Posts Tagged ‘Testemunho’

* Comunidade Shalom na Hungria. Reportagem em Húngaro, com tradução.

domingo, junho 16th, 2013

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* Astro do futebol americano, católico e pró vida, cancela encontro com Obama.

quarta-feira, junho 12th, 2013
Matt Birk, jogador central do Baltimore Ravens, clube que acaba de ganhar o famoso Super Bowl (Super-Taça) do futebol americano, recusou-se a participar da habitual recepção concedida aos vencedores pelo presidente dos EUA, na Casa Branca.

Matt disse que seus princípios a favor da vida o impediam de encontrar-se com o presidente Obama, noticiou o
“The Huffington Post”

.

Católico e pai de seis crianças, Matt declarou à rádio KFAN-AM, de Minnesota, ter “grande respeito pela função da Presidência”, mas que “há cerca de cinco ou seis semanas, nosso presidente fez uma alocução na qual disse ‘Deus abençoe a Planned Parenthood’”.

E acrescentou: “A Planned Parenthood pratica por volta de 330 mil abortos por ano. Eu sou católico, sou militante do movimento Pela Vida e sinto que não posso brincar com isso. Eu não posso endossar de modo algum… Pedir a Deus que abençoe uma entidade que está exterminando 330 mil vidas por ano? Eu decidi não comparecer”.




Matt também participa ativamente do movimento pelo matrimônio tradicional. Esse movimento trabalha para incluir nas Constituições estaduais o princípio de que o casamento é só entre um homem e uma mulher.

Não é a primeira vez que um jogador famoso recusa convite da Casa Branca pelo fato de discordar da linha esquerdista do presidente Obama, informou o “Huffington Post”.


No ano passado, foi o caso do goleiro Tim Thomas, do Boston Bruins, time de hóquei no gelo que ocupa a segunda posição nos dos EUA com mais campeonatos nacionais ganhos, inclusive o de 2012.


Tim recusou o convite do presidente Obama para uma recepção na Casa Branca por julgar que o governo federal “atingiu um crescimento fora de controle”, em referência às reformas estatizantes do presidente esquerdista americano

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* Beato José de Anchieta veio ser Missionário no Brasil com apenas 19 anos!

segunda-feira, junho 10th, 2013

O moço de 19 anos que chegava à Terra de Santa Cruz vinha com as melhores disposições espirituais possíveis para exercer sua missão. Embora tão jovem e não tendo ainda sido ordenado sacerdote, Irmão José era dos primeiros missionários jesuítas que se estabeleciam na nova terra. Sua meta era conquistar almas para Cristo.

Ele fazia parte da comitiva do segundo Governador Geral do Brasil Dom Duarte da Costa e chegou a Salvador, na Bahia de Todos os Santos, no dia 13 de julho do ano de 1553. Ele foi quem lançou os fundamentos da catequese e educação dos jesuítas no Brasil. Foi ele também quem começou a reverter o quadro iniciado desde o descobrimento, em que os nativos eram vistos apenas como propriedade da Coroa e, como tal, passíveis de serem escravizados.Ele agia em todos os setores do tecido social e religioso da nascente nação. No campo religioso, ele exerceu o cargo de provincial da Companhia de Jesus entre os anos de 1577 a 1587. O trabalho de Anchieta foi decisivo para a implantação do catolicismo no Brasil. Com seu conhecimento, fé e vontade de evangelizar, percorreu a pé, a cavalo, em embarcações, boa parte do território brasileiro. Assim contribuiu para manter unificado o país naquela época e nos séculos seguintes.

jose_anchieta_5.jpg
Relíquia do Beato José de Anchieta: Fêmur exposto
na Igreja do Páteo do Colégio, em São Paulo

Da Terra de dimensões continentais em que aportou nunca mais saiu. Amou a Terra, amou seu povo. Evangelizou as “gentes brasílicas”, deu rumo a sua formação. Identificou-se com suas aspirações, sem perder sua própria identidade.

Origens de Anchieta

Aquele jovem noviço tinha nascido em São Cristóvão, Tenerife, uma das ilhas do Arquipélago das Canárias, a 19 de março de 1534, dia da festa litúrgica de São José, fato determinante para que ele também recebesse esse nome no batismo: José de Anchieta.

José de Anchieta pertencia a uma próspera família. Seu pai, Juan Lopes de Anchieta, era da província de Guipuscoa, no País Basco. Por precaução, Juan havia mudado para as Canárias. E ele tinha lá suas razões para isso: ele tomou parte na Revolta dos Comuneiros, feita contra o imperador espanhol Carlos V e havia sido condenado à morte.

Juan Lopes acabou sendo salvo da pena capital por intercessão de um ilustre parente militar, o capitão Inácio de Loyola, que, mais tarde, veio a ser o fundador dos jesuítas, os religiosos da Companhia de Jesus. Sua mãe foi Dona Mência Dias de Clavijo y Llarena. Ela era natural das próprias Ilhas Canárias. Seu avô havia sido um dos conquistadores espanhóis.

Formado num tempo de turbulência

Quando ainda criança, Anchieta teve oportunidade de estudar com religiosos. Ao completar 14 anos, juntamente com um irmão de maior idade, ele já estava iniciando seus estudos na célebre Universidade de Coimbra. Cursou ali o renomado Colégio de Artes. Recebeu nessa ocasião uma educação própria de seu tempo, com uma formação principalmente filológica e literária para que aperfeiçoasse a língua latina e já visando um aperfeiçoamento futuro. Maiores ciências ele as adquiriu nas escolas dos padres da Companhia de Jesus. Cresceu nelas de tal maneira que em breve tempo estava bem formado em todo gênero de humanidades.

Foi com 17 anos de idade que José de Anchieta ingressou na Companhia de Jesus, a Ordem Religiosa fundada por Santo Inácio em 1539 e que foi aprovada pelo Papa Paulo III com a publicação da bula “Regimini Militantis Eclesiae”, de 1540. Também foi por essa ocasião que José de Anchieta –ainda estudante de 17 anos– fez seu voto particular de castidade diante do Altar de Nossa Senhora, na Catedral de Coimbra.

Na época do estudante José de Anchieta o mundo ocidental estava vivendo uma crise: passava por uma autêntica e profunda revolução cultural e religiosa. O Renascimento, aproveitando-se de tendências latentes no homem decadente do fim da Idade Média, manejava as idéias, influenciando e marcando profundamente os acontecimentos nas artes e mentalidades.

No campo religioso, a reforma protestante, codificada por um frade apóstata e seguindo a esteira da renascença, produzia devastações no seio da unidade do cristianismo.

Foi num mundo assim conturbado que no ano de 1553, no final de seu noviciado, José de Anchieta fez seus primeiros votos como jesuíta. Com esses votos, seus receios de não poder permanecer na Ordem de Santo Inácio foram dissipados.

Doença e Santa Obediência o trazem ao Brasil

Logo após seu ingresso na Companhia de Jesus, ele foi acometido por uma doença ósteo-articular. Se essa enfermidade continuasse a agredi-lo, suas esperanças de ser jesuíta cairiam por terra: ele não poderia continuar na Ordem. Os votos lhe garantiam que estava são e que poderia continuar entre os filhos de Santo Inácio.

Os médicos da época acreditavam que os ares do Novo Mundo seriam benéficos para sua total recuperação e aconselharam sua transferência para o outro lado do Oceano Atlântico. Então, seus superiores o enviaram para exercer uma missão em terras do domínio português, na América.

Ele era um bom religioso. Entusiasmado, obedeceu prontamente seus superiores: atravessou o oceano, chegou ao Brasil para evangelizar seu povo e daqui nunca mais saiu.

Na travessia do oceano o mais jovem dos jesuítas na esquadra do Governador Duarte da Costa dava mostras de que sua saúde estava sendo recuperada a cada instante. Quando aportou em Salvador, ele estava praticamente curado. O tempo na nova terra completaria a cura total.

Ação preternatural ou fato providencial?

As caravelas do novo Governador Geral Duarte da Costa traziam cerca de 250 pessoas. Além do noviço José de Anchieta, fazia parte da esquadra o também jesuíta Padre Manuel da Nóbrega que era seu superior e seria acompanhado por Anchieta no início de sua missão.

Os dois jesuítas já tinham destino certo. Eles apenas passariam por Salvador e logo deveriam dirigir-se para a Capitania de São Vicente. Ali exerceriam a missão de catequizar colonos e nativos.

A viagem até a “terra de missão” era difícil. Não havia outro meio de realizá-la a não ser por mar. Duas naus saíram de Salvador com destino a São Vicente levando Anchieta, Nóbrega e outros padres jesuítas. Ainda no Sul da Bahia uma tempestade gigantesca surpreendeu as duas embarcações. Uma delas foi arremessada contra os rochedos e espatifou-se. Por milagre, ninguém morreu. A nave em que estava Anchieta, acabou ficando encalhada nos recifes, ainda inteira.

Foi uma noite de terror para os viajantes. Gigantescas ondas ameaçavam destruir a nau que ainda havia restado. No dia seguinte, o mar amanheceu calmo e os viajantes conseguiram chegar à terra.

Ali mesmo Anchieta começou sua missão… com sucesso. Ao procurar comida em terra firme, encontrou-se com índios do lugar. Ao chegar na aldeia deles, viu uma indiazinha muito doente, já à beira da morte. Anchieta a instruiu e batizou dando-lhe o nome de Cecília. Logo depois, a primeira indiazinha brasileira batizada por Anchieta morreu.

Enquanto o barco era consertado, Anchieta ainda esteve outras vezes na aldeia para ensinar o evangelho aos índios. Chegando a hora da partida, com a consciência tranquila, Anchieta pensava: “O acidente com o barco foi uma obra permitida pela Providência Divina para salvar a inocente Cecília, que estava predestinada.” E ele tinha razão.

Sua vida está cheia de fatos semelhantes que indicam os desígnios de Deus Nosso Senhor de tê-lo como instrumento de salvação para muitas almas. Aquele jovem franzino, doente, tinha a alma maior que o corpo. Sua fé exuberante, acalentava uma esperança que, por amor a Deus, seria capaz de evangelizar um país, formar um povo, salvar um país inteiro.

Um Apóstolo na Capitania de São Vicente

O missionário José de Anchieta chegou a Salvador em junho de 1553 e logo dirigiu-se a São Vicente.

Em pouco tempo ele já estava colocado no centro das atividades da missão. Com seus dotes inatos de comunicador, e com sua sede de almas, conseguiu com os índios um amplo entendimento. Tornou-se logo amigo de indígenas e colonizadores e por ambos era respeitado.

Não limitou seu trabalho às redondezas da pequena São Vicente. Subiu a Serra que costeava a Capitania e chegou ao planalto que estava depois dela. O Planalto de Piratininga era povoado por milhares de índios que viviam em aldeias distintas. Para Anchieta elas eram almas redimidas pelo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e sua missão consistiria em conquistá-las para Cristo, conduzi-las para a Igreja para serem instruídas, formadas, civilizadas.

Sua ação era ligeira, meticulosa, apostólica, eficiente. Tinha metas audaciosas, plantava bases para o futuro. Assim foi que em 1554, no dia 25 de janeiro, festa da Conversão de São Paulo Apóstolo, Anchieta participou da fundação do colégio da vila de São Paulo de Piratininga, onde também foi professor. Junto ao colégio foi edificada uma capela provisória na qual foi celebrada a primeira missa em 25 de agosto.

Estava nascendo o núcleo de uma cidade que se tornaria uma das maiores metrópoles do mundo: São Paulo. Anchieta construiu ainda um seminário perto do Colégio de Piratininga e nele também dava aulas. Tanta ação, tanto fruto já colhido e não havia passado seis meses desde que ele chegara à Capitania.

Ela falava o português, o castelhano, o latim e a língua brasílica.

Decifrar o tupi foi uma das tarefas que Nóbrega deu a Anchieta. Em apenas seis meses, ele conseguiu entender e falar a língua dos índios. Em um ano ele a dominava com perfeição a ponto de criar uma gramática. Além da gramática indígena, Anchieta dedicava seus dias a ensinar o latim e o português a curumins e índios adultos. Aos irmãos jesuítas, ensinava a língua tupi.

Depois de cumprir suas obrigações religiosas e de exercer todo o trabalho que tocava a ele executar, ainda estava longe a hora do repouso para ele. Era à noite, quando todos já dormiam, que ele escrevia manuais para os alunos, cartas sobre o trabalho dos jesuítas e obras diversas, entre elas um dicionário de tupi e um tratado sobre a flora, a fauna e o clima da Capitania de São Vicente.

Lutou contra invasores, unificou pela Fé

No ano de 1555, o Brasil enfrentou graves problemas com a tentativa de franceses calvinistas de estabelecer uma colônia na região do Rio de Janeiro. Os invasores contavam com o apoio de índios da região.

Anchieta participou ativamente da luta pela expulsão dos franceses. A confiança que os índios tinham nele foi decisiva. Nas batalhas finais, no Rio de Janeiro, ele estava animando os combatentes brasileiros. Era amigo de Estácio de Sá e esteve junto dele nas últimas batalhas.

Agindo como apóstolo, plantou cultura

Anchieta deixou sua marca também no campo cultural. Sua obra de conteúdo eminentemente religioso constituiu-se na primeira manifestação literária na Terra de Santa Cruz contribuindo fortemente para a formação da nascente cultura brasileira. Além de suas cartas, sermões e poesias, ele escreveu uma Gramática da língua tupi, idioma que ele dominava perfeitamente. Escreveu “De Gestis Mendi de Saa”, um livro que tratava dos feitos do Governador Geral Mem de Sá.

É famoso seu “Poema da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus”, que foi escrito originariamente nas areias da praia de Iperoig, no litoral da costa da Capitania. Nele se manifesta não só a erudição e estro do poeta, mas, refulgem no texto as melhores doutrinas sobre a Virgem Maria e a expressão de uma devoção e de um amor extraordinário à Santa Mãe de Deus.São também de autoria de Anchieta peças de teatro de cunho religioso e formativo. Entre elas está o “Auto da Pregação Universal” e ainda o “Na Festa de São Lourenço”, também chamada de “Mistério de Jesus”.

A Língua tupi, a evangelização e o descanso

Era destro em quatro línguas: portuguesa, castelhana, latina e brasílica. Decifrar o tupi foi uma das tarefas que Nóbrega confiou a Anchieta. Em seis meses, ele completou o aprendizado da língua e, em um ano, a dominava com perfeição. Dois anos depois de ter chegado ao Brasil, escreveu a sua “Arte de Gramática da Língua Mais Usada na Costa do Brasil”.

Além da gramática, Anchieta ensinava o latim e o português para os curumins (meninos) e para os índios adultos. Aos irmãos jesuítas, ensinava a língua tupi.

O repouso não vinha para ele logo que a noite chegava. Era nessa hora que escrevia manuais para os alunos, cartas sobre o trabalho dos jesuítas e obras diversas, entre elas um dicionário de tupi e um tratado sobre a flora, a fauna e o clima da Capitania de São Vicente. Era tarde, quando ia dormir.

Viveu com missionário, agiu como herói, morreu como santo

A vida do Beato José de Anchieta é como um sopro encorajador: é exemplo. Entusiasma e arrasta os que têm Fé. Convida os católicos a viver na caridade e no ardor missionário que evangeliza e santifica. Para os índios, ele foi médico, professor, foi amigo e defensor. Tornou-se o elo de ligação dos índios e colonos com os padres jesuítas, com a Igreja e a nação que estava sendo forjada.

Mas, o Beato José de Anchieta foi sobretudo sacerdote. Cuidava das doenças e feridas das almas, da espiritualidade de todo o povo. Por isso mesmo é que lhe foram dados vários títulos que o homenagevam, sendo que o que melhor lhe cai é o de “Apóstolo do Novo Mundo”, que para nós pode ser “traduzido” como “Apóstolo do Brasil”.

Com 63 anos, Anchieta faleceu no povoado que ele mesmo havia ajudado a edificar em 1569: Iritiba (a atual Anchieta), na Capitania do Espírito Santo. Era o dia 9 de junho de 1597 quando José de Anchieta entregou sua alma a Deus. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II, em 1980, quando então foi nomeado “Apóstolo do Brasil”. (JSG)

* * * * * * * * *

Oração a Anchieta

Bem-aventurado José de Anchieta, missionário incansável e Apóstolo do Brasil, abençoai a nossa Pátria e a cada um de nós. Inflamado pelo zelo da glória de Deus, consumistes a vida na promoção dos indígenas, catequizando, instruindo, fazendo o bem. Que o legado de vosso exemplo frutifique novos apóstolos e missionários em nossa terra.

Professor e mestre, abençoai nossos jovens, crianças e educadores. Consolador dos doentes e aflitos, protetor dos pobres e abandonados, velai por todos aqueles que mais necessitam e sofrem em nossa sociedade, nem sempre justa, fraterna e cristã. Santificai as famílias e comunidades, orientando os que regem os destinos do Brasil e do Mundo. Através de Maria Santíssima, que tanto venerastes na terra, iluminai os nossos caminhos, hoje e sempre. Amém.

Fontes:http:// www.histedbr.fae.unicamp.br

http://www.catedralsaomiguel.org.br/beato_jose.p

gaudiumpress.org

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* Protestante, filho de pastores, se converte ao catolicismo.

segunda-feira, junho 3rd, 2013



Chamo me , Manuel da Costa tenho 31 anos filho de Pais Pastores ,desde infância os meus Pais colocaram nos na Igreja e nos ensinaram a temer á Deus. Durante 22 anos vivi na Província de Cabinda(Angola) depois fui para a Capital Luanda(Angola) para fazer a faculdade de Engenharia Informática.

A minha irmã que me recebeu na Capital era da Igreja Pentecostal ,ela tinha um carinho aos Pastores Adventistas ela comprava Cassetes de Pregações e estudos de profecias sobre o apocalipse.

Mesmo não sendo Adventista achei interessante destas aulas,comecei a estudar grandemente estas matérias,até que no ano 2008 tomei decisão de receber o Batismo por imersão na Igreja onde o meu Pai era Pastor.

Comecei a participar ativamente na Igreja e a ocupar alguns cargos como secretário da Paróquia, comecei a ter um fanatismo aos pastores Adventista e repetia como um Papagaio de que o Santo Padre é a besta do Apocalipse 13 e a Igreja Católica era a babilônia descrito no apocalipse 17.

Cheguei a pensar que a Igreja Adventista é que prega a verdade, eu sinceramente comecei a desprezar todas Igrejas protestantes inclusive onde eu era membro,isto porque os estudos adventistas me convenceram do Sábado e da Mortalidade da Alma.

Muitas coisas sobre o Catolicismo que eu não sabia muito bem eu repetia sem que primeiro ter estudado o problema.

Conheci uma jovem Católica que atualmente é a minha esposa,eu a atacava sempre ,e ela humildemente não conseguia se defender mesmo tendo os sacramentos.

Me lembro uma vez fui a uma feira de livros da Religião ISLÂMICA onde encontrei um livro que mostrava a diferença entre o Cristianismo e o Islão,tentei debater com um Islâmico ele me derrubou com seus argumentos e fiquei sem respostas para defender o Cristianismo,ele me perguntou “porque é que os cristãos tem bíblias diferentes? Será que foi inspiração de Deus?” me falou dos concílios eu nem sabia o que era.

Esta vergonha que eu passei de não defender o cristianismo,me levou a estudar para saber como defender a religião cristã,surgiram muitas dúvidas na minha cabeça.

Comecei a procurar na Internet sites para estudo do cristianismo neste desespero cheguei até aos sites da: www.montfort.org.br
, www.cleofas.com.br, http://www.veritatis.com.br/ http://macabeus.no.comunidades.net/http://sadoutrina.wordpress.com/ http://igrejamilitante.wordpress.com e comecei a ler a história do cristianismo,a historia do Cânon bíblico.

O que me surpreendeu mais é o nível de argumentos dos ex-protestantes comecei a encarar que os testemunhos de ex-protestantes eram mais sabias e com argumentos bíblicos e histórico,eu nem sabia oque era a Patrística…

O testemunho do Ex-Pastor Casanova me deixou perplexo com tamanha argumentação bíblica e da história do Cristianismo.

O vídeo que roda na Internet onde o Pe. Paulo Ricardo responde a um protestante que diz sobre a Babilônia descrito no Apocalipse, me lavou de toda ignorância que eu tinha aprendido dos Adventistas sobre o Apocalipse 17.

Naquele momento comecei a encarar o Protestantismo como uma religião caluniadora,que confunde a Igreja com os membros da Igreja.

Graças á Deus no dia 19 Agosto de 2011,casei na Igreja Católica com a minha esposa durante a celebração do matrimônio fiz a profissão de fé e pela primeira vez recebi a sagrada hóstia.

Meus queridos irmãos Protestantes e Católicos só existe uma verdade que vêem de Deus,pra saber esta verdade só é possível no Magistério da Igreja que são Paulo chama de Coluna da Verdade(I Timotéo 3:15-17).

Dizer que não existiu Igreja depois dos Apóstolos, e negar a história Cristã e negar todos os Pais da Igreja dos primeiros séculos.
“Papias, Policarpo, Inácio, Tertuliano, Justino, Irineu, Cipriano, Dionísio, Clemente, Euzébio de Cesaréia, Agostinho, Jerônimo entre outros”

Dizer que o Constantino fundou a Igreja Católica como eu pensava é ignorar a História do Cristianismo e jogar a bíblia no lixo.

“Antes do Edito de Milão de 313 já havia passado 32 Papas na História da Igreja, e o Papa do ano 313 era o PAPA Melcíades”

Dizer que a bíblia é palavra de Deus, só é possível pela Igreja,porque ela não veio do ceu por fax,foi discutido e confirmado nos concílios da Igreja Católica pelos Bispos (Concilio de Hipona 393,Cartago III 397)

Dizer que a Igreja apostatou é negar a Palavra do Nosso Senhor Jesus Cristo(Mateus 16:18) “As portas do inferno não prevalecer contra a Igreja”.
Dizer que todos podem interpretar a bíblia é falta de respeito a bíblia(2Pedro 1:20-21) “Nenhuma profecia é particular Interpretação ”.
Dizer que Lutero foi contra a Igreja é ser ignorante com a realidade da história,nas 95 teses Lutero não condena a Igreja nem tão pouco o Santo Padre,mas ele condenou os abusos que eram feito pelo alguns sacerdotes.

Vejamos as seguintes pontos das 95 teses de Lutero

“42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências

possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.”.

71. Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.

Se Lutero era inspirado por Deus,porque os protestantes reprovam as indulgências ,ja que ele mesmo afirma que é um verdade apostólica?
A premissa de que Lutero estava certo,isto abra marge de colocar Arius,Nestório,Pelagius, Montanu, Marcião como também homens inspirados. Felizmente são tido como hereges pelo cristãos Protestantes e quem os condenou foram os Papas.
Dizer que as 33 mil Igrejas existente são verdadeiras é falta de respeito a própria palavra de Deus(Efesios 4:1-6,I corintios 12-13,Joao 10:16,Joao 17:21-23).
Dizer que o concilio é uma obra dos homens e falta de respeito a palavra de Deus porque os apóstolos resolveram contradições doutrinárias nos concílios.(Atos 15).
Dizer que todos são inspirado pelo espirito Santo é falta de respeito a palavra de Deus.(Joao 16:13).

Dizer que não existe a primazia Petrina e Apostólica e falta de respeito a bíblia.
Mateus 16:16-18.(Decidir sobre a fé e a moral)

Mateus 18:18(decisão apostólica)

Lucas 22:31-32(Confirmar na fé os irmão=os irmão da Igreja).

João 21:15-17(Apascentar o rebanho =dirigir a Igreja).

Dizer que Deus Pai,Deus filho e Deus Espirito Santo são a favor a divisão é falta de respeito a Bíblia.(Romanos 16:17-18,Efésios 4:14).

Hoje sou Católico graças á Deus,com muita convicção, não duvido daquilo que o Magistério da Igreja ensina.Para não cair em heresias só dou ouvido ao que o Magistério ensina no Catecismo,documentos oficias da Igreja ,nas enciclias dos Papas,no missal ,porque Jesus disse “ Quem ouve o Magistério a Jesus ouve,e quem rejeitar o Magistério rejeita Jesus Cristo e consequentemente rejeita ao Deus Pai”(Lucas 10:16).

Agradeço a todos os Cristãos que me levaram a amar a Palavra de Deus e de conhecer a Santa Igreja Católica,os meus agradecimentos especias ao Professor Felipe Aquino, Cris Macabeus do site (as mentiras do apocalipse), Helen do site (igreja militante), Rafael do Site (sãdoutrina)

“Quem houve a Igreja jamais caíra no erro”,porque a Igreja é a coluna da Verdade (I Timotéo 3:15-17).

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* Após anos de trabalho para a ONU, ex-agente -agora católica- denuncia estratégia da organização para minar a fé católica e implantar o aborto em todos os países do mundo.

segunda-feira, junho 3rd, 2013

Amparo entendeu claramente. Era a Virgem Maria quem lhe falava. Tudo aconteceu quando ela recebeu um disparo da polícia em plena batalha. Quando despertou no hospital, decidiu que sua vida devia mudar radicalmente.

Sua vida “lamacenta” devia dar uma guinada de 180 graus e deixar de lado o seu servilismo político e sua vida de pecado, e dedicar-se às mulheres e às crianças, buscando seu autêntico bem.

Um avô católico

Ela havia nascido em uma família muito normal do Equador. Sua fé era tradicional, de Missa dominical e pouco mais. A exceção da regra foi seu avô, que vivia uma autêntica vida cristã.

Em certa ocasião, sendo Amparo adolescente e a caminho do ateísmo, seu avô lhe disse umas palavras que não haveria de esquecer nunca. Estavam entrando em uma igreja, e diante de uma imagem da Virgem lhe disse: “Olhe para os seus olhos. Ela é a única que vai te salvar e a que vai te levar à fé”. A coisa parou por aí.

O resto foi uma queda livre: foi expulsa do colégio por brigar com uma freira, e um encontro com evangélicos acabou por arrematar seu caminho rebelde e ateu.

A revolução e as esquerdas

Eram os anos 70 e 80, e a oferta social que Amparo encontrou fora da Igreja era a dos movimentos revolucionários, a teologia da liberação marxista, Che Guevara, os movimentos feministas, abortistas, o indigenismo e esse grande etcétera. Ela se meteu de cabeça nisso tudo.

Se há algo que não se pode reprovar em Amparo é dizer que ela não foi uma pessoa coerente com os seus princípios. Ela tomou todas as bandeiras, as abraçou e se dedicou a elas. Ora a encontrávamos em uma confrontação armada ou em uma manifestação antigovernamental, ou ainda em uma campanha a favor dos direitos reprodutivos das mulheres, ou seja, promovendo os contraceptivos e o aborto.

Se radicaliza na Espanha

Como a situação política no Equador se complicou, seu pai a enviou à Espanha para estudar Pedagogia Social. Neste país ela obteve seu título universitário, porém, também sua radicalização política e o contato com outros movimentos revolucionários, ateus e anticlericais. Sua mentalidade feminista coincidia com a da ONU.

Já de volta ao Equador, sua visão feminista e de esquerda combinava perfeitamente bem com as políticas que a ONU levava a cabo na América Latina e, graças a ela e a sua formação, chegou a ser responsável no Equador do programa da UNFPA, isto é, do Fundo de População das Nações Unidas, de onde contava com todos os milhões de dólares que necessitasse para cumprir, ou melhor dizendo, impor os programas contrários à natalidade, a favor do aborto e da anticoncepção.

Meu trabalho: retirar a fé dos católicos

Amparo explicou na rede católica de televisão EWTN que “os grupos comunistas e socialistas sabem que a única instituição que pode romper as suas mentiras é a Igreja Católica. Então – confessou — a primeira coisa que buscam são argumentos que possam destruir a pouca fé que os católicos têm. Veja as notícias ou vá atrás desse sacerdote que não está vivendo a sua vida na graça com Deus… Publique-os e os lance na imprensa… E – concluiu — é preciso omitir que no Equador, 60% das obras de ajuda às pessoas pobres estão nas mãos da Igreja, pois isso se silencia”.

Destruir a Igreja desde dentro

O grande problema dos sacerdotes é a sua solidão: “Nós íamos em busca dos sacerdotes abandonados nos povoados e nas montanhas para dizer-lhes que se Deus existia, então por que permitia a pobreza? ‘A única maneira é a revolução. Una-se a nós, e nós vamos te ajudar’. Havia sacerdotes – lamenta agora — que cediam e que pensavam que teriam um grupo que lhe ajudaria, que lhe apoiaria, que estaria com ele… Em certas ocasionesoferecíamos dinheiro aos sacerdotes e às religiosas para que pudessem reconstruir, melhorar seus centros educativos com a única condição de que nos deixassem dar aulas de educação sexual e reprodutiva em seus colégios”.

Afastando-se ainda mais de Deus…

Em Amparo se cumpre aquela citação de Chesterton que “quando se deixa de crer em Deus, logo se crê em qualquer coisa”.

Imersa no ateísmo, não deixada de buscar algum resquício de espiritualidade na leitura de cartas, reiki, yoga…: “Como a vida na luta de esquerda era uma vida de pecado, você não podia se livrar das consequências do pecado. É a morte espiritual. São como pequenos pactos com o demônio. O demônio os cobra – adverte. Assim, comecei a sofrer por conta do dinheiro”.

“Alguém me recomendou que eu fizesse uma limpeza de ambiente. Tinha meus próprios mantras… que agora, que pude traduzi-los, dizem ‘eu pertenço a Satanás’. Fiz os mantras nos Estados Unidos e, inclusive, levei meus filhos ao xamã que era um mestre elevado da Religião Universal”.

… embora Deus não estivesse distante

Em certa ocasião, estando em uma comunidade, Amparo desafiou a Deus. Havia uma mulher rezando, porém, ela começou a repreendê-la severamente e chamá-la de louca. Até o ponto em que acabou rasgando uma imagenzinha que a pobre senhora segurava.

À época, sua prepotência de revolucionária não lhe fornecia muitas outras soluções. Pouco depois veio o passo seguinte até a sua conversão.

Ferida por uma bala da polícia

Amparo havia participando de todo tipo de manifestações e lutas contra o governo. Em ocasiões mobilizando os indígenas e facilitando que estes acorressem armados com lanças. Porém, certo dia, estando em uma delas, foi atingida por uma bala. Quando sentiu o impacto, Amparo recorda de duas coisas: por um lado, seu marido e seus filhos e, por outro lado, uma paz inexplicável, total. Não tinha medo de partir. Tudo era alegria, gozo, paz…

Nisso, escutou uma voz que lhe cantava: “Vi uns olhos maravilhosos. Vi o amor. Eram os olhos da Virgem. Eram justamente os olhos da estampa que eu havia rasgado! A estampa da Virgem Milagrosa. Eu a vi como uma adolescente de 15 anos. Com roupas brancas…”.

Enquanto ela sangrava, a única coisa que sentia era paz, alegria… Nesse momento a Virgem lhe disse: “Minha pequena, eu te amo”. E lhe pediu que deixasse todas as causas que ela levava e que assumisse a causa de seu Filho. Também se deu conta de que por trás da Virgem havia um senhor mais idoso: era seu avô.

E seu marido pensou que ela estivesse louca

Quando acordou, narrou toda a experiência a seu marido, Javier. Ele pensou que ela estivesse louca, e não era para menos. Uma ateia convicta, militante anticatólica, e despertando daqueles sonhos…

Em seguida, levaram-na para que os altos mestres, psicólogos e peritos da Nova Era a examinassem e a convencessem de que aquelas experiências eram fruto de suas alucinações e dos ferimentos. Sem dúvida, “ninguém podia tirar da minha cabeça que era Deus”.

Primeiramente, confessar-se

“A primeira coisa que precisava era um sacerdote. Precisava me confessar. A primeira coisa, em primeiro lugar, era a confissão. Eu pedia a Deus que não morresse no caminho, indo para casa, porque iria para o inferno. Na confissão estavam todos os pecados. Os mais horríveis”.

Era uma nova etapa, e havia de começar desde o princípio, fazendo tudo bem feito. Assim, a primeira coisa que fiz foi aprender a amar Jesus, a amar os sacerdotes, a amar a Igreja, amar os sacramentos”.

Amparo se sentia totalmente enlameada e também convidada a uma nova revolução: “O único que transforma o mundo é Deus. Eu não sou digna. É tão grande o amor de Deus…”

A conversão de seu marido

Amparo rezou e convidou seu marido Javier à conversão. Com o passar do tempo, Javier, revolucionário como ela, começou a dar provas de mudança por amor a Amparo.

Devia ser uma experiência dramática em si mesma pelo único fato de ter que romper com toda uma vida de convicções e luta comprometida. Amparo explica isso dessa maneira: “Meu marido aceitou crer em Deus e na Virgem, porém, não acreditava no sacramento. Todavia, Deus colocou um sacerdote santo em nosso caminho. Por fim, ele se confessou e sua confissão levou horas. Ao sair, sentiu que havia se livrado de toneladas de coisas”.

Agora era hora de denunciar as mentiras da ONU

A conversão das pessoas, na maioria das vezes, é um processo longo e em etapas. Amparo estava a caminho, mas ainda não renunciara a toda sua vida de pecado. Necessitava de parte dela, pois seu salário das Nações Unidas era uma fonte necessária para a família e seu ritmo de despesas.

Tudo aconteceu quando uma amiga sua lhe pediu informações sobre a distribuição da pílula do dia seguinte por parte das Nações Unidas no Equador. Amparo era responsável pela sua importação e distribuição no país.

De fato, sua agência das Nações Unidas havia vendido ao Equador 400.000 (quatrocentas mil) doses da pílula do dia seguinte. A ONU em Nova York, a UNFPA no Equador: “Eles nos vendem a 25 centavos de dólar, e nós as vendemos entre 9 e 14 dólares. É um negocio e tanto“.

No Equador houve um julgamento em que as Nações Unidas perderam a ação devido à distribuição da pílula e os pró-vidas ganharam, visto que tiveram que reconhecer que ela não é um método contraceptivo, mas sim anti-nidatório, ou seja, abortivo, e que se utiliza quando os métodos contraceptivos falham.

O ápice de sua decisão de converter-se e dar um passo definitivo até Deus aconteceu a caminho do tribunal nesse julgamento em que a ONU perdeu: “Quando estávamos levando a informação ao Tribunal, um jornalista me fez uma pergunta que pensei que era Deus quem me a fazia – estás com Deus ou estás com o demônio? –. A pergunta foi: O que eu pensava da pílula do dia seguinte? E, claro, eu continuava trabalhando para as Nações Unidas e apoiava todas as organizações pró-aborto. Nesse momento me dei conta de que era o momento de dizer a verdade e deixar de mentir a mim mesma. Era uma incoerência ser católica e ao mesmo tempo, por dinheiro, continuar apoiando uma organização que vai contra os meus valores. E, claro, disse a verdade e as Nações Unidas me despediram”.

O que existe por trás das Nações Unidas?

Por trás dos projetos da ONU, atrás das palavras bonitas que usam quando falam de saúde reprodutiva, na realidade, há toda uma promoção do aborto e dos contraceptivos. É o único objetivo para toda América Latina.

Na entrevista de Amparo à cadeia de televisão norte-americana EWTN, denunciava que no livro “Cuerpos, tambores y huellas”, editado pelas próprias Nações Unidas, se reconhece a promoção das relações sexuais com crianças desde os 10 anos. E que nele se explica claramente três coisas:

  1. que os pais não devem ser informados da educação sexual que seus filhos recebem;
  2. - que as escolas devem distribuir contraceptivos a seus alunos sem o conhecimento e consentimento dos pais;
  3. - e que se um professor ou médico chegasse a informar aos pais de que seus filhos estão usando contraceptivos, esse professor ou médico deve ser expulso de seu trabalho por romper o sigilo profissional.

Amparo, e não só ela, denuncia a existência de um todo um negócio em que não se desperdiça nada: promove-se as relações sexuais entre crianças e adolescentes, e se lhes vendem preservativos. Como estes falham, então se lhes oferece o aborto ou a pílula do dia seguinte. Como o aborto produz restos humanos, estes servem bem para a experimentação ou bem para extrair algumas sustâncias que depois se usam em cremes, xampus, etc. Negócio completo.

E agora na luta pela vida

A realidade foi mais dura do que o previsto em um primeiro momento. O casal perdeu tudo quando saiu da revolução. Eles tiveram que renunciar a muitas coisas, as primeiras foram os bens materiais. Porém, foi “bonito encontrar juntos o amor de Deus e eliminar os mitos relativos aos sacerdotes, à Virgem, à Igreja…”

Amparo Medina e seu marido Javier Salazar são pais de três filhos. Ela é Diretora executiva de Ação Pró-vida Equadore, além disso, colabora e assessora outros organismos.

Agora também luta pela família, mulheres e crianças, mas a partir da verdade integral das pessoas, e não a partir do negócio econômico.

Ameaças de morte

Um novo enfoque, sim, mas não isento de perigos. Assim, Amparo tem sofrido ameaças de morte como a que recebeu não faz muito tempo em uma caixa de sapatos, dentro da qual havia uma ratazana morta com a mensagem”morte aos pró-vidas” e “lembre-se que os acidentes existem, lembre-se que as mortes acidentais são o dia a dia deste país, NÃO PROSSIGA COM SUA CAMPANHA ANTI MULHER E HOMOFÓBICA…Morte aos traidores, morte aos anti Pátria, MORTE OU REVOLUÇÃO”.

Amparo não se assusta. E continua com sua luta confiante que tem em mãos a possibilidade de defender milhares de vidas humanas.

Se desejar ver uma entrevista realizada com Amparo Medina à rede de televisão norte-americana EWTN, pode acompanhar aqui:

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* Amor de uma mãe faz seu filho reviver e deixa médicos sem palavras.

sexta-feira, maio 31st, 2013

Kate Ogg e seu marido, segurando seu filho,
que havia sido declarado morto

Esta belíssima história aconteceu há mais de 3 anos, mas vale muito a pena ser contada.
Grávida de gêmeos, a australiana Kate Ogg teve o parto de seus filhos, um casal, antecipado para 27 semanas de gestação. Com a primeira criança a vir à luz, Emily, não houve problemas, mas com seu irmão os médicos, ao retirá-lo, tiveram que cuidar dele mais intensamente, pois o pequenino lutava para viver.
Após cerca de 20 minutos em que os profissionais tentaram ajudar o bebê, um médico perguntou à Kate se eles já haviam escolhido o nome do menino. “Jamie”, foi a resposta. E o médico prosseguiu: “Nós perdemos Jamie. Ele não conseguiu. Sinto muito....
Kate diz que estas foram as piores palavras que já ouviu em sua vida. Reagindo como só uma mãe sabe reagir em relação a seus filhos, Kate pegou o corpinho de seu filho (devido à prematuridade, ele nasceu com aproximadamente 1 Kg), retirou-o da manta e o colocou junto ao seu corpo, em contato com sua pele.
Kate e seu marido começaram a falar com seu filho. Disseram ao bebê que seu nome era Jamie e que ele tinha uma irmãzinha gêmea, Emily. Kate contou a ele coisas que ela pretendia dizer-lhe durante a vida, coisas que ela pensava que não poderia mais dizê-las novamente.

Kate alegre, pois seu filho está vivo!
Ela sentiu então um pequeno espasmo, como se o bebê buscasse por ar, vindo do corpinho de Jamie, mas os médicos disseram-lhe que isto era apenas um reflexo natural pós-morte. Mas ela segurou e permaneceu falando com seu filho durante 2 horas, aconchegando-o junto a si.
O pequeno Jamie começou a buscar por ar mais frequentemente. Kate, teve o instinto de dar um pouco de seu leite na ponta de seu dedo para seu filhinho. E ele aceitou o leite de sua mãe!
Ela pensou: “Meu Deus! O que está acontecendo?. Logo após, Jamie abriu seus olhos... Um verdadeiro milagre! O pequenino segurou o dedo de sua amorosa mãe, abriu seus olhos e movimentou sua cabeça. O médico, surpreso, só sabia dizer: “Não acredito! Não acredito!.
Kate acreditava, como só uma mãe sabe acreditar na vida. E hoje sua família está completa. Miraculosamente completa.

O casal Ogg, contando sua bela história na TV

Emily e Jaime Ogg aos 2 anos de idade
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* Como deixei de ser protestante e me tornei católico.Um testemunho.

domingo, maio 19th, 2013

Eu era presbiteriano, até me converter ao Catolicismo em 2004. Claro que esta é uma longa história… Não sei se conseguiria contar tudo aqui. Na verdade meu interesse pelo Catolicismo começou quase na mesma época em que comecei a considerar a hipótese de entrar para o seminário (presbiteriano).

Sempre gostei muito de teologia, de estudar as Sagradas Escrituras, a História da Igreja e via nisso um sinal, uma espécie de chamado/vocação. Amava com sinceridade minha denominação e lá eu tive contato com muita literatura teológica e a cada dia eu tomava mais gosto pelo estudo, pelo conhecimento e é claro, pela oração.

O Presbiterianismo é basicamente nas doutrinas formuladas por João Calvino, que junto com Martinho Lutero é um dos maiores expoentes da chamada Reforma Protestante. Calvino era virulentamente anti-católico e seus escritos são quase todos voltados ao ataque à Igreja Católica. Eu gostava muito desses escritos, principalmente pelo fato de que, a príncipio, eram todos fielmente baseados na Bíblia, o que mais tarde descobri não ser verdade. Apesar de gostar muito destas leituras, o ataque quase obsessivo ao Catolicismo me incomodava embora nesta época eu ainda nem sonhasse em um dia me tornar católico. Incomodava-me mais, pela obsessão, pela tentativa contumaz de (tentar) destruir as bases sob as quais se assentam a Igreja Católica.

Lembro que mais ou menos nesta época (2002/2003) recebi, vindos da Espanha, dezenas de livros para a formação de pastores, todos obviamente escritos em espanhol, o que de certa forma foi ótimo, pois neste período pude aperfeiçoar meus estudos desta língua o que me é extremamente útil hoje em dia.

Fiquei encantado, comecei a ler muito e a cada dia crescia em mim a vontade de servir mais e melhor a Deus. Sempre que podia eu dirigia os cultos, pregava, ensinava e tudo isso convencido de que fazia a vontade de Deus. Confesso que eu diferia um pouco dos demais membros do chamado “Conselho de presbíteros”, primeiro porque eu era um simples leigo, nem diácono, nem “presbítero’, era apenas um aspirante ao seminário que estudava muito e que na verdade, modéstia a parte, se interessava mais do que o próprio pastor pelo bem-estar da igreja. Nem preciso dizer que isso começou a gerar um certo desconforto, ciúmes talvez ou talvez inveja, na verdade não sei, nem posso afirmar, já que intenção só quem pode julgar é Deus Nosso Senhor. De qualquer forma dei uma recuada e tentei passar mais desapercebido, mas não consegui. Fomos convidados ( eu e minha família) a ocuparmos o apartamento pertencente à igreja e como na época eu tinha que arcar comas despesas de um aluguel nada barato eu acabei concordando e nos mudamos em seguida. Creio que este episódio foi o começo da grande reviravolta que minha vida sofreria, em todos os aspectos.

No começo tudo correu bem e eu tinha pedido muito a Deus que isso acontecesse, era m novo começo e uma ótima oportunidade de conseguir o que eu mais queria:ingressar no seminário.

Mas as coisas não correram bem como eu esperava, eu faço os planos, mas a palavra final pertence à Deus certo?

Posso afirmar que meus primeiros contatos, ainda muito tímidos, com o Catolicismo começaram depois da Semana Santa do ano de 2003, aliás, o ano de 2003 foi um tanto conturbado para mim em todos os sentidos.

Aos poucos fui percebendo o que não posso deixar de qualificar como certa “má-vontade” por parte do Conselho em relação à minha entrada para o seminário, a alegação era que a igreja não podia arcar com as despesas ( de fato muito altas), mas a verdade era outra e eu a descobriria posteriormente.

Provavelmente não deve haver alguém mais aficcionado em livros e em feiras de livros e “sebos’ do que eu. Na verdade, uma das minhas diversões prediletas é fazer aquilo que eu apelidei de “garimpo literário”, ou seja, procurar exaustivamente, em meio à dezenas, centenas de livros, algo que me interesse. no ano de 2003 minha ‘garimpagem” foi particularmente imensa, já que eu estava de certa forma “de pés e mãos amarrados” aguardando a resposta do “Conselho” quanto à minha ida ou não ao seminário. Aos poucos, fui perdendo a paciência e comecei a ponderar sobre a possibilidade de estudar em outro seminário, não necessariamente ligado à Igreja Presbiteriana, embora eu soubesse que não conseguiria ir muito longe, já que a mesma só aceita (ou pelo menos só aceitava) pastores formados em seu seminário. De qualquer forma, minhas leituras estavam me dando uma visão mais aberta, mais livre do pensamento fechado de Calvino e isso se revelou à mim como uma verdadeira primavera

UMCALVINISTA ECUMÊNICO?

Posso dizer, sem medo de errar, que eu era um verdadeiro presbiteriano e que admirava e aderia com toda a sinceridade às suas doutrinas, tanto que acabava me aborrecendo constantemente na igreja que eu freqüentava, já que a mesma caminhava a passos largos para o que eu posso definir como um “processo de pentecostalização”. eu já freqüentei – por pouco tempo – a Assembléia de Deus e a Igreja Pentecostal de Nova Vida, nas duas passei pouco tempo, não me acostumava com tantos “dons” e para ser sincero não acreditava que todas aquelas manifestações pudessem suportar uma crítica mais profunda, baseada nas Escrituras. Na verdade minha ida para uma “igreja histórica” se deu justamente por estas razões. Eu procurava algo mais fiel às Escrituras e não um festival de pirotecnia pseudo-espiritual. Não era a toa que eu estava me aborrecendo com os rumos que minha igreja ia tomando. Conversava com o pastor, mas este pouco me ouvia, não me censurava, mas também não coibia os abusos que iam cada vez mais se multiplicando.

Aos poucos fui amadurecendo a idéia de entrar em outro seminário. A inércia do “Conselho” e a minha sede de conhecimento de Deus me fizeram tomar uma decisão e acabei me matriculando no seminário Peniel que na época (não sei agora) era um seminário interdenominacional, ou seja, poderia ser cursado por “crentes’ de qualquer denominação. Me empolguei mas fiquei um dia só. Meu pastor interveio, primeiro mandou que eu desistisse ( deste e do nosso seminário!) e me sugeriu que fizesse História já que eu havia manifesto à ele este antigo desejo que eu nutria desde minha infância. nossa! que decepção! foi terrível para mim, foi uma espécie de resposta não oficial do conselho e caiu como um balde de água fria sobre a minha cabeça. chorei muito, muitos dias.

Chegou enfim o dia da reunião do Conselho. Aqueles senhores sentados diante de mim e eu meio chateado, meio esperançoso aguardando uma resposta que fosse ela qual fosse, seria para mim um grande alívio. Pois bem, chegou à hora, dentre os presentes: cinco ou seis quase todos se posicionaram contrários à minha reivindicação, sendo que um deles alegou que eu era “muito católico”. Ah! E sabe por que ele disse isso? Bem, é justamente ai que entra a Semana Santa de 2003. na sexta-feira santa deste ano, eu propus ao nosso pastor que realizássemos um culto com “santa ceia” e que fizéssemos uma ‘liturgia’ mais sóbria,sem músicas agitadas e só com o coral e pedi à ele que me deixasse dirigir o culto. ele á princípio titubeou um pouco mas acabei convencendo-o. fiz isso por dois motivos, em primeiro lugar para levar o povo à uma meditação mais profunda na dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e em segundo lugar porque lendo um livro antiqüíssimo chamado “Peregrinação de Etéria”, descobri que a comemoração da chamada Sexta-Feira da Paixão é uma prática que remonta aos primitivos cristãos: séculos III e IV!!! Então, percebi que não era uma ‘invenção” da Igreja Católica mas uma prática bi-milenar! Quem quiser conhecer este livro, aqui está: http://www.veritatis.com.br/article/3805.Pois bem, o culto foi realizado. fiquei muito feliz! as pessoas pareciam mais piedosas e o pastor pregou enfim sobre a Paixão e Morte de Nosso Senhor e a santa ceia foi celebrada de forma muito bela. infelizmente poucos gostaram e isso atentou contra mim, até o fim. Depois deste culto senti que não era o mesmo. Claro que ainda lia os “mestres da Reforma’, mas minha mente e meu coração já haviam mudado significativamente.

Até então eu não me referi em momento algum a questões pessoais e nem vou fazê-lo, mesmo porque minha saída da Igreja Presbiteriana não se deu por questões deste porte e muito menos minha conversão ao Catolicismo. Digo isto porque alguns pensam e muitos pensaram à época, que tudo se deu por conta de desavenças pessoais, o que , diante de Deus eu nego, pois simplesmente não foi. Além do que eu poderia ter ido para outra denominação e, bem, vamos continuar: voltando à reunião do Conselho, acabaram, sabe-se lá porque concordando com que eu fizesse a prova e me deram o dinheiro da matrícula no “vestibular”. Sinceramente eu não esperava isso, o clima frio e nada cordial que me cercava na igreja não prenunciava uma decisão como essa, no entanto dei graças a Deus e decidi esperar.

Trabalho aqui no centro do Rio de Janeiro. Um lugar tumultuado e cheio de gente, mas se também muito belo e muito rico em obras de arte,monumentos, museus. Nem preciso dizer o quanto aprecio essas coisas. As igrejas então… Sempre as achei belíssimas ( e de fato são, belíssimas, lindas! mas evitava entrar nelas mas não posso negar que me atraíam.

Ainda nesta época a questão das imagens me incomodava muito, bastante, embora eu já houvesse lido muitos argumentos à favor como por exemplo este, do papa Gregório Magno: “Tu não devias quebrar o que foi colocado nas Igrejas não para ser adorado, mas simplesmente para ser venerado. Uma coisa é adorar uma imagem, outra coisa é aprender, mediante essa imagem, a quem se dirigem as tuas preces. O que a Escritura é para aqueles que sabem ler, a imagem o é para os ignorantes; mediante essas imagens aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro daqueles que não sabem ler” (epist. XI 13 PL 77, 1128c).

Ora, eu havia aprendido no meio evangélico (não só na presbiteriana, mas em todas as igrejas) que o Catolicismo promovia a idolatria e que adoravam imagens e principalmente a Virgem Maria. Resolvi então descobrir por mim mesmo, se assim fosse, isso seria abominável e mesmo satânico. Pois bem, este texto que transcrevi acima é apenas uma pequena amostra dos muitos outros que pouco a pouco foram me fazendo mudar de idéia. Resolvi ler o CIC (Catecismo da Igreja Católica), ensino oficial da mesma sobre o assunto.

Claro que hoje compreendo bem o porquê e o para que das imagens, mas não pense que foi fácil, na verdade, foi uma luta terrível, eu queria – e quero – fazer a vontade de Deus e por isso buscava-O intensamente, precisava saber o que fazer! em relação á este assunto, uma das descobertas mais formidáveis que fiz foi a de que os cristãos, ainda no tempo das grandes perseguições, já utilizavam imagens! Nossa! Isso caiu como uma bomba sobre minha cabeça já um tanto atordoada. Foi uma descoberta que me desconcertou e então resolvi deixar de lutar contra a minha consciência. Claro que não sai correndo e enchi minha casa de imagens de tudo o que é santo, não era essa a questão e isso nem era importante, ter ou não as imagens, mesmo para a Igreja Católica é algo secundário e não fundamental. O que se precisa deixar claro, isso sim, é a finalidade que damos à elas, como a utilizamos. Ah! Aqui está o link com as imagens da Igreja primitiva: http://praelio.blogspot.com/2009/02/igreja-primitiva-x-protestantismo.html

Pois bem, a questão das imagens estava superada. Depois descobri que nem mesmo Lutero dava muita importância para elas, além do que, inúmeras igrejas protestantes possuem imagens em seus templos. Fiquei feliz ao perceber que havia superado esta questão, mas ao mesmo tempo me via cada vez mais desafiado pela Igreja, tantas descobertas feitas e eu ainda sem saber ao certo o que fazer ou como agir, afinal eu tinha uma convicção plena de que queria ser pastor, eu não me imaginava fazendo outra coisa, não me via em outro ofício senão o de cuidar das pessoas e ensinar à elas o caminho para Deus.

MINHA ESPOSA E A MISSA.

Ainda não havia falado sobre minha esposa! Bem, ela me acompanhou em todos os momentos, desde minha crise inicial até a nossa recepção “oficial” na Igreja Católica. Também ela via em mim um potencial, sabia de minha “vocação”, de meu “chamado” e me dava muita força, embora andasse um tanto quanto descontente com a forma como era conduzida a nossa igreja. Eu sempre conversei franca e abertamente com ela e nunca, em momento algum lhe escondi minhas hesitações, ela, no entanto ponderava e pedia que eu refletisse, tivesse muita calma e, sobretudo orasse com sinceridade por uma resposta. Até então a sua opinião acerca da Igreja Católica não diferia em nada da maioria dos evangélicos: idolatria e heresias, adoração à Maria etc.

Lembro bem de quando tive a primeira noção do que era a Santa Missa, a Divina Eucaristia. Até então, tudo o que eu sabia sobre isso era fruto de minhas leituras de Lutero, Calvino e demais autores protestantes: John Stott, Martin Lloyd-Jones e outros não tão conhecidos. Claro que, devido a esta formação eu pensava ser a Santa missa uma blasfêmia, uma sacrílega “repetição” do Sacrifício Único do Calvário, obviamente era uma noção errada ao extremo, mas infelizmente eu não tinha quem me esclarecesse, até então…

Aqui no Centro do Rio de Janeiro, existe uma igreja belíssima dedicada à São Basílio Magno que é um dos chamados “Santos Padres”, primeiros teólogos da Igreja – aqui você pode conhecer um pouco mais sobre eles: http://cocp.veritatis.com.br/

Bem, não sei se você sabe, mas a Igreja Católica possui diversos ritos diferentes e esta pequena igreja adota o rito melquita, que é um rito oriental por isso sua arquitetura é toda ela “orientalizada”, cheia de ícones, turíbulos e um altar belíssimo. Pois bem, certa vez, indo para o meu trabalho resolvi passar por esta igreja para ver se ela estava aberta, já que sempre que eu passava estava fechada, por ser ainda muito cedo. Neste dia, porém – providencialmente – ela estava aberta e dentro havia um padre de batina preta, barba longa, que me olhou curioso ao ver que eu havia entrado na Igreja àquela hora como se procurasse por algo (e bem que eu procurava!). Ele veio então falar comigo, perguntou se eu era católico e eu disse que não, que era presbiteriano e expliquei à ele onde ficava a nossa “catedral”, aliás ali bem perto. Ele me disse já ter entrado lá para apreciar a arquitetura (a catedral presbiteriana é em estilo gótico). Eu confesso que fiquei sem graça, meio sem jeito para conversar com ele até que ele me perguntou se eu não gostaria de ir um dia à Missa ali na sua igreja. Eu fiquei sem reação e disse que sim, que iria sim e ele me disse assim: Venha sim, mas infelizmente você não poderá participar da comunhão. Eu não tinha idéia do quanto aquilo significava mas consenti e fui embora, não sem antes ser abraçado fortemente por este sacerdote e ( devido aos seus costumes orientais – ele não era brasileiro) ter ganho dois beijos no rosto! Achei engraçado e acolhedor, além do que suas palavras mexeram comigo. Pronto: aguçada minha curiosidade e tocado pela Graça de Nosso Senhor fui atrás de uma melhor explicação:

AFINAL, O QUE É A MISSA, O QUE É EUCARISTIA?

Pode-se dizer que a “santa ceia” celebrada pela grande maioria dos evangélicos e protestantes é na verdade fruto do entendimento daquilo que Lutero ( e ainda mais Calvino) entendiam ter sido a última Ceia de N.S.J.C. com seus apóstolos. Lutero passou boa parte de sua vida tentando “destruir” a Missa e Calvino dizia ser esta um sacrilégio, uma blasfêmia. Veja esta frase de Lutero: “Sim, eu digo: todas as casas de tolerância, que, entretanto Deus condenou severamente, todos os homicídios, mortes, roubos e adultérios, são menos prejudiciais que a abominação da missa papista.” (Werke, t. XV, 773-774)” Pois é, este era o nível de argumentação de Lutero que nunca fez questão de esconder o seu ódio. Entretanto Lutero manteve a “sua missa” que depois ficou comumente conhecida como “santa ceia”. entretanto já não havia a crença no Sacrifício Propiciatório, não havia mais a Presença Real e Substancial de Cristo nas espécies consagradas sob a aparência do pão e do vinho mas sim uma espécie de “empanação”: sim, Cristo estaria presente, mas somente de forma espiritual, junto com o pão e o vinho e assim sendo não se poderia mais adorar a Hóstia Santa. Lutero também suprimiu todas as orações do ofertório ( tudo aquilo que demonstrava claramente ser a Santa Missa um verdadeiro sacrifício) apesar de ter conservado o termo “sacrifício de louvor” , que contudo, não abrange toda a extensão e essência da Santa Missa.

Tudo isso que escrevi acerca da Missa e da Eucaristia era uma novidade para mim. Sempre procurei participar da “santa ceia” da maneira mais digna possível e de preferência tendo “confessado” os meus pecados à Deus. ( sim! vou falar também sobre a Confissão).

Nesta altura dos acontecimentos eu já não me contentava em ler só livros evangélico-protestantes, afinal eu estava prestes a dar um passo importante na minha vida e que seria de certa forma definitivo. Eu não queria aventuras e muito menos justificar tudo como sendo pura e simplesmente “vontade de Deus” apenas para esconder ou disfarçar meu “conformismo”. Claro que eu confio na Providência, claro que sei que é Deus Nosso Senhor que guia as nossas vidas e nos aponta o Caminho certo, afinal de Si mesmo disse Nosso Senhor Jesus: “Ego Sum, Via, Veritas et Vita” , Eu Sou o Caminho, A Verdade e a Vida Jo 14,6. Ora, Ele sendo o próprio Caminho, não haveria de me deixar sem respostas, muito menos desorientado.

Uma coisa importante, aprendi nesta época: a recorrer sempre aos antigos escritores eclesiásticos, àqueles “Pais da Igreja” do qual eu lhe falei em um dos meus últimos e-mails. Ora, tendo muitos deles convivido com os próprios apóstolos, seriam sem dúvida uma fonte fidedigna de informação, mas sinceramente, dentro do meu íntimo eu tinha receio do que encontraria nestes escritos, era como se eu estivesse passando por uma lenta metamorfose. Resolvi então procurar em sebos e mesmo na internet alguma coisa sobre a Missa. Afinal, era uma “invenção” romanista ou uma Verdade maravilhosa que remonta aos primeiros cristãos?

Bem, a resposta que tive não poderia mesmo ser outra: TODA a estrutura da Santa Missa já é encontrada em documentos do I século! Veja por exemplo este breve texto, escrito por São Justino, que depois foi morto por causa de sua fé em Cristo Nosso Senhor:

“No chamado dia do Sol,( domingo ) reúnem-se em um mesmo lugar todos os que moram nas cidades ou nos campos. Leem-se as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas, na medida em que o tempo permite. Terminada a leitura, aquele que preside toma a palavra para aconselhar e exortar os presentes à imitação de tão sublimes ensinamentos.

Depois, levantamo-nos todos juntos e elevamos as nossas preces; como já dissemos acima, ao acabarmos de rezar, apresentam-se pão, vinho e água. Então o que preside eleva ao céu, com todo o seu fervor, preces e ações de graças, e o povo aclama: Amém. Em seguida, faz-se entre os presentes a distribuição e a partilha dos alimentos que foram eucaristizados, que são também enviados aos ausentes por meio dos diáconos. Os que possuem muitos bens dão livremente o que lhes agrada. O que se recolhe é colocado à disposição do que preside. “Este socorre os órfãos, as viúvas e os que, por doença ou qualquer outro motivo se acham em dificuldade, bem como os prisioneiros e os hóspedes que chegam de viagem; numa palavra, ele assume o encargo de todos os necessitados” (Justino – I Apologia Cap. 66-67 : PG 6,427 – 431).

Depois de descobertas como esta, resolvi “abrir o jogo” com minha esposa sobre a questão da Eucaristia e tive então uma das maiores surpresas de minha vida. Já era tarde da noite e conversávamos sobre amenidades até que tomei coragem e resolvi falar-lhe sobre o assunto. Não precisei de muito tempo até que ela tomasse a palavra e me confidenciasse que nunca conseguiu se satisfazer plenamente com aquilo que sempre lhe ensinaram ser a “santa ceia’, ela sempre esperou mais, sempre acreditou em algo mais do que aquilo e isso sem que ela NUNCA houvesse estudado uma única linha do Catecismo Católico e desconhecesse completamente a doutrina Católica da Missa. Obviamente eu perguntei se ela havia lido algo em algum livro meu, mas ela negou, disse apenas que não concordava com “tão pouco”. Eu entendi bem aonde ela queria chegar e então conversamos durante longas horas sobre a Igreja, os sacramentos, sobre Maria Ssmª , o Papa e etc. Claro que não dormimos protestantes e acordamos católicos, mas resolvemos ir à Santa Missa no domingo, mesmo tendo que participar do culto pela manhã.

Esqueci de dizer que pedi dispensa das aulas da EBD, não me sentia mais a vontade ensinando aquilo que eu já não cria mais. No princípio, eu aproveitava as aulas para tentar me convencer que estava errado, que a “Reforma” foi “gloriosa” e que o verdadeiro Cristianismo estava na “igreja evangélica” mas minha resistência foi um verdadeiro fiasco, então para ser coerente e honesto comigo mesmo desisti das aulas.

Passamos então a ir às Missas de 18:00 h numa pequena capela que ficava perto de nossa igreja, Como trabalhávamos ainda na igreja não podíamos ir juntos então minha esposa ia uma semana com minha filha ( então com 04 anos) e eu ia na outra. Foi um período de grandes descobertas e profundas modificações. Confesso que não compreendíamos muita coisa, mas sabíamos que estávamos em casa e pouco a pouco todas as dúvidas foram se dissipando.

Chegou o dia da prova do seminário e eu simplesmente não fui. Achei justo devolver o dinheiro mas não quiseram aceitar, o que para mim foi uma humilhação mas dei graças a Deus, afinal eu já não me importava muito com isso. Nesta época minha esposa descobriu uma gravíssima lesão na coluna cervical e por conta disso ficou em licença médica durante mais ou menos dois meses, justamente quando nossa igreja sediou um congresso de pastores. Até hoje agradeço a Deus pelo seu modo de agir tão paternal, nos livrando de mais constrangimentos.

Neste período em que minha esposa ficou doente, resolvemos pedir demissão, mas eles se anteciparam, já não havia clima para nossa permanência e aqui – infelizmente – preciso falar de algo pessoal, o pastor simplesmente sumiu, se negou a conversar, não quis ouvir nossas razões e simplesmente, até o dia em que fomos embora ele nunca mias se dirigiu a mim. Fiquei muito triste é verdade, mas de certa forma já esperava por isso.

Alugamos uma casa e fomos embora sem maiores satisfações. Sentimos um grande alívio e graças a misericórdia infinda de Nosso Deus estamos até hoje E PELA MISERICÓRDIA DE DEUS NOSSO SENHOR,ESPERAMOS ESTAR ATÉ O DIA DE NOSSA MORTE, na Única Igreja fundada por Cristo onde eu fui batizado aos 29 anos, onde recebemos o Corpo e o Sangue de Cristo, onde batizamos nossa filha e nos unimos verdadeiramente pelo Sacramento do Matrimônio.

Marcos J. Siqueira

http://www.paraclitus.com.br/2011/magisterio/testemunho/ex-protestante-marcos-j-siqueira/

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* Ex-abortista convertida em líder pró-vida questiona aqueles que pedem a pena de morte para Gosnell.

sexta-feira, maio 17th, 2013

ACI

Abby Johnson, quem faz poucos anos deixou seu trabalho como diretora de uma clínica abortista para converter-se em líder pró-vida, criticou a “hostilidade” daqueles que pedem a pena de morte para o médico abortista Kermit Gosnell.

“O que é o que eu mereço?”, questionou Johnson em uma coluna publicada na sua página Web depois do veredicto do jurado que encontrou Gosnell culpado por ter assassinado três bebês nascidos vivos depois de um aborto fracassado. Gosnell lhes cortou a coluna vertebral.

Johnson recordou que ao abraçar a fé católica, escolheu Maria Madalena como sua santa para o sacramento da Crisma, pois sentiu “uma conexão imediata com ela. Ela tinha pecado muito… e foi perdoada em proporções ainda maiores”.

“Ela sabia que não merecia o perdão… mas o recebeu de todas as formas. E devido a isto, ela se agarrou a Cristo. Ela sabia que não era nada sem Ele”.

Johnson assinalou que ela também fez sua “parte de pecado. E também fui perdoada muito mais do que mereço”.

“Não sou melhor que Kermit Gosnell”, escreveu a agora líder pró-vida.

“Abusei e traí mulheres da pior forma possível. Convenci-as de matar seus filhos. Cortei o pescoço das crianças depois que nasceram? Não. Mas fui uma cúmplice no assassinato”.

Johnson recordou que ela também abortou em duas ocasiões, “não foi porque fui coagida. Não foi por não ter mais informação. Mas sim porque pensei que as crianças seriam um inconveniente para meu estilo de vida. Eu sou responsável pelas suas mortes, ninguém mais”.

“Assim quando alguém fala sobre Gosnell e diz coisas como ‘os assassinos e as pessoas como ele não merecem respirar o mesmo ar que eu’ ou ‘espero que se queime no inferno’, fere um pouco. Porque essa fui eu. Mas ainda estou aqui… respirando o mesmo ar… e tentando passar o resto de minha vida corrigindo meus erros”.

E essas palavras não ferem somente a ele, assinalou, pois “ferem outros como eu, também. Pessoas que deixaram a indústria do aborto e que trabalharão cada dia para recuperar-se de seus pecados. Pessoas que ainda estão na indústria e pensam que serão rejeitadas pelo movimento pró-vida… provavelmente eles iriam nos procurar se soubessem que os aceitaríamos”.

“Sempre tenho medo de que os trabalhadores das clínicas vejam algumas das palavras dos pró-vida. Vários ex-trabalhadores me falaram que nunca virão diretamente a nós com suas histórias porque estão tão atemorizados com como serão tratados por nós… por nós… o suposto movimento ‘cristão’”.

“Sei que alguns dirão ‘mas você se arrependeu, aí está a diferença’. Mas, o que teria acontecido se não o tivesse feito… não ainda? O que teria sido se ainda estivesse dentro da indústria do aborto? O que teria sido se ainda fosse uma cúmplice do assassinato? O que aconteceria se levasse mais tempo para me dar conta da verdade? Mereço morrer?”, questionou.

“As pessoas as que me dirigi me aceitaram, com tudo o que levava. Eles sabiam que era uma pessoa destroçada, e me amaram de igual maneira”.

“Foi Cristo quem mudou a minha vida. Foram as palavras misericordiosas e compassivas de Suas pessoas. Não foi a condenação. Não foram as orações para que eu arda no inferno. Não foram aqueles que me gritavam e me insultavam”, assinalou.

A líder pró-vida advertiu que “o ódio vem do inferno”, enquanto que “a misericórdia vem de Cristo”. “Quando odiamos, não somos melhores que aqueles que matam”, assinalou e assegurou que espera “ansiosamente o dia quando possa chamar Kermit Gosnell de um ex e arrependido abortista”.

“Que vitória tão celestial será essa! Poderá acontecer? Se me disserem que não, então vocês não conhecem o Deus que eu conheço”.

Abby assegurou que “meu Deus está no negócio dos milagres. E meu Deus não quer que ninguém sofra no inferno. Ele quer que todos seus filhos venham a Ele… sim, inclusive aqueles de nós ‘monstros’ que estão ou estiveram na indústria do aborto”.

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* Padre espanhol foi salvo de grupo de extermínio pelo hoje Papa Francisco.

sábado, março 23rd, 2013

Fonte: O Povo

O papa Francisco, quando esteve a cargo da ordem jesuíta na Argentina em 1975, salvou a vida do padre espanhol José Caravias, radicado atualmente no Paraguai, e as de outros dois religiosos, ameaçados de morte em Buenos Aires pelo grupo paramilitar “Triple A”, revelou o padre à AFP.

“Quando o responsável pela ordem, que era Bergoglio, me disse: ‘Tenho notícias de que a Triple A decretou sua morte e a de (o húngaro Francisco) Jalics. Eu considerei que não valia a pena você dar uma de herói”, disse Caravias em uma entrevista concedida em sua residência, a paróquia Cristo Rei de Assunção.

“Eu já tinha sido expulso do Paraguai em 1972. Conhecia a ferocidade da ditadura. O Jalics se fez de valente e ficou em Buenos Aires, e quase perdeu a vida. Não quis ir e passou por maus momentos. Foi muito torturado. Bergoglio o salvou. Se empenhou em averiguar onde estava. Se não tivesse ido em busca dele, o teriam matado. Também salvou o argentino Orlando Yorio”, continuou.
Yorio faleceu em 2000.

“Posso dar meu testemunho da advertência que fez a mim e a Jalics, mas não o de Yorio”, esclareceu Caravias. “Nós dois trabalhávamos nas favelas” da capital argentina.

O religioso relatou que eles tinham sido informados da violência a que tinham sido submetidos outros padres. “Por isso, digo que Bergoglio salvou a minha vida, porque conseguiu me avisar a tempo”, afirmou.

“Eles haviam matado vários sacerdotes nos meses anteriores, um deles, o padre Mauricio Silva. Eles o mataram com tortura. A coisa não era brincadeira”, disse.

Ao se referir ao caso de Silva, Caravias afirmou: “Eles o levaram de carro. Não conseguimos saber para onde tinha sido levado”, contou.

“Depois de vários meses o soltaram na porta de um hospital, moribundo, fraco. E lá morreu. Foi muito torturado”, relatou o sacerdote.

Caravias lembrou que quando estava na casa de seus familiares em Málaga (Espanha) recebeu a tarefa de viajar para o Equador, para onde Bergoglio de Roma o enviou para trabalhar com indígenas. “Fiquei no Equador por 14 anos”.

No Paraguai, Caravias trabalhava para organizar os camponeses em cooperativas. “Um dia me colocaram em uma caminhonete da polícia e me deixaram em Clorinda (Argentina). Não esqueço a data. Era dia 5 de maio de 1972″, disse.

“Lá fui trabalhar com operários da província do Chaco argentino. Formamos um sindicato de madeireiros, gente muito explorada, muito maltratada. De lá fui expulso com ameaças de morte e fui parar em Buenos Aires”, declarou.

Ele disse que podia dar meu testemunho do que o então padre Bergoglio fez na época, considerando uma “calúnia terrível” a versão de que o antigo responsável pela ordem jesuíta argentina teria supostamente denunciado seus companheiros.

“Graças a Bergoglio estou vivo”, disse Caravias com convicção.

O padre jesuíta, autor de cerca de 40 livros e ensaios ligados à área social, se disse socialista e atribuiu as “calúnias” contra o Papa ao “grande capitalismo internacional”.

“Querem sujá-lo. É muito perigoso para eles que um Papa denuncie a pobreza mundial”, enfatizou.
Caravias afirmou que o “capitalismo” considera uma afronta o fato de que o Sumo Pontífice tenha adotado o nome Francisco, em homenagem a São Francisco de Assis, “o rico que preferiu viver como pobre”.

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* Está desanimado e se acha infeliz? bem, conheça a História de Nick Vujicic.

quinta-feira, março 21st, 2013

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* Conheça Eliot e entenda os 99 balões! IMPERDÍVEL!

quinta-feira, março 21st, 2013

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* Testemunho impactante de jovem estuprada e sua resposta cristã à gravidez.

quinta-feira, março 21st, 2013

São muitas as mulheres que, em caso de estupro, optam por realizar um aborto, o que, no Brasil, é permitido por lei nesse caso. A equipe de reportagem do ‘Destrave’ conversou com uma jovem que ficou grávida após ser vítima dessa violência [estupro] e, depois de relutar muito, Deus tocou seu coração e ela decidiu levar a gravidez adiante. Para preservá-la a chamaremos de “T.”.

Confira o testemunho da jovem mãe, que deu seu “sim” à vida ao ser orientada por um membro do Instituto Pró-Vida. Em seu depoimento ela destaca que foi a Palavra de Deus que a conduziu a não praticar o aborto.

Destrave.com: Qual foi o seu sentimento ao ser violentada e, no seu desespero, quais foram os meios que encontrou para fazer o aborto?

Testemunho T.: Foi um sentimento de raiva, dor, desprezo, mágoa e culpa. Primeiro tomei alguns chás que as pessoas falavam e, depois de ver que não houve resultado, decidi procurar uma clínica de aborto mesmo.

“Hoje eu olho para o meu filho e tenho força para lutar pela minha vida e pela vida dele”, contou

Como você chegou ao Instituto Pró-Vida? Ligou? Teve esse encontro e decidiu não fazer o aborto?

Testemunho T.: Achei o telefone na internet e liguei achando que era uma clínica de aborto. A moça que conversou comigo falava como se fosse realmente de uma clínica, então marquei um encontro com esta pessoa e pensei assim: “Como o aborto é ilegal este encontro dever ser para disfarçar para que a polícia não fique sabendo”. Nesse encontro a mulher começou a falar da Igreja e de Jesus, mas eu já conhecia porque fui criada na Igreja evangélica. No entanto, depois dessa conversa aquilo ficou dentro de mim. Ela jogou a semente e a semente foi germinando.

Destrave.com: Você tinha noção de que tinha uma vida dentro de você? E qual foi o seu sentimentoao ver o rosto do seu filho na hora do nascimento?

Testemunho T.: Não tinha noção de que era uma vida; e ainda nem pensava que era o meu filho. Para mim, não havia uma vida ainda e eu não estaria errando. O que me fez conseguir entender tudo foi a Palavra de Deus. Na hora do nascimento fiquei muito feliz e grata a Deus.

“Foi a voz de Deus falando comigo e que ia me ajudar e quando vi que ele era parecido comigo fiquei muito feliz”, testemunhou.

Destrave.com: Quais foram as ajudas que você recebeu durante a gravidez, no parto e até hoje?

Testemunho T.: A primeira ajuda que eu recebi foi a espiritual, porque, se eu não a recebesse, a pessoa que me acolheu no Instituto Pró-vida poderia vir falar comigo e oferecer o que fosse que eu não aceitaria. Quando ela falou de Deus aí foi o momento em que eu disse que não iria abortar. Depois precisei de ajuda psicológica, financeira e também recebi todo o tipo de ajuda com roupas, berço e alimentação.

Destrave.com: Gostaria que você deixasse uma mensagem para as pessoas que hoje passam pela mesma situação?

Testemunho T.: É difícil, dificuldade a gente tem mesmo de ter um filho, mas eu acho que mais difícil é quando você aborta e fica com aquela consciência ruim. Não sei como estaria hoje se tivesse cometido o aborto, mas se o realizasse talvez eu teria acabado com a minha vida e a do meu filho. Hoje eu olho para o meu filho e tenho força para lutar pela minha vida e pela vida dele.

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* “Cansado de buscar igreja sem pecadores”, peregrinou por grupos protestantes e decidiu voltar à Igreja Católica. Um testemunho.

terça-feira, fevereiro 19th, 2013

Fonte: Fernando de Navascues /  religionenlibertad.com

José Luis Vela era um grande conhecedor da Bíblia. Disse que o zelo religioso ofuscou seu amor, buscou igrejas mais puras, caiu no fanatismo… até que aprendeu a perdoar.

José Luis Vela é um mexicano formado na fé católica. Não era um homem que tivesse descuidado de suas crenças por outros deuses; não era uma pessoa “de um montão”, de fé rotineira e aborrecida; de fé sonolenta e complacente. Não.

Era um homem comprometido com a Igreja Católica.
Era um apóstolo, uma pessoa convencida e, também, convincente.

Um apaixonado por Cristo, com vastos conhecimentos sobre a Bíblia. No entanto, algo cruzou por seu caminho e derrubou todos estes princípios: a soberba.

Vanglória e zelo sem amor

Durante muito tempo tinha se dedicado ao estudo da doutrina católica e aprofundar no conhecimento da Bíblia.

De fato pertencia a um movimento dedicado a trabalhar nesta pastoral. Com o tempo, longe de afundar no verdadeiro amor a Jesus, sucedeu justamente o contrário: “Este conhecimento havia provocado em mim sentimentos de jactância, arrogância, vaidade, etc. Sabia -explica Vela- ‘tudo’ o necessário para defender a Igreja”.

“Então o véu da vanglória cobriu minha face e me esqueci do perdão e da misericórdia. O zelo religioso ofuscou o amor. A misericórdia fugiu de mim. E surgiu o juiz”.

E claro, não só já afloravam os erros nas demais pessoas, em seus grupos, nos hereges, mas descobriu uma Igreja Católica cheia de erros e equívocos.

Por uma igreja “perfeita”

“O rancor se apoderou de mim, tinha deixado de crer na boa vontade da Igreja Católica fundada por Jesus. Acreditava que a Igreja tinha me enganado porque eu queria uma Igreja perfeita, sem mancha, nem ruga, quase celestial.

Não tinha podido assimilar a paciência da Igreja Católica para com os fracos e os que não têm conhecimentos bíblicos. Tinha me convertido em um fariseu letrado e sem misericórdia”.

Logicamente, abandonou a Igreja.

Depois de três anos de se alimentar unicamente da Bíblia e sem pisar em nenhum templo católico ou protestante, e após sofrer uma depressão, José Luis optou por buscar um lugar onde pudesse compartilhar seus conhecimentos.

Rechaçou as clássicas seitas como as Testemunhas de Jehová, Mórmons, Sabatistas, Cientologia, Luz do Mundo, etc., e começou a buscar seu lugar nas igrejas protestantes.

Estas eram legiões… cada uma com seu estilo, com sua forma, com seus costumes, com suas liberdades e diferentes entendimentos da Palavra de Deus.

Na primeira igreja em que caiu chegou a ser o ajudante principal do Pastor. No entanto, o idílio durou pouco. Durou até que por discrepâncias doutrinais e de costumes teve que abandonar o grupo.

Proibido celebrar Natal

O perambular posterior entre umas e outras igrejas evangélicas lhe demostrou como, quando entras em seu mundo, no princípio é tudo maravilhoso: a acolhida, a valorização das pessoas, a aprovação comunitária…

Mas com o tempo as coisas mudam: aumenta a obrigação de ir a mais e mais reuniões, e se inicia um processo de pressão psicológica encaminhada para fixar de forma estrita a maneira de vestir, a categoria de donativos, a proibição de celebrar algumas festas cristãs como o Natal (a “Saturnália”, como a denominam), a proibição de fazer a árvore de Natal…

O certo é que no caso de José Luis e sua família, o amor primeiro ia desaparecendo à medida que se implicavam mais e mais nas diversas igrejas nas quais buscavam Cristo.

José Luis recorda o fanatismo que lhes encaminhavam alguns pastores quando já estavam dentro: “Atirei ao lixo os brinquedos de meu filho pequeno, pois tinhía ouvido uma pregação contra os brinquedos das crianças. Meu filho de 9 anos inocentemente aceitou aquilo. O mesmo com os personagens de Walt Disney: Tudo era pecado”.

Que nos dêem seus donativos e que sejam felizes

Talvez uma das rupturas com estas igrejas que mais mal fez em José Luis foi aquela que sucedeu certo dia quando acompanhou o pastor para pregar em uma igreja irmã.

Após a pregação, “se aproximou uma velhinha com 80 anos, magra e pálida, com seu vestido desgastado pelo tempo e calçando uns sapatinhos velhos e rasgados. Ofereceu-me um pouquinho de dinheiro, umas moedas como ‘ajuda’ pois vínhamos de longe e ela tinha ouvido que eu era quase um pastor. Ela me entregou seu ‘dízimo”.

No entanto preferi não aceitá-lo, pois ela o necessitava infinitamente mais: ‘Não, irmãzinha -lhe disse-, não faça isto. Tome estas moedinhas e compre leite para você, e vá descansar, Jesus lhe ama”. Ainda recorda como lhe sorriu agradecida a senhora. Depois se aproximou do pastor que estava em outra parte daquele templo e este, em troca, ele aceitou o dinheiro.

De volta para casa, comentou com o pastor:

– Irmão, eu pus meu carro à serviço da igreja para sair para pregar, também pago a gasolina e os pedágios na estrada. Não necessitamos que nos deem para gastos. Por que você aceitou o dinheiro dessa velhinha que necessita mais que nós?

O pastor respondeu:
- Não te preocupes, eles se sentem felizes quando fazem isto, então faça-mo-los felizes!
Sua consciência não aguentou mais. Era o fim e se despediu: “Irmão, ore por mim, eu não posso mais seguir aqui. Talvez esteja equivocado, mas para mim é melhor seguir minha consciência que viver assim. Não quero que ninguém me siga e saia daqui. Eu não promovo seitas, brigas, nem divisão, então é melhor que eu me vá”.

Quando a religião se converte em negócio

Em pouco tempo se encontrou com um antigo irmão que lhe levou para sua igreja. Uma em que a alegria e a espontaneidade reinavam em toda parte. Onde se compartilhava a visão da palavra de Deus com total liberdade.

Por esta razão começaram a chegar pregadores errantes que iam de igreja em igreja, apregoando suas doutrinas. Logo anunciava a chegada de um “pregador muito ungido” que faz muita “oração e jejum”, com o qual despertava a confiança em todos os fiéis.

Na realidade é que se apresentavam todo tipo de iluminados, desde pregadores que enfatizam o fim del mundo ou a aparição do 666, até os que pregam contra os personagens da TV. Cada sucesso local, nacional ou mundial era usado para profetizar calamidades…

Então aparecia gente como Yiye, um homem de muita oração e jejum, em cuja revista se pedia dinheiro para sustentar sua obra evangélica e “poder mandar o Evangelho via satélite”; ou Morris Cerullo que vinha diretamente dos Estados Unidos e que “aceitava cartões de crédito”…; ou J. Miranda que tem grande “poder de Deus” pois “atira a pessoas ao solo”…

Evangelistas “internacionais” que rapidamente surgiam do nada e desapareciam da mesma forma mas com uma boa soma de dinheiro em seus bolsos.

E em qualquer caso, sempre, se procedia a coleta das “oferendas” de amor: “Necessitamos de umas pessoas que queiram oferecer tanto dinheiro e, agora as que podem outro tanto…”.

É um negócio porque não há amor

A religião se converteu em puro negócio (1 Tm 6, 10) e a fé em um “culto dos sentidos” onde o sentimentalismo e o messianismo profético eram os pilares de sua doutrina.

Ensinava-se que o pecado estava nos objetos: nas imagens, na música, na comida, etc.
Finalmente José Luis Vela decidiu ficar só com sua família e não mais participar de nenhuma outra igreja ou denominação.

“Recordo o medo, e a incerteza pela chegada do 666, a expectativa pelo “rapto” que até meu filhinho foi afetado pelo temor de ficar e não ser dos “escolhidos”. Apesar de meus estudos profissionais, do conhecimento da Bíblia adquirido por muitos anos e ainda de minha sólida formação cristã, estava ‘afetado’.

Fui arrastado pelos ventos das doutrinas de homens”.

Ao sair e buscar novas fontes de formação, José Luis havia caído em leituras chamemo-las de ‘impróprias’. Seu primeiro livro tinha o sugestivo título de ‘Sai d’Ela. Depois vieram “As balanças”, “Estamos de acordo Sr. Presidente” e mais e mais.

Os clássicos protestantes antigos

No entanto também caíram em suas mãos alguns livros antigos que datam da época da Reforma e alguns escritos de João Calvino: “Esta antiga obra me instruiu sobre o que pensavam os primeiros reformadores do século XVI. Depois vieram outras e, inclusive, conheci as 95 teses de Lutero. Era um protestantismo centrado, ilustrado e de certa forma justo em suas reclamações à Igreja Antiga, que expunha suas razões sem cair no fanatismo”.

“Era um protestantismo ilustrado, devoto de Deus e que amava as coisas santas, que só buscava reformar as coisas da Antiga Igreja. Estes protestantes do passado, do século XVI, não tinham nada que ver com os ‘profetas de hoje’ que fundam ‘igrejas’ em toda parte. Pela soberba de não resolver suas diferenças seguem dividindo o corpo de Cristo”.

A volta à Igreja Católica

José Luis se meteu na internet e ali estabeleceu encontros com crentes e não crentes, católicos e protestantes.

Nesse mundo aberto e anônimo onde cada um expressa o que quer no anonimato e o desprezo mais impune possível, o próprio José Luis se viu refletindo a si mesmo: “Diante das acusações e ofensas, a intransigência de muitos, os prejuízos de outros e as ofensas à Virgem Maria, Mãe de Deus feito homem, diante das caçoadas e gargalhadas de alguns que negam o Espírito Santo, me vi como em um espelho. E compreendi que ‘todos temos pecado’ (Rm 3, 23)”.

Saiu da Igreja porque estava cheia de pecadores e não encontrou a pureza que esperava, mas suas vivências lhe fizeram refletir e arquivar a busca de Cristo fora do catolicismo.

Decidiu retornar à Igreja Católica “porque se tens algo contra teu irmão vai se acertar com teu irmão. Deus não escuta a oração se não te reconciliar; porque Deus perdoa nossas ofensas assim como nós perdoamos os que nos ofendem…”

“Na Igreja Antiga, Católica, Universal, na Igreja de Deus, de todos os tempos, ali vou estar. Não para condenar, mas para colaborar e dar ânimo aos meus irmãos os pobres de espírito, os fracos na Fé, os de Fé simples que não ‘sabem’ da Bíblia mas que creem com o coração”.

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* “Depois de ser abusada, minha mãe não me abortou, perdoei e confessei o meu pai”, hoje sou sacerdote!

terça-feira, fevereiro 19th, 2013

ACI

Eu poderia estar em uma lata de lixo, mas me deram a vida”, afirma o sacerdote Luis Alfredo León Armijos,(foto) de Loja (Equador) quem aos seus 41 anos compartilha sua história. O seu nascimento foi fruto de um estupro quando sua mãe tinha apenas 13 anos. O presbítero também conta como conheceu e perdoou o seu pai a quem confessou e que agora leva uma vida de fé.

Em diálogo telefônico com o grupo ACI em 6 de fevereiro, o sacerdote diocesano e pároco da Paróquia São José em Loja, relatou que sua mãe, María Eugenia Armijos Romero, quando ainda era menor, cuidava e limpava uma casa em Loja para ajudar os seus pais e seus sete irmãos: “o dono da casa aproveitando que estava sozinho, abusou dela deixando-a grávida”.

Apesar do rechaço de sua família que “não queria que o bebê nascesse e por isso batiam na sua barriga e davam-lhe algumas bebidas para que abortasse”, María sempre defendeu a vida de seu filho e ao ver-se sozinha e sem apoio “orou e sentiu em seu coração que o Senhor lhe dizia: defende essa criança que está em ti”, contou o Pe. León.

María fugiu de Loja para a cidade de Cuenca onde sobreviveu por seus próprios meios. No domingo 10 de outubro de 1961 às 10:00 a.m., em um parto cheio de complicações por sua pequena idade e fraca contextura, nasceu Luis Alfredo com alguns problemas respiratórios que o amor de mãe também ajudou a sanar.

Depois de um tempo e com a ajuda paterna, María voltou para Loja para começar “uma vida como mãe solteira. Meu pai aceitou reconhecer-me e encarregar-se de mim, mas isso não quer dizer que as coisas estavam bem entre eles”, relatou o Pe. León.

O presbítero recorda que seu “pai visitava sempre a casa e cumpria suas obrigações para conosco. Eles (seus pais) tiveram mais 3 filhos, e minha relação com ele era distante, mas boa. Eu tinha muito respeito por ele, infundia autoridade, foi muito forte comigo, me levava para trabalhar”.

Quando o Pe. León tinha 16 anos o convidaram à Renovação Carismática onde “tive meu primeiro encontro com Cristo, aprendi de seu amor maravilhoso”, e começou a pregar e dar catequese “em todo lugar que Deus me colocava” como nos ônibus e nas casas de recuperação de menores.

Aos 18 anos sentiu o chamado à vocação sacerdotal e ingressou no Seminário de Loja sobrepondo-se à oposição do seu pai. “Ele me dizia: você não pode ser sacerdote porque você deve saber bem quem você é”.

Com uma permissão especial do Bispo por sua pouca idade, foi ordenado aos 23 anos: “foi toda uma bênção para minha vida”, recorda.

Dois anos depois ingressou no Caminho Neocatecumenal e sua mãe lhe contou, depois de terminar a relação com seu pai, como foi que veio ao mundo. Isso marcou o ponto de início para um caminho de reconciliação de ambos. O sacerdote ajudou a sua mãe a entender que não podia odiar o seu pai e que Deus a convidava a amar sua própria história.

O sacerdote relatou ao grupo ACI que com esta experiência ele compreendeu que sempre tinha pregado aos outros sobre o amor de Cristo em suas vidas e agora entendia que “Deus me permitia ser sacerdote não para julgar, mas para perdoar, para ser instrumento de sua misericórdia, e eu tinha julgado muito o meu pai por tudo”.

Anos mais tarde recebeu uma ligação do seu pai “ia fazer uma operação e estava com medo, e me disse: quero que me confesse”. Depois de 30 anos sem comungar, “meu pai retornou à comunhão, à Eucaristia”.

“Eu lhe dizia: pai, você merece o céu, uma vida eterna, assim como a Igreja também está me fazendo ver o céu, e nesse momento os olhos do meu pai se encheram de lágrimas”.

Quando o Pe. León prega para mães gestantes que passam por dificuldades lhes recorda que assim como Jeremias, Deus forma no ventre a vida de um filho, e que não o vejam como “um filho que traz sofrimento, que traz dor, eu lhes digo que um filho traz a salvação, traz bênçãos”.

“Como Jesus Cristo que foi insultado, açoitado, já desde menino foi causa de cruz e de dor, em seus filhos recebam a bênção de Jesus” adicionou.

O presbítero aconselha aos filhos que conheçam bem “a própria história. Aprendam a ver as coisas desde o amor de Deus. Podemos inteirar-nos de nossa história e odiar a própria vida, julgar a Deus como aconteceu comigo, mas descobri que o amor de Deus tinha estado aí me cuidando em toda a vida”.

“Jovem, se o pai da terra errou e te falhou, Deus Pai nunca nos falhou. Se for filho e mãe solteira deve ver em sua vida como Deus Pai te cuidou”, exorta.

“Eu poderia estar em uma lata de lixo, mas me deram à vida, eu digo é uma gratuidade, tudo o que tenho, a vida em si mesmo é um dom delicioso que Deus dá”, concluiu.

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* Conheça Ronda Chervin: do ateísmo e o desprezo mais profundo ao catolicismo à conversão do coração.

terça-feira, fevereiro 5th, 2013

Escreveu mais de 50 livros sobre pensamento católico

Com o avô maçom e pais ateus militantes; Chesterton, Lewis e Newman a levaram à Igreja.

Ronda Chervin se converteu ao catolicismo apesar de seus antecedentes: origem judia, avô maçom, educação ateia e formação universitária numa faculdade de Filosofia agnóstica.

Muitas vezes parece que Deus segue e persegue uma pessoa, até se encontrar com ela. Parece que a busca em sua história concreta até que é impossível continuar olhando para um lado eliminando a realidade que se tem por diante. «Chamei-te pelo teu nome, és meu», disse o profeta Isaías. E esta é precisamente a história de Ronda Chervin: do ateísmo e o desprezo mais profundo para o catolicismo, até chegar à conversão do coração. Ela mesma conta a «amorosa perseguição de Deus» ao longo dos anos.

Uma peça que não se encaixa

Ronda nasceu em 1937 em Nova York e tem uma irmã gêmea. Seus pais se conheceram no Partido Comunista, e depois passaram a ser informantes do FBI.

«Os comunistas os ameaçaram em bombardear nossa casa», conta. Ambos os pais eram de origem judia mas militantemente ateus. Não foram educados na religião judia e então não tinham nenhum interesse em observar as festas nem iam à sinagoga. Separaram-se quando suas filhas tinham oito anos.

Tão peculiar família fez de Ronda uma pessoa que não se encaixava em nenhum lugar: nem com os católicos, nem com os protestantes, certamente não com os judeus ortodoxos em plena expansão, tampouco com os judeus reformistas, nem com os sionistas ateus, nem muito menos com os judeus de esquerda anti-sionistas.

«Mais tarde, como católica, me dei conta que meu desejo de pertencer a um grupo identificável para sempre tinha uma razão psicológica e também teológica», explica Ronda. «No entanto, todos meus familiares se orgulhavam de ser americanos socialistas livre pensadores», lamenta.

Dos avós conflitantes

A vida de Chervin estava marcada por ser descendente de dois avós absolutamente contrários em vida e pensamentos. Por um lado, seu avô paterno, de ascendência sefardi judia, imigrou aos Estados Unidos graças a um programa financiado por judeus maçons que consistia em introduzir jovens brilhantes nas faculdades, de modo que no dia de amanhã pudessem converter-se nos grandes líderes das lojas maçônicas. De fato, seu avô se estabeleceu como dentista em uma das ruas mais centrais de Nova York, Madison Avenue. Isso sim, Ronda pontualiza: «Meu avô nunca observou as festas judias, porque era ateu».

Por outro lado estava sua avó paterna, que conheceu seu futuro esposo precisamente na consulta. Considerada como «loira e frágil», não deixou de ir nem um só domingo à Igreja e rezou sempre por seu marido, seus filhos e seus netos, todos ateus. Lia a Bíblia dia e noite.

«Tinha sido absolutamente proibida —sob ameaça de não voltar a ver-nos— falar às suas netas de Deus ou da religião». Depois de sua morte, Ronda herdou a Bíblia de sua avó, em que ela havia escrito a mão: «Rezo para que algum dia minhas netas possam ler isto». Os pais de Ronda ridicularizavam constantemente a avó por sua fé: «Usavam-na como prova de como só as pessoas estúpidas e débeis ainda acreditavam em Deus depois de que tanto Nietzsche como a evolução tinham demonstrado que Deus não existia ou que estava morto».

A moral sexual da juventude

Ronda começou seus estudos de Filosofia na Universidade de Rochester e, ao mesmo tempo, sua independência juvenil. « Como muitos ateus, tinha sido educada para considerar ridícula a moral sexual das pessoas religiosas. Por temor a uma gravidez, tinha evitado ter relações sexuais. Mas ao estabelecer-me por minha conta, meu grande desejo era dar minha virgindade tão logo quando encontrasse algum jovem atraente disposto a iniciar-me. Graças à providência de Deus não fiquei grávida, porque estou segura de que teria abortado nesse caso. Eras Tu, Pai da vida, protegendo-me de uma vida inteira de culpabilidade?», reflete.

Um de seus noivos foi um estudante estrangeiro do programa de pós-graduação de Filosofia. Era um alemão que tinha militado nas juventudes hitleristas em sua adolescência, mas que tinha sido salvo por um sacerdote católico em continuar nesse terrível movimento. «Começou a me alimentar com livros apologéticos, desde Chesterton até Karl Adam. Não tendo lido o Novo Testamento, quase não entendia uma palavra destes tratados, mas algo me tocava, porque comecei a querer conhecer os católicos, inclusive depois de romper minha relação com o alemão», conta.

Em busca da verdade

Especializar-se em Filosofia tinha sido para Ronda sua forma de buscar a verdade. «Nas universidades laicas que participei, o ceticismo estava tão em moda que, um ano depois me sentia desesperada: Onde estava a verdade? Onde estava o amor? Por que vivo?». Nesta organização, topou com um programa televisivo chamado «A Hora Católica». Os convidados eram Dietrich Von Hildebrand e Alice Jourdain, e estavam falando sobre a verdade e o amor. «Espontaneamente lhe escrevi uma carta contando-lhes minha infrutuosa busca da verdade».

Resultou que ambas viviam perto de sua casa e lhe convidaram a visitá-las. Sugeriram-lhe assistir as aulas de Dietrich Von Hildebrand e Balduin Schwarz, seu discípulo, na Universidade de Fordham. «Fui a umas poucas aulas. O que mais me impressionou não foram as ideias dos filósofos católicos, mas sua vitalidade pessoal e sua alegria. O ceticismo, o relativismo e o historicismo que caracterizava a maioria das universidades seculares nesse momento havia deixado a muitos dos professores tristes e secos». Assim que Ronda, atraída por esta alegria e pela amorosa amabilidade com que todos a receberam, continuou seus estudos nesta universidade.

Depois de uns meses em Fordham, não podia deixar de perguntar-se como era possível que católicos e jesuítas, brilhantes intelectualmente, pudessem crer em ideias tais como a existência de Deus, a divindade de Cristo, a realidade da verdade objetiva e da moral absoluta, e a necessidade de ir à igreja. «Obviamente, não só pessoas estúpidas e débeis pensavam desta maneira», reconhece.

Uma viajem cheia de milagres

Ronda se uniu com seus novos amigos em uma viajem-peregrinação à Europa para ver museus e obras de arte. Apesar de que odiava qualquer estilo artístico exceto o mais moderno, e não tinha ainda interesse em saber mais sobre Deus, Cristo ou a Igreja, aceitou ir para desfrutar do tempo com eles. «O primeiro milagre ocorreu quando entrei na catedral de Chartres na França. Pus-me a chorar e me perguntei: ‘Como pode ser tão belo se não há verdade nele, só ignorância medieval?´».

Porque seus amigos iam à missa todo dia, Ronda se uniu também com mais curiosidade que interesse real: «Ver meu nobre e sábio professor de Filosofia de joelhos me assombrava e me desgostava. Queria lhe dar um empurrão e gritar que nenhum homem deveria ajoelhar-se nunca», admite.

O segundo milagre chegou com a leitura da Bíblia.

E o terceiro poucos dias depois: «Tive o impulso de ajoelhar-me no corredor do hotel e recitar uma oração: ´Deus, se há um Deus, salva minha alma, se tenho uma alma´».

Outro milagre a mais em Lourdes, tocada pelo coro que cantava. E o seguinte em Florença, em frente ao quadro inacabado de “A Natividade’ de Leonardo Da Vinci: «Olhei a Virgem Maria, tão simples, pura e doce, e chorei. Ela tinha algo que eu nunca teria: pureza! Pela primeira vez me vi a mim mesma como pecadora». Depois uma grandíssima impressão diante de uma tapeçaria de Rafael com o rosto de Cristo. E o último na viajem: ver de perto o Papa Pio XII em São Pedro: «Tinha exatamente a mesma expressão em seus olhos que o rosto vivo de Jesus da tapeçaria de Rafael».

Período de reflexão

Depois de tanta profusão de impressões, acontecimentos e milagres, Ronda necessitava sentar-se e refletir: «Estudei livros como ‘ Cristianismo simples ’ de C.S. Lewis. Também, a leitura de livros de Chesterton e do cardeal Newman fez me converter ao catolicismo agora algo já inevitável».

Em 4 de junho de 1959, com 21 anos, Ronda foi batizada. «Não houve um só momento em minha vida em que tenha me arrependido de ser católica. Anos depois, minha irmã gêmea, minha mãe e meu esposo se converteram ao catolicismo», conta com agradecimento.

A página pessoal de Ronda é: http://www.rondachervin.com

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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