Posts Tagged ‘Respeito’

* Religiões e laicidade, aliança possível? ” As perspectivas religiosas são fontes morais que podem contribuir de forma significativa para o aprofundamento da cultura democrática”

segunda-feira, março 18th, 2013

“Comprazer-se com a própria neutralidade não é suficiente: as sociedades contemporâneas devem desenvolver um saber ético e político que saiba manter unida a diversidade moral, espiritual e cultural que as anima”.

Essa tese é declarada desde a capa pelo novo livro La scommessa del laico (Ed. Laterza, 124 páginas), dos filósofos canadenses Jocelyn Maclure e Charles Taylor, este último conhecido internacionalmente pelos seus estudos sobre a Era Secular (Uma era secular, Ed. Unisinos, 2010).

Um pouco além das análise europeias, os dois intelectuais delineiam uma superação do conflito civil entre laicidade e religiões que – de um lado – aceita a contribuição das fés para a construção da ética social, mas – de outro – exige “uma cooperação baseada no acordo entre cidadãos razoáveis sobre os princípios básicos da associação política”.

E ainda: “A diversidade religiosa é uma característica estrutural e, pelo que se pode julgar, permanente das sociedades democráticas. Parece razoável pensar que uma ética do diálogo que respeite as diferentes perspectivas metafísicas seja a melhor para apoiar a moral política mínima”.

Um trecho do livro foi publicado no jornal dos bispos italianos, Avvenire, 26-02-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

A evolução das sociedades democráticas contemporâneas sugere que chegou o momento de repensar a laicidade no seu sentido e nos seus fins. Embora a questão da relação entre poder político e poder espiritual tenha sido central desde Santo Agostinho até a idade moderna, os desafios do presente têm uma natureza diferente. Embora se pense em primeira instância que o objeto de um regime laico é a relação apropriada entre Estado e religiões, a sua tarefa maior e mais urgente é fazer com que hoje os Estados democráticos se adaptem adequadamente à profunda diversidade moral e espiritual que existe dentro das suas fronteiras.

De fato, não se veem razões de princípio para isolar religião, relegando-a a uma categoria à parte das outras concepções do mundo e do bem. Mas as relações entre pessoas religiosas e não religiosas são muitas vezes marcadas por incompreensões, por desconfiança, às vezes também por intolerância recíproca.
Dificilmente ateus e agnósticos conseguem conceber que há indivíduos que aderem ainda hoje a crenças religiosas cuja verdade não pode ser estabelecida cientificamente.

Pessoas religiosas pensam que os “materialistas”, no sentido filosófico do termo, são incapazes de levar uma autêntica vida moral, de abraçar causas que vão além do seu próprio interesse egoísta e que, consequentemente, tenham uma concepção redutiva da existência humana. Os quiproquós e os mal-entendidos referem-se às vezes a grupos específicos. Muitos consideram o Islã intrinsecamente incompatível com os valores democráticos e liberais. Alguns islamistas consideram a cultura ocidental como irremediavelmente vil e corrupta.

No entanto, a diversidade moral e religiosa é uma característica estrutural e, pelo que se pode julgar, permanente das sociedades democráticas.


Pessoas que adotam representações do mundo e esquemas de valores diferentes, às vezes irreconciliáveis, devem aprender a cooperar e a resolver as próprias discordâncias. A cooperação social nas sociedades diferenciadas encontra sua origem na possibilidade de acordo entre cidadãos razoáveis sobre os princípios básicos da associação política.

A estabilidade e a coesão dessas sociedades dependem assim da vontade dos cidadãos, que têm concepções do bem divergentes, de aceitar a autoridade dos princípios comuns que fundamentam as instituições políticas. Em certo sentido, trata-se de um desenvolvimento do ideal de tolerância que permitiu pôr fim às guerras religiosas.

Parece razoável pensar que uma ética do diálogo que respeite as diferentes perspectivas metafísicas e morais é a melhor para sustentar a moral política mínima ou o “consenso por intersecção”. Mas como conciliar essa ética do diálogo com o fato de que os Estados liberais e democráticos se definem como “sociedades abertas”, ou seja, sociedades nas quais reina a liberdade de expressão?

Como sublinhou Karl Popper, é justamente a institucionalização da liberdade de pensamento e de expressão que protege essas sociedades da estagnação e da tentação de se fecharem em si mesmas. Desse modo, as pessoas religiosas são pontualmente expostas a pontos de vista que põem em questão a validade dos seus próprios quadros de referência ou zombam deles.

Algumas obras artísticas – pensemos nos Versos Satânicos de Salman Rushdie, nas caricaturas de Maomé em um jornal dinamarquês e nos filmes de Martin Scorsese e Mel Gibson sobre Cristo – são, de fato, consideradas ofensivas pelos crentes, quando não explicitamente blasfemas.

Devemos limitar a liberdade de expressão em nome do respeito por aquilo que pertence, para alguns crentes, à esfera do sagrado? Nós somos dessa opinião. Salvo alguns casos flagrantes de difamação ou de incitação ao ódio, o Estado não pode restringir a liberdade de expressão de alguns com a desculpa de que ideias ou representações acabem profanando o que, para outros, é sagrado.

O Estado pluralista não pode adotar nem a ontologia geralista, segundo a qual o universo deve ser compreendido nos termos da díade sagrado-profano, nem uma concepção específica do sagrado. Certamente, não se quereria viver em uma sociedade em que Rushdie e Richard Dawkins fossem censurados.

Assim como a liberdade religiosa não inclui o direito de não ser exposto a símbolos religiosos, o preço a pagar para viver em uma sociedade que tutela o exercício das liberdades de consciência e de expressão é o de aceitar ser exposto a crenças e a práticas que consideramos falsas, ridículas ou ofensivas.

Posto isso, quando se trata da publicação de textos ou de conteúdos artísticos, não seria desejável que se tentasse, acima de tudo, compreender como o nosso ato será percebido pelos outros e antecipar o seu impacto sobre o vínculo social?


Enquanto as alusões irônicas de Rushdie nos Versos Satânicos estão no centro de uma obra que oferece um retrato penetrante da condição humana na época da globalização, é provável que a republicação das caricaturas de Maomé não fez nada além de reacender o conflito.

Do mesmo modo, é possível que os líderes religiosos forneçam orientações sobre como as religiões nos dão acesso a uma forma única de habitar o mundo moderno, sem, por isso, subentender que uma vida levada segundo uma visão secular do mundo e do bem seja inevitavelmente incompleta ou corrupta.

Curiosamente, os dois filósofos contemporâneos mais ligados à retomada do racionalismo kantiano – John Rawls e Jürgen Habermas – chegaram à conclusão, depois de terem defendido concepções mais restritivas, que as perspectivas religiosas são fontes morais que podem contribuir de forma significativa para o aprofundamento da cultura democrática.

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* Você mora em Condomínio? leia, imprima, distribua ou afixe para que TODOS leiam!

sexta-feira, dezembro 2nd, 2011

Por Elvis Rodrigues

Viver em condomínio, de fato, não é uma tarefa fácil. Há quem defenda, inclusive, que, idealmente, para se viver em um ambiente assim, deveria haver algum tipo de “seleção”, “entrevista”, para ver o “perfil” do novo morador e sua adequação às regras de convivência ali estabelecidas

.Até certo momento cheguei a concordar com ideias semelhantes, contudo, após mudar de condomínio e ver que os problemas são os mesmos em todos os lugares mudando apenas a proporção, dei-me conta que isto faz parte da natureza humana, o que me faz chegar a algumas reflexões.

Parece que, em certo momento da história, temos perdido o “jeito” de lidar com o outro, de conviver em sociedade e comunidade. É como se o outro humano com quem convivemos fosse um estranho ou mesmo uma ameaça e tendemos a demarcar o nosso limite como sistema de defesa. Por exemplo, se alguém andava pela rua à noite e ouvia passos de outra pessoa se aproximando, imediatamente pensava-se: “Graças a Deus, vem vindo alguém!”, porque se sabia agora acompanhado e aumentava a sensação de segurança. Hoje em dia, se, do mesmo modo, alguém está caminhando à noite pela rua e ouve os mesmos passos, de modo diferente vai pensar: “Ai meu Deus, vem vindo alguém!”.Veja que há uma total estranheza do indivíduo para com o outro indivíduo. Agora, imagine esse conjunto de estranhezas e temores individuais e você terá um condomínio. Ou, para dizer de outro modo, teremos a figura do vizinho. Este ser que não conhecemos, não queremos conhecer e, por não conhecê-lo, chegamos a pensar que não existe.Tanto pensamos que não existe que pensamos poder ligar o som de nossos aparelhos às alturas sem o menor receio de incomodar alguém. Por quê? Porque este “alguém” não existe! Podemos falar utilizar ferramentas ruidosas (furadeiras, martelos e congêneres) em qualquer horário, porque não pensamos mais no outro que mora ao lado (ou embaixo, acima, etc.). Tamanha é a arrogância que pode-se cair no risco de pensar subliminarmente que todo o prédio e áreas comuns (o que é comum mesmo? Lembra comunidade. Mas o que é comunidade?) foram feitos para o meu bel-prazer.

Isso que é uma incorporadora que entende de custo-benefício: toda uma edificação exclusiva para uma pessoa!Evidente que escrevo isso em tom jocoso. Mas é preciso que chame a atenção: viver em condomínio, como em qualquer outra vizinhança é um reflexo do nosso agir como cidadãos na sociedade. O tal do “jeitinho brasileiro” fica muito evidente nestas relações mais próximas do dia-a-dia.Por exemplo, se no estatuto ou convenção coletiva (o que é coletivo mesmo?) proíbe que se use as torneiras do prédio para lavar o carro; andar sem camisa em áreas comuns (elevador, corredor, hall, estacionamento, etc.); som alto ou atividade ruidosa fora de horário; desrespeitar a delimitação das vagas dos automóveis e uma série de outras normas de conduta, o indivíduo “jeitoso” acaba por pensar que tudo está correto e bem elaborado, mas, para os outros. “As normas e leis não se aplicam mim”. Afinal, “vou e volto rapidinho, para quê vestir uma camisa?”, “é só uma marteladinha, uma furadinha, bem rapidinho”. E de “inho” em “inho” o “inho” do vizinho vai sendo perturbado e não tendo seu direito ao silêncio e sossego respeitado. Cabe aqui boa e velha regra de ouro: o meu direito termina onde começa o do outro.

Uma dica de convivência para estes ambientes de condomínio é justamente a informação. Procurar se informar das regras de convivência daquele local. Toda sociedade tem as suas e, o condomínio como uma “sociedade em miniatura” também tem as suas e precisam ser obedecidas. O problema é que, do mesmo modo que no Brasil as penalidades nem sempre são aplicadas, a fim de corrigir os cidadãos infratores, também nestes ambientes de convivência não são diferente. Isto dá uma sensação de impunidade aos que perturbam a ordem e de desgosto e desgaste aos que compreendem, cumprem e exercem seus compromissos.Quando entramos em um ambiente estranho ao nosso, onde não existe apenas a vontade de um indivíduo, mas de uma coletividade, é preciso adequar-se ao meio e não o contrário.

Saber os limites, até onde se pode ir, o que pode se utilizado, o que pode ser feito e como pode ser feito, enfim. São pequenas normas de convivência para qualquer ambiente. Passando pelo ambiente de trabalho, escolar, acadêmico, religioso, partidário entre outros, todos estes espaços terão suas normas e aquele indivíduo, para ser aceito e assimilado pelo grupo deverá adequar-se ao meio. Jamais o contrário.

Evidente que ideias, posturas, normas e leis podem ser modificadas, mas nunca unilateralmente. Sempre em conjunto.Aliás, a própria significação do termo indivíduo é interessante: que dizer não dividido. Portanto, ao nos colocarmos como indivíduos e exigir que nossa individualidade seja respeita não significa somente que tal solicitação recairá exclusivamente sobre aquela pessoa, unicamente, mas, por não ser dividido e fazer parte de um todo, o indivíduo, ao exercer e exigir quaisquer direitos deve ter em mente que o está fazendo, de igual modo para o todo, a coletividade.

Não somos divididos. Fazemos parte de um grande todo chamadocomunidade, coletividade, ou se preferir, vizinhança, condomínio.

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* Cristãos e budistas, unidos no respeito à vida humana e a natureza.

quarta-feira, maio 19th, 2010
Apresentamos a mensagem na qual o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso felicita os budistas por ocasião da festa do Vesakh.

* * *

PONTIFÍCIO CONSELHO PARA O DIÁLOGO INTERRELIGIOSO

MENSAGEM AOS BUDISTAS
PARA A FESTA DO VESAKH/HANA MATSURI
2010

Cristãos e Budistas honram a vida humana
como base do respeito por todos os seres humanos

Prezados amigos budistas,

1. Por ocasião da vossa festa do Vesakh, o Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso transmite as suas congratulações e cordiais votos de paz e de alegria para todos vós que estais espalhados no mundo. Que esta mensagem possa contribuir para reforçar os vínculos de amizade e colaboração já existentes entre nós a serviço da humanidade.

2. Aproveitamos esta ocasião para refletirmos juntos sobre um tema de particular importância hoje, isto é, a crise ambiental que já suscitou notáveis problemas e sofrimentos no mundo inteiro. Os esforços das nossas duas comunidades em vista do empenho no diálogo interreligioso contribuíram para criar uma nova consciência da importância social e espiritual das nossas respectivas tradições religiosas neste campo.

Reconhecemos que temos o mesmo modo de considerar valores como o respeito pela natureza de todas as coisas, a contemplação, a humildade, a simplicidade, a compaixão e a generosidade. Estes valores contribuem para uma vida de não-violência, equilíbrio e sobriedade.

3. O Papa Bento XVI mostrou que “Os diferentes fenômenos de degradação ambiental e as calamidades naturais… nos remetem à urgência de respeitar a natureza, recuperando e valorizando, na vida diária, uma correta relação com o ambiente.” (Audiência Geral, 26 de agosto de 2009). Para a Igreja Católica a tutela do ambiente está intimamente ligada ao tema do desenvolvimento integral da pessoa humana e, da parte sua, não se compromete apenas na defesa do destino universal dos dons da terra, da água e da atmosfera, mas encoraja o homem a unir os esforços para proteger a humanidade da autodestruição.

A nossa responsabilidade na proteção da natureza deriva, de fato, do nosso respeito recíproco e tem origem na lei escrita nos corações de cada homem e mulher. A consequência é que, quando na sociedade se respeita a ecologia humana, o ambiente também é beneficiado (cf a Encíclica Caritas in Veritate, n. 51).

4. Cristãos e Budistas nutrem um profundo respeito pela vida humana. É crucial para nós encorajar os esforços que almejam criar um sentido de responsabilidade ecológica e reafirmar, ao mesmo tempo, as nossas mesmas convicções sobre a inviolabilidade da vida humana em cada fase e condição, a dignidade da pessoa e a missão única da família, na qual se aprende a amar o próximo e a respeitar a natureza.

5. Promovamos juntos uma correta relação entre os seres humanos e o ambiente! Aumentando os nossos esforços para a criação de uma consciência ecológica a fim de termos uma coexistência serena e pacífica, podemos testemunhar um estilo de vida respeitoso, que não encontra o seu sentido em ter mais, mas em ser mais. Partilhando as perspectivas e os compromissos das nossas respectivas tradições religiosas, podemos contribuir para o bem-estar do nosso mundo.

Prezados Amigos Budistas, renovamos convosco a expressão das nossas mais sinceras saudações, desejando-vos uma feliz Festa de Vesakh.

Cardeal Jean-Louis Tauran
Presidente

Arcebispo Pier Luigi Celata
Secretário

***

O Nome disso não é Ecumenismo, mas diálogo interreligioso.

Temos pontos em comum e nestes pontos trabalhamos juntos para o bem da sociedade humana.

Muito bom.

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* Esmaltes e pecados capitais.

sábado, novembro 21st, 2009

Não é propaganda..

Mas…Vejam a nova linha de cores de esmaltes da Risqué: “ 7 vermelhos capitais

esmalte-vermelho-risque

As cores são:

Doce Orgulho: Cereja Madura
Inveja Boa: Rosa forte avermelhado
Possessão Rosa: Vermelho com toque rosado
Preguicinha: Vermelho Vivo
Pura Luxúria: Vermelho Amora
Santa Gula: Vermelho Clássico
Toque de Ira: Vermelho Chinês

***

Quem descobriu essa novidade e me mostrou foi minha filha Ester, que ainda não tem idade para usar esmalte, menos ainda de usar nas unhas tão “sugestiva” linha de cores.

Parece um detalhe,mas reflete o quanto a realidade do pecado está esvaziada e o quanto nossa cultura perdeu suas referências morais.

Usar referidas cores não gerará nada na vida das pessoas, apenas referenda que a perca da noção do pecado é proporcional à perca do sentido de Deus e de seus valores.

Referenda nossa necessidade de evangelizar aqueles que criam e que também reforçam, com sua criatividade, muitas vezes o que é mau, embora pareça apenas jogada de marketing.

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* Ser humano nunca deve se reduzir a simples corpo.

sexta-feira, novembro 20th, 2009

“O corpo de um ser humano, desde os primeiros estágios de sua existência, nunca pode ser reduzido ao conjunto das suas células”: assim afirmou ontem Dom Zygmunt Zimowski, presidente do Conselho Pontifício da Saúde, no Instituto Internacional de Teologia Pastoral Sanitária Camillianum, na abertura do novo ano acadêmico.

Segundo o presidente do conselho, o “sim” à vida “deve ser colocado no centro da reflexão ética sobre a pesquisa biomédica, que reveste uma importância cada vez maior no mundo de hoje”.

Dom Zimowski explicou que as ciências médicas desenvolveram de modo considerável seus conhecimentos sobre a vida humana nos estágios iniciais da sua existência, até conhecer melhor as estruturas biológicas do homem e o processo da sua geração.

“Este desenvolvimento – afirmou – é certamente positivo e merece ser apoiado, quando serve para superar ou corrigir patologias e contribui para restabelecer o desenvolvimento normal dos processos generativos.”

“Mas – acrescentou –, e é preciso dizer isso com clareza, é negativo e, portanto, não pode ser compartilhado, quando implica a supressão de seres humanos ou usa meios que causam dano à liberdade da pessoa ou que são adotados para fins contrários ao bem integral do homem.”

O prelado explicou que “o grande desafio da vida humana tem a ver antes de mais nada e sobretudo com o seu início” e existe uma tentativa de transladar ao início da vida da concepção à nidação, o que suporia um “pleno nulla osta ético para o aborto, porque passam 15 dias do momento da fecundação do óvulo até o momento da nidação no útero materno”.

Retomando as palavras de João Paulo II na Novo millennio ineunte, Dom Zimowski precisou que a Igreja deve realizar uma tarefa de radicalidade evangélica, sem temor às críticas, porque a defesa da vida “está na agenda eclesial da caridade” e responde ao “dever de comprometer-se no respeito de cada ser humano desde a concepção até seu ocaso natural”.

“Da mesma forma – comentou –, o serviço ao homem nos obriga a gritar, oportuna e inoportunamente, que os que se valem das novas potencialidades da ciência, especialmente no campo da biotecnologia, não podem desatender às exigências fundamentais da ética, apelando talvez a uma discutível solidariedade que acaba por discriminar entre vida e vida, desprezando a realidade própria de cada ser humano.”

Neste contexto, o prelado afirmou que a vida do homem está no coração da mensagem de Cristo, porque “o homem, grande e maravilhosa figura vivente, é mais precioso aos olhos de Deus que toda a criação: é o homem, e para ele existem o céu e a terra, o mar e a totalidade da criação, e é à sua salvação que Deus deu tanta importância, a ponto de não poupar sequer seu próprio Filho”.

“No plano de Deus Criador – acrescentou – tudo foi criado para o homem, mas o homem foi criado para servir Deus e para oferecer-lhe toda a criação” e por isso a defesa da vida entendida como caridade “está necessariamente ao serviço da cultura, da política, da economia, da família, para que em todas as partes se respeitem os princípios fundamentais dos quais depende o destino do ser humano e o futuro da civilização.”

Por Antonio Gaspari
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* Peça retrata Jesus como Transexual,na Escócia.

sábado, novembro 7th, 2009

Cerca de 300 manifestantes realizaram um protesto à luz de velas do lado de fora de um teatro em Glasgow, na Escócia, no dia da estreia de uma peça que retrata Jesus como um transexual.

O protesto foi realizado na terça-feira à noite em frente ao Tron Theatre, onde a peça “Jesus Queen of Heaven” (Jesus, a Rainha do Paraíso, em tradução livre) está em cartaz, como parte do festival de artes Glasgay! Que celebra a cultura gay, bissexual e transexual da Escócia.

Os organizadores do festival afirmaram que não têm a intenção de incitar reações ou ofender ninguém.

A peça “Jesus, Queen of Heaven”, que fica em cartaz até sábado, foi escrita e é encenada pelo autor transexual Jo Clifford.

Os manifestantes cantaram hinos religiosos e levantaram cartazes. Um deles dizia: “Jesus, Rei dos Reis, Não Rainha do Paraíso”. Outro dizia: “Deus: Meu Filho Não É Um Pervertido”.

Os organizadores do festival classificaram os cartazes de “provocativos” e disseram que eles podem ser vistos como incitação à homofobia.

O produtor do Glasgay! Steven Thomson disse que “Jesus, Queen of Heaven é um trabalho de ficção literária explorando a viagem pessoal de fé do artista como um transgênero”.

“O Glasgay! Apoia o direito de liberdade de expressão das artes e oferece ao público uma visão diversa da vida GLBT (gays, lésbicas, transexuais e bissexuais).”

“Este trabalho não tem a intenção de incitar ou ofender ninguém de nenhuma crença, mas respeitamos o direito dos outros de discordar desta opinião.”

“Nós vamos dar as boas vindas a membros do público genuinamente interessados que queiram entender a intenção artística por trás deste trabalho”, acrescentou.

O Glasgay! É descrito como “a comemoração anual da cultura gay da escócia” e é financiado pelo Conselho das Artes da Escócia, Event Scotland, pelo Bureau de Marketing da cidade de Glasgow e pelo Conselho da Cidade de Glasgow.

da BBC Brasil

***

Jesus já foi crucificado e ressuscitou para nunca mais morrer! Isso não o atinge.

Esse desrespeito não é novidade.É uma forma de chamar a atenção para “a causa”.Uma triste e desrespeitosa forma.

Nossa oração e intercessão é para que-um dia- descubram a verdade e a abracem,se não como cristãos pelo menos como homens livres capazes de conviver com o diferente, sem intolerância nem agressividade gratuita e desproporcional.

Atacar a Jesus é atingir a todos nós que o amamos.

Nossa resposta,porém, a atos insanos como esse é o amor pregado por Jesus e plenificado por sua morte no calvário ao morrer por todos,inclusive por eles.

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* Fanáticos religiosos atacam sites de Fanáticos ateus

quarta-feira, outubro 28th, 2009

Ateus australianos sofreram ataques em dois de seus principais sites, o Atheist Foundation of Australia (AFA) e o Global Atheist Convention, que ficaram fora do ar devido a um imenso tráfego gerado ao final da tarde de terça-feira.

Os ataques podem estar relacionados ao evento Global Atheist ConventionThe God Delusion e a escritora de comédias australiana Catherine Deveny. (Convenção Global de Ateus, em português), que está programado para acontecer em Melbourne, em março do ano que vem. Entre os palestrantes, estão o inglês Richard Dawkins, autor do livro

Cerca de mil ingressos para a convenção já haviam sido vendidos pelo site, que é gerenciado pela AFA. A fundação divulga o evento como o maior encontro de ateus da história da Austrália, mas as vendas acabaram suspensas devido ao ciberataque.

O site The Inquirer explica que, na Austrália, os religiosos conservadores têm voz política poderosa, apesar de serem em número reduzido. Ao que parece, além da força, eles também contam com a sorte, pois a empresa que hospedava os websites desligou-os após os ataques, forçando os ateus a procurarem novos servidores.

O site do jornal australiano The Sydney Morning Herald traz uma declaração de David Nicholls, presidente da AFA, onde ele explica que ainda não está claro se os ataques foram motivados pela religião ou vieram de grupos cristão conservadores, irritados com as tentativas da fundação de criar uma sociedade menos dependente da religião.

Entretanto, o fato de dois sites distintos, relacionados ao ateísmo, terem ficado fora do ar, sugere que eles realmente foram alvos de um ataque premeditado.

***

Coisa de fanáticos mesmo.Não é justo, nem democrático nem cristão,se utilizar de qualquer forma de violência para “defender” a verdade.

Esse é o perigo do fanatismo,sacrifica-se a liberdade em nome de percepções religiosas subjetivas,retirando das pessoas o direito que elas tem de crerem ou não.

A fé não se impõem!

Mesmo não concordando com os ateus eles tem o direito legal de se expressarem dentro das normas que regem as sociedades livres.

Assim como nós, cristãos!

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* Santa Sé:Liberdade religiosa é liberdade de expressão, não somente de culto.

quinta-feira, outubro 15th, 2009

Intervenção de Dom Tomasi no Conselho sobre Direitos Humanos

A liberdade religiosa não pode limitar-se ao livre exercício de culto, mas deve considerar a dimensão pública da religião e, portanto, possibilitar aos crentes que façam a sua parte na construção da ordem social.

Assim sublinhou o observador permanente da Santa Sé na ONU em Genebra (Suíça), Dom Silvano Tomasi, por ocasião da 12ª Sessão Ordinária do Conselho dos Direitos do Homem.

O prelado afirmou que “somente um enfoque integrado, baseado no respeito pleno do direito à liberdade de religião, pode ser a resposta na luta contra o fenômeno de antigas e novas formas de discriminação, sobre a base das convicções e das práticas religiosas”.

Dom Tomasi advertiu que as manifestações da intolerância religiosa são “crescentes” e “estão socavando os direitos de todas as pessoas, de qualquer religião e crença”.

“Praticamente todas as minorias religiosas são discriminadas no mundo inteiro”, problema frente ao qual “é necessária uma solução concertada”.

Mídia

Dom Tomasi sublinhou a importância da mídia como veículo da liberdade de expressão.

“Os meios de comunicação podem ser usados para construir e sustentar a comunidade humana em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, culturais, educativos e religiosos, para o enriquecimento e bem-estar das pessoas e sua espiritualidade.”

Mas também podem ser usados “para prejudicar o bem integral da pessoa, para incitar o ódio, marginalizar e alienar as pessoas e para estereotipá-las, baseando-se na etnia, no sexo, na idade e na religião”.

No campo da religião, o prelado explicou que há duas posturas contraditórias e que ambas devem ser superadas.

“A mídia costuma ignorar e marginalizar a doutrina religiosa; as ideias, práticas, experiências e sentimentos das pessoas religiosas são menosprezados e a religião é julgada segundo as normas seculares. Isso pode levar a um tratamento hostil dos grupos religiosos.”

Por outro lado, advertiu, “a religião pode julgar negativamente a mídia e fomentar o exclusivismo religioso, que alimenta o desprezo e a hostilidade com relação aos demais”.

Diante disso, o prelado considera a liberdade de expressão “não somente como um direito, mas também um dever a ser fortalecido”.

“No entanto, qualquer forma de incitação ao ódio que afete a pessoa humana e seus direitos é inaceitável”, advertiu.

“Todos os usuários devem evitar o intercâmbio de palavras e imagens que sejam degradantes para o ser humano, que promovam o ódio e a intolerância, que se aproveitem dos vulneráveis.”

“Quando as pessoas estão realizando seu dever e direito social de informar, estão chamadas a levar em consideração os princípios da ética social, como a verdade, a solidariedade, a tolerância, a equidade, os princípios que formam a pedra angular da justiça, da igualdade, do respeito pela privacidade, da subsidiariedade.”

“A mídia também deve permanecer ao serviço da pessoa”, sublinhou.

O prelado concluiu afirmando que “as autoridades civis devem garantir o direito de criticar o trabalho dos meios de comunicação e facilitar a participação de todos, especialmente dos grupos étnicos e minorias religiosas, na tomada de decisões de políticas de comunicação”.

Fonte : Zenit

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* PT.Partido historicamente identificado com aborto.

terça-feira, outubro 6th, 2009

A história do aborto no Brasil confunde-se com a história do PT e de outros partidos de índole comunista, como o PC do B e o PPS.

Coube ao PT em 1989 a “glória” de ter instalado no município de São Paulo o primeiro (des)serviço de aborto financiado com o dinheiro público (Portaria 692/89). Isso ocorreu enquanto Luiza Erudina (do PT) era prefeita e enquanto Eduardo Jorge (do PT) era secretário de saúde.

Em 1991, o mesmo Eduardo Jorge, desta vez como deputado federal do PT por São Paulo, proporia, juntamente com Sandra Starling (deputada federal do PT por Minas Gerais) um projeto (PL 20/91) que pretendia obrigar todos os hospitais do SUS a imitarem o mau exemplo da capital paulista.

Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o PT sempre liderou de longe a autoria de projetos abortistas, em nível tanto federal, como estadual e municipal. Para se ter uma idéia da liderança petista, em 2002 havia oito projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional com o objetivo de legalizar e/ou favorecer a prática do aborto. Seis eram de autoria do PT, um do PTB e um do PPB!

Com a ascensão de Lula à presidência da República, o que era ruim ficou pior. Em 2004, o Ministro da Saúde Humberto Costa lançou a Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento, toda ela voltada para fomentar a impunidade do aborto. Em 2005, ele fez uma reedição piorada da Norma Técnica “Prevenção e Tratamento dos Agravos da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes”, editada pela primeira vez em 1998 pelo então Ministro José Serra. No mesmo ano foi editada a Portaria 1145/2005, com a novidade de conter um formulário pronto, apto para a falsificação de estupros e o aborto em série.

Em 27 de setembro de 2005, a secretária especial de Políticas para Mulheres Nilcéa Freire entregou à Câmara dos Deputados o anteprojeto de descriminalização do aborto elaborado por uma Comissão Tripartite, em cuja participação a CNBB não foi admitida. A proposta normativa do governo, consagrando o aborto como um direito inalienável de toda mulher, e propondo sua total liberação, foi adotada em 04 de outubro de 2005 pela deputada Jandira Feghali (PC do B/RJ), como substitutivo ao Projeto de Lei 1135/91. A oposição pró-vida, porém, foi muito grande, e a votação do projeto ficou para o próximo mandato.

Em 22 de maio de 2006, o Partido dos Trabalhadores, em seu 13º Encontro Nacional, aprovou as “Diretrizes para a Elaboração do Programa de Governo do Partido dos Trabalhadores (Eleição presidencial de 2006)”, contendo como propósito para o segundo mandato a “descriminalização do aborto e a criminalização da homofobia” (item 35). Em 27 de setembro, atendendo às propostas do 13º Encontro Nacional do PT, o presidente Lula inclui em seu programa de governo 2007- 2010 a legalização do aborto: “criar mecanismos nos serviços de saúde que favoreçam a autonomia das mulheres sobre o seu corpo e sua sexualidade e contribuir na revisão da legislação(Programa Setorial de Mulheres, p. 19).

No segundo mandato, o governo Lula insistiu, sobretudo por meio do novo Ministro da Saúde José Gomes Temporão, em aprovar o Projeto de Lei 1135/91, dizendo e repetindo que “o aborto é uma questão de saúde pública”. A proposta, porém, foi rejeitada duas vezes: na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados por 33 votos a zero (em 07/05/2008) e na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) por 57 votos contra 4 (09/07/2008). Inconformado com a derrota, em 13/08/2008, o deputado José Genoíno (PT/SP) apresentou um recurso (Recurso 0201/08) para que o projeto abortista fosse apreciado pelo plenário da Câmara. Dos 66 deputados que assinaram o recurso, 31 (46,97%) eram do PT.

No 3º Congresso do Partido dos Trabalhadores (PT), ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”.

No 10º Encontro Nacional das Mulheres do PT realizado em Brasília nos dias 17 e 18 de maio de 2008, foi aprovada uma resolução propondo a instalação de uma Comissão de Ética para os parlamentares antiabortistas, com “orientação para expulsão daqueles que não acatarem e não respeitarem as resoluções partidárias relativas aos direitos e à autonomia das mulheres”.

No dia 11 de novembro de 2008, os deputados Luís Bassuma (PT/BA) e Henrique Afonso (PT/AC) receberam a notificação da Comissão de Ética do Diretório Nacional do Partido. Em 17 de setembro de 2009, ambos foram punidos. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto[1]. Esse foi o entendimento unânime do Diretório Nacional. Os dois tiveram seus direitos partidários suspensos: Luiz Bassuma por um ano e Henrique Afonso por 90 dias. Segundo a decisão, Bassuma será imediatamente substituído pela Bancada Federal na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). Quando a Henrique Afonso, ele não será reconduzido à mesma Comissão. Bassuma recebeu ainda a recomendação de retirar os projetos de lei de sua autoria “que contrariam a resolução do 3º Congresso” (aborto).

Como entender a punição dos dois deputados

A presença de políticos antiaborto dentro do PT sempre foi muito importante. Não para a causa pró-vida, mas para a causa abortista. O Partido permitia que eles fizessem algum discurso em defesa da vida e até, em certos casos, que votassem contra o aborto. Mas impunha como condição que a atuação deles fosse periférica, superficial, de modo a não impedir a aprovação de um projeto pró-aborto nem a rejeição de um projeto pró-vida.

Assim, o PT permitiu que Hélio Bicudo (PT/SP) em 23/04/1996, votasse a favor da PEC 25A/95, que pretendia incluir em nossa Constituição o direito à vida “desde a sua concepção”. Seu voto foi um entre 32 que votaram “sim” contra 356 que votaram “não”. Como não havia perigo de que a proposta pró-vida fosse aprovada, o Partido não se importou com aquele voto dissidente.

O PT ainda permitiu que o mesmo Hélio Bicudo fizesse um solene discurso contra o aborto em 28/08/1997, quando estava para ser votado o PL 20/91. No entanto, misteriosamente ele se ausentou na hora da votação. Sua ausência foi decisiva para que o projeto abortista fosse aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

De maneira análoga, o PT permitiu que a deputada Ângela Guadagnin (PT/SP) em 6/3/2001 emitisse, como relatora, um parecer favorável ao PL 947/1999, que pretendia instituir o Dia do Nascituro. No entanto, ela estranhamente não compareceu no dia 25/04/2001, quando o projeto estava para ser votado. Sem a presença da relatora, não pôde haver votação. E assim, essa proposição pró-vida foi sendo protelada indefinidamente até ser arquivada.

Os petistas “pró-vida” sempre contribuíram para que se criasse a falsa idéia de que o PT não é um partido abortista. A presença deles interessava ao Partido, a fim de atrair os votos dos cristãos. Por que então Luiz Bassuma e Henrique Afonso foram punidos?

Porque eles foram longe demais. Bassuma ousou apresentar um projeto para revogar a não punição do aborto em caso de estupro (PL 5364/2005), desarquivou o “Estatuto do Nascituro” (PL 478/2007) e propôs a proibição do abortivo conhecido como “pílula do dia seguinte” (PL 1413/2007). Henrique Afonso atreveu-se a propor a sustação da aplicação da Norma Técnica do aborto no SUS (PDC 42/2007).

A decisão do Diretório Nacional deixou claro que dentro do PT só se admite uma militância pró-vida do tipo “faz-de-conta”. Tudo o que ultrapassa a mera ficção e põe em risco a causa abortista do Partido deve ser punido.

E o respeito à consciência?

O respeito à consciência dentro do PT é algo excepcional, como se vê no artigo 13, XV do seu Estatuto: “São direitos do filiado: … excepcionalmente, ser dispensado do cumprimento de decisão coletiva, diante de graves objeções de natureza ética, filosófica ou religiosa, ou de foro íntimo, por decisão da Comissão Executiva do Diretório correspondente, ou, no caso de parlamentar, por decisão conjunta com a respectiva bancada, precedida de debate amplo e público”.

A consciência de cada filiado fica portanto submetida à decisão do Partido. Se o PT não permitir, o filiado não pode agir segundo sua consciência.

Conclusão:

De tudo o que ocorreu, fica evidente que um cristão não pode votar no PT e muito menos filiar-se a esse partido. Não se trata de uma questão de simples preferência partidária. Trata-se literalmente de uma questão de vida ou morte, ou seja, de defesa do direito humano fundamental à vida, em favor dos mais inocentes e indefesos. Um partido que faz todo o possível para que esse direito não seja reconhecido pelo Estado e não permite aos seus filiados promover eficazmente esse direito não cumpre um requisito fundamental para poder ser votado, ao menos se existem outros partidos que defendam esse direito ou, pelo menos, deixem os seus filiados defendê-lo.

Não se trata de fazer política partidária, mas do dever de dar aos outros, a todo o povo, a necessária informação sobre radicais incompatibilidades de um partido político ou de um determinado político com as convicções mais fundamentais da ética cristã e mesmo natural. A história (de governos eleitos pelo povo, que desprezaram os direitos humanos fundamentais) não ensinou já o suficiente a responsabilidade de cada um pelo seu voto? Por isso, existe o dever de se informar e de informar os outros.

Roma, 3 de outubro de 2009, Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, presidente do Pró-Vida de Anápolis

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- Processam autoridades de escola secundária nos EUA por rezar antes de comer

sexta-feira, setembro 18th, 2009
Frank Lay

Em um claro atentado contra a liberdade religiosa, um diretor e um encarregado de esportes de uma escola secundária da Flórida foram processados por terem rezado para abençoar os alimentos em um almoço do colégio.

Em um almoço em honra de quem contribuiu à construção de umas instalações esportivas, o diretor da Pace High School, Frank Lay, pediu ao encarregado de esportes, Robert Freeman, que abençoara os alimentos. Os alunos não estavam presentes no momento da Oração.

Para a American Civil Liberties Union (ACLU) esta oração constituía uma violação a uma ordem de uma corte, que esta mesma organização ajudou a redigir, depois de um julgamento no há algum tempo atrás tinha “acusado” alguns professores do condado de Santa Rosa de “aderir-se” à religião.

A citada ordem indica que “as autoridades escolares não devem oferecer nem participar de orações durante um evento escolar. Tampouco podem autorizar aos estudantes, grupos de estudantes ou a terceiros a incluírem orações, que estejam ou não programadas” para estes eventos.

Diante deste atropelamento, o congressista republicano J. Randy Forbes criticou a citada demanda em sua intervenção na Câmara. “Com essa ordem emitida por este juiz, o diretor não poderia pedir ao Presidente dos Estados Unidos que fale com a escola se é que o mandatário tivesse terminado, como ele costuma fazer, com a frase ‘Deus abençoe a América’”.

“É hora de que os americanos simplesmente digam: ‘já basta’”, alentou.

O Diretor Frank Lay e o encarregado de esportes, Robert Freeman da Pace High School no condado de Santa Rosa poderiam ser multados, enviados à prisão e inclusive poderiam perder seus benefícios de aposentadoria depois do julgamento que se inicia hoje.

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O desejo de um filho justifica QUALQUER procedimento?

terça-feira, setembro 15th, 2009

Interferindo na vida? – Quando as crianças se tornam instrumentalizadas

Pe. John Flynn, LC

Reportagens sobre novas técnicas de fertilização artificial são comuns hoje. O forte desejo dos casais por crianças, unido aos avanços técnicos, resulta numa combinação inebriante.

No dia 2 de setembro, os principais veículos de comunicação do Reino Unido informavam do nascimento do primeiro bebê concebido com a ajuda de um novo método que comprova os defeitos cromossômicos que podem impedir que uma gravidez in vitro tenha êxito.

A BBC informava que “Oliver” nasceu de uma mulher de 41 anos que tivera repetidas falhas com o procedimento de fecundação in vitro.

A cobertura dos meios de comunicação deste tipo de acontecimento costuma centrar-se na natural alegria do casal com seu novo bebê. Detrás dessas cenas, no entanto, o progresso da indústria da fecundação in vitro é uma história de inumeráveis vidas sacrificadas, bebês nascidos que nunca conhecerão seus pais biológicos e centenas de milhares de vidas condenadas a um limbo gelado, nos refrigeradores das clínicas.

A Igreja Católica tem dado destaque há muitos anos aos problemas éticos implicados na fecundação in vitro. Esta postura repete-se e amplifica-se no documento “Dignitatis Personae”, publicado no ano passado pela Congregação para a Doutrina da Fé.

“A Igreja reconhece a legitimidade do desejo de ter um filho e compreende os sofrimentos dos cônjuges angustiados com problemas de infertilidade”, reconhecia (n. 16).

Tal desejo, porém, não pode antepor-se à dignidade de cada vida humana, a ponto de assumir o domínio sobre a mesma. O desejo de um filho não pode justificar a ‘produção’, assim como o desejo de não ter um filho já concebido não pode justificar o seu abandono ou destruição”, explicava o organismo vaticano.

Perigosos efeitos secundários

Existe preocupação inclusive por aqueles que nasceram com êxito através da fecundação in vitro. Estas crianças têm uma probabilidade 30% superior de sofrer defeitos genéticos e outros problemas de saúde, informava o jornal britânico Daily Mail no dia 20 de março.

A advertência vinha da Autoridade de Fecundação e Embriologia Humana do Reino Unido. Mais de 10 mil crianças nascem a cada ano na Grã-Bretanha mediante fecundação artificial, observava o artigo.

A pesquisa que está detrás deste alerta vem do Centro para o Controle e Prevenção de Enfermidades de Atlanta, Estados Unidos. Estudaram-se mais de 13.500 nascimentos e outros 5.000 casos, utilizando dados do Estudo Nacional de Prevenção de Defeitos de Nascimento.

Descobriu-se que os bebês nascidos por fecundação in vitro sofrem de uma série de problemas, que incluem defeitos nas válvulas do coração, lábio e paladar leporinos, e anormalidades no sistema digestivo, devido a que o intestino e o esôfago não se formaram corretamente.

Quanto a uma pesquisa realizada na Austrália, esta revelava que os gêmeos nascidos como resultado do tratamento de fecundação in vitro têm uma probabilidade mais alta de ser hospitalizados em seus três primeiros anos de vida do que os gêmeos concebidos de modo natural.

Segundo publicado na mídia australiana no dia 21 de maio, os gêmeos procedentes da fecundação in vitro passavam mais tempo no hospital após o parto e tinham 60% mais possibilidades de ter de ser internados em uma unidade de cuidados intensivos neonatal. Também costumam ter uma maior incidência de nascimentos prematuros e baixo peso ao nascer.

Os resultados era apresentados por uma equipe da cidade de Perth que analisou os ingressos hospitalares de cerca de 4.800 crianças gêmeas nascidas na Austrália ocidental entre 1994 e 2000.

Enigmas familiares

Dissociar as crianças de sua relação conjugal leva também a estruturas familiares cada vez mais complicadas, assim como a frequentes enfrentamentos judiciais. Um organismo de apelação do Estado de Nova York sentenciou que os pais de um jovem de 23 anos que morreu de câncer não poderão usar esperma conservado de seu filho morto para ter um neto, informava a 3 de março Associated Press.

Mark Speranza deixou mostras de sêmen em um laboratório em 1997, mas também firmou um documento em que pedia que fossem destruídas após sua morte. Depositou-as ali para o caso de ter a oportunidade de ser pai se sobrevivesse ao câncer.

No entanto, após sua morte, seus país quiseram um neto e buscaram uma mãe de aluguel para utilizar o sêmen. Seus anos de batalhas judiciais foram em vão.

No Texas, no entanto, o juiz do condado de Travis, Guy Herman, sentenciou que uma mãe podia dispor do esperma recolhido do corpo de seu filho morto, informava a 9 de abril a Associated Press.

Nikolas Colton Evans morreu aos 21 anos como resultado de uma briga. Sua mãe, Marissa, declarou que seu filho sempre quisera ter filhos.

O artigo citava o professor de direito da Universidade do Texas, John Robertson, que afirmava que, ainda que as leis do Estado dão aos pais o controle sobre o corpo do filho para as doações de órgãos e tecidos, a situação quanto ao esperma “é muito confusa”.

Dois dias depois, outro artigo sobre o tema em Associated Press centrava-se nas questões morais. “Para uma criança esta é uma forma brusca de vir ao mundo. Quando aparecem os detalhes e a criança aprende mais sobre suas origens, pergunto-me que impacto terá em uma criança substituta”, afirmava Tom Mayo, diretor do Centro Maguire para a Ética e a Responsabilidade Públicas da Universidade Metodista do Sudeste.

Citava-se Marque Vopat, professor de filosofia e estudos religiosos da Universidade estatal de Youngstown, Ohio, que afirmava que dizer que um filho possa expressar o desejo de ter filhos algum dia não é dizer que queria ser pai de um filho de modo póstumo.

Da Austrália vieram notícias de que uma mulher do Estado de Queensland ficou grávida de seu irmão homossexual, após ser inseminada com o esperma de um terceiro, informava no dia 2 de junho o periódico Courier Mail. Não se revelaram as identidades das pessoas implicadas.

Espera-se que a criança nasça no começo do próximo ano e, segundo a reportagem, não terá nenhuma relação com o pai biológico.

Comentando a notícia, o bispo anglicano Tom Frame, que foi adotado quando pequeno e não conheceu seu pai, declarava ao Courier Mail que o impacto de tal situação será demolidor para a criança.

Inclusive se tais crianças mais tarde queiram encontrar seus pais, seus esforços costumam ver-se frustados. Tal foi o caso de Lauren Burns, de Melbourn, Austrália.

Nascido por fecundação in vitro, sabe que o nome de seu pai biológico está no expediente, mas as autoridades estatais não lhe permitem o acesso, informava no dia 12 de abril o jornal Age.

Nasceram quatro crianças para quatro famílias utilizando o esperma de alguém conhecido só com o nome de C11.

“É interessante que, em quase qualquer outra situação, a sociedade anima muito os pais a formarem parte das vidas de seus filhos, e a quem os rechaça… etiqueta-se de maus pais”, declarava o jornal. “Nesta exceção se dá exatamente o oposto”, apontava.

Não é um punhado de células

“O corpo de um ser humano, desde as primeiras fases da sua existência, nunca pode ser reduzido ao conjunto das suas células”, diz o documento “Dignitatis Personae” (n. 4).

A Congregação para a Doutrina da Fé também comentava como, em outras áreas da medicina, as autoridades da saúde nunca permitiriam que continuassem procedimentos com índices tão altos de resultados negativos e fatais (n. 15).

“As técnicas de fecundação in vitro são, efetivamente, aceitas, porque se pressupõe que o embrião não mereça pleno respeito, pelo fato de entrar em concorrência com um desejo a satisfazer”, observava o documento. O desejo de ter filhos é muito forte, mas quando se satisfaz à custa do respeito à vida, perde de vista os princípios éticos fundamentais.

***

Irrefutável !

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Ex presidentes mundias criticam a não ordenação de mulheres

segunda-feira, agosto 31st, 2009

Jimmy Carter, Kofi Annan e outros ex-presidentes criticam pesadamente as igrejas cristãs por não ordenarem mulheres

Um grupo de doze ex-líderes mundiais convocados pelo bilionário Richard Branson e Nelson Mandela que se referem a si mesmos como “os Anciões” atacou a Igreja Católica, a Convenção Batista do Sul dos EUA e todas as outras igrejas que se recusam a permitir que mulheres se tornem pastoras, padres ou bispas.

Na campanha dos meios de comunicação em favor dessa iniciativa, o ex-presidente americano Jimmy Carter comenta que ele abandonou os batistas do Sul porque as mulheres são “proibidas de trabalhar como diaconisas, pastoras ou capelãs no serviço militar”.

“Cremos que a justificação de discriminação contra as mulheres e meninas na base da religião ou tradição, como se tivessem sido prescritas por uma Autoridade Mais Elevada, é inaceitável”, diz uma declaração escrita pelos Anciões.

O grupo se descreve como “um grupo independente de eminentes líderes globais” que trabalham juntos para promover a paz e os “interesses comuns da humanidade”, e para lutar contra o sofrimento humano. Além de Mandela e Carter, “os Anciões” incluem o ex-secretário geral da ONU Kofi Annan; a ex-primeira ministra irlandesa e alta comissária de direitos humanos da ONU, Mary Robinson; o arcebispo anglicano Desmond Tutu, que é o presidente do grupo; a ex-primeira ministra da Noruega, Gro Brundtland; e o ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso, e outros.

“De forma especial, exortamos os líderes religiosos e tradicionais a darem um exemplo e mudarem todas as práticas discriminatórias dentro de suas próprias religiões e tradições”, diz a nota divulgada.

Carter é o que mais tem tratado desse assunto. Escrevendo numa coluna no jornal inglês Observer, a qual já foi reproduzida em outras publicações, Carter afirma: “Durante os anos da igreja primitiva as mulheres atuavam como diaconisas, padres, bispas, apóstolas, mestras e profetisas. Só foi a partir do quarto século que líderes cristãos dominantes, todos homens, torceram e distorceram as Sagradas Escrituras para perpetuarem suas posições de autoridade dentro da hierarquia religiosa”.

Carter classifica a recusa de ordenar mulheres ao sacerdócio como abuso contra as mulheres, dizendo que a decisão de restringir o ministério aos homens “fornece a base ou justificação para boa parte da geral perseguição e abuso contra as mulheres no mundo inteiro”.

Mas as afirmações de Carter são “ridículas”, diz John Paul Meenan, professor de teologia na Academia Our Lady Seat of Wisdom em Barry’s Bay, Ontário, Canadá. Perguntado acerca da afirmação de Carter de que mulheres eram ordenadas na igreja primitiva, Meenan disse para NPF: “Não há absolutamente nenhuma evidência disso”, acrescentando que não há também evidência de que em algum ponto a Igreja decidiu “não permitir” mulheres no clero, como afirma Carter. “Portanto, Jimmy Carter precisa apresentar evidência de que havia mulheres bispas, padres e diaconisas na igreja primitiva, e posso lhe dizer que isso nunca vai acontecer, pois não há evidência”.

O que vemos nas Escrituras é que Cristo ordenou apenas homens ao sacerdócio, os Apóstolos. E mesmo nos livros escritos depois do Evangelho… principalmente os de São Paulo, mas os outros livros, a evidência esmagadora das Escrituras é que só homens eram sacerdotes. Nunca houve nenhuma evidência de que mulheres eram sacerdotes ou diaconisas, muito menos bispas. Isso é simplesmente ridículo”.

Muitos dos “Anciões” falam contra o que eles consideram discriminação religiosa contra as mulheres em vídeos produzidos para a campanha. O ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso diz em seu vídeo, “a idéia de que Deus está por trás da discriminação é inaceitável”.

Além disso, Mary Robinson descreve o que ela percebe pode ser o efeito da religião e tradição na vida das mulheres. “Elas são submissas”, diz ela. “Para serem aprovadas por Deus elas têm de aceitar o papel delas”.

No entanto, Meenan contesta a noção de que um sacerdócio masculino “discrimina” contra as mulheres. “Não há nada de discriminatório acerca de [Deus escolhendo homens para atuarem como sacerdotes]”, disse ele. De acordo com a Igreja, “O sacerdócio é tipo de uma analogia sobrenatural da distinção homem/mulher. Isso não é discriminatório. É apenas uma distinção natural e sobrenatural, mostrando o que significa ser homem e mulher”.

Meenan explicou que a Igreja vê o sacerdócio como “uma continuação da obra da encarnação de Cristo em Sua humanidade” e “já que Cristo veio como homem continuamos o sacerdócio na linhagem masculina”.

A Igreja Católica tem sido um dos mais firmes e declarados defensores do sacerdócio masculino, mas a Igreja também sustenta que seu ensino de fato promove a dignidade das mulheres, em que a Igreja está passando adiante a tradição religiosa que Cristo entregou.

De acordo com o professor Meenan, o Cristianismo tem de receber o crédito por promover a dignidade das mulheres. “É a Igreja que invariavelmente melhorou a sorte das mulheres nas terras que se convertiam e se tornavam cristãs”, disse ele. “As desordens que se infiltraram (a subjugação das mulheres, etc.) eram apenas isso: desordens, e nunca eram parte do ensino da Igreja”.

O falecido Papa João Paulo II confirmou o ensino da Igreja acerca da ordenação masculina, mas ao fazer isso ele também se tornou defensor do que ele chamava a verdadeira plenitude da dignidade das mulheres. Em sua carta apostólica de 1994 Ordinatio Sacerdotalis acerca do sacerdócio masculino, o Santo Padre João Paulo II declarou que “a Igreja não tem absolutamente nenhuma autoridade para conferir ordenação sacerdotal às mulheres”, porque essa tradição foi dada pelo próprio Cristo.

Ao limitar o sacerdócio aos homens, ele escreveu, Cristo “exerceu a mesma liberdade com a qual, em toda a sua conduta, ele frisou a dignidade e a vocação das mulheres, sem se sujeitar aos costumes da moda e às tradições sancionadas pelas leis da época”.

A presença e o papel das mulheres na vida e missão da Igreja”, escreve ele, “embora não ligados ao sacerdócio ministerial, permanecem absolutamente necessários e insubstituíveis”.

Fonte: Notícias Pró-Família

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Tribunal confirma permanência de crucifixos em escolas italianas

quarta-feira, agosto 19th, 2009

O mais alto Tribunal Administrativo da Itália decidiu que os crucifixos permanecerão nas escolas do país porque são “um símbolo idôneo para expressar o elevado fundamento dos valores civis”, precisamente “os valores que delineiam a laicidade no ordenamento do Estado”.

Deste modo, o Conselho de Estado respondeu a um recurso interposto por uma cidadã finlandesa que tinha reclamado que se retirasse os crucifixos das salas-de-aula do colégio de Pádua, freqüentado por seus filhos.

O crucifixo é um “símbolo idôneo para expressar o elevado fundamento dos valores civis (tolerância, respeito recíproco, valorização das pessoas, afirmação de seus direitos), que têm uma origem religiosa, mas que são valores que delineiam a laicidade do Estado”, assinala o Conselho confirmando a sentença do Tribunal Administrativo Regional de Vêneto.

Segundo o Conselho, “o crucifixo desempenhará, inclusive em um panorama laico, uma função simbólica altamente educativa, à margem da religião professada pelos alunos” e contribui com valores que “impregnaram as tradições, modo de viver e a cultura do povo italiano e que se encontram na Constituição”, sentencia o Conselho de Estado.

Ao ditar essa setença, o Conselho indica que o laicismo “não se realiza em termos constantes e uniformes nos diferentes países, mas sim é relativo à organização institucional específica de cada Estado”.

Em sua sentença os membros do Conselho dizem que é “evidente” que o crucifixo pode ter diversos significados segundo o lugar em que esteja exposto, e reconhece que em um lugar como o colégio, “destinado à educação dos jovens, o crucifixo pode ter para os que crêem um valor religioso”.

***

Ponto para o bom senso. Não existe perseguição dos católicos contra nenhuma religião.

O que existe é exatamente o contrário.

A  liberdade religiosa é uma “bandeira” do Catolicismo oficialmente defendida e estimulada.

Enquanto isso no Brasil..

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Indo aos sintomas,Sem “atacar” a origem

quarta-feira, agosto 19th, 2009

DSTs atingem mais de 10 milhões de brasileiros, diz Ministério da Saúde

18% dos homens e 11,4% das mulheres não procuram tratamento.


Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (18) pelo Ministério da Saúde mostra que 10,3 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de doenças sexualmente transmissíveis (DST), como sífilis, HPV, gonorréia e herpes genital. São, no total, 6,6 milhões de homens e 3,7 milhões de mulheres. Segundo o órgão, 18% dos homens e 11,4% das mulheres não procuram nenhum tipo de tratamento.

As complicações dessas doenças aumentam em 18 vezes o risco de infecção pelo vírus HIV, diz a pesquisa.

De acordo com o ministério, a região Norte tem o maior percentual de homens (24,6%) que tiveram algum tipo de DST. Em outras regiões, diz o órgão, o número não passa de 20%. Quando o recorte é feito por raça, a pesquisa mostra que o total de homens negros (19%) que relataram sintomas é maior do que entre os brancos (13,8%).

A pesquisa ainda mostra que homens têm 31,2% mais chance de ter algum sinal ou sintoma de DST em alguma fase da vida. Manter relação com parceiro do mesmo sexo, de acordo com o ministério, mais do que dobra a possibilidade de ter algum sinal relacionado a doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com a diretora do Departamento de DST/Aids do ministério, Mariângela Simão, “provavelmente” o maior número de casos é entre homens, mesmo que não seja possível quantificar.

Os números mostram também que pessoas que já tiveram mais de 10 parceiros na vida têm 65% mais chance de ter algum antecedente relacionado às DSTs.

Segundo Mariângela, apenas 30% das pessoas que procuram o serviço de saúde são orientadas para fazer o teste de HIV, e, no caso da sífilis, esse número cai para 24%.

O levantamento, chamado de Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas Relacionadas às DST e Aids na População Brasileira de 15 a 64 anos, foi feito em novembro de 2008 e ouviu 8 mil pessoas. Os dados foram todos coletados por autodeclaração dos ouvidos.

“Estamos falando de doenças que, na maior parte dos casos, têm cura, mas ainda estão fortemente presentes na sociedade”, afirmou o ministro José Gomes Temporão.

Automedicação

Segundo o Ministério da Saúde, a automedicação por parte dos homens preocupa. Das mulheres, 99% que tiveram algum sintoma de DSTs procuram primeiro um médico; entre os homens, 25% procuram primeiro uma farmácia.

Para ajudar na prevenção, o ministério lançou nesta terça uma campanha de prevenção às DSTs, voltada especialmente para homens com menor escolaridade. Cantores sertanejos gravaram uma música que será usada no programa e cartazes, folderes e postais serão distribuídos.

A ideia é distribuir esse material inclusive em banheiros de bares e restaurantes, e as pessoas devem ser incentivadas a contar a seus parceiros que têm ou tiveram uma DST. “Para romper essa cadeia de transmissão, a outra pessoa precisa saber”, disse Mariângela.

***

O que rompe a cadeia de transmissão é ir na causa e não nos sintomas.

Uma Politica governamental que não prioriza a educação baseada nos valores morais e éticos gera essa situação.

Uma educação que contemple o homem como um ser inteiro e não fragmentado,que não separe a vivência da sexualidade da responsabilidade advinda do compromisso do amor e da acolhida daquilo que é o fruto natural do amor,os filhos !

O comprometer-se com a outra pessoa,rompendo assim com a cadeia da libertinagem socialmente promovida e desculpada pela politica amoral que não quer entrar no mérito das escolhas pessoais mas não orienta de forma adequada para que essa escolha pessoal seja de fato responsável e madura e não sintoma da ausência de educação humana básica.

A impressão que a politica do Governo nessa área é:’ viva intensamente sua sexualidade sem freios e ,caso fique doente,procure um posto médico e..ah! avise a todos os seus parceiros que você está doente  e que ele procure também ajuda.Use camisinha da próxima vez.”

Enquanto isso os números não param de crescer e “a caravana segue..

A Propósito,leiam abaixo essa notícia..

A Fundação Mexicana para o Planejamento Familiar (Mexfam), organismo dedicado à promoção da anticoncepção, expressou seu mal-estar por que ao menos 40 por cento dos professores lhes pedem promover a abstinência entre os escolares em vez de alentá-los a ter uma vida sexual ativa.

Em declarações ao jornal El Universal, Ivón Silva, coordenadora do programa Gente Jovem do Mexfam assinalou que muitos diretores e professores “pedem-lhe promover a abstinência antes que o uso do preservativo e que preferivelmente não falem de erotismo durante a repartição das conversas de orientação sexual”.

Mexfam leva 40 anos promovendo a anticoncepção no México e admite que esta é a época em que mais acesso existe aos preservativos, entretanto as cifras da Pesquisa Nacional de Juventude demonstram que ao menos 35 por cento dos adolescentes começam precocemente a ter relações sexuais não usa preservativo por uma singela razão: não querem fazê-lo.

Apesar de que as cifras demonstram que a abundância de informação e o acesso maciço aos preservativos no país existem dezenas de campanhas que dão profiláticos grátis não dão os resultados esperados, Mexfam e outros grupos que compartilham a agenda anti-vida não pretendem escutar os professores.

Enquanto os professores pedem campanhas que alentem os jovens a pospor o início de sua vida sexual até a maturidade, estes grupos insistem em transmitir a mesma mensagem: tenham relações sexuais mas usem preservativo. Desde 1997, o fracasso destas campanhas causou milhares de gravidezes precoces e ao menos 35 mil jovens infectados com o HIV.

Fonte ACI

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Descoberta “inédita” !

domingo, agosto 16th, 2009

Música estimula vida sexual dos jovens, diz estudo

casal jovem se abraçando

Um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que adolescentes que escutam músicas de conteúdo sexual depreciativo têm uma vida sexual mais ativa.

A equipe da Universidade de Pittsburgh entrevistou 711 jovens dos 13 aos 18 anos de idade sobre suas vidas sexuais e hábitos musicais.

Eles perceberam que os que ouviam músicas com versos sobre sexo explícito e agressivo regularmente, cerca de 17h por semana, tinham o dobro das chances de fazer mais sexo do que os que ouviam músicas apenas 2,7h no mesmo período.

Os especialistas classificaram como letras vulgares as que descrevem o sexo como um ato puramente físico e relacionado a relações de poder, diz o estudo divulgado na publicação especializada American Journal of Preventative Medicine.

Papel dos pais

Os pesquisadores se recusaram, no entanto, a nomear as canções que consideraram depreciativas.

O coordenador da pesquisa, Brian Primack, disse que apesar de a pesquisa ter encontrado um elo entre música e sexo, “é difícil afirmar que canções de sexo contribuam diretamente para que os jovens façam sexo mais cedo”.

“Eu acredito, no entanto, que os pais devam considerar os resultados. É tentador dizer que música é só ‘coisa de jovem’”.

“Eu não estou dizendo que os pais devam tentar banir este tipo de música. Isso não vai ajudar. Mas eles devem falar com seus filhos sobre sexo e colocar este tipo de música no contexto correto”, completou.

***

Ué..só agora eles descubriram o que todo mundo já sabia?? bastavam ter vindo ao Brasil e de maneira especial aqui no Nordeste e ter estômago para ouvir músicas dessas decadentes bandas de forró que destruiram e esvaziaram uma bela expressão de nossa cultura nordestina.

Aliás, para aqueles que duvidam,basta pegar na Internet as letras das músicas e para os que não tem tempo,fiquem só com os “criativos” nomes das bandas.

Sei que tem excessões,mas são a minoria.

Os jovens americanos aqui no Nordeste ficariam embasbacados com o baixo nível de nossas composições de forró,com suas expressões chulas e ficariam desorientados pelas danças e dançarinos que acompanham essas manifestações que rivalizam entre si pelo mau gosto e baixaria.

Como diz um grande amigo meu: é de sentar e chorar..

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