Posts Tagged ‘Universidade’

* PUC Minas é reconhecida pelo Vaticano como maior universidade católica do mundo.

sábado, agosto 21st, 2010


A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) acaba de receber do Vaticano o título de maior universidade católica do mundo, considerando o total de alunos. A informação é da própria universidade.

De acordo com a PUC e a arquidiocese de BH, o título foi concedido pela Congregação para a Educação Católica e foi entregue durante uma recente visita do arcebispo de Belo Horizonte e grão-chanceler da universidade, Dom Walmor Oliveira, e do bispo auxiliar da capital e reitor da PUC Minas, Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, ao Vaticano.

A  instituição já ostenta o “selo” vaticano.

Estrutura

A PUC Minas tem mais de 63 mil estudantes e um corpo administrativo e docente formado por quatro mil pessoas. A universidade oferece 101 cursos, 200 cursos de pós-graduação lato sensu; e 27 cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado).

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* Só as universidades católicas que conservam sua identidade têm futuro, diz autoridade vaticana.

quinta-feira, agosto 19th, 2010
Cardeal Zenon Grocholewski, Prefeito da Congregação para a Educação Católica

No contexto do 20° aniversário da exortação apostólica Ex-Corde Ecclesiae sobre as universidades católicas, o Prefeito da Congregação para a Educação Católica, Cardeal Zenon Grocholewski, assinalou que só “a universidade católica que conserve sua identidade terá um futuro e contribuirá com o bem da sociedade”. Se a identidade católica se perde na universidade, esta se converterá em uma casa de estudos como qualquer outra.

Em entrevista concedida à agência ACI Prensa, que encabeça o grupo ACI do qual ACI Digital faz parte, para falar sobre este “documento estupendo que proporciona o espírito à universidade católica” e que regula estes centros de estudos em todo mundo, o Cardeal se referiu às duas importantes razões que levaram João  paulo IIa escrevê-la e apresentá-la em 15 de agosto de 1990: A primeira, disse, era a importância que dava à universidade católica à qual o Papa peregrino dedica um parágrafo especial ao final do texto sobre o testemunho católico.

A segunda, comentou, era que João Paulo II considerava necessário gerar uma legislação que estabelecesse a missão das universidades católicas, assim como o contorno jurídico para sua criação.

Depois de assinalar que desde que a Ex-Corde Ecclesiae saiu à luz, 250 universidades foram criadas em todo o mundo com a determinação de permanecer nesta identidade, o Cardeal recordou que um teólogo que ensina em uma casa de estudos católica deve ter as coisas claras.

“Para ser teólogo a pessoa deve acreditar nas Sagradas Escrituras e na Tradição, e deve estar unido ao Magistério da Igreja. É arriscado que uma pessoa queira ser mais importante que este Magistério da Igreja”, precisou.

Logo depois de recordar a exortação apostólica “segue vigente atualmente em todo lugar”, o Cardeal alertou que “se uma universidade católica perde sua identidade, se converte em algo similar a outras universidades, ela se faz então virtualmente menos significativa e isso é um grande desafio, ou um grande problema”.

Ao comentar que ele recebeu distintas queixas e reclamações de pessoas que estudam em universidades católicas por receber conteúdos e ensinamentos que não estão de acordo com os ensinamentos da Igreja qualificando este tipo de centros de estudos de “hipócritas e mentirosos”, o Cardeal vaticano indicou que elas “têm razão e o mesmo se aplica para as escolas católicas”.

“A Ex-Corde Ecclesiae não exige uma ‘grande reforma’, o documento é atual, é uma aproximação muito realista e em si mesmo tem um grande dinamismo para fazer da universidade católica algo muito importante hoje em dia… quando se vive um relativismo cultural e moral que gera muito dano”, disse.

“O que se necessita no contexto moderno de permissivismo e relativismo é que a universidade católica defenda a verdade, a verdade objetiva”, acrescentou.

Seguidamente explicou que as universidades católicas não se devem comparar umas às outras, mas procurar no documento o contexto para seu desenvolvimento porque “ali se ressalta o ideal da universidade católica, e acredito que estudar o texto é muito mais produtivo” que olhar para as “distintas realidades” ou outras universidades para ter uma guia.

Ao ser perguntado sobre a perspectiva do Papa sobre a educação católica atual, o Cardeal Grocholewski disse que ele é “um grande entusiasta da universidade católica. Ele praticamente se alegra quando a universidade católica progride e preserva sua identidade” e destacou que o Pontífice sempre o alenta a “lutar pelo futuro das universidades católicas”.

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* Você sabe o que é o “Focus”?

domingo, agosto 15th, 2010

A Associação de Estudantes Universitários Católicos (FOCUS, pela sua sigla em inglês) é uma realidade em rápido crescimento nos campus universitários dos Estados Unidos.

Atualmente, existem grupos FOCUS nos colégios de 28 estados (incluindo o District of Columbia ou D.C). Num comunicado, a associação dos universitários católicos anunciou que, para o ano letivo 2010-2011, outras 8 universidades entraram na lista, elevando o número total de campus geridos pelo FOCUS a 50.


Segundo a informação difundida pela Agência vaticana Fides, a cada ano, os missionários de FOCUS são enviados em equipes de quatro (ou mais) homens e mulheres nos campi universitários, a convite do bispo local e com o apoio do local Newman Center ou de uma pastoral universitária existente. Desde a sua fundação em 1998, a presença de FOCUS passou de quatro missionários que atendiam um único campus, a mais de 250 deste ano, que vão trabalhar em 50 campus.

“Estamos entusiasmados de ver a crescente demanda e o desejo dos missionários do FOCUS em todo o país”, disse o fundador do FOCUS, Curtis Martin. “Os estudantes dos colégios têm uma profunda fome de amor e verdade. Os nossos missionários continuam respondendo ao chamado de Jesus Cristo e da Igreja oferecendo generosamente aos estudantes o Evangelho e suas vidas”.

Em resposta ao chamado da Igreja por uma “nova evangelização”, FOCUS busca comunicar o Evangelho aos jovens de maneira dinâmica e culturalmente relevante.

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* Entrar na Universidade gera “crise de identidade na fé” para os jovens cristãos?

quarta-feira, maio 12th, 2010

Valmir Nascimento

Os desafios do cristão no ambiente universitário

A notícia sobre a pesquisa que identificou que nos Estados Unidos aproximadamente apenas 40% dos jovens continuam na igreja depois da formatura, e que apenas 16% dos calouros da faculdade se sentem bem preparados pelos ministérios de jovens de suas igrejas para continuarem na igreja depois do período escolar, coloca em debate a velha polêmica entre fé cristã e vivência universitária.

Estudo idêntico realizado em 2006 por Steve Hernderson, presidente do Instituto Christian Consulting for Colleges and Ministries, também demonstrou que na época cerca de 58% dos jovens cristãos nos Estados Unidos se afastaram da igreja ao ingressar à universidade. A pesquisa foi também aplicada dentro das universidades brasileiras e o resultado foi o mesmo.

Todavia, nesta nova avaliação, realizada pelo Instituto Juventude Completa, um ponto geralmente desprezado foi agora enfocado. Conforme relata a matéria, “os jovens não estão abandonando a sua fé por causa de um ambiente universitário hostil – como professores universitários e seus colegas que confundem suas crenças”. Para o professor associado de Sociologia na Faculdade de New Jersey, Tim Clydesdale, “o que muitos estudantes universitários estão fazendo, no entanto, é armazenar as suas crenças e práticas religiosas em um cofre de identidade”.

Em outros termos, o problema do desvio (ou esfriamento espiritual) dos adolescentes e jovens cristãos foi deslocado da pressão exercida pela educação anti-teísta (motivo externo), para a ausência de identidade cristã (manifestação pública da sua crença) por parte do próprio jovem (motivo interno).

Universidade: ambiente de desafios

O ambiente universitário sempre foi desafiador ao cristão. Ocorre que a própria vida cristã é por si mesma um enorme desafio. A questão é que a universidade possui a agravante de expor educacionalmente os crentes aos ensinamentos de [alguns] pensadores e filósofos ateus, agnósticos ou céticos que formularam críticas ferrenhas contra Deus e a Igreja, como é o caso de Voltaire, Nietzche, Bertrand Russel, David Hume, Michel Foucault e outros.

Como observou Phillip E. Johnson no prefácio do livro “verdade absoluta, “cedo ou tarde o jovem descobrirá que os professores da faculdade (às vezes, até professores cristãos) agem conforme a suposição implícita de que as crenças religiosas são o tipo de coisa que se espera que a pessoa deixe de lado quando se dá conta de como o mundo de fato funciona; e que, em geral, é louvável ´crescer´ afastando-se gradualmente dessas crenças como parte do processo natural de amadurecimento”.

Além disso, o mundo acadêmico potencializa o risco do abandono da fé em virtude da nova percepção de vida que o jovem geralmente possui no período em que cursa o nível superior, que coincide com uma fase de busca de maior liberdade, independência e tentativa de rompimento com os paradigmas anteriormente vivenciados, principalmente a religião.

Não bastassem tais fatores, é possível mencionar ainda a influência negativa exercida pelas más companhias,resultado da amizade com pessoas destituídas de propósito e perspectiva de vida, os quais estão mais preocupados em “curtir” a vida por meio da sexualidade hedonista, consumo de álcool e drogas, ao invés de se dedicarem aos estudos.

A importância do estudo universitário

Apesar desses indicadores nocivos à vida cristã, [em parte] comprovados pelas pesquisas anteriormente mencionadas, a inserção do cristão nas universidades continua sendo algo vital. Utilizo a expressão “em parte” porque os estudos mencionados não traçam o paralelo para apontar o diferencial entre o abandono da fé cristã daqueles que ingressam no estudo de nível superior em relação àqueles que não ingressam.

Tal paralelo seria importante para quebrar alguns mitos, afinal o percentual de jovens que abandonam a fé cristã independentemente de cursarem uma faculdade também é muito alto.

Frank Turek, que há pouco tempo debateu sobre esse tema nos Estados Unidos, conforme publicação do Christian Post, de igual forma concluiu que o abandono da fé também é gritante entre os que não vão para a faculdade. Turek ressalta que após o término do ensino médio é comum que jovens cristãos pretendam dar uma pausa para o seu relacionamento com a igreja. Ele afirma ainda que isso ocorre tanto em relação aos católicos quanto aos evangélicos, e que isso se deve em grande parte ao “cristianismo fácil e de entretenimento” tão pregado atualmente, o qual não incentiva as pessoas a desenvolverem uma vida cristã focada na verdade, mas sim na emoção.

De qualquer forma, reforço a afirmação de que a inserção do cristão no mundo acadêmico continua sendo algo vital, apesar das pesquisas. Isso porque, exatamente dos bancos das universidades estão saindo os líderes que irão influenciar culturas e ditar o(s) caminho(s) da política e da educação. Nesse sentido, se negligenciarmos o ensino de nível superior por causa do ataque à fé cristã, estaremos também negligenciando a necessidade de influenciar a cultura, a política e a educação por meio do evangelho de Cristo.

Parafraseando James Dobson, é possível dizer que: As crianças (e os jovens) são o prêmio aos vencedores da guerra social. Aqueles que controlam o que é ensinado aos jovens e o que eles vivenciam – o que vêem, ouvem, pensam e acreditam – determinarão os rumos do futuro da nação. Sob esta influência, o sistema de valores predominante de toda uma cultura pode ser redirecionado em uma geração, ou certamente em duas, por aqueles que têm acesso ilimitado aos jovens.

Preparando os jovens cristãos

Cientes desse cenário, ao invés de a igreja desestimular a ida dos cristãos para a universidade, precisa quebrar a velha e ultrapassada dicotomia entre fé e educação superior, preparando os cristãos a testificar sobre o Reino naquele ambiente. E felizmente isso tem sido cada vez mais frequente, com o surgimento de instituições que visam ajudar o cristão a viver a fé dentro do campus, como por exemplo a ABU – Aliança Bíblica Universitária e a Agência Pés-Formosos.

A preparação a que me refiro pode se dar em dois aspectos:

Primeiro, em relação ao ataque contra Deus e o cristianismo, o preparo precisa ser intelectual. Os jovens precisam receber educação cristã de qualidade, especialmente apologética, com vistas a rebater os argumentos que lhes são apresentados. Como bem escreveu Nancy Pearcey, “a apologética básica tornou-se habilidade crucial para a simples sobrevivência. (…) A tragédia é representada inúmeras vezes quando os adolescentes cristãos arrumam as malas, despedem-se dos pais e vão para universidades seculares, apenas para perder a fé antes de se formarem, tornando-se presas das mais recentes novidades intelectuais”

Segundo, no que se refere à identidade do cristão, a preparação é eminentemente espiritual. O testemunho do jovem cristão dentro da universidade decorre da sua comunhão com o Senhor, baseado em uma vida de entrega irrestrita. Nesse caso, a espiritualidade vivenciada apta a produzir frutos não se contenta com o simples nominalismo, antes, deve estar consubstanciada em um compromisso verdadeiro de uma vida de dependência ao Senhor, oração e leitura da Bíblia.

Nesse sentido, fazendo outra paráfrase, agora das palavras de Jesus, baseado em tudo o que já foi dito. Não peçamos para que Deus tire os jovens cristãos do campus (mundo), mas que os livre do mal (Jo. 17.15).

Valmir Nascimento

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* Papa à universidade: As minorias criativas são determinantes.

terça-feira, abril 20th, 2010

A universidade seja “um ambiente espiritual e cultural” comprometido com a pesquisa e o desenvolvimento dos dons do mundo criado: é o que se lê na mensagem do Papa emitida à Universidade Católica do Sagrado Coração, na Itália, que celebra o seu dia anual de memória.

A mensagem ressalta o papel significativo da Universidade Católica na formação dirigida às novas gerações e dos católicos como “minoria criativa”.

O pontífice afirma no documento: “são as minorias criativas que determinam o futuro e, neste sentido, a Igreja Católica deve também entender-se como minoria criativa que tem uma herança de valores que não são coisas do passado, mas uma realidade muito viva e atual. A Igreja deve estar presente no debate público e na luta por um conceito verdadeiro de liberdade e de paz”.

Bento XVI destaca ainda a necessidade de uma educação “que esteja a serviço da pessoa na construção de uma competência científica qualificada”. O verdadeiro progresso – diz a mensagem – requer uma “disponibilidade ao debate e ao diálogo que abre a inteligência e que testemunha a rica fecundidade do patrimônio da fé”. Requer assim “caridade na verdade” para fazer com que ”a identidade cristã” penetre na “vivência quotidiana”.

Rádio Vaticana

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* Você é universitário? Leia isso.

domingo, abril 4th, 2010

Durante o congresso UNIV 2010 de Roma

O Papa Bento XVI convidou os universitários hoje a refletirem sobre a formação de uma “mentalidade católica universal”, ao saudar, em italiano, um nutrido grupo de estudantes e professores, durante a audiência geral na Praça de São Pedro.

Os universitários – um grupo de aproximadamente 4 mil pessoas procedentes de diversos países – participam nestes dias do 43º Congresso Internacional, realizado anualmente em Roma pela prelazia pessoal do Opus Dei.

O título do congresso UNIV deste ano é: “O cristianismo pode inspirar uma cultura global?”.

O Papa especificou que esta mentalidade católica universal é a que Josemaria Escrivá descrevia como “amplitude de horizontes e aprofundamento vigoroso do que está permanentemente vivo na ortodoxia católica”.

Após cumprimentá-los particularmente em espanhol, inglês e português, o Pontífice se dirigiu a eles em italiano para exortá-los a que “cresça em cada um o desejo de encontrar Jesus Cristo pessoalmente, para dar testemunho d’Ele com alegria em cada ambiente”.

Após a audiência, uma delegação dos universitários entregou ao Papa uma carta de agradecimento e solidariedade, assinada pelo presidente do Fórum UNIV 2010, o austríaco Robert Weber.

Na carta, ele agradece ao Papa por ter convocado o Ano Sacerdotal e mostra seu apoio diante dos últimos escândalos referentes a membros do clero.

“Vemos que muitos aproveitam a ocasião de fatos dolorosos para a Igreja e para o Papa para semear dúvidas e suspeitas. A estes semeadores de desconfiança queremos dizer com clareza que não aceitamos sua ideologia. Nós os respeitamos, mas exigimos deles o respeito pela nossa fé e pelo direito que temos de viver como cristãos em uma sociedade pluralista.”

A carta acrescenta: “Cada um de nós, também quem não tem o dom da fé, conhece diretamente inúmeros sacerdotes, capelães universitários, párocos, diretores espirituais e confessores. Nós os conhecemos pessoalmente, não por meio dos jornais, e estamos agradecidos por sua presença disponível, eficaz, sacrificada, aberta a todos”.

O texto termina agradecendo ao Papa pelo seu convite a seguir Cristo “com uma doação total, sem nos deixarmos intimidar pelo palavreado das opiniões dominantes”.

Os encontros UNIV nasceram em 1968, sob a inspiração e incentivo de São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei. Desde então, todos os anos, seus participantes foram recebidos pelos papas, começando por Paulo VI. O texto das suas alocuções está disponível em www.univforum.org.

Os participantes, estudantes procedentes de 30 universidades italianas e de outras 200 espalhadas pelo mundo, trabalham durante uma semana sobre o tema proposto e participam de diversas atividades culturais em Roma.

Zenit

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* Cardeal Scola: “universidade não pode se limitar a transmitir competências”.

terça-feira, março 30th, 2010
Patriarca de Veneza fala na festa do Ateneu Pontifício “Regina Apostolorum”

A Universidade deve se tornar um lugar de busca e verificação da verdade, onde se aprende a lançar “um olhar unitário sobre o real”, e não apenas meras competências.

No dia dedicado, como em todos os anos, à festa deste Ateneu – que congrega estudantes, professores, amigos e colaboradores, unidos no empenho do serviço à Igreja – o cardeal Angelo Scola, Patriarca de Veneza, discorreu, em sua Lectio magistralis, sobre o tema “Paidéia e Universidade”, tratando do desafio educacional no âmbito do pensamento pós-moderno e da contribuição que as instituições educacionais têm a oferecer.

Em sua reflexão, o cardeal começou por explicar o conceito de Paidéia, entendida como “verdadeiro e próprio agir educativo”, recorrendo ao pensamento de Jacques Maritain, que no livro “Por uma filosofia da educação”, afirma: “o que é mais importante na educação não é um exercício do educar, nem muito menos de ensinamento”.

De fato, acrescentava o filósofo francês: “a experiência, que é fruto incomunicável do sofrimento e da memória, por meio da qual se cumpre a formação do homem, não pode ser ensinada em nenhuma escola nem em nenhum curso”.

A noção de Paidéia sugerida por Maritain, continuou o cardeal, é a única capaz de fornecer “as bases para aquele ‘cuidado para com as gerações’ que está na essência de toda atividade educacional. Somente a noção de experiência consente esta possibilidade”.

Portanto, continuou, “ensinamento e educação dependem de um envolvimento recíproco de vida, de experiência em seu sentido pleno”.

Todavia, lamentou o purpurado, “a partir da época moderna, no âmbito euro-atlântico, a universidade passou a praticar de fato uma exclusão dos saberes ligados às questões últimas, principalmente quando associados à perspectiva cristã de revelação, uma vez que estes se tornam estranhos ao rigor do conhecimento científico”.

Esta “marginalização” levou, por exemplo, a negar à teologia e à filosofia a possibilidade de responder adequadamente às questões referentes à realidade última das coisas”.

“Hoje – observou – recebe esta incumbência, em seu lugar, a tecno-ciência, a qual é progressivamente considerada a única depositária da verdade – sempre falseável (Popper)–, também acerca do homem e dos fatores fundamentais à sua existência: o amor, o nascimento, a morte; isto produziu mudanças radicais, diretamente associadas à questão da educação”.

“Na época moderna, suprimido o papel da teologia, que se reduz ao status de uma disciplina dentre as demais, a cientificidade que vulgariza as diferentes disciplinas universitárias já não trata diretamente da questão do objeto do conhecimento – a verdade – mas apenas das metodologias de formulação do próprio discurso científico”.

“A inevitável consequência desta abordagem” – prosseguiu – “é a de que a universidade deixa de ser um espaço de busca e verificação de uma hipótese sobre a verdade última – e, portanto, de autêntica Paidéia – para reduzir-se a um espaço de simples transmissão de competências, ainda que não renunciando a eventualmente ‘dizer algo’, sempre provisório, sobre a verdade (pensemos no bios, na ‘formação do universo’ ou nas neurociências), com utilidade apenas instrumental”.

Diante de um sistema universitário caracterizado pela complexa articulação de programas curriculares e disciplinas diferenciadas, “uma educação adequada não pode renunciar a um cuidado especial pela unidade do sujeito cognoscente”.

E, no entanto, pergunta o purpurado, “como é possível hoje fundamentar a unidade do sujeito? Como se pode evitar reduzir a teologia a mais uma das tantas especializações, útil apenas para desempenhar determinada função – a de sacerdote, a de teólogo, e de professor de religião – mas no fundo, social e culturalmente irrelevante?”

Primeiramente, explica ele, “é fundamental que a teologia se relacione, num confronto franco e aberto, não apenas com as demais disciplinas, mas também com todas as questões que, de maneira por vezes dramática, caracterizam a vida de nossa sociedade”.

“Se pensarmos nas descobertas impressionantes em curso neste momento, por exemplo no âmbito da neurociência e da biologia, e nas respectivas questões éticas e antropológicas que estas suscitam, veremos que a teologia não pode se eximir de sua responsabilidade de manter estreitas relações com estes conhecimentos – relação pautada no respeito aos estatutos próprios de cada um destes, sem se permitir aventurar por perigosos e equivocados ecletismos”, acrescentou.

“Por outro lado, a teologia deve ser capaz de sustentar a razoabilidade do evento de Jesus Cristo enquanto hipótese interpretativa da realidade. Tal hipótese, de fato, não sufoca o livre exercício da razão; ao contrário, exalta as faculdades críticas do homem ao exigir um confronto a 360 graus com a realidade”.

“A proposta cristã, de fato, fixada em sua integralidade objetiva, não é um salto no escuro”, disse.

“E ao conhecer, integralmente comprometido, o homem se reconhece”, concluiu.

***

Excelente!

Sinto falta de ouvir isso aqui no Brasil. Essa visão integral do conhecimento e da busca honesta pela verdade onde “os saberes” se complementam e conduzem o Homem ao encontro daquela verdade última: Deus!

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* Colégio Católico fecha suas portas, após 70 Anos de serviço evangelizador.

quinta-feira, janeiro 7th, 2010


Pátio interno da escola

Mais um colégio católico encerra as suas atividades letivas no Ceará.

Depois de 70 anos de história e tradição, o Colégio São José, em Iguatu, que pertence à Congregação das Filhas de Santa Tereza de Jesus, não vai mais funcionar no ano letivo de 2010. A direção da escola divulgou nota à comunidade da região Centro-Sul esclarecendo os motivos da decisão que foi recebida com surpresa e lamentações.

Nos últimos cinco anos, o Colégio São José apresentava reduzido número de matrículas e dava sinais de dificuldades para manter as despesas. A cada ano, o número de estudantes era reduzido. A direção fez esforços para reverter o quadro, mas não conseguiu êxito. Havia 240 alunos inscritos da Educação Infantil ao 3º ano do Ensino Médio.

Financeiro

A diretora do Colégio São José, irmã Vera Lúcia Alves de Andrade, explicou que a situação tornou-se insustentável financeiramente. “A receita não iria cobrir as despesas e tivemos medo de enfrentar mais dificuldades ao longo de 2010″, explicou ela. “Por esse motivo, fomos obrigados a tomar essa medida, depois de muita reflexão, mas que foi necessária”.

Na carta aberta à comunidade, a direção do colégio agradece a confiabilidade da comunidade da região Centro-Sul e anuncia um novo projeto. “Vamos procurar parceria para implantar cursos de nível superior para formação de uma juventude universitária”, disse a irmã Vera Lúcia Andrade. “Estamos confiantes nessa nova ideia e nos preparando com fé e coragem”, adiantou.

Fundação

O Colégio São José começou a funcionar em fevereiro de 1939, com a denominação de Escola Rural Senhora Sant´Ana. Oferecia curso externo e internato. Só estudavam mulheres, mas em 1977, passou a ser misto. A escola é integrante da rede educacional católica Irmãs Filhas de Santa Tereza de Jesus, com unidades nas cidades de Crato, Icó, Tauá, Souza, na Paraíba e duas conveniadas no Estado Piauí.

Ao longo deste ano, foi realizada uma programação ampla, alusiva aos 70 anos de fundação, com mostra histórica, homenagem a ex-alunos, apresentações artísticas e festa dançante no Clube Recreativo Iguatuense. “Comemoramos essa data histórica com muito orgulho porque temos consciência de que o nosso compromisso foi com uma educação de valores”, disse a irmã Vera Lúcia.

Ainda de acordo com ela, “enfrentamos dificuldades para competirmos com escolas modernas que têm uma estratégia de conquista de alunos arrojada, baseada em aprovação em vestibulares”.

O Colégio São José dispõe de quadra coberta e de dezenas de salas de aula.

Parceria

Há cinco anos, abriga os campus da Universidade Regional do Cariri (Urca). Essa parceria também tem tempo marcado, em torno de dois anos, porque em breve devem começar as obras da sede própria da Urca, na antiga usina Cidao.

A decisão de encerrar as atividades educacionais a partir deste ano, foi considerada difícil por parte dos administradores locais. Dezenas de professores e funcionários foram demitidos e os estudantes receberam transferência para outros estabelecimentos. Muitos pais mostraram-se surpresos e indignados.

Fonte : Diário do Nordeste

***

Se nossas Escolas Católicas não se modernizarem, acabarão fechando.

Modernização sem perder de vista sua identidade nem sua missão, sem perder o carisma original de seus fundadores.

Muitas delas morreram por terem perdido a capacidade de atualizar o carisma de seus fundadores para os dias de hoje ou até mesmo por terem “traido” o carisma fundante, com escolhas erradas e politicas pedagogicas “modernas” e, o pior, carentes de uma evangelização explicita, optando muitas por uma educação apenas humanizante – como se fosse contraditório ter uma escola católica e ao mesmo tempo humanizante- com professores católicos de nome, com posições dentro de sala incompatíveis com a identidade católica da Escola.

Também não existe contradição nenhuma em formar nos valores e “preparar para o vestibular “. Educar e formar! educação que é  MUITO MAIS do que apenas passar conhecimento.

A maior riqueza da escola Católica é ser Católia e não ser uma escola “envergonhada” de sua identidade. Ser apenas uma escola secularizada, com o nome  de Católica, é já começar perdendo pois elas são fortes nesta identidade secular.

Querendo ser igual a elas onde deveríamos ser diferentes nos tornamos apenas “mais uma” , e aí, com o tempo, fechamos.

Ter vergonha de ser Católica, é o começo do fim!

É a mesma realidade de muitas Universidades e Faculdades “católicas” espalhadas por este Brasil.

Temos asas e não sabemos voar..uma pena!

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* Universidade de Navarra se nega a ensinar como se realizam abortos.

quinta-feira, dezembro 17th, 2009

A Universidade de Navarra anunciou que não ensinará aos seus alunos de medicina e enfermaria como realizar abortos, porque seu objetivo é formar para curar e salvar vidas, e não para “solucionar a tragédia de uma gravidez indesejada com a tragédia superior do aborto”.

“Negamo-nos a solucionar a tragédia de uma gravidez indesejada com a tragédia superior do aborto. Negamo-nos a incorporar as técnicas abortivas nos conteúdos da educação. Comprometemo-nos a formar profissionais para curar, investigar e ajudar”, expressou o texto ante a pronta aprovação da lei do aborto impulsionada pelo Governo, que estabelece que os estudantes devem aprender por lei a realizar abortos.

A Universidade de Navarra disse que compreende “o sofrimento de muitas mulheres ante uma gravidez imprevista”, mas afirmou que sua ilusão “é que uma mulher grávida nunca se encontre sozinha, mas que o pai e o filho também contem”.

“Nossa ilusão é que o conflito político e a legislação compitam pela defesa dos mais fracos, o filho e a mãe; nossa ilusão é que logo se estude como histórico o triunfo de uma humanidade valente que superou o aborto como superou a escravidão”, manifestou.

Nesse sentido, advertiu que “todos temos alguma responsabilidade perante a história e 2009 podemos marcar o começo de um marco, como foi em seu momento a abolição da escravidão e como, oxalá em breve, seja a derrota da fome e a pobreza”.

O documento na íntegra pode ser lido em espanhol em: http://www.unav.es/informacion/noticias/universidad-y-vista

ACI

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Universidade Católica.Católica?

terça-feira, maio 26th, 2009

Fundada em 1842 e dirigida pela Congregação dos Padres Oblatos da Santa Cruz, Notre Dame é a mais importante Universidade Católica dos Estados Unidos. Atualmente tem 11.600 alunos, a imensa maioria composta de católicos.

Como pode uma Universidade Católica homenagear alguém que seja um radical abortista, favorável ao “casamento” homossexual e às pesquisas com células-tronco-embrionárias? Como pode, por conseguinte, uma instituição católica homenagear alguém que afronta diretamente os imutáveis ensinamentos morais da Igreja Católica?

É inexplicável, mas lamentavelmente foi o que ocorreu no dia 17-5-2009! A direção da Universidade Notre Dame, por ocasião de sua 164ª cerimônia de graduação, concedeu a Barack Hussein Obama o honroso título de Doutor “Honoris Causa” em Direito – honraria entregue pelo próprio reitor, o padre John Jenkins! - e o privilégio de fazer o discurso de abertura do ano letivo.

Incompreensível, pois os princípios morais defendidos pela Igreja Católica são opostos aos professados pelo atual presidente americano. É uma aberração uma instituição católica homenagear um político que sempre atacou valores da moral católica, sobretudo em matéria de família. Ainda recentemente, Obama liberou vultosas verbas federais para organizações que promovem o aborto nos EUA e em outros países.

Reações..

Até o dia da cerimônia, 83 bispos americanos haviam protestado publicamente contra a decisão do reitor de homenagear Obama, tendo procurado demovê-lo de sua escandalosa decisão;

Um abaixo-assinado com 365.000 assinaturas foi entregue à reitoria pedindo o cancelamento do convite a Obama;

Alunos, ex-alunos e professores também fizeram idêntico pedido;

Dez sacerdotes da Congregação da Santa Cruz (a mesma que fundou e dirige a Universidade de Nossa Senhora) lançaram uma carta aberta contrária à concessão do honroso título a Obama, pois suas medidas “atentam contra princípios morais fundamentais” (cfr. “Life Site”, 8-4-9);

Milhares de norte-americanos contrários ao aborto protestaram, desfilando alternadamente junto à Universidade durante vários dias;

Desde meados de abril, era comum ver homens, mulheres, estudantes, famílias inteiras – até com crianças – ajoelhados nas proximidades de Notre Dame, rezando em desagravo e pedindo que o convite ao mandatário americano fosse retirado.

A polícia recebeu ordem de prender diversos manifestantes. Vários deles foram algemados e presos, até mesmo alguns religiosos.

O fato mais clamoroso foi a prisão, no dia 15 de maio, de um idoso sacerdote católico, o Padre Norman Weslin, quando este se aproximava do prédio de Notre Dame carregando uma cruz e cantando, com alguns fiéis, hinos religiosos. Eu não acreditaria se não tivesse assistido ao próprio vídeo do padre sendo algemado e levado como prisioneiro! Preso, apesar de sua avançada idade de 80 anos! (sim, OITENTA ANOS)… Preso na terra da liberdade de expressão… pelo “crime” de levantar a voz em defesa da vida dos nascituros inocentes!

No dia do ato em homenagem a Obama – o triste 17 de maio -, o número de manifestantes nas imediações da Universidade engrossou bastante. Numerosos movimentos pró-vida, famílias e particulares fizeram protestos, todos pacíficos, antes da chegada de Obama e durante todo o tempo de sua permanência naquele recinto. Slogans eram bradados; faixas e cartazes contra o aborto e o pseudo-casamento entre homossexuais, como também contra o reitor – como “Judas e Jenkins traíram Jesus”, ou “A vergonha cai sobre Notre Dame” – eram vistos por todos os cantos. Alguns caminhões que ostentavam, à maneira de outdoors itinerantes, dizeres contra o aborto circularam pelas redondezas da Universidade. Um teco-teco sobrevoava a região com uma enorme foto de um bebê abortado. Ao longo da via de acesso à Universidade, formou-se uma gigantesca linha de manifestantes exibindo grandes anúncios anti-obama e anti-aborto.

No campus da Universidade, onde há uma bela gruta de Nossa Senhora de Lourdes, reuniram-se aproximadamente três mil pessoas, sob o lema “A verdadeira Notre Dame está comprometida com a santidade da vida”. Elas rezaram um Rosário e outras orações, em reparação a Nossa Senhora pelo ato que no auditório estava sendo realizado ali perto. Centenas de formandos recusaram-se a entrar no recinto onde se encontrava o mandatário americano. Diziam claramente que não poderiam participar de um ato de graduação, pois não queriam trair a identidade de Notre Dame que é católica. Muitos ex-alunos e entidades que contribuíam generosamente para o sustento da Universidade retiram suas contribuições – 14 milhões de dólares! – enquanto ela se mantiver sob a atual direção.

Várias dezenas de universitários ostentaram em seus uniformes, durante a cerimônia, desenhos de cruzes amarelas com pequeninos pés, simbolizando os bebês executados pelo aborto.Em sinal de protesto, eles permaneceram sentados tanto no momento de Obama receber o doutorado, quanto nas ocasiões em que outros se levantaram para aplaudi-lo. Durante o discurso presidencial, quatro manifestantes bradaram “deixem de matar bebês – o aborto é um assassinato”. Foram imediatamente postos para fora pela segurança do homenageado.

Muito louvável foi o protesto da professora de Harvard Mary Ann Glendon , atual presidente da Pontifícia Academia de Ciências Sociais e ex-embaixadora dos Estados Unidos junto à Santa Sé. Ela renunciou a honrosa “Medalha Laetare”, que receberia de Notre Dame na própria cerimônia de homenagem a Obama. Glendon declarou que o convite ao presidente americano infringia uma clara determinação da Conferência Episcopal, de 2004, segundo a qual instituições educativas católicas não podem conferir honras a personalidades cujo comportamento atente contra princípios morais da Igreja. Entre estes princípios se encontra a recusa do aborto, contra o qual a ex-embaixadora lutou energicamente. (cfr. “Frankfurt Allgemeine Zeitung”, principal diário alemão, em 28-4-09).

Nos Estados Unidos e Europa a mídia noticiou – embora de modo muito reduzido – essas grandes e contundentes manifestações. Mas… e a mídia no Brasil? Alguém viu tais notícias nos jornais brasileiros?

Fiz uma ampla pesquisa à busca de notícias na imprensa nacional. Causou-me verdadeiro espanto. Praticamente nada! Por exemplo, comecei a busca nos dois maiores diários da capital paulista, a “Folha” e “O Estado de São Paulo”. Não publicaram nada. Em outros estados, alguns poucos jornais que noticiaram o evento de Notre Dame, não trataram dos protestos… Claro que se fossem protestos – ainda que insignificantes – contra a atitude de algum bom presidente que vetasse a lei do aborto, todos os grandes jornais publicariam enormes manchetes e suplementos especiais a respeito.

PS: Aqueles que desejarem assistir a um vídeo com alguns dos mencionados protestos anti-obama e anti-aborto, click em:
http://www.youtube.com/user/tfpstudentaction

Autor: Paulo Roberto Campos

***

Agora leiam abaixo essa reflexão feita por um sacerdote americano sobre a “crise de identidade” das Universidades americanas.

Será que isso só acontece nos Estados Unidos?

Em seu discurso essa semana na Universidade de Georgetown, o Presidente Obama fez um comentário interessante sobre economia. “não podemos reconstruir esta economia sobre a mesma pilha de areia” ele disse. “devemos construir nossa casa sobre a rocha”

Duvido que alguém o acusasse de plágio, mas o que ele citou vem de uma parábola contada por Jesus. O homem que construiu sua casa na areia pagou o preço quando os ventos a derrubaram, enquanto o homem que construiu sua casa na rocha a viu resistir à tempestade.

Bastante apropriado citar uma parábola em uma universidade católica.

O campus inteiro está cheio de simbolismo religioso. Crucifixos, imagens de Maria e outros itens religiosos estão em toda a parte, revelando a rica tradição do lugar.

Estranhamente, no entanto, embora o presidente não tenha se importado de citar Jesus sem dar-lhe os créditos, a sua equipe insistiu em que todos os símbolos religiosos fossem cobertos no lugar em que ele fez o discurso. Incrivelmente, os dirigentes de Georgetown se sujeitaram. A pedido da Casa Branca, os funcionários da universidade cobriram as letras IHS – a abreviação grega para o nome de Jesus.

Esse incidente se seguiu ao tumulto sobre o discurso de Obama na Notre Dame, onde ele recebeu um doutorado honorífico. O departamento da Notre Dame reporta um desenrolar de ira generalizada pela decisão de convidá-lo.

Agora, se eu fosse um pensador adepto de teorias da conspiração, o que não sou, poderia suspeitar que Obama está deliberadamente tentando dividir os católicos. Mas isso não é uma conspiração. Obama está meramente capitalizando em uma tendência cultural que tem estado em curso por um longo tempo. Pelo último meio século, ou mais, católicos têm passado por um tipo de desenvolvimento psicológico, saindo da mentalidade da classe imigrante, batalhadora e empobrecida, insegura de seu próprio status em uma cultura hostil, fundando suas próprias instituições, servindo seu país, e tornando-se tão bem-sucedidos quanto qualquer capitalista …

Essa assimilação foi tão completa que em quase qualquer questão de políticas públicas ou escolhas de estilo de vida, os católicos são impossíveis de se distinguir dos outros americanos. Até que se olhe para aqueles que praticam a fé regularmente, comparando-os com aqueles que têm um compromisso nominal que se resume a comparecer a batismos e funerais para um “alô”, como Jaqueline Kennedy disse uma vez.

Se essa tese está correta, então não é tão absurdo afirmar que os católicos nominais estão no meio de uma crise de identidade. Eles se sentem constrangidos pela diferença marcante de seus irmãos mais fiéis na fé que observam jejuns, não aprovam o aborto, pensam que o casamento é o mesmo de seus avós, e têm pontos de vista conservadores em outras questões polêmicas sobre as quais os católicos de vida pública geralmente têm de responder à imprensa.

Obviamente, os católicos nominais negariam tal crise de identidade. “Nós simplesmente acreditamos em uma sociedade pluralista e tolerante”, eles insistiriam em dizer. Mas se o episódio de Georgetown e Notre Dame não reflete uma crise de identidade – a família religiosa que foi um dia a principal defensora da Igreja apaga seu nome (Jesuíta,no caso de Georgetown) e sua inspiração histórica (Jesus) – então o que refletiria?

Pense nisso: Uma universidade católica se dispôs a cobrir o nome de Jesus, escondê-lo das câmeras, porque o presidente dos Estados Unidos estava chegando e pediu que o fizessem. O fato em si me dá calafrios.

Na raiz do conceito de tolerância está a noção de permissividade, não com suas próprias crenças, mas com as crenças daqueles com quem discordamos. Se você não sabe quem é e o que considera como verdade, não pode ser tolerante.

Chegamos a um ponto em que a contribuição mais significante que Georgetown ou Notre Dame poderiam dar para a diversidade da sociedade seria tornarem-se, novamente, católicas – e não se envergonharem disso. A Igreja em geral e os jesuítas em particular têm em sua própria história exemplos heróicos de mártires que se recusaram a submeter-se à autoridade secular e morreram pela fé (tais como Edmund Campion, SJ, pelas mãos de Elizabeth I). O mínimo que as autoridades desse campus podem fazer é não tomar medidas que minem sua própria identidade.

Por Pe. Robert A. Sirico
Fonte: National Review Online

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