Posts Tagged ‘Valores’

* Mãe, apelidada de Barbie Humana, injeta botox no rosto da filha de 16 anos.

sexta-feira, março 5th, 2010

Picture 3

Uma adolescente de 16 anos acaba de fazer história no mundo obsessivo das intervenções estéticas.

O jornal Daily Mail publicou hoje a história de Hannah: a menina inglesa que começou a se submeter no ano passado, quando tinha 15 anos, a injeções de botox no rosto, aprovadas pela mãe, numa clínica na Espanha. Agora, a própria mãe aplicou uma nova leva de injeções nos músculos faciais da filha (foto acima).

A adolescente explicou candidamente à repórter: ”Eu queria colocar botox por duas razões: previne rugas e todo mundo na minha escola estava falando sobre B”.

Quem diria: botox passou a ser apelidado carinhosamente pelas adolescentes somente pela inicial…B.

Quem a levou a pensar  em botox e, pior, quem aprovou, pagou e aplicou as injeções no rosto de Hannah foi a mãe, segundo o tabloide inglês.

Mães costumam ser modelos para as filhas. E esta certamente é: Sarah Burge já se sujeitou a mais de 100 procedimentos cosméticos dos mais variados níveis e profundidades, a um custo de meio milhão de libras (R$ 1 milhão 350 mil). E por isso ficou conhecida como a Barbie Humana. Sarah trabalha com isso: é esteticista.

A filha recebeu metade da dosagem da substância normalmente administrada em adultos.

Objetivo? Prevenir rugas no futuro.

Hannah hoje tenta celebrar um título mundial: depois de pesquisar na internet, viu muitos exemplos de adolescentes colocando botox aos 16 anos, mas, aos 15, ela seria a mais jovem da história… As primeiras aplicações foram no ano passado, quando era apenas uma debutante na vida – e o espelho passou a ser seu inimigo.

Seu depoimento para o jornal provoca calafrios:

“Eu tinha umas duas rugas na testa e ao lado da boca, e não estava nada contente com isso. Aparência é importante para mim e não quero parecer horrorosa (ugly) quando eu tiver 25 anos. Algumas amigas me disseram que, quanto mais cedo a gente coloca botox, menos rugas a gente tem quando adulta”.

A mãe se considera especialista neste tipo de procedimento, ficou muito excitada, segundo o Mail, com a decisão da filha, e achou sensacional que Hannah tenha sido “franca e honesta” sobre seu desejo, em vez de fazer escondido.

A Barbie Humana, que tem três filhos, se orgulha muito de ter decidido aplicar, ela mesma, as injeções. “Eu seria hipócrita se dissesse não, depois de já ter feito tantas plásticas no corpo e no rosto. “Sei que muitos pais e mães ficarão horrorizados com minha atitude” – disse ela ao Daily Mail – “mas meu envolvimento direto foi uma forma de proteger minha filha de esteticistas charlatães ou inexperientes”.

Sarah, que já fez implantes na bochecha, e vários liftings e lipoaspirações, além de três plásticas no rosto, considera ter tomado uma atitude muito responsável ao assumir pessoalmente a aplicação das injeções.

Mas cirurgiões entrevistados pelo tabloide ficaram chocados com a idade da menina. E alertaram para os perigos dos excessos de botox, que podem provocar paralisia nos músculos faciais.

Hannah, porém, se considera imune a esses perigos. E acha que será jovem eternamente, sem rugas e com a ajuda da mãe, sua musa inspiradora.

O que você acha da história de Sarah e Hannah? A filha é o retrato de uma geração obcecada com a “beleza” e a “juventude”? A mãe agiu certo ou deveria ter proibido a filha de colocar botox, pelo menos antes de ser maior de idade? Ela pode estar usando a filha como cobaia e deveria ser punida?

Fonte: Mulher 7 x 7

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* Vamos deixar que entrem e invadam nosso lar e quintal?

sexta-feira, março 5th, 2010
Roberto Carlos G. Souza

Dias atrás eu conversava com minha esposa sobre a programação da Rede Globo, do padrão de qualidade, da audiência, do investimento gigantesco em publicidade e das inúmeras repetidoras espalhadas no Brasil e no mundo.

Acontece que a Globo, com todo esse poder de penetração na sociedade e dentro de nossas casas, vem introduzindo, silenciosamente, uma cultura de libertinagem, traição, adultério e rompimento com a célula familiar de forma sutil.

Com o advento do BBB10 a Globo conseguiu o que ela vinha tentando há muito tempo, o beijo gay ao vivo. Em duas cenas do BBB 10 aconteceram dois beijos Gay e quando um deles foi “líder” a produção do programa teve o cuidado de colocar sobre uma estante a foto do beijo, com isso a Globo faz com que seus fiéis telespectadores vejam o beijo gay como algo comum e engraçado, ou seja, aceitável.
Agora, nas novelas globais o beijo gay vai acontecer, induzindo esse comportamento aos jovens e adolescentes, induzindo legisladores a criarem leis que abonem tal comportamento.

No mesmo BBB 10 uma das participantes declarou-se lésbica e com essa declaração todas as demais mulheres do programa se aproximaram dela sendo protagonizado o selinho lésbico no programa e todos os demais a apoiaram sob o manto sagrado do não preconceito.

Na novela Viver a Vida o tema principal mostrado de forma engraçada e aceitável é a da traição e do adultério.
A Globo leva o telespectador ao absurdo de torcer para que um irmão traia o outro ficando com sua namorada.

A traição nessa novela é a mola mestra da máquina, todos os personagens se traem, e isso é mostrado de forma comum, simples, corriqueiro.

Mas talvez, a investida mais evidente e absurda esta na novela das 6h, Cama de Gato.
A Globo superou todos os limites nessa novela ao colocar como tema uma música do grupo Titãs.

Na música, nenhuma linha de sua letra se consegue tirar algo de poético, de aconselhável pra vida ou de apoio.

A letra da música faz menção descarada do Inimigo de nossas almas que deseja entrar em nossa casa (coração) e destruir tudo, tirarem tudo do lugar (destruir a célula familiar e nossa fé).

A música chega ao absurdo de dizer que devemos voltar à mesma prisão, a mesma vida de morte que vivíamos.

Amados amigos, fica o alerta, às vezes nem nos damos conta do real propósito de uma novela, de um programa, de uma música, e como Jesus esta às portas, as coisas do mal estão cada vez mais evidentes e claras. Até os incrédulos estão percebendo que algo esta errado.

Aproveito para trazer ao conhecimento a letra dessa música, cuidadosamente escolhida pela Globo para servir de tema da dita novela; música de abertura da novela.

Vamos deixar que entrem Que invadam o seu lar
Pedir que quebrem Que acabem com seu bem-estar
Vamos pedir que quebrem O que eu construi pra mim
Que joguem lixo Que destruam o meu jardim

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão – a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação – a falta de futuro

Vamos deixar que entrem Que invadam o meu quintal
Que sujem a casa E rasguem as roupas no varal
Vamos pedir que quebrem Sua sala de jantar
Que quebrem os móveis E queimem tudo o que restar

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão – a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação – a falta de futuro

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão – a falta de futuro O mesmo desespero

Vamos deixar que entrem Como uma interrogação
Até os inocentes Aqui já não tem perdão
Vamos pedir que quebrem Destruir qualquer certeza
Até o que é mesmo belo Aqui já não tem beleza

Vamos deixar que entrem E fiquem com o que você tem
Até o que é de todos Já não é de ninguém
Pedir que quebrem Mendigar pelas esquinas
Até o que é novo Já esta em ruinas


Vamos deixar que entrem Nada é como você pensa
Pedir que sentem Aos que entraram sem licença
Pedir que quebrem Que derrubem o meu muro
Atrás de tantas cercas Quem é que pode estar seguro?

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão – a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação – a falta de futuro

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão – a falta de futuro O mesmo desespero

Imaginem nossas crianças cantando isso? Trazendo isso pra dentro do coração e das almas delas?
Tentem imaginar de onde o compositor dessa pérola tirou inspiração para compôr tamanha afronta?


“… e estais sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (I Pedro 3:13).

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* Para encontrar a liberdade é necessário subordinar o desejo imediato ao julgamento da razão.

sexta-feira, março 5th, 2010
Rocco Buttiglione

Rocco Buttiglione é um prestigioso intelectual católico que no ano 2004 foi discriminado por sua fé para um cargo na União Européia. Agora escreve um artigo no L’Osservatore Romano no qual explica que a educação de crianças e jovens exige uma série de restrições, assim como a formação na liberdade para procurar a verdade, e uma correta ascese que vai de mãos dadas com a experiência da autoridade.

No texto titulado “Sem proibições não há liberdade”, o também membro da Pontifícia Academia das Ciências Sociais assinala que no centro do debate sobre a “emergência educativa” deve-se ter em conta uma entrevista do Papa Bento XVI na que assinala que “a educação bem conseguida é a formação no reto uso da liberdade”.

Para explicar isto, Buttiglione adverte primeiro que uma primeira etapa nesta educação é extirpar da mente um preconceito corrente: “que para educar na liberdade basta eliminar todo vínculo e abandonar os jovens ao simples desenvolvimento natural de suas paixões”. Isto, explica, é o “pròton psèudos (o ‘engano originário’) da pedagogia moderna.

Depois de explicar que esta maneira de ver as coisas ignora a tendência ao mal, à concupiscência introduzida no homem pelo pecado original que também fere sua vontade, o intelectual assinala que “a pedagogia emancipadora e permissiva de nosso tempo ignorou voluntariamente esta estrutura antropológica do ser humano. A intenção era realizar um homem liberado e os resultados estão muito longe das promessas iniciais”.

Depois de ressaltar que “a liberdade do homem não é a liberdade do instinto” e que só a partir do “verdadeiro bem da pessoa é possível selecionar, ordenar e organizar as estruturas interiores de um ser humano inteligente e livre”, Buttiglione assegura que para encontrar a liberdade é necessário “subordinar o desejo imediato ao julgamento da razão. Devemos selecionar entre os muitos desejos alguns que queremos realizar verdadeiramente e concentrar neles a energia da vida que se chama trabalho”.

O intelectual adverte logo sobre uma tendência atual que busca colocar à espontaneidade como um ídolo e explica a necessidade de aderir-se “verdadeiramente ao bem para procurar a verdade”.

Para obter isto, prossegue, são necessários dois fatores fundamentais no processo educativo “que hoje são sistematicamente ignorados”: a ascese e a experiência da autoridade.

A ascese, explica Buttiglione, “é a capacidade de dizer que não, de resistir à violência com a que o impulso exige ser satisfeito imediatamente sem uma reflexão que se pergunte sobre o fato de que se isso corresponder à verdade ou ao verdadeiro bem da pessoa. O permissivismo contemporâneo difamou a ascese identificando-a com a ‘repressão’. A ascese implica certamente a força de reprimir mas implica também a capacidade de dar à energia proveniente do instinto uma nova forma, correspondente à verdade da pessoa. Sem ascese não há educação da pessoa”.

Ao falar logo depois da experiência da autoridade, o perito católico indica que esta é “a presença do valor em uma pessoa que dá testemunho dele, o faz direta e facilmente perceptível para os outros. A autoridade é a guia no caminho para a experiência do valor. Sem ascese e sem autoridade não há experiência educativa. A autoridade transmite a experiência dos valores para que esta possa provar-se na vida do discípulo. O discípulo não repetirá servilmente esta experiência assim como se realiza na vida do mestre mas a confrontará com sua experiência própria e a filtrará através dela revivendo-a e fazendo-a própria”.

Buttiglione denuncia logo que “a sociedade permissiva oferece ao jovem muitas modalidades de satisfação imediata do próprio instinto, mas deste modo torna mais difícil a formação de uma personalidade livre, capaz de estabelecer uma relação adequada com a verdade e de fazer tal relação a guia da própria construção social. A educação ‘tradicional’ convidava a lutar por controlar as próprias paixões, a procurar a verdade, a orientar as paixões segundo a verdade e para a verdade”.

Com a promoção social da “obediência” às próprias paixões, explica o perito católico, impede-se “que se forme uma personalidade responsável e livre, para criar uma massa livremente manipulável por parte de quem detém o poder. Este é o problema da educação de nosso tempo”.

“O ponto de chegada de boa parte das modernas tendências ‘desconstrucionistas’ é a desconstrução do eu e a abolição da personalidade consciente. Pare reconstruir a educação é necessário voltar a começar a partir de testemunhos autorizados –não deveriam ser os primeiros nisto os pais e os educadores?– que sejam capazes de indicar sem ambigüidade o percurso de uma ascese que permita ser capazes da verdade, que permita avançar no caminho de sua busca”, conclui.

***

Sábias palavras !

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* Que diferença faz Deus no mundo do esporte?

sexta-feira, março 5th, 2010
Esta foi a pergunta que o cardeal Stanislaw Rylko lançou  durante uma conferência sobre o esporte, a fé e a evangelização.

O presidente do Pontifício Conselho para os Leigos interveio durante a introdução ao seminário “Esporte, educação e fé, uma nova estação do movimento desportivo católico”, evento organizado por esse dicastério.

O purpurado mostrou em sua conferência algumas visões erradas da prática desportiva: aquela que representa uma ameaça para a fé porque invade os tempos de oração e estudo ou também a que se reduz só a uma oportunidade para o lucro, o poder e a fama.

“São poucos os que estão verdadeiramente convencidos de que existe um laço entre esporte e espiritualidade”, assegurou o cardeal.

O purpurado assinalou também que alguns textos do Concílio Vaticano II, assim como do magistério dos últimos pontífices, referem em diversas ocasiões à importância desta prática para cultivar as virtudes humanas, fortificar o ânimo e o corpo, viver a exigência física e estabelecer relações fraternas no meio do esporte e do trabalho em equipe.

Indicou que estas linhas de orientação “são fundamentais para uma prática esportiva que aponte para a formação da pessoa, bem seja sob o perfil de corporalidade ou sob o perfil da inteligência e da consciência moral e religiosa”.

Para que estes aspectos não fiquem desprezados, destacou a importância do papel das associações esportivas católicas e a promoção de um pacto educativo entre estas e a família.

Formação dos educadores

O cardeal exortou os dirigentes e educadores esportivos a que “sejam capazes de elaborar projetos pedagógicos voltados a desenvolver os componentes culturais, sociais e morais do esporte e que tenham a paixão, o espírito de gratuidade e a dedicação necessária para realizá-los”.

Indicou também como o esporte pode se converter assim em ferramenta que ajude a orientar a vida dos jovens: “coloca objetivos e motivações a tantos jovens que em nossos dias vivem em situação de solidão, desorientação, sobretudo por causa da desintegração das famílias”.

A dimensão comunitária, a colaboração, a amizade e a solidariedade são valores que se podem cultivar dentro de uma prática esportiva, que representa “um antídoto para o individualismo que marca o mundo contemporâneo”.

Valores que o homem, sendo criado para o encontro, quer esquecer. “Sua primeira relação é com Deus e só graças ao reconhecimento de que Deus existe ele pode relacionar-se com os outros”, disse o purpurado.

Indicou ainda que não se pode falar de “esporte católico”, tampouco se pode dizer que o cristianismo não tem nada a dizer ao esporte.

“As associações esportivas católicas, as paróquias, os oratórios, os entes que trabalham neste âmbito e são animados por princípios cristãos devem trabalhar para elaborar uma pastoral apta às inquietudes dos esportistas, para promover um esporte que acredite nas condições de uma vida rica de esperança”, sublinhou o cardeal Rylko.

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* “O acesso ao luxo nos torna egoístas”, afirma professor de Harvard.

segunda-feira, março 1st, 2010
A conclusão é de um professor de Harvard que estudou nossas reações a símbolos de status e riqueza.

Antes de procurar entender a influência do luxo sobre as decisões que tomamos, o professor Roy Chua estudou as diferenças de liderança e gestão no ambiente empresarial dos Estados Unidos e da China. Foi quando percebeu que uma reunião feita numa sala modesta pode levar a conclusões distintas daquelas a que o mesmo grupo de pessoas chegaria se estivesse rodeado de telões de plasma e pisando sobre mármore. “Talvez limitar os excessos e luxos corporativos possa ser um passo à frente para que os executivos se comportem de forma mais responsável”, afirma.


  Divulgação QUEM É
Nascido em Cingapura, Roy Chua é professor assistente de liderança e comportamento organizacional da Harvard Business School (EUA)

O QUE FEZ
É Ph.D. em gestão pela Columbia Business School (EUA)

O QUE PUBLICOU
Artigos no Journal of International Business StudiesAcademy of Management Journal. A pesquisa sobre a influência do luxo no comportamento foi feita com a colega Xi Zou, da London Business School

e

ÉPOCA – Quais foram as principais revelações das três experiências que exploraram a ligação entre os produtos que simbolizam o luxo e as atitudes egoístas?

Roy Chua – Pudemos comprovar que o mero contato com artigos de luxo afeta as decisões. Quem convive com carros esportivos, relógios caros e roupas de grife toma mais decisões em interesse próprio. Não é necessário ter os objetos. Trabalhar em um ambiente rodeado por eles mexe com a cognição. Uma reunião de negócios em uma sala modesta pode chegar a conclusões totalmente distintas de uma realizada em um escritório com piso de mármore e telões de plasma.

ÉPOCA – Qual é o método usado no estudo para chegar a essa conclusão?

Chua – Entrevistamos quase 800 estudantes universitários, divididos em dois grupos. Na primeira experiência, exibíamos para um grupo fotos e vídeos de produtos luxuosos como relógios Cartier, sapatos Ferragamo, carros superesportivos. Em outro grupo, exibíamos apenas imagens de produtos baratos e de segunda mão. Em seguida, dávamos aos dois grupos um questionário com decisões que deveriam tomar. Percebemos que as pessoas no grupo exposto a imagens luxuosas tomavam mais decisões em seu interesse próprio.

ÉPOCA – Como isso foi comprovado?

Chua – Para responder ao questionário, as pessoas precisavam tomar decisões. Algumas poderiam até prejudicar outras pessoas, mas aumentariam, ainda que de forma pouco ética, o lucro das empresas. Perguntamos se a pessoa colocaria no mercado um carro com possíveis problemas mecânicos, lançaria um software com falhas ou um jogo de videogame que induzisse à violência. Quatro em cinco pessoas do grupo exposto às imagens de itens luxusos optaram pelo lançamento desses produtos. No grupo exposto a itens baratos, a maioria sempre decidiu por não lançar nada que fosse prejudicial. No segundo experimento, camuflamos algumas palavras num emaranhado de letras. Elas tinham sentidos opostos, como “gentil” e “rude”. Ao pedir para que as pessoas identificassem essas palavras, a maioria dos expostos ao luxo escolheu as palavras negativas. No terceiro experimento, usamos duas situações: uma em que a pessoa deveria contribuir para resolver um problema público, outra em que poderia se beneficiar de dinheiro público. O grupo exposto a artigos de luxo deu menos e pegou mais do que o outro grupo. Essas descobertas iluminam as dinâmicas psicológicas de alguns comportamentos.

ÉPOCA – Que tipos de comportamento?

Chua – Talvez possamos explicar o modo de agir de alguns executivos antes e durante a recente crise financeira mundial. Houve um número grande de pessoas que viviam e conviviam com o luxo e que, ao perceber os sinais da magnitude da crise, tomaram decisões egoístas – a despeito do sofrimento que poderiam causar aos outros. Ainda hoje, passado um ano da crise e apesar de toda a indignação pública e a exigência de uma regulamentação eficaz do mercado financeiro, a mentalidade de muitos não mudou. Banqueiros continuam planejando bônus astronômicos para si próprios.

ÉPOCA – Mas esse comportamento pode ser explicado pelo simples acesso aos bens de luxo?

Chua – Não é mera coincidência. A experiência demonstra um padrão de comportamento. Não estamos dizendo que o luxo induz necessariamente um comportamento maldoso em relação ao próximo. Apenas que ele aumenta, e muito, a indiferença quanto ao bem-estar dos outros. Quando rodeadas de luxo, as pessoas tendem a focar suas decisões naquilo que é melhor para elas e para suas empresas.

ÉPOCA – Qual é o mecanismo que faz o luxo aumentar o egoísmo?

Chua – Nós ainda estamos tentando entender. Há vários mecanismos envolvidos. A exposição a bens luxuosos pode ativar uma “norma social” que obriga a pessoa a perseguir seus interesses – pessoais, profissionais, ou ambos – acima de tudo. Mesmo que isso tenha de ser feito à custa de outras pessoas. É provável que essa norma social afete o julgamento e a tomada de decisão dessas pessoas. Além disso, é bem provável que a exposição ao luxo ative e aumente o desejo, fazendo com que elas priorizem seus lucros, e não sua responsabilidade social.

ÉPOCA – Isso quer dizer que o ambiente estimula a ganância?

Chua – A explicação preferida de muitos para essa ganância é um descompasso moral, uma lacuna ética. Isso levaria essas pessoas a pensar apenas em si mesmas, a ponto de prejudicar os outros. Nosso estudo oferece outra perspectiva: esse ambiente de fausto e ostentação dificulta decisões mais preocupadas com os outros. As decisões aparentemente imorais provêm menos de uma real intenção de prejudicar os outros do que de uma autoabsolvição de pequenos delitos morais: lançarei este produto com reais riscos ao ambiente pelo bem do lucro da empresa. Talvez limitar os excessos e luxos corporativos possa de fato ser um passo à frente para que os executivos se comportem de forma mais responsável.

ÉPOCA – O simples desejo de consumir o luxo pode mudar as pessoas?

Chua – O estudo não tentou responder a essa pergunta. Queríamos descobrir qual é a consequência psicológica nas pessoas do contato com o luxo. Há inúmeros estudos que comprovam que as pessoas procuram esses bens para preencher desejos pessoais. Ou seja: a noção de luxo envolve mais prazer pessoal do que necessidade, funcionalidade ou ostentação. Não estava claro como o luxo influencia o modo como as pessoas pensam e agem. Nossa pesquisa preenche essa lacuna ao mostrar que o luxo está ligado ao interesse pessoal, e pensar em luxo ativa relações mentais que afetam as decisões em detrimento dos outros.

ÉPOCA – A ambição é uma das características de muitos bem-sucedidos. As conquistas materiais tornam as pessoas mais individualistas?

Chua – Sem dúvida. Pesquisas anteriores comprovaram que quando expostas ao dinheiro as pessoas se comportam de modo autossuficiente. Preferem manter uma distância social e evitam pedir ajuda. E mostram que ambientes de negócios aumentam a vontade de competir. É um círculo vicioso. Claro que nem todos se comportam da mesma forma. Mas tanto o luxo quanto o dinheiro alteram as atitudes e as decisões das pessoas.

Fonte: Revista Época

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* Filme “Invictus” é elogiado pelo jornal do Vaticano.

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010

O jornal L’Osservatore Romano dedicou um de seus habituais comentários cinematográficos a elogiar o tema da reconciliação e o perdão na produção Invictus, dirigida por Clint Eastwood, aonde através da luta pela obtenção do campeonato mundial de rugby de 1995, mostra Nelson Mandela lutando pela unidade e a pacificação da África do Sul.

O artigo do LOR assinala ao princípio que “às vezes acontece que um evento esportivo assume significados que vão além do aspecto competitivo. Assim se para a maior parte das pessoas a final da Taça do Mundo de rugby de 1995, disputada no Ellis Park Stadium de Johanesburgo, foi apenas uma vibrante partida com um resultado surpreendente, para a África do Sul representou um momento crucial da história nacional”.

Mandela, prossegue o texto, tinha ante si a “um povo dividido entre os brancos –poucos e donos do poder e da riqueza– e os negros, pobres e marginalizados. A impensável convergência dos torcedores ante uma equipe (de rugby), os Springboks, apoiados só pelos afrikaaners e odiada pelos nativos por causa das cores verde e ouro convertidas no símbolo da segregação, ajudou em parte a sanar as feridas do passado e a infundir esperança em um futuro cheio de incógnitas depois da vergonha do apartheid”.

LOR assinala que nesta produção Clint Eastwood segue em sua tarefa de “explorar o homem e a sociedade. Seguindo a rota do filme Gran Torino (hino à não-violência e convite à tolerância racial, contra todo preconceito) confronta os delicados tema do perdão e da reconciliação. ‘O perdão –faz dizer a seu Mandela– liberta a alma, cancela o medo. Por isso é uma arma tão potente’”.

Morgan Freeman e Matt Damon interpretam, respectivamente, Nelson Mandela e Françoise Pienaar, o líder dos Sprinboks, a equipe nacional de rugby que tem a missão de ganhar o campeonato mundial “que será disputado na mesma África do Sul. Mas o verdadeiro objetivo é a pacificação do país sintetizada no lema ‘uma equipe, um país’. A ocasião é única e irrepetível e, desportivamente, é uma empresa ao limite do possível”.

Para obtê-lo, continua o LOR, a equipe chega a ter o apoio das mais de 60 mil pessoas presentes na final no estádio de Johanesburgo e “mais de 42 milhões de sul africanos brancos e negros, unidos pela primeira vez, diante da televisão e do rádio”.

“Uma bela lição da história, levada inteligentemente ao cinema por um grande diretor para o benefício de um público mais vasto”, conclui o artigo.

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* Educar é formar capacidade de julgar e optar retamente.

quinta-feira, fevereiro 25th, 2010

O Secretário Geral da Conferência Episcopal Italiana, Dom Mariano Crociata, explicou que “educar significa habilitar na capacidade de julgar e optar” na homilia da missa que presidiu no marco do congresso “A pastoral da escola e a instância educativa”.

Na Eucaristia, o Prelado explicou que nisto se recorda “uma grande lição que com muita freqüência é esquecida, se não extirpada ou deixada de lado, porque não raramente se considera que a pessoa se forma seguindo um paradigma de autonomia e incontrolada espontaneidade privada de julgamentos e de pontos de referência”.

O também Bispo Emérito de Noto ressaltou que “educar significa habilitar na capacidade de julgar e optar” e que “não há crescimento nem amadurecimento humano, nem realização social ou profissional, sem o preço da fidelidade, da fatiga e do trabalho assíduo e oneroso, sem a capacidade de sacrificar-se ou de renunciar a algo de si ou, simplesmente, a nós mesmos”.

Finalmente o Prelado disse que os católicos “estamos chamados a reconhecer e viver inteiramente nossa esperança cristã, que sabe escolher entre o bem e o mal e não teme seguir a Cristo pela via da Cruz, como realização plena de nossa humanidade, orgulhosos de podê-la indicar e mostrar como modelo de maturação humana a que deve ter uma autêntica obra educativa”.

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* O ambiente ajuda na aprendizagem? Onde você estuda?

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010

Quem puder corrigir..

Quem puder corrigir..

Recentemente, fui convidado pelo Magdalen College, uma Faculdade católica de Artes Liberais da cidade de Warner, New Hampshire, para falar sobre o tema: “Qual é a verdadeira crise moral?” Ao voar de volta e pensar sobre a minha estadia ali, reparei que tinha recebido dos estudantes pelo menos tanto quanto procurara dar-lhes – e talvez mais.

Magdalen fez-me lembrar de uma verdade perene central que, tal como o pássaro de São Beda, costuma fugir da mente se não se reflete sobre ela: a de que os estudantes não conseguem crescer em solo infértil.

Ao chegar em casa, um amigo perguntou-me se tudo tinha corrido bem. Respondi-lhe que sim: “Em Magdalen, o solo era fértil, a semente tinha vida, os agricultores eram fortes, entusiastas e competentes, os estudantes eram dóceis e a colheita foi copiosa”. Inspirado nesse solo rico, escrevi uma carta ao Presidente do College, Jeffrey J. Karls, em que resumia a minha experiência:

“Os seus alunos, criados em boas famílias católicas, foram-lhe confiados pelos pais para se tornarem membros da ampla família de Magdalen – in loco parentis. Como filhas e filhos adotivos, tomaram contacto com a beleza do campus, com a capela de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, com a liturgia e música sacras, com os trajes civilizados, com as boas maneiras e com o ensino excelente – todo o fértil solo de Magdalen. E isso produziu bons frutos. Demonstram-no a caridade e o zelo de sua faculdade em dar o que tem – a sabedoria –, e a docilidade e alegria que os seus estudantes põem na busca dessa sabedoria, como pude observar nas duas aulas que vi serem ministradas, bem como nas conversas que tive com os alunos fora da sala de aula. E tudo acompanhado de muita educação, sinal de verdadeira caridade posta em prática”.

Creio que foi G.K. Chesterton quem disse certa vez, naquele seu estilo inimitável, que na educação o ambiente – o solo – é quase tudo. Nisso posso perdoar a Chesterton a sua costumeira tendência ao exagero retórico, pois frisava um ponto importante: de fato, o solo, se não é quase tudo, é pelo menos a coisa mais importante. E o Magdalen College sabe disso: coisa que muitos educadores de hoje esquecem ou, pelo menos, negligenciam.

Contrariamente à opinião de Chesterton, muitos educadores modernos parecem pensar que o ambiente em que se dá a educação aos nossos estudantes conta muito pouco ou nada. A tradição educativa do Ocidente está certamente do lado de Chesterton, ou melhor, ele é que está do lado dela.

Começando por Platão, o primeiro grande comentarista da educação, a tradição nos ensina que os estudantes não conseguem desenvolver-se em solo estéril; que o ambiente do campus onde são educados é de primordial importância para que a educação liberal produza o seu fruto.

E qual é o fruto próprio da educação liberal? A nossa tradição clássica e cristã nos diz que a educação liberal é a arte de tornar o homem melhor enquanto homem, para que assim possa viver uma vida melhor. É também a arte que possibilita ao homem adquirir as virtudes ou hábitos morais e intelectuais. Essas virtudes são os princípios absolutos e universais que regem a educação enquanto arte: são o significado da sua pretensão de tornar o homem melhor. Pois a educação liberal – do latim líber, livre – prepara a pessoa em função do seu próprio bem, e não apenas para algum trabalho.

É a educação de um homem livre, e não de um escravo. Por isso, ao contrário de um escravo, o homem que recebeu essa educação vive por si próprio, no sentido exposto por Marcus Berquist: “compreende interiormente a finalidade da sua vida e a assume na sua própria pessoa”.

A educação liberal forma o intelecto e as virtudes intelectuais. Robert Maynard Hutchins, explicando o enfoque tradicional da educação liberal, aponta: “Ao falar de virtudes intelectuais, refiro-me aos bons hábitos intelectuais.

Das cinco virtudes intelectuais que os antigos distinguiam, três eram virtudes especulativas: o conhecimento intuitivo, que é o hábito da indução; o conhecimento científico, que é o hábito da demonstração; e a sabedoria filosófica, que é o conhecimento – ao mesmo tempo científico e intuitivo – das coisas de natureza mais alta: os primeiros princípios e as causas. As outras duas virtudes correspondem ao intelecto prático: a arte, que é a capacidade de agir conforme o verdadeiro curso do raciocínio, e a prudência, que é a reta razão quanto ao que se deve fazer”.

No entanto, a educação liberal não menospreza a força da vontade – fonte primária da moralidade –, nem, muito especialmente, o cultivo prático das três virtudes morais cardeais – a temperança, a justiça e a fortaleza – que resumem todos os outros valores morais.

Embora ao longo da história da educação liberal tenha havido muita discussão quanto ao ensino dessas virtudes morais – como devem ser ensinadas e se, a rigor, podem mesmo ser ensinadas –, há um consenso geral de que o intelecto tem de estar envolvido no cultivo da vontade. Como diz o antigo ditado, “o intelecto propõe e a vontade dispõe”.

Mark Van Doren comenta a propósito da vontade e do intelecto: “Sem capacidade de abstração, ficaríamos ofuscados ao ver as coisas, tal como o homem de Platão quando sai da caverna. O que não vemos é a natureza daquilo que vemos. «Virtude é conhecimento», disse Sócrates, ao explicar que o ignorante não pode ser corajoso, pois a coragem consiste em saber o que se deve e o que não se deve temer.

A educação moral nada mais é do que reflexão. O método mais seguro de educação moral consiste em ensinar a pensar. Como dizia Pascal, «trabalhemos, pois, para bem pensar: eis o princípio da moral»”.

Consta da declaração de princípios educacionais do Magdalen College que o seu Programa de Estudos “se baseia na visão clássica e cristã da educação liberal”, em coerência com o dito socrático: “uma vida irrefletida não é uma vida digna”. Por isso, anuncia que a sua missão é capacitar os estudantes a “viverem bem a vida”, o que é justamente a finalidade última da educação liberal.

O Programa foi montado para realizar essa tarefa ajudando os estudantes na aquisição das virtudes intelectuais: “como questionar e como participar no discurso racional; como pensar e como aprender; como defender opiniões e como chegar à verdade; como analisar e como sintetizar”. Isso, por sua vez, irá prepará-los para as virtudes morais, pois, como acabamos de ver, “pensar bem é o princípio da moral”.

A tradição classificou a Educação como uma arte cooperativa, juntamente com a Medicina e a Agricultura. Essas artes são cooperativas no sentido de que o professor, o médico e o agricultor cooperam com a Natureza para a consecução de seus fins respectivos: o aprendizado, a saúde e a obtenção dos frutos da terra. A Natureza por si própria é capaz de chegar a essas metas, mas alcança-as melhor através desses artistas, que atuam como instrumentos secundários ao exercerem as suas capacidades.

Por causa da semelhança entre ensinar e plantar, o próprio Cristo fez uma analogia entre essas atividades na Parábola do Semeador, a fim de instruir os Seus discípulos na arte que em breve passariam a praticar pregando o Evangelho. A Parábola do Semeador ensina a importante verdade de que, assim como o solo deve ser rico para que a semente lançada pelo semeador crie raízes e produza fruto abundante, da mesma forma o estudante deve ser dócil ao ouvir as palavras de quem ensina para que elas criem raízes e produzam o seu fruto nele: o fruto do entendimento. Cristo diz: e a semente que cai em terra boa são aqueles que ouvem a palavra e a põem em prática, e dão fruto: uns trinta, uns sessenta e outros cem por um.

A tradição ensina que a docilidade é uma virtude moral, um cume entre dois vícios opostos: a subserviência e a indocilidade. O estudante dócil é aquele que tem o nível adequado de respeito pela autoridade do professor, que é quem semeia a palavra. Se o estudante exagerar na sua dependência dessa autoridade corre o risco de simplesmente ouvir a verdade tal e como o mestre a enuncia, e depois confiá-la à memória sem fazer nenhum esforço por compreendê-la por si mesmo. Isto não é ensino: é doutrinação. Por outro lado, se o estudante não respeita a autoridade do professor, não irá sequer escutá-lo e, em conseqüência, permanecerá na ignorância ou no erro. Estes dois vícios conduzem a efeitos negativos bem conhecidos, ao passo que a docilidade – o nível adequado de respeito pela autoridade do professor – conduz à verdadeira educação.

O Magdalen compreende a docilidade e a valoriza nos seus estudantes. Parte da sua pedagogia consiste em que os alunos leiam os “Grandes Livros” em pequenas sessões com os professores, nas quais estes procuram fazê-los descobrir a verdade em conversas de estilo socrático. A respeito disso, o programa comenta: “Uma vez que viver melhor pressupõe uma busca pessoal dos princípios que integram a nossa existência, os estudantes devem aprender a descobrir e avaliar esses princípios. E o conseguirão na medida em que se fizerem dóceis como as crianças“.

Mas como tornar o aluno dócil às palavras do professor? Deve-se deixar isso inteiramente ao acaso, ou os educadores – tal como os agricultores – devem cultivar cuidadosamente o solo educacional em que se encontram imersos os estudantes, com a intenção de os expor à verdade, ao bem e à beleza, para que assim possam mais facilmente tornar-se receptivos à palavra do professor?

Platão, na República, responde: “Não permitamos que os nossos guardados cresçam no meio de imagens de deformação moral, como ocorre em certos pastos ruins, e ali mordisquem e comam, dia após dia e pouco a pouco, ervas e flores prejudiciais e venenosas, até acumularem silenciosamente uma massa de podridão que fermenta nas suas almas”.

Platão afirma além disso que os educadores, tal como os artistas, devem produzir por meio da razão o rico solo em que os seus educandos podem absorver “a graça e a beleza verdadeiras” e “o bem em todas as coisas”. Então “a beleza moldará a sua alma desde os primeiros anos, em conformidade e harmonia com a beleza da razão”.

E o que pressagia esse rico solo para o estudante cuja alma foi moldada “em conformidade e harmonia com a beleza da razão”, e que por isso mesmo está apto para uma verdadeira educação? Quem for educado num ambiente onde se cultive corretamente a verdade, o bem e a beleza, argumenta Platão, “adquirirá bom gosto” nas artes, “tornar-se-á nobre e bom”, e “saudará a sua amiga , com quem convive desde há muito tempo graças à educação”.

Em poucas palavras: pela influência desse rico solo, o estudante tornar-se-á dócil, ou seja, capaz de ser ensinado. Conseqüentemente, não somente respeitará a sua “amiga razão”, mas também o representante dela – o professor –, que deposita a semente na sua alma para que aí lance raízes e produza frutos de sabedoria. Vê-se portanto que Platão e a tradição confirmam aquilo que Chesterton diz e que o Magdalen sabe: que na educação o solo é realmente o mais importante. Descrevendo o seu ambiente educativo, o College articula essa verdade perene: “Na sala de aula, espera-se que haja respeito para com todas as pessoas e uma vigorosa busca da verdade. Nas atividades em comum, todos são convidados a participar e os estudantes podem crescer nas virtudes enquanto se divertem e convivem com os colegas. No refeitório praticam-se as boas maneiras e o serviço ao próximo. As residências conservam-se limpas e em ordem, e dá-se incentivo aos bons hábitos de estudo. Por toda parte, vão-se formando verdadeiras e duradouras amizades e consegue-se obter um sólido rendimento acadêmico”.

Nos tempos que correm, e em que esses conceitos são freqüentemente esquecidos, é animador saber que há um pequeno College de Artes Liberais que responde ao apelo “do Coração da Igreja” (Ex Corde Ecclesiae) e o põe em prática.

Magdalen é um diamante aos pés do monte Kearsarge, em Warner, cidade de New Hampshire.

Anônimo

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* Baixaria na televisão Brasileira. Como reAGIR?

quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010

Se vc é mais um daqueles que esta cansado de ver tanta baixaria, de ver emissoras colocando o que querem no ar sem se preocupar com quem está assistindo, apoie essa campanha:

Entre no site abaixo (Ética na TV), e faça sua denúncia solicitando uma programação com mais qualidade e sem apelação.

O link já está direcionado ao campo para fazer a denúncia:http://www.eticanat v.org.br/ index.php? sec=3&cat=7&pg=5
Para que esta campanha tenha efeito é necessário fazer chover e-mails, quanto mais, melhor. Assim verão que o povo não concorda com tanta baixaria.Veja o que vem escrito no Site:

Faça sua Denúncia:Você sabia que as emissoras de televisão são uma concessão pública do Estado? E você sabia que você pode exigir uma programação de qualidade e que respeite os direitos humanos?

Se você não concorda com a programação televisiva, acha que certos programas são abusivos e ferrem os seus direitos de cidadão, faça a sua denúncia. É rápido, fácil e ela será analisada e se pertinente, será encaminhada ao Ministério Público Federal.
Abraços,
Pe. Demétrio.
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* Caráter ontológico da dignidade humana, condição para democracia.

quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010

A dignidade humana deve-se entender a partir de seu caráter ontológico para que exista uma verdadeira democracia.

Foi o que assinalou o presidente honorário da Academia Pontifícia para Vida, Dom Elio Sgreccia, em uma mesa-redonda celebrada na Universidade CEU San Pablo, em Madri.

Pada Dom Sgreccia, a dignidade baseada na ética ontológica “apresenta-se como algo universal”, o que não acontece “na ética dos direitos que hoje prevalece”; informou a sala de imprensa da Universidade.

Segundo o prelado, o que prevalece muitas vezes hoje é uma ética da utilidade, em que o reconhecimento dos direitos não está sujeito à aceitação de sua realidade intrínseca, mas a valorações externas de tipo social.

O prelado referiu-se a duas realidades que derivam desse conceito equivocado da dignidade humana: a prática da eutanásia e do aborto.

Esse conceito desvirtuado modela uma visão da dignidade pessoa “em que se discute se é pessoa um homem que perdeu suas faculdades”, por exemplo.

A dignidade de um filho não deve depender de que seja “aceito por seus pais ou esteja em plenas condições”, assinalou.

O prelado opôs-se à perspectiva que identifica dignidade com “percepção do bem-estar pessoal”.

Sgreccia proclamou que “a dignidade está ligada ao fato de existir”, e não a uma “capacidade biológica, psicológica ou qualquer outra avaliação social”.

“Disso depende a igualdade -assinalou. Apenas se a dignidade da pessoa for entendida sob essa perspectiva, é possível uma verdadeira democracia, que deve implicar que todos têm valor, até o mais frágil”.

Na opinião de Dom Sgreccia, urge “valorizar o verdadeiro peso da dignidade”. Sobretudo quando em nome dela “se suspende a ajuda ao neonato com deficiências ou a ajuda a enfermos terminais”, ou “quando se interroga sobre as condições de vida digna do enfermo terminal”.

“A dignidade do homem não aceita gradação”, argumentou, razão pela qual “o embrião tem desde o começo a dignidade própria de uma pessoa”.

Dom Sgreccia referiu-se à instrução Dignitas Personae e recordou que as técnicas de fecundação são admissíveis quando ajudam a plena realização do ato conjugal e não o substituem.

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* É urgente propor valores aos jovens, afirma Papa.

domingo, janeiro 31st, 2010
Há necessidade de respostas novas e criativas aos problemas atuais, afirma

Por Inma Álvarez

O Papa Bento XVI convidou os membros das Academias Pontifícias a oferecer respostas adequadas e criativas aos problemas apresentados pela cultura contemporânea, recorrendo sempre às “riquezas da tradição cristã”.

Em particular, é necessário “oferecer valores” às jovens gerações, em uma sociedade dominada pelo relativismo e subjetivismo.

O pontífice recebeu hoje, em audiência, os membros das Academias Pontifícias de S. Tomás de Aquino, de Teologia, de Arqueologia, da Imaculada, de Belas Artes, Cultorum martyrum, e a Academia Mariana, durante sua tradicional sessão pública anual.

Recordando que hoje se celebra, precisamente, a memória de S. Tomás de Aquino – a cujo pensamento está dedicada toda uma Academia –, Bento XVI convidou os membros e especialistas das Academias a “confiar na possibilidade da razão humana”, mantendo a fidelidade ao “depósito da fé” na hora de enfrentar as questões apresentadas pelo diálogo com as culturas.

“É necessário que as Academias Pontifícias sejam, hoje mais que nunca, instituições vitais e vivazes, capazes de perceber agudamente tanto as perguntas da sociedade e das culturas como as necessidades e expectativas da Igreja”, afirmou.

O objetivo do trabalho das Academias Pontifícias deve ser, explicou o Papa, “promover, com todas as energias e meios disponíveis, um autêntico humanismo cristão”.

“A cultura contemporânea, e mais ainda os próprios crentes, solicitam continuamente a reflexão e ação da Igreja nos vários âmbitos em que emergem novas problemáticas e que constituem também setores nos quais trabalhais.”

Estes setores são, explicou o Papa, “a busca filosófica e teológica; a reflexão sobre a figura da Virgem Maria; o estudo da história, dos monumentos, dos testemunhos recebidos em herança das primeiras gerações cristãs, a começar pelos mártires; o delicado e importante diálogo entre fé cristã e a criatividade artística”.

Neste sentido, convidou os acadêmicos a “oferecer uma contribuição qualificada, competente e apaixonada, para que toda a Igreja, e em particular a Santa Sé, possa dispor de ocasiões, de linguagens e de meios adequados para dialogar com as culturas contemporâneas”.

Com isso, a Igreja poderá responder “eficazmente às questões e aos desafios que a interpelam nos vários âmbitos do saber e da experiência humana”.

Jovens

Em particular, o Papa mostrou sua preocupação pelos jovens, cuja formação se vê afetada pela perda de valores nas sociedades ocidentais.

“Como afirmei muitas vezes, a cultura de hoje ressente-se profundamente, não só de uma visão dominada pelo relativismo e pelo subjetivismo, mas também de métodos e atitudes por vezes superficiais e até mesmo banais.”

Esta superficialidade prejudica “a seriedade da investigação e da reflexão e, portanto, também do diálogo, do confronto e da comunicação interpessoal”.

Portanto, o Papa afirma que é necessário “recriar as condições essenciais para uma real capacidade de aprofundamento no estudo e na investigação, para que se dialogue de modo racional e as pessoas se confrontem eficazmente sobre as diferentes problemáticas, na perspectiva de um crescimento comum e de uma formação que promova o homem na sua integralidade e completude”.

Esta “carência de pontos de referência ideais e morais” afeta “convivência civil e sobretudo a formação das gerações jovens”, advertiu.

Neste sentido, afirmou que é necessário realizar “uma oferta ideal e prática de valores e de verdade, de fortes razões de vida e de esperança, que possa e deva interessar a todos, sobretudo aos jovens”.

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* Pessoas extraordinárias: Você conhece alguma pessoa “capaz de lhe esconder”?

sábado, janeiro 30th, 2010

Se viver o suficiente, você provavelmente descobrirá que a vida nos leva a estágios determinados para produzir a maturidade a que precisamos chegar como cristãos. No centro desse processo estão as pessoas que encontramos pelo caminho. Algumas se tornam exemplos de encorajamento, deixando-nos a permanente admiração que aumenta com o tempo e a experiência.

Há aquelas que devem ser classificadas como amigos, conhecidos ou pessoas que você preferiria esquecer. Sim, até mesmo alguns dos nossos irmãos e irmãs em Cristo contribuem para o nosso crescimento com suas disputas e controvérsias; e aí se aprende que o crescimento espiritual ocorre com a descoberta de que ninguém é perfeito. Assim é a vida.

No entanto, algumas vezes somos tocados por alguns santos cuja amizade estimamos. Eles exemplificam no melhor sentido o que é ser um cristão. Eles podem ser poucos em número, mas existem.

Olhando para o passado, vi que fui privilegiado ao encontrar algumas pessoas sumamente extraordinárias que enriqueceram minha vida e influenciaram imensuravelmente o sentido do meu ministério pessoal. A maioria delas não esteve sob os holofotes da popularidade ou da fama. De fato, você provavelmente nunca ouviu os nomes de muitos deles. Mas eles existem, apesar de tudo.

O primeiro que quero lembrar é Zvi . Muitos de vocês certamente já leram os artigos em que Zvi relata suas experiências.Sua biografia, Zvi: The Miraculous Story of Triumph Over the Holocaust (Zvi: A História Miraculosa do Triunfo Sobre o Holocausto), está disponível em língua inglesa.

Desde a infância durante a guerra na Europa de Hitler a um procedimento exemplar nas ruas de Jerusalém, a vida dele foi tão extraordinária que alguns questionam a veracidade da sua história.

Entretanto, a realidade é freqüentemente mais estranha que a ficção. Eu acompanhei a vida de Zvi e confirmei os fatos através dos testemunhos de indivíduos, passando pelo Knesset (Parlamento) e pelo exército israelense, até voltar às ruas de Jerusalém. A conseqüência é que um homem desprovido de status e credenciais acadêmicas realmente exerceu grande influência, por sua vida e seu exemplo, sobre milhares de pessoas. E, felizmente, sua história ainda não foi completamente escrita.

Marek Edelman, o último líder sobrevivente do levante do Gueto de Varsóvia.

Outras pessoas extraordinárias foram Victor e Lydia Buksbazen, que me apresentaram a história de Zvi e de sua família. Por 33 anos, os Buksbazen dirigiram The Friends of Israel (FOI) – Os Amigos de Israel, um ministério bíblico que manifesta compaixão e ajuda, estendendo a mão igualmente a judeus e a gentios. Através do sacrifício pessoal altruísta desse casal, hoje The Friends of Israel alcança milhões de pessoas pelo mundo.

Toda vez que eu caminho pela Alameda dos Justos Dentre as Nações no Yad Vashem (Instituto do Holocausto) em Jerusalém, estou bem ciente de estar passando por um verdadeiro memorial de pessoas incomuns e extraordinárias. Os nomes nas placas abaixo da sombra das alfarrobeiras são todos praticamente desconhecidos para mim – nomes estranhos com um ajuntamento de consoantes confusas. Porém, dois são familiares, e nunca deixei de parar um pouco diante deles e pensar em tudo o que representam.

Buquês de flores frescas sempre adornam a pequena placa em memória a Oscar Schindler. O industrial alemão foi popularizado em filme e livro, porque ele literalmente comprou dos nazistas 1.200 homens, mulheres e crianças judeus durante o Holocausto. Mais distante está o tributo gravado a Corrie ten Boom que, juntamente com sua família, de bom grado arriscou tudo o que tinha para resgatar judeus de serem perseguidos pelos agentes do megalomaníaco Adolf Hitler.

Um nome que, muito provavelmente, nunca será contado entre aqueles do Yad Vashem pertence a uma mulher que é, em todos os sentidos da palavra, extraordinária. Seu nome é Halina, conhecida por nós há anos como Alice, por causa da ameaça comunista aos cristãos na Polônia durante a ocupação russa após a Segunda Guerra Mundial. Ela ainda prefere que não usemos seu nome completo. Halina viveu durante o terror turbulento de Hitler, de 1939 a 1945, com duas missões em mente: (1) libertar sua Polônia amada dos alemães e (2) ajudar os judeus a sobreviver à campanha nazista de aniquilação.

Durante a guerra ela serviu como enfermeira, ajudou um grande número de judeus a escapar dos alemães, foi membro da resistência clandestina polonesa, serviu na insurreição polonesa contra os nazistas e foi detida como prisioneira de guerra depois do colapso da resistência. Em seu heroísmo, durante os fatigantes anos de fome, privações pessoais e perigo diário de morte, Halina permaneceu como um modelo de firmeza cristã e compromisso com a verdade, enquanto tudo à sua volta parecia ser dominado por Satanás. Ela nunca poderia ser acusada de esquecer o povo polonês (seu irmão foi morto pelos nazistas), seu país ou o sofrimento do povo judeu.

Halina relata sobre o contato com organizações judaicas de muitos países, que vieram à Polônia anos depois da guerra, para comemorar o levante do Gueto de Varsóvia em 1943. O famoso escultor judeu Nathan Rappaport esculpiu um monumento que foi exposto em 1948 no antigo gueto judeu. Ele foi feito das pedras originalmente lavradas para um monumento de vitória nazista. Cada bloco celebra um indivíduo ou um evento no gueto. Halina observa:

Oscar Schindler, o industrial alemão que literalmente comprou dos nazistas 1.200 homens, mulheres e crianças judeus durante o Holocausto, diante da sua árvore na Alameda dos Justos.

As pessoas que não conhecem a Bíblia olham para o monumento e não entendem o significado. Para mim, é muito claro. O monumento representa uma fornalha gigante. No meio da fornalha, podemos ver uma abertura. E na abertura podemos ver chamas da pedra, e dentro das chamas vemos uma jovem mulher com uma criança nos braços. Podemos ver também dois jovens, bravos guerreiros olhando para cima, sem medo, com coragem em seus semblantes.

Enquanto eu examinava seus rostos, vendo que eles olhavam para cima, lembrei do Salmo 121: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?”. A resposta é: “De cima”. E me pareceu que esses jovens guerreiros estavam olhando para o Deus de Israel. Somente dEle pode vir a ajuda para as nações. Esse monumento extraordinário mostra o espírito destemido do povo judeu e a sua esperança, que nada pode extinguir.

Para mim, esse memorial foi o mais significativo e bonito de todos que vi depois da guerra. Enquanto permaneci em frente à escultura, aguardando a celebração do levante judeu, um pensamento me veio à mente: Por que esse sangue do povo judeu foi derramado e as cinzas foram deixadas nos crematórios, onde milhões foram carbonizados em vão? E para que isso foi necessário? Por que Deus permitiria esse terrível massacre de pessoas inocentes?

Então, enquanto colocávamos nossa coroa de flores, como amigos gentios de Israel, ao lado de pessoas de organizações judaicas, vislumbrei a resposta: Porque a consciência do mundo é muito dura. E eu entendi. Não foi Deus, mas o mal inerente nos corações dos homens corruptos que ocasionou todo o massacre.

A mensagem de Halina é a lição para todos nós. O anti-semitismo maligno e persistente é uma manifestação da obsessão satânica em destruir o povo escolhido de Deus. As faces dos perpetradores são muitas, mas cada um deles é guiado pelo mesmo senhor e são devotos da mesma causa.

Deus, porém, levantou pessoas extraordinárias, algumas cujos nomes nunca conheceremos. Aqueles que testemunharam suas ações, entretanto, revelam um legado de coragem e determinação que parece não existir mais no pântano moral do atual Ocidente opulento, em sua ânsia de esquecer o que aconteceu.

Houve o homem de Praga que conseguiu um trabalho no gueto judeu de Varsóvia. Sua recompensa pelos esforços era o sustento através de uma tigela de sopa. Um dia, movido por um ato de compaixão irrefletido, ele ficou com um bebê recém-nascido de uma mãe cuja vida estava marcada para acabar na câmara de gás. Ele resolveu o problema de passar com a criança pelos guardas do gueto colocando-a em uma grande mala que carregava em seu trabalho. Felizmente, o bebê dormiu e foi levado à sua casa. O homem realizou sua perigosa missão repetidamente, e hoje os beneficiários da sua coragem reverenciam a sua memória.

Centenas de homens, muitos dos quais  cristãos, corajosamente enfrentaram a morte por salvar judeus. Na foto, bunker no Gueto de Varsóvia em 1943.

Outro caso é o de uma menina judia de 14 anos que ficou escondida em um curral de porcos enquanto seus pais conseguiram refúgio em outra cidade. Um dia, ela teve desejo tão grande de ver seus pais que se arriscou a encontrá-los. No seu caminho de volta, foi descoberta por um grupo de meninos poloneses que imediatamente começaram a gritar: “Jude, Jude!” (judeu, judeu!), o que significaria sua morte rápida e dolorosa caso as autoridades chegassem.

A garota horrorizada sabia que correr de volta até seus benfeitores poderia significar a descoberta e prisão deles. Felizmente, junto ao caminho fora da cidade havia uma grande cruz. Sem entender a importância total da sua atitude, a menina gritou: “Jesus, Jesus, me ajuda!”. Quando os meninos ouviram-na chamar pela ajuda de Jesus, deixaram-na em paz. Assim, ela retornou ao curral e viveu lá até o fim da guerra.

Em outro caso, um corajoso casal polonês cavou um espaço abaixo do piso da sua cozinha como um esconderijo para famílias de judeus. Quando a Gestapo estava na área, os judeus podiam escapar para dentro do abrigo e esperar até o perigo passar. Um dia, agentes entraram na casa acompanhados por um enorme pastor alemão. O animal era treinado para farejar lugares secretos em que poderia haver judeus escondidos. Felizmente, o casal tinha um pequeno cachorro que tirou a atenção do pastor alemão. Quando o cão da Gestapo aproximou-se do cachorrinho, este escapuliu e correu para fora da casa, perseguido pelo cão policial. Os agentes encerraram a busca, e tanto a família polonesa quanto os fugitivos judeus foram salvos.

Há inúmeras histórias desse tipo. Pessoas foram escondidas em caixas construídas embaixo de depósitos de carvão, atrás de paredes falsas que encobriam refúgios e outros lugares engenhosamente projetados para servir de esconderijo. Centenas de gentios, muitos dos quais eram cristãos, corajosamente enfrentaram a morte por salvar judeus. Essa é a face do extraordinário, revelando-nos exemplos de bravura, fazendo a coisa certa no momento certo.

A holandesa Corrie ten Boom que, juntamente com sua família, de bom grado
arriscou tudo o que tinha para resgatar judeus de serem perseguidos pelos agentes do megalomaníaco Adolf Hitler. À direita, foto da falsa parede
em seu quarto onde escondia os judeus.

Por que eles o fizeram? Uma corajosa enfermeira foi assim questionada quando alguém observou que ela não havia sido premiada com uma medalha pelo Memorial Yad Vashem. “Nós não salvamos vidas por um prêmio”, ela respondeu. “Nós não queríamos nenhuma recompensa. Era muito perigoso fazê-lo por um prêmio. Queríamos salvar vidas, e Deus nos ajudou a fazê-lo”. Sua resposta foi tão “simples” assim.

Há alguns anos entrevistei um destacado senador judeu nos EUA. Quando lhe perguntei como ele se sentia sobre uma possível perseguição na América, este foi o seu comentário: “Elwood, eu creio que, de tempos em tempos, cada judeu olha para seu círculo de amigos e companheiros e pergunta a si mesmo: se um Adolf Hitler surgisse nos EUA, quem dentre essas pessoas me esconderia em algum lugar?”.

Agora, deixe-me apresentar-lhe uma questão: Como cristão em um mundo onde o surgimento da militância anti-cristã pode logo ameaçar a sua segurança, quem, em seu círculo de amigos, lhe daria um lugar para esconder-se?

E você,esconderia -mesmo sob risco-irmãos?

Fonte: Revista Noticas de Israel

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* Papa condena atitudes banais e superficiais da cultura atual.

sexta-feira, janeiro 29th, 2010

O papa Bento XVI comentou que a cultura atual está sendo fortemente afetada “seja por uma visão dominada pelo relativismo e subjetivismo, seja por métodos e atitudes por vezes superficiais e até mesmo banais”.

O pronunciamento foi feito na audiência da manhã de hoje, quando o Pontífice esteve com representantes das Academias Pontifícias.

De acordo com Bento XVI, esses problemas “danificam a seriedade da pesquisa e reflexão e, em consequência, também do diálogo, da confrontação e da comunicação interpessoal”.

O Papa disse ainda que é “urgente e necessário recriar as condições essenciais para uma real capacidade de aprofundamento no estudo e na pesquisa, para que se dialogue razoavelmente e se lute eficazmente contra as problemáticas, na perspectiva de um crescimento comum e de uma formação que promova o homem na sua integridade e completitude”.

O Pontífice explicou que uma oferta de valores e verdades, razões de vida e esperança que interessem a todos e sobretudo aos jovens, deve corresponder à falta de pontos de referência ideais e morais que prejudicam a convivência e a formação das próximas gerações.

Este compromisso deve ser particularmente “obrigatório” na formação dos sacerdotes — argumento da 14º sessão pública das Pontifícias Academias, ocorrida ontem e que teve como tema “A formação teológica do presbítero”.

ANSA

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* Crepúsculo: Kristen Stewart (do filme) e Dakota Fanning se beijam em cena de novo filme.

quarta-feira, janeiro 27th, 2010

A noticia traz à tona uma questão: Até que ponto um artista pode se submeter, exercendo sua profissão, a vivências incompativeis com seus valores?

Uma atriz, no caso, conhecida no mundo todo pelo filme “crepúsculo”- não sei nem se ela é cristã- mas, muito querida pelos jovens e vista como “modelo” para muitas de suas fãs, a grande maioria feita por garotas “loucas” pelo filme, Edward ( o “branquelo” vampiro),etc..

Uma atriz pode aceitar qualquer papel? ou, como foi dito: “Não é nada demais,é apenas uma cena” ? será que ela ,através de sua arte, passa também para seus fãs seus valores?

Até que pontos os meus valores são importantes para julgar uma obra de arte,um filme,um livro ou posso separar essas coisas,como se não tivessem importância? o filme é uma coisa, a atriz é outra coisa e meus valores são outra coisa..! É isso?

Posso ter como ídolo algum artista que curte droga,é devasso, promíscuo e que leva uma vida louca,já que curto apenas sua arte? Posso ter como idolo alguém que pela música,dança,interpretação,etc, cultua e promove valores incompatíveis com MEUS VALORES CRISTÃOS?

Veja, não se está afirmando que atriz da noticia seja isso,apenas estou pegando a noticia publicada em um dos maiores sites de noticias do Brasil para “esquentar” a reflexão de todos nós..

Qual a sua opinião -como cristão – a essa reflexão?

***

Dakota Fanning e Kristen Stewart em cena de ‘The Runaways’

A estrela da série “Crepúsculo”, Kristen Stewart,e atriz Dakota Fanning chocaram a plateia do Festival de Sundance, onde lançam o filme “The Runaways” esta semana. Em uma das cenas da produção independente elas aparecem se beijando.

“Não é nada demais, especialmente da forma que a história foi escrita”, disse Stewart, de 19 anos, em entrevista ao site da MTV na segunda (25). “Foi algo normal, mais um dia na vida das personagens”, afirmou Fanning, de 16 anos.

O longa-metragem conta a história da roqueira Joan Jett, líder da banda punk The Runaways, interpretada pela atriz de “Crepúsculo”. Dakota Fanning vive a cantora Cherie Currie, que também fazia parte do grupo americano, composto somente por mulheres nos anos 1970.

“Foi apenas uma noite, elas tinham uma ligação maravilhosa”, completou Stewart sobre a cena de beijo.

Stewart e Fanning já haviam trabalhado juntas em dois filmes da franquia “Crepúsculo”, “Lua nova”, lançado em 2009, e “Eclipse”, ainda inédito.

Fonte G1

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* A calamidade moral que devasta famílias.

domingo, janeiro 17th, 2010

Uma tragédia como a do Haiti desperta o melhor em nós. A compaixão, a solidariedade, o amor por desconhecidos. São sentimentos comuns em missionários como Zilda Arns. Ela morreu pregando “luz e esperança na conquista da paz nas famílias e nações”. Na igreja que desabou e a levou aos 75 anos, Zilda apontou a família como a estrutura maior dos valores éticos. O amor fraterno, disse Zilda, começa na gestação, “no ventre sagrado da mãe”.

“Não existe ser humano mais perfeito, mais solidário e sem preconceitos que as crianças”, disse em sua última palestra Zilda, viúva, mãe de cinco filhos, 12ª de 13 irmãos – três irmãs religiosas e dois sacerdotes franciscanos. Fundadora da Pastoral da Criança e a da Pessoa Idosa, essa catarinense do bem se empenhava em reduzir a mortalidade infantil e a violência doméstica. “A paz começa em casa” era um de seus lemas.

Não sou religiosa mas acredito na família como núcleo para a construção de melhores cidadãos, que saibam ao menos distinguir o certo do errado.

Por tudo isso, um drama familiar divulgado na semana passada é tão chocante. A protagonista é Lauren Mayá Portella, de 19 anos, filha de professora universitária, Mauren, e de procurador federal do Rio de Janeiro. Estudante de Direito, Lauren tramou de maneira fria e calculista um assalto à própria mãe com a cumplicidade do namorado office boy, Marcos Vinicius Almeida. O casal de bandidos estava foragido até a última sexta-feira.

O envolvimento de Lauren no assalto – ocorrido no ano passado – foi descoberto quase por acaso. A Polícia Civil investigava a participação de Marcos Vinicius em sequestros de gerentes de banco e roubos de carro. Gravou todos os seus telefonemas e, ao escutar os registros, encontrou essa conversa com a namorada. A universitária é procurada por roubo e formação de quadrilha.

O que mais revolta nas gravações é o descaso e o desamor que Lauren demonstra pela mãe. Morando numa casa confortável de classe média no Rio de Janeiro, nada parecia faltar a Lauren. O namorado, “Vinicinho”, era bem acolhido e dormia na casa da namorada nos fins de semana.

Lauren tramou de maneira fria e calculista um
assalto à própria mãe, com a cumplicidade do namorado

Nos telefonemas, Lauren comanda toda a ação e pergunta ao namorado se vão “pegar” a mãe na ida ou na volta da igreja: “Fica parado na porta da lan house; quando ela sair, você sai”. E grita simultaneamente: “Tchau, mãe. Traz um doce pra mim. Beijo”. A 300 metros da casa, os comparsas do namorado abordam a professora com uma arma, levam carro, celular e bolsa. “Vinicinho” liga para Lauren dizendo que tinha acompanhado tudo da esquina: “Ela tentou correr. Aí, o moleque jogou a moto em cima, botou uma arma para o alto e ela parou”.

Se a professora reagisse, poderia ter sido morta por um tiro. Quando o namorado aconselha Lauren a comprar um celular em feira de produtos roubados para dar à mãe, a moça responde com tédio: “Ela não quer nada roubado. Só quer encher meu saco”.

Separado da mãe de Lauren, o pai procurador, cujo nome não foi divulgado, primeiro não acreditou, mas depois atribuiu toda a culpa ao namorado. Um dos medos dos pais de meninas é o amor bandido, o envolvimento da filha com traficantes e assaltantes.

“Se alguém influenciou alguém, foi ela que influenciou o garoto”, diz o psiquiatra Luiz Alberto Py. “Ele é um office boy, de repente aparece uma patricinha, ele fica todo entusiasmado. Ela é de outro nível sociocultural e já tem maturidade para discernir. Não se interessa pela mãe nem teme consequências. São dois bandidos que se juntam para cometer um crime. Lauren pode ser uma psicopata, e os psicopatas não têm solidariedade, compaixão, amor.”

Há um perfil aparentemente falso de Lauren no Orkut, com 39 amigos, todos do Ceará. Nesse perfil, algumas de suas comunidades são “Sou Patricinha, e Daí?” e “Eu Odeio Minha Mãe”.

A comunidade “Eu Odeio Minha Mãe” tem 3.844 membros. Os depoimentos são terríveis, incluem xingamentos e desejos de que a mãe morra. Um dos motivos do ódio é: “Minha mãe só sabe dizer não” e “se julga dona da verdade”. Fora as drogas, pais e mães devem refletir sobre as causas dessa calamidade moral que devasta tantas famílias.

Ruth de Aquino – Revista Época

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