Posts Tagged ‘Santos’

* 200 mil pessoas visitam corpo de Santo Antônio de Pádua em cinco dias.

quinta-feira, fevereiro 25th, 2010

Cerca de 200 mil pessoas foram à Basílica de Santo Antônio de Pádua de 15 a 20 de fevereiro para acompanhar a ostensão excepcional do corpo do santo.“O surpreendente é que todas essas pessoas – era uma procissão interminável – tinham a percepção clara, não de encontrar-se diante de um morto, um esqueleto ou alguns ossos, mas perante uma pessoa que está viva”, explicou à Rádio Vaticano o vigário geral da diocese de Pádua, Dom Paulo Doni.

As oitenta horas de exposição dos restos mortais de Santo Antônio provocaram “um movimento espontâneo por parte de muitas pessoas, e não só da cidade e da diocese, mas de muitos outros lugares da Itália e também do exterior”, disse.

Para o bispo, a resposta à ostensão excepcional mostra que “as pessoas têm uma grande necessidade de ter um ponto de referência espiritual, de uma pessoa”.

E se deve “à presença de uma pessoa – neste caso Antônio – que não é do passado, mas do presente”, segundo “a grande verdade que é a comunhão dos santos”, que “supera o tempo e o espaço”.

Segundo o vigário geral de Pádua, Santo Antônio de Pádua representou, em seu tempo e ainda hoje, o amor aos pobres, à justiça e à lei.

Os restos mortais de Santo Antônio foram expostos na Capela das Relíquias da Basílica Pontifícia do santo em Pádua.

O Corpo de Santo Antônio esteve visível em uma urna de vidro, depois de 29 anos de seu último reconhecimento canônico e médico-científico, em 1981, 750 anos depois da morte do santo.

A ostensão da semana passada coincidiu com a festa litúrgica do traslado de Santo Antônio, que se celebra a 15 de fevereiro. A festa recorda o primeiro traslado do corpo do santo, que teve lugar a 8 de abril de 1263, por obra de São Boaventura (que encontrou naquela ocasião a língua incorrupta), e a de 15 de fevereiro de 1350, quando a tumba do santo ocupou seu lugar definitivo na atual Capela da Arca.

***

A força da fé e da fé católica !

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* Santo Agostinho: O Cristianismo como verdadeira religião.

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010

Há uma interessante discussão entre Santo Agostinho e o filósofo pagão Marcos Terêncio Varrão (116-27 a.C.), no livro “A Cidade de Deus”, do santo doutor de Hipona. Primeiro Agostinho expõe o pensamento de Varrão e depois irá argumentar a favor do cristianismo como vera religio.

Aquele filósofo tinha a visão estóica de Deus e do mundo. Deus era para ele entendido como “animam motu ac ratione mundum gubernantem” (”alma que governa o mundo por meio do movimento e da razão”). Essa alma do mundo não era objeto de culto para eles, quer dizer, verdade e religião, inteligência racional e ordenamento do culto estavam em âmbitos diferentes. Dessa forma, a religião não pertence ao âmbito da realidade (res), mas ao âmbito dos costumes (mores).

Sendo assim, não foram os deuses que criaram o Estado, mas foi este que estabeleceu os deuses que deveriam ser adorados, para assim manter a ordem do Estado. A religião é pois um fenômeno político.

Segundo Varrão há três tipos de “teologia”: a theologia mythica, a theologia civilis (politikéé) e a theologia naturalis (φυσιkή). Os teólogos da primeira são os poetas, são os cantores de Deus; os teólogos da segunda são os filósofos, isto é, os sábios que, indo além do costume indagam a realidade, a verdade; os teólogos da teologia civil são os “povos”, que, na sua escolha, não aderiram aos filósofos (e à verdade), mas aos poetas, às suas formas e imagens.  A teologia mítica corresponde ao teatro, que possuía uma característica inteiramente religiosa e cultual; a teologia política corresponde à urbe, porém o espaço da teologia natural seria o cosmos. A teologia mítica teria como conteúdo as fábulas criadas pelos poetas; a teologia estatal, o culto; a teologia natural responderá à pergunta: quem são os deuses?

Dessa forma, a teologia natural seria a desmitologização, o esclarecimento (Ilustração) que vê criticamente para além da aparência mítica e supera pelas ciências da natureza. Culto e conhecimento aqui se separam: o culto permanece necessário como conveniência política; o conhecimento atua como destruidor da religião, e por isso, não pode ser anunciado em público. Varrão ainda diz que a teologia natural ocupa-se da “natureza dos deuses” (que no existem) e as outras duas tratam da divina instituta hominum (as instituições divinas dos homens).  Com isso “a teologia não possui, nenhum deus, apenas ‘religião’; a ‘teologia natural’ não tem religião, apenas uma divindade”.

Santo Agostinho situa o cristianismo, segundo a tríade de Varrão, sem nenhuma dúvida no âmbito da “teologia física”, isto é, no âmbito do esclarecimento filosófico. Com isso continua a tradição antiga, de Paulo (Rom 1) aos apologistas do século II, que, por sua vez, seguem a teologia sapiencial do Antigo Testamento (e os Salmos). Sendo assim, o cristianismo encontra sua preparação interior no conhecimento filosófico e não nas religiões. Para Agostinho, pois, o monoteísmo bíblico se identifica com os conhecimentos filosóficos sobre a razão de ser do mundo.

Dessa forma, a religião cristão não se baseia em poesia ou em política, mas o seu fundamento é o verdadeiro conhecimento. No cristianismo, o conhecimento racional tornou-se religião, e não seu adversário. O cristianismo entendeu-se, desde o início, como a vitória sobre o mito, como vitória do conhecimento, como vitória da verdade e por isso, deve-se considerar a si mesmo como universal, como aquilo que todos os povos buscam. O cristianismo deve ser levado a outros povos, não pela força, mas como a verdade que torna supérflua a aparência. Por isso, o cristianismo é visto como intolerante com os deuses, como inimigo das religiões, até mesmo foi considerado “ateísmo”, pelos pagãos. O cristianismo assim perturbava o aproveitamento político das religiões. O cristianismo colocava em perigo as bases do Estado, não querendo ser uma religião entre as religiões, mas a vitória do conhecimento sobre as religiões.

Quando o Deus alcançado pelo pensamento vem ao nosso encontro no interior de uma religião, como o Deus que age e fala, então pensamento e fé se reconciliam. A partir de Cristo, o monoteísmo judaico torna-se universal, e a unidade do pensamento e a fé, a religio vera, é acessível a todos. Os primeiros cristãos (até a Idade Média) estavam convencidos que o cristianismo era filosofia, a perfeita filosofia, isto é, a filosofia que atingiu a verdade. A filosofia era entendida, então, como arte de viver e morrer corretamente, o que é alcançado só pela luz da verdade.

Da união entre o conhecimento e a fé a teologia cristã trouxe as seguintes correções na idéia filosófica de Deus antiga: 1) o Deus adorado pelos cristãos é realmente natura Deus (Deus por natureza) diferente dos deuses míticos e políticos. Ao mesmo tempo os cristãos sabiam que non tamen omnis natura est Deus (nem tudo o que é natureza é Deus). Deus é Deus por natureza, mas a natureza, enquanto tal, não é Deus. Dá-se então uma separação entre a natureza que engloba tudo e o ser que a fundamenta e lhe dá seu origem. Só assim se separam física e metafísica, natureza criada e Deus criador. Só ao Deus que é reconhecido na natureza (por meio do nosso pensamento) é adorado; 2) o Deus que antecede à natureza, como nos diz a Bíblia, se volta para o homem, não é mera natureza, mas entrou na história, veio ao encontro do homens, que por isso, podem encontrá-lo. Dessa forma o conhecimento racional pode tornar-se religião, porque o próprio Deus do conhecimento entrou na religião.

A conclusão é que no cristianismo o vínculo da religião com a metafísica e o vínculo da religião com a história se harmonizam. A partir de então a metafísica e história passam a constituir a apologia do cristianismo como vera religio. Com o Cristianismo razão e fé se encontram em harmonia, esse encontro “construiu o Ocidente”, renovou a cultura, transformou os povos, unindo-os em uma grande família, apesar de todas as resistências. Segundo Ratzinger, as Universidades, surgidas na Idade Média cristã tiveram a sua origem na pergunta socrática: que é o homem? Só no seio do cristianismo, quando fé e razão se encontraram, se pôde buscar com seriedade uma resposta a essa pergunta.

Bibliografia:

RATZINGER, J. Fé, Verdade Tolerância: o Cristianismo e as grandes religiões do mundo. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência Raimundo Lulio, 2007.

Discurso do Santo Padre Bento XVI para o Encontro na Universidade de Roma “La Sapienza”. 17 de janeiro de 2008.

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* Relicário de Dom Bosco chega hoje, dia 05, a Fortaleza.

sexta-feira, fevereiro 5th, 2010

A urna com as relíquias de Dom Bosco, em peregrinação pelo Brasil desde o dia 16 de novembro do ano passado, chega hoje,dia 05, a Fortaleza, capital do Ceará.

A urna encontra-se na região Nordeste desde o dia 22 de janeiro, onde já passou pelos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba.

dom bosco_urna.jpg
Peregrinação da urna termina somente em 2015, ano em que se comemora o bicentenário do santo

As relíquias devem passar pelo Colégio Salesiano Juvenal de Carvalho e pelo Colégio Salesiano Dom Lustosa, onde ficará em exposição até o dia 6 (sábado).

No mesmo dia a urna segue para a Catedral Metropolitana de Fortaleza, onde será celebrada uma missa, durante a manhã, pelo arcebispo de Fortaleza, Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques.

Após a celebração, o relicário sairá em carreata solene para o Colégio Salesiano Dom Bosco onde deve permenecer em exposição e veneração durante toda a tarde.

No dia 7 (domingo) a urna continuará seu translado para Belém, no Pará.

O trajeto das relíquias teve início em julho de 2009, na Itália, e faz parte da preparação do bicentenário de Dom Bosco (1815-2015).

A peregrinação será realizada por 130 países onde existe a presença salesiana e deve ser concluída em Turim no dia 16 de agosto de 2015, data em que serão celebrados os 200 anos de nascimento de Dom Bosco.

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* Pessoas extraordinárias: Você conhece alguma pessoa “capaz de lhe esconder”?

sábado, janeiro 30th, 2010

Se viver o suficiente, você provavelmente descobrirá que a vida nos leva a estágios determinados para produzir a maturidade a que precisamos chegar como cristãos. No centro desse processo estão as pessoas que encontramos pelo caminho. Algumas se tornam exemplos de encorajamento, deixando-nos a permanente admiração que aumenta com o tempo e a experiência.

Há aquelas que devem ser classificadas como amigos, conhecidos ou pessoas que você preferiria esquecer. Sim, até mesmo alguns dos nossos irmãos e irmãs em Cristo contribuem para o nosso crescimento com suas disputas e controvérsias; e aí se aprende que o crescimento espiritual ocorre com a descoberta de que ninguém é perfeito. Assim é a vida.

No entanto, algumas vezes somos tocados por alguns santos cuja amizade estimamos. Eles exemplificam no melhor sentido o que é ser um cristão. Eles podem ser poucos em número, mas existem.

Olhando para o passado, vi que fui privilegiado ao encontrar algumas pessoas sumamente extraordinárias que enriqueceram minha vida e influenciaram imensuravelmente o sentido do meu ministério pessoal. A maioria delas não esteve sob os holofotes da popularidade ou da fama. De fato, você provavelmente nunca ouviu os nomes de muitos deles. Mas eles existem, apesar de tudo.

O primeiro que quero lembrar é Zvi . Muitos de vocês certamente já leram os artigos em que Zvi relata suas experiências.Sua biografia, Zvi: The Miraculous Story of Triumph Over the Holocaust (Zvi: A História Miraculosa do Triunfo Sobre o Holocausto), está disponível em língua inglesa.

Desde a infância durante a guerra na Europa de Hitler a um procedimento exemplar nas ruas de Jerusalém, a vida dele foi tão extraordinária que alguns questionam a veracidade da sua história.

Entretanto, a realidade é freqüentemente mais estranha que a ficção. Eu acompanhei a vida de Zvi e confirmei os fatos através dos testemunhos de indivíduos, passando pelo Knesset (Parlamento) e pelo exército israelense, até voltar às ruas de Jerusalém. A conseqüência é que um homem desprovido de status e credenciais acadêmicas realmente exerceu grande influência, por sua vida e seu exemplo, sobre milhares de pessoas. E, felizmente, sua história ainda não foi completamente escrita.

Marek Edelman, o último líder sobrevivente do levante do Gueto de Varsóvia.

Outras pessoas extraordinárias foram Victor e Lydia Buksbazen, que me apresentaram a história de Zvi e de sua família. Por 33 anos, os Buksbazen dirigiram The Friends of Israel (FOI) – Os Amigos de Israel, um ministério bíblico que manifesta compaixão e ajuda, estendendo a mão igualmente a judeus e a gentios. Através do sacrifício pessoal altruísta desse casal, hoje The Friends of Israel alcança milhões de pessoas pelo mundo.

Toda vez que eu caminho pela Alameda dos Justos Dentre as Nações no Yad Vashem (Instituto do Holocausto) em Jerusalém, estou bem ciente de estar passando por um verdadeiro memorial de pessoas incomuns e extraordinárias. Os nomes nas placas abaixo da sombra das alfarrobeiras são todos praticamente desconhecidos para mim – nomes estranhos com um ajuntamento de consoantes confusas. Porém, dois são familiares, e nunca deixei de parar um pouco diante deles e pensar em tudo o que representam.

Buquês de flores frescas sempre adornam a pequena placa em memória a Oscar Schindler. O industrial alemão foi popularizado em filme e livro, porque ele literalmente comprou dos nazistas 1.200 homens, mulheres e crianças judeus durante o Holocausto. Mais distante está o tributo gravado a Corrie ten Boom que, juntamente com sua família, de bom grado arriscou tudo o que tinha para resgatar judeus de serem perseguidos pelos agentes do megalomaníaco Adolf Hitler.

Um nome que, muito provavelmente, nunca será contado entre aqueles do Yad Vashem pertence a uma mulher que é, em todos os sentidos da palavra, extraordinária. Seu nome é Halina, conhecida por nós há anos como Alice, por causa da ameaça comunista aos cristãos na Polônia durante a ocupação russa após a Segunda Guerra Mundial. Ela ainda prefere que não usemos seu nome completo. Halina viveu durante o terror turbulento de Hitler, de 1939 a 1945, com duas missões em mente: (1) libertar sua Polônia amada dos alemães e (2) ajudar os judeus a sobreviver à campanha nazista de aniquilação.

Durante a guerra ela serviu como enfermeira, ajudou um grande número de judeus a escapar dos alemães, foi membro da resistência clandestina polonesa, serviu na insurreição polonesa contra os nazistas e foi detida como prisioneira de guerra depois do colapso da resistência. Em seu heroísmo, durante os fatigantes anos de fome, privações pessoais e perigo diário de morte, Halina permaneceu como um modelo de firmeza cristã e compromisso com a verdade, enquanto tudo à sua volta parecia ser dominado por Satanás. Ela nunca poderia ser acusada de esquecer o povo polonês (seu irmão foi morto pelos nazistas), seu país ou o sofrimento do povo judeu.

Halina relata sobre o contato com organizações judaicas de muitos países, que vieram à Polônia anos depois da guerra, para comemorar o levante do Gueto de Varsóvia em 1943. O famoso escultor judeu Nathan Rappaport esculpiu um monumento que foi exposto em 1948 no antigo gueto judeu. Ele foi feito das pedras originalmente lavradas para um monumento de vitória nazista. Cada bloco celebra um indivíduo ou um evento no gueto. Halina observa:

Oscar Schindler, o industrial alemão que literalmente comprou dos nazistas 1.200 homens, mulheres e crianças judeus durante o Holocausto, diante da sua árvore na Alameda dos Justos.

As pessoas que não conhecem a Bíblia olham para o monumento e não entendem o significado. Para mim, é muito claro. O monumento representa uma fornalha gigante. No meio da fornalha, podemos ver uma abertura. E na abertura podemos ver chamas da pedra, e dentro das chamas vemos uma jovem mulher com uma criança nos braços. Podemos ver também dois jovens, bravos guerreiros olhando para cima, sem medo, com coragem em seus semblantes.

Enquanto eu examinava seus rostos, vendo que eles olhavam para cima, lembrei do Salmo 121: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?”. A resposta é: “De cima”. E me pareceu que esses jovens guerreiros estavam olhando para o Deus de Israel. Somente dEle pode vir a ajuda para as nações. Esse monumento extraordinário mostra o espírito destemido do povo judeu e a sua esperança, que nada pode extinguir.

Para mim, esse memorial foi o mais significativo e bonito de todos que vi depois da guerra. Enquanto permaneci em frente à escultura, aguardando a celebração do levante judeu, um pensamento me veio à mente: Por que esse sangue do povo judeu foi derramado e as cinzas foram deixadas nos crematórios, onde milhões foram carbonizados em vão? E para que isso foi necessário? Por que Deus permitiria esse terrível massacre de pessoas inocentes?

Então, enquanto colocávamos nossa coroa de flores, como amigos gentios de Israel, ao lado de pessoas de organizações judaicas, vislumbrei a resposta: Porque a consciência do mundo é muito dura. E eu entendi. Não foi Deus, mas o mal inerente nos corações dos homens corruptos que ocasionou todo o massacre.

A mensagem de Halina é a lição para todos nós. O anti-semitismo maligno e persistente é uma manifestação da obsessão satânica em destruir o povo escolhido de Deus. As faces dos perpetradores são muitas, mas cada um deles é guiado pelo mesmo senhor e são devotos da mesma causa.

Deus, porém, levantou pessoas extraordinárias, algumas cujos nomes nunca conheceremos. Aqueles que testemunharam suas ações, entretanto, revelam um legado de coragem e determinação que parece não existir mais no pântano moral do atual Ocidente opulento, em sua ânsia de esquecer o que aconteceu.

Houve o homem de Praga que conseguiu um trabalho no gueto judeu de Varsóvia. Sua recompensa pelos esforços era o sustento através de uma tigela de sopa. Um dia, movido por um ato de compaixão irrefletido, ele ficou com um bebê recém-nascido de uma mãe cuja vida estava marcada para acabar na câmara de gás. Ele resolveu o problema de passar com a criança pelos guardas do gueto colocando-a em uma grande mala que carregava em seu trabalho. Felizmente, o bebê dormiu e foi levado à sua casa. O homem realizou sua perigosa missão repetidamente, e hoje os beneficiários da sua coragem reverenciam a sua memória.

Centenas de homens, muitos dos quais  cristãos, corajosamente enfrentaram a morte por salvar judeus. Na foto, bunker no Gueto de Varsóvia em 1943.

Outro caso é o de uma menina judia de 14 anos que ficou escondida em um curral de porcos enquanto seus pais conseguiram refúgio em outra cidade. Um dia, ela teve desejo tão grande de ver seus pais que se arriscou a encontrá-los. No seu caminho de volta, foi descoberta por um grupo de meninos poloneses que imediatamente começaram a gritar: “Jude, Jude!” (judeu, judeu!), o que significaria sua morte rápida e dolorosa caso as autoridades chegassem.

A garota horrorizada sabia que correr de volta até seus benfeitores poderia significar a descoberta e prisão deles. Felizmente, junto ao caminho fora da cidade havia uma grande cruz. Sem entender a importância total da sua atitude, a menina gritou: “Jesus, Jesus, me ajuda!”. Quando os meninos ouviram-na chamar pela ajuda de Jesus, deixaram-na em paz. Assim, ela retornou ao curral e viveu lá até o fim da guerra.

Em outro caso, um corajoso casal polonês cavou um espaço abaixo do piso da sua cozinha como um esconderijo para famílias de judeus. Quando a Gestapo estava na área, os judeus podiam escapar para dentro do abrigo e esperar até o perigo passar. Um dia, agentes entraram na casa acompanhados por um enorme pastor alemão. O animal era treinado para farejar lugares secretos em que poderia haver judeus escondidos. Felizmente, o casal tinha um pequeno cachorro que tirou a atenção do pastor alemão. Quando o cão da Gestapo aproximou-se do cachorrinho, este escapuliu e correu para fora da casa, perseguido pelo cão policial. Os agentes encerraram a busca, e tanto a família polonesa quanto os fugitivos judeus foram salvos.

Há inúmeras histórias desse tipo. Pessoas foram escondidas em caixas construídas embaixo de depósitos de carvão, atrás de paredes falsas que encobriam refúgios e outros lugares engenhosamente projetados para servir de esconderijo. Centenas de gentios, muitos dos quais eram cristãos, corajosamente enfrentaram a morte por salvar judeus. Essa é a face do extraordinário, revelando-nos exemplos de bravura, fazendo a coisa certa no momento certo.

A holandesa Corrie ten Boom que, juntamente com sua família, de bom grado
arriscou tudo o que tinha para resgatar judeus de serem perseguidos pelos agentes do megalomaníaco Adolf Hitler. À direita, foto da falsa parede
em seu quarto onde escondia os judeus.

Por que eles o fizeram? Uma corajosa enfermeira foi assim questionada quando alguém observou que ela não havia sido premiada com uma medalha pelo Memorial Yad Vashem. “Nós não salvamos vidas por um prêmio”, ela respondeu. “Nós não queríamos nenhuma recompensa. Era muito perigoso fazê-lo por um prêmio. Queríamos salvar vidas, e Deus nos ajudou a fazê-lo”. Sua resposta foi tão “simples” assim.

Há alguns anos entrevistei um destacado senador judeu nos EUA. Quando lhe perguntei como ele se sentia sobre uma possível perseguição na América, este foi o seu comentário: “Elwood, eu creio que, de tempos em tempos, cada judeu olha para seu círculo de amigos e companheiros e pergunta a si mesmo: se um Adolf Hitler surgisse nos EUA, quem dentre essas pessoas me esconderia em algum lugar?”.

Agora, deixe-me apresentar-lhe uma questão: Como cristão em um mundo onde o surgimento da militância anti-cristã pode logo ameaçar a sua segurança, quem, em seu círculo de amigos, lhe daria um lugar para esconder-se?

E você,esconderia -mesmo sob risco-irmãos?

Fonte: Revista Noticas de Israel

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* Você é Jovem ? Leia isto…

sábado, dezembro 26th, 2009

Carta de Dom Bosco aos jovens…

O demônio tem normalmente duas artimanhas principais para afastar da virtude os jovens.

A primeira consiste em persuadi-los de que o serviço de Deus exige uma vida triste sem nenhum divertimento nem prazer. Mas isto não é verdade, meus caros jovens. Eu vou lhes indicar um plano de vida cristã que poderá mantê-los alegres e contentes, fazendo-os conhecer ao mesmo tempo quais são os verdadeiros divertimentos e os verdadeiros prazeres, para que vocês possam exclamar com o santo profeta Davi: “Sirvamos ao Senhor na santa alegria”.

A segunda artimanha do demônio consiste em fazê-los conceber uma falsa esperança duma longa vida que permite converter-se na velhice ou na hora da morte. Prestem atenção, meus caros jovens, muitos se deixaram prender por esta mentira. Quem nos garante chegaremos à velhice? Se se tratasse de fazer um pacto com a morte e de esperar até então… Mas a vida e a morte estão entre as mãos de Deus que dispõe de tudo a seu bel-prazer. E mesmo se Deus lhes concedesse uma longa vida, escutai, entretanto, sua advertência: “o caminho do homem começa na juventude, ele o segue na velhice até a morte”. Ou seja, se, jovens, começamos uma vida exemplar, seremos exemplares na idade adulta, nossa morte será santa e nos fará entrar na felicidade eterna. Se, pelo contrário, os vícios começam a nos dominar desde a juventude, é muito provável que eles nos manterão em escravidão toda a nossa vida até a morte, triste prelúdio a uma eternidade terrível.

Para que esta infelicidade não lhes aconteça, eu lhes apresento um método vida alegre e fácil, mas que lhes bastará para se tornarem a consolação de seus pais, a honra de pátria de vocês, bom cidadãos da terra, em seguida felizes habitantes do céu…

Meus caros jovens, eu os amo de todo o meu coração e basta-me que vocês sejam para que eu os ame extraordinariamente. Eu lhes garanto que vocês encontrarão livros que lhes foram dirigidos por pessoas mais virtuosas e mais sábias que em muitos pontos, mas dificilmente vocês poderão encontrar algum que o ame mais que eu em Jesus Cristo e deseja mais a felicidade de vocês.

Conservem no coração o tesouro da virtude, porque possuindo-o vocês têm tudo, mas se o perderem, vocês se tornarão os homens mais infelizes do mundo.

Que o Senhor esteja sempre com vocês e que Ele lhes conceda seguir os simples conselhos presentes, para que vocês possam aumentar a glória de Deus e obter a salvação da alma, fim supremo para o qual fomos criados. Que o Céu lhes dê longos anos de vida feliz e que o santo temor de Deus seja sempre a grande riqueza que os cumule de bens celestes aqui e por toda a eternidade. Vivam contentes e que o Senhor esteja com vocês. Seu muito afeiçoado em Jesus Cristo.( João Bosco, Sacerdote) .

FRASE DE DOM BOSCO:

”Que os jovens não sejam amados, mas que eles próprios saibam que são amados… Que, sendo amados nas coisas que lhe agradam, aprendam a ver o amor nas coisas que naturalmente pouco lhe agradam…”

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* Bento XVI: origens históricas do Natal

quinta-feira, dezembro 24th, 2009

Para compreender melhor o significado do Natal do Senhor, gostaria de acenar brevemente à origem histórica desta solenidade.

O ano litúrgico da Igreja, de facto, não se desenvolveu inicialmente partindo do nascimento de Cristo, mas da fé na ressurreição. Por isso, a festa mais antiga do Cristianismo não é o Natal, mas a Páscoa: a ressurreição de Cristo funda a fé cristã, está na base do anúncio do Evangelho e faz nascer a Igreja.

Por isso, ser cristão significa viver de maneira pascal, fazendo-se envolver pelo dinamismo que se originou no Batismo e que leva a morrer para o pecado e a viver com Deus (cf Rm 6,4).

A primeira pessoa a afirmar com clareza que Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro foi Hipólito de Roma, no seu comentário ao livro do profeta Daniel, escrito cerca de 204. Este exegeta nota, depois, que nesse dia se celebrava a Dedicação do Templo de Jerusalém, instituída por Judas Macabeu no ano 164 antes de Cristo. A coincidência de datas significaria, então, que com Jesus, aparecido como luz de Deus na noite, se realiza verdadeiramente a consagração do templo, o Advento de Deus nesta terra.

No Cristianismo, a festa do Natal assumiu uma forma definida no séc. IV, quando tomou o lugar da festa romana do “Sol invictus”, o sol invencível, colocando assim em evidência que o nascimento de Cristo é a vitória da verdadeira luz sobre as trevas do mal e do pecado.

Todavia, a particular e intensa atmosfera espiritual que rodeia o Natal desenvolveu-se na Idade Média graças a São Francisco de Assis, profundamente enamorado pelo homem Jesus, o Deus-Connosco.

O seu primeiro biógrafo, Tomás de Celano, conta que São Francisco “acima de todas as outras solenidades, celebrava com inefável carinho o Natal do Menino Jesus, chamando festa das festas ao dia em que Deus, feito pequena criança, tinha surgido de um seio humano” (Fonti Francescane, n. 199, p. 492).

Desta devoção particular ao mistério da encarnação teve origem a famosa celebração do Natal em Grécio (1223, ndr). Ela foi provavelmente inspirada pela peregrinação de São Francisco à Terra Santa e pelo presépio de Santa Maria Maior, em Roma. O que animava o pequeno pobre de Assis era o desejo de experimentar de forma concreta, viva e actual a humilde grandeza do evento do nascimento do Menino Jesus e comunicar essa alegria a todos.

Na primeira biografia, Tomás de Celano fala da noite do presépio de Grécio de modo vivo e tocante, oferecendo um contributo decisivo para a difusão da tradição natalícia mais bela, a do presépio. A noite de Grécio, de facto, voltou a dar ao Cristianismo a intensidade e a beleza da festa do Natal, educando o Povo de Deus a colher a sua mensagem mais autêntica, o seu calor particular, e a amar e adorar a humanidade de Cristo.

Esta aproximação particular ao Natal ofereceu à fé cristã uma nova dimensão. A Páscoa tinha centrado a atenção sobre o poder de Deus que vence a morte, inaugura a vida nova e ensina a espera no mundo que virá. Com São Francisco e o seu presépio, eram colocados em evidência o amor indefeso de Deus, a sua humildade e benignidade, que na Incarnação do Verbo se manifesta aos homens para ensinar um novo modo de viver e de amar.

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* São Nicolau e a lenda do Papai Noel.

sexta-feira, dezembro 18th, 2009

A generosidade  atribuída a São Nicolau granjeou-lhe a reputação de milagreiro e distribuidor de presentes, identificado em vários países com a figura mítica do Papai Noel.

A existência de Nicolau de Bari, ou Nicolau de Mira, nunca foi comprovada por documentos, mas supõe-se que tenha sido bispo de Mira, na Anatólia, no século IV. Preso em Roma pelo imperador Diocleciano, implacável perseguidor dos cristãos, teria sido depois libertado por Constantino o Grande e participado do primeiro Concílio de Nicéia.

Sepultados em Mira, seus restos foram roubados em 1087 e transladados a Bari, Itália. Aumentou então a devoção pelo santo em toda a Europa medieval e Bari transformou-se no mais procurado dos centros cristãos de peregrinação.

Sua lenda, no entanto, foi levada por colonos holandeses à América do Norte, onde uma bondosa figura de velho tomou o nome de Santa Claus.

Festejado em 6 de dezembro, tem sua grande noite na véspera do Natal, quando premia com presentes as crianças. A figura do Papai Noel passou por várias formas até chegar a que conhecemos atualmente.

O velho gordo de barbas brancas, vestindo uma roupa vermelha em cima de um trenó é invenção recente. Em muitos países o nome Noel significa Natal.

Infelizmente, cada vez mais a ideologia do comerciário papai Noel vai caindo na crendice popular e substituindo o verdadeiro e mais importante personagem da festa – Jesus Cristo.

Fonte: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
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* Imaculada Conceição de Maria, pelo Cardeal Newman.

terça-feira, dezembro 8th, 2009


Maravilhosa reflexão feita pelo Cardeal Newman sobre a Imaculada Conceição.

leia até o fim!

Para quem não o conhece, Newman foi um sacerdote anglicano inglês convertido ao Catolicismo , posteriormente nomeado cardeal  pelo papa Leão XIII em 1879.

O fato desta reflexão ter vindo de um ex protestante que, na busca da verdade encontrou a Igreja,dá um peso todo especial!

São Excertos do Memorandum sobre a Imaculada Conceição.

I

1. É, para mim, tão difícil penetrar nos sentimentos de uma pessoa que compreende a doutrina da Imaculada Conceição, e ainda assim lhe faz objeção, que me sinto inseguro ao tentar falar sobre o tema. Fui acusado de tê-la sustentado, num dos primeiros livros que escrevi, vinte anos atrás. Por outro lado, este simples fato pode ser um argumento contra algum objetor – por que razão não me pareceu difícil àquela altura, se havia uma real dificuldade em aceitá-la?

2. O objetor não se dá conta de que Eva foi criada, ou nasceu, sem o pecado original? Por que isto não o escandaliza? Sentir-se-ia ele inclinado a adorar Eva naquele seu primeiro estado? Por que, então, a Maria?

3. Ele não crê que São João batista teve a graça de Deus, isto é, foi regenerado, antes mesmo de seu nascimento? O que cremos acerca de Maria senão que a graça lhe foi dada num período um pouco anterior? Tudo o que afirmamos é que a graça foi dada a ela desde o primeiro momento de sua existência.

4. Não afirmamos que ela não deveu sua salvação à morte de seu Filho. Muito pelo contrário, afirmamos que ela, dentre todos os descendentes de Adão, é no sentido mais verdadeiro o fruto e a aquisição de Sua Paixão. Ele fez por ela mais do que por qualquer outra pessoa. Aos outros Ele deu a graça e a regeneração num certo ponto de sua existência terrena; a ela, desde o início.

5. Não tornamos sua natureza diferente das outras. Entretanto, como diz Santo Agostinho, não gostamos de mencionar seu nome no mesmo fôlego que mencionamos pecado, ainda que certamente ela tivesse sido um ser frágil como Eva, sem a graça de Deus. Um dom mais abundante da graça fez dela o que ela foi desde o início. Não foi sua natureza que lhe garantiu a perseverança, mas o excesso da graça que impediu a Natureza de agir como a Natureza jamais agirá. Não há diferença de tipo entre ela e nós, mas uma diferença inconcebível de grau. Ela e nós somos simplesmente salvos pela graça de Cristo.

Logo, sinceramente falando, Eu realmente não vejo qual seja a dificuldade, e gostaria de colocá-lo por escrito com clareza. Quero acrescentar que a afirmação acima não é uma afirmação privada minha. Nunca soube de qualquer católico que tivesse outra visão. Nunca soube de nenhuma outra visão tenha sido proposta por alguém.

II

(1) Depois, era uma doutrina primitiva? Ninguém pode acrescentar algo à revelação. Esta foi dada de uma vez por todas; mas, na medida em que o tempo avança, o que foi dado de uma vez por todas é entendido mais e mais claramente. Os maiores Padres e Santos, neste sentido, estiveram no erro, ou seja, uma vez que a matéria sobre a qual falaram não havia sido examinada, e a Igreja não havia falado, eles não fizeram justiça, em suas expressões, a seus reais significados. Por exemplo, o Credo Atanasiano diz que o Filho é “imenso” (na versão protestante, “incompreensível”). O Bispo Bull, embora defendendo os Padres pré-nicenos, diz que é um prodígio que “quase todos eles deem a impressão de serem ignorantes acerca da invisibilidade e grandeza do Filho de Deus”. Por um momento, porventura, eu penso que eles fossem ignorantes? Não, mas que eles falaram inconsistentemente, porque se opunham a outros erros, e não perceberam o que diziam. Quando surgiu o herético Ário, e eles viram o uso que se fazia de suas afirmações, os Padres se retrataram.

(2) Os grandes Padres do quarto século pareciam, a maioria deles, considerar nosso Senhor ignorante em Sua natureza humana, e que tivesse progredido em conhecimento, como São Lucas parece dizer. Esta doutrina foi anematizada pela Igreja no século seguinte, quando apareceram os Monofisitas.

(3) Da mesma forma, há Padres que parecem negar o pecado original, a punição eterna, etc.

(4) E mais, o famoso símbolo “Consubstancial”, aplicado ao Filho, que se encontra no Credo Niceno, foi condenado por um grande Concílio de Antioquia, com Santos presentes, setenta anos antes. Por quê? Porque aqule Concílio queria dizer outra coisa com aquela palavra.

Agora, quanto à doutrina da Imaculada Conceição, ela estava implícita nos primeiros tempos, e nunca foi negada. Na Idade Média, ela foi negada por Santo Tomás e por São Bernardo, mas eles tomam a frase num sentido diferente daquele que a Igreja agora toma. Eles a entenderam com referência à mãe de Nossa Senhora, e pensaram que ela contradizia o texto, “Em pecado minha mãe me concebeu” – ao passo que nós só falamos de Imaculada Conceição em relação a Maria; e a outra doutrina (à qual, de fato, Santo Tomás e São Bernardo se opuseram) é realmente herética.

III

Como noção primitiva sobre Nossa Bem-Aventurada Senhora, o frequente contraste entre Maria e Eva realmente parece muito forte. É encontrado em São Justino, Santo Irineu e Tertuliano, três dos Padres mais antigos, e em três continentes distintos – Gália, África e Síria. Por exemplo, “o nó formado pela desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; aquilo que a Virgem Eva atou pela incredulidade, a Virgem Maria desatou pela fé”. De novo, “A Virgem Maria tornou-se Advogada (Paráclita) da Virgem Eva, e assim como a humanidade foi submetida à morte através de uma Virgem, através de uma Virgem pode ser salva, sendo o equilíbrio preservado, a desobediência de uma Virgem pela obediência de uma Virgem” (Santo Irineu, Hæer. v. 19). De novo, “Como Eva, tornando-se desobediente, tornou-se a causa de sua própria morte e da de toda a humanidade, assim também Maria, trazendo o Homem predestinado, e ainda Virgem, sendo obediente, tornou-se a CAUSA DE SALVAÇÃO tanto para si mesma como para toda a humanidade”. Novamente, “Eva sendo uma Virgem, e incorrupta, gerou desobediência e morte, mas Maria a Virgem, recebendo fé e alegria quando o Anjo Gabriel a evangelizou, respondeu, ‘Faça-se em mim’”, etc. De novo, “O que Eva fracassou por não crer, Maria crendo encobriu”.

1. Agora, podemos nos recusar a ver que, segundo estes Padres, os mais antigos dos antigos, Maria era uma mulher típica como Eva, que ambas foram dotadas de especiais dons da graça, e que Maria venceu onde Eva fracassou?

2. Ademais, que luz eles lançam sobre a doutrina de Santo Afonso, da qual se faz às vezes um discurso, o das duas escadas. Vê-se que, segundo os mais antigos Padres, Maria desfaz o que Eva havia feito; a humanidade é salva através de uma Virgem, a obediência de Maria torna-se causa de salvação para toda a humanidade. E mais, o modo distinto pelo qual Maria faz isto é enfatizado quando ela é chamada Advogada pelos antigos Padres. A palavra é usada para nosso Senhor e para o Espírito Santo – para nosso Senhor, quando intercede por nós em Sua própria Pessoa; para o Espírito Santo, quando intercede nos Santos. Este é a via branca, enquanto a via especial de nosso Senhor é a via vermelha, isto é, a de seu Sacrifício expiatório.

3. E ainda mais, que luzes estas passagens lançam em dois textos da Escritura. Nossa leitura é: “Ela vos esmagará a cabeça”. Agora, apenas este fato de nossa leitura, “Ela esmagará”, tem algum peso, por que razão não seria nossa leitura a correta? Mas faça a comparação de Escritura com Escritura, e veja como a coisa toda se vincula quando nós a interpretamos. Uma guerra entre a mulher e a serpente é narrada no Gênesis. Quem é a serpente? A Escritura não diz em nenhum lugar até o capítulo doze do Apocalipse. Lá enfim, pela primeira vez, a “Serpente” é interpretada para significar o Espírito Mau. Agora, como ele é apresentado? Ora, novamente pela visão de uma Mulher, inimiga dele – e assim como na primeira visão do Gênesis a Mulher tem uma “descendência”, aqui tem um “Filho”. Podemos ajudar dizendo, então, que a Mulher é Maria no terceiro capítulo de Gênesis? E neste caso, e nossa leitura está correta, a primeira profecia dada contrasta a Segunda Mulher com a Primeira – Maria com Eva, exatamente como São Justino, Santo Irineu e Tertuliano fazem.

4. Além do mais, veja a relação direta disto com a Imaculada Conceição. Houve guerra entre a mulher e a serpente. Isto é mais enfaticamente realizado se ela nada tem nada a ver com o pecado – porque, na medida em que alguém peca, ele tem uma aliança com o Maligno.

IV

Agora quero que seja observado por que razão cito, deste modo, os Padres e a Escritura. Não para provar a doutrina, mas para desvencilhá-la de qualquer monstruosa improbabilidade que poderia tornar uma pessoa escrupulosa em aceitá-la quando a Igreja a declara. Um protestante poderia dizer: “Oh, eu realmente nunca, nunca poderei aceitar tal doutrina das mãos da Igreja, eu preferiria milhares, milhares de vezes constatar que a Igreja falou falsamente a que esta doutrina terrível fosse verdadeira”. Agora, meu bom homem, POR QUÊ? Não caia em tal espantosa agitação, como um cavalo envergonhado de não sabe o quê. Considere o que eu disse. É, de alguma maneira, certamentecertamente contrário à Escritura? É certamente contrário aos primitivos Padres? É certamente idolátrico? Não posso deixar de sorrir na medida em que faço as perguntas. Ou melhor, não deve alguma coisa ser dita a favor dela a partir da razão, da piedade, da antiguidade do texto inspirado? Você pode não ver razão alguma para acreditar na voz da Igreja; você pode não ter ainda chegado à fé nela – mas de que maneira esta doutrina poderia balançarpossa ser de Deus, está além do que sou capaz de compreender. Muitas, muitas doutrinas são mais difíceis do que a Imaculada Conceição. A doutrina do Pecado Original é infinitamente mais difícil. Maria simplesmente não tem esta dificuldade. Não é difícil acreditar que a alma esteja unida à carne sem o pecado original; o grande mistério é que alguns, milhões em milhões, nasceram com ele. Nossa doutrina sobre Maria é tão somente menos difícil que nossa doutrina sobre o estado da humanidade em geral. irracional? É sua fé nela, se você tem fé, ou levá-lo ao mais-ou-menos se você começa a considerar que ela

Digo-o com clareza – pode haver muitas escusas no último dia, boas e más, para não ser católico; uma não posso conceber: “Ó Senhor, a doutrina da Imaculada Conceição era tão prejudicial à Vossa graça, tão inconsistente com Vossa Paixão, tão oposta a Vossas palavras no Gênesis e no Apocalipse, tão diferente do ensinamento dos Vossos primeiros Santos e Mártires, que me deu o direito de rejeitá-la com todos os riscos, e à Vossa Igreja por ensiná-la. É uma doutrina sobre a qual meu juízo privado está plenamente justificado em oposição ao juízo da Igreja. E esta é minha alegação por ter vivido e morrido como protestante”.

Fonte: The Anglo-Catholic

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* Índia nega transferência de restos de Madre Teresa para a Albânia.

sexta-feira, outubro 16th, 2009

A Índia rejeitou uma exigência do governo da Albânia de que autorizasse a transferência ao país europeu dos restos de Madre Teresa, que estão na cidade indiana de Calcutá.

Madre Teresa, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1979, tinha cidadania indiana, mas nasceu em Skopje, capital da Macedônia, e era de etnia albanesa.

“Madre Teresa era uma cidadã indiana e ela descansa em seu próprio país, sua própria terra”, afirmou Vishnu Prakash, porta-voz do Ministério do Exterior indiano.

Uma porta-voz das freiras da Ordem das Missionárias da Caridade, fundada por ela em 1950, descreveu a exigência albanesa como um “absurdo”.

“Aprovamos a decisão do governo indiano. Madre Teresa é Calcutá, ela é a Índia. É um absurdo a Albânia esperar pelos restos dela”, disse Sunita Kumar.

Correspondentes afirmam que a polêmica em torno dos restos de Madre Teresa pode se transformar em uma disputa entre três países: a Índia, onde ela trabalhou a maior parte de sua vida; Albânia, de onde vieram os pais de Madre Teresa, e Macedônia, onde ela passou os primeiros 18 anos de sua vida.

A disputa deve ficar ainda mais acirrada em agosto de 2010, o 100º aniversário de nascimento de Madre Teresa. Muitos analistas esperam que ela seja canonizada e transformada em santa.

Em comentários divulgados durante o final de semana, o primeiro-ministro albanês Sali Berisha afirmou que seu governo vai intensificar os esforços para recuperar os restos de Madre Teresa antes de seu 100º aniversário.

Peregrinação

Depois de sua morte, em setembro de 1997, Madre Teresa foi enterrada na sede da Ordem das Missionárias da Caridade, em Calcutá, que se transformou em um local de peregrinação.

A freira, que era conhecida como “Santa das Sarjetas” devido ao seu trabalho junto aos mais pobres da cidade de Calcutá, recebeu a cidadania indiana em 1951.

Nascida com o nome de Agnes Gonxhe Bojaxhiu em 1910, Madre Teresa chegou à Índia quando ainda era noviça em 1929 e se dedicou ao trabalho com os doentes e pobres.

Ela assumiu o nome de Teresa ao fazer seus votos como freira em 1931 e, em 1950, estabeleceu a ordem que gerencia lares que abrigam crianças abandonadas, idosos e portadores de doenças como Aids e hanseníase.

A Ordem das Missionárias da Caridade cresceu e atualmente conta com 3 mil freiras e 400 religiosos em 87 países, atendendo a pobres e doentes em favelas de 160 cidades.

Em 1979 Madre Teresa recebeu o Prêmio Nobel da Paz em nome dos desvalidos da sociedade. Ela pediu que o grande jantar de gala fosse cancelado e os lucros fossem doados para os pobres de Calcutá.

“Pelo meu sangue, sou albanesa. Pela cidadania, sou indiana. Pela fé, sou uma freira católica. Quanto à minha vocação, pertenço ao mundo”, disse Madre Teresa.

Ela foi beatificada pelo papa João Paulo 2º em 2003, o primeiro passo para ser transformada em santa. A beatificação foi em tempo recorde para a era moderna.

Fonte: Folha de São Paulo

***

Uma mulher que deixou marcas de eternidade em vida e, mesmo depois de morta, ainda fala ao mundo!

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Corpos incorruptos de alguns Beatos e Santos

sábado, agosto 15th, 2009

Beata Ana Maria Taigi

São Vicente de Paula

Santa Bernadete

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Uma explicação ” Técnica”

Corpo Incorrupto é o corpo humano que possui a propriedade, considerada  Milagrosa de não se decompor após a morte, sem que tenham sido utilizados métodos de embalsamento ou ocorrido processos naturais de mumificação, não havendo explicação científica para esse ocorrido.

Alguns desses corpos permanecem conservados mesmo após transcorrido um período de 1.500 anos desde a data do óbito.

O fenômeno da incorruptibilidade pode ocorrer com todo o corpo ou com apenas parte dele. Uma outra característica importante é a de que os corpos incorruptos emanam também um odor agradável.

***

Corpos humanos preservados ou “múmias” vieram sendo descobertos através dos séculos, alguns ate’ mesmo antes do tempo dos Faraós, aonde a arte de embalsar se originou. Muitos desses corpos preservados, sobreviveram a descomposição por ate’ 3.000 anos. De todos esses corpos preservados descobertos através dos séculos, todos se encaixam em uma dessas categorias:

1. Preservados acidentalmente - Esses tipos de corpos preservados são preservados devido a ações acidentais. Ex: Corpo enterrado em solo seco, em areia quente ou larva,etc. .  Esses corpos quando encontrados se encontravam ti descoloridos, enrugados, distorcidos, tendo aparência esquelética, e sem elasticidade dos membros. Alem disso, com odor característico; sem dizer que, após descobertos entraram em rápida descomposição.

2. Preservados deliberadamente – Preservados deliberadamente são os corpos daqueles que foram embalsamados ou então tratados antes de seus funerais com a intenção de tentar prevenir a descomposição.

3. Incorruptos - Esses tipos de corpos preservados começaram a ser descobertos nos primeiros séculos depois de Cristo, surpreendentemente, eles não se encaixam em nenhuma das outras duas categorias citadas acima.

Algumas carecterísticas comuns dos corpos incorruptos:

* Os incorruptos são tipicamente encontrados com a aparencia viva; umidos, flexiveis e contendo essência doce e suave que muitos comparam ao cheiro das rosas ou outras flores e isso após anos e anos após a morte dos mesmos.

* Os incorruptos permanecem livre de decomposição, alguns por séculos.

* Os incorruptos muitas vezes contem óleos fluentes limpos, perspiração e sangue corrente por anos após a morte.

* Outros incorruptos parciais foram encontrados através dos séculos, aonde certas partes do corpo se decompõe normalmente, enquanto que outras partes como o coração ou língua permanecem perfeitamente livre de decomposição.

Somente na Igreja Católica existe este fenômeno inexplicável pela ciência

Muitos milagres inexplicáveis acorreram no decorrer da historia quando pessoas vieram a entrar em contato com esses corpos incorruptos

Veja o exemplo de Santa Bernadette que Morreu em 1879 in Nerves, na Franca. Seu corpo foi exumado 30 anos mais tarde, em 1909 e foi descoberto completamente incorrupto e livre de de qualquer odor.

Seu corpo foi novamente exumado uma segunda vez 10 anos mais tarde em 1919 e se encontrava ainda incorrupto.

O corpo de Santa Bernadete continua exposto, ainda hoje, na Capela de Santa Bernadette em Nevers, França.

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