Posts Tagged ‘Sacerdotes’

* Filipinas. Bispos dizem NÃO a possibilidade legal de sacerdotes andarem armados.

quinta-feira, junho 6th, 2013

Vatican Insider

Sacerdotes com pistolas? Não, obrigado.

Nas Filipinas, os bispos católicos se mostram ferreamente contrários à lei que acaba de ser aprovada no Parlamento, que permite que os sacerdotes (incluídos numa lista de categorias como caixas de bancos, homens de negócios e ministros), em vista da natureza de sua profissão ou porque poderiam estar em “perigo iminente”, possam obter licença para portar armas mais rápido que outras pessoas

“Os sacerdotes – declararam alguns bispos – são homens de paz, imitadores de Cristo e como tais não devem usar armas para se defenderem. Nossa proteção deriva do que fazemos, de nossa forma de estar entre as pessoas. E, depois, os anjos velam por nós”. Declarações que refletem as posturas que a Conferência Episcopal expressou, segundo a qual, apenas as forças da ordem deveriam portar armas em lugares públicos.

O uso das armas é um problema particularmente difícil num país como as Filipinas, que ocupa o quinto lugar (imediatamente depois dos Estados Unidos) entre as nações que têm uma maior porcentagem de homicídios por arma de fogo.

Segundo os dados oficiais da polícia, em um ano, as armas registradas por civis são 1,2 milhão. Por outro lado, as que não são registradas seriam ao redor de 600 mil. No entanto, as investigações realizadas por alguns jornais filipinos apontam números alarmantes: no país haveria ao menos 1,9 milhão de armas de fogo ilegais. Isto sem considerar o fenômeno do contrabando, sobretudo, com a Malásia. O outro fenômeno, o dos sacerdotes “pistoleiros”, também deve ser combatido.

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* A Igreja precisa de Sacerdotes, mas não de qualquer tipo de Sacerdote: diz Cardeal Piacenza em Carta aos Seminaristas.

quarta-feira, junho 5th, 2013

O Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Mauro Piacenza, escreveu uma Carta aos Seminaristas por ocasião da Jornada de Santificação Sacerdotal que será celebrada na próxima sexta-feira, dia 7, na solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

A Jornada de Santificação Sacerdotal é celebrada todos os anos nas dioceses do mundo inteiro, desde 1995, na sexta-feira sucessiva à solenidade de Corpus Christi.

Dirigindo-se aos seminaristas, o purpurado se diz feliz em enviar-lhes esta carta, a fim de que eles “se sintam envolvidos e recordados nesta significativa ocasião”.

Convidando-os a meditarem sobre a realidade originária da divina vocação, o Cardeal Piacenza cita o Papa Francisco, que destaca a concretude do amor que devem praticar aqueles que são Sacerdotes de Cristo e da Igreja: “Isto vo-lo peço: sede pastores com o ‘cheiro das ovelhas’” (Papa Francisco na homilia de sua primeira Missa Crismal, 28 de março de 2013).

Diante dessa sugestiva imagem, prossegue o purpurado, o Sucessor de Pedro nos convida a ter um amor forte e concreto pelo Povo de Deus. Para o discípulo, caminhar com Cristo, caminhar na graça, significa sustentar com alegria espiritual o peso da cruz sacerdotal.

Escutemos novamente o ensinamento do Santo Padre sobre isso: “Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos” (Homilia na Santa Missa com os Cardeais, 14 de março de 2013).

Em cada época, continua o Cardeal Piacenza, “Cristo chamou e chama alguns homens para segui-Lo mais de perto, participando com eles de Seu sacerdócio – isso implica que, em cada período da história da Igreja, o Senhor tenha tecido um diálogo vocacional com fiéis que Ele escolheu para que fossem Seus representantes no seio do Povo de Deus, além de mediadores entre o Céu e a terra, particularmente através da celebração litúrgica e sacramental. De fato, pode-se dizer que a liturgia nos abre o Céu sobre a terra”.

Nessa perspectiva, o Prefeito da Congregação para o Clero observa que eles “são chamados com a ordenação – sem nenhum mérito – a serem mediadores entre Deus e o povo, e a tornar possível o encontro salvífico mediante a celebração dos divinos mistérios”.

Referindo-se à dimensão orante da vocação sacerdotal, afirma que esta recorda, ainda, outros aspectos de grande importância.

Primeiramente, destaca ele, “o fato de que as vocações são obtidas não principalmente por meio de uma estratégia pastoral, mas, sobretudo, rezando. Foi o que nos ensinou Jesus: “A messe é grande, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe” (Lc 10,2)”.

Além disso, observa mais adiante o Cardeal Piacenza, “ao primado da oração se soma também, na condição de canal de tal graça divina, a ação de sã, motivada e entusiasmada pastoral vocacional por parte da Igreja”.

A propósito da colaboração eclesial à obra de dar pastores ao Povo de Deus e Corpo Místico de Cristo, o purpurado enfatiza que é oportuno recordar alguns aspectos que devem caracterizá-la: “a estima pelas vocações sacerdotais, o testemunho de vida dos Sacerdotes, a obra específica dos formadores no seminário”.

Nesse sentido, o cardeal destaca que as vocações são muito favorecidas, como é notável, pelo exemplo e pelo cuidado que os Sacerdotes oferecem a elas.

“Um Sacerdote exemplar dificilmente não suscitará nas mentes dos jovens a pergunta: não serei eu também chamado a uma vida assim bela e feliz?”

“Exatamente desse modo os Sacerdotes são canais através dos quais Deus faz ressoar o divino chamado no coração daqueles que ele escolheu!”

Destacando o importante papel dos formadores dos Seminários, lembra os dois princípios que devem guiar a avaliação da vocação: a cordial acolhida e a correta severidade.

A esse propósito, faz uma peremptória observação: “A Igreja certamente precisa de Sacerdotes, mas não de qualquer tipo de Sacerdote!”

“O amor que acolhe deve, portanto, ser acompanhado da verdade que julga com clareza se, para um determinado candidato, aparecem ou não os sinais da vocação e os componentes humanos necessários para uma resposta confiável a ela. A urgência pastoral da Igreja não pode induzir a uma pressa em conferir o ministério.”

O Prefeito da Congregação para o Clero conclui sua Carta aos Seminaristas confiando “à intercessão de Maria Santíssima e de São José o dom da fidelidade e da perseverança no divino chamado que, por pura graça, nos foi concedido”, e recorda que o nome do amor no tempo é “fidelidade”. (RL)

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* Papa Francisco: “O sacramento da alfândega pastoral” e o batismo dos filhos de mães solteiras.

terça-feira, maio 28th, 2013

Rádio Vaticano

Como todos os dias, Papa Francisco celebrou Missa, esta manhã, na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, da qual participou um grupo de cerca de 70 pessoas, provenientes de diversas partes da Itália e de alguns países.

A celebração foi sóbria, mas muito emocionante; reinava um clima de grande recolhimento e participação, com uma plena sintonia entre o Papa e os presentes.Concelebraram com o Santo Padre, entre outros, o Cardeal Agostino Cacciavillan e diversos sacerdotes diocesanos e religiosos, de diversas nacionalidades.
Durante a Santa Missa, o Papa fez uma breve reflexão, quase que sussurrada, mas de conteúdo bem concreto, com base no evangelho de hoje, que diz: “Deixai vir a mim as criancinhas”.

Aqui o Santo Padre foi bem explícito: Como Jesus falava em parábolas aos seus discípulos e ao povo que o seguia, assim Papa Francisco citou diversos exemplos, partindo da sua experiência de pastor.

Por isso, o Santo Padre disse aos presentes: “devemos aprender a lição que Jesus nos dá com a página evangélica de hoje. Em sua vida pública, ele era sempre seguido por numerosas pessoas, sedentas de ouvir suas palavras. E aproveitava o ensejo para abraçar as pessoas, acariciar e beijar as crianças. Assim, referindo à Liturgia deste sábado, Francisco recordou que Jesus repreendeu seus discípulos, porque não queriam deixar as famílias se aproximassem de Jesus com seus filhos para que ele as tocasse. De fato, diziam que Jesus estava cansado e tinha muitos afazeres e compromissos… Diante desta atitude dos discípulos, Jesus ficou indignado e disse: “Deixai vir a mim os pequeninos; não os impeçam, pois a eles pertence o Reino de Deus”.

E citou alguns casos concretos do comportamento dos cristãos de hoje: por exemplo, dois noivos foram à igreja para marcar o casamento e o sacerdote lhes perguntou se haviam preparado os documentos. E eles disseram que sim. A seguir, antes de marcar o dia do casamento, disse aos noivos, mas não se esqueçam de pagar os enfeites da igreja, as flores, os cantos etc. etc. E o Papa contestou este comportamento dizendo que os noivos queriam legalizar sua união perante Deus, mas encontravam as portas da Igreja fechada quase como sinal de impedimento para a sua união.

O Papa citou ainda, entre outros, o exemplo de uma mãe solteira que foi à igreja para batizar seu filho e, aqui, também encontrou a porta fechada, por não ser casada.

Por isso, o Santo Padre expressou sua amargura pelas tantas portas que a Igreja fecha aos cristãos que querem se aproximar de Jesus. E concluiu acrescentando aos sete Sacramentos da Igreja mais um, o oitavo: “O sacramento da alfândega pastoral”.

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* Sacerdote culpado de abusos no Chile foi expulso do estado clerical.

quarta-feira, maio 15th, 2013

ACI

A Arquidiocese de Santiago do Chile informou que depois do devido processo penal feito ao Padre Héctor Valdés Valdés, acusado de abusos sexuais contra dois menores de idade, o presbítero foi culpado e foi condenado à pena perpétua de demissão do estado clerical e foi, além disso, expulso do instituto religioso ao que pertencia.

Em um comunicado de imprensa divulgado pelo Departamento de Comunicações da Arquidiocese de Santiago, informa-se que em maio de 2012 a Congregação para a Doutrina da Fé encarregou ao Arcebispo de Santiago, Dom Ricardo Ezzati, instruir um processo administrativo penitenciário contra o Padre Valdés.

Logo depois de concluído o processo penal e conforme o Direito Canônico e as normas da Santa Sé sobre os delitos mais graves, o “sacerdote Valdés foi declarado culpado do delito de abusos sexuais de menores de idade contra duas vítimas, e de abuso de ministério”.

O texto precisa ademais que “com a autorização da Congregação para a Doutrina da Fé, condenou-se o Padre Valdés à pena perpétua de demissão do estado clerical e de demissão do Instituto religioso ao que pertence. Em consequência, fica retirado por toda a vida do exercício do ministério sacerdotal e da vida religiosa”.

Finalmente o texto assinala que o decreto com esta condenação tem data de 19 de abril de 2013 e se indica que o sacerdote poderá apelar da sentença no lapso de 60 dias hábeis contados a partir de 24 de abril, quando se notificou a Valdés.

A decisão da Arquidiocese de Santiago, como em outros casos similares, é consequente com a política de “tolerância zero” alentada pelo Bispo Emérito de Roma, Bento XVI, quem estabeleceu uma série de normas e procedimentos para sancionar os sacerdotes culpados de abusos sexuais.

Esta política foi reafirmada e alentada pelo Papa Francisco. No último dia 5 de abril, a Congregação para a Doutrina da Fé no Vaticano divulgou um comunicado no que se informou que “o Santo Padre recomendou em particular modo que a Congregação, continuando na linha querida por Bento XVI, atue com decisão no que diz respeito aos casos de abusos sexuais”.

Além de alentar as conferências episcopais a seguir o devido processo com os culpados de abusos, o Papa assegurou “que em sua atenção e em sua oração pelos que sofrem, as vítimas de abusos estão presentes de modo particular”.

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* Diocese de Bauru se manifesta novamente sobre o caso do padre Beto.

terça-feira, abril 30th, 2013

Comunicado ao povo de Deus da Diocese de Bauru

É de conhecimento público os pronunciamentos e atitudes do Reverendo Pe. Roberto Francisco Daniel que, em nome da “liberdade de expressão” traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial. Sua atitude é incompatível com as obrigações do estado sacerdotal que ele deveria amar, pois foi ele quem solicitou da Igreja a Graça da Ordenação.

O Bispo Diocesano com a paciência e caridade de pastor, vem tentando há muito tempo diálogo para superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação. Esgotadas todas as iniciativas e tendo em vista o bem do Povo de Deus, o Bispo Diocesano convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico, nomeando-o como juiz instrutor para tratar essa questão e aplicar a “Lei da Igreja”, visto que o Pe. Roberto Francisco Daniel recusa qualquer diálogo e colaboração. Mesmo assim, o juiz tentou uma última vez um diálogo com o referido padre que reagiu agressivamente, na Cúria Diocesana, na qual ele recusou qualquer diálogo. Esta tentativa ocorreu na presença de 05 (cinco) membros do Conselho dos Presbíteros.

O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.

A Igreja de Bauru se demonstrou Mãe Paciente quando, por diversas vezes, o chamou fraternalmente ao diálogo para a superação dessa situação por ele criada. Nenhum católico e muito menos um sacerdote pode-se valer do “direito de liberdade de expressão” para atacar a Fé, na qual foi batizado.

Uma das obrigações do Bispo Diocesano é defender a Fé, a Doutrina e a Disciplina da Igreja e, por isso, comunicamos que o padre Roberto Francisco Daniel não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a Santíssima Eucaristia), pois está excomungado. A partir dessa decisão, o Juiz Instrutor iniciará os procedimentos para a “demissão do estado clerical, que será enviado no final para Roma, de onde deverá vir o Decreto .

Com esta declaração, a Diocese de Bauru entende colocar “um ponto final” nessa dolorosa história.

Rezemos para que o nosso Padroeiro Divino Espírito Santo, “que nos conduz”, ilumine o Pe. Roberto Francisco Daniel para que tenha a coragem da humildade em reconhecer que não é o dono da verdade e se reconcilie com a Igreja, que é “Mãe e Mestra”.

Bauru, 29 de abril de 2013.

Por especial mandado do Bispo Diocesano, assinam os representantes do Conselho Presbiteral Diocesano.

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* Sobre Igreja, celibato e pedofilia.

sexta-feira, abril 19th, 2013

O art. 295, parágrafo único, inciso II, do Código de Processo Civil diz: “Considera-se inepta a petição inicial quando da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão”.

Embora o texto acima transcrito seja oriundo de uma norma legal, do específico mundo do Direito, a ideia nele contida é perfeitamente aplicável à ideológica correlação que se faz entre o celibato dos padres e os crimes de pedofilia praticados por alguns deles.

Há alguns dias, Carlos Alberto Di Franco publicou no “Estado de São Paulo” um excepcional artigo intitulado “Igreja, uma megacobertura”. Do seu texto, extraem-se essas valiosas informações:

“O conhecido sociólogo italiano Massimo Introvigne mostrou que, num período de várias décadas, apenas 100 sacerdotes foram denunciados e condenados na Itália, enquanto 6 mil professores de educação física sofriam condenação pelo mesmo delito.

Na Alemanha, desde 1995, existiram 210 mil denúncias de abusos. Dessas 210 mil, 300 estavam ligadas ao clero, menos de 0,2%. Por que só nos ocupamos das 300 denúncias contra a Igreja? E as outras 209 mil denúncias? Trata-se, como já afirmei, de um escândalo seletivo.”

Linhas acima do seu trabalho, Di Franco havia afirmado:

“O exame sereno, tecnicamente responsável, mostraria, acima de qualquer possibilidade de dúvida, que o número de delitos ocorridos é muitíssimo menor entre padres católicos do que em qualquer outra comunidade.”

Em um sentido diametralmente oposto ao de Di Franco, mas também no “Estadão”, li no dia último dia 26 o curioso artigo de Arnaldo Jabor: “Teologia da libertação sexual”. Embora eu me condoa e lamente profundamente o episódio por ele narrado e no qual figura como vítima (a Igreja realmente tem de ter tolerância zero com a pedofilia, cortando na própria carne), o texto de Jabor abusa dos lugares comuns, revela leitura ligeira e compreensão superficial da teologia católica e evidencia a inépcia com que a imprensa tantas vezes tem tratado do assunto. Da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão. Jabor acusa a Igreja de medievalismos, só que não se deu ao cuidado de ler Santo Agostinho. Santo Agostinho é mais moderno do que a ideia que Jabor tem da Igreja. Os estudos teológicos de Arnaldo Jabor não chegaram ao século IV!

Por que o Arnaldo não propõe acabar com o celibato dos professores de educação física? Seria mais lógico. Ou, se os professores de educação física da Itália não são celibatários, por que razão vincular o celibato com a pedofilia? E na Alemanha: qual é o grupo que responde pela maior parte dos casos de denúncias de pedofilia?

Façamos um exercício de raciocínio. Dentre os padres católicos, a maior parte vive o celibato, que por sinal atravessou séculos isento dessa avalanche denuncista. Uma mínima parcela cometeu crimes de pedofilia. Esta parcela vivia o celibato? Era homossexual ou heterossexual? Pelo que se tem notícia, a maior parte dos casos de pedofilia no interior da Igreja deu-se entre pessoas do mesmo sexo.

Do nada, nada surge. Da abstinência sexual não pode surgir uma prática sexual. A prática sexual depravada só pode surgir entre os que têm vida sexual ativa, seja ela evidente ou oculta. É preciso distinguir o celibato real, verdadeiro, exercitado, do celibato aparente, simulado, fictício, irreal. Deve-se separar o celibato autêntico do falso. E a seleção dos candidatos ao sacerdócio deve ser capaz de distinguir os celibatários autênticos dos dissimulados.

O celibato mete medo, causa pavor. A castidade e a pureza dos padres e das freiras humilham-nos, desconcertam-nos. Não nos sentimos capazes de imitá-los. Estas acusam a nossa sociedade encharcada de sexo. A mesma TV que promove a impureza, hipocritamente, condena a pedofilia. O celibato é um incômodo feixe de luz atirado aos olhos de quem está no breu, cambaleando, trôpego, embriagado pelo prazer dos sentidos (gostaria de perguntar a Arnaldo Jabor se prazer e alegria são a mesma coisa). A luz em si é boa, mas incomoda a quem está nas trevas. A continência sexual em si é um bem, mas agride quem quer comer o alimento dos porcos. Quem deplora o celibato é porque se sente incapaz de vivê-lo. Julga impossível aos outros o que é impossível para si. O inepto julga os demais ineptos.

Texto de Paul Medeiros Krause, Procurador do Banco Central em Belo Horizonte.

Artigo completo na Fonte: http://revistavilanova.com/sobre-igreja-celibato-e-pedofilia/

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* Mil padres católicos britânicos denunciam retorno às perseguições religiosas pelo “casamento” homossexual.

terça-feira, março 5th, 2013

Nossa Senhora de Walsingham, padroeira da Inglaterra. A imagem original foi queimada durante a perseguição mencionada pelos 1.000 sacerdotes

Nossa Senhora de Walsingham, padroeira da Inglaterra. A imagem original foi queimada durante a perseguição mencionada pelos 1.000 sacerdotes

Em uma das maiores cartas conjuntas do gênero, mil sacerdotes católicos britânicos denunciaram que a liberdade de praticar e falar sobre a sua fé será “severamente” limitada, caso seja aprovado o “casamento” homossexual no país.

O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Comuns (deputados) e deverá ser votado pela Câmara dos Lordes (senadores). Os sacerdotes repudiam como “sem sentido” as garantias oferecidas pelo governo do político conservador David Cameron.

Eles comparam a tentativa de redefinir o casamento com o golpe dado pelo rei Henrique VIII, que tirou a Inglaterra do seio da Igreja para poder divorciar-se da rainha Catarina de Aragão.

Henrique VIII deu assim origem à igreja anglicana atual, hoje em fase de desfazimento moral e de organização.

Como muitos católicos não aceitaram o cisma, o mau rei começou repressões que duraram séculos, trouxeram a guerra civil, arruinaram o país e o separaram de Roma.

Para os mil sacerdotes, os planos favorecedores dos homossexuais da coligação que governa a Grã-Bretanha impedirão os católicos e outros cristãos que trabalham em escolas, instituições de caridade e organismos públicos, de falar livremente sobre suas crenças e o significado do casamento.

Até a liberdade de falar no púlpito pode estar sob ameaça, dizem.

Os fiéis que acreditam no sentido tradicional do casamento seriam efetivamente excluídos de alguns postos de trabalho, do mesmo modo como até o século XIX os católicos foram alijados de muitas profissões pela Reforma protestante.

Até 1829, os católicos na Grã-Bretanha e Irlanda foram impedidos de exercer diversas profissões, ou mesmo de se reunirem para rezar quando da vigência de um corpo de restrições conhecidas coletivamente como as leis penais.

Os professores poderão enfrentar medidas disciplinares caso se recusarem a promover o casamento homossexual, uma vez implementada a alteração.

Capelães de hospitais, de prisões e do Exército também poderiam ser perseguidos se pregarem que o casamento somente entre um homem e uma mulher.

Os sacerdotes escrevem:

“Depois de séculos de perseguição, os católicos foram capazes nos últimos tempos de exercer profissões e participar plenamente na vida deste país.

“Se promulgada, a legislação sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo terá muitas consequências legais, restringindo a capacidade dos católicos de ensinar a verdade sobre o casamento em suas escolas, instituições de caridade ou locais de culto.

“Não tem sentido argumentar que os católicos e outros ainda podem ensinar suas crenças sobre o casamento em escolas e outras esferas, se ao mesmo tempo se espera que também defendam o ponto de vista oposto”.


Argumentando que o casamento tradicional é “o fundamento e o alicerce fundamental da nossa sociedade”, acrescentam: “Exortamos os membros do Parlamento a não terem medo de rejeitar esta legislação, agora que suas consequências são mais claras”.

O bispo de Portsmouth, Dom Philip Egan, um dos signatários, insistiu em que a comparação com as leis penais não foi um exagero. “É muito orwelliano tentar redefinir o casamento”, acrescentou.

O Reverendíssimo Dr. Andrew Pinsent, proeminente teólogo da Universidade de Oxford, que também assinou a carta, disse:

“Nós somos muito sensíveis a isto historicamente, porque naturalmente a reforma começou na Inglaterra como uma questão de casamento. Henrique VIII poderia ter sido perdoado por seu adultério, mas ele não o quis, ele quis controlar o casamento e redefinir o que era e o que não era um casamento.

“Estou muito ansioso de que, quando estivermos pregando na igreja ou ensinando em nossas escolas católicas ou testemunhando a fé cristã sobre qual seja o casamento que não seremos capazes de fazer, possamos ser presos por fanáticos ou homofóbicos.

“Porque a Igreja não iria admitir aquele ponto que lançou três séculos de grande agitação na sociedade inglesa, e da perspectiva católica a vida era muito difícil.

“Tememos que o que está acontecendo agora seja a colocação em prática de uma rede de leis, o que violaria a liberdade de consciência”. E acrescentou: “Eu acho que as pessoas na bolha Westminster subestimaram o nível de preocupação no país ¬– há em nível local uma grande preocupação sobre essas coisas”.


Um porta-voz do Departamento de Educação tentou dissipar os temores, mas o fez naqueles termos que soem usar os políticos para ludibriar a oposição e que depois não são cumpridos.

A carta foi uma iniciativa de sacerdotes locais.

Nas últimas semanas, o arcebispo de Westminster, Dom Vincent Nichols, e outros líderes católicos da Grã-Bretanha fizeram críticas dialéticas aos planos de David Cameron. Na opinião de muitos, os termos intermediários e as concessões ao “casamento”  abrem espaços para a avançada da agenda homossexual.

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* “Depois de ser abusada, minha mãe não me abortou, perdoei e confessei o meu pai”, hoje sou sacerdote!

terça-feira, fevereiro 19th, 2013

ACI

Eu poderia estar em uma lata de lixo, mas me deram a vida”, afirma o sacerdote Luis Alfredo León Armijos,(foto) de Loja (Equador) quem aos seus 41 anos compartilha sua história. O seu nascimento foi fruto de um estupro quando sua mãe tinha apenas 13 anos. O presbítero também conta como conheceu e perdoou o seu pai a quem confessou e que agora leva uma vida de fé.

Em diálogo telefônico com o grupo ACI em 6 de fevereiro, o sacerdote diocesano e pároco da Paróquia São José em Loja, relatou que sua mãe, María Eugenia Armijos Romero, quando ainda era menor, cuidava e limpava uma casa em Loja para ajudar os seus pais e seus sete irmãos: “o dono da casa aproveitando que estava sozinho, abusou dela deixando-a grávida”.

Apesar do rechaço de sua família que “não queria que o bebê nascesse e por isso batiam na sua barriga e davam-lhe algumas bebidas para que abortasse”, María sempre defendeu a vida de seu filho e ao ver-se sozinha e sem apoio “orou e sentiu em seu coração que o Senhor lhe dizia: defende essa criança que está em ti”, contou o Pe. León.

María fugiu de Loja para a cidade de Cuenca onde sobreviveu por seus próprios meios. No domingo 10 de outubro de 1961 às 10:00 a.m., em um parto cheio de complicações por sua pequena idade e fraca contextura, nasceu Luis Alfredo com alguns problemas respiratórios que o amor de mãe também ajudou a sanar.

Depois de um tempo e com a ajuda paterna, María voltou para Loja para começar “uma vida como mãe solteira. Meu pai aceitou reconhecer-me e encarregar-se de mim, mas isso não quer dizer que as coisas estavam bem entre eles”, relatou o Pe. León.

O presbítero recorda que seu “pai visitava sempre a casa e cumpria suas obrigações para conosco. Eles (seus pais) tiveram mais 3 filhos, e minha relação com ele era distante, mas boa. Eu tinha muito respeito por ele, infundia autoridade, foi muito forte comigo, me levava para trabalhar”.

Quando o Pe. León tinha 16 anos o convidaram à Renovação Carismática onde “tive meu primeiro encontro com Cristo, aprendi de seu amor maravilhoso”, e começou a pregar e dar catequese “em todo lugar que Deus me colocava” como nos ônibus e nas casas de recuperação de menores.

Aos 18 anos sentiu o chamado à vocação sacerdotal e ingressou no Seminário de Loja sobrepondo-se à oposição do seu pai. “Ele me dizia: você não pode ser sacerdote porque você deve saber bem quem você é”.

Com uma permissão especial do Bispo por sua pouca idade, foi ordenado aos 23 anos: “foi toda uma bênção para minha vida”, recorda.

Dois anos depois ingressou no Caminho Neocatecumenal e sua mãe lhe contou, depois de terminar a relação com seu pai, como foi que veio ao mundo. Isso marcou o ponto de início para um caminho de reconciliação de ambos. O sacerdote ajudou a sua mãe a entender que não podia odiar o seu pai e que Deus a convidava a amar sua própria história.

O sacerdote relatou ao grupo ACI que com esta experiência ele compreendeu que sempre tinha pregado aos outros sobre o amor de Cristo em suas vidas e agora entendia que “Deus me permitia ser sacerdote não para julgar, mas para perdoar, para ser instrumento de sua misericórdia, e eu tinha julgado muito o meu pai por tudo”.

Anos mais tarde recebeu uma ligação do seu pai “ia fazer uma operação e estava com medo, e me disse: quero que me confesse”. Depois de 30 anos sem comungar, “meu pai retornou à comunhão, à Eucaristia”.

“Eu lhe dizia: pai, você merece o céu, uma vida eterna, assim como a Igreja também está me fazendo ver o céu, e nesse momento os olhos do meu pai se encheram de lágrimas”.

Quando o Pe. León prega para mães gestantes que passam por dificuldades lhes recorda que assim como Jeremias, Deus forma no ventre a vida de um filho, e que não o vejam como “um filho que traz sofrimento, que traz dor, eu lhes digo que um filho traz a salvação, traz bênçãos”.

“Como Jesus Cristo que foi insultado, açoitado, já desde menino foi causa de cruz e de dor, em seus filhos recebam a bênção de Jesus” adicionou.

O presbítero aconselha aos filhos que conheçam bem “a própria história. Aprendam a ver as coisas desde o amor de Deus. Podemos inteirar-nos de nossa história e odiar a própria vida, julgar a Deus como aconteceu comigo, mas descobri que o amor de Deus tinha estado aí me cuidando em toda a vida”.

“Jovem, se o pai da terra errou e te falhou, Deus Pai nunca nos falhou. Se for filho e mãe solteira deve ver em sua vida como Deus Pai te cuidou”, exorta.

“Eu poderia estar em uma lata de lixo, mas me deram à vida, eu digo é uma gratuidade, tudo o que tenho, a vida em si mesmo é um dom delicioso que Deus dá”, concluiu.

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* Estatísticas mundiais revelam números e força da Igreja fundada por Jesus Cristo.

quarta-feira, janeiro 2nd, 2013


Como em um Iceberg, os números revelam apenas a parte visívelda ação missionária da Igreja.

Como em um Iceberg, os números revelam apenas a parte "visível"da ação missionária da Igreja.

Estatísticas da Agência Fides: membros da Igreja, suas estruturas pastorais, atividades no campo da saúde, assistencial e educacional

Por Antonio Gaspari

Apesar da crise demográfica e vocacional que atinge a Europa, a Igreja católica cresce em todo o mundo e particularmente na Ásia e na África.

O resultado emerge do estudo realizado pela Agência Fides  http://www.fides.org/aree/news/newsdet.phpidnews=33882&lan=por que apresenta dados extraídos do «Anuário Estatístico da Igreja» (atualizado em 31 de dezembro de 2010) e dizem respeito aos membros da Igreja, suas estruturas pastorais, atividades no campo da saúde, assistencial e educacional.

Católicos no mundo

Em 31 de dezembro de 2010, a população mundial era de 6.848.550.000 pessoas, com um aumento de 70.951.000 em relação ao ano anterior. O aumento global também se aplica este ano a todos os continentes: os aumentos mais consistentes estão na Ásia (+40.510.000) e África (+22.144.000) seguidos pela América (+5.197.000), Europa (+2.438.000) e Oceania (+662.000).

Na mesma data de 31 de dezembro de 2010, o número de católicos era 1.195.671.000 unidades com um aumento total de 15.006.000 pessoas em relação ao ano anterior.

O aumento diz respeito a todos os continentes e é maior na África (+6.140.000), América (+3.986.000) e Ásia (+3.801.000); seguem Europa (+894.000) e Oceania (+185.000).

A percentagem de católicos aumentou globalmente 0,04%, num total de 17,46%. Em relação aos continentes, houve aumentos em todos os lugares, exceto na Europa: África (+0,21), América (+0,07), Ásia (+ 0,06), Europa (-0,01) e Oceania (+ 0,03).

Bispos

O número total de bispos no mundo aumentou de 39 unidades, atingindo um total de 5.104. Em geral aumentam os bispos diocesanos e diminuem os bispos religiosos. Os bispos diocesanos são 3.871 (43 a mais que no ano anterior), enquanto os Bispos religiosos são 1.233 (4 a menos). O aumento de Bispos diocesanos diz respeito a todos os continentes exceto a Oceania (-4), África (+13), América (+22), Ásia (+11), Europa (+1). O bispos religiosos aumentam na África (+3), Ásia (+1) e Oceania (+1), diminuem na América (-7) e Europa (-2).

Sacerdotes

O número total de sacerdotes no mundo aumentou de 1.643 unidades em relação ao ano precedente, atingindo a cota de 412.236. A marcar uma diminuição é mais uma vez a Europa (-905), enquanto os aumentos se registram na África (+761), América (+40), Ásia (+1.695) e Oceania (+52). Os sacerdotes diocesanos no mundo aumentaram globalmente de 1.467 unidades, atingindo o número 277.009, com um aumento na África (+571), América (+502), Ásia (+801) e Oceania (+53) e ainda uma diminuição na Europa (-460). Também os sacerdotes religiosos aumentaram 176 unidades e são 135.227. A marcar um aumento, seguindo a tendência dos últimos anos, são a África (+190) e a Ásia (+894), enquanto a diminuição se verifica na América (-462), Europa (-445) e Oceania (-1).
Diáconos permanentes

Os diáconos permanentes no mundo aumentaram 1.409 unidades, atingindo um total de 39.564. O maior aumento se confirma mais uma vez na América (+859) e na Europa (+496), seguido pela Ásia (+58) e Oceania (+1). Uma única diminuição, também este ano, na África (-5). Os diáconos permanentes diocesanos no mundo são 39.004, com um aumento total de 1.412 unidades.

Aumentam em todos os continentes, com exceção da África (-6) e da Oceania (nenhuma variação), precisamente: América (+863), Ásia (+60), Europa (+495). Os diáconos permanentes religiosos são 560,3 a menos em relação ao ano precedente, com leves aumentos na África (+1), Europa (+1) e Oceania (+1), reduções na América (-4) e Ásia (-2).

Religiosos

Religiosas
 e religiosos não sacerdotes aumentaram globalmente em 436 unidades, chegando ao número de 54.665. Registraram-se aumentos na África (+254), Ásia (+411), Europa (+17) e Oceania (+15). Diminuíram apenas na América (-261). Confirma-se a tendência à diminuição global das religiosas (-7.436) que são 721.935 no total, assim divididas: neste ano, também os incrementos são na África (+1.395) e Ásia (+3.047), as reduções na América (-3.178), Europa (-8.461) e Oceania (-239).

Missionários leigos e catequistas

O número de Missionários leigos no mundo é de 335.502 unidades, com um aumento global de 15.276 unidades e aumentos continentais na África (+1.135), América (+14.655), Europa (+1.243) e Oceania (+62); a única redução é na Ásia (-1.819).

Os Catequistas no mundo aumentaram no total em 9.551 unidades, alcançando 3.160.628. Os aumentos se registram na América (+43.619), Europa (+5.077) e Oceania (+393). Diminuições na África (-29.405) e Ásia (-10.133).

Institutos de instrução e educação

No campo da instrução e da educação, a Igreja administra no mundo 70.544 escolas maternas, frequentadas por 6.478.627 alunos; 92.847 escolas fundamentais, com 31.151.170 alunos; 43.591 institutos secundários, com 17.793.559 alunos. Além disso, segue também 2.304.171 alunos de escolas superiores e 3.338.455 estudantes universitários. O confronto com o ano precedente indica um aumento de escolas maternas (+2.425) e uma redução de alunos (-43.693); uma leve redução no número de escolas fundamentais (-124) e um aumento de alunos (+178.056); aumentam os institutos secundários (+1.096) e seus respectivos alunos (+678.822); em aumento também os estudantes de escolas superiores (+15.913) e de universitários (+63.015).

Institutos de saúde, de beneficência e assistência

Os institutos de beneficência e assistência administrados no mundo pela Igreja incluem: 5.305 hospitais, com maior presença na América (1.694) e África (1.150); 18.179 postos de saúde, em maioria na América (5.762), África (5.312) e Ásia (3.884); 547 leprosários, distribuídos principalmente na Ásia (285) e África (198); 17.223 casas para idosos, doentes crônicos e portadores de deficiência, em maioria na Europa (8.021) e América (5.650); 9.882 orfanatos, um terço dos quais na Ásia (3.606); 11.379 jardins de infância; 15.327 consultórios matrimoniais, distribuídos em grande parte na América (6.472); 34.331 centros de educação ou reeducação social e 9.391 instituições de outros tipos, em maioria na América (3.564) e Europa (3.159).

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* Curso orienta seminaristas sobre uso da Internet.

terça-feira, janeiro 1st, 2013

José Antonio Valera

A imagem projetada é a de um jovem casal que está se olhando. Ambos estão tristes, enquanto ela reclama que lhe falta atenção. Em seguida, ele coloca a mão sobre a dela e vira-a de um lado para o outro, de modo mecânico, para depois fazer “dois cliques” como único carinho… O público ri. Com este pequeno vídeo de motivação – também de constatação – , foi inaugurado hoje o seminário “internet na vida do presbítero”, organizado pelo Instituto de Terapia Cognitivo Interpessoal de Roma e o Pontifício Colégio Internacional “Mater Ecclesiae”.

Serão dois dias para estudar os benefícios e também os riscos do uso da internet na formação dos seminaristas, bem como na forma como se deve lidar com os “novos” pecados dos usuários, que fizeram da “rede” um espaço desordenado para a sua vida afetiva, laboral e moral.

De acordo com a Dra. Michela Pensavalli, psicóloga e psicoterapeuta, bem como professora universitária e coordenadora do Instituto promotor do evento, é muito importante que a pessoa – neste caso o seminarista -, analise e se responda se é ou não “dependente” da Internet . Ou seja, se consegue dominar as emoções e impulsos que os sites e as redes sociais geram, seja quando se está conectado, como também quando se deve passar longos períodos off line.

Para a especialista, o domínio e o equilíbrio é vital, porque em uma sociedade “Tecnolíquida”, segundo a definição recente do psiquiatra italiano, Tonino Cantelmi, os diversos dispositivos podem manter as pessoas em uma conectividade permanente, onde é difícil distinguir os limites ou o tempo passado, em detrimento de outros fins ou obrigações.

A teoria do “tudo e rápido”

Outro risco que o navegante moderno encontra, é a tendência a encurtar as coisas e evitar os encontros. Ou seja, se por uma mensagem de texto podemos explicar alguma coisa rapidamente, por que estender-se ou aprofundar? Ou pior ainda, se temos tantas plataformas de comunicação instantânea, para que encontrar-nos?

Também o usuário, na sua necessidade de estar conectado, pode perder a atenção do que as pessoas lhe falam, por exemplo, numa aula ou conferência, por estar pendente do modo rapidíssimo de como continuam a interagir os seus contatos e listas de interesses “lá fora”.

O fato de não poder se desconectar (switch off), já é um sinal de que deve ser observado... Porque nem hoje e nem no passado, foi possível estar num lugar e ao mesmo tempo em outro –fora – , não porque a internet não te deixe fazer isso, mas porque as normas básicas de convivência ou da vida comunitária te exigem. Mas para alguns – isso sim é de ontem e de hoje – , sua necessidade pessoal está por acima da dos demais, o que é um mau sinal…

O que mais oferece a Internet? Segundo a doutora Pensavalli, te oferece emoções – até mesmo fortes – relações – não sem perigos – , e te facilita as coisas para sair do “tédio”. Para outros, o tempo passa mais rápido conectando-se à rede, por tanto ajuda a evadir-se; enquanto que para um grupo de usuários é a porta entre o privado e o público, cuja chave se abre ou fecha de acordo com a conveniência ou a vontade.

Sobre isso, foi clara em advertir que, como emissor e dono das suas conexões de internet, o usuário se predispõe a evitar o que ele não gosta, e a eleger só aquilo que não lhe chateia; assim como selecionar o que não lhe coloque tenso e nem lhe faça refletir muito. Ou seja, a ambivalência toma conta da pessoa, e assim quando se vivem as relações humanas, e diante de uma situação real de convivência, em que se exige mais da mesma pessoa, chega-se a acreditar que é hora de “desligar a conexão” e basta…

Amizades perigosas

Tudo na internet parece tão fácil e acessível, que o usuário começa a clicar onde não deveria se aproximar nem um pouquinho, ou a “aceitar” convites de amigos que não tem nem a menor ideia de quem sejam.

Na internet todo mundo é igual, pelo menos, naqueles locais de acesso público e gratuito. Mas nem todos somos o mesmo, foi outra ideia da doutora Michela Pensavalli, pois as redes fazem surgir na pessoa o seu lado mais narcisista, exibicionista e sem dúvida, o voyeurista.

Somos assim nas relações cotidianas, por assim dizer, física? Na verdade não, de modo que o uso compulsivo da rede (líquido, sem padrões ou limites), às vezes nos obriga a mudar de atitude para interagir, de tal forma que aparecem também tendências patológicas …

Só para citar os graus mais baixos de cada tendência – porque os mais altos são para correr deles – , pode-se identificar o narcisismo só no fato de colocar a “melhor foto” no perfil de uma rede social, tanto faz se é antiga ou que não esteja de acordo com a realidade atual (foto sem camisa clerical, sem a família, no exterior).

No caso de exibicionismo, aí estão as conquistas ou os comentários expressos sem medida, só pelo fato de que podemos também incluí-los nas nossas contas, independentemente de se os outros querem tanto bombardeio “made em mim mesmo”.

E uma terceira tendência comentada pela especialista – não menos grave, dependendo da pessoa – é o voyeurismo, ou essa antiga obsessão por olhar sem que nos vejam; ainda que hoje em dia, graças à Internet, pode-se fazer de modo consentido, falsificado ou pago sem controles. Ela  alertou para o alto consumo do chamado “cybersexo”, que de acordo com dados dos EUA, no mundo, consome-se 3.000 dólares de pornografia por segundo.

É necessário considerar, portanto, o risco que significa que uma pessoa possa ser o oposto a si mesma na rede, distanciando-se dos seus princípios, obrigações e faltando com a confiança dos superiores. Pois muitas vezes estes toleram o uso da internet com a esperança de que ajude para aprofundar no estudo, para combater a distância recebendo mensagens dos familiares e amigos de bem, ou para dar os “primeiros passos” de uma futura e urgente pastoral na rede.

Uma conclusão clara foi que o mundo atual do ciberespaço, é um mundo onde se pode viver, mas cuidando a qualidade do uso que se faz e não deixando-se dominar pelos impulsos que este gera. E, assim com ontem, não confundir nunca o instrumento com a mensagem…

(Trad.TS)

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* Líder dos padres austríacos do grupo “Apelo à desobediência”, é disciplinado pela Igreja.

sexta-feira, dezembro 7th, 2012

Religión Digital

O Vaticano informou  que retirou do padre Helmut Schüller (foto) o direito de usar o título de monsenhor. Schüller, que continuará exercendo o sacerdócio, havia liderado uma campanha de desobediência para desafiar abertamente a Igreja católica a respeito do celibato e do “sacerdócio” feminino

Schüller, o antigo braço direito do arcebispo de Viena, o cardeal Christoph Schönborn, tinha recebido o título honorífico por seu trabalho como responsável máximo da Cáritas, a organização caritativa da Igreja, na Áustria.

Schüller é o líder do grupo Apelo à desobediência”.


O grupo quer que sejam mudadas as leis da Igreja, para que os sacerdotes possam casar e as mulheres possam ser ordenadas sacerdotisas. Seus partidários dizem que romperão com as leis da Igreja, dando comunhão para protestantes e católicos divorciados que voltaram a contrair matrimônio.

Schüller declarou à imprensa austríaca que a decisão do Vaticano não atingiu seus princípios.

Durante décadas, os católicos “reformistas” austríacos vêm desafiando as políticas de Bento XVI e de seu predecessor João Paulo II, criando movimentos de protesto.

Schüller vem se encontrado com clérigos afins na Áustria e no exterior, desde que fundou o grupo de “Apelo à desobediência”.

A Igreja católica não permite que os sacerdotes contraiam matrimônio e ensina que não existe autoridade para permitir que mulheres se tornem sacerdotisas, pois Jesus só escolheu homens como seus apóstolos, por vontade própria, quando instituiu o sacerdócio na Última Ceia.

Na semana passada, o Vaticano realizou ações disciplinares contra outro sacerdote que defendia a ordenação de mulheres. O padre Ray Bourgeois, um estadunidense da ordem religiosa de MaryKnoll, foi expulso do sacerdócio e da ordem pela Congregação para a Doutrina da Fé.

No ano passado, Bourgeois, que foi sacerdote durante 40 anos, participou do grupo de ativistas católicos, que foi detido pela polícia italiana após tentar entregar um requerimento, no Vaticano, para que o sacerdócio feminino fosse autorizado.

Bento XVI
, que antes de ser eleito Papa, em 2005, foi por décadas o responsável doutrinal do Vaticano, em abril, denunciou diretamente os sacerdotes dissidentes, acenando que esse não era o caminho correto para a renovação da Igreja.

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* Padre é punido canonicamente por apoio e presença em “ordenação” inválida de mulher.

terça-feira, novembro 20th, 2012

A reportagem, com informações fornecidas pela Sociedade Maryknoll, é do sítio Christian Newswire.

A Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, no dia 4 de outubro passado, removeu canonicamente Roy Bourgeois da Catholic Foreign Mission Society of America, também conhecida como Sociedade dos Padres e Irmãos de Maryknoll.

A decisão dispensa o padre maryknoll dos seus vínculos sagrados.

Como sacerdote, em 2008, Bourgeois participou da ordenação inválida de uma mulher e de uma missa simulada em Lexington, Kentucky.(foto). Com paciência, a Santa Sé e a Sociedade Maryknoll encorajaram a sua reconciliação com a Igreja Católica.
No entanto, Bourgeois preferiu fazer campanha contra os ensinamentos da Igreja Católica em ambientes seculares e não católicos. Isso foi feito sem a permissão dos bispos dos EUA e ignorando as sensibilidades dos fiéis em todo o país.

A desobediência e a pregação contra o ensino da Igreja Católica sobre a ordenação de mulheres levou à sua excomunhão, demissão e laicização.

Bourgeois optou livremente pelos seus pontos de vista e ações, e todos os membros da Sociedade Maryknoll estão entristecidos com o fracasso da reconciliação. Com essa despedida, a Sociedade Maryknoll agradece calorosamente a Roy Bourgeois pelo seu serviço à missão, e todos os membros desejam a ele todo o bem em sua vida pessoal. No espírito de equidade e de caridade, a Sociedade Maryknoll irá ajudar Bourgeois nessa transição.

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* Vaticano: Sacerdotes e religiosos devem se apresentar ao trabalho com o hábito próprio.

segunda-feira, novembro 19th, 2012

Andrea Tornielli, publicada no jornal La Stampa

Secretário de Estado do vaticano assinou uma circular enviada a todos os escritórios da Cúria Romana para reiterar que sacerdotes e religiosos devem se apresentar ao trabalho com o hábito próprio, isto é, o clergyman ou a batina preta.

O Código de Direito Canônico estabelece que “os clérigos devem portar um hábito eclesiástico decoroso”, segundo as normas estabelecidas pelas várias conferências episcopais. A CEI [Conferência Episcopal Italiana] estabeleceu que “o clero em público deve vestir o hábito talar ou o clergyman”, isto é, o vestido preto ou cinza com o colarinho branco. O nome inglês revela a sua origem na área protestante anglo-saxônica: entrou em uso também para os eclesiásticos católicos, no início como concessão para aqueles que deviam viajar.

A Congregação vaticana para o Clero
, em 1994, explicava as motivações até mesmo sociológicas do hábito dos sacerdotes: “Em uma sociedade secularizada e tendencialmente materialista” é “particularmente sentida a necessidade de que o presbítero – homem de Deus, dispensador dos seus mistérios – seja reconhecível aos olhos da comunidade”.

A circular de Bertone pede que os monsenhores vistam “o hábito plano”, isto é, a veste com os botões vermelhos, nos “atos onde esteja presente o Santo Padre”, assim como nas outras ocasiões oficiais. Um convite dirigido também aos bispos recebidos em audiência pelo papa.

O uso das roupas civis para o clero foi relacionado, no passado, com situações particulares, como no caso da Turquia, nos anos 1940, ou do México até anos muito mais recentes, com os bispos habituados a sair de casa vestidos como empresários.

Mas foi sobretudo depois do Vaticano II que a veste talar acabou no sótão, e o padre tentou se distinguir cada vez menos. Há anos já, especialmente entre os jovens sacerdotes, registra-se, no entanto, uma forte tendência contrária. Uma reviravolta “clerical” posta agora preto no branco também na circular do secretário de Estado.

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* Bispos dos Estados Unidos buscam melhorar as homilias dominicais.

segunda-feira, novembro 19th, 2012

A Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) aprovou com votação favorável de 227 prelados em sua Assembleia Plenária de Outono, finalizada no dia 14 de novembro, um novo documento com recomendações sobre os sermões dominicais. “Pregando o Mistério da Fé: A homilia de Domingo” é o título do texto, que será publicado também em língua espanhola.

“O objetivo último da proclamação do Evangelho é levar as pessoas a uma relação amorosa e íntima com o Senhor”, declararam os bispos, “uma relação que forme o caráter das pessoas e as guie a viver sua fé”. Este sentido essencialmente espiritual do ministério busca recordar a profundidade que se espera das pregações.

O documento está dirigido especialmente aos sacerdotes e diáconos e as pessoas que participam da formação de seminaristas. O texto foi apresentado pelo Comitê para o Clero, a Vida Consagrada e as Vocações da USCCB e contêm numerosas diretrizes sobre este ministério. “A homilia é parte integral do ato litúrgico da Eucaristia, e a linguagem e espírito da pregação deveriam encaixar no contexto”, recorda o documento.

Entre as recomendações dos bispos, destaca-se o compromisso de busca pela santidade por parte do pregador e a promoção da conversão pessoal. “Cada homilia efetiva invoca a conversão”, afirmaram os prelados, que solicitam aos pregadores recordar a “oferta da graça”, com “sensibilidade pastoral” para motivar a mudança de vida dos fiéis. Este contexto é importante ao tocar temas sensíveis da moral ou dirigir-se aos menos praticantes, já que um completo chamado à conversão é diferente a “simplesmente brigar com as pessoas por suas falhas”.

O documento recorda também a relação estreita da homilia com a Sagrada Escritura, de forma que os fiéis possam “ver o mundo através dos olhos bíblicos”, e que possam “notar as analogias entre a Bíblia e a experiência ordinária”. Os prelados aconselharam identificar os elementos da cultura e a vida cotidiana que possam ser relacionados com a mensagem religiosa para aproximá-los dos fiéis e convidá-los à vivência cotidiana da Fé.

O documento também adverte sobre alguns riscos de erro que devem ser evitados pelos pregadores. Um deles é a “especulação teológica”, pela qual deve ficar a doutrina e temáticas próprias da Igreja para evitar tratar ideias e pontos de vista pessoais ante a assembleia reunida para o sacramento, que espera receber uma pregação “mais poderosa e inspiradora”.

“Se um pregador transmite meramente alguns exemplos de sabedoria proverbial ou boas maneiras, ou alguma perspectiva conquistada em sua própria experiência”, descrevem os Bispos, “pode ter falado bem ou inclusive utilmente, mas não pregado o Evangelho”.

O texto também refere a necessidade dos fiéis de uma melhor catequese para um mais profundo conhecimento da doutrina da Igreja. “O domingo continua sendo o cenário básico no qual a maioria dos católicos adultos se encontram com Cristo e sua fé católica”, expressa o documento. Por este motivo, aconselho aos sacerdotes aproveitar esta oportunidade para presentear eficazmente a doutrina da Igreja.

O documento aprovado também destaca o chamamento da missão como parte de uma boa pregação, a incorporação da posição da Igreja em assuntos críticos como o respeito da vida humana, a liberdade religiosa, a busca do bem comum e o compromisso cristão com os mais necessitados. Os Bispos propuseram também aos sacerdotes e diáconos a figura da Santíssima Virgem Maria, como modelo perfeito de escuta e proclamação da Palavra de Deus sem vacilação. (EPC/GPE)

Com informações da National Catholic Register e USCCB.

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* Pe. Zezinho está internado após sofrer isquemia cerebral.

sexta-feira, setembro 21st, 2012

Está internado desde a noite desta quarta-feira, 19 de setembro, o padre José Fernandes de Oliveira, conhecido Pe. Zezinho, cantor, compositor e professor de comunicação. Ele sofreu um isquemia cerebral e está hospitalizado em São José dos Campos (SP).

A informação é do Boletim da CNBB, 20-09-2012.

Em um comunicado divulgado por Paulinas Editora na tarde desta quinta-feira, o Pe. Zezinho está se recuperando bem, mas seguirá internado, para observação, sem previsão de alta.

Aos 71 anos, Pe. Zezinho atua como professor, apresentador de programas para televisão e rádio, além de intensa agenda de shows. Eventos que estavam marcados para o próximo final de semana, em Mossoró e em Natal (RN), foram cancelados.

No dia de ontem foi emitido o seguinte boletim médico divulgado pelo Conventinho SCJ:

BOLETIM MÉDICO
ESTADO DE SAÚDE DO PE ZEZINHO,SCJ

Hospital Pio XII – São José dos Campos

Padre Zezinho
São José dos Campos, 20 de setembro de 2012, 17h00

O paciente José Fernandes de Oliveira (Padre Zezinho, SCJ) apresentou episódio súbito de leve disfunção neurológica, já estando em tratamento e evoluindo com melhora progressiva, apresentando quadro clínico muito bom e estável. Encontra-se internado neste Hospital para realização de exames complementares.

Dr. Elisio Barros Avidago
Médico responsável

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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Comentários
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