Posts Tagged ‘Vicio’

* E quando o jogo na internet e o videogame se tornam um vicio?

segunda-feira, julho 23rd, 2012

O bom senso materno e paterno no controle dos jogos de internet utilizados pelos filhos

A revista Catolicismo publica uma entrevista muito proveitosa para os pais de família. A entrevistada é a Sra. Elizabeth Woolley — norte-americana fundadora do Online Gamers Anonymous (Jogadores Anônimos Online). Ela alerta os pais sobre o perigoso mundo da internet e dos videogames, que poderá viciar seus filhos.

Tendo como objetivo auxiliar as famílias a controlar e salvaguardar os pequenos dos malefícios dos jogos de computador, aqui transcrevo a entrevista com a Sra. Woolley.

Aos pais, um apelo ao dever

A senhora poderia explicar por que fundou Online Gamers Anonymous?

Sra. Wooley — Em 2002, meu filho Shawn viciou-se em um jogo chamado Everquest. Em três meses ele largou o emprego, foi despejado de sua casa e ficava a noite inteira acordado jogando no computador. Apesar de nossos ingentes esforços para auxiliá-lo a restabelecer a normalidade em sua vida, ele cometeu suicídio um ano e meio mais tarde.

Pouco tempo depois de seu suicídio, concedi uma entrevista ao “Milwaukee Journal Sentinel”, e foi então que me dei conta de quantas famílias estão sendo destruídas e sofrem como a minha.

Em 2002 eu decidi fundar o site Online Gamers Anonymous para ajudar essas pessoas a terem um lugar para se encontrar e saberem que não estão sozinhas. Faço questão de informar que esses jogos podem assumir o controle de suas vidas da mesma forma como o álcool e as drogas. Alguns jogadores me disseram que a pessoa pode tornar-se viciada em menos de 24 horas. Assim, ao passar dos jogos sociais para os jogos que provocam o vício, ela não consegue voltar atrás. Esses jogos podem tornar-se a droga preferida, devendo ser considerados como tal.

O nosso website www.olganon.org divulga pesquisas sobre o modo como esses jogos afetam as crianças, prejudicando o seu normal crescimento e seu desempenho social, e procura alertar os pais a esse respeito. Organizamos diversas reuniões semanais nas quais os viciados contam a sua história e apoiam-se mutuamente no esforço de abandonar o vício, além de debaterem muitos assuntos relacionados com o problema deles.

A senhora daria algum conselho aos pais que têm videogames em casa?

Sra. Wooley — O elemento crucial é garantir uma vida equilibrada aos filhos. Eles não podem ser criados com base em uma só atividade, pois do contrário vão ter problemas. Mesmo quando a criança protesta, a missão dos pais é dizer “não”, e guiá-los para outras atividades.

Ser pai ou mãe não é fácil, mas posso garantir que a vida podia ser perfeitamente normal antes da existência de videogames. Como pais, precisamos encontrar ou criar outras atividades para os nossos filhos que não sejam somente a de fazê-los sentar-se diante de uma tela de computador. Isso significa engajá-los em esporte, em encontros sociais e atividades educacionais. Mas é necessário oferecer-lhes opções. Se a criança disser que não quer abandonar o jogo, é preciso estabelecer limites ou então ela acabará tendo problemas.

Que tipo de pessoa tem inclinação para tornar-se viciada e quais são as consequências?

Sra. Wooley — Qualquer pessoa pode se viciar. Certas universidades confessam que o videogame é responsável por uma grande porcentagem de desistências. Muitas delas mantêm agora psicólogos para tratar do problema do vício no jogo entre os alunos. Estão também investigando se os estudantes estão envolvidos em videogames antes de lhes conceder bolsas de estudo. Elas sabem que podem estar perdendo uma bolsa se o candidato for um viciado. Eu conheço diversos pais que perderam as economias aplicadas no estudo dos filhos por causa disso. Muitos jovens que estão sendo arrastados para esse vício são de fato gênios. Eles são bastante inteligentes e cheios de motivação. A prova é que muitos desses jogos exigem horas de esforço tedioso, concentração e paciência. É triste ver todo esse potencial intelectual sendo jogado no lixo. Além das considerações que se podem fazer sobre o modo pelo qual o videogame prejudica as vidas e a educação, temos que levar em conta o quanto se poderia ganhar caso esses jovens capazes estivessem resolvendo os reais problemas da sociedade. Os videogames se tornaram em vez disso um poderoso fator de estupidificação da sociedade.

Às vezes, pessoas já crescidas e com emprego sério podem ficar viciadas. Eu conheço várias delas que possuíam trabalho e casa, mas perderam tudo por causa dos videogames.

Houve um caso extremo de um senhor na Flórida que perdeu seu emprego e teve que ir viver na rua. Ele acabou arranjando trabalho num restaurante a fim de conseguir dinheiro suficiente para ir ao gaming café, onde fica jogando o resto do dia. Quando o gaming café fecha, ele vai dormir na rua e no dia seguinte repete a mesma coisa. Muitos pais deixam a família para terem mais tempo de jogar. Eles perdem completamente a preocupação pelos filhos, porque tudo quanto eles julgam poder fazer é jogar. Mulheres adultas são mais inclinadas a engajar-se em jogos sociais como Farmville, SIMS e Second Life, porque gostam de fazer coisas conjuntas. Isso frequentemente causa problemas, pois as mulheres casadas acabam deixando os maridos e a família, abandonando os próprios filhos, para estarem com uma pessoa do jogo. Há muitos exemplos disso. Um caso extremo foi o do casal coreano que deixou o filho real morrer de má nutrição porque passavam todo o tempo disponível cuidando do “filho virtual”.

A maioria dos videogames dá às crianças uma sensação de que elas são algo ou que estão realizando alguma coisa. Isso é errado?

Sra. Wooley — Um dos perigos maiores é precisamente o de ser muito fácil obter uma sensação de valor e realização através do jogo. Se a pessoa não consegue um resultado ou não gosta do que fez, pode recomeçar até conseguir o resultado certo. Bem, a vida real não é assim. A vida real não é tão fácil e com frequência não se tem uma segunda oportunidade. Com isso, por contraste, a criança fica desanimada com a vida real e termina abandonando-a inteiramente. Ela diz a si mesma: “Isto é muito difícil”, e foge de volta para os jogos.

Tal atitude representa um perigo enorme para a vida social da criança. Em vez de satisfazer seus desejos de coisas como valor e realização através de intercâmbio social, ela os obtém por meio dos jogos. Desta forma ela não tem a experiência necessária da vida real, especialmente do sofrimento normal da vida, e não aprende a lidar com bons e maus momentos. Vida real não é fácil para ninguém, e permitir que uma criança use jogos como droga para fugir da vida real não vai ensiná-la a lidar com ela.

Eu pude comprovar isso em meu filho (foto acima). No jogo ele podia facilmente fazer o que queria e sentir-se realizando algo. Ao mesmo tempo, ele não estava usando seu tempo para cuidar de sua vida real, de modo que não havia nada para sustentá-lo. A um certo ponto ele passou a não se importar mais com o futuro e de como progredir na vida real. Se a maior parte de seu tempo é usada nos jogos, não haverá tempo suficiente para aprimorar a educação, habilidades e amizades na vida real. Todos aqueles que de fato queiram realizar algo na vida precisam abandonar os jogos e se dedicar à vida real.

Qual é a sua mensagem aos pais que usam videogames para ajudar a entreter seus filhos?

Sra. Wooley — Eu tenho visto muitas atitudes irresponsáveis de pais que desejam usar os videogames como babás. Isso infelizmente acontece porque muitos pais são com frequência eles próprios jogadores.

Primeiramente, não é bom pai aquele que dá à criança um jogo de computador para que ela não o amole. Ocupe-se de seu filho na vida real! Conheci um pai que ensinou seu filho de três anos a jogar com ele World of Warcraft, achando que se conseguisse tornar a criança viciada naquele jogo, poderia vir a ter um melhor relacionamento com ela. Faço questão de dizer aos pais que jogar tais jogos com os filhos não pode ser chamado de relacionamento, uma vez que durante os mesmos não há quase nenhuma troca de palavras; o modo de a criança se relacionar com qualquer coisa durante o jogo é unicamente através dos controles.

Em segundo lugar, recomendo aos pais que não permitam a nenhuma criança de menos de 16 anos jogar esses jogos ligados à Internet, e ponto final. Além de nunca se saber contra quem eles estão jogando, os pedófilos estão sempre imaginando meios de se conectarem com crianças através desses jogos. Os pais imaginam que é seguro por ser dentro de casa, mas não é. Dar aos filhos o jogo de  Internet é como colocá-los num bar público sozinhos.

Há também o seguinte: muitas vezes os pais me dizem que não têm outra saída senão dar à criança o que ela quer, acabando não se dando conta do conteúdo do jogo. Esses jogos podem ter material sexual explícito, palavras imorais, uso de drogas, violência imoderada e destruição. Se isso estivesse num filme, apenas a violência já colocaria o filme na categoria “R” (proibido para menores de 17 anos). Apesar de a maior parte das famílias cristãs com as quais falo serem incapazes de dar a seus filhos um filme classificado como “R”, elas os deixam jogar jogos violentos. Isso lhes é muito prejudicial.

E se os filmes não forem violentos e online?

Sra. Wooley — O simples fato de não serem violentos nem on-line não significa que não sejam perigosos. Seria o mesmo que dizer que está bem dar às crianças drogas não violentas. Nunca é demais lembrar que videogames devem ser considerados como possíveis drogas, não se podendo permitir a ninguém de se tornar viciado nelas. É certo que, quando um jogador cruza a linha entre o poder decidir quando jogar e o ser forçado a jogar, sua mente foi já reprogramada pelo vício. Ele não está jogando porque quer, mas porque precisa. Nesse ponto, ele começa a odiar o jogo, mas não pode mais parar. Sua vida se despedaça e ele entra no círculo vicioso de sentir-se culpado e ter “euforias” nos jogos. Depois cai novamente na sensação de culpa e volta ao jogo, onde tudo recomeça. Ao “datilografar” constantemente o teclado nos jogos, ele se torna desumanizado, dando menor importância aos próprios sentidos, não saindo de casa para fazer exercício ou tomar sol e comer algo decente: ele se torna uma concha humana.

Eu ainda julgo que se deveria pesquisar mais a respeito disso, mas já há suficiente informação de como os jogos afetam especialmente os jovens, atrofiando o seu crescimento mental e sua capacidade de se relacionar socialmente.Isso foi um dos aspectos que me chocaram a respeito de meu filho. Ele parou de falar com as pessoas, inclusive comigo, sua mãe. Antes de começar a jogar os videogames, ele era como todos nós: tinha um futuro, planos, amigos e um emprego. Após tornar-se viciado, foi como se uma luz na sua cabeça tivesse sido desligada: desinteressou-se totalmente de como deveria passar a vida real, não se importando mais sobre o que poderia acontecer-lhe no futuro, perdeu completamente suas metas e princípios. Parou de pensar na realidade e tornou-se deprimido. Sua personalidade mudou radicalmente e ele se tornou anti-social. Essa é a razão pela qual eu sempre digo que tais jogos podem reprogramar o cérebro da pessoa, transformando-a em outro indivíduo. Os amigos de meu filho ficaram abismados de quanto ele efetivamente mudou.

A senhora poderia dar um exemplo de pais que acabaram intervindo tarde demais?

Sra. Wooley — Um dos garotos que conheci era um jovem canadense de 15 anos chamado Brandon. Ele começou a jogar um jogo chamado Call of Duty e seus pais, apesar de saberem que aquilo lhe estava causando problemas, não encontravam um meio de fazê-lo parar. Brandon considerava-se uma pessoa muito poderosa no jogo, e não queria largá-lo devido a essa sensação de importância que estava adquirindo e por ser alvo de atenção. Em 2008, seus pais finalmente decidiram pôr um freio na história e lhe tiraram o jogo. Brandon acabou fugindo de casa. Algumas semanas mais tarde, alguns caçadores descobriram seu cadáver a 10 quilômetros de onde residia.

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* Viciado em sexo descreve processo difícil em busca de cura.

quarta-feira, janeiro 11th, 2012

G1

O lançamento do filme Shame, do diretor Steve McQueen, na Europa e nos Estados Unidos esquentou a discussão sobre o vício em sexo. No filme, o personagem interpretado por Michael Fassbender se encontra frequentemente com prostitutas e tenta conquistar todas as mulheres que encontra.

Nesta quarta-feira, um programa produzido pelo canal britânico BBC Three traz a história de um viciado em sexo na vida real. Aos 27 anos, o comediante e apresentador de TV Jeff Leach diz que quer enfrentar o problema, após ter mantido relações sexuais com mais de 300 mulheres. Leia o depoimento de Leach abaixo.

‘Eu sou um conquistador, e para ser sincero, costumo ser bem-sucedido, tendo relações sexuais com mais de dez mulheres por semana, mas agora estou em uma missão para mudar.

Quero ver se consigo manter uma relação séria. Preciso descobrir o que tenho feito de errado.

Ver toda mulher como uma possível aventura sexual me deixa infeliz, me cansa e faz eu me sentir vazio e superficial, além de solitário.

Agora que estou me aproximando dos 30 anos, meus amigos estão se casando e eu percebi que não posso continuar assim para sempre. Dizem que, em média, um homem britânico tem cerca de 13 parceiras sexuais em sua vida e as mulheres, apenas sete. Eu destoo bastante desses números.

O que eu percebi é que a minha atitude em relação ao sexo não é normal. Já tendo resolvido a maior parte dos aspectos problemáticos da minha vida com relação à minha tendência a vícios – minhas experiências com álcool e drogas – este parece ser o último desafio a ser enfrentado.

Eu não quero morrer sozinho e quero ser pai. Para descobrir mais sobre mim mesmo, conversei com ex-amantes para descobrir por que não consigo ser um homem de uma mulher só.

Como já tive relações sexuais com mais de 300 mulheres, recebi muitos telefonemas, e-mails e mensagens de Twitter e Facebook. Ex-namoradas, ex-casos e mulheres com quem encontrei uma vez apenas me enviaram mensagens de apoio, demonstraram uma vontade verdadeira de me ajudar nessa jornada.

Minha ex-namorada Nicola me chamou de egocêntrico.

‘Você era muito egoísta, fez eu me sentir desconfortável diversas vezes. Você fazia o que você queria’, disse Nicola.

Claire, com quem tive o relacionamento mais longo, me disse que sempre temia acabar se magoando.

‘Eu não achava que você conseguiria ser um bom namorado. Eu não queria ter um relacionamento com você. Eu não achava que conseguiria satisfazer você como namorada e manter seu interesse. Além disso, se você me traísse, eu ficaria destruída’, disse Claire.

Essa foi dura. Quantas vezes antes será que minhas namoradas pensaram: ‘Em vez de dizer que gosto dele, prefiro afastá-lo para me proteger’?

Outra ex-namorada, também chamada Clare, disse que nunca mostrei um lado vulnerável. Eu tenho medo de me machucar como aconteceu com meu primeiro amor. Mas como eu faço para conseguir ser vulnerável de novo?

Até agora, eu limitei meu tempo com cada amante. Me encontrava com uma menina e fazia ela se sentir o centro das minhas atenções por uma noite apenas para então desaparecer por duas ou três semanas. Dessa forma, conseguia manter a distância.

Quando fui ver Paula Hall, uma psicoterapeuta especializada em sexualidade e relacionamentos, ela me explicou os sinais.

‘Vício em sexo é qualquer comportamento sexual que fica fora de controle. Se você está agindo de forma sexual e não sabe mais qual é o benefício para você ou por que você está fazendo isso, se você se arrepende do que fez, mas continua repetindo o comportamento, você provavelmente é um viciado’, disse ela.

Eu me lembro de ter uma infância muito feliz com minha família, viajar de férias e meu pai me colocar em seus ombros e meus pais tendo um bom relacionamento. Aí, a partir dos sete ou oito anos de idade, tudo o que me lembro é deles brigando.

Hall acredita que grande parte do meu comportamento sexual se deve a meu medo de intimidade.

‘Você usa isso para se manter fora de um relacionamento. Mantendo múltiplas relações o tempo todo, você não aposta todas as suas fichas no mesmo lugar’, diz Hall.

O que aprendi é que meu estilo de vida tem uma data de validade limitada. Eu quero que as mulheres pensem: ‘Sim, ele é um ser sexual, mas sua natureza aventureira não impede que ele seja um cara legal, capaz de amar e ser amado.’

Percebi que até eu estar feliz comigo mesmo e me amar isso não vai ser possível, então vou me concentrar nisso.

Acabou sendo muito mais difícil que imaginei. Mergulhar em problemas de infância com uma psicoterapeuta e deixar uma multidão de ex-namoradas rejeitadas dizer onde errei certamente me deixaram deprimido.

Mas o processo me deu energia renovada para controlar meus desejos sexuais e estabelecer novas amizades com mulheres.

Estou no caminho de entender por que sou do jeito que sou e por que sinto os desejos incomuns que tenho como viciado.

Pode ser que eu nunca consiga me curar dessa doença – e, acreditem, é uma doença – mas agora posso me olhar no espelho sabendo que tive a coragem de tentar melhorar a situação.’

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* Os Jovens na era da Internet: Dependências e patologias analisadas através da arte cinematográfica.

segunda-feira, dezembro 19th, 2011

Hoje, a comunicação social está apoiada por ferramentas modernas que nos fazem superar barreiras e as limitações de tempo e de espaço e, entre as novas formas de comunicar, a Internet é certamente um dos meios que oferece mais oportunidades.

Mas, como todas as ferramentas de comunicação, também a rede não está isenta de desvios e abusos que, nos últimos anos, têm, por vezes, levado a observar no campo da saúde mental, uma forma moderna de dependência, definida como internet-dependência.

O recurso à Internet parece intimamente ligado a uma tentativa de compensar as dificuldades relacionais, procurando na Rede amigos ou relações sentimentais por meio de um caminho mais rápido e que consente superar algumas inseguranças que, entretanto, são amplificadas pelas diárias relações cara a cara.

Alberto Di Giglio, professor no Centro Experimental de Cinematografia, estará ao lado de Alessandro Meluzzi com algumas propostas cinematográficas, mostrando grandes pedaços de filme como um estímulo para uma visão mais ampla sobre a Internet e a videodependência.

O primeiro filme analisado será I Want to be a Soldier, de Christian Molina (2011). Trata-se de um filme que conta a história de Alex, um garoto de 10 anos de idade fascinado pela violência que ele vê na televisão e nos videogames. Alex começa a ter problemas de comunicação com seus pais e colegas da escola, e por isso começa a fechar-se em si mesmo, inventando para si dois amigos imaginários: o astronauta capitão Harry e o seu alter ego, o sargento Cluster. Através da televisão, Alex descobrirá um mundo novo de tal forma que se sente completamente fascinado por tudo o que ele vê. O elemento catalisador da história será essa obsessão crescente pelas imagens de guerra e destruição.

O segundo filme, The Social Network, de David Fincher (2010), dará motivo para analisar o fenômeno do Facebook. E a verdadeira história de Mark Zuckerberg, o jovem que se tornaria o mais jovem bilionário da história, criando o social network mais usado do mundo, em 2004 era um aluno brilhante de Harvard, mas com poucas habilidades sociais. Deixado pela namorada, marginalizado dos clubes mais elitistas e com um notável complexo de inferioridade para com os atletas, criou numa noite um software que pegava todas as fotos das alunas colocadas online pela universidade e as colocou à disposição de todos na rede, com o objetivo de votar a mais bonita. A aplicação percorreu todos os computadores da área e Zuckerberg foi multado por violar os sistemas de segurança.

The Social Network é o primeiro filme a trazer um dado de fato da modernidade, ou seja que a vida na rede, para uma certa fatia da humanidade tem a mesma importância da vida real, com os relativos riscos.

Zenit

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* As formigas e o pecado da preguiça de alguns homens.

sexta-feira, dezembro 16th, 2011
Mats
Ter um relacionamento com pessoas preguiçosas e egoístas é um desafio até para os Cristãos mais pacientes. Isto deve-se ao fato das pessoas preguiçosas tenderem a ser as mais problemáticas – especialmente quando os seus desejos não são satisfeitos.

Os cientistas verificaram agora que o termo “trabalhador como uma formiga” não se aplica a todas as formigas. Segundo apurado, existe pelo menos uma sociedade de formigas que é preguiçosa, egoísta e problemática.

Existem sociedades onde é agradável de se viver e existem outras onde não é agradável de se viver. Nem todas as sociedades de formigas são exemplos harmónicos de cooperação. Uma sociedade de formigas, conhecida por esclavagista (inglês: “slave-makers”) , é certamente um lugar miserável para se viver.

As formigas esclavagistas passam a sua vida a assaltar os ninhos de outras espécies e a escravizar os cativos. As formigas-escravas são forçadas a alimentar, albergar e mesmo defender os novos senhores. Isto permite que as formigas-esclavagistas tenham muito tempo livre.

A maior parte do seu tempo é esbanjado com brigas infindáveis entre si devido ao estatuto social.

Quanto maior for o estatuto duma formiga-esclavagista, maior é o serviço que ela recebe das escravas.

Aparentemente, tal como a mentalidade preguiçosa de muitos seres humanos é um campo fértil para o aparecimento de disputas ridículas e sem fim à vista, as formigas preguiçosas tendem a lutar umas com as outras enquanto as escravas fazem a maior parte do trabalho.

Para além das desvantagens prácticas óbvias em ter relacionamento com pessoas preguiçosas, temos também a componente espiritual. Quando os grandes homens de Deus receberam o seu chamado profético, a esmagadora maioria encontrava-se a trabalhar. Não me lembro de profeta algum que tenha sido chamado quando se encontrava em lazer ou delícias:

  • Moisés encontrava-se a apascentar as ovelhas do seu sogro Jetro. (Êxodo 3:2)
  • Gideão malhava o trigo no lagar. (Juízes 6:11)
  • O Rei David apascentava as ovelhas. (1 Samuel 16:11).
  • Eliseu lavrava com 12 juntas de bois. (1 Samuel 19:11).
  • O profeta Amós era boieiro e cultivador de sícomoros quando o Senhor o tirou de após o gado e disse:
“Vai, e profetiza ao meu Povo Israel.”

(Amós 7:14-15)

(O único que foi chamado numa hora de descanso foi Samuel: Deus primeiramente entrou em contacto com o jovem Samuel quando este dormia – 1 Samuel 3:4)

Tendo isto em conta, a atitude do Cristão que visa ser uma arma poderosa na Mão de Deus tem que ser laboriosa, pacífica e o mais distante possível da mentalidade problemática.

Se Deus usou homens assim no passado, e como Deus não muda (Malaquias 3:6), certamente que Ele usará homens assim no presente.

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* Quando é exatamente que o entusiasmo saudável se transforma em um vício?

sexta-feira, novembro 25th, 2011

BBC

O psicólogo britânico Mark Griffiths, professor da Nottingham Trent University, vem estudando o jogo compulsivo há 25 anos e diz acreditar “enfaticamente” que o ato de jogar e apostar, se levado ao extremo, é tão viciante quanto qualquer droga

“Os efeitos sociais e de saúde da jogatina extremada são muitos e têm muita coisa em comum com os efeitos de vícios mais tradicionais, entre eles mau humor, problemas de relacionamento, absenteísmo do trabalho, violência doméstica e ir à falência.

Os efeitos para a saúde – para jogadores e seus parceiros e parceiras – incluem ansiedade, depressão, insônia, problemas intestinais, enxaquecas, stress, problemas estomacais e pensamentos suicidas.

Se comportamentos como a jogatina podem se tornar um vício genuíno, não existe razão em teoria que impediria alguém de se viciar em atividades como videogames, trabalho ou exercícios físicos.

Pesquisas sobre jogadores compulsivos relatam que eles sofrem ao menos um efeito colateral quando passam por períodos de abstinência, como insônia, dores de cabeça, perda de apetite, fraqueza física, palpitações cardíacas, dores musculares, dificuldades de respiração e calafrios.

Abstinência

Na verdade, jogadores compulsivos aparentam sofrer mais sintomas de abstinência física quando tentam cortar o vício do que viciados em drogas.

Mas quando é exatamente que um entusiasmo saudável se transforma em um vício?

Comportamento excessivo por si só não significa que alguém seja viciado.

Eu consigo pensar em muitas pessoas que se envolvem em atividades excessivas, mas eu não as classificaria como viciadas, já que elas parecem não sofrer qualquer efeito negativo ao apresentar tal comportamento.

Em essência, a diferença fundamental entre o excesso de entusiasmo e o vício é que os entusiastas saudáveis adicionam vida às atividades desprovidas dela.

Para qualquer comportamento ser definido como viciante, é preciso que existam consequências específicas como se tornar a atividade mais importante na vida de uma pessoa ou ser o meio pelo qual o humor dela pode melhorar.

Eles podem também começar a precisar fazer mais e mais da atividade ao longo do tempo para sentir seus efeitos e sentir sintomas físicos e psicológicos de abstinência se eles não conseguem fazê-lo.

Isso pode levar a conflitos com o trabalho e com responsabilidades pessoais e muitos podem até viver recaídas se tentam largar o vício.

A maneira pela qual os vícios se desenvolvem – sejam eles químicos ou comportamentais – é complexa.

Vícios ocultos’

O comportamento viciante se desenvolve a partir de uma combinação de predisposição biológica e genética de uma pessoa, o ambiente social em que elas cresceram e sua constituição psicológica, como traços de personalidade, atitudes, experiências e crenças e a própria atividade.

Muitos vícios comportamentais são vícios ”ocultos”. Diferentemente do alcoolismo, o viciado em trabalho não apresenta a fala embolada ou sai tropeçando.

Mas, no entanto, o vício comportamental é um tema relativo a saúde que precisa ser levado a sério por todos os profissionais das áreas médicas ou de saúde.

Se o principal objetivo dos profissionais da área médica é garantir a saúde de seus pacientes, então ter consciência sobre o vício comportamental e os temas que o cercam deveriam ser tão importantes quanto o conhecimento básico e o treinamento.

Diversos vícios comportamentais podem ser tão graves quanto vícios em drogas.”

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* Pornografia, LIXO que busca inútil “validação” da própria “masculinidade”

terça-feira, julho 12th, 2011

Gene McConnel

Numa noite fria e escura, não há nada melhor que o calor do fogo de uma lareira. Você pode empilhar a lenha e deixá-la queimar bem. É seguro, quente, relaxante e romântico. Agora tire esse fogo de dentro da lareira (que foi feita para queimar) e deixe cair no meio da sala – de repente o fogo se torna destrutivo, podendo queimar a casa toda e matar todos que estão dentro. Sexo é como esse fogo. Enquanto é expresso dentro de um relacionamento protegido e comprometido como o casamento, é maravilhoso, quente e romântico. Mas a pornografia tira o sexo de dentro deste contexto.

Pornografia: um grande negócio

É um grande negócio que faz muito dinheiro e que não se importa como. Vão usar todas as estratégias para fazer você comprar mais. “Lançaram 11.000 vídeos pornográficos ano passado contra 400 filmes lançados por Hollywood… e 70.000 web sites pornográficos”. (New York Times,“Naked Capitalists”)

A Imagem de Sexo da Pornografia

Uma das partes mais vitais do ambiente mental é a idéia saudável de quem somos sexualmente. Se essas idéias estão poluídas, uma parte fundamental de quem somos fica destorcida. A cultura pornográfica ensina que sexo, amor e intimidade são tudo a mesma coisa. Tudo o que importa é a satisfação. Não importa o corpo de quem se está usando, contanto que se possa possuí-lo. A pornografia leva você a pensar que sexo é algo que se pode fazer a qualquer hora, em qualquer lugar, com qualquer pessoa, sem nenhuma conseqüência.

O Real Significado do Sexo

O ponto de vista da pornografia é estúpido e superficial. Relacionamentos não são construídos sobre sexo, mas sobre compromisso, amor e confiança mútua. Neste contexto, como o fogo dentro da lareira, sexo é maravilhoso. Estar com alguém que ama e aceita você, alguém que está comprometido a viver a vida toda com você, alguém a quem você pode se entregar completamente, isso é o que torna o sexo realmente maravilhoso.

Efeitos da Pornografia: As Mentiras

Não se pode aprender a verdade sobre sexo com a pornografia. Ela não lida com a verdade. Pornografia não foi feita para educar, mas para vender. Ela usará de qualquer mentira que vá atrair e segurar a audiência. A pornografia faz sucesso com a mentira – mentiras sobre sexo, mulheres, casamento e muitas outras coisas. Vamos examinar algumas dessas mentiras e ver que grande estrago elas podem fazer na sua vida e nas suas atitudes:

Mentira #1 - Mulheres são inferiores aos seres humanos

As mulheres da “Revista Playboy” são chamadas de “coelhinhas”, são transformadas em pequeninos animais graciosos, ou “parceiras de jogo”, transformadas num brinquedinho. A “Revista Penthouse” chama as mulheres de “animal de estimação”. A pornografia freqüentemente se refere às mulheres como animais, brinquedos ou partes de corpo. Alguns materiais mostram somente o corpo ou as genitais e não mostram de maneira nenhuma o rosto. A idéia de que as mulheres são verdadeiramente seres humanos com pensamentos e emoções é subestimada.

Mentira #2 - Mulheres são um “esporte”

Algumas revistas de esporte têm uma sessão de “roupas de banho”. Isto sugere que as mulheres são apenas um tipo de esporte. A pornografia vê sexo como um jogo, deve-se “ganhar”, “conquistar”, ou “marcar pontos”. Homens que pensam da mesma forma gostam de falar sobre “marcar pontos” com mulheres. Eles julgam sua masculinidade por quantas “conquistas” conseguem fazer. Cada mulher que “conquista” é um troféu novo na sua prateleira para validar a própria masculinidade.

Mentira #3 - Mulheres são propriedades

Todos já vimos fotos de um super carro com uma garota debruçada sobre ele. A mensagem sem palavras: “Compre um, e ganhará os dois”. Pornografia que mostra o sexo explícito vai ainda mais longe: mostra mulheres como uma mercadoria num catálogo, expondo-as o mais abertamente possível para que o consumidor veja. Não me surpreende que muitos rapazes pensem que porque gastaram uma boa quantia de dinheiro levando uma garota para sair, têm o direito de fazer sexo com ela. A pornografia ensina que mulheres podem ser compradas.

Mentira #4 – O valor da mulher depende de quão atrativo seja seu corpo

Mulheres que são menos atraentes são ridicularizadas na pornografia. São chamadas de cadelas, baleias, porcas ou coisa pior, simplesmente porque não se enquadram no critério de mulher “perfeita” da pornografia. A pornografia não se importa com o que a mulher pensa ou com sua personalidade, somente com o seu corpo.

Mentira #5 – Mulheres gostam de ser estupradas

“Quando ela diz não, ela quer dizer sim” é um típico cenário pornográfico. Mostram mulheres sendo estupradas, lutando e chutando primeiro e depois, começando a gostar. A pornografia ensina os homens a gostar de machucar e abusar das mulheres por diversão.

Mentira #6 – Mulheres deveriam ser desprezadas

A pornografia é geralmente cheia de discursos de ódio contra as mulheres. Mostram mulheres sendo torturadas e humilhadas em centenas de maneiras insanas diferentes, mas implorando por mais. Esse tipo de tratamento demonstra algum respeito pelas mulheres? Algum amor? Ou o que a pornografia está promovendo é ódio e descaso pelas mulheres?

Mentira #7 – Criancinhas deveriam fazer sexo

Uma das maiores vendas da pornografia é a versão pornográfica infantil. As mulheres são “produzidas” para parecerem com menininhas usando rabinhos de cavalo, sapatinhos de meninas e segurando um ursinho de pelúcia. A mensagem das fotos e cartazes diz que é normal para adultos fazerem sexo com crianças. Isso influência os usuários de pornografia a verem as crianças com uma intenção sexual.

Mentira #8 – Sexo ilegal é divertido

A Pornografia geralmente tem elementos ilegais ou perigosos incluídos para tornar o sexo mais “interessante”. Sugere que não se pode aproveitar o sexo se este não for excêntrico, ilegal ou perigoso.

Mentira #9 – A Prostituição é fascinante

A pornografia pinta uma imagem animadora da prostituição. Na realidade, muitas mulheres retratadas no material pornográfico são garotas que fugiram de casa e estão presas a uma vida de escravidão. Muitas foram abusadas sexualmente. Muitas estão infectadas por doenças sexualmente transmissíveis incuráveis que tem alto risco de contágio e geralmente morrem muito jovens. Muitas usam drogas para poder agüentar viver da pornografia.

Efeitos da Pornografia: Ponto Principal

A pornografia se beneficia da vida arruinada de jovens mulheres e laçam homens que gastarão rios de tempo e dinheiro sujeitando-se aos seus produtos.

O Poder das Imagens

É estupidez pensar que as coisas que vemos e ouvimos não nos afetam. Todos admitimos que boa música, bons filmes e bons livros só têm a acrescentar nas nossas vidas. Não é difícil acreditar que imagens ruins podem nos fazer mal.

As imagens também podem nos persuadir. Empresários sabem que se conseguirem pôr uma imagem persuasiva do seu produto na sua frente durante um momento emocional intenso, ela vai penetrar no seu subconsciente. Os cientistas de propaganda são tão bons no que fazem, que podem até predizer quanto mais do seu produto você irá comprar se vir seus anúncios. Algumas vezes, nem mesmo se vê o nome do produto. “Reeses Pieces” pagou um preço muito caro para ter seus doces aparecendo por alguns segundos no filme “E.T.”, e as vendas de “Reeses Pieces” subiram nas alturas. Por quê? Porque as emoções conectadas a assistir aquele menino ajudando o alienígena foram transferidas para a imagem visual do doce. Se uma rápida olhada no produto — mesmo quando não é o centro da atenção — pode afetar o comportamento das pessoas, imagine os efeitos de um filme que mantém a sua atenção grudada numa tela por uma hora e meia com imagens de sexo explícito.

Quais efeitos isso pode ter num homem?

Que tipo de idéias a pornografia está colocando nas nossas cabeças? Se coisas erradas continuarem sendo absorvidas, seu ambiente mental pode ficar tão poluído que você terá problemas na sua vida. Uma das partes mais vitais do ambiente mental é uma idéia saudável de quem somos sexualmente. Se essas idéias estão poluídas, uma parte fundamental de quem somos fica destorcida.

Vício Pornográfico: A Influência da Pornografia

Nem todo mundo que vê pornografia ficará viciado. Alguns apenas ficarão com algumas idéias tóxicas sobre mulher, sexo, casamento e crianças. Porém, alguns terão algum tipo de abertura emocional que permitirá que o vício tome lugar. As empresas pornográficas não se importam de maneira alguma se você irá se tornar um completo viciado nos produtos deles. É um grande negócio. Dr. Victor Cline dividiu a progressão do vício em vários estágios; vício, agravamento, anulação dos sentimentos (insensibilidade), atuação. Para viciados em pornografia, percebi que existe um outro estágio que vem primeiro — exposição precoce. Vamos examinar esses estágios:

EXPOSIÇÃO PRECOCE

A maioria dos rapazes que ficam viciados em pornografia começa cedo. Eles vêm pornografia quando são muito jovens e já estão com um pé na porta do vício.

VÍCIO PORNOGRÁFICO

Você continua retornando à pornografia. Ela se torna uma parte da sua vida. Você está atado e não consegue se livrar.

AGRAVAMENTO

Você começa a buscar por mais e mais materiais pornográficos. Você começa a usar materiais que antes lhe causavam repulsa. Agora,lhe causam excitação.

INSESIBILIDADE

Você começa a ficar insensível às imagens que vê. Até a imagem mais pornográfica não o excita mais. Você fica desesperado para sentir a mesma sensação novamente, mas não consegue.

ATUANDO SEXUALMENTE

Este é o momento em que os homens dão um salto crucial e começam a pôr em prática as imagens que viram. Alguns saem das imagens pornográficas de papel e plástico e entram no mundo real, com pessoas reais, em atitudes destrutivas.

Vício Pornográfico: Eu Sou Um Viciado?

Se você identifica algum desses padrões na sua vida, você precisa pisar nos freios agora. A pornografia está tomando mais e mais controle da sua vida? Você tem alguma dificuldade em parar? Você continua buscando por mais?

O Que Posso Fazer?

A primeira coisa que você tem de fazer é admitir que tem problemas com a pornografia. Acredite em mim, você não é estranho ou anormal se tem esse problema. Milhões de homens estão em vários estágios na luta com a pornografia. Não é nenhuma surpresa. A indústria pornográfica gastou bilhões de dólares tentando conquistar você. Realmente é surpresa que eles tenham tido sucesso? Para alguns de vocês pode haver também algumas questões no seu passado, como abuso ou exposição sexual, o que faz com que seja muito difícil se livrar do vício pornográfico.

Você pode muito pouco na luta contra o vício sem ter ajuda. É preciso que alguém o ajude a quebrar esse vício. Superar o segredo é vital. Você provavelmente não pode escapar do vício sem isso; o que não quer dizer que todo mundo tem que saber que você tem dificuldades. Escolha alguém que aconselha homens com problemas com vícios em quem possa confiar – um pastor, um conselheiro ou um líder que trabalhe com jovens. Alguém em quem possa confiar plenamente, se sentir seguro e que tem alguma experiência na área de vício não ficará surpreso com isso.

Existe Alguma Solução Para o Vício Pornográfico?

A pornografia conquista com mentiras. Em contraste, Deus pode levar a verdade. Jesus disse: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (João 8:31-32). Aqueles que ouviram Jesus dizer isso se ofenderam e reagiram: “… nunca fomos escravos de ninguém. Como você pode dizer que seremos livres?” (João 8:33). E Jesus explicou que “todo aquele que vive pecando é escravo do pecado” (João 8:34), mas que Ele pode nos libertar.

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* Agora é a Internet que nos dá ”boa noite”?

quinta-feira, março 10th, 2011

Elena Dusi, publicada no jornal La Repubblica, 08-03-2011.

A saudação de boa noite chega agora da Internet. Seis em cada dez norte-americanos deslizam para o sono acompanhados por um computador. Eles o usam principalmente para trocar e-mails ou falar nos chats, confirmando o papel de grande antídoto contra a solidão que a rede esconde. Mas, em um em cada cinco casos, o computador presente no quarto é usado também para trabalhar (ou fazer as tarefas, no caso dos jovens).

O estudo, recém-concluído pela National Sleep Foundation norte-americana, foi pensado para analisar os problemas de sono de uma população muito acostumada a colonizar o tempo noturno e a manter ritmos altos à base de cafeína. Mas acabou jogando luz também sobre hábitos de uma nação que custa para desligar os interruptores, a qualquer hora do dia e da noite.

O estudo sobre o impacto das novas tecnologias sobre a qualidade do sono revela que 95% dos norte-americanos usam pelo menos um aparelho eletrônico na última hora transcorrida antes de dormir. Se a televisão continua tendo a sua parte no quarto de dormir dos acima de 45 anos e caminha mais ou menos lado a lado com o computador na faixa dos 30 aos 45 anos, entre os menores de 30 anos a ultrapassagem da Internet com relação aos filmes noturnos quase se consumou.

Nem a busca de contatos com os amigos da rede é um fenômeno apenas noturno. Há alguns anos, em agosto de 2009, o gigante das telecomunicações norte-americanas Verizon havia notado um boom de contatos (principalmente no Facebook) a partir das 7h da manhã. Conectar-se à rede é, portanto, a primeira e a última atividade das nossas jornadas.

O relatório da National Sleep Foundation explica que, na faixa de idade entre os 46 e os 64 anos, a televisão está ligada à noite – todos os dias – em 67% dos quartos. Mas menos de um em cada dois menores de 20 anos herdou esse hábito dos pais. Os jovens entre 13 e 18 anos navegam na rede todas as noites antes de dormir em 55% dos casos (os irmãos mais velhos entre 19 e 29 anos fazem isso em 47% dos casos, os de 30 a 45 anos em 26%, os baby-boomers entre 46 e 64 anos só em 17%). As redes sociais são o padrão: vão de 52% dos adolescentes entre 13 e 18 anos, até 9% dos baby-boomers.

Ao mesmo tempo, o celular continua mandando e recebendo mensagens (56% dos adolescentes usam o celular para os SMS na hora que precede o sono, contra 5% dosbaby-boomers), e o iPod ou outros tipos de leitores de áudio acompanham a noite com a sua música (34% entre os adolescentes e 2% entre os baby-boomers). Inimigos jurados do sonos são os videogames, que, além de apaixonar a faixa de idade mais jovem (36% joga pelo menos três vezes por semana), abriram caminho também entre os baby-boomers (12%).

A ascensão dos eletrônicos entre as novas gerações coincide com o declínio dos livros e dos jornais. Os que dormem folheando páginas são 23% dos baby-boomers e 16% dos menores de 30 anos. O papel não foi ainda substituído pelos e-books: só 2% da amostra entrevistada fez referência de fazer um uso regular dos leitores eletrônicos.

As conclusões que a National Sleep Foundation tira da sua análise são preocupantes sobretudo para a qualidade do sono dos norte-americanos. Cerca de 60% dos entrevistados indicaram que acordam regularmente pouco descansados, e 6% dos adolescentes dormem até menos de seis horas.

A exposição à luz artificial depois do pôr-do-sol – explica Charles Czeisler, daHarvard Medical School, um dos coordenadores da pesquisa – suprime a produção de melatonina (um hormônio que promove o sono, mantém alto o nível de alerta e desloca para horas mais tarde todos os ritmos circadianos do organismo [ritmos biológicos que se completam em 24h], tornando sempre mais difícil o abandono a um bom sono repousante”.

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* Igreja protestante brasileira focada em ajudar “viciados” em pornografia.

sexta-feira, janeiro 7th, 2011

Eu levo uma vida dupla. Sou pastor em período integral, mas na maior parte do tempo fico sozinho no escritório da igreja, baixando vídeos pornô na internet. Sinto-me simplesmente incapaz de conter isso”. A confissão, contundente em sua sinceridade, está na página virtual do ministério SexxxChurch.

O site se propõe a socorrer pessoas no universo da pornografia, uma cadeia que a cada dia prende mais pessoas, inclusive cristãos. Pelo menos um em cada dez evangélicos tem coragem de assumir problemas nesta área.Contudo, a quantidade deve ser bem maior, já que o receio dos efeitos de uma confissão perante a família e a igreja faz com que muitos prefiram ocultar o desvio de comportamento.

Mantido por uma equipe ligada à Igreja Projeto 242, uma comunidade evangélica que fica no centro da cidade de São Paulo, o SexxxChurch não foi feito para crentes, já que tinha uma proposta evangelística. Mas, em pouco tempo percebeu-se que a demanda principal estava situada do lado oposto da trincheira.

“A maioria dos e-mails que recebíamos eram de pessoas que se identificavam como cristãos, membros de igrejas ou líderes, e que tinham enormes problemas com o vício da pornografia”, relata João Mossadihj, 25 anos, conhecido como Jota, um dos idealizadores da página deste ministério evangélico nada ortodoxo.

Em pouco tempo, a idéia transcendeu o ambiente virtual. Praticamente todo fim de semana, o grupo da 242 visita alguma igreja com o projeto Pornix, voltado a palestras sobre sexualidade e pornografia. A procura pelo serviço é grande, o que demonstra a extensão do problema nos arraiais evangélicos. Mas o ministério também costuma evangelizar em regiões como a da Rua Augusta, no centro da capital paulista, conhecido reduto de prostíbulos. SexxxChurch também marca presença na Parada Gay, ostentando camisetas com dizeres como “Jesus ama os atores pornôs”.

Numa demonstração prática do conselho de Paulo, que recomendou que os cristãos fizessem de tudo para, de alguma forma, ganhar alguns, a equipe já faz planos para alugar um estande na Erótika Fair, feira especializada do mercado erótico que acontece em outubro em São Paulo. O evento é uma prova do gigantismo de um setor que movimenta cerca de 500 milhões de reais ao ano apenas no Brasil – no mundo, são 60 bilhões de dólares anuais. “Vamos distribuir bíblias estilizadas durante a feira”, planeja Jota.

Mas é mesmo no mundo virtual que o SexxxChurch alcança números estratosféricos. Segundo Jota, são 600 mil acessos mensais e duzentos e-mails por dia. As mensagens são enviadas por gente nas mais diversas situações – algumas fazem confissões das mais indecorosas possíveis. No entanto, apenas 10% das mensagens são respondidas, contabiliza a psicóloga Sâmara Gabriela Baggio, 28, que acompanha boa parte desses casos. “Nós ouvimos e estabelecemos metas para a recuperação. Mas, para isso, é preciso que o viciado esteja realmente arrependido”, destaca a terapeuta.

Para ela, não há limite seguro para o consumo de pornografia. “A partir do momento que uma pessoa entra em contato com isso, as imagens recebidas ou geradas na mente alimentam fantasias. Não demorará muito para que se tente colocar em prática tudo o que foi visto e fantasiado”, opina.

Dízimo e revistas pornô

O ministério direcionado a quem se sente escravo da pornografia foi inspirado no trabalho do pastor norte-americano Craig Gross, de 32 anos. Sua trajetória é semelhante à de boa parte das pessoas que ele decidiu ajudar. Craig era um jovem cristão que dividia seu dinheiro entre os dízimos e ofertas na igreja e as revistas pornográficas nas bancas.

Ordenado pela igreja East Side Christian, em Fullerton, na Califórnia, ele criou a XXXChurch em 2002. A diferença entre ele e muitos outros pastores que sacodem suas bíblias no ar, esbravejando contra toda forma de imoralidade, está justamente no seu modus operandi. Craig, abomina as abordagens moralistas, que já prenunciaram a queda de populares televangelistas de seu país. É amigo do americano Ron Jeremy Hyatt, que vem a ser o principal ator e diretor de filmes pornô do mundo, com quem divide as bancadas de auditórios e igrejas para debates muitas vezes acalorados.

Alheio às críticas que costuma receber de muitos setores da Igreja Evangélica, sobretudo por conta de alguns conteúdos mais apimentados veiculados no site, Craig caminha com desenvoltura pelo submundo da pornografia. Dirige uma van estilizada com adesivos e adereços que lembram uma propaganda de site pornográfico. O “Porn Mobile”, como é chamado o veículo, já gerou até tumulto ao ser estacionado em frente a uma igreja evangélica. “A pornografia está conduzindo muita gente a um beco sem saída”, costuma dizer em suas pregações.

“Desde que conheci o trabalho de Craig Gross, fiquei empolgado e tentei contagiar o pessoal da igreja”, relata o pastor Sandro Ricardo Baggio, 40. Ministro ordenado pela Igreja do Evangelho Quadrangular, ele coordena o Projeto 242. Baggio animou-se com a possibilidade de falar sobre sexualidade na igreja, onde o tema normalmente é deixado de lado. “Já fazíamos isso em nossa comunidade local, mas não via ninguém falando sobre temas assim nas igrejas”, conta.

Dos planos à ação foi um pulo. No ambiente alternativo do Projeto 242 – uma congregação que reúne músicos, grafiteiros, designers e gente que faz da criatividade um veículo para a disseminação do Evangelho –, a idéia germinou depressa. “A curiosidade existe e faz parte do ser humano. Em algum momento da vida, toda pessoa se torna curiosa em relação ao sexo”, comenta Baggio. “Quando essa demanda não é atendida na família e na igreja, a informação acaba vindo de outros lugares. É aí que se abrem as portas à pornografia.” Ele conta que já aconselhou muitos casais  com problemas conjugais devido ao vício de um dos cônjuges, ou de ambos, em material pornográfico. “Alguns até se separaram”, lamenta.

“Big Brother do bem”

Um dos serviços disponibilizados aos usuários é um programa de computador chamado X3Watch, disponível para download gratuito. “É um software que possibilita a qualquer um – o cônjuge, o amigo ou até o pastor – fazer o cadastro de uma pessoa próxima, passando a receber um e-mail com um relatório mensal sobre os sites que foram acessados por ela”, explica o pastor.

A idéia, que poderia até chocar muita gente, é uma espécie de Big Brother do bem, possibilitando um acompanhamento do viciado, ajudando-o a superar a dependência da pornografia. “Isso ajuda no processo de fuga dessa compulsão Um dos passos fundamentais do processo é justamente admitir a fraqueza”, comenta Baggio.

Reconhecer o gosto pela pornografia é justamente o maior drama para quem freqüenta uma igreja evangélica. “Por não se falar sobre sexualidade, a igreja torna-se num lugar de intolerância. As pessoas preferem esconder suas dificuldades ao invés de procurar ajuda”, analisa o pastor.

De acordo com Sâmara, o perfil dos internautas que enviam perguntas e pedem ajuda é de jovens evangélicos, com idade de 15 a 30 anos. “São pessoas que alimentaram, desde muito tempo, o vício da masturbação e do envolvimento com material pornográfico como filmes, contos eróticos, revistas e sites pornôs”, explica.

Quando a situação está fora de controle, é comum que a conversa saia do computador e vá para o divã. “A maioria dos casos atendidos gira em torno de lutas na esfera homossexual e da conduta cristã”, conta a psicóloga. Ela diz ainda que muitas pessoas justificam suas ações e inclinações pela pornografia devido a problemas no passado – principalmente, episódios de abuso sexual infantil. “Mas é preciso deixar as justificativas de lado e caminhar na direção da libertação.” Para ela, os efeitos da pornografia são devastadores, com reflexos no ambiente de trabalho, na vida social e nos relacionamentos pessoais. “Nos casos mais graves, pode-se chegar a extremos, como a prática de crimes sexuais como a pedofilia”, alerta.

Drama brasileiro

Uma pesquisa realizada pela empresa de tecnologia Symantec, no inicio deste ano, investigou os hábitos de sete mil internautas em países como Alemanha, Austrália, China, Estados Unidos e Japão, além do Brasil. E os resultados foram preocupantes, sobretudo por aqui – é no Brasil que mais se acessa sites com conteúdo pornográfico. De acordo com o levantamento, 55% dos internautas brasileiros visitam regularmente ou pelo menos já acessaram páginas do gênero. Além disso, o país está em terceiro no ranking de usuários que visitam sites de pornografia infantil e na vice-liderança quando o assunto é a produção de filmes da produção de filmes pornô.

Espécie de irmã gêmea da pornografia, a pedofilia é um drama da sociedade brasileira. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, presidida pelo senador Magno Malta, que é evangélico, tem ajudado a desbaratar quadrilhas que fazem exploração sexual de crianças. Em conjunto com a Operação Carrossel, da Polícia Federal, já foram identificados 200 suspeitos de pedofilia. Nas páginas do Orkut, comunidade de relacionamento da internet, mais de três mil cadastros foram quebrados sob suspeita de abrigarem pedófilos.

Abalos no púlpito

Nos anos 1980, ele era considerado um paladino da moral e dos bons costumes. O pastor Jimmy Swaggart, um dos mais importantes televangelistas americanos, fazia de seus programas, transmitidos para mais de 40 países – inclusive o Brasil –, uma verdadeira trincheira na luta contra a carnalidade. Pregador eloqüente e carismático, Swaggart reunia famílias inteiras diante da TV e era crítico contundente da pornografia. Ironicamente, caiu justamente por causa dela, num episódio rumoroso envolvendo prostitutas e uma disputa pessoal com o também pregador televisivo Jimmy Baker. Proprietário do canal de televisão PTL (Pray the Lord), com 12 milhões de telespectadores apenas nos Estados Unidos, Baker acabou se tornando um rival de Swaggart. Tudo ruiu quando fotos suas, acompanhado de garotas de programa, chegaram à imprensa. Na época, atribui-se o vazamento das imagens a Swaggart.

O troco não demorou. Um detetive particular contratado por Bakker não teve muito trabalho para fotografar Swaggart diante de um motel, com o carro cheio de prostitutas. Sem saída, ele confessou que pagava para que elas fizessem strip-tease para ele. Perdoado pela mulher, Francis, ele foi à tevê, chorou e confessou-se arrependido pelo ato. Contudo, sua reputação e ministério foram irremediavelmente abalados.

No fim de 2006, outro escândalo sexual abalou a Igreja Evangélica dos Estados Unidos. Eleito pela revista Time como um dos 25 principais líderes cristãos do país, Ted Haggard admitiu consumir material pornográfico e o envolvimento sexual com um garoto de programa, que o denunciara publicamente. O caso provocou maior espanto porque Haggard era uma das principais vozes contra o homossexualismo.

Quem recentemente também admitiu problemas com o chamado mercado de “conteúdo adulto” foi o pastor australiano Mike Guglielmucci, do ministério Hillsong. Ele confessou, após dois anos declarando-se vítima de um câncer terminal – chegou até mesmo cantar com o auxilio de um tubo de oxigênio –, que sua única doença era o vício em pornografia. A farsa gerou um tremendo mal-estar no badalado grupo de louvor australiano. “Eu sou assim, viciado nesta coisa. Ela consome minha mente”, disse, em entrevista a um canal de tevê.

Números da pornografia na internet

68 milhões de pessoas acessam sites pornográficos no mundo, todos os dias
42% dos internautas freqüentam sites pornográficos e conteúdos relacionados
500 milhões de reais são faturados por ano, no Brasil, com pornografia
2,5 bilhões é a quantidade de e-mails com conteúdo pornográfico enviados por dia
60 bilhões de dólares anuais é o que rende o mercado pornô em todo o mundo

Por Marcelo Brasileiro
Fonte: Cristianismo Hoje

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* Beber no início da adolescência aumenta em cinco vezes o risco de alcoolismo.

quinta-feira, novembro 18th, 2010


EXAGERO
No Brasil, a maioria dos jovens bebe
entre quatro e cinco doses em duas horas

Sabe aquele hábito de alguns brasileiros de deixar o bebê molhar a chupeta no chope do pai? E aquele outro de permitir que crianças de 10, 12 anos bebam uma taça de espumante nas festas de fim de ano? São muito menos inofensivos do que parecem.

De acordo com a American Association for the Advancement of Science, a AAAS (Associação Americana para o Avanço da Ciência), práticas como essas podem ter consequências nefastas no futuro.

Baseada em dois trabalhos recentes – a Pesquisa Nacional sobre o Uso de Drogas e Saúde e um estudo realizado pela Universidade de Boston –, a entidade concluiu que quem trava o primeiro contato com a bebida antes dos 15 anos tem cinco vezes mais chance de se tornar um adulto alcoólatra, em comparação com quem prova bebida aos 21.

Apoiada nisso, a AAAS está encampando um movimento para que o primeiro gole seja postergado ao máximo e acaba de lançar o livro “Delaying That First Drink: a Parent’s Guide” (Adiando o Primeiro Drinque: um Guia para os Pais). “Começar a consumir bebidas alcoólicas mais tarde pode fazer a diferença no resto da vida”, diz Aimee L. Stern, autora do livro. 

O fato de o primeiro drinque acontecer cada vez mais cedo é um fenômeno mundial. E quase sempre os pais, mesmo inconscientemente, são os responsáveis por despertar o hábito na criança e no adolescente.

No Brasil, dados deste ano do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), revelam que a idade média do primeiro gole em estudantes do ensino fundamental (8º e 9º ano) e ensino médio (1º a 3º ano) de escolas particulares é 12 anos.

Nos Estados Unidos, os meninos começam a beber aos 13 e as meninas, ainda mais jovens, aos 11. Segundo o Cebrid, 46% dos estudantes declararam ter recebido a primeira oferta de álcool de um familiar em sua própria casa. “A criança que molha a chupeta no chope pode não se embriagar, mas reconhecerá o gostinho e se acostumará ao sabor de algo que não lhe fará bem nos anos que virão”, esclarece a psi quiatra Camila Magalhães Silveira, coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).

A AAAS defende que os pais mudem de postura em prol da saúde dos filhos. “É preciso dar o exemplo, não deixar bebidas expostas em casa e conversar muito”, diz Shirley Malcom, diretora de pesquisas do órgão. “Geralmente, os pais passam a se preocupar com o filho que consome álcool quando ele começa a dirigir, mas deveriam começar a conversar sobre o assunto quando ele está no quinto ano e continuar discutindo até que ele os ouça”, diz.

O desenvolvimento físico e mental do bebedor precoce é prejudicado. Como parte de seu cérebro ainda está em formação, tem mais chance de desenvolver tolerância ao álcool e de beber cada vez mais com o tempo. Estudos também mostram que o jovem que bebe, mesmo pequenas quantidades, apresenta dificuldade em aprender ou memorizar fatos. Um dos maiores especialistas em dependência química do Brasil, o psiquiatra Arthur Guerra afirma que o álcool abre as portas para os entorpecentes. “Quem começa a beber aos 12 anos tende a experimentar maconha e outras drogas anos depois”, diz ele.

Se tomar o primeiro gole antes dos 15 anos é prejudicial, o que dizer do adolescente que invariavelmente fica bêbado quando bebe? “No Brasil, o jovem bebe no padrão binge”, diz Camila. O padrão binge é quando a pessoa ingere grandes quantidades de álcool num curto período de tempo com o objetivo de se embriagar. Isso significa cinco ou mais doses, no caso dos homens, e quatro ou mais doses, no caso das mulheres, em duas horas. Quando o corpo absorve grandes quantidades de álcool, a pessoa entra em coma e pode morrer. “Quem é jovem e segue esse padrão tem 15 vezes mais chance de se tornar um adulto alcoólatra”, alerta Camila. Na opinião da psiquiatra, o jovem que bebe no padrão binge deve buscar tratamento.


Quando os pais estão conscientes do problema, a maior dificuldade talvez seja conversar com o adolescente. O livro “Delaying That First Drink” – disponível na internet – propõe uma abordagem científica, sobretudo quando as clássicas proibições e ameaças não funcionam. “O jovem precisa saber como o álcool é prejudicial ao seu corpo, do sistema digestivo aos sistemas nervoso central e reprodutivo”, diz Shirley. Camila também deixa a sua dica: “A melhor hora para conversar não é quando o filho chega embriagado em casa, mas no dia seguinte”, diz ela.

Um estudo americano mostra que, quando pais e filhos conversam sobre álcool, a porcentagem daqueles que consomem bebidas cai entre 18,8% e 16,2%.

Fonte: Revista Isto É

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* Estudo afirma que consumidores de pornografia são menos felizes.

domingo, agosto 8th, 2010

O interessante é que este estudo foi feito por um Instituto não religioso.

De fato, a pornografia está destruindo muitos homens e suas familias, sem falar nos jovens.

Para alguns é um vicio que iniciou-se por curiosidade ou de forma ocasional.

É um desafio para nossa evangelização.

***

Fonte: Efe / Uol Ciência e Saúde

As novas tecnologias dispararam a procura por pornografia, sobretudo na internet, segundo um estudo divulgado que adverte para o impacto negativo nas relações, na produtividade e na felicidade entre consumidores desses “produtos”.

Estes são alguns dos custos sociais detectados pelo grupo de pesquisadores multidisciplinar do “The social cost of pornography: A statement of findings and recommendations”, publicado pelo Instituto Witherspoon.

“Desde o começo da era da internet, as pessoas consomem mais pornografia do que nunca e seu conteúdo se tornou cada vez mais gráfico”, afirmou a pesquisadora do centro Hoover Institution, Mary Eberstadt.

“Os que veem pornografia acreditam que sua vida sexual vai ser melhor, mas tem ejaculação precoce, mais disfunções e problemas para se relacionar”, afirma Mary Anne Layden, coautora e diretora do programa de traumas sexuais e psicopatologia da Universidade da Pensilvânia.

Segundo Layden, a exposição em massa a conteúdos pornográficos leva a mudanças de crenças e atitudes sociais; por exemplo, se aumenta a insensibilidade com relação às mulheres e se perde a noção de que estes conteúdos devem ser restringidos para menores.

Vários estudos, como o “Romantic Partners Use of Pornography; Its significance for Women” do médico A.J. Bridges, assinalam que a mulher que sabe que seu marido consome pornografia se sente traída e não confia no parceiro.

Os custos psicológicos a que fazem referência os autores em situações como esta podem desencadear outras consequências no casal, como o divórcio.

Segundo dados da Sociedade Americana de Advogados Matrimoniais, que inclui 1,6 mil profissionais de todo o país, 56% dos 350 casos atendidos em 2003 tinham relação com o interesse obsessivo de um dos parceiros por sites pornográficos.

O consumo contínuo desses produtos frequentemente acaba em alguma patologia, assinalou Layden. Ela lembrou que pela primeira vez o DSM 5, manual utilizado para fazer diagnósticos psiquiátricos, vai incluir como doenças as dependências de sexo e da pornografia.

Para os especialistas, o consumo de pornografia não é visto como um problema grave na sociedade. Por isso, eles reivindicam uma maior atenção sobre o assunto e pedem mais proteção, sobretudo para crianças e adolescentes.

Segundo Layden, “um software para bloquear as páginas com conteúdos pornográficos na internet não é suficiente”, já que as crianças têm a seu alcance outros sites onde podem encontrar o código para desbloquear o filtro.

A pesquisadora exige à indústria do entretenimento que deixe de “fazer dinheiro ferindo crianças”.

“A presença da pornografia na vida de muitos meninos e meninas adolescentes é muito mais significativa do que a maioria dos adultos acha”, apontou. Layden lamenta que a pornografia “deforme o desenvolvimento sexual saudável dos jovens”.

Para Eberstadt, é preciso “mudar o que socialmente não está visto como algo mau” e perceber o tema como algo que afeta a sociedade em seu conjunto. Dessa forma será possível criar um movimento contra a pornografia.

O Witherspoon é um centro de pesquisa independente que promove a aplicação dos princípios fundamentais do Governo republicano e, segundo seu site, trabalha para melhorar os fundamentos morais das sociedades democráticas.

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* Jogos de azar. Quem realmente ganha?

quarta-feira, julho 21st, 2010

Pe. John Flynn, L.C.

No Canadá, uma pessoa sortuda acaba de ganhar 50 milhões de dólares na loteria, mas, enquanto alguns ganham, continua havendo preocupação pelo impacto social do jogo.

Um exemplo é o prolongado debate no senado estatal de Massachusetts sobre uma proposta para permitir três cassinos no Estado. Os que apoiam a lei, defendem que os cassinos serão fonte de emprego e evitarão que os habitantes locais se transladem a outros estados para gastar seu dinheiro, informava no dia 23 de junho o Boston Globe.

Os críticos, no entanto, estão preocupados pelos jogadores problemáticos e por outros efeitos secundários, como o crime e o abuso de drogas. Após sete dias de debate sobre a proposta, a presidente do Senado, Therese Murray, declarou que não se permitirão mais atrasos, informou no dia 30 de junho o Boston Herald.

A votação aconteceu no dia 1º de julho e o senado aprovou os três cassinos, informou no dia seguinte o Boston Globe. O que resta agora é reconciliar a versão da lei do senado com a da câmara de representantes que aprovou sua própria legislação de cassinos em abril.

Ainda que os jogadores sejam enganados pela tentação do dinheiro fácil, um artigo publicado antes do prêmio da loteria canadense chamava a atenção dos leitores sobre as improváveis opções de ganhar.

No dia 4 de junho, o prêmio da loteria Lotto Max chegou aos 50 milhões de dólares, depois de não ter ganhador. Novamente ninguém ganhou, mas os canadenses gastaram 60 milhões de dólares em bilhetes de loteria, destacava o jornal National Post em 24 de junho.

Uma semana antes de que o sortudo pegasse o prêmio, foram gastos outros 124 milhões de dólares em bilhetes de loteria, em outras tentativas vãs de ganhar.

O artigo explicava que o possuidor de um bilhete de loteria tem uma oportunidade entre 620 mil de ganhar um segundo prêmio, e uma entre 28 milhões de ganhar o prêmio maior.

Os matemáticos citados no artigo diziam que havia mais probabilidade de ser atingido por um raio três vezes ao longo da vida do que ganhar o prêmio, ou tirar 25 vezes seguidas “cara” ao jogar uma moeda.

Os verdadeiros ganhadores

Os únicos e verdadeiros ganhadores do jogo são os governos e aqueles que gestionam os negócios. Com relação aos governos, o Wall Street Journalomentava, em um artigo de 11 de maio, que a recessão forçou os governos estatais – que enfrentaram déficits de recorde – a voltarem aos vícios que geram entradas.

Em Ohio, após anos de oposição ao jogo, abria-se a porta com um cassino que substituirá um terreno automobilístico. Por outro lado, Oakland, na Califórnia, começou a cobrar impostos sobre a maconha médica e outros Estados estão considerando a possibilidade de legalizar a venda da erva. Alguns suavizaram as leis que restringem a venda de álcool aos domingos. Segundo o Journal, cerca de 12 Estados debateram recentemente ou aprovaram tirar as restrições ao jogo.

Depois, existem os clubes e os cassinos. Um artigo publicado no dia 10 de março pelo jornal Sydney Morning Herald descrevia a situação da Austrália.

Os clubes do Estado mais populoso de Nova Gales do Sul admitiram que quase 800 milhões de dólares das suas entradas anuais – cerca de 40% das suas entradas pelas máquinas de pôquer – poderiam vir de jogadores problemáticos, afirmava o artigo.

A preocupação pelos efeitos do jogo levou a um estudo da Australian Productivity Commission, que foi divulgado pelo governo federal no dia 23 de junho.

Os australianos sempre foram aficionados ao jogo, mas, como explicava o informe, a liberalização das leis nos anos 90 levou a um rápido aumento das oportunidades para apostar.

De fato, o gasto total (perdas) registrado na Austrália alcançou pouco mais de 19 milhões de dólares entre 200802009, isto é, uma média de 1.500 dólares por adulto que jogou.

Segundo o informe, para uma população de pouco mais de 21 milhões de pessoas em todo o país, 5.700 hotéis e clubes proporcionam oportunidades de jogar. Da mesma forma, há 4.500 terminais, nos quais as pessoas podem apostar em corridas e esportes. Além disso, existem 4.700 casas lotéricas e 13 cassinos.

As mudanças que seguiram ao relaxamento da lei deram como resultado que a porcentagem de gastos das máquinas de jogo e dos cassinos subisse de 40%, entre 1986-1987, a 75%, entre 2006-2007. Havia 198.300 máquinas de jogo (EGM) na Austrália em 2009, com 97.065 delas em Nova Gales do Sul.

Fonte de entradas

A importância do jogo como fonte de entradas é claramente evidente pelo dados publicados no informe. Os hotéis recebem 28% das suas entradas através do jogo; os clubes, 61%; e os cassinos, 78%.

As entradas anuais por cada EGM foram de cerca de 59.700 dólares, entre 2008-2009. As perdas anuais por cada jogador destas máquinas foram de uma média de 3.700 dólares em Nova Gales do Sul, 3.100 em Vitoria e 1.800 em Queensland.

O aumento do jogo supôs entradas inesperadas para os governos, que agora já confiam nele como uma grande fonte de entradas. As entradas estatais por impostos sobre os jogos foram de 5 bilhões de dólares entre 2008-2009 – 10% de todas as entradas por impostos no Estado. O Estado de Vitoria tem a dependência mais alta desses impostos, com 13%.

Quando se trata dos problemas causados pelo jogo, o informe mantinha que a maioria das pessoas o utiliza como um agradável lazer e que muitas formas de jogo não apresentam grandes riscos.

No entanto, há uma considerável inquietude com relação às pessoas que jogam de maneira regular nas máquinas de pôquer. As máquinas de jogo somam 62% de todo o gasto em jogo. Segundo o informe, cerca de 600 mil adultos jogam pelo menos uma vez por semana. Os dados variam, mas as entrevistas mostram que cerca de 15% deles – 95 mil pessoas – são jogadores com problemas.

Estima-se que isso alcança uma porcentagem de 0,7% a 1,7% de toda a população adulta. Isso pode parecer algo que não exige preocupação e, de fato, o informe observa que alguns na indústria do jogo utilizam isso como argumento de que é um tema de pouca importância.

Mas não é tão trivial, segundo o informe, quando colocado em seu contexto. Somente cerca de 0,15% da população ingressa em um hospital cada ano por acidentes de trânsito e se estima que cerca de 0,2% da população consumiu heroína no último ano. “As porcentagens pequenas de população não significam problemas pequenos para a sociedade”, recordava a comissão.

Efeitos colaterais

Segundo o informe, os danos causados pelos problemas com o jogo incluem suicídio, depressão, ruptura de relações, menor produtividade no trabalho, perda do emprego, falência e crime.

Os resultados de uma pesquisa de 2008 mostram que o jogo é a motivação mais comum para a fraude e que a média de perdas por delito foi de 1,1 milhão de dólares.

Além disso, está o que o informe denomina de “efeitos onda” do jogo problemático. Por cada jogador com problemas, são afetadas outras pessoas, desde os membros da sua família até seus amigos e colegas.

Um estudo recente levado a cabo no Estado da Tasmânia deu como resultado que a metade dos entrevistados disse que conhecia pessoalmente alguém que havia sofrido problemas com o jogo.

Quando se trata de colocar um valor monetário aos problemas do jogo, é difícil de quantificar, admite o informe. No entanto, estimações conversadoras calculam este custo em vários bilhões de dólares por ano.

O informe reconhecia que na última década, os governos introduziram regulamentações que reduzem o impacto negativo do jogo. Ao mesmo tempo, a comissão pedia uma política mais coerente e eficaz.

Entre as medidas sugeridas pelo documento, estava a de reduzir a velocidade com que operam as máquinas de jogo. Se jogam em alta velocidade, é possível perder até 1.500 dólares em uma hora.

Outros passos que poderiam melhorar este tema são: limitar a quantidade de efetivo que os jogadores podem colocar nas máquinas de cada vez; baixar o limite do que se pode apostar em cada vez.

Tirar máquinas das pistas de jogos e impor um limite diário à retirada de fundos nos lugares de jogo também ajudaria alguns jogadores, acrescentava o informe.

As entradas pelo jogo tentam os governos como uma solução fácil para reduzir o déficit orçamentário, mas com um alto preço para muitas famílias e para a sociedade em seu conjunto.

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* Dependência do computador afasta crianças e adolescentes do mundo real.

quarta-feira, junho 30th, 2010
Roberta Pennafort – O Estado de S.Paulo

Aos doze anos, Derek era um menino a quem o pai, William, considerava normal: aluno regular, com amigos na vizinhança, que jogava futebol e passeava com a família. Na passagem para os treze, mudou. Não pisa mais na rua e só quer ficar diante do computador. Quando avistam William, os outros garotos perguntam “E aí, cadê o vício?” As crianças perceberam o que Derek se recusa a ver: ele tem uma relação de dependência com o computador, jogando por oito horas diárias.

O menino evita qualquer atividade que o faça desgrudar da tela, até mesmo ir ao banheiro e comer. “O jogo virou prioridade na vida dele. Estamos num beco sem saída”, conta William, técnico em refrigeração que, como a mulher, passa o dia fora.

Preocupado, o casal levou Derek à Santa Casa de Misericórdia do Rio, que montou o primeiro serviço do País especialmente voltado a crianças e adolescentes viciados em jogos e internet. “Abrimos as inscrições e em um mês 50 pessoas apareceram”, conta o psiquiatra Gabriel Bronstein, coordenador do núcleo.

Das 50, dez foram diagnosticadas como dependentes, e estão fazendo sessões de terapia. Uma nova triagem deve ser feita no segundo semestre. Quem tiver ansiedade, depressão, transtorno de déficit de atenção ou outra comorbidade receberá tratamento – em muitos casos há ligação entre a dependência e uma condição pré-existente.

Antes de conhecer o Mu, jogo com cavaleiros, feiticeiros e gladiadores, Derek não destoava de seus pares. Quando perceberam que a dedicação estava excessiva, os pais vetaram o computador. Ele revoltou – e começou a passar as tardes na lan houve. “Ele deixava de comprar merenda para ir a lan house, e emagreceu”, conta o pai.

Derek não gosta mais dos fins de semana e feriados – é quando os pais ficam em casa e regulam a rotina. Ele não percebe o exagero. “Não acho muito tempo.”

Lucas, de 15 anos, outro que passa oito horas conectado, e que também foi levado à Santa Casa, pensa como ele. “O jogo não me prejudica em nada.” O menino resistiu a ser levado ao psiquiatra. “Isso é para quem tem parafuso a menos.” O que fascina Lucas são os jogos de combate. A mãe, a enfermeira Patrícia, se preocupa com o fato de ele deixar de se relacionar com o mundo real. “Ele está isolado.”

Na Santa Casa, Derek e Lucas responderam a questões sobre o desejo de estar conectado, a irritação quando alguém lhe perturba durante o jogo e o vazio que sente sem o computador.

Segundo o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, crianças não têm maturação cerebral para lidar com alguns estímulos. “O córtex pré-frontal não está plenamente desenvolvido nas crianças, então elas têm dificuldade em conter os impulsos”, diz. Há quatro anos ele acompanha jovens e adultos viciados em internet no serviço coordenado pelo Instituto de Psiquiatria da USP. Há núcleos com atendimentos semelhantes na Unifesp e nas PUCs de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

SINAIS DE ALERTA

Comportamento

Falta de interesse em atividades fora do mundo digital, mentiras constantes para a família para encobrir envolvimento com as atividades online, faltas à escola e a outros compromissos, irritabilidade e ansiedade por não usar o computador, falta de
interesse por passeios e festas com amigos, problemas no relacionamento social

Problemas físicos

Taquicardia durante o dia, obesidade ou subnutrição devido à má alimentação dentro da lan house, sono constante na aula, baixo rendimento escolar ou no trabalho, comprometimento na postura, lesões por esforços repetitivos (conhecida como LER), esforço na visão por conta da luz do monitor

Tratamento

Sessões de terapia, remédios e tratamento de outros problemas geralmente associados, como depressão e ansiedade

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* Dependência digital começa a ter tratamento especializado.

segunda-feira, junho 28th, 2010

Embalagens e propaganda de celulares, notebooks e afins ainda não trazem uma tarja em destaque com o aviso para que se “utilize com moderação”. Mas a ideia pode não ser tão absurda.

O uso exagerado de aparelhos eletrônicos e o tempo de permanência na internet já preocupam países como Estados Unidos, Japão, China e Coreia do Sul. Agora é a vez do Brasil. O país, ao mesmo tempo em que encara o desafio de reduzir o fosso da exclusão digital, protagoniza um novo problema: a dependência da internet.

A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 28-06-2010.

Já existem locais especializados em cuidar do vício. O Hospital das Clínicas de São Paulo (HC) criou há três anos e meio o seu Centro de Estudos de Dependência da Internet. De lá para cá, o serviço atendeu mais de 200 pessoas com sérios distúrbios comportamentais devido ao uso desregrado de equipamentos tecnológicos.

O que tem nos surpreendido é que a maior parte dos pacientes tem mais de 18 anos”, diz o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, responsável pelo centro. Entre os casos tratados no HC está o de uma paciente de 65 anos de idade que passava o dia inteiro de frente para o PC, enviando e recebendo e-mails. “Ela simplesmente não conseguia largar o micro e recebia cerca de 2 mil mensagens por dia”, comenta Abreu. Outro paciente, um adolescente, chegou a ficar 45 horas ininterruptas de frente para o PC – sem dormir ou ir ao banheiro – simplesmente porque queria bater recordes de um jogo.

A dependência digital, diz Abreu, tinha de ser tratada como questão de saúde pública. A preocupação de quem estuda o tema é de que, em pouco tempo, o país tenha um exército de dependentes.

As estimativas indicam que cerca de 10% da população navegue na internet de modo exagerado no Brasil. Isso equivale a mais de 6,7 milhões de pessoas. O brasileiro, por perfil, já é um usuário de risco.

Há muito tempo o Brasil detém o 1º lugar entre os países que permanecem mais tempo conectados na rede. Em maio, segundo o Ibope Nilsen Online, o tempo médio que o internauta brasileiro ficou conectado foi de 46 horas e 50 minutos. Nos Estados Unidos, essa média não chegou a 38 horas. No Japão, atingiu pouco mais de 31 horas. “Se você pensar na nova legião de usuários que o país terá, principalmente a partir dos celulares, esse cenário fica mais preocupante.”

O vício na internet e em equipamentos tecnológicos ainda não é um tipo de transtorno com diagnóstico reconhecido oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), diz Abreu, mas isso deverá mudar em breve. “Uma série de pesquisas e artigos sobre esse tema tem sido publicada. A dependência tecnológica deverá ser reconhecida pela OMS em 2011.”

Iniciativas como a do HC em São Paulo começam a ser testadas em outras cidades, como Rio e Porto Alegre. Pela internet, o HC oferece uma série de informações sobre o tema, recebe inscrições de pacientes e oferece um teste detalhado para que a pessoa verifique como anda seu relacionamento com a tecnologia.

Abreu acaba de escrever um livro sobre o tema. Batizado de “Internet addiction” (Vício em internet, na tradução livre), o manual clínico tem a coautoria da americana Kimberly Young, médica especialista no assunto. Destinado a profissionais de saúde, o livro será publicado até o fim deste ano no Brasil e nos Estados Unidos. “Falta médico especializado nesse tipo de tratamento. O objetivo dessa publicação é dar um suporte científico ao assunto”, diz Abreu.

Suporte científico, de fato, é o que está faltando. Recentemente, na China, onde o assunto é considerado “desordem psicológica” similar ao alcoolismo, o dono de um centro de reabilitação foi detido após a denúncia de maus tratos e tortura a pacientes. O local chega a usar eletrochoque para “tratar” seus internados.

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* Pornografia dispara com web e consumidores são menos felizes, diz estudo

quinta-feira, março 18th, 2010

da Efe, em Washington

As novas tecnologias dispararam a procura por pornografia, sobretudo na internet, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (17) que adverte para o impacto negativo nas relações, na produtividade e na felicidade entre consumidores desses produtos.

Estes são alguns dos custos sociais detectados pelo grupo de pesquisadores multidisciplinar do “The social cost of pornography: A statement of findings and recommendations” (”O custo social da pornografia: uma declaração com descobertas e recomendações”, em tradução livre), publicado pelo Instituto Witherspoon.

“Desde o começo da era da internet, as pessoas consomem mais pornografia do que nunca e seu conteúdo se tornou cada vez mais gráfico”, afirmou a pesquisadora do centro Hoover Institution, Mary Eberstadt.

“Os que veem pornografia acreditam que sua vida sexual vai ser melhor, mas têm ejaculação precoce, mais disfunções e problemas para se relacionar”, afirma Mary Anne Layden, coautora e diretora do programa de traumas sexuais e psicopatologia da Universidade da Pensilvânia.

Segundo Layden, a exposição em massa a conteúdos pornográficos leva a mudanças de crenças e atitudes sociais; por exemplo, aumenta-se a insensibilidade com relação às mulheres, reduz-se o apoio ao movimento de libertação feminina e perde-se a noção de que estes conteúdos devem ser restringidos para menores.

Divórcio

Vários estudos, como o “Romantic Partners Use of Pornography; Its significance for Women” (”Uso de pornografia por casais; seu significado para as mulheres”, em tradução livre) do médico A.J. Bridges, assinalam que a mulher que sabe que seu marido consome pornografia se sente traída e não confia no parceiro.

Os custos psicológicos a que fazem referência os autores em situações como esta podem desencadear outras consequências no casal, como o divórcio.

Segundo dados da Sociedade Americana de Advogados Matrimoniais, que inclui 1,6 mil profissionais dos EUA, 56% dos 350 casos atendidos em 2003 tinham relação com o interesse obsessivo de um dos parceiros por sites pornográficos.

O consumo contínuo desses produtos frequentemente acaba em alguma patologia, assinalou Layden. Ela lembrou que pela primeira vez o DSM 5, manual utilizado para fazer diagnósticos psiquiátricos, vai incluir como doenças as dependências de sexo e da pornografia.

Para os especialistas, o consumo de pornografia não é visto como um problema grave na sociedade. Por isso, eles reivindicam uma maior atenção sobre o assunto e pedem mais proteção, sobretudo para crianças e adolescentes.

Bloqueio

Segundo Layden, “um software para bloquear as páginas com conteúdos pornográficos na internet não é suficiente”, já que as crianças têm a seu alcance outros sites onde podem encontrar o código para desbloquear o filtro.

A pesquisadora exige à indústria do entretenimento que deixe de “fazer dinheiro ferindo crianças”.

“A presença da pornografia na vida de muitos meninos e meninas adolescentes é muito mais significativa do que a maioria dos adultos acha”, apontou. Layden lamenta que a pornografia “deforme o desenvolvimento sexual saudável dos jovens”.

Para Eberstadt, é preciso “mudar o que socialmente não está visto como algo mau” e perceber o tema como algo que afeta a sociedade em seu conjunto. Dessa forma será possível criar um movimento contra a pornografia.

O Witherspoon é um centro de pesquisa independente que promove a aplicação dos princípios fundamentais do governo republicano e, segundo seu site, trabalha para “melhorar os fundamentos morais das sociedades democráticas”.

Fonte: UOL

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u708072.shtml

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* 71,4% dos adolescentes brasileiros entre 13 e 15 anos já bebeu álcool.

sexta-feira, dezembro 18th, 2009

Uma pesquisa divulgada pelo IBGE  aponta que sete em cada dez adolescentes entre 13 e 15 anos já experimentou pelo menos uma vez bebidas alcoólicas, sendo que 22,1% deles já havia se embriagado.

Os dados constam na Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar, que ouviu adolescentes que cursam o 9º ano do Ensino Fundamental (antiga oitava série) em todas as capitais e no Distrito Federal.

Segundo o estudo, Curitiba foi a capital onde maior percentual de adolescentes (80,7%) declarou ter experimentado bebidas alcoólicas, enquanto a capital onde menos estudantes tinham tomado bebidas foi Macapá (55,1%).

Entre os adolescentes entrevistados, a maior freqüência de consumo de álcool foi registrada entre meninas (73,1%), embora o consumo entre os adolescentes do sexo masculino tambémfosse quase tão elevado quanto (69,5%).

As festas foram os lugares onde a maioria (36,6%) destes jovens declarou ter consumido álcool. Outros 19,3% afirmaram ter adquirido bebidas em mercados, lojas ou bares e outros 15,8% disseram ter adquirido com amigos.

A pesquisa também aponta que 8,7% dos estudantes declararam já ter usado alguma droga ilícita, como maconha, cocaína, crack e cola.

O maior percentual de jovens que declararam ter usado drogas foi registrado em Curitiba (13,2%) e o menor em Macapá (5,3%).

***

A pesquisa é BASTANTE INTERESSANTE.

Não existem novidades nos dados. A pesquisa, porém, permite de forma muito concreta se tocar no comportamento do jovem nesta faixa etária e dentro do universo de abrangência da pesquisa.

São dados que correspondem a um estilo particular de vida jovem que nos interessam muito.

A informação sobre o álcool é apenas uma informação da pesquisa.Tem outras..

Clique no link acima, no texto, e leia!

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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Comentários
  • •Seria legal a referência dessas estatísticas da Planned Parenthood e British Medical Journal...
    em * Atriz de Bollywood se suicida ao
  • •vamos juntos...
    em * Cardeal de São Paulo, Dom Odilio
  • •Até que enfim alguém mexeu os pauzinhos para processar este pessoal que difamou a Igreja Católica e a todos nós católicos. Se há leis que punem profanações religiosas, que...
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  • •realizações do comunismo pelo mundo 1)estupro de 5.000.000 de mulheres pelos comunas(comunistas) 2)assassinato de 100.000.000 de pessoas pelos comunistas só isso é o...
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  • •O livro do Padre Laburu é muito bom e foi relançado pela editora Cleofas do Prof. Felipe Aquino. Vale a pena ler!...
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  • •INCRÍVEL: A RUSSIA EXTERMINA DE FORMA CONTUNDE O GAYZISMO DO PAÍS! Vários jornais aproveitam dessa noticia e espalham-na, confundindo o Ocidente, parte já dopado pelo gayzismo...
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  • •Nós católicos esperamos que a justiça se faça presente neste puro ato de violência. Que as PUC´s não se tornem palco de anti cristãos católicos. Paz e Bem...
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