETA

Os muçulmanos respeitam e reverenciam Jesus, que a paz esteja sobre ele, e aguardam sua segunda chegada. Acham que ele foi um dos mariores mensageiros de Deus para a humanidade. Um muçulmano nunca se refere a ele como Jesus somente, mas acrescentam a frase “que a paz esteja sobre ele”. O Alcorão, no capítulo intitulado Maria, confirma a peculiariedade de seu nascimento e considera Maria como a mais pura de todas as mulheres da criação. O Alcorão descreve a Anunciação como se segue:
Recorda-te de quando os anjos disseram: Ó Maria, é certo que Deus te elegeu e te purificou, e te preferiu a todas as mulheres da humanidade! ó Maria, consagra-te ao Senhor! Prostra-te e genuflecte, com os genulexos! Estes são alguns relatos do incognoscível, que te revelamos (ó Mensageiro). Tu não estavas presente com eles (os judeus) quando, com setas, tiravam a sorte para decidir quem se encarregaria de Maria; tampouco estavas presente quando rivalizavam entre si. E quando os anjos disseram: ó Maria, por certo que Deus te anuncia o Seu Verbo, cujo nome será o Messias, Jesus, filho de Maria, nobre neste mundo e no outro, e que se contará entre os diletos de Deus. Falará aos homens, ainda no berço, bem como na maturidade, e se contará entre os virtuosos. Perguntou: ó Senhor meu, como poderei ter um filho, se mortal algum jamais me tocou? Disse-lhe o anjo: Assim será. Deus cria o que deseja, posto que quando decreta algo, diz: Seja! E é. (Cap. 3:42-47)

Jesus (que a paz esteja sobre ele) nasceu miraculosamente, pela mesma força que criou Adão (que a paz esteja com ele) , sem que ele tivesse um pai humano:
O exemplo de Jesus, ante Deus, é idêntico ao de Adão, que Ele criou do pó; então lhe disse: Seja! E foi. (Cap. 3:59)

Durante sua missão profética, Jesus realizou milagres. O Alcorão nos fala que ele disse:
Apresento-vos um sinal do vosso Senhor: plasmarei de barro a figura de um pássaro, à qual darei vida e a figura será um pássaro, com o beneplácito de Deus, curarei o cego de nascença e o leproso; ressuscitarei os mortos com a anuência de Deus. (Cap. 3:49)

Nem Mohammad nem Jesus vieram para modificar a doutrina básica que Deus, o Único, fez chegar aos primeiros profetas, mas sim confirmá-la e renová-la. O Alcorão relata que Jesus disse:
(Eu vim) para confirmar-vos a Tora, que vos chegou antes de mim, e para liberar-vos algo que vos está vedado. Eu vim com um sinal do vosso Senhor. Temei a Deus, pois, e obedecei-me. (Cap. 3:50)

O Profeta Mohammad (que a paz esteja com ele) disse: “Aquele que acredita que não há outro deus senão Allah, que não Lhe atribui parceiros, que Jesus é o servo e mensageiro de Deus, que Maria recebeu o sopro Divino e o espírito que emanou Dele, e que o Paraíso e o Inferno são verdadeiros, será recebido no céu por Deus”. (Hadith relatado por Bukhari).

Fonte : Sociedade Islâmica do Maranhão.

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* Com novo manual, jogadores do Santos não podem falar sobre religião.

quinta-feira, janeiro 7th, 2010

Do Diário OnLine

O Santos deve lançar um manual de conduta que deve causar polêmica em um ponto: os jogadores estão proibidos de falar sobre religião nas entrevistas coletivas. Quem manifestar algum credo será punido. De acordo com o presidente do Peixe, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, não pode misturar futebol com fé.

No ano passado, o volante Roberto Brum, que é evangélico foi dispensado e um dos motivos teria sido a religião. Na época, o técnico Vanderlei Luxemburgo alegou que não trabalharia mais com o atleta por causa de um cartão amarelo que o jogador levou.

No novo manual, ninguém pode levantar a camisa na hora do gol. O presidente lembrou que esse momento é o principal da partida e a marca do patrocinador precisa aparecer.

Outra novidade  é que todos os atletas serão obrigados a conceder entrevista coletiva, pois parte do salário é paga em forma de direitos de imagem. Antes, nem todos queriam falar com a imprensa.

Veja essa complementação.

O presidente do  Santos , Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, explicou o manual com normas de conduta para os atletas alvinegros que está sendo elaborado pela diretoria e será apresentado aos jogadores nos próximos dias. Um ponto específico da cartilha é mais polêmico: os jogadores serão proibidos de falar sobre religião em entrevistas coletivas no clube.

No ano passado, houve conflitos entre atletas de diferentes crenças no CT Rei Pelé. Um dos motivos da dispensa do volante Roberto Brum, no ano passado, teria sido religioso.

- A desculpa para o afastamento (de Brum) não me convenceu até hoje. Futebol é uma coisa e religião, outra. Não se misturam - afirmou Luis Álvaro, em entrevista à rádio “Jovem Pan”.

Para evitar mais mal-estar, o dirigente resolveu interferir nessa questão. No Peixe, agora, todo jogador tem direito a seguir a sua crença, mas não pode usar a sala de entrevistas coletivas, com o uniforme do clube, para pregar.

- Quem tem as suas convicções que o faça na igreja, deixe o campo de futebol para o jogo. Não tem que misturar, pois não existe em empresa alguma setores com comissões religiosas cuidando do trabalho - concluiu.

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* Como as outras religiões Veem Jesus?

quarta-feira, janeiro 6th, 2010

Nós cremos que Jesus é o filho unigênito de Deus, enviado por Ele,Cremos que Jesus é DEUS!

A figura religiosa de Jesus, no entanto, não se conteve apenas ao cristianismo, expandindo-se por todas as religiões do mundo. Jesus está envolvido dentro da doutrina das diversas religiões. Visto que tanto a sua vida quanto sua ideologia tocam profundamente a mente de cada ser humano, é impossível não deixar se influenciar pela mensagem de Jesus, mesmo não acreditando na sua santidade.

Jesus no Judaísmo

A maioria dos judeus vê Jesus como um transgressor da lei e um dos vários revolucionários da época que contestaram a ordem social como Menahem ben Judah e Simão bar Kokhba e que foram condenados à morte pelo Império Romano. Muitos contestam o caráter messiânico de Jesus, visto que ele não cumpriu algumas profecias para os judeus, dentre as quais a que fala que o Messias só viria após a construção do terceiro templo de Jerusalém (visto que o segundo foi destruído pelos romanos). Para os judeus, Jesus não ressuscitou, uma vez que, segundo eles, os discípulos roubaram o corpo do túmulo enquanto os soldados dormiam, e espalharam a notícia da ressurreição.

Outro fator de crítica é a mitificação de Jesus, vista pelos judeus como uma paganização do judaísmo, onde Jesus tornou-se um deus pagão dentro da crença judaica. Já outros judeus vêem a figura de Jesus como sendo mais um dos profetas enviados por Deus para restaurar o judaísmo, corrompido pelos pagãos. Entretanto, há um ramo do Judaísmo que reconhece em Jesus o tão esperado Messias. Esse ramo é chamado Judaísmo Messiânico. Os judeus messiânicos reconhecem a figura de Jesus como o Messias judeu, mas observam todos os preceitos da doutrina judaica. Entretanto, o governo de Israel não os reconhecem como uma seita judaica, classificando-os como cristãos.

Jesus no Islamismo

Maomé ora com Abraão, Jesus e Moisés. No Islã, Jesus toma um papel fundamental no plano de Deus para os homens. Ao elaborar a doutrina Islâmica, Mohammed incluiu aspectos do Judaísmo, Cristianismo e Zoroastrismo, visto que Meca – cidade onde ele vivia – era um ponto comercial, o que também fazia da cidade um pólo cultural. Assim, entrando em contato com diversas ideologias, Mohammed elaborou os preceitos do Islã. Um desses preceitos diz relação aos profetas, os enviados de Deus: Mohammed traçou uma linhagem profética que começava com Adão e terminava nele. A maioria dos profetas do Islã são judeus, como Moisés, Elias, João Batista e o próprio Jesus.

Jesus no Islã é tido como um dos mais importantes profetas, rivalizando com Mohammed. Segundo o Islã, Jesus é muçulmano. A prova disso está nos evangelhos, quando Jesus pede que seja feita a vontade de Deus, não a dele. Uma vez renunciando a vontade humana para se submeter à vontade de Deus, a pessoa é tida como muçulmana.

Dependendo do ramo Islâmico, Jesus é mais que um profeta: ele é tido como o Messias. Para o ramo Xiita Jesus não é o Messias, visto que o Messias ainda viria, como dizem os judeus. Jesus seria apenas mais um dos profetas que Deus enviou. Já para o ramo Sunita Jesus, além de profeta, é o Messias que Deus enviou, e que no fim dos tempos voltará para que ocorra o Juízo Final.

Entretanto, os muçulmanos como um todo não acreditam na ligação divina entre Deus e Jesus, vendo no dogma da trindade uma criação da Igreja, inspirada em tradições pagãs.

Em vários trechos do Alcorão Jesus é citado como sendo um grande mensageiro de Deus. A seita Sufi dos Dervixes chama Jesus de “Seiydna Issa”, o Senhor Jesus, uma expressão não ligada à filiação divina de Jesus, mas à autoridade que vem de seus ensinamentos, transformando-o num porta-voz de Deus.

A seita Islâmica dos Ahmadis prega que Jesus não morreu na cruz, sendo Judas condenado em lugar do Mestre, haja visto as condições quase que impossíveis para a condenação de Jesus, devido a uma acusação sem fundamentos dos sacerdotes, o que impossibilitaria a aplicação da pena de morte.

Jesus no Budismo

O budismo, como vimos, influenciou a ideologia de Jesus, a ponto dos ensinamentos de Jesus serem comparados aos de Siddhartha. Sob o ponto de vista budista Jesus é um ser Iluminado, um Buda, assim como ele é tido como o Cristo (ungido por Deus) pelos cristãos. Algumas correntes budistas defendem que ele estudou com monges durante sua juventude, construindo a base para os seus futuros ensinamentos, dada a similaridade da sua mensagem com a do Budismo.

Outro fato que os budistas defendem é o caráter meditativo de Jesus que, assim como Buda, se retirava frequentemente para meditar. Este ato tão simples é uma característica das religiões orientais, visto que no Judaísmo geralmente as pessoas iam para a sinagoga orar a Deus. Segundo os budistas, assim como Siddhartha, numa dessas meditações Jesus atingiu a Iluminação, tornando-se um Buda, após vencer o demônio (o opositor) no deserto.

Como vimos, existem representações de um Buda como sendo o “Bom Pastor”. Como o Buda histórico não possui nenhuma ligação simbólica neste sentido, é certeza que os monges budistas cultuavam Jesus como um Buda. Algumas escolas budistas estudam os ensinamentos de Jesus juntamente com os de Buda, visto que a meta de ambos era remover os obstáculos da vida espiritual dos homens. Atualmente tenta-se encontrar um ponto em comum entre a espiritualidade cristã e a budista, o que está gerando uma campanha ecumênica pelo mundo.

Jesus no Hinduísmo

No Hinduísmo Jesus tem uma visão mais ampla dentro da doutrina. Várias correntes hindus aceitam a figura de Jesus como sendo um Avatar, encarnação de Deus na Terra. Similar ao que acreditam os budistas, para os hindus Jesus também foi um iniciado na filosofia Védica. Para muitos hindus Jesus é uma das encarnações de Vishnu, a segunda pessoa da Trindade hinduísta.

Especialmente
para o movimento Hare Krishna – devido ao seu caráter ecumênico – Jesus é uma manifestação direta de Krishna (Deus), que envia um mensageiro para cada povo, afim de que nenhuma parte do mundo fique sem a Sua mensagem. Assim, Jesus é um dos enviados de Krishna para cumprir Sua mensagem pelo mundo. Uma das provas alegadas disso é o caráter biográfico muito próximo entre Krishna e Jesus, e principalmente os ensinamentos, que muitas vezes possuem trechos idênticos.

Vários aspectos e simbolismos da crença cristã, como o batismo nas águas do Jordão feito por João Batista e Jesus, segundos os hindus, é prova que tanto João quanto Jesus praticavam rituais de purificação védicos, visto que no Judaísmo este tipo de ritual não existia, sendo ele característico da religião hindu, onde até hoje vários peregrinos vão se banhar nas águas do Ganges para se purificar. Outras características, como rituais do fogo, o caráter trinitário do cristianismo e o dogma da encarnação são indícios de que o cristianismo foi influenciado pelo hinduísmo.

Jesus na Fé Bahá’í

A Fé Bahá’í é uma religião ecumênica que surgiu na Pérsia, atual Irã, em 1844. Criada pelo profeta Mírzá HusaynAli, intitulado o Bahá’u’lláh (Glória de Deus, em árabe) a Fé Bahá’í propunha ser a continuação do Islã, sendo que agora a nova religião traria uma nova mensagem: Deus é um só em todas as religiões, e Ele manda diversos mensageiros para todos os povos da Terra. Unindo os principais preceitos monoteístas do Islã com as mensagens das diversas religiões, a Fé Bahá’í tornou-se uma religião para os tempos modernos.

Assim como o Islã, a Fé Bahá’í possui uma linhagem de profetas, entretanto, não mais se contendo à linhagem abraâmica do Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, adotando outros profetas como Krishna, Buda, Zoroastro e o próprio Bahá’u’lláh. Entre esses profetas encontra-se Jesus, que na Fé Bahá’í é tido como um dos Messias enviados ao mundo por Deus.

Devido ao caráter ecumênico, vários textos sagrados, inclusive os evangelhos, são lidos nas Casas de Oração, o Templo Bahá’í. A Fé Bahá’í não possui clero nem rituais, sendo os encontros nas Casas de Oração momentos para a leitura e reflexão dos textos sagrados. Para os Bahá’ís apenas a união dos homens pode acabar com os conflitos no mundo, por isso a Fé Bahá’í propõe a unidade religiosa e política do mundo, para cumprir do desejo de Jesus de “que todos sejam um” (João 17:21).

Jesus no Jainismo

O Jainismo é uma religião dharmica que surgiu por volta do Séc. X a.C. na Índia, com Mahavira, o Conquistador. O curioso dessa religião é que a história de Mahavira se confunde com a de Buda, pois ambos foram ascetas que se libertaram das paixões do mundo. Praticamente todos os ensinamentos budistas são encontrados no Jainismo. O principal ensinamento jainista é a “não-violência”, onde, segundo seus adeptos, todas as formas vivas devem ser respeitadas, pois todas têm sua origem divina. Engraçado que esta mesma “não-violência” jainista foi utilizada por Mahatma Gandhi durante a Independência da Índia, o que fez com que Gandhi seja tido como um herói jainista.

No Jainismo Jesus é tido como um Jina, palavra que em sânscrito significa “vencedor” ou “conquistador”. Simbolicamente é o equivalente à palavra Buda e Cristo. Por sua doutrina e modo de vida, Jesus é tido como um “conquistador”, visto que o próprio diz que “venceu o mundo” (João 16:33). Sob o ponto de vista hindu, budista e jainista, esta expressão significa que Jesus se libertou das paixões do mundo. Tornou-se um “Conquistador”, um “Iluminado”.

Jesus no Caodaísmo

Caodaísmo ou Cao Dai é uma religião sincrética que surgiu no Vietnã em 1926, por Ngo Van Chieu. Segundo o Caodaísmo só existe um Deus, cujo nome é Duk Cao Dai. Seu símbolo é um olho esquerdo inserido num triângulo. Segundo eles, Deus inspirou a criação das diversas religiões no mundo, mandando vários mensageiros. A missão do Caodaísmo é semelhante a da Fé Bahá’í, que é unir a humanidade numa única crença, e assim construir a paz mundial. Na doutrina caodaísta o envio dos mensageiros por Deus é divido em três estágios: Jesus foi enviado no segundo período junto com Buda, Confúcio e Lao-Tsé. Jesus é tido como um ser divino, embora esteja abaixo de Duk Cao Dai, assim como os demais mensageiros.

Semelhante à Fé Bahá’í, no Caodaísmo a mensagem de Deus para os homens é uma só, embora seja explicada de modo diferente para os homens devido à sociedade a que estes mensageiros foram enviados. Por isso o conteúdo da mensagem de Jesus é igual em essência ao dos demais enviados.

Devido ao seu caráter ecumênico, o Caodaísmo inclui aspectos das demais religiões, assim como seus fundadores. No panteão caodaísta, junto com Jesus encontram-se Buda, Lao-Tsé, Confúcio e outros santos da tradição chinesa e vietnamita. Ao contrário da Fé Bahá’í, o Caodaísmo possui uma hierarquia religiosa semelhante a da Igreja Católica, com padres, bispos, cardeais e até papa, mas possuindo rituais próprios.

Jesus no Movimento Rastafári

O Movimento Rastafári foi criado na Jamaica por volta de 1930. Segundo eles, o imperador etíope Hailé Selassié é a reencarnação de Jesus. A origem divina de Selassié remota ao tempo de Salomão, visto que ele realmente era descendente do rei de Israel, e por fim de Davi. Salomão teve vários romances, inclusive com a famosa Rainha de Sabá, onde tiveram um filho chamado Menellek. Mais tarde a Rainha voltaria a sua terra de origem com seu filho, que por fim se tornaria o primeiro imperador etíope.

Nascido como Ras (Príncipe) Tafari (da Paz) Makonnen (nome da família de Selassié), ao assumir o trono o 225º imperador da Etiópia adotou o nome Hailé Selassié, que significa “O Poder da Trindade”, em etíope.

Para os Rastas, Hailé Selassié é a encarnação de Jah (Deus). A palavra Jah vem do tetragrama sagrado YHWH, que está presente na palavra hebraica HalleluJah, que significa “Louvem ou Adorem a Deus”. Dela veio a palavra “Aleluia”. Para os Rastas Selassié cumpriu as profecias judaicas sobre a volta do Messias judeu, até mesmo sobre o 2° advento do Cristo, visto que ele é tido como a reencarnação de Jesus. Devido às suas origens judaicas, o Movimento Rastafári prega a volta dos descendentes de Davi à “Terra Prometida”, que nesse caso é a África, visto que, segundo os rastas, os verdadeiros hebreus eram negros.

Por esse motivo o Movimento Rastafári atrai muitos afrodescendentes, e tem crescido muito ultimamente devido ao gênero musical reggae. Curiosamente, a maioria dos semitas realmente são de pele escura, logo Jesus deveria ser no mínimo moreno (e não o clássico Jesus de pele clara, loiro e de olhos azuis que cansamos de ver pela nossa sociedade ocidental). Dentre os títulos de Selassié estão “Leão da Tribo de Judá”, “Rei dos Reis” e “Senhor dos Senhores”, os mesmos que Jesus recebeu.

Jesus no Movimento Nova Era

Derivante da Teosofia, o Movimento Nova Era tem suas bases no esoterismo e no gnosticism,o e propõe uma união entre a espiritualidade ocidental e oriental. Ele começou a partir dos anos 60, com a vinda das tradições orientais para o ocidente. Teve início nos EUA e Europa, ganhando mais força durante os anos 70 e 80 e se espalhando pelo mundo. Para os adeptos deste movimento, o mundo está vivendo o fim da Era de Peixes, que é a era de Jesus (o símbolo de Jesus era o peixe).

Antes dessa era vieram a Era de Touro (Simbolo de Krishna), Áries (Símbolo de Moisés) e Libra (Símbolo de Siddhartha). Após a Era de Peixes iniciar-se-á a Era de Aquário, a chamada Nova Era. Para o movimento, Jesus é um dos Mestres espirituais do mundo, e está dentro de uma consciência maior, a qual chamam de Brahman (Deus, no hinduísmo). Assim, ele não é uma encarnação de Deus, mas uma emanação da consciência maior, que tem como missão levar a Luz aos homens.

Para a Nova Era Jesus é a encarnação de Krishna e de Siddhartha, visto que suas biografias, ensinamentos e a missão messiânica são compartilhados por ambos. E mais, com o fim da Era de Peixes – e iniciando a Era de Aquário – o mundo precisará de um novo Mestre, que nesse caso será o Cristo (Buda) Maitreya, que governará o mundo nessa nova era de consciência. Assim, ao acabar a Era de Peixes, Jesus deixará de ser o Cristo, e um novo surgirá, o tão esperado Messias pelos judeus, o Iman Mahdi para os muçulmanos, o Saoshyant zoroastra, o Maitreya budista e o Kalki hindu.

Jesus no Movimento Raeliano

Eram os deuses astronautas; pelo menos é o que diz o livro de Erich von Däniken e o Movimento Raeliano. Este último começou em 1974, quando o jornalista francês Claude Vorilhon recebeu a revelação dos Elohim (Aqueles que vêm do alto) de que nada mais eram que extraterrestres.

Segundo Vorilhon, ele foi visitado por Jesus, Siddhartha, Moisés e Mohammed, que lhe revelaram que não existe nenhum deus, e que os deuses e profetas das religiões nada mais eram que extraterrestres vindos de outro planeta para orientar a humanidade como viverem neste mundo criado por eles.

Para o Movimento Raeliano, a única explicação para os milagres das religiões é o fato de todos esses acontecimentos sobrenaturais serem obra de uma avançada tecnologia extraterrestre. Por exemplo, a fecundação de Maria seria uma inseminação artificial, os milagres de Jesus seriam devido à capacidade mental superior dos E.T.s e a ascensão aos céus seria a volta de Jesus à sua nave, afinal, não é todo dia que vemos alguém subindo aos céus em direção a uma nuvem luminosa.

Para Raël (nome que Vorilhon adotou após a revelação e de onde vem o nome do movimento) a humanidade é fruto da clonagem dos Elohim, por isso uma justificativa literal para o versículo “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.” (Genesis – 1:27).

Outro fato que justifica a visão de Deus como sendo um E.T. é o fator profecias e visões. No Antigo Testamento, o próprio Deus apresenta-se em sua glória movendo-se numa espécie de veículo de luz, no Livro de Ezequiel, o que contradiria a visão de Deus como onipresente, uma vez que o mesmo precisaria de um “automóvel”, mais precisamente uma nave, segundo o Raelianismo.

Para o movimento, a maioria das teorias ufológicas têm sua confirmação nas próprias escrituras. A própria visão do Apocalipse é uma das provas alegadas do fato de Jesus ser um extraterrestre, pois o mesmo diz que voltará entre as nuvens em sua glória e toda a Terra o virá no dia do Juízo. Isso nada mais seria do que uma invasão de naves na Terra, onde Jesus tornar-se-ia o governante do mundo, assim como foi dito nas profecias.

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*“Deus” nos tribunais da Malásia: Os cristãos podem chamar Deus de Allah, em um país muçulmano?

quarta-feira, janeiro 6th, 2010

O Governo de Kuala Lumpur recorreu da decisão judicial que permite aos cristãos utilizarem o termo “Allah” para se referir a Deus, nas suas publicações.

O caso começou com uma proibição governamental para a utilização dessa palavra por parte de cristãos. Estes defendem-se dizendo que o termo, de origem árabe, não é exclusivo para a religião islâmica, querendo dizer simplesmente Deus.

Do árabe a palavra “Allah” entrou na linguagem malaia e tem sido usada sem qualquer problema por cristãos e muçulmanos durante longos anos.

A reacção do Governo, que suspendeu um jornal católico por esta razão e em () confiscou centenas de bíblias, surge numa altura em que os partidos islamistas se tornam mais influentes na Malásia.

A população é composta em 60% por muçulmanos, sendo os restantes cristãos, hindus e budistas. Tradicionalmente as diferentes comunidades coexistem pacificamente, mas este gênero de disputas pode ameaçar essa tranquilidade.

Com o recurso do Governo o caso poderá arrastar-se agora durante algum tempo sendo que ainda será possível recorrer ao Tribunal Federal, cuja decisão será definitiva.

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* Vampiros existem? Leia essa notícia.

quarta-feira, dezembro 30th, 2009

A Polícia Civil de Presidente Prudente (565 km de SP) procura um homem suspeito de aliciar adolescentes de classe média alta para uma seita que prometia imortalidade e riqueza com a transformação de seus integrantes em “vampiros”

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Quatro famílias denunciaram o caso à polícia. Os pais contaram que um homem se identificava como Vlad Hacamia, “vampiro”, “anjo” ou “guardião de cemitérios”, reunia às quintas-feiras, numa praça da cidade, um grupo de 15 adolescentes de 13 a 17 anos, de ambos os sexos, com objetivo de propagar a seita Legião de Salvadores do Mundo.

A introdução à seita era feita pelo suspeito com mordidas no pescoço e cortes nos punhos dos adolescentes.

“A gente já desconfiava de comportamentos estranhos dos meninos, mas, quando chegaram em casa com marcas, vimos que algo grave estava ocorrendo”, disse à Folha a mãe de dois garotos –de 13 e 15 anos–, que não quis se identificar.

Segundo ela, os filhos se recusavam a contar o que ocorria. “Investigamos por conta própria e flagramos esse homem na praça conversando com as crianças. Quando o abordamos, ele fugiu”, disse.

A polícia começou a ouvir ontem pais e garotos. Segundo o delegado Dirceu Gravina, os jovens negam ter sofrido abuso sexual. “Todos foram unânimes em negar a prática, mas disseram que, além de morder o pescoço, o suspeito chupava o sangue das crianças.”

Os adolescentes serão submetidos a exames de corpo de delito. Os resultados devem sair até o final de semana.

O suspeito foi identificado pela polícia como Vandeir Máximo da Silva, 27, que não foi encontrado na cidade desde o início da apuração.

De acordo com relatos dos pais à polícia, os adolescentes eram abordados em shoppings e em frente de colégios. Após algumas reuniões na praça das Cerejeiras, no bairro Jardim Icaray, teria havido “treinamento espiritual” em um sítio.

Nas sessões, informou uma mãe, as crianças passavam pelo “ritual de iniciação”, com mordidas, cortes e a promessa de imortalidade aos jovens.

Outra mãe contou ter encontrado anotações da filha de 15 anos sobre a seita. Segundo ela, o passo seguinte seria levar os garotos para o “templo” da seita, perto de Santos (SP). “A viagem estava marcada para o fim de semana passado. Ele disse que não era para ninguém avisar aos pais que iriam viajar. Minha filha tentou fugir da escola para ir. Graças a Deus não a liberaram”.

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* Magia negra e agulhas.Uma visão sociológica.

segunda-feira, dezembro 28th, 2009

A magia negra, que tem seu significado associado ao lado negativo das práticas sobrenaturais, esporadicamente retorna ao noticiário com escândalos sobre sacrifícios humanos. A prática não legitimada pela sociedade encontra adeptos que buscam a satisfação dos seus maiores e inalcançáveis desejos por meio de rituais de bruxaria. Basta uma rápida busca pela internet para encontrar ofertas de práticas místicas para trazer dinheiro, fama, sucesso e “amarrar” para sempre a pessoa amada. Panfletos entregues na rua, cartazes e até anúncios de jornal prometem a solução de todos os problemas.

São possibilidades tentadoras que levam as pessoas a transgredir a regras para se enquadrar na sociedade. Porém, o sistema de crença da magia faz parte de uma ideia que a religião não tem na atualidade, que é a de intervenção humana para mudar situações estabelecidas. O sociólogo e professor do Departamento de Ciências Humanas da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Cesar Goes, explica que, por muito tempo, magia e religião foram sinônimos de práticas de poder relacionadas ao sobrenatural. “No entanto, hoje essas práticas estão inseridas em contextos culturais diversos, o que leva a que se diferenciem no seu todo”, ressalta.

Porém, Goes diz que reconhecer esse campo místico como praticante de magia negra é generalizar parte dele, que acaba rotulado por ser desconhecido. “De forma descontextualizada, essa magia acaba como espaço de práticas que podem ser criminosas”, comenta, referindo-se ao caso da inserção de agulhas no corpo de uma criança na Bahia. “Acontecimentos como o que assistimos nas últimas semanas são fruto da mais profunda rede de ilusões e desesperos da pessoa humana que configura o campo da maldade”, comenta.

O sociólogo lembra que a magia é tão antiga quanto os primeiros grupos humanos. “O homem, desde os tempos de sua constituição como agrupamento, construiu relações a partir de significados com forças que ele não compreendia, das quais lhe era impossível compreender, quanto mais manipular”, explica. “Isso ganhou nesses grupos um lugar e é de se admitir que, sendo um lugar de poder, logo houve alguém que o concretizasse e fizesse crer aos seus pares desta capacidade”, acrescenta. “O mágico primitivo era alguém que, além de mediar a relação com o que o homem imagina ser o sobrenatural – coisa que toda liderança religiosa faz hoje por ofício –, também se fazia acreditar que dali havia um poder de manipular essas forças em favor de suas intenções.”

Na atualidade, os rituais são tão diversos quanto os costumes de onde emergiram. Em algumas tradições ainda hoje se utilizam sacrifícios de animais que são atos de oferendas simbólicas para os deuses. “Assim o foi no tempo do Antigo Testamento  e em tantos outros grupos religiosos”, salienta Goes. “Uma série de grupos pratica sacrifícios com animais com toda a legitimidade que a sociedade lhes confere e há inclusive regras sanitárias que organizam esse procedimento”, conta. “Mas certamente não é o caso para sacrifícios humanos, pois, se o ato não possuir essa legitimidade, os seus praticantes estão incorrendo em crime e cedo ou tarde respondem por isso.”

O QUE É MAGIA NEGRA ?

Conforme Cesar Goes, a expressão magia negra é algo que define uma conotação negativa para a prática mística, invariavelmente rotulada pelo outro que não compartilha do mesmo significado de quem a pratica. O sociólogo diz que há associação entre a intenção daqueles que promovem atos bárbaros à prática de um ritual místico que, por provocar sofrimento, taxa-se de magia negra, querendo dizer uma mágica do mal.

Fonte : Gazeta do sul
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