Posts Tagged ‘Senso crítico’

* Avatar, o filme. A fé cristã tem algo a dizer ?

terça-feira, janeiro 5th, 2010

Com muita frequência recebemos e-mail s de irmãos nos fazendo perguntas sobre determinados filmes lançados pelo cinema.

Avatar, claro, não poderia ficar de fora.

A análise abaixo é uma reflexão interessante sobre o filme, em uma ótica Cristã, não se trata de uma palavra oficial da igreja mas a opinião de um irmão que assistiu o filme e partilha conosco suas impressões.

Muito do que ele colocou tem sentido.

Pretendo assistir o filme para  fechar minha opinião, como já fiz com o “2012″ que, de fato, procura deixar claro em um eventual fim do mundo, que Deus não poderá nos ajudar, pois ele “não existe”.

A queda do Cristo Redentor, o papa, a queda drámatica da Igreja de São Pedro, caindo em cima dos orantes na praça, o rompimento pela rachadura do dedo de Deus e do dedo do homem na famosa obra de michelangelo transmite a mesma mensagem; “Não há salvação em Deus, em nenhum deus, nem allah, nem buda..é o fim.”

Claro que não comungo com essa visão. De qualquer forma, pelos efeitos especias.. vá lá. é o que salva, o resto..

Avatar tem também das suas..  quem já assistiu pode lembrar o que viu na ótica dessa partilha, quem ainda vai ver, terá essa reflexão para enriquecer sua posição pessoal.

Uma outra questão: tem pessoas que imaginam que todo e qualquer  filme que passa no cinema a Igreja tem que estar dando opinião, liberando, “proibindo..”

Não é assim. Somente quando o filme tem repercussão e atinge nossa vivência e nossos valores ou a própria a igreja, sua história, o papa, o magistério, etc.. a igreja se pronuncia através de algum de seus membros, um bispo, ou o jornal vaticano (por uma questão de justiça com a verdade dos fatos, como foi com o herético “anjos e demônios”).

A mesma coisa a nivel nacional ou local.

A Igreja não proibe mas, quando é o caso, oferece informações e subsídios para orientar seu povo e iluminar nossa inteligência e fé.

Nós, como filhos da Igreja, é que precisamos conhecer bem a fé católica para filtrarmos de nossas diversões aquilo que é compativel, ou não, com nossa fé. Asssitir com senso critico, ir além dos efeitos, os diálogos, a intenção do diretor, etc. Eventualmente a Igreja fala sobre determinada obra de arte, que deve- claro! nos iluminar e nos fazer refletir com obediência de fé.

A responsabilidade e a conviniência de assistir ou não, é nossa, decisão livre iluminada pela fé no filho de Deus, cabeça da Igreja e pelo amor a verdade!

***

Marcos Soares

O escritor cristão Francis Scheaffer (1912 – 1984) já dizia no início dos anos 80 do século passado que o Século XXI seria marcado pelo misticismo, culto à natureza e hedonismo. Ele acertou em cheio! Nossa geração tem esses traços entremeados na linguagem, nos hábitos, na religiosidade, no comportamento social e, sobretudo, na cultura, dos livros publicados que mais vendem aos filmes de sucesso.

Veja-se o caso da literatura tão ovacionada em nosso tempo: os livros do místico brasileiro Paulo Coelho, um escritor cujo conteúdo não é nada cristão. Pelo contrário, tem uma proposta pautada nos conceitos e práticas das religiões orientais e, para seduzir, de vez em quando ele explora textos bíblicos em suas concepções místico-filosóficas.

Poderíamos discorrer aqui sobre os vários âmbitos da cultura e iríamos presenciar essa miscigenação de conceitos e valores que têm afastado o homem de uma relação pessoal com Deus e de obediência à Sua Palavra.

Eu assisti ao filme Avatar e pude perceber que ele simboliza de forma impressionante a filosofia de vida que vem sendo amplamente defendida e divulgada nos vários campos do conhecimento, da ciência, da cultura e na mídia de massa de nossa geração: a falsificação da verdade proposta na Palavra de Deus e a deusificação da Ciência e da Natureza.

A proposta não tem nada de novo em termos filosófico religiosos. Trata-se de uma concepção que mistura (veja-se aí o misticismo) religião hindu, práticas indígenas de adoração aos entes naturais e culto a extraterrestres.

O título do filme diz respeito ao conceito hindu de que todo ser humano é um avatar de que cada um seria uma centelha do Deus Único, manifestada no plano material. Ou seja, o hinduísmo defende que todos os seres humanos são Amsha Avatar (encarnações parciais do Divino).

Na verdade, Avatar apresenta conteúdos ultrapassados e alienantes. Em termos históricos (óbvios), é aquela “velha” temática do capitalismo destruindo os índios e a natureza em nome da posse da riqueza existente na floresta – o filme mostra que os humanos querem explorar o minério raro unobtanium existente em Pandora que pode ser a chave para solucionar a crise energética da Terra.

No sentido teológico propõe o fim da adoração a Deus e o advento da “nova era” onde a ”mãe” natureza pode tudo e o ser humano não passa de uma peça nessa engrenagem alienante.

O que tem de novo é o aspecto tecnológico. Aliás, é isso que atrai, é isso que “salva” o filme. Para quem o assistiu em 3-D pode presenciar a nova tendência do cinema mundial cuja força da tecnologia, muitas vezes, dará emoção e qualidade a propostas pouco criativas e sem qualidade textual.

Com base nesse “pano de fundo”, proponho uma reflexão para nos protegermos dessa perigosa síndrome de Avatar que tem “dominado” parte de nossa geração.

Primeiro, o Deus cristão não está longe como o hinduísmo ensina. Nosso Deus é real e pessoal. Jesus Cristo veio ao mundo e viveu entre nós para demonstrar de forma inequívoca que Deus pode e se relaciona pessoalmente conosco. Não é uma relação alienante, nem subjetiva. Mas, um relacionamento com base no amor, na verdade e na obediência.

Segundo, o ser humano é superior à natureza. Veja o que o próprio Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança, e domine ele sobre os peixes do mar e as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra, e sobre todas as criaturas que se movem ao longo da terra.” (Gênesis 1,26). O filme Avatar tenta induzir o espectador a pensar que aqueles bichos e as árvores estão no mesmo plano do ser humano. Não é verdade. O homem é mais importante do que aves, animais, peixes e árvores. Devemos, sim, cuidar e proteger a natureza, mas não há nenhuma base cristã que justifique as relações entre os avatares e a natureza proposta no filme. A natureza não é Deus.

Terceiro, o verdadeiro poder de libertar o ser humano vem de Deus, não da ciência, da mentalização humana ou da energia cósmica. As “ligações” entre os avatares e os animais apontam tanto para a proposta de que essa “energia” cósmica coloca a todos no mesmo plano, quanto atribui à natureza poderes que ela não tem. O poder de mudar a nossa vida vem de Deus, o poder de libertar uma pessoa deprimida e angustiada vem de Deus. O apóstolo Paulo afirma que “o Evangelho é o Poder de Deus” (Romanos 1:16). Essa palavra divina é que liberta o ser humano de todas as amarras. Deus pode libertar você hoje de todas as amarras que o prendem. O verdadeiro poder que liberta vem de Deus, não da natureza.

A ciência também não pode resolver dos os mistérios da vida. O filme Avatar propõe esse poder que a ciência julga ter de resolver todos os problemas humanos, de fazer um paraplégico andar, correr, pular, voar sem limites. Isso está simbolizado na figura de Jake Sully, um ex-fuzileiro naval confinado a uma cadeira de rodas que pode experimentar a cura não através do poder de Deus, mas do Programa Avatar onde os “condutores” humanos passam a ter uma consciência ligada a um avatar, um corpo biológico controlado à distância capaz de sobreviver no ar letal de Pandora. Um milagre da ciência e da natureza.

Essa síndrome Avatar tem sido uma tentativa da cultura e da ciência de neutralizar a obra de Deus na vida humana. Escritores, pesquisadores, produtores culturas, professores, âncoras midiáticos, líderes do movimento Nova Era, todos têm procurado alternativas para falsificar a verdade sobre Deus, o homem e a natureza. O ser humano tem sido levado a pensar que pode tornar-se, com a força da natureza ou de entidades extraterrestres, um “super homem” quando, de fato, a verdadeira identidade humana restaurada, curada e feliz é aquela que se relaciona com o Deus cristão, autor e sustentador de todas as coisas.

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A Cabana, Parte III- Final

sábado, agosto 1st, 2009

VI. IGREJA E “MÁQUINA RELIGIOSA” – PURIFICAÇÃO DA CRIAÇÃO – AFIRMAÇÕES TÍPICAS DA MENTALIDADE ANARQUISTA DA NOVA ERA MISTURADAS COM VERDADES DE FÉ

As afirmações das passagens a seguir são tão absurdas que dispensariam comentários. Entretanto, como é possível que alguém tenha lido e não tenha reparado, vamos colocá-las em negrito.

Jesus diz a Mack:

“- Bom, Mack, nosso destino final não é a imagem do Céu que você tem na cabeça. Você sabe, a imagem de portões adornados e ruas de ouro. O céu é uma nova purificação do universo, de modo que vai se parecer bastante com isso aqui. (Esta afirmação é de cunho espírita e totalmente contrária à fé cristã católica e à Palavra)

- Então que história é essa de portões adornados e ruas de ouro? (veja que ele fala da Palavra não como a verdade, mas como algo que pode ou não pode ser verdadeiro).

- Esta, irmão – começou Jesus, deitando-se no cais e fechando os olhos por causa do calor e da claridade do dia -, é uma imagem de mim e da mulher por quem sou apaixonado. (…) É uma imagem da minha noiva, a Igreja: indivíduos que juntos formam uma cidade espiritual com um rio vivo fluindo no meio e nas duas margens árvores crescendo com frutos que curam as feridas e os sofrimentos das nações. Essa cidade está sempre aberta e cada portão que dá acesso a ela é feito de uma única pérola (…) Isso sou eu! (…) Pérolas, Mack. A única pedra preciosa feita de dor, sofrimento e, finalmente, morte. (alguém precisa informar ao autor que a pérola não é uma pedra preciosa. Entretanto, pode ter sido erro de tradução do “gem” em inglês. Em todo caso, aqui temos outro clichê tipicamente evangélico e por vezes útil para o primeiro anúncio).

- Entendi. Você é a entrada, mas… Você está falando da Igreja como essa mulher por quem está apaixonado. Tenho quase certeza de que não conheço essa Igreja (…) Não é certamente o lugar aonde eu vou aos domingos. (…)

-Mack, isso é porque você só está vendo a instituição que é um sistema feito pelo ser humano. (Jesus fundou, sim, a Igreja como instituição e também como hierarquia ao nomear Pedro chefe da Igreja em Mt 16) Não foi isso que eu vim construir. O que vejo são as pessoas e suas vidas, uma comunidade que vive e respira, feita de todos que me amam e não de prédios, regras e programas. (não parece uma alusão clara ao Vaticano, às paróquias e aos programas pastorais das Igrejas Evangélicas?)

“Mack ficou meio abalado ouvindo Jesus falar de ‘igreja” desse modo, mas isso não chegou a surpreendê-lo. De fato, foi um alívio.

- Então como posso fazer parte dessa Igreja? Dessa mulher pela qual você parece estar tão apaixonado?

- É simples, Mack. Tudo tem a ver com os relacionamentos e com o fato de compartilhar a vida. (…) Minha Igreja tem a ver com as pessoas e a vida tem a ver com os relacionamentos. Você pode construí-la É meu trabalho e, na verdade, sou bastante bom nisso – disse Jesus com um risinho. (Em outras palavras, o “Imagine” relativista de John Lennon. Novamente, verdade e inverdade se misturam e enganam os menos atentos)

Para Mack essas palavras foram como um sopro de ar puro! Simples. Não um monte de rituais exaustivos e uma longa lista de exigências, nada de reuniões intermináveis com pessoas desconhecidas. Simplesmente compartilhar a vida. (todo amor à Igreja, toda doação de vida, todo sacrifício, ficam, assim, destruídos)

(…) Quer dizer, acho que o modo como vocês (a “trindade”) são é muito diferente de todo o negócio religioso em que fui criado e com o qual me acostumei. ( o “negócio religioso”chamado Igreja é arcaico a ponto de toda a sociedade “se acostumar”com ela. É isso o que ele insinua? Pois o “negócio” religioso (provavelmente foi utilizada a palavra “stuff”, que quer dizer “falação sem conteúdo”, mas não tenho o original inglês) , vai agora virar uma “máquina”, veja abaixo)

- Por mais bem-intencionada que seja, você sabe que a máquina religiosa é capaz de engolir as pessoas! – disse Jesus, num tom meio cortante. – Uma quantidade enorme das coisas que são feitas em meu nome não têm nada a ver comigo. E frequentemente são muito contrárias aos meus propósitos. (A Igreja é uma dessas coisas? É isso o que parece insinuar)

- Você não gosta muito de religião e de instituições? – perguntou Mack sem saber se estava fazendo uma pergunta ou uma afirmação.

- Eu não crio instituições. Nunca criei, nunca criarei (!!!!)

- E a instituição do casamento? (Mack tem razão de perguntar, pois no ritual do casamento é dito explicitamente que ele é a única instituição criada por Deus antes do pecado original e que sobreviveu a ele! Como resposta, “Jesus” vai mais uma vez contrapor instituição a relacionamento, em uma afirmação muito típica do caos pregado pela Nova Era).

- O casamento não é uma instituição. É um relacionamento (…) Como eu disse, não crio instituições. Essa é uma ocupação dos que querem brincar de Deus. Portanto, não, não gosto muito de religiões e também não gosto de política nem de economia. (Impressionante a capacidade do autor de não aprofundar nenhum assunto mas, pelo contrário, criar sofismas que, unidos a verdades bíblicas, confundem as pessoas, como neste caso, a partir do qual se pode afirmar: acabou-se o relacionamento, acabou-se o casamento, o Papa, os bispos e padres estão criando instituições e brincando de Deus. Não falam em nome Dele e tudo o que fazem faz parte da “máquina religiosa”, inclusive a liturgia, os sacramentos, a pregação.)

A expressão de Jesus ficou notavelmente sombria.

- E por que deveria gostar? É a trindade de terrores criada pelo ser humano que assola a Terra e engana aqueles de quem eu gosto. Quantos tormentos e ansiedades relacionados a cada uma dessas três coisas as pessoas enfrentam? ( “Jesus” coloca no mesmo plano, em um plano trinitário, isto é onde os 3 são iguais mas diferentes, a economia, a política e a religião !!!!! e as chama de “trindade de terrores” que trazem tormentos e ansiedades às pessoas!!!!!! A Igreja não é mais instrumento de salvação, a política e economia não são mais maneiras de implantar a justiça e amor divinos!!! É a anarquia geral da geração de 68 atacando de Nova Era, de relativismo, de hedonismo, é o caos!)

(…)

- Falando de modo simples, religião, política e economia são ferramentas terríveis que muitos usam para sustentar suas ilusões de segurança e controle. As pessoas têm medo da incerteza, do futuro. Essas instituições, essas estruturas e ideologias são um esforço inútil de criar algum sentimento de certeza e segurança onde nada disso existe. É tudo falso! Os sistemas não podem oferecer segurança, só eu posso. (novamente, uma verdade – “só eu posso”- misturada a um monte de inverdades contrárias ao Evangelho, à história da Igreja, à noção de santidade e ao papel transformador do cristão no mundo. Além, claro, da falsa idéia de liberdade que perpassa o livro inteiro e que chega ao seu cume na conversa com Sofia, onde se misturam idéias muito boas sobre julgamento e perdão com idéias absurdas sobre liberdade, reforçando a idéia de liberdade que o Pai coloca no início do livro).

A liturgia não fica fora das críticas de “deus”:

“- Nada é um ritual, Mack.”(p. 194)

“- Nada é um ritual, Mackeinze.” (p. 204), além de várias outras afirmativas que criticam o rito e o ritual e a oração que os segue. Infelizmente, não os anotei todos.

VII. A INEXISTENCIA DE REGRAS E A NECESSIDADE DE ENTENDER PARA ACREDITAR (ANARQUISMO – NOVA ERA + ILUMINISMO – ESPIRITISMO) – ECO DO “IMAGINE’ DE JOHN LENNON?”

O horror a instituições e sistemas, da autoridade e obediência, leva também à afirmação de que regras são desnecessárias, ainda que estejam na Bíblia!

Em companhia do Espírito Santo (Sarayu), Mack ouve dele as seguintes palavras:

“- Mackenzie! Seu tom era de censura, as palavras voando com afeto – a Bíclia não lhe diz para seguir regras. (Qual é mesmo a Bíblia dela???) Ela é uma imagem de Jesus (?? – é isso o que diz a Dei Verbum, o último Sínodo da Palavra, o Catecismo? A Palavra não é imagem de Jesus. Ela É Jesus. Acontece, como veremos depois, que o livro trará todo um discurso de meta-linguística onde toda a “trindade” se autodenomina verbo!!!!!! São João Evangelista nos acuda!)

(…)

- É verdade que os relacionamentos são muito mais complicados do que as regras, mas as regras nunca vão lhe dar as respostas para as questões profundas do coração. E nunca irão amar você. ( Eis uma pérola de anarquismo, de egoísmo, de centralização em si, de anti-Evangelho)

(Na seqüência da conversa, “a” Espírito Santo nos presenteia com mais uma pérola da arte de sofismar)

- Mackenzie, a religião tem a ver com respostas certas e algumas dessas respostas são de fato certas. Mas eu tenho a ver com o processo que leva você à resposta viva e só ele é capaz de mudá-lo por dentro. Há muitas pessoas inteligentes que dizem um monte de coisas certas a partir do cérebro porque aprenderam com alguém quais são as respostas certas. Mas essas pessoas não me conhecem. Assim, na verdade, como as respostas delas podem ser certas, mesmo que estejam certas? - Ela sorriu.- Ficou confuso? Mas pode ter certeza: mesmo que possam estar certas, elas estão erradas. (Vê-se aqui, a total separação entre o poder do Espírito Santo e a Igreja. Ele não é a alma da Igreja, cujos “chefes” e “teólogos” dão respostas certas sem conhecer o Espírito Santo, o que torna todas as suas respostas erradas! Que sofisma admirável! A religião não tem nada a ver com a verdade!!! O Espírito não guia a Igreja, que é guiada por homens inteligentes que, por não o conhecerem, se tornam erradas em toda busca da verdade! Vejam a resposta de Mack e pasmem)

- Entendo o que você está dizendo. Eu fiz isso durante anos, depois da escola dominical (catecismo). Tinha as respostas certas, algumas vezes, mas não conhecia vocês (!!!!!!!)

(…)

- Então verei você de novo? – perguntou Mack, hesitando.

- Claro. Você pode me ver numa obra de arte, na música, no silêncio, nas pessoas, na Criação, mesmo na sua alegria e na sua tristeza. (…) E você irá me ouvir e me ver na Bíblia de modos novos. Simplesmente não procure regras e princípios. Procure o relacionamento. Um modo de estar conosco.

Ainda sobre regras e comportamento:

Após dar uma adequada explicação da gratuidade do amor de Deus, Jesus novamente coloca no contexto uma idéia inadequada: “Isso deve trazer um grande alívio porque elimina qualquer exigência de comportamento. (e também de gratidão, de amor gratuito e agradecido a Deus, de louvor, de amor como prova de amor, de amor como conseqüência da fé e da esperança!)

Em seguimento à mentalidade anarquista e relativista contrária a regras, o “espírito santo” nos presenteia com um outro sofisma que sabe Deus de onde vem:

- Por que você acha que criamos os Dez Mandamentos?

(…) – Acho, pelo menos foi o que me ensinaram, que é um conjunto de regras que vocês esperavam que os humanos obedecessem para viver com retidão e em estado de graça perante vocês.

- Se isso fosse verdade, e não é – respondeu Sarayu -, quantos você acha que  viveram com retidão suficiente para entrar em nossas boas graças?

A partir daqui o “espírito santo” começa a despedaçar a doutrina paulina sobre a Lei e a graça:

- Na verdade, só um conseguiu: Jesus. Ele obedeceu a letra da lei e realizou completamente o espírito dela. Mas entenda, Mackenzie, para fazer isso, ele teve de confiar totalmente em mim e depender totalmente de mim.

- Então por que vocês nos deram esses mandamentos?

- Na verdade, queríamos que vocês desistissem de tentar ser justos sozinhos. Era um espelho para revelar como o rosto fica imundo quando se vive com independência. (esse foi, de fato, aproximadamente, um dos efeitos da Lei, como diz o próprio Paulo, em Romanos. Entretanto, não foi por esta razão que nos foram dados os 10 mandamentos, como bem sabemos)

- Mas tenho certeza de que vocês sabem que há muitos que acham que se tornam justos seguindo as regras.

- Mas é possível limpar o rosto com o mesmo espelho que mostra como você está sujo? Não há misericórdia nem graça nas regras, nem mesmo para um erro. Por isso Jesus realizou todas elas por vocês para que elas não tivessem mais poder sobre vocês. (Senhor, tem piedade de nós e consola São Paulo).

(…) – Está dizendo que não preciso seguir as regras?

- Sim. Em Jesus você não está sob nenhuma lei. Todas as coisas são legítimas. (E a lei do amor que Jesus veio trazer? Se faz todas as coisas legítimas, não é amor!!! Aqui, Romanos é contradito de forma apavorante)

- Não pode estar falando sério! – gemeu Mack.

- Criança – interrompeu papai -, você ainda não ouviu nada.

- Mackeinzie – continuou Sarayu-, só tem medo da liberdade os que não podem confiar que nós vivemos neles. Tentar manter a lei é na verdade uma declaração de independência, um modo de manter o controle. (repare, que noção errônea de liberdade!)

-É por isso que gostamos tanto da lei? Para nos dar algum controle? – perguntou Mack.

- É muito pior do que isso – retomou Sarayu. – Ela dá o poder de julgar os outros e de se sentir superior a eles. Vocês acreditam que estão vivendo num padrão mais elevado do que aqueles a quem vocês julgam. Aplicar regras, sobretudo em suas expressões mais sutis, como responsabilidade e expectativa, é uma tentativa inútil de criar a certeza a partir da incerteza. E, ao contrário do que você possa pensar, eu gosto demais da incerteza. As regras não podem trazer a liberdade. Elas têm o poder de acusar. ( o “espírito santo” conseguiu transformar a Lei de Moisés em um conjunto de regras. Talvez ele ignore o que diz o profeta, que Deus nos daria um coração de carne e meteria Seu Espírito em nós para que cumpríssemos suas leis com a facilidade dos que O amam! Como se não bastasse, denomina como “regras sutis” a responsabilidade e expectativa. Aproximando-se ainda mais do absurdo, diz que gosta demais da incerteza. Ora, pelo que a Bíblia nos ensina, o Salvador foi prometido desde o pecado original, veio no “tempo oportuno, ou propício”, virá no final dos tempos e nos deixou também no Novo Testamento, uma série de promessas,orientações de responsabilidade quanto à salvação de nossas almas e da humanidade inteira. Por séculos os judeus profetizaram com grande expectativa a vinda do Messias e a esperaram intensamente. O absurdo chega ao cume quando afirma que as regras não podem trazer a liberdade (oposto do que nos ensina a Igreja e a Palavra) e que têm o poder de acusar, quando São Paulo, ao falar no assunto, dizem que elas têm a finalidade de nos fazer ver o mal)

- Uau! De repente Mack percebeu o que Sarayu haivia dito. – Está dizendo que a responsabilidade e a expectativa são apenas outra forma de regras? Ouvi direito?

Em seguida, “a trindade” entra em uma conversa que tem relação sofismática intensa com a noção cristã de Verbo (que aplica às 3 pessoas) e de substantivo. Tal sofisma remete às religiões orientais, assim como a neuro e meta- lingüística

Em um ataque de fundamentalismo, o “espírito santo” afirma:

“por isso, você não encontrará a palavra responsabilidade nas Escrituras” (!!!) (…) A religião usa a lei para ganhar força e controlar as pessoas de que precisa para sobreviver. Eu, ao contrário, (desta vez, é o “espíritosanto” quem se opõe à religião) dou a capacidade de reagir e sua reação é estar livre para amar e servir em todas as situações. (parece lindo? Veja o que vem a seguir neste jogo sofismático de verdade/mentira/verdade/mentira) (…) Como sou sua capacidade de reagir livremente (novo nome do Espírito Santo????? “espírito santo à la Nova Era?), tenho de estar presente em vocês. Se eu simplesmente lhes desse uma responsabilidade, não teria de estar com vocês. A responsabilidade seria uma tarefa a realizar, uma obrigação a cumprir, algo para vencer ou fracassar.

Caso você queira encontrar outro raciocínio sofismático fantástico para “provar” o erro, leia o que diz o “espírito santo” sobre a amizade, a prontidão, a responsabilidade, a liberdade, o relacionamento, o julgamento, as expectativas dos outros sobre você, que terminam com uma afirmação aparentemente correta do “pai:”

“- Querido, eu nunca tive expectativas com relação a você nem a ninguém.(e o “sede santos”, que vem desde o AT e é repetido por Jesus, acrescentando uma medida imensa: “sede santos como o Pai é santo“???) A idéia por trás disso exige que alguém não saiba o futuro ou o resultado e esteja tentando controlar o comportamento do outro para chegar ao resultado desejado.(por vezes, penso que Young tem uma neurose sobre controle e sobre liberdade, o que o leva a dizer absurdos com relação ao que a Igreja e a Palavra dizem sobre elas) Os humanos tentam esse controle principalmente por meio das expectativas. Eu o conheço e sei tudo sobre você. Por que teria uma expectativa diferente daquilo que já sei? (como bom relativista e iluminista, coloca o conhecimento acima de tudo, o experimental como base do conhecimento) Seria idiotice. E, além disso, como não a tenho, vocês nunca me desapontam. (Pecado??? O que é isso???)

A conclusão mais simples é que o livro não é adequado para ninguém, pelo menos não para cristãos que amem a Deus e levem a sério a Palavra, a Igreja, o mistério da Trindade.

Além do que foi escrito acima, o livro prima pela dessacralização da Trindade e da liturgia. Desautoriza igualmente o Magistério, a Igreja, os Sacramentos e a ordem social.

Segundo a contracapa e a introdução, tem por objetivo mostrar o sentido da vida e ajudar a passar por momentos de tristeza e angústia. É de admirar, pois além de não fazê-lo, usa a maior parte de seus capítulos para a descrição da “trindade” e seus “pensamentos”.

A versão, amplamente divulgada e com cara de marketing, de que Mack relata uma experiência de Deus não é, nem um pouco verdadeira e torna-se, mesmo, anacrônica quando colocada frente a frente com o que diz a Palavra, os santos, os doutores da Igreja.

Acrescento o comentário de duas conhecidas minhas sobre o livro:

- Não agüentei ler todo. Fez uma confusão enorme em minha cabeça.

- Li por ler. O livro não me acrescentou nada.

Ambas as senhoras têm cerca de 45 anos, são cristãs não engajadas e “apenas” vão à missa aos domingos.

………………………………………………………………………..
Trechos anteriores deste artigo (análise, comentários, explicações e críticas sobre o livro A CABANA):

  1. Sobre o livro A Cabana
  2. Sobre o livro A Cabana – parte II
  3. Sobre o livro A Cabana – parte III

Cabana

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Cristãos e Muçulmanos unidos pela liberdade religiosa

quinta-feira, julho 30th, 2009

Como cristãos e muçulmanos afirmamos que somos cidadãos ‘e’ crentes, não cidadãos ‘ou’ crentes.Estamos chamados a trabalhar lado a lado de forma adequada com os Estados aos quais pertencemos sem subordinar-nos a eles”: assim afirma o documento final do encontro entre cristãos e muçulmanos, com o lema “Ser cidadão da Europa e pessoa de fé”, que terminou hoje em Malinas (Bélgica), organizado pelo Comitê para as Relações com os Muçulmanos na Europa das Conferências de Bispos Europeus (CCEE) e pelo Conselho das Igrejas Européias (KEK).

A Europa, afirma o comunicado, “está submetida a um processo de profunda transformação, e está emergindo uma sociedade plural, inter-étnica, intercultural e inter-religiosa”.

Em alguns Estados, lamenta, “detecta-se um processo que está levando a relegar a religião cada vez mais à esfera privada”, inclusive chegando à marginalização do espaço público, chegando à erradicação de todo tipo de manifestação pública da fé.

Diante disso, o comunicado afirma a importância do princípio de integração, que “nunca deveria envolver a renúncia a nossas identidades religiosas, como mostrar símbolos religiosos em lugares públicos, ou neutralizando as festividades religiosas pretextando que poderiam ferir a sensibilidade de outros crentes”.

Por outro lado, afirma-se a importância do direito à liberdade de consciência, a mudar ou abandonar a própria religião, a mostrar e defender em público as próprias convicções religiosas sem ser ridicularizado ou intimidado por preconceitos ou estereótipos.

Outro dos pontos do comunicado se refere ao clima de entendimento desejável entre ambas comunidades, e se insiste no diálogo, que consiste mais em escutar que em falar, em aprender a curar as feridas das divisões causadas por conflitos passados, para ser “embaixadores de reconciliação”.

Para isso, é necessário conhecer-se mutuamente, para o qual os participantes do encontro propõem permitir a entrada de igrejas e mesquitas a visitantes de outras comunidades, assim como encontros acadêmicos que favoreçam o conhecimento mútuo.

Também propõem a condenação de qualquer uso da violência em nome da religião, assim como formas hostis e militantes de secularismo que criam discriminação entre os cidadãos e não dão espaço às crenças e práticas religiosas.

“Nosso desejo para as gerações futuras é que vivam em harmonia e paz com suas diferenças religiosas e que trabalhem para o progresso da sociedade. O diálogo inter-religioso tem de começar a ser o clima onde as crianças e jovens aceitam o outro e suas diferenças.”

Por Inma Álvarez

***

Se tenta de todas as formas enquadrar a religião ao fórum íntimo.

Na verdade a fé é intima porém sua vivência,suas expressões e seu campo de ação não se resume ao “crente”,mas a sociedade!

Os cidadãos que sutentam o Estado tem fé!,tem religião! O Estado é Laico,porém o Estado existe em função dos cidadãos.Ele não existe em função de si mesmo.

Não existe Estado sem pessoas mas existem pessoas sem Estado,que é fruto da evolução civilizatória.

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A leitura e a fé madura tem alguma relação?

quarta-feira, junho 24th, 2009

 


É evidente que, sem leitura, não surge afeição àcultura. Portanto, é preciso começar a leitura bem cedo, e o interesse virá
gradualmente, por menos predisposição que se tenha. É muito importante – ao
menos, parece-me – ganhar gosto pela leitura, não só pelo prazer
estético que ela cria e dá, mas também pela cultura geral que proporciona.

A leitura é o veículo normal e insubstituível da cultura: é a cultura da letra
impressa. Nos últimos tempos, vem-se falando de outras “culturas”, como a da
imagem e do som, mas é evidente que, sem o substratum da escrita, não
conseguem ser cultura. Até a ação de estudar é, normalmente, leitura. Observa
se que, para a cultura da imagem, é determinante a educação do olhar, assim
como, para a do som, a educação do ouvido; mas ambas não serviriam de nada sem
a implícita relação com a educação em geral e, mais especificamente, com a
cultura crítica. E esta nos vem dada pela leitura, que inclui alusões e até
ironias.

Entretanto, nessa viagem iniciática devem ser tidas em conta as considerações
que T.S. Eliot faz nas suas Notas para uma definição de cultura, ao
dizer que o termo “cultura” tem diferentes acepções conforme consideremos o
desenvolvimento de um indivíduo, de um grupo, de uma classe ou de toda uma
sociedade. Por outro lado, também é preciso olhar para os diversos tipos de
realizações.

Estamos, pois, diante de um fato complexo. Podemos tomar em consideração – diz
Eliot – o refinamento das maneiras, ou a urbanidade e civilidade: e nesse caso,
estaremos pensando numa classe social. Ou então podemos pensar em erudição:
nesse caso, homem de cultura será o enciclopédico. Ou podemos pensar na
Filosofia, em seu sentido mais amplo, ou num interesse pelas idéias abstratas,
com alguma experiência na sua concatenação, e então podemos estar-nos referindo
ao intelectual.

Passemos agora a uma tentativa de analisar o efeito negativo que os meios de
comunicação audiovisuais produzem no âmbito da leitura. Consideremos leitura
nos obriga a fazer uma espécie de “ginástica mental”. Nada nos é dado de mão
beijada. O acesso à cultura é, no princípio, um tanto áspero e ascético: requer
um esforço que não pode ser superficial. Ora, a televisão ou o rádio oferecem-se
de maneira tão cômoda e fácil que mesmo os adeptos da leitura se sentem
cativados pelas suas imagens sugestivas, e isto é extremamente grave.

A cultura é, no fundo, um repertório de possibilidades. Proporciona os dados
para que cada pessoa, escolhendo os de acordo com o seu modo de ser e a sua
sensibilidade, se enfrente a si mesma. Como não se pode ler tudo, acaba se por
assimilar aquilo que fundamentalmente convém a cada um. A cultura que as
escolas e Universidades nos oferecem não nos dá um nível “superior”,
mas sim diverso: todo mundo certamente lerá Shakespeare ou Cervantes, Goethe ou
Rilke, mas alguns aprofundarão mais em Balzac ou em Dickens, em Leopardi ou em Kafka. Todo mundo sabe
quem é quem, mas mesmo assim cada qual se nutre das suas afinidades: Lúlio ou
Bacon? Dostoievski ou Eça de Queiroz? Machado ou Valéry? Entre dois autores, o
déficit de um e a abundância do outro provoca nossas diferenças. Somos
diferentes porque, apesar do nível idêntico dos nossos computadores culturais,
bebemos em fontes distintas: conhecemos Platão, sim, mas não Zenão de Eléia.

Isto nos torna diversos e divertidos. A comunicação de massa (televisão, rádio,
cinema) torna-nos iguais, uniformiza-nos, e assim nos encontramos rindo das
mesmas piadas e, no fim das contas, pensando da mesma maneira. A leitura, pelo
contrário, liberta-nos e possibilita a meditação daquilo que lemos.

Defendo um conceito de cultura como prática da tolerância, e sinto-me inclinado
a afirmar que uma pessoa culta (que se fez através da cultura) é capaz de
debater os problemas mais complexos sem se alterar. Sente se tolerante e livre.
Em contrapartida, quando a televisão se pronuncia sobre alguma coisa, parece
conferir-lhe o status de “coisa julgada”; transmite a impressão de uma
autoridade absoluta, e isso evidentemente é um mal. A partir daí, inicia se um
processo de homologação massiva que só se pode alterar melhorando os conteúdos
culturais da mesma TV.

Isso, porém, é um peixe que come a própria cauda. Quem manda? Os promotores
culturais ou o público? Dentro do mundo estritamente cultural, também se
formula a mesma pergunta. Quem manda? O escritor ou o editor? Atualmente, tende
se a vender o livro como um simples produto manufaturado pelas grandes
editoras, com marketing e promoção publicitária intensíssimas. No fim, acaba-se
editando aquilo que o grande público quer. Livros são vendidos em liquidação ou
são destruídos. Às vezes, só existem para intimidar um autor ou castigá lo por
não obedecer a determinadas exigências editoriais.

Tudo o que acabamos de dizer serve de apelo às instituições responsáveis e
conscientes do problema, recomendando lhes que promovam a formação de
bibliotecas públicas e privadas, e cuidem de que as pessoas leiam e amem o
livro, estimuladas pelos educadores, que são quase os únicos que podem inculcar
o amor ao livro e à sua leitura. Não basta amar os livros como produtos de
cultura, mas é preciso fazê lo como uma babá: levantá los do chão, tirá los das
estantes das bibliotecas, sentir o perfume das suas tintas, acariciá los,
contemplá los como autênticas jóias.

Juan Perucho

***

Será que nós católicos lemos pouco porque somos expressão de uma cultura Brasileira que -infelizmente- estimula  pouco? Ou lemos pouco porque achamos que não precisamos “disso tudo” para uma vivência normal da fé?

Será que temos medo do conhecimento porque ele pode nos afastar da fé e gerar orgulho?

Será que não confundimos ser simples com ser simplório?

Claro que a resposta dessas perguntas pressupõem o chamado individual e a missão particular de cada um de nós.Para alguns o conhecimento além do básico é necessário e intrínseco ao chamado.Para outros não.

O problema é quando temos “aversão” ou preconceito ao conhecimento humilde e não sabemos nem o básico.Isso nos afasta da fé consistente e nos deixa muito limitados para abordar e evangelizar o mundo exigente de hoje.

Deus faz sem isso? Claro!!!

Agora imagina o que ele faria com isso!

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Entenda a “lei natural”,segundo o catecismo..

quinta-feira, junho 11th, 2009

CAPÍTULO TERCEIRO

A   SALVAÇÃO DE  DEUS :  A  LEI  E  A  GRAÇA

1949. Chamado à bem-aventurança, mas ferido pelo pecado, o homem tem necessidade da salvação de Deus. O auxílio divino é-lhe dado em Cristo, pela lei que o dirige e na graça que o ampara:

«Trabalhai com temor e tremor na vossa salvação: porque é Deus que opera em vós o querer e o agir, segundo os seus desígnios» (Fl 2, 12-13).

ARTIGO 1

A LEI MORAL

1950. A lei moral é obra da Sabedoria divina. Podemos defini-la, em sentido bíblico, como uma instrução paterna, uma pedagogia de Deus. Ela prescreve ao homem os caminhos, as regras de procedimento que o levam à bem-aventurança prometida e lhe proíbe os caminhos do mal, que desviam de Deus e do seu amor. E, ao mesmo tempo, firme nos seus preceitos e amável nas suas promessas.

1951. A lei é uma regra de procedimento emanada da autoridade competente em ordem ao bem comum. A lei moral pressupõe a ordem racional estabelecida entre as criaturas, para seu bem e em vista do seu fim, pelo poder, sabedoria e bondade do Criador. Toda a lei encontra na Lei eterna a sua verdade primeira e última. A lei é declarada e estabelecida pela razão como uma participação na providência do Deus vivo, Criador e Redentor de todos. «Esta ordenação da razão, eis o que se chama a lei» (1).

«Entre todos os seres animados, o homem é o único que pode gloriar-se de ter recebido de Deus uma lei: animal dotado de razão, capaz de compreender e de discernir, ele regulará o seu procedimento dispondo da sua liberdade e da sua razão, na submissão Àquele que tudo lhe submeteu» (2).

1952. As expressões da lei moral são diversas, mas todas coordenadas entre si: a lei eterna, fonte em Deus de todas as leis; a lei natural; a lei  revelada, compreendendo a Lei antiga e a Lei nova ou evangélica: por fim, as leis civis e eclesiásticas.

1953. A lei moral encontra em Cristo a sua plenitude e unidade. Jesus Cristo é, em pessoa, o caminho da perfeição. Ele é o fim da lei, porque só Ele ensina e confere a justiça de Deus: «O fim da Lei é Cristo, para a justificação de todo o crente» (Rm 10, 4).

I. A lei moral natural

1954. O homem participa na sabedoria e na bondade do Criador, que lhe confere o domínio dos seus atos e a capacidade de se governar em ordem à verdade e ao bem. A lei natural exprime o sentido moral original que permite ao homem discernir, pela razão, o bem e o mal, a verdade e a mentira:

«A lei natural [...] está escrita e gravada na alma de todos e de cada um dos homens, porque não é senão a razão humana ordenando fazer o bem e proibindo pecar… Mas este ditame da razão humana não poderia ter força de lei, se não fosse a voz e a intérprete duma razão superior, à qual o nosso espírito e a nossa liberdade devem estar sujeitos» (3).

1955. A lei «divina e natural» (4) mostra ao homem o caminho a seguir para praticar o bem e atingir o seu fim. A lei natural enuncia os preceitos primários e essenciais que regem a vida moral. Tem como fulcro a aspiração e a submissão a Deus, fonte e juiz de todo o bem, assim como o sentido do outro como igual a si mesmo. Quanto aos seus preceitos principais, está expressa no Decálogo. Esta lei é chamada natural, não em relação à natureza dos seres irracionais, mas porque a razão que a promulga é própria da natureza humana:

«Onde estão, pois, inscritas [estas regras] senão no livro daquela luz que se chama a verdade? É lá que está escrita toda a lei justa, e é de lá que ela passa para o coração do homem que pratica a justiça; não que imigre para ele, mas porque nele imprime a sua marca, à maneira de um selo que do sinete passa para a cera, sem contudo deixar o sinete» (5).

A lei natural «não é senão a luz da inteligência posta em nós por Deus; por ela, nós conhecemos o que se deve fazer e o que se deve evitar. Esta luz ou esta lei, deu-a Deus ao homem na criação» (6).

1956. Presente no coração de cada homem e estabelecida pela razão, a lei natural é universal nos seus preceitos, e a sua autoridade estende-se a todos os homens. Ela exprime a dignidade da pessoa e determina a base dos seus deveres e direitos fundamentais:

«Existe, sem dúvida, uma verdadeira lei, que é a recta razão; ela é conforme à natureza, comum a todos os homens; é imutável e eterna; as suas ordens apelam para o dever; as suas proibições desviam da falta. [...] É um sacrilégio substituí-la por uma lei contrária: e é interdito deixar de cumprir uma só que seja das suas disposições; quanto a ab-rogá-la inteiramente, ninguém o pode fazer» (7).

1957. A aplicação da lei natural varia muito; pode requerer uma reflexão adaptada à multiplicidade das condições de vida, segundo os lugares, as épocas e as circunstâncias. Todavia, na diversidade das culturas, a lei natural permanece como regra a unir os homens entre si, impondo-lhes, para além das diferenças inevitáveis, princípios comuns.

1958. A lei natural é imutável (8) e permanente através das variações da história. Subsiste sob o fluxo das ideias e dos costumes e está na base do respectivo progresso. As regras que a traduzem permanecem substancialmente válidas. Mesmo que se lhe neguem até os princípios, não é possível destruí-la nem tirá-la do coração do homem; ela ressurge sempre na vida dos indivíduos e das sociedades:

«Não há dúvida de que o roubo é punido pela vossa Lei, Senhor, e pela lei que está escrita no coração do homem e que nem a própria iniquidade consegue apagar» (9).

1959. Obra excelente do Criador, a lei natural fornece os fundamentos sólidos sobre os quais o homem pode construir o edifício das regras morais que hão-de orientar as suas opções. Também nela assenta a base moral indispensável para a construção da comunidade dos homens. Enfim, proporciona a base necessária à lei civil, que a ela se liga, quer por uma reflexão que dos seus princípios tira as conclusões, quer por adições de natureza positiva e jurídica.

1960. Os preceitos da lei natural não são por todos recebidos de maneira clara e imediata. Na situação atual, a graça e a Revelação são necessárias ao homem pecador para que as verdades religiosas e morais possam ser conhecidas, «por todos e sem dificuldade, com firme certeza e sem mistura de erro» (10). A lei natural proporciona à lei revelada e à graça uma base preparada por Deus e concedida por obra do Espírito.

***

Quanta  sabedoria na Igreja!

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Você é telespectador-Cidadão ou só Telespectador?

quinta-feira, junho 11th, 2009

Diante de tantas aberrações na televisão, nós agimos ou reagimos? Aceitamo-la passivamente como “inevitáveis”…? Limitamo-nos a queixumes, reclamações e lamúrias estéreis? E…Por quê? Urge exercitar a cidadania perante aquilo que julgamos não estar bem! Torna-se cada vez mais necessário que tenhamos atitudes concretas de “saudável rebeldia” : é hora de agir é ir à frente, atuar antes, não esperar que as coisas aconteçam, ou, se aconteçam, impedir que se repitam. Mas…, perguntará o irmão, o que posso fazer, como posso atuar?

Há três atitudes possíveis perante a mídia.

Liberal
: é a atitude dos que só conseguem ver o que há de positivo na televisão, julgando “exagerados” os temores e recomendações. – “A televisão é para me ajudar a relaxar, a distrair-me, a ter momentos de lazer… Preciso refazer as forças, assistir ao meu telejornal…” – “Afinal, que mal pode haver em que as crianças fiquem até mais tarde, assistindo aos programas e a vídeos?…” – “As pessoas exageram quanto aos malefícios da TV. Acho que as crianças precisam estar cientes da “realidade” que as envolve, e, na verdade, também não tenho muito tempo nem paciência para lhes dar muitas explicações… ”

Está baseada na “teoria da passividade”, no “deixa ficar como está para ver como é que fica”. Na verdade, é o egoísmo que fala mais alto nesta atitude, o egoísmo de  pais que não desejam ser incomodados nem gastar tempo com os filhos. Assim, vão logo dizendo: “Não chateia, vá ver televisão” – e largam os filhos … Não deveriam esquecer-se da notável capacidade de aprendizado e imitação das crianças!

Cautelosa ou de vigilância permanente
: consiste em defender-se da “manipulação por interesses”, sejam eles econômicos políticos ou totalitários; são os pais que, por exemplo, não hesitam em estabelecer limites para os horários e programas, mesmo que isso signifique “enfrentar” umas crianças aborrecidas durante algum tempo… Mas que não dedicam o tempo necessário para formar o senso crítico das crianças nem tomam qualquer outra atitude para melhorar a situação.

Crítica: consiste em formar juízos. É ensinam a ver, a julgar, a agir em conseqüência do que se viu e pensou, e a exercer uma” pressão social”, isto é, valorizar e utilizar mais o “direito de espernear”, que a população, geralmente acomodada, não costuma defender.

Esta última, a atitude crítica, foi a adotada por um grupo de pais do Rio Grande do Sul, que se dirigiram à Nestlé devido a uma propaganda em que um grupo de criança invadia um supermercado à noite, burlando o vigia, para roubar no freezer um produto da mesma Nestlé. Alertada, a Companhia – com muito bom senso – retirou do ar esse comercial, entendendo que era um aliciamento ao roubo.

Quando percebemos algo inconveniente na televisão, por que não:

Escrever cartas com reclamações ou sugestões e entregá-las nas lojas de Classificados dos jornais da nossa cidade? Ou ainda enviá-las para as secções do tipo “cartas dos leitores”, dedicadas aos comentários e às queixas da população? Como se afligem as empresas, quando encontram o seu nome ali publicado!

Passar um fax ou um e-mail para a emissora, a agência de propaganda ou o patrocinador do programa e/ou comercial, comunicando que discordamos daquilo – e por que -, e acrescentando talvez: “A minha família, amigos, conhecidos e quem mais puder ser contactado deixará de utilizar o seu produto e/ou serviço!”..

Telefonar para o serviço de atendimento ao consumidor ou o departamento de reclamações do patrocinador ou o ombudsman da empresa televisiva ( começa a ser mais comum esta figura) a fim de reclamar, protestar sobre tal ou qual programação quanto for o caso, sem esquecer de também elogiar o que estiver bem – e talvez gastando nisso os R$ 3,00 das ligações ilusórias e enganosas que nos prometem prêmios mil…

Pode o irmão questionar :

Mas será que algo disto funciona?

É só experimentar, como fizeram aqueles pais do Sul! Basta pensar que o preço que os patrocinadores pagam por segundos de anúncio, especialmente nos horários ditos “nobres”, é altíssimo, e se as vendas caírem, como ficarão? E com as emissoras de canal fechado, pagas, o resultado é imediato!

Não pensemos que estas atitudes concretas sejam insignificantes, tolas, e que não produzirão efeito algum. Você sabia que as emissoras e os jornais estimam que cada carta, nota ou telefonema equivale à opinião de 600 pessoas!?  Claro que a sua voz é importante e tem representatividade!

Outra possibilidade de tornar a televisão mais positiva está em procurar, por exemplo, unirmos-nos as pessoas que desejam também melhorar algo com relação à “telinha” e formar, a partir daí, grupos que possam conhecer quem seja atuante dentro das emissoras.

Talvez seja até possível – antes de transformar os sonhos em realidade, é preciso sonhá-los -, dialogar mais ativamente com o pessoal da televisão, promover roteiristas capazes e decentes, dar sugestões para a elaboração de guias de programação… Os temas poderiam apresentar conteúdos do quotidiano, bem vivos, atuais, que ajudassem a pensar, refletir, de uma forma alegre, educativa, divertida e animadora; deveriam ser vibrantes, levando a desejar viver e a ver a vida com olhos bons, saudáveis, esperançosos.

Sempre é oportuno repetir que os canais de televisão são uma concessão do governo, isto é, do povo através do governo, que não podem nem muito menos devem retornar ao próprio povo de uma forma negativa, prejudicial, deletéria! Não desejo tomar posição aqui quanto à questão da censura estatal, que sempre se pode mostrar uma faca de dois gumes; mas quero proclamar alto e bom som que é preciso fazer alguma coisa, e Já.

“A televisão – escreve o jornalista Carlos Alberto di Franco – em si é um veículo fascinante”. Pode se quiser abrir infinitas janelas educativas e culturais. Mas pode também aviltar, robotizar, reforçar atitudes anti-sociais. Alguns, honestamente preocupados com a escalada da violência eletrônica, querem que as coisas mudem pela ação dos outros, por decisão das emissoras, por intervenção do Estado ou pela censura. Mas não é por aí. Precisamos superar a síndrome paternalista. O governo não fará nada. E as emissoras, num jogo, de faz-de-conta, declararão fidelidade ao Código de Ética da Abert.

Não, caro, o problema é seu. É de todos nós”.

Por Mannoun Chimelli

***


Não é só diante da programação da Televisão, mas ampliando o conceito, indo onde os direitos de cidadania são desrespeitados. com espirito evangélico e impulsionado pelas bem aventuranças.


Fazendo diferença no mundo, não pecando pela omissão,pelo silêncio cúmplice com aquilo que é errado e injusto! Resgatar pela força do Espirito  Santo “o mundo ” que foi deformado pelo pecado e pelo egoísmo.


Evangelizando pelo anuncio explicito de Jesus e  pelo exercício consciente da cidadania,lutando para que os valores evangélicos sejam absorvidos pela cultura,que passa pela vida de cada pessoa que não se deixa “conformar”,ou seja,que não assume a “forma” do mundo.

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Anjos e Demônios,o filme

sábado, maio 16th, 2009


Entrevista com o Pe. John Wauck

O filme “Anjos e demônios”, apesar de seus incríveis erros baseados na novela de Dan Brown, mostra o enorme interesse que a Igreja Católica suscita, considera um sacerdote que possui um dos blogs mais populares sobre “O Código Da Vinci”.

O Pe. John Wauck, da prelazia pessoal do Opus Dei, nascido em Chicago, professor de literatura e comunicação da fé na Universidade Pontifícia da Santa Cruz, em Roma, estudou história da literatura na Universidade de Harvard.

Nesta entrevista ele constata um dado irrefutável sobre este interesse pela Igreja: nunca houve tantos peregrinos em Roma como nos últimos anos.

- Você acha que Dan Brown tem alguma espécie de fixação com a Igreja?

- Pe. Wauck: Às vezes eu me pergunto o que faria Dan Brown sem a Igreja Católica. Quase tudo o que existe de interesse em suas novelas tem relação com o catolicismo. Certamente, não são os seus personagens fictícios nem os diálogos ortopédicos que atraem as pessoas. Isso explica que o principal efeito do “Código Da Vinci” não tenha sido uma diminuição da prática ou das crenças religiosas, e sim um claro aumento do turismo a Roma… e ao Louvre.

A fórmula de Dan Brown para vender livros é oferecer um coquetel de história, arte, religião e mistério; e parece que há um único lugar no mundo atual onde é capaz de encontrar todas essas coisas juntas: em Roma, na Igreja Católica.

Se a história, a beleza e os mistérios sagrados o atraem, também deve atraí-lo a Igreja. Se você se coloca na Praça de São Pedro, em Roma, a poucos metros verá uma necrópole romana, um obelisco egípcio trazido a Roma por Calígula, o túmulo de São Pedro, o lugar do atentado ao seu sucessor João Paulo II, a abóbada da Capela Sistina e a Pietà de Miguelangelo, as Estâncias de Rafael, o baldaquino de Bernini, a maior basílica do mundo e peregrinos procedentes do mundo inteiro. E não se trata de um museu; é uma realidade viva que nos coloca em contato direto com 20séculos de história, desde a antiguidade até nossos dias. Que mais pode pedir um novelista como Dan Brown? Certamente, é difícil encontrar algo semelhante na América suburbana, onde a maioria dos seus leitores mora.

Isto é, se Dan Brown parece fascinado pela Igreja, é preciso reconhecer que não é o único: em Roma existe agora mais peregrinos que nunca. Eles vêm para ver a cidade e para ouvir Bento XVI. E seu interesse não é mera coincidência. Este ano, na Páscoa, 150 mil adultos foram recebidos na Igreja Católica no meu país, Estados Unidos.

- Você acha que a decisão do Vaticano de não permitir filmagens nas igrejas de Roma representa um trato desfavorável com relação aos produtores?

- Pe. Wauck: Moro em Roma desde os 14 anos e nunca vi uma equipe de filmagens de Hollywood em uma igreja. Como regra geral, não se fazem filmes comerciais, sejam ou não piedosos, nas igrejas de Roma. Não se poderia filmar nem sequer “Os 10 mandamentos”. Naturalmente, não haveria por que fazer uma exceção com “Anjos e Demônios”. O trato que este filme recebeu foi o mesmo que se dá a qualquer outro. O resto são historietas do departamento de marketing do filme.

- “Anjos e demônios” pressupõe uma hostilidade natural entre a fé cristã e a ciência moderna. O que você opina sobre isso?

- Pe. Wauck: É relativamente fácil advertir que grande parte da melhor arte do mundo ocidental – música, pintura, literatura, arquitetura -é produto de uma cultura cristã: foi inspirada frequentemente pela fé, quando não diretamente solicitada pela Igreja. Isso parece óbvio. Pois bem, algo similar acontece com a ciência, só que é mais difícil perceber isso.

Pense, por exemplo, nas universidades, que são uma invenção da Igreja. Pense em Copérnico, que era um clérigo católico e que dedicou seu livro sobre o heliocentrismo ao Papa. O calendário que usamos é chamado de calendário gregoriano, pois foi promulgado por um Papa, Gregório XIII, que fez os astrônomos e matemáticos mais destacados da sua época trabalharem nisso. O próprio Galileu sempre foi um católico devoto e suas duas filhas foram freiras. Um dos maiores astrônomos italianos do século XIX foi um sacerdote jesuíta, Ângelo Secchi. O pai da genética moderna, Gregor Mendel, era um monge católico. O autor da teoria do “Big Bang” foi um sacerdote belga, Georges Lemaitre.

Em definitivo, a ideia de que há certa tensão natural entre a ciência e a Igreja,entre a razão e a fé, não tem sentido. Hoje, as pessoas, quando ouvem falar de “ciência” e “Igreja”, pensam imediatamente no processo de Galileu no século XVII. Mas uma percepção mais ampla das coisas obriga a ver este caso tão complicado – frequentemente distorcido por certa propaganda anticatólica – como uma manifesta exceção. Se os críticos da Igreja sempre o trazem à tona, é por um motivo: porque é a única coisa à qual podem se referir. Ou seja, quando ouvimos falar de “ciência” e “Igreja”, deveríamos pensar em Copérnico, Secchi, Mendel e Lemaitre: são estes os casos representativos. Não o é, no entanto, o processo de Galileu.

- Há algum aspecto do livro que tenha lhe parecido interessante?

- Pe. Wauck: Sim. Há uma passagem da novela na qual o heroi, o professor Langdon, da Universidade de Harvard, encontra-se na frente da basílica de São Pedro e os pensamentos que povoam sua mente neste momento – na novela, ele é a voz da autoridade científica – parecem realmente o comercial do catolicismo.

Dá a impressão de que estamos lendo o Catecismo da Igreja Católica, ao invés da novela de Dan Brown. A passagem é esta: “Pedro é a pedra. A fé de Pedro em Deus foi tão firme, que Jesus o chamou de ‘a pedra’, o discípulo incomovível sobre cujos ombros Jesus construiria sua Igreja. Neste lugar, pensou Langdon, na colina do Vaticano, Pedro havia sido crucificado e enterrado. Os primeiros cristãos construíram um pequeno santuário sobre o seu túmulo. À medida que o cristianismo se estendeu, o santuário cresceu, passo a passo, até converter-se nesta basílica colossal. Toda a fé católica havia sido levantada, literalmente, sobre São Pedro. A pedra” (”Anjos e demônios”, cap. 118).

Não daria para fazer um anúncio publicitário gigante no Times Square, mas não está mal.

- Você não acha que com esta entrevista estamos promovendo gratuitamente o filme?

- Pe. Wauck: Quem está promovendo quem? Esta é a questão. Possivelmente, há publicidade nas duas direções, mas se consideramos o tempo, as energias e os milhões de dólares empregados na produção e promoção deste filme, eu diria que nós estamos levando a melhor parte. Isto é, que talvez Deus esteja se servindo de Hollywood para atrair a atenção de alguns sobre as riquezas da fé e da cultura católicas.

Dito isso, devo acrescentar que não tenho a intenção de gastar meu tempo e meu dinheiro vendo este filme, As resenhas do filme “O Código Da Vinci”, feito pela mesma equipe, foram suficientemente sarcásticas como para podermos economizar a visão deste.

Fonte:Zenit

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É a “liberdade de escolha” da maioria a fonte da Verdade?

quarta-feira, maio 13th, 2009

Este artigo do Padre Francisco Faus é fantástico! é aquele tipo de artigo que ao ler se tem a certeza interior de alguém que conseguiu  por em letras  e frases, de forma clara e lúcida, exatamente aquilo que a gente acredita mas nem sempre encontra as palavras exatas e fiéis para traduzir.

É um deleite..

***

No nosso tempo, no mundo inteiro, estão num primeiro plano do debate político e dos comentários da mídia as questões controvertidas sobre a o valor da vida humana (desde a concepção até a morte natural), sobre a bioética na perspectiva dos atuais progressos da Ciência, sobre o significado da sexualidade e da família, etc.

Nos países democráticos, é reconhecido a todos – pessoas singulares ou entidades -, o direito de manifestar livremente a sua opinião, de sugerir soluções e de apresentá-las na mídia, ou por meio de representantes do povo, de projetos de lei, etc. É uma decorrência lógica dos princípios de liberdade e pluralismo, que são considerados essenciais para uma autêntica democracia.

Neste sentido, nem políticos nem mídia se atreveriam a negar ou restringir, por exemplo, o direito de o movimento gay expor e defender as suas reivindicações; nem o direito de ONGS ou movimentos ecológicos reivindicar, por exemplo, o reconhecimento de que os animais possuam os mesmos direitos que os seres humanos. Cada opinião é respeitada, por princípio, e aceita para debate civilizado, exceto… Sim, há uma exceção: a Igreja Católica. Quando a Igreja se manifesta sobre essas questões debatidas na atualidade, levanta-se imediatamente um clamor, que ecoa em grande parte da mídia, contra o seu direito de opinar, falar, sugerir, propor. Parece que só em relação à Igreja a liberdade e o pluralismo ideológico e político deixam de ter vigência.

Dirão que é porque a Igreja é “dogmática”. Mas a Igreja não manda no país, nem tem poder algum para fazê-lo numa sociedade civil laica, que ela não só aceita de bom grado mas defende como tal (se alguém ignora isso, ignora os ensinamentos da Igreja desde o Concílio Vaticano II). Mas a Igreja, que reúne em si um grupo amplamente majoritário de brasileiros, simplesmente acha, e com toda a razão, que a sua voz pode ser ouvida pelo menos com um respeito análogo ao que se presta a opiniões minoritárias, por vezes bem singulares, de grupos numericamente insignificantes.

Ora, a realidade é que, sem tréguas, uma gritaria desrespeitosa – e com freqüência ofensiva – pretende silenciar, abafar, excluir do debate essa voz. Esse processo de exclusão, de abolição, procede por quatro degraus, que coincidem num progressivo “banimento da verdade”, degraus que analisaremos brevemente a seguir.

O primeiro degrau

Como nos mais explosivos tempos do Iluminismo, mal a Igreja – por seus representantes legítimos – manifesta uma posição nessas questões debatidas, e a defende com argumentos que julga apropriados, começa a escutar-se a velha toada de “obscurantismo”, “atraso”, “antagonismo entre fé e ciência”, “religião inimiga do progresso” . A Igreja, segundo esses acusadores, estaria pretendendo opor-se aos progressos da ciência e ao bem da humanidade com a irracionalidade da fé e dos dogmas.

Um mínimo de objetividade – de honestidade – permitiria a qualquer pessoa de boa fé perceber que, nos temas de bioética hoje em debate, a Igreja jamais apresenta como soluções a serem aceitas pelos governantes teses baseadas na Sagrada Escritura, nas definições dos Concílios ou nos ensinamentos magisteriais dos Papas. Pelo contrário, baseia a sua defesa da vida e da dignidade do ser humano em argumentações científicas (isto é, em conclusões aceitas e defendidas por um número ponderável de cientistas atuais de primeira linha) e em argumentos racionais, compartilhados por filósofos pensadores totalmente alheios à religião.

Neste sentido, a posição da Igreja nessas questões (células-tronco embrionárias, aborto, eutanásia, casamento homossexual, etc.) alicerça-se fundamentalmente numa antropologia filosófica amadurecida na reflexão de grande número dos maiores pensadores da humanidade, do Ocidente e do Oriente, muitos deles pré-cristãos (Sócrates, Platão, Aristóteles, Epicteto…), mentes brilhantes que, ao longo de milênios, também na era cristã, aprimoraram o pensamento humano e chegaram a formular conceitos enormemente “respeitáveis” de antropologia filosófica e de ética natural, um acervo de autêntica “sabedoria”, que enriqueceu e elevou a humanidade. Hoje, quer se queira quer não, a Igreja é a grande herdeira dessa sabedoria. Não é a “inimiga do progresso”, mas a “amiga da verdade e da vida”.

Por isso, toda a orquestração já automatizada – e sistemática -, que clama contra o “obscurantismo religioso” da Igreja, contra a “fé inimiga da ciência” é, simplesmente, uma impostura, uma mentira: um banimento da verdade.

O segundo degrau

Acontece, porém, que alguns, mais esclarecidos e serenos na apreciação das coisas, reconhecem que a posição da Igreja corresponde ao que acabamos de dizer. Mas – dizem – essa posição parte da base de que a razão é capaz de alcançar a verdade ou, por outra, de que existem verdades absolutas que a razão humana pode captar, esclarecer, aprofundar e levar às suas autênticas conseqüências. E isso seria falso.

A repulsa às posições da Igreja (bem como aos pensadores não-religiosos, de escolas filosóficas laicas, que coincidem com o “raciocínio” da filosofia perene), adota, pois, agora uma nova orientação: o postulado dogmático do agnosticismo, isto é, que não existe a verdade ou, se existe, é impossível que seja objetivamente conhecida. Como se sabe, na raiz dessa concepção da “verdade”, está a herança da filosofia do imanentismo, uma linha de pensamento, anti-metafísica por essência, que em seu processo evolutivo desembocou em Hegel e produziu, como filhos inesperados mas naturais, o marxismo-leninismo e o nazismo.

O agnosticismo, e a sua conseqüência necessária, o relativismo, “levaram a investigação filosófica a perder-se nas areias movediças de um ceticismo geral [...]. A legítima pluralidade de posições cedeu o lugar a um pluralismo indefinido, fundado no pressuposto de que todas as posições são equivalentes: trata-se de um dos sintomas mais difusos, no contexto atual, da desconfiança na verdade [...]. Neste horizonte, tudo fica reduzido a mera opinião” (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 14/9/1998, n. 5).

É interessante frisar que, tanto a Encíclica Fides et ratio como o discutido discurso de Bento XVI na Universidade de Ratisbona, não são uma defesa da fé perante o perigo dos desvios da razão, mas, ao contrário, uma vigorosa defesa da razão como instrumento para captar a verdade, alertando para os perigos de uma fé que prescinda da colaboração estreita da razão.

O terceiro degrau

Sim. Dir-se-á que a razão é incapaz de atingir o ser e a verdade íntimas das coisas, e que, portanto, resta apenas, como base segura em que nos apoiarmos, o que a ciência experimental pode oferecer como “verdade materialmente comprovada”. Acontece, porém, que a Igreja apresenta cada vez mais argumentações científicas, altamente ponderáveis, na sua defesa da vida.

Chegando-se a este ponto, o banimento da verdade sente-se obrigado a dar mais um passo, que o exemplo citado a seguir ilustra bem.

Quando se começou a debater a questão das experiências com células-tronco embrionárias, o tema foi abordado num diálogo público numa TV de São Paulo. Uma das especialistas em embriologia, que trabalhara com células-tronco adultas no Canadá, defendeu com argumentos científicos que a vida humana começa no próprio instante da concepção (neste sentido, são praticamente irrebatíveis os estudos do famoso geneticista francês Jerôme Léjeune). Para contradizer essa posição, outra pesquisadora, partidária do uso das células embrionárias, retrucou dizendo que, se bem era verdade que em seus livros acadêmicos ela dizia que a vida humana começa com a concepção, no caso concreto das células-tronco embrionárias esse argumento científico não seria válido: quem deveria determinar quando a vida humana começa é a lei. Como “prova” disso aduzia que, para efeitos de transplante de órgãos, as leis dos diversos países definem de formas diferentes a “morte clínica” que autoriza a extração de órgãos para transplante.

Esse mesmo argumento foi apresentado, há pouco, nas páginas de um dos principais jornais de São Paulo: o começo da vida humana não deve ser definido pela ciência, mas pela legislação de cada país. Mas, definida com base em quê? No consenso. Como não há referenciais absolutos (pois não há verdades absolutas), como já dizia João Paulo II, “tudo é convencional, tudo é negociável” (Encíclica Evangelium vitae, n. 20). Negada assim a existência de valores ou verdades objetivas e universais, o que resta? Só a vontade, o puro e simples querer. Toda a Encíclica Veritatis Splendor alerta sobre os perigos dessa tendência de fazer da liberdade a fonte da verdade, isto é, de só aceitar como “verdadeiro”, em cada momento, o que livremente escolhe o indivíduo ou a “maioria” (Não lembram a história recente? O nazismo chegou o poder e o manteve – com todos os seus crimes horrendos contra a humanidade – , apoiado pela maioria).

O quarto degrau

Chamaremos quarto degrau a um prolongamento da reflexão sobre o terceiro degrau, sobre o relativismo absoluto que se traduz na pulverização de quaisquer valores morais.

Se a liberdade é a única fonte da verdade, isto é, se só se pode aceitar como verdadeiro em cada momento o que livremente escolhe a “maioria”, nada impede que os legisladores – se calhar e houver interesses nacionais e internacionais poderosos envolvidos no assunto -, fiquem de acordo em aprovar que a vida começa quando a criança tem dois anos de idade e que, em conseqüência, até os dois anos, qualquer criança pode ser desmanchada para experiências científicas úteis para curar doenças e salvar vidas. Dirão que isso é extrapolar. Por que? Se não há mais valores objetivos e universais, se não existem mais referenciais éticos intocáveis, onde estão os limites do que se “pode” fazer? Só resta o puro arbítrio, nas mãos dos egoísmos do momento.

Durante os milênios em que os valores éticos eram tidos em conta, o que se “pode” fazer tinha um sentido moral: pode-se fazer o que é lícito moralmente; não se pode o que é ilícito. No atual relativismo radical, a palavra “pode” perdeu toda a conotação moral, e ficou reduzida ao que a ciência “pode fazer” (p.e., as experiências que, nos lager nazistas, eram praticadas com seres humanos “podiam” ser feitas cientificamente), ou ao que a lei (meramente positiva e mutável, conforme os interesses de cada momento) autoriza fazer.

Sem valores nem referências de verdade e bem, o mundo – a humanidade – fica perdido no espaço como um astronave que saiu da órbita.

A Igreja, como seu Mestre, ama a verdade e o bem, ama o ser humano e a sua dignidade, ama a vida e, por isso, não se importa em ser incompreendida quando vai contra-corrente na defesa dos únicos valores que podem preservar a humanidade da desintegração moral. Talvez com isso impeça que algum dia possam ser erigidas na Praça dos Três Poderes as estátuas de Pilatos (O que é a verdade?) e do Dr. Mengele.

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A Razão preenchida com a luz da verdade Divina

domingo, maio 10th, 2009

O Papa João Paulo II,em 1998, promulgou para a Igreja a carta Enciclica“Fides et Ratio” (Fé e Razão) com a finalidade de “fazer com que os formadores de opinião (cientistas, filósofos e teólogos) se empenhem na busca de uma filosofia que tenha como objetivo harmonizar Fé e Razão”, dando aos homens contemporâneos as condições necessárias para responder aos apelos mais profundos da existência humana.

O papa inicia a encíclica afirmando: “A Fé e a Razão constituem como que duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade”

Vejam que colocação magistral  encontrada na carta sobre a complementariedade da fé e da razão no âmbito público,assunto pertinente nos dias de hoje em um  mundo que busca a análise racionalista para tudo,negando a dimensão da religião e fé,tornando assim essa análise limitada e reduzida a apenas uma perspectiva que a empobrece.

“E, como crentes no Deus único, sabemos que a razão humana é ela própria um dom de Deus, que se eleva para seu mais alto patamar quando preenchida com a luz da Verdade Divina.

De fato, quando a razão humana humildemente permite a si mesma ser purificada pela Fé, ela está longe de ser enfraquecida; ao contrário, é fortalecida para resistir à presunção e para ultrapassar suas próprias limitações.

Desta maneira, a razão humana é encorajada a perseguir seu nobre propósito de servir à humanidade, dando expressão às nossas mais profundas aspirações comuns e estendendo, ao invés de manipulando ou confinando, o debate público.

Assim, a genuína adesão à religião – longe de estreitar nossas mentes – alarga o horizonte do entendimento humano.ela protege a sociedade civil dos excessos do ego desenfreado que tende a absolutizar o finito e eclipsar o infinito;ela garante que a liberdade seja exercida de mãos dadas com a verdade e ela adorna a cultura com insights relativos a tudo que é verdadeiro bom e belo.





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Tatuagem.Cristão pode?

terça-feira, abril 28th, 2009

Andei fazendo uma pesquisa sobre o assunto.Partilho o que descobri.

De onde veio a palavra tatuagem?

A palavra tatuagem tem origem da palavra tattoo utilizada por primeira vez por James Cook, explorador inglês do pacifico e “descobridor” da Austrália, que escreveu em seu diário a palavra tattow, em referência ao som feito durante a execução da mesma pelos nativos entre sí.

Qual a origem da tatuagem?

Tatuagem surgiu originalmente como expressão de uma religião e tem sua força motriz na crença. E isso se deu especialmente entre os povos egípcios, nas tribos indígenas, grupos sociais originários africanos e asiáticos, como expressão de sua fé e vivência religiosa-social, por cujo grafismo corporal, simbolismo, procuravam guardar e perpetuar suas tradições nos cultos, festas, trabalhos e batalhas.

Pode-se entender a tatuagem como arte?

Tatuar-se hoje é moda, mas o fato de ser moda não a perfila como obra de arte ou efetiva expressão da mesma, pois não convém confundir a obra de arte com qualquer modismo que se utilize de técnica artística.

A arte tem a vocação de revelar um aspecto do ser e de causar comumente no expectador que a contemple, a felicidade pela descoberta da revelação da verdade do ser sob o prisma do belo.

Não é difícil encontrar corpos tatuados que causam o contrário… Inclusive mal estar em quem os vê… uma sensação de desordem por não sabermos o que significa e de não saber onde começa e onde termina tal mensagem. Outras, no entanto,que exprimem certa beleza.

Portanto, não é qualquer técnica ou expressão artística que define a arte enquanto expressão do belo.

Mas o valor afetivo que as tatuagens possuem para quem se tatua, não tem importância?

Não se duvida do valor sentimental, do sentido e do significado que algumas tatuagens guardam para a pessoa que as possui… Seja ele bom ou mal, pois há quem tatue no corpo o número de homicídios cometidos, crimes praticados ou o número de vidas salvas, do filho amado… Não há dúvidas que é o sentimento o norteador de tal atitude.

O homem do século XXI, apesar de toda fama de tecnocêntrico e racional revela-se sentimental, dado com facilidade às paixões, levado, muitas vezes, para onde leva e aponta o vento dos sentimentos e das vaidades…

As paixões não são boas nem más em si mesmas, mas o seu uso e a intenção que as movem podem torná-las boas ou más. Embora as paixões sejam expressões da alma, é o corpo que as manifestam. Por isso, nos últimos anos o corpo tem sido a sede e o lugar comum de uma crescente afirmação da subjetividade sentimental e do relativismo da expressão corporal, seja por um sentimento de revolta, de prazer ou de crise de identidade.

É possível se tatuar na busca de uma afirmação de identidade?

Alguns se tatuam na expectativa de alguma mudança para melhorar a vida,por moda,necessidade de aceitação pelo grupo ou por motivo de fuga, na medida em que isso lhes possa proporcionar algum benefício, promessa de conquistas, sentimentos, diferenciação, domínio, sofrimento, depressão, estresse, poder, fama, afirmação… subjacente a tudo, está muitas vezes a necessidade de afirmar a própria identidade.

O filme, “Amnésia”, por exemplo, conta a história de um homem que por padecer de amnésia após sofrer um acidente, vale-se da tatuagem como memória e identidade, por cuja razão, na trama, o personagem tatua todo o seu corpo para não se esquecer dos últimos fatos que aconteciam em sua vida.

A ilusão é a aparência, não é a realidade. As ilusões passam, mas a realidade não. Se a realidade é um pesadelo, pior é iludir-se com doces sonhos, pois estes passam e ao despertar encontra uma realidade amarga.

Então o que fazer? Se a realidade é um pesadelo procure-se conhecer as razões e os motivos que a torne menos pesada e descobrindo-os já terás dado um passo muito importante para torná-la mais branda. Mas lembre-se: é inatingível uma realidade de puro e doce sonho.

Uma questão fundamental: a tatuagem é um mal?

Embora a tatuagem não seja em si mesma nem um bem nem um mal, pode ser sinal ou expressar a perda de um bem.

Neste caso não a tatuagem, mas o que leva à tatuagem pode ser a expressão de um bem ou de um mal. E nisso há valor moral: por exemplo, há intenção moral má quando se tatua com cruzes na medida em que estas sinalizam o número de mortes que já se cometeu; quando se tatua com os nomes de mulheres enquanto sinalizam a posse sexual das mesmas.

Mas há também intenção moral boa: quando se tatua o nome de um ente querido em sinal de memória; de um sinal religioso em sinal de fé; o nome da esposa em sinal de fidelidade. Mas a tatuagem, nestes últimos casos, não é amuleto e não dá garantia nenhuma da memória do ente querido, da fidelidade conjugal, da proteção pela fé; por isso, embora a tatuagem neste caso não se revista de valor imoral, ela mesma não revela senão um sentimento acerca de pessoas, coisas e fatos sem sentido algum se não responde à intenção original; e com a possibilidade do arrependimento de se haver tatuado.

Não raro também uma tatuagem segue ou expressa um modelo de comportamento, mesmo quando feita como provocação do próprio comportamento. Em geral quando se reverte em comportamento é porque a tatuagem representa uma filosofia de vida, ou uma conseqüência de viver um determinado tipo de vida: por que alguém tatuaria uma arma no braço? Uma caveira? Uma mulher nua? Um demônio?

É evidente que a tatuagem, de um modo geral, revela uma situação, conduta e intenção de vida que se traduz em comportamento. Isso não significa que não existam exceções a regra.

Se analisada pelo binômio custo-benefício a tatuagem não traz nenhuma vantagem, pois além de trazer riscos para a saúde psico-somática, gera perda de tempo, dinheiro, além de deixar registrado no corpo o sinal de uma paixão, de um sentimento que, como toda paixão, em sua efemeridade, tem tempo certo para terminar,

Portanto, pode passar com o tempo e tornar-se vencida ou mal querida na maturidade ou na superação da paixão; e isso ocorre muito freqüentemente, quando, chegando na maturidade, se procura desfazer-se da tatuagem que um dia foi expressão de um sentimento e da moda do seu tempo.

Mas o sentimento e a moda passam e, ainda que não para sempre, o corpo fica e com ele a pessoa que se é. Da idéia da vantagem de ser diferente e de ser original seguem-se as desvantagens: dor risco de infecções, custo para tatuar e do alto custo para tirar, arrependimento… e muitos outros!

E quando os pais já são tatuados ou sofrem pressão dos filhos para permitirem se tatuarem?

Não raro se vêem os pais com vergonha ou medo de dizerem não ou ensinar a verdade aos filhos, uma vez que o exemplo partiu do próprio pai; mas os pais não podem amedrontarem-se para ensinar a verdade aos filhos: que a tatuagem dói, representa risco e muitas outras desvantagens.

Há tatuagens que depõem claramente não só contra a fé, mas também contra a dignidade da própria pessoa.

E o que dizer àqueles cristãos que pensam na tatuagem como forma de exprimir sua fé?

As tatuagens em nossa cultura servem mais para contrariar a fé do que para manifestá-la. Embora sejam comuns, não serão as tatuagens de cruzes, de Cristo ou de santos que darão conta da fé que se tem, mas a coerência da vida!

A tatuagem e vida profissional. O que dizer?

Muitas empresas não vêem com bons olhos as tatuagens. E isso não só em função da aparência que pode contrariar a imagem ou o produto que represente a empresa, mas também do risco à saúde. Não raro funcionários tatuados escondem-nas dos patrões, pois conhecem bem o risco se revelá-las, exceto o caso de empresas que delas se valham para vender o produto.

Ter algo que dificulte a vida profissional ou social é algo que deve ser pensado na hora de tatuar-se.

Será isso preconceito? Neste caso, claro que não, preconceito é opinião favorável ou desfavorável concebido sem exame crítico ou sem conhecimento, coisa que não ocorre quando uma empresa avalia alguém para ocupar um cargo em seus departamentos.

Além do mais não adianta dar tom natural ao que efetivamente não o é, pois assim é a tatuagem, queira ou não na atualidade, pois se é moda, não é natural, já que natural diz-se do que não passa. E se fosse natural não haveria quem não a tivesse… E porque há uma maioria que não a possuiu não é correto sustentar que é uma minoria preconceituosa, pois como já dissemos não se trata de preconceito.

Conclusão

Embora as raízes históricas e religiosas da tatuagem não representam em nossos dias o que na antiguidade representou, no entanto, hoje, a tatuagem revela uma moda, sinal de um tempo em que as pessoas estão em crise e em conflito consigo mesmas e com os demais.

Esta crise é de ordem moral, avança no campo emocional e abala os alicerces da identidade pessoal. É moral porque atinge plenamente o eixo da livre ação humana: a liberdade. É emocional em razão do descontrole em que se vive numa vida de paixões, sem limites, seja por razão de fuga do real ou por hábito na busca de prazer, reconhecimento…

Existe hoje em muitas pessoas certo medo de “ser comum”, corriqueiro e igual, quando na verdade nada há de corriqueiro, comum e igual entre uma pessoa e outra, pois cada qual na semelhança que apresenta é original e única. E nisso reside a descoberta da identidade: tornar-se o que se é. Uma tatuagem não me torna essencialmente diferente dos outros, talvez apenas excêntrico.

O cultivo constante do conhecimento de si, o que cada um é em si, deve ser ideal de vida; e é isso que dá sentido à vida. Isso supõe necessariamente o cultivo de virtudes morais como a temperança e a fortaleza e de virtudes intelectuais, como o estudo e a prudência, que nos capacitam para o discernimento e análise do que pode parecer-nos bom e eterno, do que é ruim e efêmero

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Quem tem Razão?

sexta-feira, abril 24th, 2009

POR QUE A GALINHA CRUZOU A ESTRADA?

Aristóteles: É da natureza das galinhas cruzarem a estrada.

Carl Jung: Está no inconsciente coletivo das galinhas cruzarem a estrada.

Darwin: Ao longo de grandes períodos de tempo, as galinhas têm sido selecionadas naturalmente, de modo que, agora, têm uma predisposição genética a cruzar estradas.

Einstein: A galinha cruzou a estrada ou a estrada se moveu sob a galinha? Depende da posição do observador.

Freud: A preocupação com o fato de a galinha ter cruzado a estrada é um sintoma de sua insegurança sexual.

O ético: Porque cruzar a estrada é um valor moral a ser buscado pelas galinhas.

Maquiavel: A quem importa o por quê? Estabelecido o fim de cruzar a estrada, é irrelevante discutir os meios que utilizou para isso.

Marx: O atual estágio das forças produtivas exigia uma nova classe de galinhas, capazes de cruzar a estrada.

O Advogado: Atravessar a rua não é contravenção. Assim, exerceu a galinha seu direito de ir e vir.

Newton: Galinhas em repouso tendem a ficar em repouso. Galinhas em movimento tendem a cruzar a estrada.

O Agrônomo: é que nas terras de lá, do outro lado da estrada, em si plantando de tudo dá. A terra é fértil,por isso cruzou a estrada a galinha.

Platão: Porque buscava alcançar o Bem.

O Motorista: Porque o sinal estava verde para ela.

Sartre: Trata-se de mera faticidade. A existência da galinha está em sua liberdade de cruzar a estrada.

Sócrates: Só sei que nada  sei.

E aí, o que você acha? Quem tem razão?

Você consegue perceber alguma relação entre este post e o ” Porque a Igreja incomoda o mundo?”

Comente..

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Católicos Ressuscitados!

terça-feira, abril 14th, 2009

Veja a charge ao lado.

Quando o maior jornal francês “Le Monde” publicou uma caricatura blasfema ridicularizando Nosso Senhor Jesus Cristo e o Papa, Os fiéis  americanos ,motivadas por inúmeras instituições Católicas pediram a seus amigos e simpatizantes ao redor do mundo todo para protestar.

O jornal esquerdista não esperava pela avalanche de protestos que se seguiram.

“A palavra clamor é fraca. Esta foi uma verdadeira tempestade, ou melhor, um furacão, um tsunami de protestos exigindo que o jornal se retrate”, comenta a repórter do jornal, Véronique  Maurus.

O ataque do “Le Monde” foi uma das muitas, em resposta a uma declaração do Papa Bento XVI durante sua visita à Africa,onde Sua Santidade reafirmou o ensino sobre castidade e uso de preservativos.

No mesmo dia, os norte-americanos começaram a preparar uma campanha de esforço mundial pedindo a seus amigos e assinantes do blog  para enviar mensagens de protesto para o jornal francês.

Fiéis católicos ofendidos pelas caricaturas responderam em tão grande número que em um determinado momento 500 e-mails de protesto por hora ameaçaram fazer cair  o servidor do jornal na internet.

Dia 27 de março, oito dias após a infame caricatura, o Le Monde publicou um artigo de Véronique Maurus sobre a extensão dos protestos.

Reconhecendo a eficácia do protesto, “É sacrilégio!” é o título do artigo que reconhece o impacto da campanha e mostra surpresa pela reação católica. Achando um tanto quanto inesperado encontrar católicos disponíveis para defesa da Fé, ela afirma no seu artigo “Cordeiro de Deus pode morder!”

Os e-mails de protesto começaram a chegar logo após a publicação. Um fio de água num primeiro momento, logo depois, centenas, em seguida, milhares de e-mails. O ápice foi na festa da Anunciação, 25 de março, quando os e-mails estavam chegando a uma taxa de “500 por hora.”

Uma reação como esta nunca fora vista antes, ela afirma. O volume de protestos inundaram o servidor do jornal, forçando-os a uma corrida para encontrar um servidor auxiliar para lidar com tamanho volume.

O grito era mundial com e-mails, muitas vezes em Inglês, dos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Grã-Bretanha, Irlanda, Alemanha e Espanha.

O próprio cartunista que assina como Plantu, nunca recebeu tal reação contrária a qualquer uma de suas obras. No entanto, apesar da evidente ofensa, o documento defende-se afirmando que não querem ofender ninguém na fé religiosa, e afirma também que continuará a publicar caricaturas ofensivas.

O diretor do jornal, Alain Frachon alegou que se deve respeitar a “sagrada liberdade de expressão”.

Fonte: Blog: The America Needs Fatima Blog

E nós católicos Brasileiros, como reagimos?

Será que não precisamos ser mais afirmativos em nossa fé e na exigência de respeito daqueles valores que nos são sagrados?

Em tempo..não sei se você reparou BEM na charge..é Jesus distribuindo preservativos dentro de uma barca,para sacerdotes.

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Crepúsculo.Já ouviu falar?

domingo, abril 12th, 2009

Numa noite de verão de junho de 2003, enquanto dormia com o marido e os três filhos em sua casa no subúrbio de Phoenix, nos Estados Unidos, Stephenie Meyer, então com 29 anos, sonhou com o encontro romântico entre uma adolescente e um vampiro num anoitecer chuvoso.
Na manhã seguinte, segundo seu relato, deixou de ser uma típica dona de casa para se tornar escritora.

Em três meses, escreveu as 416 páginas de “Crepúsculo”, primeiro de quatro volumes da saga, maior fenômeno literário desde Harry Potter,o “menino Bruxo.”

Nos livros da saga, a fórmula de Stephenie é converter histórias de terror em romances adocicados. Seus vampiros não tem dentões pontiagudos, não mordem e não há sangue no canto da boca. A ação é desacelerada para dar lugar ao drama humano que conduz à narrativa. Tudo apimentado pela tensão erótica velada entre os dois personagens.

Os livros da Série “Crepúsculo” já venderam mais de 25 milhões de cópias em todo o mundo, com traduções em 37 línguas diferentes.

Assim como a saga Harry Potter, Crepúsculo também tem como inspiração o ocultismo e têm atingido uma quantidade enorme de adolescentes, principalmente garotas.

Esse fenômeno nos deixa reflexivo:

O fato de uma obra que mexe com o sobrenatural fazer tanto sucesso revela o que nós já sabemos: os jovens têm sede de Deus, embora procurem em locais tão variados, como as drogas, participação em tribos exóticas ou leituras como essa;

Por outro lado percebe-se a superação da fronteira que antigamente existia entre o bem e o mal, aquela fronteira que tínhamos de forma mais ou menos clara quando éramos crianças, que nos protegia, mesmo que mais por medo do que por convicção cristã.

O relativismo tem esvaziado o sentido da verdade e tem conduzido a juventude a buscar experiências esvaziadas de sentido “mas que emocionam” e que prendem pelo suspense e aventura.

É verdade que a grande maioria não vê nenhum problema em uma obra de ficção que tem como personagem um “vampiro”, até porque, como ouvi em recente pregação sobre o assunto de algumas jovens, que me cercaram pós ensino: ”Vampiro não existe… é só um romance… todo mundo tá lendo…”

A autora é americana, mórmon, casada com um pastor desta denominação não cristã.

Sua a obra é mais uma que vai na mesma direção de negar o mal do ocultismo esvaziando-o de religiosidade e apresentando personagens simbolicamente e culturalmente associados a ocultismo, como vampiros e lobisomens, quase humanos, que interagem com personagens normais e que amam!

Na pregação citada acima, perguntei aos jovens se eles sabiam quem eram os vampiros e a maioria não sabia.

Perguntei-lhes porque os vampiros não suportam a luz nem símbolos cristãos como o crucifixo, porque dormem de dia e saem só à noite. Porque dormem em caixões mortuários. Nenhum sabia.

Na verdade a obra procura “revisar” todo o significado do vampirismo já que apresenta vampiros “vegetarianos”,que se alimentam só de sangue animal,não humano,apesar de na obra existirem vampiros que se alimentam de sangue humano,dando a entender que existem vampiros “bons”,que “se controlam.”Também procura retirar a conotação religiosa,não fazendo menção de crucifixos.No filme,por exemplo,se vê que na casa dos vampiros vegetarianos tem uma cruz,dentro da casa,bem grande como que a mostrar que esse tipo de antagonismo deixou de existir,o ator principal do filme vive em crise de identidade,sentido-se “assassino”por ter outrora matado para se alimentar…Os vampiros do “crepúsculo” tem até crise de consciência.

Pela perca do sentido da fé isso não tem nenhuma importância para a maioria dos jovens.

Além da fé,também a perca ou desconhecimento da realidade espiritual por detrás de temas como este.(confira Efésios 6,10)

Não faz muita diferença que existam tribos de jovens identificados com os vampiros, aqui em Fortaleza, já abordados e evangelizados por nós aqui do Shalom,

Que existem hoje especialistas em vampiros” veja:
http://www.contonoturno.hpg.com.br/entrevista/robertogoldkorn.html;

Que, paralelamente a compreensão sensata de que, de fato os vampiros sejam figuras mitológicas, no entanto existe também de fato o tal do “vampirismo real”, feita por pessoas que “se descobrem vampiros”, que gostam de sangue.. E o bebem!!

Se tiver estômago, coloque no Google “vampirismo real” e encontrará 808 mil respostas! É inacreditável porém REAL ! se quiser ler algum link,Prepare-se!

Esse “glamour” por vampiros é Demoníaco e um jovem verdadeiramente cristão não pode nem deve perder seu tempo lendo “Crepúsculo”, embora não exista nada demais em ler algumas obras de ficção, desde que fique clara a separação da verdade e da mentira e que não mexam com realidades associadas ao Mal, de forma tão explicita ou não neguem positivamente os valores de nossa cultura cristã.

A visão mais antiga dos vampiros, no nosso tempo de criança, era mais” honesta”, pois falava dessas figuras míticas, morando em castelos europeus, (hoje eles são americanos, “filhos” da matriz cultural do mundo, exportadora de Halloweens e conceitos anti evangélicos) eram seres malignos, porém sempre derrotados no final, pela força da cruz ou da estaca no peito. Tínhamos medo! Os vampiros de hoje, pelo menos os da TV e cinema não geram medo. Não são maus…

O problema de obras como essa e como Harry Potter é o rompimento da luz e das trevas. Não existe mais a separação do mundo sobrenatural e natural, tudo é uma coisa só; verdade e mentira não existem, é minha “crença e o uso desta crença ”que faz as coisas serem boas ou más.No Crepúsculo convivem com tensão os vampiros que se alimentam de sangue animal e vampiros que se alimentam de seres humanos.O alimento muda mas a essencia é a mesma.

No caso do Harry Potter, por exemplo, os seus defensores dizem que a bruxaria no filme tem dois lados e que a questão não é a bruxaria, mas é o uso da bruxaria que a torna boa ou má, esquecendo que a bruxaria, intrinsecamente é um conceito mau, anti evangélico, mesmo que se tenha a intenção de usá-la para o bem, já que, sabemos, o fim bom não justifica o uso de um meio mal.

Crepúsculo é apresentado dentro de um romance, muito bem escrito, que enriquece a autora e empobrece os leitores. A luz e as trevas são uma coisa só, não existe mais a fronteira definida, fundamental para um posicionamento critico e cristão.

É engraçado que para o mundo de hoje ter conceito sobre a verdade e mentira é visto sempre como um sinal de “pré “conceito ou exagero. Em um mundo onde a “verdade” vai para um lado a outro segundo as conveniências,ter firmeza de opinião é ser “fanático”.

Na realidade, como cristãos, precisamos ter conceitos definidos e claros, alicerçados na revelação, nas Sagradas Escrituras e no Magistério da Igreja. Não podemos ser vítimas fáceis das modas de “Potter´s” – já sendo esquecido, porém deixando o rastro de abertura para “Crepúsculos e afins”..

Talvez até, para quem nos ler, o assunto “vampirismo” pareça marginal, mas, faça uma experiência e coloque no Google a palavra “vampiro” e você verá três milhões e oitocentos mil resultados de busca com essa palavra. Se somar “vampiros reais” com “vampiros imagens” teremos mais de seis milhões de resultados …O termo “vampiro” tem mas resultados no Google do que o termo “Jesus Cristo”,com três milhões trezentos e quarenta mil !!

E nossos jovens, o que fazer?

Bem.. Eles estão à procura.. são belos em sua busca da verdade,precisam que lhes apresentem Jesus Cristo,como resposta para os seus anseios de eternidade e de sentido.

São pegos pela cultura circundante, que os atingem no vazio da ausência de formação cristã; de nossas famílias que pecam pela ignorância e de nossa incapacidade de acompanhar “as novidades”, não tão novas assim, deste mundo, que continua indo desorientado em busca da verdade.

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Quem perde ?

quarta-feira, abril 8th, 2009

44 milhões de votos ! Foi essa a quantidade de pessoas que participaram, votando, na escolha do vencedor do big Brother 9,um rapaz chamado Max.

44 milhões de pessoas que votaram, sem contar as que assistiram e não votaram… É muita gente!

No Mundo, apenas 31 países tem população maior.

Essa quantidade de pessoas nos faz pensar: Se é verdade que a televisão, de certa forma, dá o que as pessoas querem, daí a audiência, por outro lado ainda mais contundente a televisão alimenta aquilo que ela quer que o povo “deve” querer,em um circulo vicioso de mediocridade que nivela por baixo nossa programação.

É como se fosse uma massa de gente seguindo, de forma acrítica, o que a programação da televisão impõe.Sem chance, porque mesmo minha insatisfação com a programação é iluminada pelos meus valores e por aquilo que aprendi como certo e errado. Daí a dificuldade de convencimento pois,no fundo, as pessoas gostam e não entendem criticas a seus gostos pessoais.Parece uma crítica a elas, e não é.No fundo elas são vítimas !

Na realidade, somos menos livres do que pensamos ser. !

Argumenta-se de que as pessoas tem liberdade para mudar de canal, porém nunca dizem que antes de desligar ou mudar de canal ,precisa-se educar a população,oferecendo educação para a liberdade,critérios de discernimento para se poder decidir.

A liberdade autêntica não é apenas decidir, mas é decidir para o bem.,com responsabilidade.

Quem ganha em programas como o Big Brother? A televisão, os patrocinadores, “o Max”, a operadora telefônica..

Se alguém ganha, alguém perde.

Quem perde??

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