Posts Tagged ‘Testemunho’

* Revelador testemunho de conversão de muçulmano africano.

segunda-feira, agosto 30th, 2010

A equipe da Portas Abertas da Alemanha foi para Nigéria e entrevistaram Moisés em março de 2009. Leia como foi que Cristo agiu na vida de um jovem que foi ensinado desde pequeno a odiar os cristãos e o cristianismo.

P: Moisés, você poderia nos contar sobre sua vida antes de você se tornar cristão? Sua fé, sua família?

Moisés: Sim, meu nome é Moisés. Sou da Nigéria, do oeste do país. Nasci em uma família muçulmana. Meu avô era um estudioso islâmico bastante popular e influente. Era assim que nos víamos. Fomos ensinados a sermos muito rígidos em relação à nossa fé, não permitindo que outro ensinamento tirasse nossa atenção. Todos estudamos em escolas islâmicas, e crescemos praticando nossa fé de forma tão devota que não nos permitíamos desanimar de forma alguma.

P: Pessoalmente, como era sua fé nesse momento? Em que você acreditava?
Não acreditava em nenhum deus a não ser em Alá. Não tinha dúvidas quanto à unidade de Alá, de que ele era o único deus do universo, o criador de tudo. Descartava qualquer ensinamento que fosse contrário aos ensinos do islamismo. Eu zombava deles, não queria nem ouvi-los. Era assim.

P: Você experimentou o amor de Alá em sua infância. Você teve alguma experiência pessoal com ele?
Não tinha nenhum relacionamento com Alá da maneira que tenho hoje. Sabia que ele era o deus do universo, que tinha de obedecer-lhe. Não sabia nada do amor de Alá, nem que ele me amava. Ele era meu deus e eu era seu servo. Devia obedecer a qualquer ordem dele, senão iria para o inferno. Era esse o ensino que eu tinha. Eu tinha muito medo dele. Eu tentava cumprir ao pé da letra o que estava no Alcorão ou nos hadiths (coleção das palavras do profeta Maomé).

P: O que você achava do cristianismo na época?
Quando via cristãos, não queria me aproximar. Não queria ter nada a ver com cristãos. Havia sido ensinado a jamais me associar aos cristãos. Desde pequenininho, não tinha ligação alguma com cristãos. Não podíamos tocar nos livros deles porque nosso professor dizia que, se fizéssemos isso, o poder do livro sairia e desviaria nossa fé do islamismo. Eu odiava cristãos. Quando via um cristão, considerava ele como meu inimigo, por causa de tudo que me diziam sobre eles.

P: O que aconteceu para você conhecer Jesus e se tornar cristão?
É uma longa história. Eu tinha um amigo chamado Mark. Estudávamos juntos. Um dia, ele se aproximou e disse que eu deveria ser amigo dele. Começamos a ler juntos. Eu sabia que ele era cristão. Já que estava fora de casa, sabia que ninguém estaria me observando. Então Mark passou a ser um amigo meu. Ele ia até minha sala e deixava alguns folhetos e livros cristãos, mas eu não me interessava em ler.

Isso durou muito tempo. Ele jogava os textos pelo buraco da fechadura ou passava por baixo da porta. Eu pegava e rasgava. Depois de um tempo, eu lhe disse: “Se você quiser continuar nossa amizade, pare com isso. Não quero que você deixe mais nada na minha sala de novo. Se você fizer isso outra vez, então nossa amizade vai terminar“.

Então citei um verso do Alcorão, que diz: “Não adoro o que adorais. Não adorais o que adoro. Nunca adorareis o que adorais. Nunca adorareis o que adoro. Tendes vossa religião e tenho a minha” (Sura 109.3-6).

Jesus, seja meu amigo!

Certo dia quando fui à sala do Mark, havia uma pintura de Jesus na parede. Olhei para a figura, e havia uma frase escrita: “Meu povo é responsável pelas almas perdidas, porque elas não oram”.

Vi um homem com as mãos juntas, orando, e assumi que era Jesus. Aproximei-me do retrato e, enquanto o olhava, disse sarcasticamente: “Os cristãos adoram você, Jesus. Bem, para a sua informação, você é um profeta de Alá. Você não é nada mais que isso. E você é humano como eu. O seu “nascimento miraculoso” não é tão miraculoso como o de Adão. Os cristãos erram em cultuá-lo, chamando-o de Deus. Vamos fazer um acordo. Seja meu amigo“.

Continuei: “Se você é mesmo Deus, o filho de Deus; se você é digno de culto, então revele-se a mim. Fale comigo, prove-me que você é tudo isso“.

Logo após isso, ouvi Mark chegando. Quando ouvi seus passos, parei de falar e me controlei. Então fomos para a escola.

A visão de Moisés

Quatro dias depois, tive uma visão. Não era um sonho, porque eu estava estudando para as provas, e estava em meu quarto, lendo minhas notas. Estava encostado na parede, com meu caderno. Li e depois fechei o livro, tentando memorizar o que tinha lido.

Fechei os olhos e, de repente, fui transportado para outro lugar. Fui levado ao deserto, onde não havia árvore, água, grama, só areia. “Como vim parar aqui?” Estava assustado. Era tudo escuro. Eu estava querendo saber, “O que está errado aqui? Eu estou numa fria!” Uma escuridão me envolveu e o medo apertou meu coração. Eu continuava me perguntando: “O que há de errado aqui? Estou numa fria!“. A escuridão me envolvia e o medo tomou conta do meu coração.

Então vi a luz de uma estrela do norte. Vinha em alta velocidade, na minha direção. Quanto mais se aproximava, mais forte brilhava. Quando a luz chegou bem perto, não conseguia encará-la porque me cegava os olhos. Eu ficava encarando o chão. Então a luz mudou. Quando ela diminuiu sua velocidade, tentei ver o que havia lá.

Vi uma nuvem se formando a uns dez metros de altura. Em cima da nuvem havia um trono magnífico. Não sei do que era feito, mas brilhava. Sobre o trono, havia um homem vestindo roupas brancas, com um cabelo longo, bigode. Ele era muito, muito bonito. Eu só olhava. O homem sorria e, depois de um tempo, ele acenou: “Tchau”. Notei que havia uma ferida.

Ouvi canções, canções angelicais, que diziam: “Santo, santo, santo“. O lugar inteiro estava cheio de música: “Santo, santo, santo, Jesus, Filho de Deus”. Não consigo repetir a canção agora, mas era essa sua mensagem: “Jesus, Filho de Deus, santo, santo, santo, santo, santo“. Enquanto cantavam, a cena toda foi indo embora, da mesma forma que a luz. Foi aos poucos para o céu e acabou.

Então, abri os olhos. O que tinha sido aquilo? Eu estava curioso. Perguntei-me se seria o resultado do desafio que fizera ao retrato (de Jesus) no quarto de Mark. Esse pensamento veio de repente, então descartei essa hipótese. Pensei que talvez fosse uma alucinação, depois de estudar tanto.

Começaram a acontecer coisas

Mas começaram a acontecer coisas. Eu não tinha mais paz (de espírito). Comecei a pesquisar as Escrituras. Um amigo meu me deu um Novo Testamento e me pediu para ler todo o Evangelho de João. Um verso em particular me chamou a atenção, João 8.58: “Antes de Abraão nascer, Eu Sou“. Era sério: antes de Abraão nascer, Jesus já existia? Jesus nasceu antes de Abraão?

Continuei a fazer perguntas. Sempre que encontrava cristãos, lhes perguntava: “O que isso quer dizer, o que aquilo quer dizer?”. Aos poucos, fui realmente convencido de que o Jesus é o caminho. Às vezes, nessa época, eu andava na rua e ouvia uma voz: “O caminho que você está andando não é certo. Volte, meu filho, volte para mim“. Eu me virava, mas não havia ninguém ao meu lado. Achei que estivesse ficando louco. Conversei com muitos cristãos, e eles me diziam que a voz era real. “Olhe, Jesus está chamando você. É melhor entregar sua vida a Ele”.

Durante quatro ou cinco anos, não tinha mais paz em mim, e tinha medo da morte. Pensava: “Se morro agora, para onde irei?“. Então decidi dar minha vida a Cristo.

Sim, muitas coisas aconteceram, mas esse é o resumo.

P: Você tinha como contar essas histórias, e também sobre sua visão, à sua família?
Logo que dei minha vida a Cristo, minha família ficou sabendo. Fiquei preso em um quarto por cinco dias. A princípio, me batiam até eu desmaiar. Se você for ver minhas costas, verá muitas cicatrizes. Fui seriamente repreendido, humilhado. Esse quarto onde fiquei era em um depósito; só tinha um tapete lá.

Eu pensei: “Como posso fugir?”. Graças a Deus, Ele enviou um cristão que pulou o muro e foi até o quarto. Ele ia todas as noites e trazia comida. Tinha medo de que a comida que minha família muçulmana me dava estivesse envenenada. Eles me falaram que meu irmão caçula iria me matar quando tivesse a oportunidade. Por isso, me recusava a comer a comida que eles traziam.

Aquele cristão chegava por volta da 1 da madrugada, com comida e um pouco de água em uma bolsa de couro. Ele jogava pela janela para eu pegar. Achei que ele iria fazer aquilo só naquela noite. Mas ele veio trazer comida durante cinco dias. Na quarta noite, eu supliquei ao meu irmão cristão: “Como posso sair daqui?”. Havia barras de ferro na janela. Ele trouxe uma serra a mim e eu comecei a cortar. Cortei uma barra, cortei outra. Antes de se quebrarem, levantei as barras e fugi.

Fonte: Portas Abertas

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* Aconteceu comigo o milagre que levou à canonização Santa Gianna Beretta Molla.

sexta-feira, agosto 27th, 2010

Fonte: Canção Nova

Betinha
Foto: Wesley Almeida

Eu vim trazer para vocês o testemunho de um milagre, por meio do qual  uma mulher se tornou santa: a santa Gianna Beretta Molla. Ela é pouca conhecida, mas mudou a minha vida. Aconteceu comigo o milagre que a levou à canonização.

Santa Gianna foi uma médica nascida na Itália. Ela sempre teve grande vontade de morar no Brasil, porque pretendia se unir ao irmão, padre Alberto, médico e missionário em nosso país. Este, com a ajuda de Francesco, seu outro irmão, que era engenheiro, construíram um hospital na cidade de Grajaú, no Estado do Maranhão. Mas, por sua saúde frágil, ela foi desaconselhada pelo Bispo Dom Bernareggi a vir ao Brasil.

Com essa situação, a santa italiana optou pela vocação matrimonial. Ela teve quatro filhos e dois abortos naturais. Na quarta gravidez, viu-se atingida pelo sofrimento e pela dor. Apareceu-lhe um fibroma no útero. Três opções lhe foram apresentadas: retirar o útero enfermo, o que ocasionaria a morte da criança, abortar o feto, ou a mais arriscada: submeter-se a uma cirurgia de risco e preservar a gravidez.

Antes de ser operada, embora sabendo o grave perigo de prosseguir com a gestação, suplica ao cirurgião para salvar a criança e , então, entrega-se à Divina Providência e à oração. Submeteu-se à cirurgia no dia 6 de setembro de 1961. Com o feliz sucesso da operação, agradece intensamente a Deus a salvamento da vida do filho. Passa os sete meses que a distanciam do parto com admirável força de espírito e com a mesma dedicação de mãe e de médica. Receia e teme que seu filho possa nascer doente e suplica a Deus que isso não aconteça.

Alguns dias antes do parto, sempre com grande confiança na Providência Divina, demonstra-se pronta a sacrificar sua vida para salvar a do filho. Deu entrada, no hospital, para o parto na Sexta-feira da Semana Santa de 1962. Na manhã do dia seguinte, nasce Gianna Emanuela.

Apenas teve a filha por breves instantes nos braços. Apesar dos esforços para salvar a vida de ambas, na manhã de 28 de abril morre santamente. Tinha 39 anos. Para a Itália, que tem o aborto como uma prática legal, a história ficou muito conhecida. Ela deu a vida pela filha e, tempo depois, se tornou beata.

“Em defesa da vida, contra o aborto, ela investiu na família”
Foto: Wesley Almeida

O Papa João Paulo II a compara com o Bom Pastor, que dá a vida pelas Suas ovelhas. Em defesa da vida, contra o aborto, ela investiu na família.  E precisa de mais um milagre para se tornar santa.

Em 2000, conheci a história da beata Gianna. Eu era casada e já tinha três filhos. Nessa época, meu marido descobriu que tinha HIV. Passamos momentos difíceis, mas sempre em oração. Sempre acreditando que Deus nunca nos dá problemas que não podemos suportar.

Por milagre, seis meses depois da descoberta da doença, os exames deram negativo. Nesse contexto, engravidei. No quarto mês de gestação, rompeu a minha bolsa e eu fui internada. Os médicos disseram que não  havia como a criança sobreviver. Achavam que eu tinha de abortar, porque o feto, para a medicina, era considerado inviável. Naquele momento, a médica começou uma luta muito grande para que eu aceitasse [abortar] , porque corria risco de morte, mas não queria isso.

“Para espanto de todos, eu tive a minha Gianna, perfeita! Sem nenhum problema!”
Foto: Wesley Almeida


Apesar da fé que eu sempre professei, precisei fazer uma escolha. Era a minha vida que estava em risco por algo que ninguém acreditava. Mas se eu abortasse eu não estava sendo uma cristã. É muito fácil dizer que eu sou católica, mas não é fácil viver como Jesus. Eu era uma mãe com três crianças pequenas. Que mãe escolhe morrer e deixar três filhos pequenos? Confiei no Senhor!

Eu pedi a meu marido que fosse atrás de um padre para dizer a médica que a Igreja não aceita o aborto. Era no mesmo Deus ,que curou meu marido, que eu acreditava que ia salvar meu bebê! Apareceu um bispo na minha sala. Eu queria um padre, mas apareceu um bispo, o qual estava no hospital por outros motivos.

O bispo me me deu um livro da beata Gianna e rezou para que ela intercedesse pela minha cura junto a Deus a fim de que eu conseguisse o milagre para que ela se tornasse santa. Eu tomei posse e pedi para a doutora mais uma noite. Fui fazer o ultrassom, no outro dia de manhã, feliz, esperando o milagre. E, de repente, a médica disse que eu corria ainda mais riscos. Não sabia mais o que fazer para convencê-la de que eu acreditava no milagre.

À tarde, minha filha, que hoje tem 17 anos, me ligou e implorou para eu não morrer. Foi o momento mais difícil para mim. Era uma escolha muito séria. Mas eu continuei acreditando no Deus do impossível. A médica me mandou para casa e, três meses depois, no dia 31 de maio de 2000, marcou a cesariana. Eu sabia dos riscos, se ela sobrevivesse poderia ter várias sequelas. Para espanto de todos, eu tive a minha Gianna, perfeita! Sem nenhum problema! Agora, ela tem 10 anos. É esperta, muito cheia de fazer arte.

Ela não tem nenhuma sequela, porque Deus, quando faz o milagre na nossa vida, não o faz pela metade. Depois do parto, eu tive uma hemorragia muito intensa, fiquei entre à beira da morte, mas Jesus me salvou. Hoje, meu ministério é divulgar essa santa. O caso foi para o Vaticano e, em 2004, o Papa João Paulo II a canonizou. Estivemos diante do Sumo Pontífice vivendo este momento lindo. Gianna Beretta é a patrona da família!

Transcrição e adaptação: Ariane Fonseca

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* Era protestante. Me tornei Católico.

sexta-feira, agosto 20th, 2010
Estou aqui tornando pública minha decisão, e, sem embromation: Me tornei Católico.
Agora quem desejar pode continuar lendo, rsrs.

Uma das várias razões que me fez deixar o protestantismo é que suas bases não fazem sentido em si mesmas sem a tradição da Igreja. Além disso, observando as doutrinas católicas, vi que são mais bíblicas que algumas doutrinas protestantes (se é que podemos dizer “algumas” desses vários ramos do protestantismo que surgem a cada dia com uma novidade).

Isso se deu principalmente quando comecei a estudar a igreja primitiva e a doutrina católica, e percebi, assim como vários ex-protestantes, que os primeiros cristãos eram mais católicos que protestantes, também que as pessoas criaram vários mitos em relação ao catolicismo.

Sobre a reforma protestante, penso que houve pouca comunicação de ambas as partes. Se hoje, com todos os meios de comunicação disponíveis, ainda há mitos alimentados e falta de comunicação, imagine quando a imprensa nascia?

Ainda não sei responder com toda firmeza algumas perguntas em relação ao catolicismo, não porque não tenha respostas, mas porque ainda não, vamos dizer, as memorizei, pois se deram por conversas e leituras diversas (até mesmo leituras sobre outros assuntos, mas que tratavam indiretamente de questões ligadas).

Nunca imaginaria que iria encontrar a ortodoxia na Igreja Católica. Como certa vez disse G. K. Chesterton, “Tentei criar uma nova heresia; mas, quando já lhe aplicava os últimos remates, descobri que era apenas a ortodoxia.”.
Breve estarei colocando em detalhes o porquê de considerar sem sentido os “fundamentos” protestantes, principalmente a “Sola Scriptura” (o que não quer dizer que deixei de acreditar que a Bíblia é a palavra de Deus), e mostrar que algumas pessoas estão equivocadas sobre a doutrina católica, inclusive alguns ditos “católicos”.
“Não estou sozinho, pois nos últimos anos muitos evangélicos tradicionais converteram-se à fé católica. E o fizeram ainda que o caminho para a Igreja estivesse bloqueado por falsas representações semeadas pela oposição. Isto é seguramente uma graça de Deus, pois sempre haverá oposição para aqueles que quiserem cumprir perfeitamente as palavras de Nosso Senhor.
A oposição provém das forças do secularismo, do materialismo, do modernismo e de outras filosofias. Tudo isto rejeita os ensinamentos que são peculiares à Igreja Católica.
A Igreja é a pedra pequena predita pelo profeta Daniel, que destruirá a falsa imagem. É a semente que cresce até se tornar uma forte árvore. É o caminho que Isaías profetizou e que os homens não poderão deixar de encontrar. É a casa erguida sobre a rocha.” – Robert Ian Wiliams
Testemunho de Jonadabe
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* Lembra do testemunho de Nossa Senhora do Marrom Glacê? Será que foi “mentira?

segunda-feira, agosto 16th, 2010

“A presença de Nosso Senhor na Eucaristia é um fato, é uma verdade, é bíblico. Olha, eu aprendi a amar Nosso Senhor. (…) Ora, se eu amo a Jesus, se eu amo realmente a Nosso Senhor e descubro que ele está na Igreja Católica dessa maneira, nesta presença, que eu não precisava mais abrir a minha Bíblia para voltar no tempo, recordar algo há dois mil anos, mas eu posso presenciar algo que se torna… presente na Igreja. Eu não tinha outra alternativa. Eu tinha me ajoelhado aquela tarde, ainda como pastor, com a cabeça… cheia de dúvidas, mas, quando vi isso, eu disse: A Igreja está com a verdade; eu vou me levantar e vou procurar um padre.”

- Diácono Francisco Araújo, relatando seu processo de adesão à fé católica

Está sendo divulgado na internet o testemunho de retorno à igreja protestante do Diácono Francisco Araújo, conhecido em todo o Brasil pela comovente história da intercessão de Maria em sua conversão à Igreja Católica através do “Nossa Senhora do  Marron  Glacê”

Embora em momento algum ele negue o acontecimento do doce de forma direta,  diz que muitas coisas não aconteceram como divulgadas por ele e que MENTIU.

A “confissão pública” é confusa. Fala de sua experiência como católico e se refere a isso como algo ruim, onde nunca “teve paz”. (fala aos fiéis da Igreja Batista).

O vídeo tem o objetivo, na minha percepção, de negar o fato acontecido a muitos  anos atrás e foi filmado para que fosse divulgado como uma espécie de “correção” do erro e divulgado nessa intenção.

Depois de ser Católico, Rosa Cruz, Assembleiano de Deus, Católico-em sua conversão via intercessão de Maria 30 anos, Agora é batista.

Ele está doente de câncer no pâncreas e afirma que seu retorno “à Graça” não tem nada a ver com a doença.

Penso que tantos os católicos como os protestantes que conhecem o fato estão perplexos e confusos pois, que garantia temos de que não haverá uma reviravolta em uma pessoa que passa por um momento tão delicado ( que respeitamos)  e que- segundo afirma- tem apenas 6 meses de vida por causa do Câncer?

Sua busca pela verdade é comovente e oramos ao Senhor por sua saúde e para que encontre  a verdade que tanto almeja.

Abaixo seu testemunho de “conversão” à Igreja Católica e o outro com o seu retorno ao subjetivismo protestante.

São João da Cruz disse:

“E eu temo muitíssimo pelo que está acontecendo nesses nossos tempos: se qualquer alma, seja lá qual for, depois de um pouquinho de meditação, tiver em suas recordações uma dessas locuções, e imediatamente ‘batizá-las’ como vindas de Deus e com tal suposição disser: ‘Deus me disse’, ‘Deus me respondeu’. Ainda que não seja exatamente assim, mas, como já dissemos, essas pessoas são frequentemente os autores de suas próprias locuções”.

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* De seminarista sequestrado a sacerdote; o testemunho de Stefano, de Uganda.

segunda-feira, agosto 9th, 2010

Agência Fides

Stefano tinha 16 anos quando foi seqüestrado pelos rebeldes do Lord’s Resistance Army (LRA), que haviam atacado em 11 de maio de 2003 o seminário menor da diocese de Gulu no norte de Uganda (ver Fides de 12/5/2003 e de 19/5/2003). Além de Stefano, foram sequestrados outros 40 seminaristas.

Segundo um relatório apresentado por Eva-Maria Kolmann, da Ajuda à Igreja que Sofre, os rebeldes capturaram os seminaristas para juntá-los às suas fileiras. A maior parte deles foi morta e doze estão ainda desparecidos.
Stefano contou a sua história aos representantes da Ajuda à Igreja que Sofre (ACS), com sede em Königstein, que recentemente fez uma viagem a Uganda.

“Por dois meses, homicídios, estupros e torturas faziam parte da sua vida quotidiana. Os rebeldes queriam ensiná-los a matar principalmente por serem seminaristas. Alguns de seus companheiros foram assassinados na frente de Stefano a chutes e pontapés; outros foram massacrados a golpes de facão porque tinham os pés arrasados, depois de longas caminhadas e não podiam mais caminhar.

Ele, no entanto, teve “sorte” nesse infortúnio, porque conseguiu fugir antes de ser obrigado a matar” afirma o relatório da ACS, enviado à Fides.
O seminarista sequestrado recorda assim a noite do ataque: “os rebeldes chegaram vinte minutos depois da meia-noite, eles eram cerca de vinte. Depois de terem cercado o seminário, uma parte deles dirigiu-se diretamente aos quartos dos estudantes de 16 anos. Como não conseguiam forçar a porta, um deles entrou pela janela para abri-la por dentro. Um dos seminaristas cortou a luz para deter os rebeldes, mas eles possuíam lanternas”.

Os dois soldados que o governo havia posto sob a proteção da instituição fugiram assim que viram a chegada dos rebeldes. “Ficamos sem nenhuma proteção” recorda Stefano.

Além dos seminaristas, no terreno adjacente ao seminário havia cerca de duas mil pessoas, principalmente mulheres e crianças, que passavam ali a noite na vã esperança de escapar dos ataques do LRA. Um rebelde matou um menino de 7 anos na frente da mãe, recorda Stefano.

Os rebeldes obrigaram os seminaristas a caminhar por horas. “Vi coisas que jamais pensei que veria. Um homem não pode fugir de tudo isso, mas Deus faz milagres. A oração era a minha única esperança. Durante as longas caminhadas, eu rezava o Rosário com os dedos, porque não tinha o terço” recorda Stefano.

Dois meses depois do seu sequestro, as forças do governo atacaram os rebeldes. Em meio à confusão da batalha, Stefano conseguiu escapar e, após vários dias caminhando sem rumo certo, foi encontrado por uma patrulha do Exército.

A sua família já o havia dado como morto. “Pediram a um padre que celebrasse a Missa para mim”, recorda Stefano. Os pais e os irmãos de Stefano não queriam que ele voltasse para o seminário, mas Stefano sabia que ali era o seu lugar. Agora é sacerdote.

Desde 1988, mais de 30 mil crianças e jovens foram sequestrados pelos rebeldes. Os jovens são obrigados a se tornarem soldados e as meninas escravas sexuais. As crianças são violentadas, drogadas, obrigadas a matar e a torturar, são brutalmente punidas diante da mínima resistência; muitos são mortos sem piedade.

Alguns dos que fogem não ousam voltar para a família, porque se envergonham das atrocidades que foram obrigados a cometer. Os rebeldes, com frequência, obrigam as crianças e os jovens sequestrados a matar em seus vilarejos, até mesmo os seus pais e irmãos, de modo que a sua volta se torne impossível.

A Igreja católica ajuda essas crianças de diversas formas. Por exemplo, a estação de rádio da diocese de Lira criou um programa especial que permite aos parentes das crianças sequestradas enviarem mensagens de amor para fazê-las voltar.

As crianças-soldado que voltaram, também incentivam os seus colegas a voltar, dizendo-lhes para não ter medo. Para os rebeldes, esta iniciativa não agrada e, assim, atearam fogo à estação. No entanto, a antena não queimou e as transmissões da Radio Wa (“a nossa rádio”) continuam a transmitir, com o apoio da “Ajuda à Igreja que Sofre”, um programa que contribui para a paz e para a reconciliação em Uganda.

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* Irmã Meena, religiosa estuprada, “testemunha de luz para a Igreja indiana”

sexta-feira, agosto 6th, 2010

Por Nieves San Martín

A Irmã Meena, religiosa espancada e estuprada durante a sanguinária perseguição anticristã de Orissa em 2008, “é o símbolo da nossa luta, a testemunha da luz e da verdade”, afirma seu tio, Dom John Barwa.

A Irmã Meena Barwa, da ordem religiosa das Servidoras, desenvolvia sua missão no centro pastoral Divyajyoti, em Nuagaon, no distrito de Kandhamal, junto a um sacerdote, Pe. Thomas Chellan. A religiosa nasceu no distrito de Sambalpur e fez os votos perpétuos no último mês de abril.

No dia 25 de agosto de 2008, junto ao sacerdote com quem trabalhava no centro, ela foi agarrada, espancada, desnudada e obrigada a caminhar pela aldeia. Em um determinado momento, os fundamentalistas quiseram inclusive queimá-la viva junto ao sacerdote. Não o fizeram, mas a estupraram. Somente no final, à noite, enquanto continuavam sendo injuriados e maltratados, foram libertados pela polícia.

O caso chegou ao tribunal do juiz Bira Kishore Mishra. A comunidade cristã acusa as autoridades locais de conivência com os extremistas e o processo da Irmã Meena é visto como a justa oportunidade para demonstrar o desejo de justiça da população.

A religiosa, acrescenta o bispo, “cresce e se reforça diariamente, nutrida pela adoração eucarística, pela Missa e pelo terço. Certamente, às vezes cede a um sentimento de opressão, cansaço e dor; mas, graças à oração de toda a Igreja tribal, ela está se fortalecendo e superando esta crise”.

No último dia 23 de julho, foi seu aniversário: “Ela é valente e me anima em minha missão episcopal. A Irmã Meena está realizando os estudos da sua carreira acadêmica. Frequenta normalmente a universidade (onde ninguém sabe quem ela é) e viaja normalmente por meio do transporte público”.

Isso causa preocupação pela sua segurança: “Para mim, para nossa gente e para a Igreja de Orissa, ela é o testemunho da vitória da luz sobre as trevas”.

“É verdade – acrescenta – que todos aqueles que se cobrem de trevas não querem que a luz e a verdade possam vencer. Por isso, estou preocupado, e por isso devemos defendê-la, sem revelar onde se encontra, para preservar sua luz.”

O testemunho da religiosa deriva também das suas origens familiares tribais. Como explica o bispo, “viemos de uma família rural: minha casa estava na selva. E justamente dessa família tão comum, Deus escolheu a Irmã Meena para ser seu instrumento. A força, o valor e o testemunho da religiosa me incentivam a trabalhar e servir a Igreja, ainda que às vezes me sinto triste e sinto dor. Nós devemos tudo aos missionários: eles nos tiraram da selva e nos ajudaram a descobrir o divino. Deus tem um plano para a Irmã Meena e nada pode deter o avanço do seu projeto”.

No que diz respeito à proximidade do processo, Dom Barwa explica: “Perguntei diretamente à Irmã Meena se ela se sentia assustada ou com raiva, mas me respondeu que não. Ela busca justiça não somente para si, mas também para o nosso povo; mas não tem raiva”.

“Quanto à identificação dos culpados, ela me disse que é Deus quem a ilumina e que o Espírito Santo lhe dá a força para enfrentar esse momento. A última vez que nos encontramos antes de um momento semelhante, junto à sua superiora, celebramos uma Eucaristia maravilhosa: mais de três horas de oração com a Palavra de Deus e a Eucaristia que cura. Um dom de graça e paz para todos nós”, acrescentou.

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* Da pornografia para a mídia pró-família: A conversão de um programador de internet.

terça-feira, julho 20th, 2010

Patrick B. Craine

O homem que no passado tinha uma multimilionária empresa pornográfica está hoje compartilhando seu testemunho sobre como ele deixou essa indústria e achou fé em Cristo, e como ele está agora usando seus talentos para avançar a glória de Deus através de meios de comunicações cristãos favoráveis aos valores da família.

Jeff Myers, cujos sites pornográficos hospedavam milhões de imagens e milhares de horas de vídeo, compartilhou seu testemunho no Clube 700, um programa ao vivo da rede de televisão evangélica CBN. “Minha vida era um desastre. Eu era um pornógrafo alcoólatra e viciado em drogas que arruinou milhões de vidas”, ele disse para o Clube 700. “Deus pegou minha vida e a fez dar uma meia volta. Ele me ama, apesar de todas as besteiras que fiz”.

Tudo começou quando ele tinha uns 30 anos, disse ele, quando ele começou a ir a bares de strip-tease mais vezes, o que acabou levando a um divórcio. “Minha alma estava estéril; estava morta. Eu realmente não tinha nenhuma consciência”, disse ele. “Eu só pensava em mim mesmo. Eu só pensava em fazer tanto dinheiro quanto fosse possível”.

Myers disse que se envolveu pela primeira vez com pornografia depois que uma dançarina strip-tease pediu a ajuda dele para iniciar um site pornográfico. “Pensei comigo mesmo, ‘Olha, eu poderia fazer isso’, e fiz”, disse ele. “Na primeira semana fizemos $6.000 em vendas, e me viciei instantaneamente. Dentro de um ano fiz 19 sites para mim. Estávamos fazendo vendas de $30,000 a $40,000 por mês em nossos sites. Em dois anos, vendi meu programa inteiro por 2.5 milhões”.

Myers continuou produzindo pornografia por mais três anos e começou a usar êxtase. “Eu estava vivendo 150 horas por semana de felicidade fajuta induzida por drogas que é tão longe da realidade quanto se possa alcançar”, disse ele. “Eu sabia que eu estava destruindo vidas nesse ponto. De repente me veio à mente que o que eu estava fazendo era simplesmente terrível, não só para as modelos que trabalhavam para mim, mas também para as pessoas em geral. Eu sabia que algo teria de ser sacrificado, mas continuei firme no negócio, pois as drogas me mantinham feliz. Embora eu vivesse cercado de pessoas, eu estava completamente solitário. Passei muitas noites totalmente sozinho”.

Seu limite ocorreu somente há quatro anos, quando ele foi preso por fabricar e distribuir êxtase depois de dar um pouco para uma modelo pornográfica que vinha lhe pedindo para remover as fotos dela dos sites dele. “Eu peguei três pílulas, uma para cada um dos amigos dela, não sabendo que ela tinha tido uma conversa de um mês com a delegacia de polícia local sobre mim e sobre remover as fotos dela da internet”.

A casa de Myers sofreu uma batida policial; ele perdeu tudo e caiu em depressão. “Fui para o andar de cima, peguei uma garrafa de vodka e Vicodin. Tomei todos eles. Bebi um quinto da vodka e eu devia ter morrido”, disse ele. “Por qualquer que seja a razão miraculosa, despertei na manhã seguinte quando eu não deveria ter despertado. Penso que nesse ponto percebi que eu precisava de ajuda e que não conseguia sair por mim mesmo. Eu queria de forma simples e desesperada que alguém estendesse uma mão para mim, pois eu estava só”.

Ele decidiu ir a um acampamento cristão, onde ele respondeu ao apelo lá da frente e buscou o perdão de Deus. Mas, disse ele, ele ainda sentia que era um caso perdido demais para redenção. “Errei demais, e em minha mente, eu tinha ido muito longe ao fundo do abismo”, disse ele. “Embora eu soubesse que algo havia ocorrido naquele dia, eu certamente não sentia que Deus poderia me restaurar”.

Myers logo foi recebido de braços abertos na casa de um velho amigo, que então havia se tornado um pastor evangélico. “Eles me envolveram em seus braços, me amaram e cuidaram de mim além do que eu poderia possivelmente imaginar”, ele relatou. “Isso significa tudo. Essa foi a confirmação de que a graça era real”.

Por meio da leitura da Bíblia e de escutar músicas de adoração, ele rapidamente descobriu que Deus estava purificando a mente dele. “Era como se eu estivesse sendo lavado de dentro para fora”, ele disse. “Minha mente estava sendo purificada, e todas aquelas imagens estavam sumindo”.

Depois de um julgamento criminal que durou oito meses, Myers foi sentenciado a um ano de cadeia, onde ele lia a Bíblia e fazia planos para usar seus talentos de programador a serviço de Deus.

Em 2008, ele lançou www.Godbeat.tv, um site de vídeos como o Youtube, mas que tem o compromisso de respeitar os valores da família. “Em vez de distribuir sujeira, Ele me deu uma oportunidade de partilhar o amor de Deus e colocá-lo em tantos lares quanto pudermos”, disse ele. “É minha missão pessoal de redenção. O que quero dizer é: ‘Deus, tu me deste esses talentos. Vou usá-los para a tua glória, em vez de tua destruição’”.

“A cada dia Ele está removendo um pouco das besteiras que andei fazendo”, diz Myers. “Sei que nunca serei perfeito, mas Ele pegou o que Satanás pretendia usar para o mal e o transformou em algo maravilhoso. Simplesmente, mais uma prova da maravilhosa graça de Deus. As coisas que Ele pode fazer e a restauração que Ele pode fazer deixam a minha mente em estado de tranquilidade”.

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/jun/10062907.html

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* Para aqueles que preferem a escuridão, a luz é uma acusação.

sábado, julho 10th, 2010

 Vós sois a luz do mundo..

" Vós sois a luz do mundo.."

Uma reflexão sábia que questiona nossa capacidade de fazer diferença no mundo.

Impressiona-me a quantidade de pessoas que saem por aí a repetir conceitos e “verdades” sem fundamento em nada, a não ser em sua opinião pessoal elevada ao grau máximo de pretensão de que a verdade sempre deve coincidir com opinião dela e,  se não coincidir, a verdade, claro, está “errada”.

Não podemos nos omitir de fazer diferença no mundo, diferença para o bem porque já tem MUITA gente  fazendo diferença para o mal.

Continua verdade, ainda de maneira mais categórica ainda nos dias de hoje, o que Jesus afirmou sobre o sal que não salga e que, portanto, não serve para nada.

A omissão, seja de que natureza for, não é apenas um vazio, é também abrir espaço para que o mal pareça mais forte e para que as pessoas continuem caminhado pela vida seguindo a voz do mais forte ou, por falta de convicções pessoais, seguindo a maioria, como manada, como ovelhas sem pastor.

Nessa perspectiva, é preferível um ateu honesto do que um Cristão omisso.

Pelo menos o ateu,” filho do nada”, é coerente com suas convicções, ao passo que o cristão omisso, mas do que negar suas convicções nega sua essência e sua identidade evangelizadora mais profunda.

Deixa de ser sal,torna-se “insosso”, não serve mais para salgar o mundo.

***

Dan Kennedy, presidente de Human Life

Indivíduos e nações têm a capacidade de realizar grande bem e extremo mal. O mesmo ocorre com instituições e profissões.

É instrutivo que a história seja repleta de evidências de que respeitadas instituições culturais (por exemplo, o mundo acadêmico, os tribunais, os meios de comunicação, a ciência) possam se tornar infectados com a corrupção moral mais radical. No passado, elas “ratificaram” o mal — escravidão, genocídio e outras atrocidades — como “bom”.

As instituições culturais exercem uma influência poderosa umas nas outras e, quando se corrompem, aceleram o mundo político a aceitar o mal como bom. O desejo de agir conforme a moda faz com que muitas pessoas de bom grado sufoquem aquela vozinha baixa que protesta contra o mal que se mascara como totalmente bom.

Toda nossa geração vive a beira da história, e só um tolo creria que sua geração é imune aos males do passado. E assim permanece. “Nunca mais” é, em si, nunca bom o suficiente. A própria ostentação da condenação e o distanciamento elaborado de nossas vidas da injustiça do passado pensamos que garante nossa inocência.

Mas o mal muda seu disfarce; a injustiça aparece em diferente forma. De novo, o mundo político se torna infectado com cegueira para com seus próprios campos de massacres.E assim é em nossa época.

Certas instituições culturais, comercializando em sua autoridade, aprovam o mal moral radical como “bom”. Em verdadeiro estilo elitista, elas travam guerra contra a humanidade sancionando o aborto como a solução para a gravidez não planejada, a eugenia como meio de filtrar uma porção de doenças (por exemplo, filtrando aqueles que as sofrem) e a eutanásia como um tratamento compassivo para o sofrimento no final da vida. Esses são os campos de massacres hoje. Esses são os males sancionados da moda em nossa época.

Escrito no coração

A verdade realmente nos liberta. Para parafrasear G.K. Chesterton: os princípios morais universais que transcendem os governos e a história humana são a única coisa que nos libertam de nos tornarmos escravos do favorecido mal de nossa era.

Esses princípios morais não são um mistério.

Certas verdades morais estão escritas no coração humano. Como o título inteligente de um dos livros do Professor J. Budziszewski deixa claro, há certas coisas que “não podemos saber”*, não importa quantas pessoas finjam conhecer.A história fornece testemunho inspirador dessas almas inflexíveis, livres da cegueira míope de sua era, que falaram e viveram esses princípios. E o mundo é melhor por isso.

Em nossa época, temos também de assumir essa luta. Sem essa contínua luta, a eventual negação de qualquer direito, de qualquer pessoa ou grupo, por qualquer motivo será imposta pelos fortes contra os fracos.

Não devemos permitir que o desejo de adaptação aos modismos sufoque a voz da consciência em nossa época. Precisamos dar testemunho da verdade com nossas palavras e nossas ações, seja qual for a circunstância em que nos achemos. Para a maioria de nós, isso não exige gestos magníficos, ou debate intenso, mas simples declarações de convicção, para nossas famílias, nossos colegas e nossos vizinhos.

Nossa responsabilidade como cidadãos tem de nos conduzir a informar nossas autoridades eleitas acerca de nossa posição sobre certas questões, e nosso voto pelos candidatos precisa refletir nossas convicções.

Em nosso trabalho voluntário, e as instituições beneficentes para as quais doamos, em mil pequenas maneiras podemos alimentar uma cultura da vida. Esse é o importante trabalho que somos chamados para fazer.Nós todos conhecemos o provérbio, é melhor acender uma vela do que praguejar a escuridão. Não é fácil.

Para aqueles que preferem a escuridão, a luz é uma acusação.

Se ousarmos acender uma vela e dispersar as sombras, seremos condenados como inimigos da liberdade e inimigos do “bem”. Esse é um pequeno sacrifício a se fazer ao defender o direito à vida dos membros desfavorecidos, fracos e vulneráveis da família humana.

O que a história registrará sobre nossa geração? O que as futuras gerações escreverão sobre nossa era depende de nós. Nas palavras de Winston Churchill, “Preparemo-nos pois para o nosso dever”. Podemos estar certos de que prevaleceremos. A luz ainda brilha na escuridão, e a escuridão não a venceu.*J. Budziszewski, What We Can’t Not Know, Spence Publishing

original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10061405

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* Famoso cantor de forró se converte e testemunha em show. Veja vídeo.

quarta-feira, junho 30th, 2010
Felipão, por causa de um fã após um show, muda de vida e se converte.

Felipão, por causa de um fã após um show, muda de vida e se converte.

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* Testemunho de Marcus Grodi e sua conversão ao catolicismo.

terça-feira, junho 29th, 2010

Marcus Grodi cresceu numa igreja luterana um tanto liberal, perto de Toledo, Ohio. Era ativo no Grupo Jovem, catequizava e confirmava os colegas na fé. “Conheci muitas coisas” – disse ele – “mas não penetraram em meu coração. Os acampamentos de verão dos jovens da Igreja pareciam preparados mais para uma exibição de música do que para temas espirituais”.

Os colegas de Grodi na Escola Superior provinham de diversas denominações religiosas, não, porém, do Catolicismo. “Minha visão do Catolicismo não era extremamente negativa, mas trazíamos um monte de interpretações mitológicas da Igreja Católica, que se encontrava do outro lado da cidade. Imaginávamos que estivesse cheia de superstições, e que o povo estava quase escravizado pelos padres e as freiras”.

Marcus, porém, começou a se surpreender, vistas as diferenças existentes entre as denominações protestantes.

Grodi estudava Engenharia em Case Western Reserve. “Passei três anos sem entrar numa igreja”, declarou. “Eu estava envolvido numa convivência fraterna e tudo que lhe diz respeito. Finalmente no verão anterior ao meu último ano experimentei uma profunda renovação da minha fé mediante o testemunho de um amigo – o que representou uma guinada de 180º na minha vida”.

Grodi voltou para a sua igreja luterana e achou que as palavras da Liturgia lhe significavam alguma coisa pela primeira vez. “Mas, quando considerei os bancos da igreja, vi estudantes de Escolas Superiores que eram como eu quando tinha a idade deles, a recitar palavras sem as compreender. Eu concluí então que o liturgicismo tradicional estava morto; ele produzia cristãos de nome apenas, quase destituídos de compreensão. Eu julguei que Deus queria ouvir algo de diferente, não as mesmas coisas cada domingo”.

Uma vez formado, Grodi começou a trabalhar como engenheiro e como apóstolo da juventude. Escolheu o congregacionalismo. “Cada igreja congregacional é autônoma e pode decidir a respeito do que ela quer fazer. Ela pode redigir seu próprio Credo. É supreendente o que algumas igrejas congregacionais, de fato, crêem”.

Em 1978,… Grodi entrou para o Gordon-Conwell Theological Seminary. Muito lucrou nos anos que ali viveu.

“Eu não rejeito meu fundo evangélico. Ele me levou de volta para Jesus Cristo. Colocou em meu coração o sincero desejo de lhe dar totalmente a minha vida. E creio que foi por causa desta convicção que agora eu sou católico. Mesmo o Seminário Gordon-Conwell, com seu zelo pela Sagrada Escritura e pela verdade (visto que era interdenominacional, evitava as questões controvertidas da Igreja Batista, da Metodista e da Presbiteriana), proporcionou a muitos de nós a ocasião de passarmos para a Igreja Católica”.

Grodi voltou para a sua igreja congregacional com entusiasmo e convicção. Era uma igreja da Flórida: “Eu não estava lá nem seis meses quando percebi que havia algo menos bom no congregacionalismo. Mas eu não sabia indicar exatamento o que era”.

Grodi entrou na Igreja Presbiteriana como pastor, mas as dúvidas continuaram. “Como poderia eu estar certo de que nossos pontos de vista presbiterianos estavam corretos em comparação com os de meus irmãos metodistas ou da Assembléia de Deus ou da Igreja de Cristo ou dos anglicanos – ou até dos católicos? Como poderia eu saber que a minha interpretação da Escritura era coerente com aquilo que Jesus Cristo realmente disse?

Eu queria ser fiel. Eu sabia que um dia compareceria diante de Jesus Cristo, meu Senhor, e teria que dar contas das almas das pessoas que dirijo. Eu tinha consciência de que devia ter certeza de que os meus ensinamentos eram verídicos e o meu procedimento era corrreto”.

Grodi não podia ir pedir ajuda à chefia da Igreja Presbiteriana. “Eu tinha rejeitado quase todos os seus pontos de vista. A maioria deles era muito liberal. Deixavam muita coisa ao arbítrio de cada um. Nove sobre dez ofícios que chegavam ao meu escritório provenientes da chefia central, iam parar na cesta de papéis.

Não havia normas. Eu estava reinventando o fio condutor. Não teria sentido admitir que Jesus fundou uma Igreja e deixou tudo ao léu”.

Grodi tentou voltar sua atenção para uma denominação mais conservadora, mas não se sentia à vontade com o que ele chamava o aspecto de escolha pessoal vigente entre as denominações protestantes. Renunciou então às suas funções de pastor e voltou para Case Western Reserve, com a intenção de conseguir o seu PhD em Biologia Molecular e depois associar ciência e religião no cultivo da Bioética. “Eu imaginava que acabaria sendo um professor de Genética ou de Ética em alguma Faculdade”.

Não estava longe de terminar a sua tese doutoral quando numa manhã uma notícia de jornal lhe chamou a atenção: “O teólogo católico Scott Hahn fará uma palestra na paróquia local”.

Teólogo católico Scott Hahn? “Havia oito anos que não nos víamos. Fui então ouvi-lo, escutei a sua gravação e li o livro “Catholicism and Fundamentalism” (Catolicismo e Fundamentalismo) de Karl Keating. Ao cabo de fazer estas três coisas, eu era um pato morto”. Grodi pôs-se a ler os antigos Padres da Igreja e a história da Igreja. Ele tinha consciência de que não podia continuar a ser protestante. “Meu problema é que eu não podia me tornar católico. Havia coisas estranhas em demasia. Imagine que você foi protestante durante quarenta anos e se põe a considerar o Menino Jesus de Praga; este há de parecer muito estranho. Eu crescera com todos esses preconceitos. A Igreja Católica e a Máfia eram, para mim, a mesma coisa. Os católicos bebiam e fumavam”.

Mas verifiquei que, se eu pudesse confiar na autoridade do magistério situado na cátedra de Pedro, tudo mais se assentaria em seu lugar certo. Foi o livro “Development of Christian Doctrine” (O Desenvolvimento da Doutrina Cristã) de Newman que me convenceu disto. E assim eu já era um católico”.

Marcus Grodi foi recebido na Igreja Católica em 1993.

• A respeito do testemunho acima, observou o grande teólogo brasileiro dom Estêvão Bettencourt: “Muito interessante é o raciocínio final de Marcus Grodi. O critério que autentica a Igreja de Cristo ou a Igreja fundada por Cristo, não é a virtude ou o pecado dos seus membros, pois estes são criaturas oscilantes que, hoje virtuosos, amanhã podem vir a ser pecadores. O critério de autenticidade é a presença de Cristo na Igreja ou, mais explicitamente, a assistência prometida por Cristo à sua Igreja confiada a Pedro e seus sucessores (cf. Mt 16,16-19; 28,18-20; Jo 14,26; 16,13-15). Quem crê nesta promessa de Jesus, adere logicamente à Igreja Católica e sabe considerar o comportamento dos fiéis católicos dentro dos moldes da fragilidade humana (também existente entre os protestantes); há entre os católicos certamente belos testemunhos de santidade. O que importa, porém, é Cristo presente e atuante, e não a conduta dos homens fiéis ou infiéis a Cristo”.

Fonte: Ministerio Apologético Católico
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* Princípios para ser plenamente humano.

sábado, junho 26th, 2010

Se alguém tivesse que pedir a um escritório central de seleção de atores em Hollywood para encontrar alguém para representar um guru espiritual em seu apogeu com seu próprio império de mídia, a escolha provavelmente não se pareceria muito ao padre oblato Ron Rolheiser. Baixo, de óculos e decididamente nada extravagante, Rolheiser é mais parecido a um professor do Ensino Médio com um senso de humor irônico do que a uma versão católica de Joel Osteen, Tony Robbins ou Deepak Chopra.

A reportagem é de John L. Allen Jr., publicada no sítio National Catholic Reporter.

No entanto, sem uma postura teatral ou qualquer real autopromoção, Rolheiser, 62 anos, tornou-se um dos escritores e palestrantes mais populares sobre espiritualidade católica no mundo de fala inglesa.

Seu livro “The Holy Longing” já vendeu mais de 200.000 cópias, sua coluna semanal é publicada em mais de 60 jornais em vários países, e Rolheiser é perpetuamente requisitado para dar oficinas, retiros e dias de recolhimento em todo o mundo.

Rolheiser baseia-se em diversas fontes, como a Bíblia, São João da Cruz,John Updike para tecer uma abordagem distintamente católica para a vida do início do século XXI. É um estilo que, obviamente, ressoa com uma ampla amostra representativa dos povos.

“Ele nos lembra do que significa ser plenamente humano e como viver uma vida de reconciliação e de graça”, diz Kerry Robinson, diretora executiva da National Leadership Roundtable for Church Management [organização católica para o fomento de práticas administrativas, financeiras e de recursos humanos na Igreja Católica].

Robinson disse que o que ela apreende da leitura de Rolheiser é “uma fé madura, adulta”.

Rolheiser é como aquele pensador raro que pode atrair tanto aqueles que têm doutorado em teologia sistemática, quanto aqueles que têm 20 e poucos anos, completamente secularizados, que provavelmente pensam que Rahner e von Balthasar são os nomes de bandas techno alemães. Enquanto Rolheiser é frequentemente elogiado pelo seu equilíbrio, ele está preocupado com experiências humanas fundamentais, tais como solidão, o medo e a inquietação, e como os recursos espirituais da tradição católica podem ajudar as mulheres e os homens pós-modernos a enfrentá-las.

Aqui está uma história típica de Rolheiser: Arthur Pingolt, leigo e ex-banqueiro de investimentos que se tornou presidente da Oblate Missionary Partnership, diz que há não muito tempo ele deu uma cópia do livro “Against an Infinite Horizon” de Rolheiser para um amigo bastante antigo nos seus 80 anos, que gostou tanto do presente que comprou uma cópia para o seu pároco. Ao mesmo tempo, Pingolt enviou o livro à sua filha, universitária da altamente secular Arizona State University. Duas semanas depois, ela relatou que chegou a reler alguns trechos durante momentos difíceis para encontrar consolação e sabedoria.

Poucos autores católicos têm esse tipo de atração para todas as idades, dentro do maior espectro possível de perspectivas políticas e teológicas e experiências de vida.

Rolheiser foi entrevistado pelo NCR durante o Congresso de Ensino Religioso em Anaheim, encontro anual promovido pela arquidiocese de Los Angeles. Todos os anos, suas sessões são um ímã para imensas multidões. Este ano, os tópicos de Rolheiser foram habitualmente atraentes: “A filantropia do coração” e “Viver em superabundância”.

Os prados canadenses

Rolheiser nasceu nas pradarias de da zona rural de Saskatchewan, no Canadá central, em uma família de imigrantes alemães muito católica de classe média. A fé se difundiu por todo o clã Rolheiser. Um de seus irmãos, Wendelin, agora com 73 anos, também é sacerdote oblato, trabalhando atualmente como missionário entre os povos indígenas do norte do Canadá.

Olhando para trás, Rolheiser diz que o catolicismo da sua juventude, decididamente marcado pelo ethos da Igreja antes do Concílio Vaticano II, era “conservador, mas saudável”.

“Nós íamos à missa nas primeiras sextas-feiras do mês, e eu memorizei todos os três Catecismos Baltimore. Eu ainda sei a maioria deles de cor”, disse Rolheiser. “Eu cresci em um catolicismo conservador que me ancorou e ainda me ancora”.

O jovem Rolheiser foi educado pelas irmãs ursulinas, que, sob um regime único no Canadá rural da época, podiam ensinar em escolas públicas da região. Sua erudição e cultura foram um primeiro chamariz de Rolheiser para a vida religiosa.

“Elas foram de longe as melhores professoras”, disse Rolheiser. “Essas irmãs eram como um farol de luz – elas vinham com mestrado, sabiam literatura e arte, e assim por diante”.

Rolheiser também conheceu os Oblatos de Maria Imaculada. Na época, os oblatos estavam auxiliando sua paróquia local. Entrar na ordem parecia ser uma progressão natural para Rolheiser, mesmo que ele nunca tenha frequentado o seminário menor, porque, naquela época, seus pais já tinham esgotado seus recursos ao enviar seus dois irmãos mais velhos para a escola.

Rolheiser fez seus estudos de graduação em teologia no Newman Theological College, em Edmonton, no Canadá, e na Universidade de San Francisco no início dos anos 70, e continuou com um mestrado e um doutorado na Universidade de Louvain, na Bélgica, no início dos anos 80. Ele passou a maior parte de sua carreira docente em teologia em Edmonton, com uma temporada como superior provincial do Canadá central de 1991 a 1997 e na administração geral em Roma, de 1998 a 2004.

Em 2005, Rolheiser tornou-se presidente da Escola de Teologia dos Oblatos, em San Antonio, um posto que ainda mantém. Para alguém tão devorado pelas ideias como Rolheiser, assumir um exigente cargo administrativo não seria necessariamente a sua primeira escolha, mas ele disse que isso faz parte da vida religiosa.

“Eu não estaria fazendo esse trabalho se não fosse pela nossa própria comunidade”, disse ele. “Eu sou como uma dona-de-casa… Eu gostaria que a minha carreira seguisse por um caminho diferente, mas agora a família precisa de mim”.

Equilibrar as várias demandas que ele enfrenta, disse Rolheiser, requer “uma enorme disciplina em sua vida” – uma disciplina, disse, que ele está consciente de que não pode manter para sempre. No máximo, disse Rolheiser, ele acha que pode ficar mais cinco anos como reitor do seminário, com um ano sabático em algum momento intermediário.

Conectando fios diferentes

Até hoje, Rolheiser publicou sete livros, com um oitavo, sobre a Eucaristia, previsto para ser publicado pela editora Doubleday neste mês. O título de trabalho é “Our One Great Act of Fidelity”, baseado em uma ideia antiga do escritor católico inglês Ronald Knox: os cristãos, ao longo da história, ignoraram grande parte do que Jesus lhes pediu para fazer, como perdoar seus inimigos e dar a outra face. Há realmente apenas um pedido que a Igreja consistentemente tem conseguido honrar, disse Knox: “Fazei isto em memória de mim”.

Rolheiser diz que as ideias para os seus livros vêm de três fontes básicas: a fé de sua juventude, sua ampla leitura e sua própria experiência de vida. Em termos de leitura, Rolheiser disse que o truque é abranger materiais divergentes de forma ampla, para ver quais ligações improváveis eles podem despertar.

“Às vezes, suas melhores ideias vêm ao conectar fios diferentes”, disse.

“Agora, por exemplo, eu estou lendo Charles Taylor sobre o secularismo. Esse é o meu tipo de leitura pesada. Estou lendo Ruth Burrows sobre a oração e estou lendo um romance de Barbara Kingsolver. A questão é que não estou mantendo-os em categorias separadas. Tento colocá-los juntos, para ver o que eles podem dizer uns aos outros”.

Pelo menos em termos comerciais, o livro de maior sucesso de Rolheiser é “The Holy Longing”, publicado pela Doubleday em 1999. Após abri-lo com uma meditação básica sobre o desejo e a inquietação humanos, Rolheiser apresenta alguns “princípios inegociáveis” da espiritualidade cristã, e depois aplica-os a temas centrais, como a Igreja, o mistério pascal, justiça e paz, e sexualidade.

Esses “princípios inegociáveis” são:

  • A oração a moralidade privadas;
  • Justiça Social;
  • Delicadeza de coração e espírito;
  • Comunidade como um elemento constitutivo do verdadeiro louvor.

Rolheiser afirma que uma ênfase excessiva em um ou mais desses quatro princípios irá produzir uma “espiritualidade fraturado”.

Antes de “The Holy Longing”, os títulos anteriores de Rolheiser haviam vendido entre 10.000 a 15.000 cópias, o que não é ruim para um livro do nicho católico, mas dificilmente é o suficiente para despontar nas listas de best-sellers do mercado de massa. “The Holy Longing”, no entanto, se tornou um fenômeno e catapultou Rolheiser para a lista “A” de autores católicos contemporâneos.

Rolheiser credita a Eric Major, que na época era o editor de religião da Doubleday, a ideia básica.

“Nós estávamos tomando uma cerveja em um pub na Inglaterra”, lembrou Rolheiser, “e ele disse: ‘Não escreva um livro acadêmico. Escreva um livro que, como pai, eu possa dar para os meus filhos adultos que não são praticantes, para explicar-lhes como eu entendo o cristianismo e porque eu ainda vou à igreja, e que eu possa ler nos dias em que eu não estou muito seguro’”.

O padre jesuíta James Martin, ele também um escritor reconhecido sobre espiritualidade católica, chamou o capítulo sobre sexualidade em “The Holy Longing” como “a melhor abordagem curta que eu já li sobre o assunto”.

“Eu não sei dizer o número de vezes que eu recomendei esse livro, ou esse capítulo, para as pessoas, ou o número de vezes que eles me agradeceram por ter feito isso”, disse Martin.

Rolheiser disse pensar que o segredo para o sucesso de “The Holy Longing” é que ele oferece um guia básico para o crescente deserto dos recursos espirituais de hoje.

“Vivemos em uma cultura, e uma cultura religiosa, de uma pluralidade riquíssima”, disse. “Somos ricos em tudo, exceto em clareza”.

“Você vai a uma livraria religiosa hoje, e é como ir ao Tower Records [loja de música e filmes], em Londres“, disse. “Você fica sobrecarregado. Você tem milhares de discos, e todos eles tem capas atrativas, por isso você precisa de um guia para saber o que é bom. Essa é a forma que muitas pessoas veem a espiritualidade. Eu sou cristão, eu sou católico romano – o que é essencial?”.

“The Holy Longing”, disse Rolheiser, foi a sua tentativa de apresentar esses princípios.

Três fomes espirituais

Aproveitando o sucesso de “The Holy Longing”, outros livros de Rolheiser começaram a encontrar uma audiência maior, e os convites a falar em eventos em todo o mundo católico começaram a aparecer. Uma década e meia depois, Rolheiser pode já ter falado sobre os princípios da espiritualidade católica para mais pessoas, em uma ampla variedade de situações, do que qualquer outra pessoa do universo católico de fala inglesa.

Dentre outras coisas, essa experiência deu a Rolheiser um discernimento único sobre as fomes espirituais que atualmente permeiam os católicos atentos que tentam dar sentido ao mundo do século XXI.

Ele destaca três temas centrais que parecem estar borbulhando hoje:

  • Um déficit generalizado de interioridade;
  • Individualismo e isolamento;
  • O ritmo assustador da mudança.

Quanto ao primeiro ponto, disse Rolheiser: “Nós temos uma cultura tecnológica e informativamente muito ocupada e pressionada. Você anda por um aeroporto, e todos estão com seus telefones celulares, todo mundo com seu iPod. A tecnologia está tornando-nos as pessoas mais comunicativas e as mais eficientes do que nunca, mas eu acho que isso está impactando severamente em nossa interioridade”.

O problema, segundo ele, é a falta de tempo para cultivar uma vida interior.

“Quando nós pensamos hoje?”, perguntou. “Como disse Thomas Friedman em “O mundo é plano”, algumas pessoas chamam isso de “multitasking” [multitarefa], mas eu chamo isso de estar desatento a mais de uma coisa de cada vez. Muitas vezes hoje, se você perguntar a uma pessoa o que é realmente profundo em sua mente, ela não pensou sobre isso há muito tempo”.

Sobre a questão de um sentimento propagado de isolamento, Rolheiser disse que o individualismo da cultura ocidental é um grande dom, mas também tem seu preço.

“Nós somos o povo mais livre que já andou neste planeta”, disse, “mas o preço que pagamos é que as estruturas de nossa família são fracas, as estruturas de nossa comunidade são fracas, e as nossas estruturas eclesiais estão se tornando fracas”.

“Tudo isso isola as pessoas”, disse Rolheiser, “por isso, há muita de solidão e medo profundos. Quem sou eu, quem me ama, quem se preocupa se eu estou vivo ou morto?”.

Rolheiser disse que, enquanto há uma certa libertação ao se “nomear” essa realidade, a espiritualidade cristã tem que fazer mais do que condenar o hiperindividualismo. Ela também deve oferecer um antídoto.

“É como um alcoólatra”, disse. “Eu sei que eu tenho um problema, mas o que eu faço com ele?”.

Finalmente, disse Rolheiser, cada vez mais pessoas hoje consideram que viver em uma “aldeia global” em constante mudança é mais alarmante do que estimulante.

“Se você não tem raízes profundas, isso pode ser muito assustador”, disse.

“As pessoas se encontram em um mar de infamiliaridade, um mar de novidade, por isso coisas como o Islã ou a imigração ou qualquer coisa começam a parecer realmente assustadoras. Há muito medo declarado em um sentimento inconsciente, e às vezes quase consciente, de ‘aonde tudo isso está indo?”.

“Eu vejo muitas de nossas políticas civis, e muitas políticas da nossa Igreja às vezes, sob essa luz”, afirmou Rolheiser. “Muitas das nossas atitudes às vezes são baseadas no medo, impulsionadas por raiz voltada a encontrar algo em que se agarrar”.

Ficar abaixo da polarização

Rolheiser disse que, enquanto essas forças estão entre as verdadeiras fontes da inquietação de hoje, muitas vezes, em círculos católicos, há uma confusão preliminar que deve ser eliminada.

Em geral, disse Rolheiser, é preciso “ficar abaixo” do atual clima de polarização e lutas internas na Igreja.

Sempre que ele fala a grupos católicos, disse, “essa polarização será direta, independentemente se for falada ou não falada. As tribos estão ali, e elas estão lhe avaliando, estão medindo uns aos outros”.

“O que isso costuma significar é que as questões eclesiais se tornam centrais”, disse Rolheiser. “Elas não são necessariamente as nossas perguntas mais profundas de todas. Elas se referem ao poder, a quem deve ser ordenado, a como o Papa está lidando com a crise dos abusos sexuais, e assim por diante”.

Rolheiser disse que aprendeu a sua abordagem de “ficar abaixo” dessas preocupações superficiais com Henri Nouwen, os escritor espiritual católico holandês.

“Sua premissa era de que o que é mais profundamente pessoal e privado é também o mais universal. Ele daria nome a esse tipo de experiência profundamente privada e guardada, muitas vezes caótica, solitária e até mesmo pecaminosa, e as pessoas diriam, ‘Esse cara acertou. É assim mesmo que eu estou me sentindo”.

Rolheiser disse que ele tenta fazer a mesma coisa – dar nome à experiência humana elementar à espreita das preocupações e reclamações ostensivas de alguém.

“Você tem que dizer: ‘Olhe, você está preocupado com a política, você está preocupado com a sua hipoteca, você está preocupado com quem vai ser ordenado, e você acha que seu pároco é muito liberal ou conservador. Esse não é o seu real problema’”, disse Rolheiser.

“Por baixo disso, eis uma pessoa assustada e solitária, que tem essas qualidades extraordinárias, mas que também está frustrado com elas”, disse. “Todas aquelas outras coisas têm o seu lugar relativo, mas esse não é realmente seu lugar. Vamos falar sobre o que realmente está acontecendo. “

Fazendo isso, disse Rolheiser, boa parte da polarização esquerda/direita desaparece, já que as pessoas fazem conexões no nível de suas preocupações mais profundas – suas “santos anseios”.

A boa notícia, disse Rolheiser, é que a tradição espiritual católica contém um conjunto único de recursos para canalizar esses anseios em direções saudáveis.

“Os Padres da Igreja primitiva costumavam dizer isto, e ainda é uma grande frase:” Deus escreveu dois livros. Deus escreveu a Bíblia, e Deus escreveu a natureza. Você deve aprender a como ler ambos os dois’”, disse Rolheiser.

“Uma das razões pelas quais eu sou católico é que eu acho que nós temos a tradição intelectual mais rica”, afirmou. “Temos 1.700, 1.800 anos de trabalho sobre esse segundo livro”.

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* Testemunho de menina católica ante o câncer gera conversões ao catolicismo nos EUA.

terça-feira, junho 22nd, 2010

Gloria Strauss A breve  vida de uma menina devota católica em Seattle, Washington, permitiu o retorno à  Igreja de muitos católicos e a conversão pelo menos dez americanos. O testemunho de fé que deu ao lutar contra um doloroso câncer deu numerosos frutos e inclusive permitiu a fundação de uma organização dedicada a apoiar a famílias com membros doentes.

Glorifica Strauss nasceu em 1996, tinha seis irmãos e levou uma vida completamente normal até cumprir os 7 anos de idade. Era amável, alegre, carinhosa e muito piedosa. Gostava de muito da oração do terço.

Em uma entrevista à CatholicNewsAgency.com, seu pai Doug Strauss, recordou que no ano 2003 Glória recebeu um acidental golpe de bola no rosto e quando a lesão desapareceu ficou um vulto suspeito.

Os médicos lhe diagnosticaram um câncer avançado conhecido como neuroblastoma e lhe deram entre três meses e três anos de vida. Glória foi submetida a uma cirurgia e recebeu tratamentos de quimioterapia.

Um colunista do Seattle Times se interessou pela história da familia e seu primeiro artigo atraiu a muitos leitores. O caso chegou aos meios de todo o país, unindo milhares de pessoas em uma grande cadeia de oração.

Quando a saúde de Glória piorou no ano 2007, a família começou a receber a dezenas de pessoas em sua casa para rezar o Terço e entoar canções religiosas com a menina. Quando aumentou a afluência de pessoas, cinco membros da comunidade abriram seus lares para continuar com as orações.

Glória foi submetida a novas sessões de quimioterapia e inclusive tentaram um transplante de células mãe extraídas de sua própria medula. Ante a dor de sua filha alguns questionaram o seu pai sobre a “qualidade de vida” que levava a menor.

Doug Strauss estava confundido e decidiu perguntar a Glória se ela tinha “qualidade de vida”. A menina lhe respondeu: “Sim papai!” e emocionada acrescentou que muitas pessoas estavam começando a rezar por causa da sua enfermidade.

“Ela ensinou a todos a maneira de levar uma cruz. Deu-nos como presente seu próprio compromisso em uma relação constante com Deus através da oração. Ela sempre disse, ‘sim’”, recorda Doug.

O testemunho de Glória atraiu a pessoas de todas as religiões. “Todo mundo sabia que somos católicos –não tivemos que professar nossa fé– e queríamos orações de todos”, assinalou.

O câncer seguiu avançando e a pequena Glória faleceu em 21 de setembro de 2007. Tinha onze anos.

Mais de três mil pessoas assistiram a seu funeral, a família começou a receber histórias de como o testemunho de sua filha tinha mudado vidas e tem conhecimento de pelo menos dez pessoas que se converteram ao catolicismo por conhecer a história de Glória. Uma família de luteranos que compartilhou um acampamento com a família Strauss decidiu converter-se ao catolicismo antes da morte da menina. Glória soube desta conversão e manifestou sua alegria.

Com a ajuda de um empresário local, a família Strauss iniciou uma organização em memória de sua filha. Chama-se Glória’s angels e se dedica a assistir a famílias que têm algum membro com uma enfermidade grave.

ACI

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* Copa do Mundo: jogadores cristãos testemunham sua fé ao mundo.

quinta-feira, junho 17th, 2010

Seu talento os levou ao ponto mais alto da competição: disputar um Mundial.

Vivem o sonho que muitos gostariam de realizar e agradecem por isso a Deus. Os brasileiros Kaká e Lúcio, o meio-de-campo paraguaio Jonathan Santana, ou Vincent Enyeama, o goleiro nigeriano que amargou a estreia de Messi, falam de sua fé sem rodeios. Embora a Fifa não os deixe manifestar isso no campo de jogo, seu testemunho sai à luz.

No caso de Jonathan Santana, sua história vai além do triunfo esportivo. “Deus me salvou, fez um milagre”, assegura o meio-de-campo, que, em 2002, esteve em estado crítico após ser atingido por tiros na Argentina. Oito anos depois, faz parte do plantel paraguaio que participa da Copa doMundo da África do Sul.

Seu companheiro Cabañas passou por algo parecido. E, como o atacante, Santana continuou vivo para contá-lo, voltar a jogar futebol e estrear diante da Itália no Mundial. E tudo graças a uma intervenção divina, à ajuda de Deus. “Ele me salvou”, assegura, orgulhando-se de uma fé que impregna todas as facetas de sua vida.

Escapou da morte… graças a Deus

Nascido em Buenos Aires há 28 anos, Santana começou sua relação com a bola aos oito anos, bo clube General Paz do bairro portenho de Mataderos. Formou-se nas categorias inferiores do San Telmo, passou para o Almagro e, em 2001, aos 19 anos, estreou na Primera Divisão argentina.

A vida sorria para ele, embora tudo estivesse a ponto de ruir no dia 03 de fevereiro de 2002. Naquele dia, Santana se dirigia para Ezeiza, para um treinamento de sua equipe, na autopista 25 de Mayo em um Renault Megane que seu padrasto dirigia, quando, na altura de Villa Solati, um Twingo se colocou ao seu lado e dois desconhecidos atiraram três vezes com uma arma calibre 22. O jogador recebeu dois tiros, um no ombro e outro no pescoço, razão pela qual teve que ser internado em um hospital em estado crítico. Ali, foi submetido a uma traqueotomia de urgência e a uma intervenção cirúrgica que acabaram salvando sua vida.

Sua evolução foi satisfatória e, de forma incrível, seis meses depois, Santa voltou a vestir a camisa do San Lorenzo de Almagro. Posteriormente, passou para o River Plate e atualmente defende o Wolfsburg, uma carreira notável, que, depois de obter a nacionalidade paraguaia em 2007, permitiu-lhe alcançar a condição de mundialista.

O meio-de-campo lembra, porém, aquele episodio trágico que esteve a ponto de acabar com a sua vida e não duvida em reconhecer, devido à sua profunda religiosidade, que a intervenção divina foi fundamental para a sua salvação. “Eu já tinha aceito Cristo em meu coração muito antes daquele episódio, embora admito que me serviu para afirmar minhas crenças e poder superar esse mal momento. Sou muito crente. Entendo perfeitamente que, para aquele que não conhece Deus, essa frase é chocante, mas eu vivi muitas coisas nas quais ele me mostrou que é fiel. Eu sou cristão, mas é uma forma de vida, e sei que Deus teve muito a ver para que eu salvasse naquele dia. Depois daquele capítulo da minha vida, conheci Deus muito mais. Me dei conta de que não é só em ler a Bíblia, mas sim em tê-lo como amigo”, relata.

Sua fé é conhecida na América do Sul há muitos anos. Durante sua temporada no River Plate, Santana liderou junto com Radamel Falcao, atual atacante do Oporto, um grupo que alguns batizaram como “O grupo de Deus” e no qual vários jogadores se reuniam em uma igreja para orar, ler a Bíblia e relatar suas experiências pessoais. O paraguaio reconhece que, cada vez que vai jogar, pede a Deus que o proteja, mas admite saber “que ele não sente predileção por nenhuma camiseta de futebol, por isso eu aplico a oração mais em minha vida pessoal”.

Nove anos depois de ver a morte de perto, Santana continua tendo clareza de que foi a intervenção divina que permitiu que ele hoje estreie em um mundial. “É pelo seu amor que eu vivo e quero viver. E esse amor é para todo mundo, não há exceção. Por isso, é preciso tomar uma decisão na vida e às vezes humilhar-se diante de Deus. Ele sempre vai estar nos esperando com os braços abertos”.

Enyeama, a “mão de Deus”

O goleiro nigeriano Vincent Enyeama não pôde desfrutar plenamente o seu primeiro jogo do Mundial. Apesar de ter sido considerado o melhor jogador durante os 90 minutos, sua equipe perdeu para a poderosa seleção argentina. No entanto, se alguém evitou uma goleada foi Enyeama, que evitou o gol de Messi, Higuaín ou Tévez em várias ocasiões.

“Meu segredo é Deus”, afirmou o goleiro. “Acredito muito em Deus, e ele fez a diferença. Deus é meu segredo. Ele me tranquiliza”, afirmou. Enyeama evitou três chutes com destino certo ao gol de Messi e dois de Higuaín. Fez lançamentos que buscavam cantos distantes e também ganhou uma disputa no “mano a mano”.

O goleiro, que joga no Hapoel israelense desde 2007 e joga na seleção desde 2002, disse que defendeu muitos chutes de Messi porque viu “várias partidas da liga espanhola, mas principalmente pela graça de Deus”.

Franco, seleção do México

Como uma benção de Deus, assim qualificou o atacante da seleção mexicana Guillermo Franco, o fato de poder jogar na abertura da Copa do Mundo da África do Sul de 2010.

“É uma benção de Deus. Nem todo o mundo tem a possibilidade de abrir um Mundial. Somos conscientes dos milhões que presenciaram o jogo. Além dos grandes nomes e das personalidades, para nós é uma benção de Deus o fato de termos sido os escolhidos para poder abrir uma Copa do Mundo”, mencionou o atacante.

Essa é a segunda Copa Mundial da Fifa para o atacante do West Ham United, após sua participação com o Tricolor na Alemanha em 2006. Franco é reconhecido como um cristão comprometido. Durante a celebração do campeonato da seleção mexicana na Copa de Ouro de 2009, Guille Franco mostrava com convicção uma camiseta com a frase “I Love Jesus”, “Eu amo Jesus”.

“The Prize” em todo o mundo

O documentário “The Prize” é uma história de 30 minutos sobre seis jogadores de futebol que esperam disputar a Copa do Mundo com o desejo de ganhá-la. As histórias de Lúcio e Kaká encontram-se entre elas. O documentário narra como esses jogadores descobriram que o verdadeiro prêmio não se encontra em uma bola ou em um jogo, mas sim em uma vida nova que só pode ser obtida na relação com Jesus Cristo.

O documentário já está sendo exibido em vários países, além de ter sido distribuído em clubes, colégios e outras entidades esportivas. Os DVDs do documentário foram traduzidos para 49 idiomas.

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* Ex-líder Muçulmano mostra o fracasso do islã na Inglaterra.

sexta-feira, junho 11th, 2010


Este líder muçulmano era encarregado de converter ingleses à fé maometana. Ele foi treinado para isso em vários países árabes, é muito bem informado e sabe perfeitamente a realidade sobre as taxas de conversão ao islã e o fracasso do islã na Inglaterra.

Nós estamos falando em Londres, com um novo ortodoxo cristão que hoje foi batizado com o nome de Daniel.

Daniel não é um nome muçulmano, longe disso [na verdade, ele existe como um nome muçulmano, mas é muito raro]. Embora as informações sobre sua conversão, inevitavelmente, circulem entre os muçulmanos de Londres, por razões de segurança nós deliberadamente não daremos detalhes sobre esse assunto porque existem muitos casos de ameaças e violência, e às vezes até mesmo assassinatos perpetrados por fanáticos. Dito isto, a experiência de Daniel é muito preciosa para os ortodoxos.

Fr. Nicholas Savtchenko, reitor interino da Igreja da Dormição (Ortodoxa) em Londres, fala com ele.

***

P: Daniel, por favor, diga-nos sobre si mesmo.

Daniel: Por muitos anos eu era um muçulmano zeloso, como era minha esposa e filhos. Eu nasci no Reino Unido, mas durante a minha vida eu tenho viajado muito aos países muçulmanos. Eu conhecia tanto a cultura britânica como a muçulmana. Eu vivi na Arábia Saudita, onde estudei teologia e contribuí para a missão entre os muçulmanos trabalhadores estrangeiros. Eu também passei um tempo no Afeganistão sob o regime do Talibã, no Paquistão, e na parte paquistanesa da Caxemira. Eu também passei um tempo na Bósnia.

Nos últimos anos, tenho vivido com minha família em Londres, onde, há algum tempo atrás, eu me tornei o representante muçulmano em uma conhecida organização interreligiosa dedicada à paz. Nos últimos dois anos, eu era um conselheiro sobre o Islã ao Arcebispo de Canterbury. Dois dias atrás, liguei para ele para dizer-lhe que eu estava entrando na Igreja Ortodoxa Russa.

P: Qual foi sua atitude?

Daniel: Ah … O Arcebispo de Canterbury estava muito feliz. Certa vez, ele me disse que, recentemente, dois de seus funcionários no departamento pessoal da Igreja Anglicana foram recebidos nas igrejas ortodoxas: ele respeita as suas escolhas e eles vão continuar o seu trabalho na administração da Igreja Anglicana.

P: O que o levou a Cristo?

Daniel: A primeira vez que eu tive o desejo de estudar o Novo Testamento em detalhe foi quando eu estava em frente à Caaba, em Meca – eu morei por um tempo em Meca.

Literatura cristã é estritamente proibida na Arábia Saudita e muitos sites são bloqueados mesmo, mas com o desenvolvimento das comunicações modernas, não é difícil para aqueles que estão procurando encontrar a Palavra de Deus. Depois de um tempo, eu tentei convencer um americano que estava trabalhando na capital saudita para se converter ao Islão. Quando falei com ele, ele respondeu com muita coragem e convicção. Fiquei surpreso com sua coragem, porque, na Arábia Saudita, um homem que prega o cristianismo pode ser morto facilmente. As conversas com os cristãos na Arábia Saudita foram muito importantes para mim. Como alguém associado com a Missão Islâmica na Arábia, eu encontrei muitos estrangeiros. Eu sempre observei que, na maioria dos casos, as pessoas se convertiam ao Islão não porque era a sua livre escolha, mas para continuar a trabalhar na Arábia Saudita e para obter uma liberação do impostos incidentes sobre os não-muçulmanos. O fato é que os salários dos não-muçulmanos são inferiores aos dos muçulmanos por causa da necessidade de pagar um imposto especial, instituído por Maomé (o imposto Jizya, prática medieval, discrimininatória, racista e atrasada ainda continua nos países muçulmanos colocando os cidadãos não muçulmanos em situação inferior aos muçulmanos). Os salários dos cristãos na Arábia Saudita são bastante baixos, e alguns se convertem ao Islão para ganhar mais dinheiro. A maioria dos filipinos que voltam para casa imediatamente renunciam ao Islão. Comecei a explorar ainda mais o cristianismo e, pouco a pouco, senti sua superioridade sobre o Islã.

Eu primeiro conscientemente encontrei a ortodoxia em Sarajevo, capital da Bósnia. Infelizmente, os sacerdotes em Sarajevo não falavam Inglês e eu não conseguia expressar o que eu realmente queria. Depois de esperar por um grupo de imams passar, fui para a Igreja Sérvia e senti o olhar espantado do padre sérvio quando eu fiz o sinal da cruz na forma ortodoxa e eu fiz uma prostração no chão. Então eu sabia que a ortodoxia era, de todas as confissões cristãs, a mais próxima de mim. Estudei Cristianismo Ortodoxo ainda mais, lendo livros e assistindo filmes. Eu também gostei do filme Ostrov (A Ilha). Lentamente, eu decidi pedir para o batismo na Igreja Ortodoxa Russa.

P: Nós ouvimos relatos de crescimento da propagação das missões cristãs em países muçulmanos. É considerável nestes países?

Daniel: Eu concordo que há muitos cristãos secretos na Arábia Saudita. Várias vezes eu me encontrei pessoas que provavelmente eram cristãos secretos. Precisamos entender que, na Arábia Saudita e nos outros países, talvez a maioria dos muçulmanos vão à mesquita não porque a sua fé os encoraja a isso, mas porque eles são obrigados a fazê-lo sob a pressão das leis e costumes. Visitar a mesquita torna-se um fardo. Os muçulmanos de hoje são bem menos religiosos do que as pessoas no mundo cristão acreditam. Nos países muçulmanos, há muitas mesquitas e eles fazem orações cinco vezes por dia lá, mas além de sexta-feira ninguém vai à mesquita. Fora da sexta-feira, em qualquer mesquita no momento da oração, você não verá mais do que cinco homens, apesar de existirem muitas casas habitadas por muçulmanos em torno dela. A maioria dos muçulmanos não vão à mesquita nem na sexta-feira. Alguns começam a ir durante o Ramadão, mas depois  do jejum eles desaparecem até o próximo ano. Na mesquita, uma vez por semana durante o Ramadão, há talvez uma centena de pessoas, apesar de que poderia haver milhares, e após o Ramadão não haverá mais de cinco pessoas. Nos países muçulmanos, muitas pessoas procuram pela verdade e é por isso que a missão cristã vai crescer.

A maioria promove o cristianismo entre amigos, e recentemente tem havido as redes de televisão e muitos mais sites da Internet dedicados à missão entre os muçulmanos. Em geral, muitos muçulmanos se distanciam do Islão e isso é especialmente visível em países ocidentais. Na Grã-Bretanha, muitos muçulmanos se converteram ao cristianismo.

Na Igreja Anglicana, os muçulmanos que adotaram o cristianismo são estimados em cem mil pessoas. Muitos deles são paquistaneses. Eles têm as suas próprias igrejas cristãs e são obrigados a se esconder por causa do perigo de represálias dos (outros) muçulmanos. Há também convertidos árabes e bengalis ao cristianismo. Muitos se convertem por causa dos casamentos mistos.

P: Recentemente na imprensa tem havido relatos sobre o forte crescimento do Islã nos países ocidentais e têm mesmo a afirmar que o número de fiéis muçulmanos em breve ultrapassará o número de fiéis nas igrejas cristãs. Parece estranho que a imprensa tenha mencionado o número de muçulmanos, dos fiéis nas mesquitas, muitas vezes maior do que a capacidade das mesquitas! Mas isso não é mencionado na imprensa. Qual é a verdade?

Daniel: A presença de mesquitas no Reino Unido é muito fraca. A maioria dos muçulmanos nunca vai a uma mesquita. Os jovens efetivamente deixaram o Islão, embora muitos digam que ainda são muçulmanos. Nas mesquitas eles não encontram uma linguagem comum com os imams do Paquistão ou Bangladesh. Os jovens mal podem falar Urdu ou Bengali, mas somente o inglês. Muitos estão envergonhados do Islão por causa do terrorismo.

Nosso Conselho Interreligioso (muçulmano) investigou o comparecimento à mesquita e sabemos que a figura é real e é especialmente preocupante para o Islão, mas é para a vantagem de determinadas pessoas apresentar o Islão como uma força imensa.

Se alguém tomar a lista de mesquitas em publicações muçulmanas, por exemplo, em West London, veremos que há vinte mesquitas e muito espaço livre em cada uma dessas mesquitas, embora o número de pessoas de origem muçulmana em Londres é tal que precisaria de ainda mais mesquitas se a maioria fosse. Em uma grande mesquita em Londres pode haver três centenas de pessoas para as orações da sexta-feira. Muitas mesquitas são apenas pequenas salas que são usadas apenas na sexta-feira. Em geral, os crentes são muito raros em mesquitas e a maioria são crianças que trazem os seus pais. Quando eles crescem, desaparecem. O cristianismo oferece uma escolha livre e, portanto, é muito melhor adaptado à vida em um clima de tolerância, e o Islão é incapaz de passar este teste.

P: A mídia fala sobre a adoção do Islão por muitos britânicos. Muçulmanos fazem uma imagem quase triunfal do Islão no Ocidente. No entanto, o número real de britânicos na população muçulmana é muito pequeno, apenas cerca de 1200 pessoas. Como você entende essa contradição?

Daniel: Não é uma questão simples. Eu era uma parte da missão islâmica para os britânicos, e posso dizer que o número de convertidos é mínimo. Nas orações de sexta-feira no centro de Londres, o número de britânicos muçulmanos na mesquita é talvez um por cento. Fora de Londres, eles nem sequer chegam a esse número. Todos os muçulmanos sabem o número real dos convertidos ao Islão. Há aqueles que aceitam o Islão por causa do casamento com os muçulmanos. Estes britânicos nunca irão às mesquitas e sua aceitação do Islão é uma formalidade. Muitas vezes, eles permanecem cristãos na prática. A maioria dos que aceitam o Islão por causa do casamento são mulheres. Além disso, muitos descendentes de imigrantes muçulmanos na Grã-Bretanha se consideram britânicos, mas não podiam ser considerados “muçulmanos britânicos” no sentido pleno. Eu falei com um monte de mulheres que se divorciaram de seus maridos muçulmanos, e posso dizer da memória que em Londres há talvez 25 mulheres que permaneceram muçulmanas depois de se divorciar do marido muçulmano. Mas, como regra geral, casamentos mistos levam a um distanciamento do Islão.

A missão islâmica no Ocidente não foi bem sucedida. Em Londres, existe uma organização de missionários dedicados à pregação do Islão. Eles são, na sua maioria, jovens. Entretanto, eles percebem a sua missão entre os imigrantes muçulmanos, porque é muito mais eficaz, e os britânicos não se convertem ao Islão. Quando alguns muçulmanos dizem que o Islão é a religião que mais cresce no mundo, imams de Londres dizem que esse crescimento é principalmente por causa da taxa de fertilidade, mas não há uma verdadeira missão. Não tenho dúvidas de que o cristianismo é muito mais forte em termos de missão.

P: Há muitos muçulmanos que se convertem ao cristianismo na Grã-Bretanha?

Daniel: Por um lado, há muitos. Isto acontece sem qualquer publicidade. Com efeito, de acordo com a maioria das escolas do Islão, um apóstata do Islã deve ser executado, mesmo que os imams das principais mesquitas de Londres (mintam) dizendo que eles não podem ser executados por apostasia do Islão.

No entanto, por outro lado, podemos dizer que há muito poucos, já que muitos muçulmanos simplesmente abandonam sua fé e tornam-se incrédulos. A descrença é uma doença comum a todos. Certos muçulmanos tentam apresentar o ateísmo e a ausência de religião como características da civilização cristã, mas os próprios muçulmanos, ainda mais do que os cristãos, perdem a fé (muçulmana) no mundo ocidental. No entanto, há o bom exemplo da Rússia e outros países ortodoxos onde a Igreja está crescendo, mesmo com liberdade de escolha. Espero um dia ir à Rússia, mas, enquanto isso, eu preciso reconstruir a minha vida como um cristão ortodoxo.

Fonte: AOI  – American Orthodox Institute

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* Testemunho: do comunismo ao catolicismo, depois ao sacerdócio ministerial.

quinta-feira, junho 10th, 2010
Entrevista com o Pe. Yurko Kolasa, da Ucrânia

Educado na União Soviética comunista, Yurko Kolasa não sabia nada da fé católica até o início de sua adolescência. Quando a Igreja greco-católica passou de um ambiente clandestino a ser uma prática aberta e uma religião respeitada na Ucrânia, o mundo se abriu para esse futuro sacerdote.

Atualmente, o Pe. Kolasa é o prefeito do programa de formação para sacerdotes, seminaristas e religiosos no Instituto Teológico Internacional de Viena. Também é um sacerdote casado da Igreja greco-católica de rito oriental e pai de quatro filhos.

Ele fala do programa de preparação para o Matrimônio que foi desenvolvido e como ele influenciou de maneira positiva na taxa de êxito matrimonial na Ucrânia.

Rapidamente está se convertendo no protótipo do programa de preparação matrimonial em várias dioceses do Leste Europeu.

- O senhor afirma que aceitou as ideias do comunismo até os 15 anos.  O que lhe fez se afastar desta ideologia e ir para a fé católica?

Pe. Kolasa: A maioria dos meus familiares era muito ativa no partido comunista. Como criança, eu não sabia nada sobre a perseguição à Igreja greco-católica na União Soviética.

Foi em 1989, quando a igreja grega foi legalizada, que comecei a ter conhecimento dos milhares de mártires dessa igreja greco-católica: bispo, clero, monges e leigos.

Foi a autenticidade de sua fé que mudou radicalmente minha vida. Estava impressionado pelo fato de que tanta gente resistia a se comprometer com o regime opressor desse momento e a superar os maiores desafios morais do século XX: a supressão da liberdade dada por Deus e a dignidade humana pelo totalitarismo ideológico.

Eles deram o testemunho mais forte de sua fé: seu sangue.

- Apesar dos esforços do governo para acabar com o cristianismo, a fé das pessoas prevaleceu. Você poderia descrever como as pessoas continuaram praticando, ou ao menos mantendo, sua fé nessas condições?

Pe. Kolasa: No final de 1947, homens e mulheres religiosos, fiéis leigos e centenas de sacerdotes que se recusaram a “se converter” à ortodoxia, muitas vezes com seus cônjuges e filhos, foram presos e enviados para campos de trabalho, onde enfrentaram dificuldades terríveis.

As paróquias nas que o pastor havia sido preso se contiveram na coluna vertebral do underground.

Os fiéis cantavam fora das igrejas fechadas ou celebravam o culto em igrejas não registradas pelo regime. Os sacerdotes que tinham evitado ser presos tentavam fazer suas visitas pastorais a essas comunidades clandestinas. As freiras mantinham contato entre os sacerdotes e os leigos, impulsionando serviços religiosos secretos e catequizando as crianças.

Com a morte de Stalin, em março de 1953, muitos sacerdotes que sobreviveram aos campos receberam autorização para voltar para casa, onde retomaram suas atividades pastorais.

Os sacerdotes celebravam os sacramentos em bosques ou em lugares reservados, à tarde, à noite ou logo de manhã, além de seus trabalhos legais. Algumas vezes eram capturados e condenados novamente.

Até sair da clandestinidade em 1989, a igreja ucraniana greco-católica era a maior igreja ilegal do mundo. Também era a rede mais extensa de oposição civil entre a União Soviética.

Apesar da implacável perseguição, a vida da Igreja continuou, por meio de um elaborado sistema de seminários, mosteiros, ministros, paróquias e grupos juvenis clandestinos, até que foi legalizada em 1º de dezembro de 1989.

- O senhor é sacerdote greco-católico, está casado e tem quatro filhos. Para os que não estão familiarizados com a tradição do clero casado nos ritos católicos ou orientais, poderia explicar-nos como se produziu esta diferença na tradição?

Pe. Kolasa: A tradição do clero casado vem dos tempos apostólicos. Nos primeiros anos da Igreja, alguns homens casados foram inclusive consagrados bispos. A igreja oriental sempre seguiu a possibilidade de que os homens casados fossem ordenados ao sacerdócio.

Leve em consideração que nenhum sacerdote solteiro na igreja nunca se casou; só houve exemplos de homens casados que depois foram ordenados. A igreja ocidental decidiu ordenar somente homens que não estão casados, exceto para alguns protestantes que entraram na igreja nos últimos anos.

Eu sempre tive um grande respeito e uma alta estima pelos sacerdotes não casados e sempre tento incentivá-los a valorizar e proteger o dom que receberam.

São Paulo, em 1 Coríntios 7,7, diz: “Aliás, gostaria que todos fossem como eu. Mas cada um recebe de Deus um dom particular, um este, outro aquele”.

- O senhor foi ordenado em 2001. Próximo do seu 10º aniversário como sacerdote, poderia compartilhar conosco algumas reflexões sobre sua vocação e sobre como sua vida mudou desde sua ordenação?

Pe. Kolasa: Uma das experiências mais fortes de ser sacerdote é ser testemunha direto do grande poder dos santos sacramentos e saber que, tão indigno como sou, Deus está me usando como canal de seu infinito amor.

Nunca esquecerei esse momento da minha vida em que, após um dia longo e exaustivo de cumprir diferentes tarefas na paróquia, me chamaram para dar a Unção dos Enfermos a um homem muito doente.

Quando cheguei, o pobre homem estava com uma terrível dor. Todo seu corpo estava preso a uma forte convulsão. Tentei me comunicar com ele, mas não respondia. Não sei se chegou a me escutar ou a me ver. Comecei a rezar as orações do rito da Unção dos Enfermos.

Nesse período, as convulsões somente aumentaram. No momento em que acabei com a palavra “Amém”, seu corpo de repente descansou. Seus olhos estavam fechados. Contudo, ele respirava.

Eu disse para sua irmã que ficasse junto de mim, para rezarmos juntos e darmos graças a Deus por sua misericórdia. Quando começamos a recitar o Pai Nosso, o homem abriu os olhos suavemente; olhou sua irmã e a mim e sorriu de uma forma feliz e pacífica. Então fechou os olhos e respirou pela última vez.

Nesse momento, eu não podia parar de dar graças a Deus por salvar sua alma e pelo presente do sacerdócio.

- O senhor desenvolveu um programa de preparação para o Matrimônio que foi bem recebido na Ucrânia. Poderia nos falar do programa e do que acredita ter sido a chave de seu êxito?

Pe. Kolasa: Nossa experiência na Ucrânia mostrou que os jovens de hoje estão muito carentes de verdade. Somente quando encontram a verdade, suas vidas começam a mudar.

Outro aspecto importante é o desenvolvimento do cuidado pastoral das famílias cristãs jovens. Todo programa de preparação para o Matrimônio deve ser visto em relação com o cuidado pastoral das famílias jovens. Pode-se dizer que a qualidade da preparação ao matrimônio depende da continuidade.

Assim, só alguns meses depois de minha graduação no Instituto Teológico Internacional (2001), Sua Eminência, o cardeal Huzar, me pediu para que eu ficasse encarregado da Comissão Arquidiocesana de Matrimônio e Família em Lviv.

Em três rápidos anos, a comissão criou 13 centros de preparação para o Matrimônio, publicou um manual de preparação para o Matrimônio e preparou mais de três mil casais para o casamento. A cada ano, mais de 1.500 casais participam deste programa. Também foi usado como modelo para outras dioceses da Igreja ucraniana greco-católica.

É interessante destacar que as questões pró-vida e matrimoniais deram uma oportunidade para encontrar um ponto de união com a Igreja Ortodoxa. Alguns sacerdotes ortodoxos também recomendam o uso do manual greco-católico de preparação para o Matrimônio em suas paróquias.

Este trabalho da Igreja afetou também as estatísticas estatais, com um resultado destacável. Em 2000, a taxa de divórcio na região de Lviv era de 54%. Desde o momento em que a Igreja começou a implementar o programa de preparação para o Matrimônio, a situação melhorou. Na Ucrânia, os casais jovens são os mais propensos a se divorciarem, mas nos últimos quatro anos, a taxa de divórcio na região de Lviv caiu para 40%. Nas regiões Leste e Sul da Ucrânia, onde o programa não foi implementado, a taxa de divórcio estava em 80%. Também desde 2004 até o presente momento, a cidade de Lviv tem a maior taxa de natalidade.

Em 2006, o programa foi dado a conhecer aos oficiais do Estado, como uma via para superar a crise familiar na Ucrânia. Em janeiro de 2007, uma equipe de leigos começou um programa piloto para o Estado em Kiev, capital da Ucrânia, em um dos escritórios estatais para o registro matrimonial. O programa desenvolvido pelo Estado é diferente do programa utilizado na Igreja, mas também tem o objetivo de proclamar a verdade sobre a pessoa humana, o amor genuíno de Deus.

Em janeiro de 2008, após examinar o programa governamental durante um ano e entrevistar jovens casais que participaram da preparação matrimonial, os oficiais do Estado decidiram que o programa deveria continuar e ser implantado em toda cidade de Kiev. Agora, há 7 centros de preparação matrimonial na capital da Ucrânia, que preparam casais que se casam fora da igreja. Conforme for, poderia ser aprovado para todo o país.

Também criamos uma rede para ajudar os casais durante os primeiros anos de seu matrimônio e por meio de sua vida matrimonial conjunta. Percebemos que a preparação para o casamento deve sempre ser acompanhada do cuidado pastoral das famílias.

Cerca de 300 casais que passaram pelo programa são agora também voluntários ativos e ajudam outros casais a prepararem seu casamento. Isso melhorou consideravelmente a situação das famílias em nossa diocese.

A igreja greco-católica romana está usando agora o curso como base de seu programa de preparação para o Matrimônio.

No ano passado, o bispo austríaco encarregado do matrimônio e da família, Dom Kaus Küng, me pediu para ajudar a estabelecer um programa similar para a Áustria. Este programa está se estendendo agora pelas paróquias da Áustria.

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