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* As mudanças no conceito de família e suas desastrosas consequências para a educação das crianças.

segunda-feira, abril 22nd, 2013
A crise da educação das crianças
As mudanças no conceito de família e suas desastrosas
consequências para a educação das crianças
O debate em torno das novas propostas de família traz à tona uma questão que, muitas
vezes, passa despercebida: a educação das crianças. O lar, conforme ensina o Papa Paulo
VI, é “a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade”. A mãe e
o pai, por conseguinte, têm não só o dever, mas também o direito de transmitir aos filhos
aqueles tantos valores que convergem para uma correta compreensão da dignidade da
pessoa humana. Portanto, esse direito dos pais é inegociável e não pode de maneira
alguma ser usurpado ou vilipendiado.
Acontece, não raras vezes, de se chegar à conclusão de que a família, apesar de sua
fundamental importância para a justa ordenação da sociedade, encontra-se sob constante
ataque nas suas estruturas, seja por meio de ideologias, seja por ações do próprio
Estado. Esses ataques nada mais são que uma ferramenta utilizada por governos totalitários,
a fim de assumirem o controle da educação das crianças e, desse modo, solaparem a clareza
do direito natural e suplantarem em seu lugar um novo padrão de comportamento. A técnica
é muito bem apresentada na obra de Geoge Orwell, “A revolução dos bichos”, quando
o Estado toma os filhotes de uma das personagens para educá-los e transformá-los em
militantes do partido.
Ademais, o controle da educação das crianças é imprescindível para que o Estado consiga
eliminar a fé da sociedade, pois a geração proveniente de uma escola sem valores
dificilmente estará aberta aos ensinamentos da Igreja. Um caso emblemático de como esse
tipo de política é danosa é a Suécia, onde as constantes ingerências do governo promoveram,
de uma forma assustadora, a maior taxa de aborto em adolescentes de toda a Europa. As
escolas foram transformadas em salas de bate-papo sobre sexo e os casos de estupros
tiveram um aumento de 1000 porcento, como atesta Johan Lundell, secretário-geral do
grupo sueco pró-vida Ja till Livet. Tudo ao arrepio da sociedade que, proibida de educar
seus filhos em casa, vê-se obrigada a ter de escutar das crianças que os professores em
sala de aula lhes perguntaram o que as excitavam. [1][2]
Não obstante a esse exemplo lamentável da Suécia, a elite globalista, leia-se ONU e
outras fundações internacionais, não perde a oportunidade de exigir das nações a implantação
imediata de medidas contrárias à dignidade da família e da criança, como “casamento” gay
e educação sexual. É dessa maneira que, ajudado pelo lobby dos meios de comunicação,
o Governo aprova uma lei que obriga os pais a matricularem seus filhos nas escolas a
partir dos quatro anos de idade. É dessa maneira que jornais de grande audiência no país
colocam um sexólogo para discutir o que é ejaculação com crianças de 10 a 11 anos. Isso
em plena luz do dia.
A mesma petulância vale para ridicularizar a fé, sobretudo a cristã, e intimidar aqueles
que apresentem qualquer tipo de oposição. A título de exemplo, veja-se o caso de um aluno
da Universidade Atlântica da Flórida, nos Estados Unidos, que após recusar-se a escrever o
nome de Jesus em uma folha e depois pisar sobre ela, a pedido de seu professor, acabou se
envolvendo em uma briga que resultou na sua expulsão. Em sua defesa, o professor alegou
que o garoto o havia ameaçado e que, ao contrário das acusações, ele era “uma pessoa
muito religiosa” e identificava a si mesmo “como um cristão”.[3] Como se um verdadeiro
cristão provocasse outro a blasfemar contra Cristo.
De toda essa questão, o que se está em jogo não é somente a educação das crianças.
Isso é só a ponta do iceberg. O que se está em jogo é a própria organização da sociedade
e a fé que a sustenta. Engana-se quem enxergue a situação como um “progresso”. A
instituição familiar e, por conseguinte, todo o arcabouço que dá forma à reunião de todo o
gênero humano, encontra-se ameaçado, na iminência da instauração de uma cultura da
morte. Tudo isso graças a uma mentalidade contraceptiva que viu no divórcio uma falsa
liberdade. Os filhos tornaram-se bens de consumo e o casamento, de Sacramento à mera
união contratual e com prazo de validade, baseada em sentimentos espúrios.
Não! A família não é isso e nem pode ser. Assim, recobrar a genuinidade do matrimônio
e a sua sacralidade é um passo fundamental para que a humanidade esteja verdadeiramente
inserida na dignidade natural querida por Deus. O homem não se faz homem por si
mas por sua fidelidade inegociável ao modelo dado por Cristo.
Autor: Equipe Christo Nihil

Christo Nihil Praeponere

O debate em torno das novas propostas de família traz à tona uma questão que, muitas vezes, passa despercebida: a educação das crianças. O lar, conforme ensina o Papa Paulo VI, é “a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade”. A mãe e o pai, por conseguinte, têm não só o dever, mas também o direito de transmitir aos filhos aqueles tantos valores que convergem para uma correta compreensão da dignidade da pessoa humana. Portanto, esse direito dos pais é inegociável e não pode de maneira alguma ser usurpado ou vilipendiado.

Acontece, não raras vezes, de se chegar à conclusão de que a família, apesar de sua fundamental importância para a justa ordenação da sociedade, encontra-se sob constante ataque nas suas estruturas, seja por meio de ideologias, seja por ações do próprio Estado. Esses ataques nada mais são que uma ferramenta utilizada por governos totalitários, a fim de assumirem o controle da educação das crianças e, desse modo, solaparem a clareza do direito natural e suplantarem em seu lugar um novo padrão de comportamento. A técnica é muito bem apresentada na obra de Geoge Orwell, “A revolução dos bichos”, quando o Estado toma os filhotes de uma das personagens para educá-los e transformá-los em militantes do partido.

Ademais, o controle da educação das crianças é imprescindível para que o Estado consiga eliminar a fé da sociedade, pois a geração proveniente de uma escola sem valores dificilmente estará aberta aos ensinamentos da Igreja. Um caso emblemático de como esse tipo de política é danosa é a Suécia, onde as constantes ingerências do governo promoveram, de uma forma assustadora, a maior taxa de aborto em adolescentes de toda a Europa. As escolas foram transformadas em salas de bate-papo sobre sexo e os casos de estupros tiveram um aumento de 1000 porcento, como atesta Johan Lundell, secretário-geral do grupo sueco pró-vida Ja till Livet. Tudo ao arrepio da sociedade que, proibida de educar seus filhos em casa, vê-se obrigada a ter de escutar das crianças que os professores em sala de aula lhes perguntaram o que as excitavam.

Não obstante a esse exemplo lamentável da Suécia, a elite globalista, leia-se ONU e outras fundações internacionais, não perde a oportunidade de exigir das nações a implantação imediata de medidas contrárias à dignidade da família e da criança, como “casamento” gay e educação sexual. É dessa maneira que, ajudado pelo lobby dos meios de comunicação, o Governo aprova uma lei que obriga os pais a matricularem seus filhos nas escolas a partir dos quatro anos de idade. É dessa maneira que jornais de grande audiência no país colocam um sexólogo para discutir o que é ejaculação com crianças de 10 a 11 anos. Isso em plena luz do dia.

A mesma petulância vale para ridicularizar a fé, sobretudo a cristã, e intimidar aqueles que apresentem qualquer tipo de oposição. A título de exemplo, veja-se o caso de um aluno da Universidade Atlântica da Flórida, nos Estados Unidos, que após recusar-se a escrever o nome de Jesus em uma folha e depois pisar sobre ela, a pedido de seu professor, acabou se envolvendo em uma briga que resultou na sua expulsão. Em sua defesa, o professor alegou que o garoto o havia ameaçado e que, ao contrário das acusações, ele era “uma pessoa muito religiosa” e identificava a si mesmo “como um cristão”. Como se um verdadeiro cristão provocasse outro a blasfemar contra Cristo.

De toda essa questão, o que se está em jogo não é somente a educação das crianças. Isso é só a ponta do iceberg. O que se está em jogo é a própria organização da sociedade e a fé que a sustenta. Engana-se quem enxergue a situação como um “progresso”. A instituição familiar e, por conseguinte, todo o arcabouço que dá forma à reunião de todo o gênero humano, encontra-se ameaçado, na iminência da instauração de uma cultura da morte. Tudo isso graças a uma mentalidade contraceptiva que viu no divórcio uma falsa liberdade. Os filhos tornaram-se bens de consumo e o casamento, de Sacramento à mera união contratual e com prazo de validade, baseada em sentimentos espúrios.

Não! A família não é isso e nem pode ser. Assim, recobrar a genuinidade do matrimônio e a sua sacralidade é um passo fundamental para que a humanidade esteja verdadeiramente inserida na dignidade natural querida por Deus. O homem não se faz homem por si mesmo, mas por sua fidelidade inegociável ao modelo dado por Cristo.

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* Ajudar a crescer: não há educação sem um encontro verdadeiro.

sexta-feira, abril 19th, 2013

Por Luis Javier Moxo Soto

Os pais, mesmo aqueles que estudaram para, teoricamente, ensinar determinadas áreas do conhecimento em um centro educativo, não necessariamente têm a habilidade de ajudar os próprios filhos e alunos a amadurecer.

Pode-se ter, ou não, a disposição adequada para ser pai ou docente. Mas ela não vem, nem pode vir, da natureza ou dos diplomas. Ter vocação é assunto muito mais sério, que não pode ser encarado superficialmente. Ser colaboradores de Deus para ajudar e formar a sua obra mais perfeita, que é o ser humano, não é nenhuma brincadeira.

Por mais que pensemos que os filhos e alunos de hoje vão se formando sozinhos com a ajuda de amigos e do ambiente, com o passar dos anos, com as diversas realidades e problemas que eles têm de encarar e resolver, isto não é suficiente.

Não basta que os educadores, pais e docentes coloquem diante dos jovens uma série de conteúdos para que eles consigam, através do esforço e da constância, do estudo e da aprendizagem, os frutos e as habilidades que os capacitam para enfrentar com sucesso as múltiplas situações da vida.

A pessoa humana exige ser considerada na sua dimensão relacional, na sua necessidade de se perguntar sobre as finalidades, sobre o sentido supremo daquilo que ela vive, da transcendência.

A pessoa humana não pode deixar em segundo plano, e muito menos excluir, os fatores que explicam a realidade e a dotam de sentido; a origem e a explicação desta ou daquela manifestação natural, artística ou espiritual. Precisamos conhecer, saborear e desfrutar da realidade.

A possibilidade de ir amadurecendo, portanto, nasce do fato de sermos capazes de assombro, de questionamento e de reconhecimento da realidade como dotada de significado. Não achamos suficiente viver sem interpretar adequadamente o que somos, o que fazemos e o que vivemos. Podemos estar imersos em uma experiência, mas, no fundo, estamos perdidos e insatisfeitos porque não somos protagonistas de uma vivência intensa.

Se queremos educar filhos e alunos, precisamos considerar se optamos por um monólogo, por um movimento unidirecional, ou por algo totalmente diferente, dinâmico e enriquecedor. Se tratamos os nossos educandos como sujeitos de prêmios e castigos, como se fossem animais, não podemos estranhar se depois eles se comportarem como tais, sem um desejo do bem como bem em si.

É preciso correr um risco educativo, o da necessária confrontação com a verdade e com a experiência. A minha também, como pai e como educador. Não se trata apenas de uma aproximação entre alguém que exerce uma autoridade magisterial e outro alguém que deseja obter conhecimento; trata-se, antes, de um verdadeiro encontro humano.

Quem se considera um bom pai, educador e filho? Numa sociedade carente de referências estáveis, que pretende que as crianças e adolescentes queimem etapas, que enxerga a religião como um elemento estranho e chato, que valoriza mais a conectividade do que o assombro e mais os interesses pessoais do que a gratidão, é só através de um encontro verdadeiramente humano que poderemos ajudar os nossos filhos e educandos a crescer e amadurecer, e, ao mesmo tempo, ajudar a nós mesmos.

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* O Papa Francisco e o magistério da bondade.

sexta-feira, abril 12th, 2013

José Tolentino Mendonça

O escritor americano Mark Twain assinou esta frase certeira: “A bondade é o idioma que o surdo ouve e o cego vê.”

Um mês passado da eleição do Papa Francisco, talvez essa frase, melhor do que outras, nos possibilite a compreensão da expectativa primaveril que percorre agora a Igreja, e vai até para além dela.

Que temos visto? Nada de extraordinário, de sistemático ou de espetacular, devemos de dizer. O primeiro mês é uma medida de tempo naturalmente escassa. O Papa mal teve tempo tempo de “aterrar” na complexa realidade que lhe está confiada e grande parte dos atos que cumpre, está a realizá-los pela primeira vez, com tudo o que isso significa. Por isso, com um mês de pontificado, ainda não vimos quase nada. Mas, temos também de reconhecer, que o modo como este mês decorreu marca desde já um estilo. O enorme entusiasmo que a sua personalidade tem despertado, reside fundamentalmente aí: no estilo. É pouca coisa? De modo algum. Num recente estudo, intitulado “O cristianismo como estilo”, o  teólogo Christoph Theobald explica como é o estilo que evita a redução do cristianismo à abstração de um sistema, mostrando a vida cristã como maneira singular e profética de habitar o mundo.

O estilo é o léxico da profecia. O estilo inspira. E o estilo do papa Francisco interpela tanto (e tantos) por ser isto: um despojado e paterno magistério da bondade. A bondade que é uma essencial gramática cristã e humana. Todos a entendem.

Na entrevista que os jornalistas Sergio Rubin e Francesca Ambrogetti fizeram ao então cardeal Bergoglio, e que foi agora publicada em Portugal, podemos ler esta confissão, que diz muito sobre o estilo do Papa Francisco: “hoje é fundamental o diálogo ético, mas de uma ética com bondade. Tenho pânico dos defensores de uma ética sem bondade”. Toca-nos muito que o sucessor de Pedro sinta que a forma evangélica de tocar o coração humano é a bondade.

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* O Papa Francisco é o terceiro de três campeões da liberdade!

segunda-feira, março 25th, 2013

Hugh Hewitt

O Papa Francisco é o terceiro de três campeões da liberdade Hugh Hewitt

Karol Wojtyla conheceu os regimes nazista e comunista, e ajudou a provocar o desmoronamento do Império Comunista.

Joseph Ratzinger cresceu sob os nazistas, também, e passou a maior parte de sua vida ao lado de seu amigo João Paulo II na batalha mundial contra os Soviéticos e suas ramificações em várias fachadas intelectuais através do mundo.

Agora surge Jorge Mário Bergoglio, que também passou muitos anos de sua vida em duplo conflito com fascistas e comunistas. Christopher Hitchens disse-me na última entrevista que fiz com ele que o ditador argentino General Jorge Videla foi o mais perverso dos muitos homens perversos que o escritor tinha conhecido. O novo Papa teve portanto que lutar contra o pior dos piores, justamente como seus imediatos predecessores.

As batalhas do século 20 nos entregaram um novo experimentado líder para os capítulos iniciais do novo século. Francisco vem liderar uma Igreja que está realmente cansada e ferida por aquelas épicas batalhas, e essas feridas têm ficado mesmo mais dolorosas. Um corpo enfraquecido é vulnerável a tais coisas. Como qualquer Americano que pode ler sabe, a Igreja Católica Romana na América e em vários lugares do mundo foi invadida por grandes males que estão ainda sendo expurgados e expiados por novos líderes como o Cardeal Timothy Dolan, de New York, ou os arcebispos Charles Chaput de Philadelphia e José Gomez de Los Angeles.

Uma vez que J.R.R. Tolkien era um Católico, deixem-me tomar emprestado uma referência ou duas de “O Senhor dos Anéis” para ilustrar os desafios que afrontam Francisco.

O mal nunca dorme. Logo que foi desalojado na fantasia épica ele começou a procurar um novo lar, e ocupou Mordor. Eu não imaginaria representar os riscos de Tolkien com o Tom Bombadil da mídia moderna, Stephen Colbert, mas o universo do épico do inglês está sempre em nossa frente.

O Bem luta contra o Mal, e mesmo quando o Bem ganha – como em 1945 e 1989 – o Mal convoca reforços e abre uma nova frente para renovar a batalha.

Muitas e muitas pessoas estão abençoadamente vivendo em seus vários condados, atacando o aquecimento global e vários outros pretensos monstros, mas os horrores reais estão lá fora, e a Igreja Católica Romana tem, pela terceira vez em sequencia, evocado um líder que conhece exatamente a profundeza do mal.

Eu passei a maior parte da última semana entrevistando lideres intelectuais da Igreja Católica Romana na América: George Weigel, e padres como Robert Barron, Joseph Fessio, C. John McCloskey e Robert Sirico. Cada um deles estava surpreso mas também feliz com a escolha do Papa Francisco, confiantes em sua sabedoria íntima (todas essas entrevistas estão disponíveis na página de “Transcriptis” do site HughHewitt.com).

Minha última entrevista desta semana foi com o Arcebispo Chaput, que disse do novo papa que Francisco era “um homem extraordinário” e uma “extraordinária escolha”, e que ninguém deveria temer que a teologia da libertação tivesse penetrado na corte de São Pedro pela América do Sul.

“Esquerdistas argentinos da Teologia da Libertação não gostavam dele como bispo, e realmente tentaram impedir que ele fosse promovido a arcebispo de Buenos Aires”, Chaput disse-me. “Então, eles devem estar especialmente perturbados agora”.

Mas não os defensores da liberdade religiosa. Como com João Paulo II e Bento XVI, eles têm em Francisco um confiável, resistente, experiente e corajoso líder.

Hugh Hewitt é um professor de direito na Universidade Chapman e um radialista que atualiza diariamente seu blog em HughHewitt.com.

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* Atleta espanhol dá lição de honra e esportividade e VENCE SEM VENCER!

sábado, janeiro 12th, 2013

ACI

O atleta espanhol Iván Fernández Anaya deu uma lição de honra e esportividade em Navarra, Espanha ao deixar que ganhasse a competição o africano Abel Mutai, que foi o primeiro durante a corrida e parou a poucos metros de chegar à meta pensando que já tinha concluído o percurso.

Em diálogo telefônico com o grupo ACI no dia 10 de janeiro, o jovem atleta de 24 anos de idade recordou o que aconteceu no dia 2 de dezembro na corrida Cross de Burlada na qual ficou em segundo lugar, atrás do Mutai, queniano e medalhista olímpico em Londres 2012.

Abel Mutai estava ganhando a corrida e achou que já tinha terminado porque pensou que já havia chegado à meta. Por não saber falar castelhano, não entendia que as pessoas ao seu redor diziam que continuasse porque ainda faltavam vários metros. Fernández o alcançou e em vez de tirar proveito da situação para ganhar a corrida, animou o africano a continuar correndo para obter a vitória.

“Faltando 150 metros, ele se distanciou 20 metros de mim e quando vi que ele parou antes da chegada eu fiquei um pouco surpreendido, acho que ele não tinha entendido bem que ainda não tinha chegado e que a meta ainda estava a 50 metros”.

Iván Fernández disse ao grupo ACI que Mutai “olhou para trás e via que as pessoas falavam para ele que continuasse, mas como não sabia castelhano, não se dava conta do que estava acontecendo. Então eu vim de trás e o empurrei para a meta”.

Ao ser perguntado se eles tinham conversado depois da corrida o atleta espanhol respondeu que “falamos um pouco, mas não nos entendíamos muito bem. Agradeceu-me por tê-lo deixado ganhar”.

“Acima de tudo nós treinamos para fazer o melhor possível, treinamos muito duro, eu quero lembrar que antes de vencer e acima de tudo está a personalidade de cada um e a esportividade com os companheiros. Nesta ocasião deixei que ele ganhasse porque meu coração me dizia que ele era o vencedor da corrida”.

Embora Fernández não viva uma vida de fé, compartilhou com o grupo ACI que recebeu da sua família uma formação de valores: “venho de uma família estruturada e tive a sorte de ter os meus pais e não me faltou nenhum dos dois”.

O atleta mantém uma relação amável e sempre agradecida com público que o segue. Em seu blog narra suas experiências esportivas, compartilha seus sentimentos como ele mesmo o descreve “com um coração aberto”. Quando relatou a história da corrida assinalou que “o que fez com que hoje seja um dia muito especial é fazê-lo compartilhado com todos vocês”.

Iván Fernández também saudou seus seguidores pelo Natal, Ano Novo e dia de Reis. Em um de seus posts titulado “Reflexão e adeus ao 2012″ afirmou: “agradeço a todos que compartilharam um segundo ao meu lado e me tiraram um sorriso. Agradeço a todos os que me mandaram e-mails, mensagens de apoio e de felicitações durante este último mês. De coração desejo o melhor a todos”.

O atleta é natural de Vitória. Dos 6 até os 14 anos esteve na escola de futebol do seu colégio. A partir dos 9 anos combinou o futebol com o atletismo e participava de competições locais.

Fernández foi, em várias ocasiões, campeão nacional da Espanha e representou o seu país em campeonatos mundiais de cross (country) e pista.

Iván Fernández é formado em manutenção e sistema de regulação e controle. Atualmente estuda mecatrônica. Divide seu tempo entre a faculdade e seus rigorosos treinamentos que realiza nas manhãs e nas tardes.

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* “Falamos de adultos vivendo como adolescentes mimados”. A civilização, a barbárie e a defesa dos valores.

quinta-feira, janeiro 10th, 2013

Blogueiro Jorge Ferraz

Muito interessante o artigo do Rodrigo Constantino( http://zezoferreira.blogspot.com.br/2013/01/o-estado-de-bem-estar-social-criou-uma.html ) Analisando a maneira como o homem moderno encara o mundo ao seu redor, o articulista sentencia:

Somos os herdeiros de uma geração mimada, que colheu os frutos do árduo trabalho de seus pais, acostumados com vidas mais duras, com guerras, com diversas restrições. Essa geração, principalmente na década de 1960 e 70, pensou que bastava demandar, e todos os seus desejos seriam atendidos, sabe-se lá por quem.

A tese não é nova. Ela já se encontra na clássica obra do filósofo espanhol Ortega y Gasset, “A Rebelião das Massas”; curiosamente, o livro foi escrito no final da década de 20 do século passado, mostrando que o fenômeno se encontrava bem delineado já quarenta anos antes do período histórico citado pelo articulista d’O Globo. A análise, não obstante, é precisa. Não creio que tenhamos melhorado muito de lá para cá.

A idéia de que «[o] Estado de bem-estar social criou uma bomba-relógio, mas ninguém quer pagar a fatura» pode parecer catastrofista para alguns, mas esta recusa em aceitar o diagnóstico só reforça a existência da moléstia. Afinal, como diz o Constantino, a crise não é somente econômica, mas também moral; e o desprezo que a sociedade nutre para com os valores que foram fundamentais à sua construção é a característica mais pungente e universal das crises modernas.

Ortega y Gasset não padece das mesmas limitações de espaço que o Constantino na sua coluna de jornal e, portanto, pode se dar ao luxo de ser mais persuasivo. O filósofo espanhol gasta longas páginas para explicar como o homem moderno deixou de se sentir obrigado pelas circunstâncias exteriores – as intempéries da natureza, os conflitos entre os indivíduos e os povos, a penúria e a escassez de recursos, etc. – para se enxergar como um detentor de direitos ilimitados cujo merecimento é pressuposto como se fosse uma lei básica da natureza.

Em uma palavra: estamos falando do fenômeno que produz adultos vivendo como adolescentes mimados, incapazes de fazer as coisas por conta própria e acreditando sinceramente que a tudo têm direito, bastando-lhes bater o pé e exigi-lo a plenos pulmões. Mas o alto grau de civilização ao qual fomos capazes de chegar (e que possibilita, sim, alguns benefícios perfeitamente inimagináveis a civilizações passadas) não se sustenta por si só, muito pelo contrário: exige o trabalho árduo de homens valorosos que possam mantê-lo. E as atuais circunstâncias nas quais vivemos fazem com que homens assim sejam cada vez mais raros: é a própria civilização que, se mal vivida, enseja e produz a barbárie.

Num tal cenário, são em princípio bem-vindas todas as iniciativas que intentem chamar a atenção para os riscos que corremos, por impopulares que sejam. Mas temo que elas caiam na irrelevância exatamente por pintarem um quadro demasiado tétrico, excessivamente indigesto à sensibilidade moderna. Como – a comparação é-me inevitável – o homem d’A República de Platão que, tendo saído da caverna para ver o mundo verdadeiro, é tratado com escárnio e hostilidade ao voltar para os seus e lhes contar que eles não vêm senão sombras. Penso que é necessário tomar o devido cuidado para evitar este tipo de reação: afinal de contas, não nos interessa simplesmente que as gerações futuras reconheçam o acerto de nossas análises, interessa-nos oferecer a nossa contribuição para evitar (ou pelo menos minimizar) as agruras que se anunciam no horizonte.

Muita água rolou por debaixo da ponte nesses últimos oitenta anos, e alguém pode dizer que a realidade, no geral, tem se mostrado muito mais aprazível do que os vaticínios feitos há tantas décadas por um espanhol que morreu antes do nascimento dos Beatles; à parte a Segunda Guerra, a tensão que se lhe seguiu e alguns conflitos menores aqui e acolá, o mundo ainda parece ser um lugar bem habitável e não parece que estejamos caminhando rumo à borda do penhasco. Por quê, então, ressuscitar estas teorias ultrapassadas, que o decurso dos anos já demonstrou falsas e excessivamente pessimistas?

De minha parte, eu penso que aqueles princípios estão corretos, mas tão corretos que as únicas tentativas de desmenti-los se dão no campo da casuística seletiva: “isto ainda não aconteceu”, “as coisas não estão tão ruins assim”, “em tais e quais aspectos estamos melhores do que há vinte anos”, et cetera. E, exatamente por isso, penso que é desejável apresentar o discurso sob uma ótica mais propositiva.

Eu não sei se o mundo vai se transformar num lugar impossível de se viver (e nem muito menos quando isso se dará); mas sei que ele possui incontáveis problemas que poderiam ser resolvidos se as pessoas tivessem um senso moral mais apurado. Eu não sei se os netos pobres seremos nós ou os nossos filhos; mas sei que diversas coisas foram perdidas ao longo das últimas gerações e recuperá-las vai indiscutivelmente nos enriquecer. Eu não sei quais os limites exatos de flexibilidade moral que uma sociedade pode suportar antes de entrar em colapso; mas sei que existem valores, que eles são uma coisa positiva e, portanto, sempre vale a pena – independente das circunstâncias históricas que nos cerquem – defendê-los e os promover.

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* Por que é tão difícil aceitar a própria fraqueza? Jean Vanier responde.

terça-feira, janeiro 8th, 2013

A revista La Vie se encontrou com o fundador da L’Arche, a associação que acolhe pessoas com deficiência mental. Aos 84 anos, depois de uma vida a serviço dos mais fracos, Jean Vanier fala com doçura e profundidade.

A reportagem é de Jean Mercier, Marie-Lucile Kubacki e Aymeric Christensen, Revista La Vie.

Apenas mencionamos o Natal, e ele abruptamente deixa a cadeira e vai pegar, em uma prateleira, uma bola de lã. Seu rosto se ilumina. Dentro dela, um minúsculo presépio… as paredes e os personagens são fabricados a partir da tosquia de ovelhas de Belém. Humildade, calor e doçura: Jean Vanierestá todo nesse objeto…

Encontramo-lo na comunidade da L’Arche de Trosly-Breuil, em Oise, França, onde acolheu, por mais de 40 anos, dezenas de pessoas com deficiência, compartilhando a sua vida diária, a serviço da sua dignidade e da sua felicidade. No seu último livro, Les Signes des Temps (Ed. Albin Michel), esse mestre espiritual volta a abordar a necessidade da humildade e da aceitação, por parte de cada um, da própria pobreza.

Aos 84 anos, como o senhor acolhe a fraqueza relacionada com a idade?

A minha grande sorte é a vida comunitária. Eu não tenho mais responsabilidade direta na L’Arche desde os 75 anos. A minha identidade não está no “fazer”. O que eu vivo é da ordem da comunhão. Não há maior felicidade do que não ter mais necessidade de provar nada a ninguém, mas de ser amado assim como se é. Tudo ficou mais simples. Eu não poderia estar mais feliz…

Quando o senhor era mais jovem, teve a experiência de se sentir pobre e fraco?


Sim. Na vida cotidiana, percebi que, para acolher e amar uma pessoa ferida, a minha motivação não era suficiente. Eu tinha que tomar consciência da minha fraqueza. Acima de tudo, entendi que eu não podia agir sozinho, que eu precisava dos outros.

Quando Pauline chegou à L’Arche, em 1973, ela tinha 40 anos e havia sido humilhada, rejeitada durante anos. Para acolher Pauline, era preciso que eu estivesse cercado por uma comunidade e por colaboradores que me apoiassem. E, acima de tudo, era preciso que eu me tornasse pequeno e humilde, que renunciasse a ser dominador, isto é, a ser aquele que sabe tudo e que fiz a todos o que é preciso fazer. Porque, para Pauline, não adiantava um profissional que lhe “fizesse” o bem. Ela precisava de uma pessoa que lhe dissesse: “Eu estou contente por viver com você”. As pessoas com deficiência, portanto, me ensinaram que, se eu acredito que sou forte, devo me tornar fraco.

Como se aprende a se tornar fraco?


Se me encontro diante de uma pessoa que sofre do mal de Alzheimer, por exemplo, sou pobre, não tenho nada a fazer a não ser tomar a sua mão, sorrir, cantarolar ou “esboçar” um passo de dança. Faz-se a experiência do que Jesus disse a São Paulo, quando este suplicou ao Senhor para lhe tirar a sua fraqueza. Paulo fala a respeito de maneira “imagética” como de um espinho cravado no seu lado. Mas Jesus lhe diz: “A minha graça te basta. Porque a minha força se desdobra na fraqueza”.

No seu livro, o senhor fala da “feliz fraqueza da criança”. Pode-se usar a mesma expressão para uma pessoa idosa não mais autossuficiente?

Seja criança ou velho, a fraqueza não é felicidade se não se é amado. É o inferno. É preciso que o velho seja amado por aquilo que é, não por aquilo que faz, de alguém que lhe diga: “Eu amo você como você é”. A questão de saber se sou amável é muito profunda.

No fundo, sempre nos perguntamos secretamente: “Há pessoas que se interessam não por aquilo que eu faço, mas sim por aquilo que eu realmente sou?”. E precisamos de um verdadeiro encontro, em uma pobreza que não busca poder algum. No meu livro, eu falo de uma experiência que eu vivi com uma assistente da nossa comunidade, na Austrália, com um jovem prostituto. Ela havia acorrido ao leito desse jovem que estava morrendo de overdose, que lhe jogou na cara: “Você sempre quis me mudar, você nunca aceitou como eu sou”. Ele estava procurando uma pessoa capaz de ouvi-lo sem querer mudá-lo. Aquela mulher não o tinha encontrado verdadeiramente.

Por que é tão difícil aceitar a própria fraqueza?

Etty Hillesum se compara a um poço, no fundo do qual Deus existe, mas que está obstruído por detritos. Esses detritos representam a minha tendência compulsiva a provar que sou melhor do que os outros. Quero ser reconhecido, com títulos, etiquetas. É um modo de me pôr em uma hierarquia, muitas vezes cultural, que me tranquiliza. Mas Jesus me diz: “Quando você oferece um almoço ou uma janta, não convides os seus amigos, nem os seus vizinhos ricos, mas convide os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então, você será abençoado”. E acrescenta: eu serei realmente feliz quando as minhas barreiras, os do poder e do conformismo, começarem a cair. É uma luta, porque a promoção e o sucesso estão no centro de tudo. Mesmo nas escolas católicas, coloca-se em primeiro lugar o 100% de sucesso no vestibular… O meu objetivo é ajudar as pessoas a descobrir que são um poço e que podem dar a vida no seu encontro com o outro. É uma verdadeira luta em uma cultura da normalidade, em que a obsessão é mendigar a aprovação dos chefes, em vez de ajudar as pessoas a serem verdadeiras.

Há aqueles que fantasiam um mundo sem pessoas com deficiência. Como seria esse mundo?


Eliminar a deficiência? Então, seria preciso impedir todas as doenças mentais! Tal idealização sonha com um mundo sem morte. A tirania da normalidade e da competitividade leva a humilhar cada vez mais as pessoas que não estão na norma. Quer-se um mundo perfeito, como se quer um filho perfeito. Se eu quero criar uma criança para satisfazer os meus desejos, eu crio um conflito, porque uma criança deve ser claramente liberta do desejo dos seus pais.

Ser “fraco” e verdadeiro é algo que implica em riscos?


Certamente, é perigoso ser você mesmo, até porque posso me equivocar. Uma palavra de Etty Hillesum me ajudou: “A possibilidade da morte está perfeitamente integrada na minha vida”. Em outras palavras: eu aceitei que façam parte da minha vida a perda e o fracasso, ou seja, o risco. Quando eu comecei a L’Arche, eu tomei comigo dois homens que vinham do manicômio e vivia com eles. Eu não sabia o que eu estava fazendo, não refleti muito a respeito. Confiei-me ao que eu sentia que era o meu dever. E eu acreditei na Providência. Para viver, é preciso aceitar a insegurança, ousar ser diferente, fazer com que as coisas mudem. Corremos riscos quando fazemos ouvir uma voz diferente.

Algumas pessoas se mostraram vulneráveis, e a sua confiança foi traída. Elas dizem: “Não caio mais nessa!”. O que o senhor responde a elas?

Quando a confiança é destruída, é muito duro. É preciso que a pessoa traído ouça alguém lhe dizer: “Sim, você sofreu terrivelmente, o que você viveu é assustador”.

Stéphane Hessel disse aos jovens: “Indignai-vos!”. E o senhor, o que diz a eles?

Seria simples demais, um slogan… Eis o que eu digo a eles: “Vocês sabem que são belos? Vocês são preciosos, você carregam dentro de si capacidades extraordinárias de bondade, podem dar a vida através da sua compaixão. Mas, para isso, é preciso se levantar, agir!”.

Na Igreja, estamos entrando em um período de fragilidade e de pobreza, as pessoas estão preocupadas. Qual é a sua mensagem de esperança?

Muitas pessoas são como Pedro antes do Pentecostes: não suportava que Jesus falasse de fraqueza, de sofrimento, de que ele lavaria os seus pés. A tal ponto que acabou dizendo, quando Jesus foi preso: “Eu não conheço esse homem!”. Sim, Jesus é forte. Mas há também um Jesus fraco, que quer entrar em uma comunicação coração a coração conosco. Há também uma Igreja humilhada, sobretudo por causa das suas próprias culpas. Uma Igreja que me oferece o corpo e o sangue de Jesus. O Verbo se fez carne. É preciso que o meu coração de pedra se torne um coração de carne. “É preciso que você coma a minha carne para se tornar como eu”, disse Jesus. É surpreendente, não? Ele acrescenta: “Digo-lhes isso para que a minha alegria esteja em vocês, e a sua alegria seja perfeita”. Sonho que somos pessoas felizes em pequenas comunidades, em que os fracos e os fortes são alegres juntos, em um lugar de comunhão em que não teremos que provar que somos melhores do que os outros. Que damos vida revelando-nos reciprocamente que somos cada vez mais belos do que pensamos.

Esse é o centro da mensagem evangélica?


Deus se revela na fraqueza e na vulnerabilidade. Eu descubro quem Jesus realmente é quando eu descubro que sou fraco e que preciso de um Salvador que me salve dos meus medos e das minhas atitudes compulsivas. Que me ajude sobretudo a aceitá-los, isto é, que as coisas não mudarão rapidamente, como podemos desejar. Devo aceitar a minha realidade, isto é, que eu não sou perfeito. É preciso aceitar a própria fraqueza. Nisso está a verdadeira beleza do ser humano.

Percurso de Jean Vanier

1928 – Nasce em Genebra (Suíça).
1942 - Entra, a seu pedido, no Colégio da Marinha Real (Reino Unido) aos 13 anos.
1950 – Renuncia à Marinha e estuda teologia.
1964 – Estabelece-se em Trosly-Breuil (Oise) com dois deficientes mentais. Assim começa a aventura da comunidade de L’Arche, que se espalhou a partir dos anos 1970 por todos os continentes.

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* Você consegue ver beleza na “imperfeição”? QUEM AMA, consegue!

domingo, janeiro 6th, 2013

– Sinto muito, mas as notícias não são boas…

Foi isto que Cliona Johnson ouviu da profissional que lhe fazia um exame de ultrasom. Ela e seu marido, já pais de quatro meninas e um menino, só resolveram fazer o procedimento para descobrir o sexo do bebê, o que não haviam feito das outras vezes, porque seu único filho homem estava ansioso para saber se ele finalmente teria um irmãozinho.

O chefe do departamento responsável pelo exame, explicou a ela e seu marido John Paul que seu bebê de 22 semanas de gestação sofria de anencefalia. Após o baque inicial do diagnóstico, Cliona e seu marido John Paul nem por 1 minuto pensaram em abortar o bebê e isto ficou claro quando seu marido disse a ela que queria dar o nome a seu filho de John Paul, como seu próprio nome.

Voltaram para casa e contaram à sua linda família a novidade. A reação, como natural, foi de tristeza, mas logo em seguida a normalidade voltou à casa dos Johnsons. Cliona teve a certeza de que teria esta criança pelo tempo que ela lhe fosse confiada, fosse até o dia seguinte, por mais 3 meses ou o que fosse possível.

Todos as noites, ao se deitar, Cliona dizia boa noite a seu filho ainda não nascido. A cada manhã ela agradecia porque ele estava com ela por mais um dia. Ela estava consciente, durante todo o tempo, da dor que haveria quando seu filho se fosse, mas ela sabia que apesar desta dor o importante seria as memórias que ela e sua família poderiam ter do tempo que passaram com o pequeno John Paul.

John Paul nasceu e faleceu após 17 minutos. Seu pai foi quem cortou seu cordão umbilical e quem o batizou. O bebê foi tomado nos braços por seus familiares e tudo ocorreu na paz enquanto a vida de John Paul expirava.

Cliona e sua bela família aprenderam através do pequeno John Paul, ela hoje tem conciência disto, que a dor faz parte da vida tanto quanto a alegria. Cliona, que se considerava uma perfeccionista, através da dor aprendeu com seu bebê que há beleza na imperfeição. Ele ensinou à sua família a aproveitar mais a vida, a viver as pequenas coisas e os breves momentos. Ensinou sua mãe a ser mais paciente com seus filhos e ensinou, principalmente, que a imperfeição nos seres humanos é uma coisa bela.

Eis as palavras de Cliona ao final do vídeo abaixo:

“Quando uma mãe está diante de um diagnóstico de uma condição que seu bebê irá morrer em breve a tendência é que ela tente afastar de si esta dor. Todos preferiríamos que esta dor fosse embora. Mas o que eu gostaria de fazer é encorajar uma mãe que se encontre nesta situação a parar e pensar que o futuro, de um jeito ou de outro, reserva que eu permaneça viva e meu filho faleça. Eu não tenho escolha. A escolha que eu tenho é o que eu farei, qual será minha participação na vida de meu bebê enquanto eu o tenha comigo e qual será minha participação em sua morte. E eu ficarei aqui, de uma forma ou de outra, com a dor de tudo isso pelo que passei.

A escolha é se eu ficarei aqui com a dor, mas também com as lembranças e a capacidade de cura desta dor ou se ficarei aqui com a dor e sem as doces lembranças.

Então o que eu gostaria de dizer a uma mulher que se encontre também nesta situação é que isto é sim possível. É difícil, mas é um sentimento único poder segurar seu filho neste momento.”

Quem ama de verdade, como Cliona e sua família, não ama APESAR das imperfeições, mas ama COM as imperfeições, pois esta é uma das principais características de nós, humanos. E não é isto exatamente uma imagem do amor que o Senhor Deus tem por nós? Ele não nos ama mesmo que tenhamos os maiores defeitos em nossos corações?

John Paul pode ter visto a luz por apenas 17 minutos, mas foi e será amado para sempre. E a luz de sua vida está a brilhar cada vez mais para sua família e para todos nós.

Vídeo em Inglês.


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* Veja a diferença de um cão para certas pessoas que habitam esse sofrido planeta esquecido de seu criador!

sábado, janeiro 5th, 2013

Atenção, as imagens são fortes..

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* População brasileira é conservadora, confirma Datafolha.

terça-feira, dezembro 25th, 2012

A maioria dos brasileiros é tolerante com a homossexualidade, mas é contra a liberação do uso de drogas. A maioria acha que a desigualdade social alimenta a pobreza, mas acredita que a maldade das pessoas é a principal causa da criminalidade.

Esse contraste entre posições liberais e conservadoras é uma marca da sociedade brasileira, de acordo com pesquisa nacional feita pelo Datafolha no último dia 13. Foram realizadas 2.588 entrevistas em 160 municípios.

Inspirado por uma metodologia adotada por institutos de pesquisa estrangeiros, o Datafolha submeteu os entrevistados a uma bateria de perguntas sobre assuntos polêmicos para verificar a inclinação das pessoas por valores liberais e conservadores.

Entre os temas explorados pelo levantamento, a questão que menos divide a sociedade brasileira diz respeito à influência da religião na vida das pessoas. Para 86%, crer em Deus torna as pessoas melhores. Só 13% acham que isso não é necessariamente verdadeiro, afirma o Datafolha.

A questão que mais divide os brasileiros, de acordo com a pesquisa, tem a ver com o papel dos sindicatos. Para 49%, eles são importantes para defender os interesses dos trabalhadores.
Mas 46% acham que eles servem mais para fazer política do que para representar seus filiados.

Para 61% dos entrevistados, parte da pobreza brasileira pode ser explicada pela falta de oportunidades iguais para que todos possam subir na vida. Para 37% o problema é a preguiça de pessoas que não querem trabalhar.

A desigualdade é o fator principal na opinião dos mais jovens, e uma explicação menos convincente para os mais velhos. Na região Sul do país, 50% acham que a falta de oportunidades é o problema, e 48% culpam a preguiça.

Fonte: com IMAGEM ABAIXO COMPLETA

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1206138-tendencia-conservadora-e-forte-no-pais-diz-datafolha.shtml

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* Pesquisa mostra que pessoas dos países mais felizes do mundo tem na família e na religião seu diferencial.

domingo, dezembro 23rd, 2012

Uma pesquisa feita cerca de 150.000 pessoas de todo o mundo descobriu que sete dos 10 países do mundo com as atitudes mais otimistas estão na América Latina. O Brasil está em 16º lugar, segundo o ranking medido pela Gallup World Pool.

O Instituto Gallup perguntou a 1.000 pessoas em cada um dos 148 países pesquisados sobre como via a vida e se tinha sentimentos alegres no dia anterior. Em comparação com a mesma pesquisa realizada em 2010, o índice brasileiro pulou de 6,8 para 7,1.

A conclusão dos estudiosos é que apenas riqueza e saúde não garantem a felicidade de um povo, afinal o país com maior renda per capita do mundo, o Catar, não está sequer entre os 10 mais felizes.

Com sete entre os 10 países mais otimistas, um dos principais fatores de contentamento do povo da América Latina é a religião. Outros aspectos são a relação com família e amigos, apesar de uma realidade econômica na maioria das vezes difícil.

Em primeiro lugar ficou o Panamá, com mais de 85% respondendo positivamente. Depois vieram Paraguai, El Salvador, Venezuela, Trinidad e Tobago, Tailândia, Guatemala, Filipinas, Equador e Costa Rica.

As pessoas com menor índice de emoções positivas vivem na rica ilha-Estado de Cingapura. Outros países ricos também ficaram, surpreendentemente, bem embaixo na lista. Alemanha e França empataram com a Somália em 47º lugar.

A colocação nada tem a ver como Índice de Desenvolvimento Humano elaborado pelas Nações Unidas anualmente, que analisa expectativa de vida, nível de educação e renda per capita. Este é um paradoxo com sérias implicações neste campo relativamente novo e controverso chamado de “economia da felicidade”, que busca analisar o desempenho dos governos neste processo.

Em pelo menos nove países houve surpresas, como Iraque, Iêmen, Afeganistão e Haiti, que vêm convivendo com problemas políticos sérios nos últimos anos. A pesquisa mostra que as nações prósperas também podem ser profundamente infelizes, como a maioria dos Estados europeus, onde a população não parece se contentar apenas com aspectos materiais da vida. Com informações Gallup e Daily Mail.

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* Papa concede indulto a ex-mordomo que traiu sua confiança.

domingo, dezembro 23rd, 2012
France Press

O Papa Bento XVI concedeu neste sábado (22/12) indulto a seu ex-mordomo Paolo Gabriele, condenado em outubro por ter roubado documentos secretos do Vaticano, anunciou o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi.


“O Santo Padre, em um ato muito paternal, foi ver Paolo Gabriele pessoalmente para informá-lo que ele havia concedido sua graça”, indicou o padre Lombardi aos repórteres. O encontro durou cerca de 15 minutos, segundo o Vaticano.

Paolo Gabriele imediatamente recuperou a liberdade e voltou para sua casa, no Vaticano, com sua esposa e três filhos. No entanto, em sua declaração oficial, o Vaticano disse que ele “não poderá retomar seu trabalho anterior, nem continuar a residir no Vaticano”. A Santa Sé irá ajudá-lo “a retomar uma vida tranquila com sua família”.

“O Santo Padre visitou-o na prisão, para confirmar o seu perdão e comunicar pessoalmente que ele acolheu seu pedido de perdão, apagando a sentença que tinha sido imposta”, disse o porta-voz.

Gabriele foi condenado no dia 2 de outubro a 18 meses de prisão pelo tribunal do Vaticano por “furto qualificado” de documentos confidenciais. Ele não recorreu.

O mordomo passou um total de 117 dias na prisão, entre o período de detenção depois de sua prisão em 23 de maio e o período de encarceramento em uma cela da Gendarmaria do Vaticano após o veredicto.

“É um gesto paternal do Santo Padre a uma pessoa com quem o Papa compartilhou por vários anos uma proximidade”, explicou o padre Lombardi.

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* Atenção pais!! Cresce exposição de jovens na internet, afirma pesquisa.

quarta-feira, dezembro 5th, 2012

O Estado de S.Paulo

Maria Rita Nunes até ganhou uma cadeira mais confortável do pai para não sofrer de dores nas costas durante as cerca de seis horas diárias que fica em frente ao computador de casa. Isso sem contar as espiadas na internet do celular durante o intervalo das aulas no Colégio Santa Maria. Não raro, ela troca o tempo de sono da madrugada para assistir a algum vídeo publicado por um amigo ou para postar no Twitter. Afinal, foi por essa ferramenta que ela conheceu uma de suas melhores amigas.

Aos 15 anos, a adolescente é o retrato do que mostra a pesquisa Nós, Jovens Brasileiros, realizada pelo Portal Educacional, que mapeou o comportamento de 4 mil estudantes de 13 a 17 anos, alunos de 60 escolas particulares de todo o País. Neste ano, foram os próprios jovens que sugeriram as questões que, depois de selecionadas, compuseram o corpo do questionário.

E, quando o assunto é internet, as descobertas revelam desde questões mais objetivas – como o tempo de uso, que cresce ano após ano – até temas bem mais delicados, como a disposição a se expor na rede.

Um dos dados mais preocupantes é o que mostra que, do total de entrevistados, 6% deles já apareceram nus ou seminus em fotos na rede e o mesmo porcentual já mostrou partes íntimas de seu corpo para desconhecidos por meio de webcam. Além desses, outros 3% já pensaram em se exibir dessa forma, mas não puseram isso em prática.

Destemidos. “Isso reforça a nossa percepção de que o jovem acredita que a tela e a distância relativizam o risco do perigo”, diz o psiquiatra Jairo Bouer, parceiro do Portal Educacional. “Ou ele quer se diferenciar e ganhar fama a qualquer preço, e para isso avalia que vale a pena até mostrar o corpo, ou ele é inocente e acha que não é tão grave.”

O caso narrado por Caio Cardoso Fossati, de 15 anos, aluno do Colégio 12 de Outubro, foi de completa ingenuidade, acredita ele. Caio conta que um de seus amigos recebeu de uma paquera uma foto dela nua. “A garota gostava dele e achava que era uma forma de atraí-lo.” A estratégia deu errado. Além de não se seduzir, o adolescente mostrou a imagem a um grupo de amigos que a conheciam e o assunto virou piada. “Só não ficou pior porque ela não sabe que todos nós a vimos daquele jeito.”

Ivanna Castelli, de 13 anos e estudante do 8.º ano do ensino fundamental, diz que várias de suas amigas se expuseram dessa forma. “Algumas queriam aparecer e outras atenderam ao pedido do namorado. O problema é que isso sempre espalha, e elas acabam se arrependendo.”

Para Carmen Neme, professora do programa de pós-graduação em Psicologia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), essa exposição é resultado da falta de controle dos impulsos sexuais, própria da adolescência, com o imaginário, também típico da idade, de que estão acima de qualquer risco. “O adolescente acha que nada vai acontecer, porque ele é muito esperto.”

O único antídoto a isso, explica, é a presença mais atuante dos pais. Uma intervenção que não se limite a um código de conduta com sites proibidos e permitidos, mas que subentenda mais tempo de convivência. “O problema não é a internet. A questão é que os adolescentes estão sozinhos. Nunca se viveu de maneira tão solitária como agora. Os pais estão longe, e a internet parece suprir a ausência“, diz Carmen.

Sem orientação, somem os limites. “Uma “certa” rebeldia é tolerável, porque o adolescente que não se rebela não sai da dependência familiar. Mas a rebelião tem de ser dentro de certos limites. Ele pode questionar valores, confrontar, mas não pode perder o controle de impulsos, destruir os vínculos.”

Descuido. Se a questão não for cuidada em tempo, pode ser tarde para que essa intermediação aconteça. O diretor do Colégio Mary, Cesar Marconi, conta que com frequência chama os pais à escola para discutir os limites dos filhos frente à internet.

O maior problema, por ali, é a queda do rendimento por conta do cansaço. “Tem aluno que chega morrendo de sono, não consegue se concentrar e, ao ser questionado, diz que não dormiu porque ficou na internet a noite toda.” Ao serem convocados, diz Marconi, oito em cada dez pais dizem conhecer essa rotina. “Mas admitem que não conseguem mais controlar.”

Uma outra pesquisa divulgada nesta semana pela Fundação Telefônica – o estudo mapeou o comportamento de crianças e jovens frente às telas de computador, celular e televisão – mostrou que 58,6% das crianças e 76,5% dos jovens acessam a rede sozinhos. O computador, revelou a pesquisa, se localiza preferencialmente no quarto da criança (37,6%) ou do adolescente (39,3%). Quanto à orientação, 31,7% dos jovens declararam que seus pais não costumam fazer nada em relação às atividades que desenvolvem na internet.

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* As aparências enganam, MESMO! Imperdível!

segunda-feira, dezembro 3rd, 2012

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* Liberdade de consciência é “inegociável”. Leia e entenda.

quinta-feira, novembro 22nd, 2012

Zenit

Superando as fortes pressões do lobby gay e abortista contra sua eleição, o político católico maltês Tonio Biorg (Foto) foi confirmado para a Comissão de Saúde e Consumo da União Europeia (UE).

O Parlamento da UE decidiu a vitória de Borg ontem, 21, por 386 votos a favor e 281 em contra e 28 abstenções.

Conforme assinala a plataforma espanhola pró-família HazteOir (HO), esta votação “vinha precedida de uma formidável polêmica internacional, provocada pela agressão de determinados lobbys radicais –financiados pela própria UE–”.

Entre estes grupos estão a Federação Humanista Européia, a Associação Internacional de Lésbicas e Gays (ILGA) e a multinacional abortista Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF), “que quiseram impor o veto ao político maltês exclusivamente por suas convicções morais e religiosas”.

Com o caso do Borg, assinala HO, “o verdadeiro respeito a um dos valores indisputáveis da Europa –a liberdade de consciência– foi novamente posto à prova. E o resultado, defendido por milhares de cidadãos através do alerta da HO, não pôde ter sido mais satisfatório: venceu a liberdade. Venceram os cidadãos”.

O alerta do grupo espanhol HazteOir pedindo a nomeação de Borg passou de 21 mil assinaturas no dia 20 de novembro a 37 526 (mais de 15 mil novas assinaturas) em menos de 24 horas.

Durante as últimas semanas Borg, ministro maltês de Assuntos Exteriores foi submetido ao escrutínio do Parlamento Europeu para comprovar sua idoneidade para o cargo.

Como parte do processo de escrutínio da Euro câmara, Borg respondeu por escrito a cinco perguntas dos deputados e respondeu às perguntas dos representantes de três comissões parlamentares da câmara em uma audiência de três horas de duração.

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