Posts Tagged ‘sexualidade’

* Espanha: Foro da Família acusa o Governo de promover promiscuidade entre alunos.

quinta-feira, setembro 2nd, 2010

O presidente do Foro Espanhol da Família (FEF), Benigno Blanco, acusou o Governo de “animar à promiscuidade” nos colégios com o manual ‘Ganhar saúde na escola’ que apresentaram os ministério de Educação e Sanidade e que incorpora um capítulo sobre educação sexual.

Assim, em declarações à agência Europa Press, Blanco denunciou que o Poder Executivo “engana os jovens com propaganda sobre o preservativo“. O governo “anuncia a eles um sexo seguro que não existe, anima à promiscuidade sexual e aumentam o número de gravidezes e abortos. É um engano desde o ponto de vista sanitário”, sentenciou.

O presidente do FEF também acusou o governo espanhol de “violar o direitos dos pais de educar os seus filhos segundo suas convicções” e criticou-o por não perceber que na sociedade “existem distintas concepções morais e ideológicas sobre a sexualidade e que este não tem direito a impor nem a sugerir nenhuma delas na escola”.

Em sua opinião, a educação sexual compete ao direito dos pais à educação e, por isso, as administrações públicas não devem optar por uma opção em concreto, nem a visão cristã deste assunto.

Contudo, acrescentou que a postura do Governo é “totalitária, violadora do pluralismo ideológico e religioso e violadora do direito dos pais a educar os seus filhos segundo suas convicções”.

ACI

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* Famosos e afirmadores da castidade.

domingo, julho 25th, 2010

Jonas Brothers
Ídolos teen da Disney, os meninos dos Jonas Brothers se declararam virgens em 2008 ao mostrarem que usavam anéis de castidade: “O anel é uma promessa a nós mesmos e a Deus de que nós seremos puros até o dia em que casarmos”, declarou Joe. O mais velho do trio, Kevin, se casou em dezembro de 2009 e agora usa no lugar do anel sua aliança.

Justin Bieber
O ídolo teen do momento não usa anel de castidade, mas garantiu à sua mãe que ainda é virgem. Aos 16 anos, Justin disse que pretende esperar a menina perfeita: “Ele expressou seu desejo de permanecer puro, honrado para as mulheres e tratá-las com respeito. Assim esperamos que ele permaneça”, disse a mãe do cantor.

Adriana Lima
A modelo brasileira e angel da Victoria’s Secret resolveu esperar até o dia de seu casamento para perder a virgindade: “Sexo é para depois do casamento. Os homens precisam respeitar minha escolha. Se não têm respeito, significa que não me querem”, declarou à revista “FHM”. Adriana se casou com o jogador de basquete Marko Jaric em 2009 e é mãe de Valentina.

Demi Lovato

Assim como os outros companheiros de Disney, a cantora também usa um anel de castidade. Demi, que já namorou Joe Jonas, declarou que acredita que vale esperar até o casamento para ter sua primeira noite de sexo.

***

Embora as declarações destes “famosos” apresentem uma visão da castidade reduzida a sua dimensão física e focada na virgindade, não se pode deixar de  alegrar-se pela coragem e personalidadade que demonstram ao defenderem esse valor, tão esquecido pelos formadores de opinião, que preferem ” Curtir a vida adoidado” (com todas as aspas necessárias) do que respeitar a si e aos outros nessa questão.

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* Viver a beleza significa arrancar da sexualidade o dualismo entre espírito e corpo, afirma cardeal Angelo Scola.

sexta-feira, julho 23rd, 2010

Eu sou a mãe do lindo amor…”. O cardeal Angelo Scola, patriarca de Veneza, está recebendo as notas do discurso da Festa do Redentor. Partindo dos trechos das Escrituras sobre o “lindo amor”, ele irá abordar temas delicados como a sexualidade, pedofilia, virgindade e celibato.

***

Jornal Corriere della sera

Por que essa escolha?

Pela dificuldade que nós cristãos temos de divulgar que o estilo de vida afetivo e sexual indicado pela Igreja é bom e conveniente para o homem de hoje. Do contrário, parece quase que esta proposta não somente seja ultrapassada, incapaz de satisfazer o desejo humano de alegria plena, mas também que seja de fato contrária a liberdade e irreal, incapaz de levar em consideração aquilo que o homem aprendeu a respeito de si mesmo e a respeito do mundo das emoções, dos afetos, das relações com o outro, graças a uma longa história e as recentes descobertas científicas. Ouvi tudo isso como uma provocação dizendo que os homens e as mulheres de hoje, talvez involuntariamente, arriscam a perder algo profundo, perdem uma grande chance de realização, se colocam a parte da proposta cristã ligada a vida afetiva e sexual.

Mas em que se baseia essa proposta?

Me parece que a idéia bíblica do ‘lindo amor’, que a tradição cristã aprofundou, seja particularmente adequada, exatamente pela sua capacidade de conjugar o amor e a beleza, de vê-lo surgir desta e percebê-lo como ‘difusor’ de beleza, capaz de fazê-la brilhar no rosto dos outros. Os pais da Igreja referem-se ao tema bíblico do ‘lindo amor’ não somente à Nossa Senhora mas também a Jesus. Tomás fala da beleza como do ‘esplendor da verdade’; para Boaventura aquele que contempla Deus, ou seja, que o ama, se torna completamente belo. Mas esta capacidade muitas vezes falta a experiência sexual dos homens e das mulheres de hoje. Viver a beleza significa arrancar da sexualidade o dualismo entre espírito e corpo; como se segurássemos a sexualidade no animalesco e depois em partes tivéssemos ímpetos espirituais de intenção de lindo amor.

Pascal dizia que o homem está no meio do caminho entre o animal e o anjo, mas deve ficar bem atento em não cuidar somente de um ou outro; cada um de nós, inseparável da alma e do corpo, deve considerar a dimensão sexual do próprio eu por toda a vida, do nascimento a morte.

Patriarca, o senhor conhece a crítica feita aos homens da Igreja: falam de coisas que não vivem, por vezes de maneira anormal, e não lhe dizem respeito.

Acabei de dizer que ‘cada homem e cada mulher’ devem considerar a dimensão sexual por toda a vida! Certo, quem é chamado a virgindade ou ao celibato o faz de forma única mas, fique bem claro, sem mutilações psicológicas e espirituais. A mensagem cristã vem levada em vasos de argila, e portanto, que homens da Igreja possam cair em contradições trágicas e graves nos níveis afetivos e sexuais, não invalida por si a proposta como tal. Obviamente não o digo para encobrir escândalos.

Como sair do escândalo da pedofilia?

O Santo Padre, a partir da ‘ Carta aos Católicos da Irlanda’, soube encarar a situação de modo claro e decidido: uma condenação sem meios termos pela gravidade extrema deste pecado e deste crime. As palavras-chave – misericórdia, justiça em leal colaboração com as autoridades civis, e penitência – fazem com que se possa confrontar qualquer caso. O Papa não subestima a responsabilidade de cada membro do único corpo eclesiástico e, principalmente, do colégio episcopal. É um escândalo que diz respeito a toda a Igreja, chamada a uma profunda penitência e a uma reforma que não poderá deixar nenhum nível da sua missão de fora. Uma coisa, porém, me tocou neste caso: aqueles que deveriam falar, para ajudar-nos a entender as raízes deste mal e tentar eliminá-lo, estão quietos.

A quem se refere?

Aos psicólogos, aos educadores, aos pedagogos, aos homens chamados a aprofundar estes lados obscuros do eu. A imprensa denunciou o fenômeno com ênfase compreensível, em termos até justificáveis, mas indiscutivelmente de maneira excessiva.

O senhor fala da necessidade de reforma na Igreja.

Como o Santo Padre nos indicou, os casos terríveis de pedofilia e as comprovadas responsabilidades de cobertura ingênua ou negligência por parte das autoridades clamam fortemente a condição de realidade sempre em reforma da Igreja. Bento XVI exige penitência, chegar as raízes da misericórdia, ou seja, ir de encontro pessoalmente ao Tu de Cristo, e relembra que os inimigos mais perigosos da Igreja vem do meio dela e não de fora.

Mas em que consiste a reforma?

Especificamente, redescobrir o nexo entre o lindo amor e a sexualidade. Mostrar que a satisfação plena do desejo é encontrar o verdadeiro rosto do outro, sobretudo na relação homem-mulher. E aprender, de novo, como a esfera da sexualidade exija ser integrada no eu através de uma grande virtude, infelizmente em desuso: a castidade. Para redescobri-la precisamos de coragem para falar sobre a maneira na qual vivemos hoje a esfera sexual.

A que maneira se refere?

Cito o exemplo mais sofisticado. Os mais recentes estudos da neurociência, como os de Helen Fisher, remetem a todas as dimensões do amor, inclusive ‘o amor romântico’, a simples modificações neuronais do nosso cérebro. Fim da liberdade e da criatividade também neste âmbito? É verdade que temos necessidade de comer e beber, como os animais; mas não comemos e bebemos como animais, pelo contrário, a cozinha se tornou uma arte, um aspecto de civilização; e isto vale muito mais para a dimensão sexual. Uma presunção reducionista como aquela de Fisher é uma variante da tentação de conceber o homem como simples experimento de si mesmo. Assim se cria uma mentalidade, um clima no qual o desejo, a energia da liberdade que encontra a realidade, se torna livre de sentido, e a dimensão sexual assume uma fisionomia quase animalesca. Mas, este um homem e uma mulher, quando estão em si, não podem aceitá-lo.

Castidade e sexualidade são sentidas como antíteses.

A castidade mantém o “Eu” em ordem. Eliminá-la significa reduzir o amor a mera habilidade sexual, veiculada por uma sub-estrutura de relações humanas que se fundamenta em um grave equívoco e isto está na idéia de que no homem exista um ‘instinto sexual’ como ocorre com os animais.

A psicanálise demonstra que não é verdade: também no nosso inconsciente mais profundo nada se joga sem envolvimento do eu. O sacrifício e o distanciamento requeridos pela castidade mantêm o eu pessoal unido, abrindo caminho para uma possessão mais autêntica. O sacrifício não anula a posse, é a condição que o expõe. Os doutores da Igreja falavam de propósito de ‘ gaudium’ (gozo). O puro prazer, que por sua natureza acaba logo, pede para ser inserido no gozo, pois se ficar fechado em si mesmo anula lentamente a posse, o enfraquece, o deprime. Me impressiona o fato de que quando digo estas coisas aos jovens, encontro mais surpresa do que crítica.

Gozo e sexualidade parecem conceitos incompatíveis com a doutrina católica.

Não é assim. A mensagem bíblica foi a primeira, historicamente falando, a fazer ver a diferença sexual de uma ótica absolutamente positiva e criativa, como dom de Deus. Mas como em todas as coisas humanas, o positivo, o bem, o verdadeiro nunca são baratos. Mas sem o belo, o bom, o verdadeiro, a vida se enfraquece, não há em si energia para conduzir ao marasmo do real.

No livro dos Provérbios, entre as coisas muito árduas para compreender, o autor considera ‘a estrada do homem em uma jovem mulher’. A mulher é a figura daquela que está no início: eu saio dela ao nascer. Então quando o homem e a mulher se encontram fazem ao mesmo tempo a experiência de recomeçar aquilo que de qualquer forma já conheciam e de dar vida a uma novidade. Aqui existe a inextirpável raiz da fecundidade. O amor objetivo nunca é uma relação a dois. O aprendemos através da Trindade.

Mas o que a reforma da Igreja tem a ver com isso?

Tem tudo a ver! Fundamental para a reforma da Igreja é reencontrar testemunhas confiáveis do lindo amor, que Cristo, com uma infinidade de santos na sua grande maioria anônimos, introduziu na história. Penso em tantas gerações vividas na lógica do lindo amor. Penso nos meus pais, nos olhos com os quais meu pai aos noventa anos olhava minha mãe também com noventa, doente, debilitada por um câncer violento nos rins. Penso nos casais antigos que quase todos os domingos, no final da missa, vem me dizer: ‘Esta semana são cinqüenta’, ou ‘esta semana são sessenta anos de casados’. Que amor teria sobrevivido melhor ao eu do que esta ligação indissolúvel? Objetivamente não há comparação entre a densidade de uma experiência assim definitiva e o passar indefinido de uma sequência de relações precárias. No fim, seja a necessidade de amar definitivamente, seja a fragilidade sexual serão marcadas pelo terror da morte. Para amar verdadeiramente devo ser amado definitivamente, ou seja, além da morte; e é isto que Jesus veio fazer. Se há um delito que nós cristãos cometemos, é não mostrar o dom estupendo de Jesus: dar a vida para nos fazer entender a beleza do amor objetivo e efetivo. Isso sempre tem um caráter nupcial, inseparável conexão de diferença, dom de si e fecundidade. O outro não está fora do meu eu, o outro me permeia todos os dias; a minha própria concepção está ligada a este permear-me. Por isso humanizar a sexualidade através da castidade é um recurso capital para vencer a aposta do pós-moderno, para o homem do terceiro milênio que queira salvar o caminho do lindo amor, o qual nos faz gozar verdadeiramente a vida.

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* Educação sexual nas escolas é terrorismo

sexta-feira, julho 23rd, 2010

Luiz Felipe Pondé, Filósofo.

Quem é a favor do ensino religioso? Mesmo quem concorda com o ensino religioso discorda do conteúdo: ensinar o quê? Deus, orixás, gnomos, homens-bomba? Outros são contra: religião não é assunto do Estado e da escola, é assunto da vida privada e familiar -guardem esse argumento na memória porque voltarei a ele.

Não vou discutir o ensino religioso, mas sim outra questão que me chama a atenção: a educação sexual nas escolas. Digo logo: sou contra. E mais: acho que sexo é assunto da vida privada e familiar e nenhuma escola ou pedagoga maníaca por sexo deveria entrar nas cabeças das crianças com suas fantasias travestidas de teorias.

Aliás, quem são os teóricos de confiança? Quem descobriu o sexo correto? Normalmente, o sexo correto é aquele que a pedagoga maníaca por sexo acha que seja correto, e nada mais. Tapinha pode?

Claro, no futuro, talvez revoguem a lei contra pedofilia em nome dos “avanços contra os preconceitos”, e a pedofilia também venha a ser correta. Uma “última lei qualquer” decidirá que as crianças serão obrigadas a fazer prova sobre como é bonita a pedofilia?

Como ninguém faz uma daquelas campanhas diárias de repúdio à educação sexual nas escolas? Claro que hoje é mais normal num jantar inteligente você contar sua vida sexual do que confessar em lágrimas que acredita em Deus, mas, mesmo assim, como não ver que a educação sexual nas escolas é ridícula? Ensina-se o quê?

Neste caso (nos EUA), a intenção da professora seria não fazer distinção de “gênero”? Daríamos Barbies aos meninos para desenvolver neles o “gênero feminino”? Espadas para as meninas? E, se você “gosta” de plantas, tudo bem, porque tudo é natural?

Quem atesta a sanidade mental dessa professora? Gente “infeliz” na vida sexual pode dar aula sobre sexo? Quem seria a “consultora” desta “infelicidade”?

Aulas de biologia são bem-vindas, é claro. Mas e daí? O que ensinar para uma menina de dez anos sobre sexo? Usaremos fotos? Espero que as fotos sejam legais… E os meninos? Vendo revista “Playboy” (ou similares) escondido. E deixemos a vida correr, como corre há milênios. Digamos a verdade: quem dá aula de matemática é bom em matemática, quem dá aula de educação sexual é bom no quê?

Todo mundo é mal resolvido em sexo (quem diz o contrário mente). Há algo no sexo que mistura a obviedade do animal com o inefável do ser humano (romantismo, taras e traumas) que não pode ser reduzido a lição de casa.

Educação sexual é uma armadilha a serviço de todo tipo de lobby. Vou dar dois exemplos “opostos” para ficar claro. Primeiro: se os pedagogos maníacos por sexo fossem tomados de assalto por católicos? Seria matéria de aula a virgindade até o casamento? E você pai e mãe, que acham esse negócio de casar virgem muito repressor, concordariam?

Segundo: se o bando da educação sexual fosse de “homoafetivos” e obrigassem as crianças lerem histórias em quadrinhos onde meninos beijam meninos? Você, pai e mãe, “heteroafetivos”, aceitariam somente porque o bando em questão acusaria vocês de maioria esmagadora preconceituosa?

O bando da educação sexual, que insiste em assaltar as crianças com sua pedagogia grosseira, define sexo como algo tão “natural quanto ter sede”. Mas, se assim for, sua pedagogia é como obrigar crianças a beber litros de água sem que tenham sede.

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* “Mudança de comportamento” para cigarro. A mesma postura não funcionaria para prevenir a AIDS?

terça-feira, julho 13th, 2010

Vírus da AIDS

Vírus da AIDS

É necessária uma mudança de estratégia

Por Pe. John Flynn, L. C.

A Igreja Católica é regularmente criticada por se recusar em apoiar o uso de preservativos na luta contra o aumento do HIV e da AIDS. Esta não aceitação não é apenas um sábio ensinamento moral, mas também tem sólidos fundamentos científicos.

Esta é a tese de um livro publicado recentemente pela National Catholic Bioethics Center, com sede na Filadélfia. Em Affirming Love, Avoiding AIDS: What Africa Can Teach the West (Afirmar o Amor, evitar a AIDS: O que a África pode ensinar ao Ocidente), Matthew Hanley e Jokin de Irala consideram os motivos pelos quais os esforços para deter o vírus HIV na África tiveram tão pouco êxito e como isso está relacionado ao ter confiado nos preservativos.

Hanley foi conselheiro técnico de HIV/AIDS para a Catholic Relief Services até 2008 e é especialista em prevenção do HIV. Irala é vice-diretor do Departamento de Medicina Preventiva e Saúde Pública na Universidade de Navarra, Espanha.

Os autores começam observando que quase todas as instituições ocidentais que trabalham nesta área compartilham a firme opinião de que as estratégias de redução do risco devem ser prioridade, como a promoção do uso de preservativo. O que denominam de AIDS Establishment se concentrou nos meios técnicos em vez de numa mudança de comportamento.

A exceção disso foi a mudança na política dos Estados Unidos ao adotar a estratégia do ABC, seguindo o êxito de Uganda ao utilizar este sistema para tratar a AIDS. “A” é abstinência, “B” é ser fiel e “C” é o uso do preservativo.

O livro defende que são as duas primeiras partes desta estratégia as cruciais. De fato, em qualquer lugar da África que os índices de HIV abaixaram foram pelos resultados das mudanças fundamentais no comportamento sexual.

Prevenção

Tentar que as pessoas modifiquem seu comportamento não só tem mais êxito mas também, acrescentam os autores, é uma forma de retornar ao princípio da prevenção primária da medicina. A prevenção da transmissão do HIV é urgente em lugares do mundo como a África, onde há graves dificuldades para proporcionar um tratamento médico adequado.

Hanley e Irala fazem uma comparação com o consumo de tabaco. Talvez parecesse irreal mudar uma situação em que 75% das pessoas fumavam, mas as autoridades da saúde iniciaram campanhas que mudaram os estilos de vida com êxito.

Por que então, perguntam, quando se trata do tabaco, colesterol, vida sedentária e consumo excessivo de álcool, as autoridades consideram comportamentos que requerem uma mudança, mas o comportamento sexual associado à doença não?

Um problema, associado à confiança na redução do risco através de meios técnicos, ao invés da mudança de comportamento, é que pode levar ao que se denomina de risco de compensação. Isso significa que os benefícios obtidos por meio de algo pensado para reduzir o risco podem ser anulados quando as pessoas voltam ao seu comportamento descuidado.

Os autores apontam que só o cinto de segurança não é garantia de salvação, se alguém acredita que pode dirigir a uma velocidade maior que a indicada, porque está protegido por ele; da mesma forma, a promoção do preservativo pode levar a que as pessoas pensem que é seguro se envolver em uma maior atividade sexual.

Isso é especialmente relevante na África, onde os estudos mostram que quando um número importante de pessoas se envolve em relações sexuais concomitantes, a probabilidade de infecção é muito mais alta, se comparada com as de comunidades onde as pessoas reduzem suas relações múltiplas. Um declínio nas relações sexuais múltiplas é crucial para alcançar uma diminuição do índice de HIV, afirma os autores.

O melhor exemplo disto é Uganda, onde as taxas de infecção de HVI caíram de 15% em 1991 para 5% em 2001. O que trouxe esta radical variação foi uma importante mudança no comportamento sexual, observa o livro.

“Esta decisão inteiramente racional de evitar o risco de uma doença fatal e traumática alterando o comportamento tem salvado em última instância milhões de vidas”, afirmam os autores.

Uso do preservativo

Ainda que o índice de uso do preservativo em Uganda tenha sido similar ao de Zâmbia, Quênia e Malauí, o número de companheiros sexuais “não-regulares” em Uganda diminuiu de modo significativo. Ainda que a porcentagem do HIV tenha baixado em Uganda, não diminuiu nos demais países.

Uma das razões por trás do êxito da modificação da conduta em Uganda, apontam os autores, é o trabalho das monjas e médicos católicos. Um bispo anglicano e um bispo católico estão entre os dirigentes da Comissão para a AIDS do país.

Infelizmente, nos últimos anos, o AIDS establishment ganhou influência em Uganda e a ênfase mudou para a promoção do uso de preservativos. Isso se tem acompanhado de um crescimento da transmissão do HIV.

Quênia, Tailândia e Haiti são outros países que os autores fazem referência para citar as evidências de estudos que mostram como a mudança de comportamento leva a uma redução nos índices de transmissão do HIV.

Pelo contrário, na África do Sul, onde a promoção do uso do preservativo tem sido prioridade, a persistência de altos índices de casais múltiplos ajudou a manter o nível de infectados pelo HIV em um nível que os autores descrevem como de “incidência alarmante”.

A ideia da abstinência não combina com a cultura contemporânea, mas Hanley e Irala apontam que, ainda que a fidelidade seja o fator mais importante de êxito na África, a abstinência também é importante.

A abstinência influi no comportamento futuro, argumentam, e quanto mais rápido uma pessoa inicia a atividade sexual, mais parceiros sexuais é provável que tenha ao longo da vida, aumentando assim o risco de contrair HIV.

O livro faz referência a um estudo realizado pela Agency of International Development dos Estados Unidos, que considera as variáveis associadas com o predomínio do HIV em Benim, Camarões, Quênia e Zâmbia.

O estudo conclui que os únicos fatores associados a um menor predomínio do HIV foram um número reduzido de casais ao longo da vida (fidelidade), uma iniciação sexual com idade mais elevada (abstinência) e a circuncisão masculina. O estudo também revelou que o status econômico social e o uso de preservativos não se associavam a um menor predomínio do HIV.

Apesar desta e de outras evidências apresentadas no livro, os autores afirmam que os documentos sobre a AIDS publicados pelas Nações Unidas descrevem o uso de preservativo como a tecnologia mais eficaz para a prevenção da AIDS.

Sexualidade humana

Ainda que este debate sobre como tratar o HIV geralmente seja feito em linguagem científica, Hanley e Irala argumentam que é mais uma oposição entre duas posturas morais e filosóficas diante da sexualidade humana.

No outro lado está a cultura ocidental moderna que exalta a liberdade absoluta na busca do prazer. Isso explica o porquê este posicionamento conceitual busca meios técnicos para tratar as consequências indesejáveis da atividade sexual.

Em 9 de junho, o arcebispo Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, dirigiu um discurso à Assembleia Geral sobre o tema do HIV/AIDS.

“Se desejamos combater a AIDS de forma realista, enfrentando suas causas mais profundas, e desejamos dar aos enfermos o cuidado amoroso de que necessitam, é necessário que proporcionemos às pessoas algo mais que conhecimento, capacidade, competência técnica e ferramentas”, afirma.

Ele recomendava que fosse dedicada mais atenção e recursos para apoiar uma postura baseada em valores em linha com a dimensão humana da sexualidade.

Precisamos, continuou, de uma “avaliação honesta das situações do passado que podem ter sido baseadas mais na ideologia do que na ciência e valores, e uma ação decidida que respeite a dignidade humana e promova o desenvolvimento integral de todas e cada uma das pessoas da sociedade”.

Um apelo a todos para colocar de lado seus preconceitos e ideias preconcebidas ao enfrentar este grave problema.

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* As mulheres e a amizade com homens. Deixando o homem ser homem?

domingo, junho 27th, 2010

Steve Pokorny

As mulheres possuem uma habilidade maior para fazer amizade e para ser amiga. Pode-se dizer, falando melhor, que elas, por natureza, são inclinadas ao cuidar. As mulheres cuidam, especificamente, de pessoas. Elas são capazes, intuitivamente, de entrar na realidade interior dos seres humanos. E isso as torna mais capazes de ser e ter amigos.

Não é surpresa para ninguém que a mulher faz amizade com outras mulheres com muita facilidade. Elas mostram interesse uma nas outras. Elas gostam de trocar informações pessoais. Perseguem com sinceridade o conhecimento da outra pessoa para além da apresentação externa.

Os homens, por outro lado, são primariamente interessados no mundo exterior. Por natureza, os homens focam mais no “que” ao invés do “quem” na vida. É claro, eu não estou dizendo que os homens não possuem habilidade de “cuidar”. Estou apenas ressaltando que as mulheres têm mais facilidade do que os homens na amizade. Os homens se conhecem uns aos outros mais pelas ações do que pela conversa. Eles não se sentam e ficam trocando idéias sobre o que sentem por dentro, ou seus gostos e desgostos. Eles apenas agem, e falam dentro de situações, e o conhecimento sobre o homem se revela durante o processo. É por isso que os homens são muito mais transparentes que as mulheres.

Por que é tão importante considerar isso? Porque em namoros e no casamento pode haver uma preocupação excessiva por parte das mulheres, por elas desejarem que o homem seja o “melhor amigo” em um nível tal que é provavelmente fora da realidade. Sou totalmente a favor da amizade no namoro e no casamento, mas a amizade necessária para o casamento precisa ser definida e compreendida. Não pode ser entendida como se a mulher fosse conseguir uma pessoa com quem pudesse conversar todo tempo que quisesse, e sobre qualquer coisa.

Para conhecer qualquer pessoa de verdade, inevitavelmente terá que haver conversação falada. A razão é que nunca se pode conhecer “realmente” o que uma pessoa está falando ou experimentando no nível pessoal, ou porque fez algo, se a pessoa não falar. As ações podem sim revelar verdades sobre a pessoa, mas as ações sozinha não bastam para trazer todas as informações sobre a pessoa inteira. Então, os homens têm que falar e ser capazes de manter conversas com as mulheres. Ele não pode simplesmente ser muito tímido e não falar nada.

Por definição, uma pessoa é um ser que age. Então, o que uma pessoa faz transmite muito do que ela é. Entretanto, como seres humanos, temos uma natureza humana decaída, que nos inclina ao pecado. E, de fato, pecamos todos os dias. Agora, os nossos atos pecaminosos devem definir quem somos como pessoas? Seria injusto se fosse assim, porque todos têm a liberdade, caso abandone a graça, de ser perdoado e ter uma nova chance. A maneira com que se recupera dessas quedas diz muito mais sobre a pessoa. Obviamente, alguém que continue fazendo as mesmas coisas repetidamente provavelmente não vai parar de fazê-las. Portanto, as ações devem ser julgadas periodicamente, ao invés de apenas em momentos.

Essa é a cortesia que os homens precisam desesperadamente receber das mulheres hoje em dia porque os homens são mais orientados para a ação do que as mulheres. Portanto, os homens estão mais propensos a fazer coisas estúpidas do que as mulheres. Os homens precisam de uma paciência extra das mulheres, se ele for tentar atingir o nível de amizade que as mulheres desejam.

As mulheres têm que entender, entretanto, que os homens, tipicamente, não “precisam” do tipo de amizade profunda que as mulheres desejam. É por isso que é importante para as mulheres ter amigas mulheres próximas. Há necessidades que as mulheres têm, a nível de amizade, que não se pode esperar ser preenchida por um homem. Eu compreendo que há um ideal no casamento moderno que o homem e a mulher sejam algo como “melhores amigos”, mas isso não deve nos distrair dos aspectos práticos da vocação matrimonial aos olhos de Deus. Os dois se tornam uma só carne, mas não uma só pessoa. Sempre haverá dois indivíduos únicos no casamento, o que significa que a pessoalidade de ambos sempre vai estar se desenvolvendo e se formando. A ligação de amizade no matrimônio traz amor, segurança, sacrifício, e interesse no bem do outro. Nessa amizade só se cresce juntos.

Mas é impossível a um homem preencher completamente uma mulher, assim como é impossível a um mulher preencher completamente um homem. Acima de tudo, só Deus pode preencher completamente uma pessoa. Isso é dado. Mas também, as pessoas precisam de outras pessoas para fazê-las sempre continuar sendo pessoas inteiras. Alguns casais têm grandes problemas em lidar com o que o outro faz fora da relação dos dois. Há uma possessividade que faz as pessoas acharem horrível quando o(a) namorado(a) ou cônjuge faz algo sem elas ou não falam para elas tudo que esperam ouvir. Essas pessoas que são assim se sentem traídas, pois acreditam que o verdadeiro amor significa fazer toda e qualquer coisa sempre junto, e só compartilhar as coisas com aquela única pessoa. E não gostam também se uma coisa que falaram entre si é compartilhada com qualquer outra pessoa.

A amizade no casamento não é isso. A amizade não significa possuir cada pequeno pedaço de informação sobre o outro, nem fazer todas as coisas juntos, senão o amor não seria verdadeiro ou real. Há casais que realmente parecem ser assim. Porém, muitos bons casais terminaram seus relacionamentos por não serem assim. E isso é errado. As mulheres vão ter dificuldades em encontrar um homem que deseje contar tudo e queira fazer tudo com ela. Alguns homens podem gostar de ser assim, mas não a maioria. Os homens definitivamente têm que se abrir mais para as mulheres, mas as mulheres definitivamente precisam de uma amiga para ter com quem abrir o coração, e falar sobre tudo. Tipicamente as mulheres encontram isso em uma outra mulher. É por isso que, quando cada cônjuge tem seus amigos (a mulher amigas mulheres; o homem amigos homens) nesse caso há muitos casamentos felizes. Essas amizades fora do casal dão força para a pessoa e os fazem ser melhor cônjuge um para o outro.

As mulheres não deveriam cobrar demais dos homens para serem os amigos que precisam para conversar. Mas os homens precisam, sim falar mais com as mulheres. As mulheres precisam de conversa. Elas precisam saber o que está se passando por dentro. Muitas vezes o homem sequer sabe muito bem o que se passa em seu interior para compartilhar com alguém. As mulheres precisam ter paciência com isso.

Não desista de um homem que define sua pessoa pelas próprias ações. Só porque ele não fala tanto quanto você deseja não quer dizer que ele não vai ser um bom esposo e bom pai. Assegure-se de ter amigos(as) que fazem de você uma pessoa melhor, e então pegue essa melhoria e traga para o namoro ou a amizade conjugal.

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* Bispos filipinos rechaçam programa de “educação sexual” do governo.

quarta-feira, junho 23rd, 2010

A Conferência Episcopal de Filipinas (CBNP) rechaçou um novo programa de “educação sexual” que a Secretária de Educação, Mona Valisno, pretende impor nas escolas para reduzir “a taxa de crescimento da população, considerada como um elemento de pobreza de massa em um país que conta com quase 92 milhões de habitantes”.

Conforme assinala a agência vaticana Fides, o projeto “suporia a introdução de um programa de saúde reprodutiva entre adolescentes em 80 escolas públicas primárias e em 79 escolas secundárias, com a intenção de estendê-lo a todo o país”.

“A CBNP, que no passado conseguiu bloquear uma proposta de lei que pretendia destinar recursos públicos para a informação e o acesso ao controle artificial de nascimentos, se opôs afirmando que a educação sexual deveria e poderia ser melhor compreendida se for conversada dentro do âmbito familiar, não publicamente”, acrescenta.

“Estes não são argumentos para crianças. É melhor que se ocupem disto os próprios pais. O sexo deveria ser considerado como um dom de Deus e não só um aspecto físico”, assinalou Dom Pedro Quitorio, responsável por comunicações da CBCP.

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* Educação sexual deve responder a valores familiares e não a ideologias.

domingo, junho 20th, 2010

O presidente de Profissionais pela Ética (PPE) da Região da Catalunha na Espanha, Ramón Novella, assinalou que a educação sexual dos menores deve ser dada pela família, e que a escola pode ser uma colaboradora se responde aos valores dos pais e não aos interesses ideológicos do Governo.

Em referência à nova lei do aborto, que entrará em vigência neste país europeu no dia 5 de julho, Novella indicou que “a educação sexual (que promove esta norma) está ligada a uma proposta ideológica que muitos pais não compartilham”.

“Estão impondo um modelo em um âmbito no qual deveria haver liberdade. À parte de que esta proposta de educação sexual não favorece o desenvolvimento positivo das pessoas e as converte em seres infelizes, isso sim completamente manipuláveis”, acrescentou.

Por isso, criticou as propostas marcadas pela ideologia de gênero e o relativismo, que querem que os menores acreditem que existe uma “diversidade sexual” como a homossexualidade ou a bissexualidade.

“Parece-me intolerável que na etapa final da infância e na adolescência se fomente este tipo de educação onde o menino ou garota devem expor sua tendência sexual, é aberrante provocar estas situações no âmbito escolar e só é possível entendê-lo se atrás disto existem uns interesses em promover a homossexualidade”, expressou.

Novella animou os pais a que se informem bem “e saibam o quê supõe esta educação sexual obrigatória”, porque não podem aceitar que do Estado imponha a eles uma concepção que vai contra seus próprios valores.

“Aos pais diria que assumam com maior responsabilidade seu trabalho educativo (…). Encontramo-nos ante uma realidade de urgência educativa onde ninguém pode dizer que isto não me afeta, justamente o contrário, isto nos afeta a todos e devemos nos pronunciar para não deixar-nos impor aquilo que não contribui à felicidade”, indicou.

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* Celibato não nega a sexualidade nem a liberdade de sacerdotes, diz superior de seminário na França.

terça-feira, junho 1st, 2010

Em entrevista concedida ao jornal La Croix, o Pe. Luc Crepy, Superior do Seminário de Orleans na França, ressaltou que a opção pelo celibato nos sacerdotes não nega a reta vivencia de sua sexualidade, que não se reduz à genitalidade, e contribui a viver intensamente a liberdade no serviço a Deus e aos fiéis

Na entrevista publicada pelo L’Osservatore Romano, o Pe. Crepy fez uma primeira distinção: “Crepy fez uma primeira distinção: “antes de qualquer coisa é necessário precisar que a sexualidade não se limita à sua dimensão genital, e assim a vida afetiva é bastante mais vasta que a vida sexual, embora ademais este âmbito seja de evidente importância”.

Além disso, afirma o sacerdote europeu, “no seminário não nos interessa apenas esta dimensão particular do futuro sacerdote, por mais importante que seja, mas se busca promover um desenvolvimento integral do futuro sacerdote, tendo em conta o conjunto da formação humana”.

Com estas precisões, o presbítero indicou algumas das medidas concretas que se põem em prática com os sacerdotes, explicitadas pelo Papa João Paulo II na carta pastoral Pastor Dabo Vobis: atenção à vida comunitária, reflexão sobre a sexualidade e desenvolvimento para a futura vida pastoral. “trata-se de unificar a própria vida, de integrar todas suas dimensões”, explicou.

Depois de comentar que o sacerdote renuncia livremente a ter relações sexuais íntimas, assim como o faz um marido ao renunciar a outras mulheres e amar somente a sua, o Pe. Crepy ressaltou que “para que tudo tenha sentido é necessário aprender a renunciar”.

Logo depois de precisar que “não se entra no seminário apenas para permanecer celibatários!”, o sacerdote assinalou que “o celibato tem sentido em uma perspectiva mais ampla, o serviço à Igreja, o amor por Cristo. Como se inscreve este celibato em um projeto de vida global? Se for considerado como um grilhão nos pés, então não funcionará. A pergunta que é preciso fazer é esta: No desejo de querer ser sacerdote, como se integram e assumem um sentido no projeto do sacerdócio o celibato e a renúncia que este implica?”

Seguidamente reiterou: “não porque se é sacerdote não se tem uma sexualidade! É uma opção de vida e um modo para dar sentido à própria sexualidade em um projeto que a transcende sem negá-la. Em jogo está o fato de viver a própria sexualidade em modo liberador: na opção do celibato há uma dimensão de liberdade. Mas, cuidado, a sexualidade, já seja para um celibatário ou para um casal, é um equilíbrio que sempre deve construir-se, no curso de toda a vida”.

Entre as provocações para viver uma adequada sexualidade nos sacerdotes, o Superior do Seminário de Orleans assinalou que “cada época refaz o assunto da sexualidade. Não é uma questão puramente íntima e pessoal, como com freqüência se acredita. É induzida pela cultura. É certo que em uma sociedade muito erotizada, que valoriza a genitalidade em detrimento de uma sexualidade mais ampla, isto não é evidente. Busca-se sobre tudo uma imediatez que vai contra a harmonia sexual em longo prazo. Acredito que a sexualidade é um dos ambientes mais interessantes mas dos mais difíceis nos que se deve exercitar a própria liberdade”.

O Pe. Crepy explicou logo diversos modos nos que se acompanham os sacerdotes como os grupos de presbíteros que se reúnem regularmente, a guia espiritual de outro padre mais experiente, assim como os encontros com os bispos, para evitar a solidão de alguns que pode ser uma experiência difícil.

“Um encontro entre o bispo e todo jovem sacerdote ao término do primeiro ano de ordenação pode ser oportuno, como também a atenção constante da parte do vigário episcopal. Tudo isto é indubitavelmente necessário para que os jovens sacerdotes, ante as dificuldades inerentes aos primeiros anos do sacerdócio, não fiquem sozinhos”, concluiu.

ACI

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* Sexo para engravidar “será coisa do passado”, afirmam cientistas.

sábado, maio 22nd, 2010

Cientistas dizem que método “natural” de concepção vai ser substituído pela fertilização in vitro em dez anos

Na linha do tempo dos relacionamentos o sexo passou de tabu para uma atividade de lazer.

Agora cientistas australianos dizem que a prática do sexo deve perder até a relevância reprodutiva nos próximos dez anos – uma teoria, no mínimo, polêmica.

O posicionamento, apresentado no jornal Reproductive BioMedicine, aponta que casais que desejam ter filhos vão deixar de fazer sexo para engravidar e confiar mais na fertilização in vitro desde a primeira tentativa. Um dos autores, o veterinário John Yovich, disse ao jornal britânico Daily Mail, que o sexo, em breve, será puramente “recreativo”.

Essa mudança de estratégica é justificada pelo aumento da eficácia da fertilização ao longo do tempo e idade mais avançada dos casais, que esperam mais tempo para engravidar.

Já para parte dos especialistas brasileiros, a reprodução assistida é a última opção e pode apresentar riscos. A confiança cega na fertilização in vitro também pode ser vista como fria e objetiva demais para o casal. “Acho um absurdo, é obrigatório que a espécie humana se reproduza por via sexual”, defende o ginecologista Eliano Arnaldo Pelinni. Ele diz que a técnica deve ser focada em casais com reais dificuldades reprodutivas e que as chances de engravidar são semelhantes à de um casal sadio.

O ginecologista também explica que tentar engravidar altera a vida sexual de qualquer casal, mas pode vir a causar problemas, tanto pelas vias normais como de forma assistida. “Alguns transformam tudo em interesse reprodutivo e não voltam para a atividade normal”, relata.

Pelinni aponta que os casais farão mais sexo por prazer no futuro, independente do desejo de engravidar. “Sexo é da espécie e vai se sofisticar. Mas quem decidir engravidar vai ter uma bela experiência transformando isso em situação reprodutiva”, diz. “Ainda existe uma magia que nunca será substituída”.

IG

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* Educação na abstinência sexual favorece aos adolescentes, afirma estudo.

terça-feira, maio 11th, 2010

Novo estudo publicado por “Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine” aponta que encorajar os jovens a evitar o sexo antes do casamento é o método mais efetivo para evitar as calamitosas conseqüências da atividade sexual prematura, escreveu “Human Events”.

O estudo acompanhou o caso de 662 estudantes afro-americanos de escolas urbanas – um dos grupos que apresenta maiores problemas pelas desordens sexuais. Os jovens foram divididos em dois grupos.

O primeiro só recebeu educação visando a abstinência pre-matrimonial. O outro recebeu “educação sexual” com insistência no uso de preservativos e o “sexo-seguro”. Um terceiro grupo “de controle” não recebeu instrução especial alguma.

Após dois anos, o grupo instruído no “sexo seguro” tinha caído em maus costumes numa proporção maior dos que não receberam formação alguma.

O estudo caiu muito mal para a administração Obama que quer cortar mais de U$170 milhões de dólares de subsídios para programas de educação para a abstinência.

Para Linda Chávez, uma ex-esquerdista hoje conservadora, os adolescentes dizem que querem ser alertados pelos adultos sobre os perigos de se iniciarem sexualmente precocemente.

As doenças sexuais, a AIDS, a gravidez prematura são só uma parte do problema. Graves desequilíbrios emocionais com repercussões na saúde física ameaçam os jovens desprevenidos e enganosamente “liberados” pelo falso “sexo seguro”.

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* Psicologia católica e abusos sexuais por parte de sacerdotes. (II) CONTINUAÇÃO DA ENTREVISTA.

quarta-feira, maio 5th, 2010

Continuação desta fantástica entrevista  feita pelo autor do livro- cuja capa expomos acima- e que é encontrada nas livrarias católicas em todo o Brasil ou na Internet.

A Primeira parte também foi publicada, use o mecanismo de busca do blog para encontrar.

Suas colocações são muito sensatas e lúcidas e penso que podem apoiar pessoas que tem dificuldade em sua identidade sexual e que desejam superar com a força da graça de Deus essas dificuldades.

***

Entrevista com Gerard van den Aardweg

Um jovem que é psicológica e emocionalmente maduro, quando for admitido no seminário, nunca acabará se interessando pela homossexualidade e a pedofilia, afirma um psicoterapeuta católico holandês.

Gerard van den Aardweg trabalha como terapeuta há quase 50 anos em sua pátria, Holanda. Especializou-se em casos de homossexualismo e de problemas conjugais. Ministrou conferências no mundo todo e escreveu diversos livros sobre homossexualidade e pedofilia, assim como a relação destes temas com outros: a atração homoerótica no sacerdócio, a Humanae Vitae e os efeitos da paternidade homossexual.

Os livros publicados por ele incluem Battle for Normality: Self-Therapy of Homosexuality e On the Origins and Treatment of Homosexuality.

Van den Aardweg foi membro do Comitê Científico Assessor da Associação Nacional para a Pesquisa e Terapia da Homossexualidade, desde que a organização foi fundada em 1992. É também o editor europeu da revista Empirical Journal of Same-Sex Sexual Behavior.

-Voltando aos problemas no clero, diria que o abuso aumentou porque homens com tendências preexistentes foram admitidos no sacerdócio, ou há fatores que contribuem para este tipo de comportamento com o passar do tempo?

-Van den Aardweg: Um jovem que é psicológica e emocionalmente maduro, quando for admitido no Seminário, nunca acabará se interessando pela homossexualidade e a pedofilia. Se se sentir excitado sexualmente e alimentar seus sentimentos, buscará uma mulher.

A “orientação” para crianças ou adolescentes nos sacerdotes que abusaram dos jovens nunca se origina durante os anos de Seminário ou durante o sacerdócio. Em alguns casos, inicialmente pode ter sido mais ou menos latente, fraca, mas sempre esteve essa lacuna em seus sentimentos, a falta de sentimentos normais heterossexuais.

Em determinadas circunstâncias, ao ter contato com jovens, ou durante um período de desilusão ou solidão, o adormecido desejo homossexual pode-se inflamar.

Outros sacerdotes talvez sempre foram conscientes de sua atração pelos homens, mas se estruturam para viver com ela sem exteriorizá-la. No entanto, cada vez que se sente incapaz de fazer frente às demandas ou desilusões de sua profissão, em um mau momento poderia começar seja folheando revistas pornográficas – em nossos dias, em um site pornográfico da internet – ou começar a consumir álcool, a se consolar e entregar-se a fantasias sexuais, com o que vai de mau a pior.

A homossexualidade é mais que um problema sexual. É parte de uma variante específica da imaturidade da personalidade, e entre seus sintomas mais frequentes estão a falta de força de caráter, a solidão interior, as dificuldades para a formação de vínculos de amizade madura, a ansiedade e a depressão. Assim, o estresse, em todas as suas formas, pode debilitar a resistência do homem a entregar-se a seus desejos.

Outros fatores importantes que diminuem o umbral de resistência são a falta de apoio pessoal e a falta de direção espiritual regular de que tanto necessitam; a lassidão da vida interior, espiritual, o abandono da confissão regular, o mau exemplo de outros sacerdotes em seu entorno que levam uma vida dupla, e o estar exposto a teorias morais permissivas sobre a sexualidade em geral e sobre a normalidade da homossexualidade.

Neste sentido, a atitude crítica de muitos teólogos e sacerdotes ao celibato e, sobretudo à Humanae Vitae, foi um fator eficaz na debilitação da resistência de muitos sacerdotes para condutas sexuais inadequadas, seguramente no caso de muitos com desejos homossexuais.

Como o Papa Paulo VI mesmo explicava nesta encíclica, dissociar a sexualidade da reprodução na relação entre o homem e a mulher teria como consequência a aprovação de outras formas de sexo estéril como a homossexualidade.

Muitos dos escândalos sexuais que finalmente desencadearam a reação pública nos EUA, fato que está atualmente continuando na Europa, e que serve de tão abundante material para a propaganda anti-católica, são uma consequência lógica de décadas de rejeição aberta e de ignorar tacitamente a Humanae Vitae e a visão cristã da sexualidade que subjaz nela por parte de importantes sacerdotes, moralistas e bispos.

Não se pode esperar que muitos sacerdotes e religiosos com debilidades, como os desejos homossexuais – e em ocasiões pedófilos – perseverem em sua luta interior pela castidade quando constantemente escutam dizer que quase tudo é correto na vida heterossexual, matrimonial ou não: “por que deve ser o único ao que não está permitido só ocasionalmente dar-se um inocente prazer sexual se não causa dano a ninguém?”

-Os meios de comunicação rara vez centram-se no papel da psicologia nos casos de abusos sexual. Que o senhor diria do papel da psicologia nesses casos?

-Van den Aardweg: Apesar de toda crítica atual, não há provas de que a maioria dos casos de má conduta sexual por parte de sacerdotes no passado mais remoto, e inclusive entre 1960-1980, manejaram-se mal e de maneira irresponsável.

Frequentemente se buscou um compromisso prudente entre a necessidade de proteger os menores, a “ressocialização” do delinquente, e o controle dos danos sobre a paróquia, diocese, instituto.

A terapia – ou, em todo caso, as séries de conversações com os profissionais – foi uma das medidas padrão. Este enfoque não foi diferente do utilizado em casos similares nas instituições leigas, salvo que o castigo era eclesiástico.

Olhando para trás, este manejo pode ter sido adequado em muitos casos, mas frequentemente não era. Uma das razões da insuficiência desses procedimentos foi a ingenuidade das autoridades da Igreja ante os desvios sexuais.

A tendência foi subestimar a gravidade dos delitos, e crer que um delinquente com boas intenções, que, por outro lado, tinha ido se confessar e tinha prometido corrigir-se, merece caridade e confiança mais que qualquer outra coisa, e tinha de lhe ser dada uma segunda oportunidade.

Sobretudo as autoridades da Igreja – não menos que as autoridades judiciais leigas – compartilhavam uma confiança demasiado otimista nas pujantes ciências psicológicas e psiquiátricas. Encomendar um caso de abuso sexual a um psiquiatra ou psicólogo era visto como a garantia mais sólida contra a reincidência.

Isso definitivamente não era uma garantia, e continua não sendo. O efeito de longo prazo da psicoterapia ou da medicação em muitos casos de delinquentes sexuais é mínimo, também porque a motivação de uma pessoa para lutar a dura batalha consigo mesma pode ser bastante artificial e dependente da pressão das circunstâncias.

Por outro lado, parece que, mais ou menos desde finais dos anos 60, a resposta a estes delitos converteu-se em muitos setores da Igreja – não em todos – cada vez em mais insuficiente, frágil, negligente.

A tendência leiga da psicologia era a de enfatizar o aspecto de enfermidade mental dos delinquentes em geral – pacientes, vítimas da educação, etc. – em vez de em sua responsabilidade ante seu comportamento imoral.

O elemento de disciplina e castigo – no caso dos sacerdotes e religiosos, a penitência – era impopular, e isso se acrescentou frequentemente a uma flagrante falta de consideração dos sofrimentos e das necessidades das vítimas desses delitos.

A psicologia tem uma grande responsabilidade sobre essa visão distorcida e ideológica, e sem nenhuma dúvida afetou profundamente na forma em que as autoridades da Igreja reagiram às acusações de abusos sexuais que se lhes apresentaram, em sua conduta perante os membros do clero que cometeram abusos sexuais, e na atitude de muitos conhecidos homens da Igreja e teólogos para com homossexuais em geral e sacerdotes homossexuais em particular. Um fator importante nisso foi também o medo dos meios de comunicação, da opinião pública.

De todos os modos, com frequência, as autoridades olharam para o outro lado quando se lhes apresentaram casos de ‘pedofilia’ ou de outras condutas homossexuais de sacerdotes e, se tomaram medidas, com muita frequência o fizeram com “o encobrimento da caridade”: não adoram punições, talvez encaminharam para algum centro terapêutico, e, nesses casos, sem verificar os efeitos.

-Alguns criticam a Igreja por que, no passado, permitiu a sacerdotes que tinham cometido abusos regressar ao ministério, após terem participado de sessões de psicoterapia. O senhor acredita que os terapeutas pensavam que esses sacerdotes podiam se curar realmente, e que podia ser confiado a eles o cuidado de crianças e adolescentes?

-Van den Aardweg: Esta crítica é justa. As autoridades, nesses casos, podem ser recriminadas pelo fato de que não tiveram a prudência de esperar uns dois anos, verificar os resultados do tratamento, e que não seguiram pessoal e criticamente o caso. Suas reações muito frágeis foram, em ocasiões, o caminho mais fácil.

Também é verdade que, em geral, os psicoterapeutas tinham, e continuam tendo, muita confiança em suas ideias e métodos. De fato, a psicoterapia pode ajudar um pequeno número de pessoas com inclinações sexuais anormais, como a homossexualidade, a mudar radicalmente e, a uma porcentagem mais elevada, pode apoiar para que seus sentimentos percam intensidade e seu caráter obsessivo, de modo que toda sua estabilidade emocional aumente de um modo considerável. Mas isso com frequência requer anos, e os melhores resultados são experimentados por aqueles que se submetem à terapia por iniciativa própria e não forçados por uma situação externa.

Assim, um cliente que se submete a terapia pode reagir melhor durante a mesma, e isso pode ocasionar que o terapeuta considere prematuramente que está pronto para regressar a sua situação precedente; desse modo, ao ser submetido a uma maior pressão interna e externa, não diminuem as possibilidades de que volte a cair em seus antigos comportamentos.

Isso não é visto só em casos de pessoas com problemas sexuais, mas também em outros casos de neuróticos e delinquentes. De todos os modos, a prudência exige que não se coloquem nunca pessoas com esses comportamentos passados na antiga situação, ao menos durante muitos anos, pois continuam sendo vulneráveis.

-Qual é a atual relação entre as autoridades da Igreja e os psicólogos na hora de trabalhar com sacerdotes pederastas ou homossexuais? Mudou com o passar dos anos?

-Van den Aardweg: Depende das diferentes pessoas com autoridade, mas também da possibilidade de poder contar com psicólogos católicos preparados. Na Europa, já só uns poucos psicólogos trabalham em terapia com pessoas atraídas pelo mesmo sexo, dado que este ramo da terapia está quase fora da lei na União Europeia, que adotou oficialmente a ideologia homossexual.

A terapia dos desvios sexuais é quase vista como uma violação dos direitos humanos. As universidades só transmitem uma visão baseada em slogans politicamente corretos. Isola-se quem poderia oferecer cursos de terapia para profissionais. Só há poucos terapeutas cristãos especializados nesse tema.

Pelo que se refere à Igreja, está aumentando o interesse de cooperar com psicólogos e psiquiatras cristãos/católicos em particular por parte daqueles bispos, superiores de seminários, sacerdotes ou teólogos que apoiam a moral sexual da Igreja.

Outros que se sintam inseguros em suas opiniões sobre esta matéria, ou que tenham medo de enfrentar os meios de comunicação, aos sacerdotes e fiéis liberais, ou a seus próprios teólogos, preferem deixar sem trabalho os psiquiatras e psicólogos que tratam da homossexualidade como uma desordem. Mas creio que algo está mudando para melhor nesse sentido, ainda que de maneira lenta.

Por outro lado, cada vez mais jovens psicólogos e psiquiatras interessam-se pelo que chamamos de “psicoterapia cristã ou católica”, quer dizer, métodos baseados em uma visão cristã do ser humano, do matrimônio e da sexualidade, e das desorientações sexuais, e que reconhecem o valor terapêutico do “fator religioso”, a conversão, a importância de uma vida interior espiritual, do exercício das virtudes, e da luta contra os vícios, para benefício da saúde e da estabilidade de caráter.

Cada vez mais bispos, teólogos e sacerdotes apoiam a promoção, explicação, aplicação e defesa de toda a doutrina católica sobre a sexualidade e o matrimônio, ou simplesmente fazem da Humanae Vitae uma parte essencial de suas atividades de re-evangelização. Claro está, tentam buscar o conselho e assistência de psicólogos cristãos/católicos, e isso está levando aqui e ali a promover uma cooperação fecunda.

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* Ex-amante de baixista do Rolling Stones diz que a idade de consentimento tem de ser aumentada.

sexta-feira, abril 30th, 2010

Peter J. Smith

Mandy Smith, que quando era menina se tornou amante e mais tarde esposa do baixista Bill Wyman, da banda Rolling Stones, crê que a idade de consentimento sexual precisa ser levantada para 18 a fim de proteger as meninas novas, que são emocionalmente vulneráveis no que se refere a relacionamentos sexuais nessa idade. Numa entrevista ao jornal Daily Mail, da Inglaterra, Smith disse que havia dormido com o muito mais velho Wyman quando ela tinha 14 anos, iniciando um relacionamento que roubou completamente uma infância que ela “jamais conseguiu recuperar”.

Smith, agora com 39 anos, revelou para o Mail que no cenário das celebridades na década de 1980 em Londres, ela era uma adolescente rebelde, mas agora está solteira, celibatária e vivendo uma fé católica renovada, aconselhando meninas novas e envolvendo-se com obras de caridade.

Mas a experiência de seu relacionamento com Wyman, que era 34 anos mais velho que ela, a ensinou que as adolescentes não são emocionalmente equipadas para o sexo com a idade de 16 anos.

“A questão não é sobre maturidade física. O que importa é a maturidade emocional”, Smith disse para Mail.

“Não acho que a maioria das meninas de 16 anos esteja pronta. Acho que a idade de consentimento sexual deveria ser elevada para 18 no mínimo, e mesmo então algumas jovens não estão prontas”, ela disse. “As pessoas acham isso estranho vindo de mim. Mas penso que realmente sei sobre o que estou conversando aqui. Você ainda é uma criança — até mesmo aos 16 anos”.

“Você nunca mais recuperará essa parte de sua vida, de sua infância. Eu nunca consegui”.

Smith revelou que seu pai era ausente na vida de sua família desde que ela tinha 3 anos, e sua mãe estava sempre doente quando ela conheceu Wyman. O roqueiro a havia conhecido num clube onde Smith e sua irmã Nicola, ambas adolescentes, costumavam participar das festas sociais e tentar se vestir e se conduzir como se tivessem o dobro de sua idade.

Smith disse que viu Wyman em parte como preenchendo o vazio de uma figura paterna em sua vida. Eles começaram a namorar quando ela tinha 13 anos, e revelou publicamente pela primeira vez para o Mail que Wyman teve relação sexual criminosa com ela quando ela tinha 14 anos. Quando Smith alcançou a idade de consentimento aos 16 anos, o relacionamento deles se tornou público; aos 18 ela e Wyman se casaram, e dois anos depois o relacionamento terminou em amargura e divórcio.

Olhando para seu passado, ela disse que cria que Wyman nunca “teria feito o que fez se meu pai estivesse por perto”.

Mas sua maior preocupação são as adolescentes que ela vê hoje sendo pegas numa cultura altamente sexualizada e suas expectativas.

“Minha preocupação é que tudo — roupas, filmes, conversas — é muito sexualizado. As adolescentes com quem converso estão sob pressão de serem de um jeito”, disse Smith. “Elas pensam que têm de ter sexo, viver certa vida. Tento lhes dizer: ‘Fiquem firmes. Vocês não têm de fazer isso’”.

Smith é mãe de um filho de nove anos, Max, de um breve relacionamento com o modelo Ian Mosby. Ela diz que redescobriu sua fé em 2005 e diz ao Mail que “Deus é o único homem na minha vida agora”.

“A grande coisa sobre a Igreja é que você pode voltar. Nunca é tarde demais”, ela disse, acrescentando que foi uma nota de uma das freiras que a ensinaram na escola que ajudou a trazê-la de volta.

“Ela disse que Jesus não olha para os erros que eu fiz, ou as vezes que eu o havia ignorado. Até então, eu sentia uma culpa terrível sobre a vida que eu havia levado”, acrescentou Smith. “Percebi que havia outro caminho”.

O Parlamento estabeleceu pela primeira vez a idade de consentimento sexual na Inglaterra em 13 anos em 1875 em resposta a preocupações de meninas novas sendo exploradas para a prostituição. A idade de consentimento recebeu uma emenda para 16 anos em 1885 sob a Lei de Emenda Criminal.

Mas na Inglaterra recentemente a tendência tem sido abaixar a idade de consentimento. Dois anos atrás houve revolta quando o Parlamento aprovou um projeto de lei que exigia que a Irlanda do Norte abaixasse sua idade de consentimento de 17 para 16 anos sob a Norma de Crimes Sexuais da Irlanda do Norte de 2008, para estar em conformidade com o resto do Reino Unido.

Membros da Assembleia Legislativa da Irlanda do Norte acusaram Londres de agir com “desprezo à democracia” ao levar a cabo a medida apesar de sua oposição. Eles avisaram que a mudança incentivaria os predadores sexuais da República da Irlanda, onde a idade de consentimento sexual permanece nos 17 anos, a ir ao norte em busca de vítimas mais novas.

O Centro de Crise de Estupro de Belfast também objetou à mudança, dizendo que a nova lei tornaria difíceis seus esforços de proteger adolescentes vulneráveis de predadores sexuais.

Fonte: Noticias pro Família

***

Para nós católicos, a relação íntima só é moralmente correta  dentro do matrimônio.

Na notícia acima, vê-se o mal quando se entende o sexo como apenas prazer, dissociado do amor COMPROMETIDO E FORMALIZADO.

A Critica é feita à lei da Grã Bretanha.

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* Livro paradidático distribuido em Recife causa perplexidade e preocupa pais.

quarta-feira, abril 28th, 2010

Um livro paradidático distribuído pela rede municipal de educação do Recife promete gerar muita polêmica.

O vereador André Ferreira (PMDB), denunciou no plenário da Câmara a distribuição de uma obra cujo teor tem causando controvérsias entre os pernambucanos.

No material distribuído para alunos do primeiro e segundo ciclo dos colégios, crianças com idade entre 6 e 8 anos, há diálogos fortes e inadequados para as crianças.

As ilustrações que acompanham os textos mostram, por exemplo, meninas e meninos se masturbando.

“A verdade é que essa brincadeira não causa nenhum problema”, “Mas não se esqueça: essa brincadeira, que dá uma cosquinha muito boa, não é para ser feita em qualquer lugar. É bom que você esteja num canto, sem ninguém por perto”.

O vereador André Ferreira, que é evangélico, disse ter sido procurado em seu gabinete por cerca de dez pais revoltados com a distribuição da obra e resolveu levar ao conhecimento dos seus pares na segunda-feira (26).

“É um absurdo. Isso não pode ser feito pelo poder público sem ser discutido antes com os pais. Vamos convocar o secretário de Educação, Ministério Público, conselho tutelar, psicólogos e a associação de pais de alunos para saber como esse assunto pode ser abordado em sala de aula”, avaliou o parlamentar.

André Ferreira pediu a suspensão imediata da distribuição do livro que integra o kit escolar das escolas municipais. De acordo com o vereador de oposição, ele ganhou o respaldo até dos governistas que concordaram se tratar de uma obra muito “agressiva” para crianças desta idade.

“Não queremos que o assunto deixe de ser tratado, mas não achamos coerente ser desta maneira”, avaliou o peemedebista.

Diante da denúncia, a Secretária de Educação do Recife determinou o recolhimento dos 20 mil exemplares distribuídos pela rede escolar e orientou professores e diretores das escolas a pedir aos alunos a devolução dos livros.

Terra

***

No yuotube tem o livro.

Ví e as imagens são absolutamente inadequadas, especialmente se pensarmos no público alvo do mesmo.

Cito comentário feito sobre o livro em um blog católico:

Pais e mães não são obrigados a aceitar que agentes do Estado venham dizer a seus filhos o que é “a verdade” em matéria de moral. A Convenção Americana de Direitos Humanos — que, no Brasil, tem hierarquia superior à própria lei ordinária — prevê expressamente que “Os pais têm direito a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.”

O Estado brasileiro, em qualquer de suas esferas, não pode impedir ou inviabilizar o exercício desse direito.
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* As mentiras da contracepção na ” madrugada da enganação demoníaca “.

segunda-feira, abril 26th, 2010

William Murat

Publico abaixo uma tradução livre de um artigo que saiu na newsletter da Human Life International que aborda as mazelas causadas na sociedade pela introdução da pílúla anticoncepcional.

A “enganação” do título vem do fato que hoje em dia, com a completa inversão de valores que atinge boa parte da sociedade, o mal é chamado de bem e a verdade fica bem escondida, inacessível a muitos. E é nestes tempos difíceis que nós, católicos, somos chamados a sermos pontos de luz na “escuridão espiritual” que nos cerca e oprime.

O artigo da sra. Jenn Giroux, mãe de 9 filhos e enfermeira, é primoroso por mostrar a força do ensinamento católico frente a valores distorcidos, que apenas deixa escravizado o homem junto ao deus-prazer, ao deus-sucesso, ao deus-bem-estar.

***

Jenn Giroux

Para comemorar o  aniversário de “A Pílula”, o Wall Street Journal publicou um artigo extenso e equivocado (”The Birth Control Riddle”, 10/04/2009) de autoria de Melinda Beck, chamando a chegada da pílula anticoncepcional de “a madrugada da contracepção confiável” que “iniciou a revolução sexual, terminou o ‘baby boom’ do pós-guerra e ajudou milhões de mulheres a entrar na força de trabalho”. A sra. Beck então passa a lamentar as “gravidezes não-planejadas” que ainda ocorrem hoje em dia, detalhando quão seguro é agora os novos e melhorados métodos de controle da natalidade.


Marshall McLuham, já falecido, um grande expert sobre a mídia que se converteu ao catolicismo, declarou antes de sua morte que “Os maiores veículos da mídia estão engajados em uma conspiração luciferiana contra a verdade”. Que grande verdade! A coluna da sra. Beck é um perfeito exemplo desta conspiração, incluindo gritantes mentiras e deturpações tais como:

  • – “os benefícios ultrapassam os riscos” quando tomando “A Pílula”;
  • – “(…) quanto mais uma mulher usa a pílula, menor é seu risco de adquirir câncer ovariano e endometrial”; e
  • – “(…) a pílula não parece aumentar o risco de adquirir [câncer de mama]“.

Beck então passa a tranquilizar seus leitores com fontes tais como o Guttmacher Institute (o braço de pesquisas da Planned Parenthood) e chega a citar a Vice-Presidente de Assuntos Médicos da Planned Parenthood, que explica os efeitos adversos dizendo “Temos que ver as coisas em perspectiva. O risco de uma mulher ter problemas é substancialmente maior durante a gravidez”.

“A Pílula” e o amplo uso de outros contraceptivos na realidade levou-nos à “Madrugada da Enganação Demoníaca” nos EUA. Basta apenas que alguém veja alguns dos amargos frutos de “A Pílula” para entender o porquê.

  • Um estudo da Mayo Clinic mostra que mulheres que utilizam contraceptivos hormonais ao menos por 4 anos antes de sua primeira gravidez completa têm risco 52% maior de desenvolver câncer de mama.
  • Mulheres que usam contraceptivos hormonais por mais de 5 anos têm quadruplicadas suas chances de desenvolver câncer cervical.
  • Antes da revolução sexual e de “A Pílula” eram conhecidas 5 doenças sexualmente transmissíveis; hoje são mais de 30;
  • Há mais de 50 estudos médicos que indicam que o uso de contraceptivos orais e de Depo-Provera deixam as mulheres mais suscetíveis para quase todos os conhecidos fatores de risco do HIV.

Basta que olhemos ao redor hoje em dia e podemos ver quão corretamente o Papa Paulo VI predisse o que se seguiria se a contracepção fosse adotada em alta escala: uma queda geral nos padrões morais, um aumento na infidelidade, uma ainda maior objetificação das mulheres, e o uso da contracepção como uma arma. Famílias menores e mais famílias desfeitas, homossexualidade descarada, pornografia, e a coerciva política de somente um filho da China são apenas alguns dos óbvios lembretes da sabedoria do Papa Paulo VI ao reafirmar o ensino perene da Igreja sobre a contracepção na Humanae Vitae.

Expor as mentiras da contracepção é, na verdade, o grande desafio moral de nossos dias. É não apenas uma batalha pela vida, é uma batalha por almas.

Quando perguntada recentemente por uma grande revista para que dissesse seu maior arrependimento, Martha Stewart replicou: “Não ter uma dúzia de filhos”. Isto resume bem o geral “arrependimento pós-contraceptivo” que pesa muito nos corações e nas almas das mulheres que caíram nas mentiras da indústria do aborto. Até mesmo em famílias católicas a natalidade caiu, desde a década de 1960, de 5,5 para 2,1 filhos nos dias atuais, rejeitando as alegrias e desafios das famílias maiores em troca dos bens menores do conforto material, da “liberdade” e do sucesso profissional.

Vem à minha mente uma história da década de 1920 (ironicamente, a mesma época em que Margaret Sanger estava iniciando seus esforços para legalizar a contracepção e o aborto nos EUA) em que um garotinho olhava através de uma janela à tarde assistindo um homem acender um poste de luz a gás.

Sua mãe perguntou-lhe: “O que você está olhando?”

Como se a explicação fosse óbvia, o menino respondeu: “Estou vendo um homem fazer buracos na escuridão”.

Nos dias atuais é isto que Deus está pedindo a nós católicos — permanecer firmes no testemunho corajoso e “fazer buracos” na escuridão espiritual que nos cerca. Frente às enganações demoníacas espalhadas pela sra. Beck e por outros que ignoram a devastação trazida pela contracepção, devemos responder com a luz da verdade.

Nossa fidelidade diária ao plano perfeito de Deus para a sexualidade e o casamento através da recitação do rosário e dos sacramentos é o único caminho para retomar nossa cultura e nossa nação. Apenas através da utilização destes dons poderemos ajudar o retorno contracultural da castidade e da família.

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