Posts Tagged ‘Vida’

* Jovem desperta do coma após 15 meses e surpreende médicos.

sábado, agosto 14th, 2010
Sara Yelting tem agora 23 anos

Em comunicação telefônica com a Rádio FM da Colômbia, Guillermo Yelting, o pai da jovem Sara Yelting, relatou a história de sua filha que após 15 meses em coma despertou e pôde reconhecer os seus seres queridos. Guillermo disse ademais que enquanto haja vida deve haver esperança e que enquanto sua filha luta ele não tem nenhum direito de baixar os braços, ao ser perguntado sobre se alguma vez pensou em deixá-la morrer.

Em comunicação com a emissora colombiana desde a Argentina, Guillermo explicou que tudo começou quando a jovem que agora tem 23 anos começou a sofrer distintos problemas neuronais que a sumiram em um coma de 4º grau: “ela foi internada no Sanatório Colegiales em 8 de fevereiro do 2009. Foi de mal a pior, aí ela já tinha perdido conhecimento e contato com a realidade. Tentaram todos os tratamentos e terapias que conheciam, mas ela foi piorando até que no dia 16 daquele mês entrou em terapia intensiva por um problema pulmonar”.

Quando parecia que não restava nada a ser feito Sara despertou e começou a mover os olhos, as mãos, a escrever e até pôde comunicar-se, enchendo de alegria a toda a familia e seu namorado que a acompanhavam.

“No dia 13 de abril cumpriam um ano de namoro, e ela simplesmente abriu os olhos. A surpresa foi para todos, ali estavam Martín seu namorada e sua mãe, seu corpo estava muito deteriorado pelos efeitos das enfermidades que sofreu durante todo esse tempo” e que fizeram inclusive que em algum momento a jovem Sara chegasse a pesar 35 quilogramas.

“Ela tinha contato visual, começou a abraçar, a beijar, a escrever, a ler. Sui corpo está deteriorado porque esteve um ano e meio em cama e à raiz da parada respiratória teve problemas cerebrais que estamos buscando reverter”, disse o Sr. Yelting.

Guillermo afirmou logo aos pais ou familiares de pessoas em estado de coma ou situações semelhantes que é importante falar a eles de coisas positivas e não descer a guarda ante o sofrimento. “Sempre tenham uma palavra de doçura porque eles no inconsciente escutam”, assinalou.

“Você é minha preferida, minha campeã, você vai sair desta “, dizia ele a Sara em meio de um ambiente no qual “a ciência bombardeia você e diz que não há nada mais a ser feito”.

Ao falar sobre sua atitude ante o coma de sua filha, ele manifestou que “enquanto haja vida deve haver esperança, eu não me darei por vencido, eu não vou entregá-la” e sentenciou logo: “se minha filha está lutando eu não tenho nenhum direito a baixar os braços”.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* O Princípio da Autonomia individual e a Eutanásia. Posso eu decidir por morrer?

quarta-feira, julho 28th, 2010

Por Dom Elio Sgreccia*

Testemunhamos uma vez mais, agora na Alemanha, a abertura do caminho que conduz à eutanásia: é desta vez chamada passiva, mas, na realidade, é omissiva, uma vez que prevê a interrupção de terapias válidas e ainda eficazes, consideradas até então obrigatórias pelos códigos deontológicos europeus e internacionais.

A Corte Suprema alemã baseou sua decisão na vontade do paciente, expressa em vida, e a imprensa não deixou de destacar esta vontade e sua autonomia. Ainda sim, nem mesmo tal fato parece definitivamente comprovado, mas a argumentação serviu de base jurídica; será de fato consistente?

Sabemos que a ação livre e responsável deve ter origem de uma decisão do sujeito; todas as ações moralmente relevantes nascem desta fonte, mas a ação associada a uma decisão de tirar uma vida não pode ser moralmente justificada, uma vez que suprime a própria fonte de autonomia.

Da vida, além disso, não temos o domínio, aquilo a que chamamos disponibilidade. A vida não nos pertence e não depende de uma escolha pessoal: isto vale para todos, crentes ou não. A iniciativa de destruir um bem que não me pertence, como a vida, não pode ser considerado um exercício de autonomia: é tão somente matar.

Aqueles que pretendem exaltar a autonomia com uma deliberação de morte operam um absurdo, um ato de arbitrariedade. É justamente graças à vida que podemos exercer autonomia nas escolhas – espera-se, com responsabilidade.

A história da entronação deste princípio – pseudo-princípio – é longa e remete, segundo especialistas (ver por exemplo Ch. Taylor, “A idade secular”), a 1500, com o início do processo de secularização, quando, num primeiro momento, começou a tolher o caráter sacro da autoridade política (laicização do poder).

Nesta primeira fase de reapropriação do poder político por parte do homem-príncipe e, mais tarde, pela burguesia, e que teve seu apogeu na Revolução Francesa, promoveu-se a exclusão de Deus da vida social, até então organizada em termos religiosos, nas atividades laborais, culturais e de entretenimento; até se atingir a terceira fase, quando o centro de referência e legitimação é alterado: por muito tempo havia sido Deus; a partir de então, passa a ser o Eu.

A entronação do “Eu legislador” se cumpre gradualmente a ponto deste exigir uma autonomia absoluta: aquela que reconhece apenas no próprio Eu o criador da verdade e da lei moral, e que exige a autodeterminação não apenas no que se refere aos atos morais, mas também no que tange à própria vida. É o clímax da secularização, e corresponde ao período em que vivemos. Este Eu é niilista, uma vez que não se dispõe a reconhecer nada que esteja fora de si mesmo e que possa ser válido também para os outros; é um Eu solitário e a-social que está na raiz das decisões.

Mas, se não existe Deus, tampouco o Eu pode contar com um fundamento de segurança e de verdade, que dê espaço à esperança e ofereça uma motivação interior para viver.

Por isso, os signatários do Manifesto pela Eutanásia de 1974, entre os quais os prêmios Nobel L. Pauling e J. Monod, afirmam:

“O homem sabe finalmente estar sozinho na imensidão indiferente do Universo, no qual surgiu por obra do acaso”. Desta premissa, concluem:

“Afirmamos que é imoral aceitar ou impor o sofrimento. Cremos no valor e na dignidade do indivíduo; isto implica em deixá-lo livre para decidir seu próprio destino (…) Não pode haver eutanásia humanitária que não aquela rápida e indolor considerada um benefício ao interessado. É cruel e bárbaro exigir que uma pessoa seja mantida viva contra sua vontade, bem como negar-lhe a desejada libertação, quando sua vida já foi destituída de toda beleza, significado e esperança. O sofrimento inútil é um mal que deve ser eliminado nas sociedades civilizadas” (The Humanist, julho de 1974).

Sabemos que não é humano nem cristão impor tratamentos ineficazes ou sofrimentos inúteis, mas sabemos que uma pessoa não pode pedir pela antecipação de sua morte apenas porque, fechada na solidão, não compreende mais o significado de sua vida.

Nestes casos, a ajuda está em restituir o significado da vida e oferecer solidariedade para que esta possa romper com a solidão e descobrir uma transcendência ulterior.

O advogado que aconselhou a filha a interromper a administração dos cuidados médicos que mantinham viva sua mãe, sem que esta tivesse pedido, foi absolvido pelo júri da acusação de instigação ao crime, provocando a morte, com a filha, daquela mãe idosa; sua absolvição foi um duro golpe à inviolabilidade da vida e à consciência de todo um povo.

Impõe-se com urgência à nossa “pastoral da vida” uma apresentação luminosa da Criação, do Amor do Criador e de Jesus Cristo Morto e Ressuscitado, que viveu o sofrimento e a dor para nos ensinar a nos empenharmos pela Vida eterna – a possibilidade plena e verdadeira de realização da felicidade aberta a todos.

——-

*Dom Elio Sgreccia é presidente emérito da Pontifícia Academia para a Vida.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Suicído Assistido, atentado à santidade da vida humana.

segunda-feira, julho 26th, 2010

Pertubadoras notícias de abusos

Padre John Flynn, L. C.

Em muitos países se continua debatendo sobre o tema do suicídio assistido, com vitórias e derrotas para ambas partes.

No Reino Unido, a Sociedade real Britânica de medicina convocou recentemente uma conferência para ouvir os pontos de vista opostos sobre o tema, informava no dia 5 de julho LifeNews. A votação ocorrida no final do evento mostrou uma grande maioria contra a moção de apoiar o suicídio assistido.

No lado negativo, no dia 25 de junho, o Tribunal de Justiça Federal da Alemanha declarou que o suicídio assistido é legal em certas circunstâncias, segundo o Deutsche Welle.

A decisão se referia a um caso no qual a filha de uma paciente doente terminal em estado de coma havia cortado o tubo de alimentação da mãe.

Antes de entrar em coma, Erika Kuellmer disse à filha que não queria que a mantivessem viva se viesse a ficar em coma. Pouco depois de que isso ocorreu, a filha consultou um advogado, Wofgang Putz, que a aconselhou como proceder. Ela cortou o tubo, que foi recolocado pelo hospital. Sua mãe morreu duas semanas depois.

No ano pasado, Putz foi condenado por homicídio frustrado por seu papel no caso, mas agora foi absolvido com esta última sentença. O Tribunal Federal declarou que, se um paciente manifesta de modo explícito que não quer tratamentos que usem tubo de alimentação para mantê-lo vivo, permite-se então dar fim ao tratamento. O suicídio assistido é ilegal na Alemanha.

Outros países

Nos países em que o suicídio assistido é legal, existe a preocupação com os abusos. Na Suíça, a organização Dignitas está sendo investigada cada vez mais, informava a BBC dia 2 de julho passado.

O governo está examinando projetos de lei que endurecerão a legislação tornando mais difícil que quem não seja cidadão suíço possa colocar fim na própria vida indo à Suíça.

Dignitas, fundada por Ludwig Minelli, já ajudou a mais de mil pessoas a morrer nos últimos 12 anos, de acordo com a BBC. Os membros pagam polpudos honorários para pertencer à organização, junto a fortes somas para o suicídio assistido.

Sob as leis atuais isso é legal, desde que nem Minelli nem Dignitas obtenham benefício algum. Mas a BBC afirmava na Suíça que se apresentaram acusações de que Minelli tornou-se milionário desde que fundou Dignitas

A investigação atual a qual está submetida a organização também é resultado da descoberta, no começo de 2010, de um grande número de urnas de cremação no fundo do lago Zurich. Segundo a reportagem do London Times de 28 de abril, uma antiga funcionária da Dignitas, Soraya Wernli, afirmou que a clínica teria jogado 300 urnas no lago.

A Holanda, onde o suicídio assistido é legal há vários anos, é outro país onde aparecem perguntas sobre o que está ocorrendo. Segundo uma reportagem do Telegraph de Londres de 2 de junho, os casos de eutanásia aumentaram em 13% em 2009 com relação às cifras do ano anterior.

Phyllis Bowman, presidente da organização britânica Right to Life, declarou ao Telegraph que estava segura de que o aumento em número se deve a um tratamento inadequado da dor por parte dos médicos holandeses.

O número de casos de eutanásia poderia aumentar muito mais se o parlamento cedesse à pressão de permitir aos mais velhos o direito ao suicídio assistido. Diz-se que uma campanha para permitir isso reuniu mais de 100.000 assinaturas de petição, informava Associated Press no dia 8 de março.

Marie-Jose Grotenhuis, porta-voz da campanha “Of Free Will” explicava que o grupo quer formar pessoas sem preparação médica a administrar uma poção letal a pessoas com mais de 70 anos que “considerem suas vidas completas” e queiram morrer.

A lei atual sobre suicídio assistido requer que dois médicos estejam de acordo em que o paciente está sofrendo de maneira insuportável uma doença sem esperança de recuperação, e que queira morrer antes de proceder.

A Bélgica também suscitou interesse quanto à prática da eutanásia. Uma pesquisa recente, “O Papel das Enfermeiras nas Mulheres Assistidas por Médico na Bélgica”, revelava que cinco das enfermeiras entrevistadas estiveram envolvidas na eutanásia de um paciente. Cerca da metade delas – 120 de 248 – admitiram que os pacientes não tinham nem requerido nem consentido com a eutanásia, informava o Catholic Herald, de 18 de junho.

A eutanásia involuntária é ilegal na Bélgica, onde se legalizou a eutanásia voluntária em 2002. A eutanásia soma agora 2% de todas as mortes mencionadas no artigo.

O estudo, publicado no Canadian Medical Association Journal, concluía que as ressalvas aprovadas na legislação de 2002 são ignoradas de forma rotineira. Os investigadores acreditam também que o número de enfermeiras envolvidas na eutanásia involuntária é maior que o das cifras de estudo, dado que era provável que nem todas as enfermeiras admitissem estar envolvidas em práticas ilegais.

“Uma vez que se legaliza qualquer forma de eutanásia, inevitavelmente a gente empurra os limites para mais longe,”, dizia ao Catholic Herald, o doutor Peter Saunders, diretor da aliança Care Not Killing, uma coalizão de mais de 50 organizações médicas, de deficientes e religiosas britânicas que se opõem à eutanásia.

Um ponto digno de reflexão para os que debatem atualmente uma proposta ante o parlamento escocês para permitir o suicídio assistido é a Lei de Assistência ao Final da Vida, apresentada por um membro independente do parlamento, que está sendo examinada por um comitê explicava num informe, em 29 de junho passado o Christian Institute do Reino Unido. Em notas recebidas do público pelo comitê, 86%, ou seja, 60 pessoas ou organizações, expressavam sua oposição à lei.

Um atentado à santidade da vida humana

A Igreja Católica também se mostrou crítica ante a proposta. “Será um atentado contra a santidade fundamental da vida humana e permitirá que muitas vidas sejam colocadas em risco por meio de diversos graus de coação psicológica, social ou cultural”, informava o jornal Scotsman dia 5 de julho.

A Igreja da Escócia, a Igreja Metodista e o Exército da Salvação tornaram público um comunicado conjunto dizendo que a lei abriria uma brecha na proibição de tirar a vida humana, acrescentava o artigo.

Num artigo de opinião publicado no dia seguinte no Scotsman, a doutora Rosemary Barrett, uma das diretoras do Conselho sobre Bioética Humana escocês, afirmava que a utilização do tratamento contra a dor ou a não utilização de máquinas que prolonguem a vida é muito diferente da eutanásia, na qual se tem a intenção direta de pôr fim à vida.

Enquanto seguia nos últimos meses o debate sobre a eutanásia na Grã-Bretanha, fica cada vez mais manifesto que a oposição a que se debilitem as leis procede de muitos lados. Brendan O’Neill, editor da página de comentários Spiked, dirigiu-se a um encontrou em Londres e no dia 17 de maio publicava os comentários em sua página.

Falando como ateu e como “humanista radical”, afirmava que é um mistério como o “direito de morrer” tenha começado a ser visto como uma causa progressiva.

De uma perspectiva humanista, declarava que a eutanásia é contrária ao que deveríamos fazer por um doente terminal, porque poderia fazer que suas decisões finais fossem mais agônicas. E para o resto de nós: “Parece-me pouco irrefutável que a campanha pela legalização do suicídio assistido esteja unida com uma maior incapacidade da sociedade de hoje para valorizar e celebrar a vida humana”, indicava.

Numa recente conferência,  David Jones, diretor do centro de bioética no St. Mary’s University College, sustentava que a legalização do suicídio assistido conduzirá logicamente à tolerância com a eutanásia não-voluntária, informava o jornal Telegraph, dia 1º de julho. Uma advertência para não deixar-se levar a este precipício que conduz a uma perigosa indiferença pela vida humana.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* “Ella”: Surge novo anticoncepcional abortista.

quarta-feira, julho 21st, 2010

Por Carmen Elena Villa

Um novo fármaco classificado entre os anticoncepcionais de emergência estará disponível dentro das próximas semanas nas prateleiras das farmácias norte-americanas para qualquer mulher maior de 17 anos.

Trata-se da pílula “Ella” ou “EllaOne”, aprovada em 17 de junho pelo Food and Drug Administration (FDA), agência do governo dos EUA de controle de alimentos e medicamentos.

A pílula é eficaz até cinco dias após o intercurso sexual. Segundo o laboratório farmacêutico francês HRA Pharma, que produz o fármaco, trata-se de uma “versão melhorada” da pílula do dia seguinte.

Como age?

“EllaOne” contém uma substância chamada acetato de ulipristal (CDB-2914), um modulador seletivo dos receptores da progesterona. Atua bloqueando a ação da progesterona, hormônio produzido pelo organismo da mulher para induzir as transformações necessárias para acolher o óvulo fecundado, fixando-o no útero.

O ulipristal é tóxico para o embrião, e pode provocar sua morte no caso de já estar implantado no útero.

A substância tem efeitos semelhantes aos da mifepristona e da pílula RU-486, introduzidos no mercado norte-americano há cerca de 10 anos.

Manipulação

Erin Gainer, diretor da HRA Pharma, declarou que “a contracepção de emergência representa uma necessidade terapêutica real”.

“Nosso objetivo é garantir a disponibilidade do EllaOne para os milhões de mulheres que podem dele necessitar”, acrescentou. “Pretendemos colocar em marcha, mediante nossas estruturas comerciais e de marketing e nossa rede de parceiros privilegiados, projetos que assegurem este objetivo”.

O professor Lucio Romanos, diretor do departamento de ciências obstétrico-ginecológicas , urológicas e de medicina reprodutiva da Universidade de Nápoles “Federico II”, destacou que a campanha de promoção do novo fármaco “apresenta a gravidez, quando não planejada, como uma doença a ser tratada”.

Por sua vez, o Population Research Institute, convida a refletir sobre a possibilidade de um fármaco “impedir a gravidez cinco dias após uma relação sexual”, esclarecendo que “os espermatozóides podem alcançar a trompa e fecundar o óvulo em poucos minutos”.

A HRA Pharma insiste que a pílula não é abortiva. “Segundo seu ponto de vista, a gravidez não se inicia com a concepção, mas com a implantação do embrião no útero da mãe, cinco a sete dias depois”, afirma o comunicado do Population Research Institute.

Para a entidade, a estratégia envolve uma campanha de desinformação, manipulando a linguagem para iludir a consciência das mulheres.

Pontos contrários

Diversos grupos pró-vida nos EUA têm se pronunciado contra o fármaco, defendendo a vida desde sua concepção. Beth Lauver, diretora do apostolado arquidiocesano Respect Life, afirmou que a inovação consiste simplesmente “em outra forma de aborto precoce”.

Para o Dr. Brian Gosser, do Centro Médico Saint Anthony de South County, o principal aspecto de controvérsia em relação ao fármaco reside “na questão moral sobre quando de fato a vida tem início”.

“Se acreditarmos, tal qual ensina a Igreja, que a vida se inicia no momento em que o óvulo e o espermatozóide se unem, então evidentemente qualquer fármaco que atue impedindo a implantação do embrião é abortivo, e portanto, moralmente inaceitável”, afirmou.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Dez mil jovens equatorianos prometem castidade e fidelidade no casamento.

terça-feira, julho 6th, 2010
Jovens católicos equatorianos prometem castidade e fidelidade

Dez mil jovens equatorianos das cidades de Quito e Cuenca engajaram-se publicamente a ficarem castos até o casamento e, este uma vez realizado, a serem fiéis até a morte, informou a Agência da Igreja Católica Argentina ‒ AICA.

Amparo Medina, membro de Ação Provida, instituição organizadora do ato, os milhares de jovens ouviram “testemunhos sobre a indústria da morte, dos anticonceptivos, o aborto, a mentira do preservativo, as conseqüências da anticoncepção”.

Falaram mulheres que “nas portas de uma clínica de aborto com a ajuda de voluntárias de Provida, puderam ver o que é em verdade um aborto, receberam ajuda e disseram Sim à vida.

Os gritos de emoção dos jovens vendo as criancinhas salvas e sua felizes mães, foram um grande Sim à vida”, acrescentou.

“Voltaremos a repetir atos como este, pela vida de nossos filhos e de nossas famílias. Por um Equador livre do imperio da morte, da anticoncepção e do aborto”, concluiu Amparo Medina.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* V congresso Europeu de Famílias Numerosas.

sexta-feira, junho 25th, 2010

Sob o lema “Famílias Numerosas: Esperança para a Europa” e com um logotipo muito feliz (parabéns, Itália!), vai realizar-se, de 31 de Julho a 2 de Agosto, em Rimini, o V Congresso Europeu de Famílias Numerosas, com famílias de todo o continente, designadamente algumas (muito poucas…) portuguesas.

Mais informação sobre este importante evento poderá ser encontrada no site da ELFAC-European Large Families Confederationhttp://sites.google.com/site/webelfac/). (

Recorda-se que o I Congresso Europeu realizou-se em 2002, em Madrid, onde foi lançado o desafio de se criar uma Confederação Europeia, desafio esse que foi concretizado durante o II Congresso, em Lisboa, em 2004. Desde essa data, a ELFAC tem realizado o seu Congresso Europeu de dois em dois anos, organizados pelas diferentes associações ou federações nacionais (Budapeste, Barcelona e, agora, Rimini).

A ELFAC (e a APFN, a que pertence) espera que a realização de mais este Congresso, desta vez organizado pela dinâmica, jovem e imaginativa ANFN (a associação italiana) contribua para acordar os políticos europeus para a realidade bem ilustrada no logo deste Congresso e que a ELFAC, a nível europeu, e os seus membros ao nível nacional, não se cansam de alertar: as famílias numerosas, objeto de um fortíssimo ataque por parte de vários estados, não só não são um problema, como, na realidade, são a solução para o cada vez mais rigoroso Inverno Demográfico que vai assolar, em força, na Europa.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Eutanásia. Existem vidas e “vidas”?

sexta-feira, junho 25th, 2010
André Gonçalves Fernandes

Etimologicamente, eutanásia procede do grego (“eu” – bem, “thanatos” – morte) e significa morte sem sofrimento. Atualmente, é definida como uma operação voluntária para se propiciar uma morte por motivos de piedade: quer para se evitar sofrimentos fortes aos doentes, quer para se impedir um futuro doloroso a uma vida humana sem valor.

Numa visão panorâmica da história da humanidade, vários povos praticaram diversas formas de eutanásia. Platão, em “A República”, escreveu que “estabelecerás no Estado um disciplina e uma jurisprudência que se limite a cuidar dos cidadãos sãos de corpo e de alma, deixar-se-ão morrer aqueles que não sejam sãos de corpo”. Com exceções, como o juramento de Hipócrates (460 a.C.), base da deontologia médica, na Antiguidade, o respeito pela vida humana ainda engatinhava.

Com o advento do Cristianismo, renovou-se a mentalidade também neste aspecto, contudo, atualmente, vive-se um processo inverso. No segundo quarto do século XX, fundaram-se as primeiras organizações a favor da eutanásia. Por volta da década de 70, propagou-se a prática do “living will” (testamento biológico), uma declaração de última vontade, na qual o interessado manifestava que, no caso de padecimento de uma doença incurável e dolorosa, ele renunciaria a todos os meios terapêuticos extraordinários para o prolongamento de sua vida, em favor de uma “morte suave”.

Dentro de um processo de evolução das argumentações, muitas vezes defendidas por laureados pela Academia de Estocolmo, em prol do “homicídio por piedade”, não existe um marco objetivo e seguro que distancie a defesa deste tipo de morte da necessidade de eliminação de vidas “inúteis”, pois a premissa é igual: a negação do caráter sagrado de qualquer vida humana.

O nazismo foi um caso paradigmático das consequências da mentalidade eutanásica. Os programas de eutanásia não foram simples resultante da doutrina nazista, mas o ápice de um movimento intelectual iniciado nos anos vinte, com a publicação das obras do psiquiatra do Holocausto, Alfred Hoche, e do jurista do Holocausto, Karl Binding.

Ambos sustentavam a tese de que há seres humanos sem qualquer valor vital e preconizavam a eliminação pura e simples dos incuráveis, ressaltando os benefícios financeiros daí decorrentes, diante da carga econômica que tais pessoas representavam. Não admira que as atrocidades nazistas, maquinadas pelos pensadores do regime, tiveram seu pedestal teórico nas obras daqueles que especularam sobre a vida sem qualquer valor vital.

A primeira aplicação da aludida tese veio com a lei para a prevenção de doenças hereditárias (1933), a justificar a esterilização obrigatória para a prevenção da imbecilidade, da loucura, da surdez, da cegueira e do alcoolismo. Foi o começo do assassinato em massa dos pacientes psiquiátricos, já que era mais barato matá-los a manter as casas de recuperação e hospitais de tratamento.

Muitos médicos alemães daquela época foram influenciados por argumentos utilitaristas, que rejeitavam qualquer vetor ético que impusesse valores absolutos como o da vida humana. Aceitavam a doutrina sociológica de que o controle da vida é função indelegável da sociedade, a qual deve julgar e atuar com base em critérios estritamente materialistas, como a explosão demográfica e as necessidades sócio-econômicas de um povo.

Assim, tudo começou com o endosso da premissa da teoria eutanásica: existem vidas dignas de serem vividas e outras não. O que se referia, no início, aos doentes crônicos, ampliou-se para os socialmente improdutivos, os ideologicamente não alinhados, os indesejados racialmente e, ao cabo, atingiu todos os não alemães. Eis a lógica macabra da eutanásia.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Andrea Bocelli: Minha mensagem não é apenas contra o aborto… mas a favor da vida.

sábado, junho 19th, 2010

Depois do êxito do vídeo no qual relata a história de como sua mãe desobedeceu aos conselhos médicos para acabar com sua vida porque detectaram uma deficiência física no ventre, o tenor Andrea Bocelli assinala que não quer que este seu testemunho seja considerado como “uma intervenção contra o aborto: com minhas convicções pessoais, de católico, não somente combato contra algo, combato por algo e estou a favor da vida”.

Em uma entrevista concedida ao jornalista Paolo Rodari do jornal Il Foglio da Itália, o tenor assinala que com o vídeo “quis ajudar, confortar as pessoas que se encontram em dificuldades e que em ocasiões só necessitam sentir que não estão abandonadas: a força da vida é perturbadora, mas é necessário ficar à escuta, abrir bem as orelhas” para acolhê-la.

Bocelli assinala logo, antes de contar como filmou o vídeo, que chamou muito a sua atenção o fato de que começaram a chegar ligações de todo o mundo, mais que o usual: “disse essas coisas há um ano e meio em uma vídeo-mensagem para o Padre Richard Frechette (padre Rick), um missionário que trabalha para os meninos do Haiti e mereceria, ele só, um livro inteiro: fiz um concerto, para ajudá-lo a construir a Casa dos Anjos e me pediu dizer umas palavras de esperança para as mães em dificuldades e escolhi contar a história do meu nascimento”.

“Eu o fiz contando a experiência pessoal da minha mãe sem sequer pedir permissão a ela, mas ela não me censurou, e eu tampouco estava preparado para todo este clamor que foi gerado com efeito retardado”, acrescenta no telefone enquanto esperava com sua familia o início do primeiro jogo da seleção italiana de futebol que empatou com o Paraguai em 1 a 1.

Na entrevista, Bocelli também relata como desde pequeno e quando jovem “era muito inquieto, bastante inconsciente: amava a velocidade” e que sentiu a música desde muito pequeno: “minha mãe me conta que eu chorava assim que escutava uma melodia, inclusive através da parede do quarto do hospital, girava em direção ao som e escutava encantado”.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Jovem latina deu a vida pelo seu bebê na Flórida.

terça-feira, junho 15th, 2010
Martha Motley / Jovan pai e Jovan filho / Esmeralda Abreu, mãe de Benny Abreu (foto: La Prensa)

A jovem de origem dominicano Benny Abreu comoveu os habitantes da Flórida por seu testemunho de amor maternal. Ela padecia sérios problemas cardíacos e preferiu morrer antes que abortar o filho que esperava.

Benny, de 25 anos de idade, graduou-se na Universidade da Flórida Central em princípios de maio, decidiu prosseguir com sua gravidez, sabendo que padecia uma severa condição cardíaca que poderia causar sérias complicações.

Conforme informou o jornal La Prensa da Flórida, a jovem nunca considerou a possibilidade de um aborto e assegurava que sua gravidez era uma bênção.

“O doutor disse a ela que devia abortar se queria viver, mas ela disse que não, que ela não podia matar o seu filho e que ia seguir com a gravidez”, relatou sua mãe à imprensa local.

Em 17 de maio ela deu à luz o seu filho mas sua condição piorou, transladaram-na ao Shands Hospital de Gainsville, um centro especializado em cardiologia, onde faleceu no dia 30 de maio.

“Eu sabia que ela tinha uma condição médica com seu coração, inclusive a levei ao médico várias vezes, mas nunca em minha mente imaginei que ia morrer, eles (os médicos) disseram que o bebê devia vir cedo e que poderia sofrer um pouco, mas nunca esperei que isto acontecesse”, explicou Jovan Toliver, pai do bebê.

Toliver assinalou sentir que “perdi um pedaço de mim mesmo, mas o único que me mantém é saber que ela nunca vai querer que eu deixe sozinho o seu bebê e por isso devo ser forte”.

“Ela foi muito valente e nunca duvidou em ter o seu bebê, embora para isso tivesse que pagar o preço mais alto. Eu sei que agora ela está nas mãos de Deus e quando olhar para baixo verá a melhor parte dela conosco e saberá que sempre o cuidaremos”, acrescentou a mãe de Jovan, Martha Motley.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Promotores do aborto e da anticoncepção se reúnem para impulsionar agenda anti-vida.

quarta-feira, junho 2nd, 2010

Representantes de organismos internacionais e ONGs se reuniram em Lima, capital do Peru com os Ministros de Saúde e da Mulher deste país durante a chamada “Conferência de Mulheres Líderes: Pela vida das Mulheres”, uma entrevista organizada pelo Grupo de Trabalho Regional para a Redução da Mortalidade Materna (GTR) que insiste em promover o aborto e a anticoncepção da região.

Enquanto os organizadores anunciaram que o objetivo principal da entrevista é “posicionar a saúde materna como prioridade política regional” e combater a mortalidade materna, o diretor para a América Latina do Population Research Institute, Carlos Pólo, explicou que o GTR só repete fórmulas fracassadas.

“O GTR não é outra coisa que uma cara mais do mesmo grupo de organizações internacionais que levam 40 anos promovendo os anticoncepcionais na América Latina. O UNFPA, Population Council, a OPS e demais sócios nos disseram que o acesso massivo aos métodos anticoncepcionais ia eliminar as gravidezes adolescentes, os filhos fora do matrimônio e os abortos clandestinos. Eles vêm repetindo desde a década de 70 que seu modelo nos levaria à estabilidade matrimonial e familiar, a eliminar os lares pobres e em geral ao desenvolvimento da América Latina. E nada disso aconteceu senão justamente o contrário”, sustenta Pólo.

Segundo o analista, o GTR “postula que esta mesma receita fracassada de anticoncepção e aborto diminuirá a morte materna” e isso implica “ignorar completamente as causas atuais de mortalidade materna na América Latina, onde quase 80% das mortes maternas ocorrem pelas condições deficientes de atenção do parto que provocam hemorragias e infecções”.

Do mesmo modo, assinalou que estas entrevistas ignoram “como os países desenvolvidos diminuíram a mortalidade materna. Por exemplo os Estados Unidos levou as taxas de mortalidade materna a níveis mínimos na década de 60´s simplesmente por melhorar as condições do parto. Nem existiam as pílulas anticoncepcionais nem se legalizou o aborto”.

“A receita que funcionou historicamente é o treinamento ao pessoal de saúde e equipamento de instalações para atender as mulheres antes e depois do parto, antibióticos, transfusões de sangue, etc. O GTR pretende hoje falar de saúde materna mas despacha as mulheres com sua caixa de pílulas ou preservativos“, concluiu.

ACI

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Precisamos assistir e divulgar esse filme!

terça-feira, junho 1st, 2010

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Igreja Católica anuncia “lento suicídio demográfico” na Itália.

terça-feira, maio 25th, 2010

O presidente da Conferência Episcopal Italiana, o cardeal Angelo Bagnasco, denunciou “o lento suicídio demográfico” da Itália, que registra há diversos anos baixos índices de nascimento.

“A Itália está rumando para um lento suicídio demográfico. Mais da metade das famílias não tem filhos e, entre aqueles que os têm, cerca da metade só tem um”, lamentou o cardeal ao abrir a assembleia anual de bispos.

“Apenas 5,1% das famílias têm três ou mais filhos”, afirmou o religioso.

Bagnasco fez um alerta para que o governo italiano avalie a edição de políticas públicas estimulando a natalidade. “Necessitamos urgentemente de políticas a favor dos filhos (…). Por isso, não deixamos de insistir com os dirigentes nacionais para que tomem medidas mais fortes”, completou.

A partir dos anos 1960, a população italiana, de cerca de 60 milhões, registrou uma mudança em seu ritmo de crescimento, que caiu para 0% de média anual entre 1985-1990.

A queda da taxa de mortalidade foi acompanhada por uma baixa considerável na taxa de natalidade.

Em 2005, o número de filhos com um ou dois pais estrangeiros representou 13% dos nascimentos, um fenômeno que gerou o aumento da taxa geral de nascimentos na Itália, passando de 1,9 filhos em 1995 para 1,32 este ano, segundo as estatísticas oficiais.

A taxa de nascimento negativa ou zero é agora positiva graças aos filhos dos imigrantes.

O cardeal citou também os escândalos de pedofilia que afetam a Igreja na Europa e nos Estados Unidos, e assegurou que “será feito todo o possível para ganhar novamente a confiança dos fiéis”.

“Não pouparemos esforços, verificaremos, tomaremos medidas, não seremos negligentes diante de nenhum sinal”, afirmou o religioso, que voltou a pedir “perdão” às vítimas por ter padecido do que qualificou de “pecado grave e crime odioso”.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Jornal Vaticano analisa os “reality shows” da MTV sobre mães adolescentes.

segunda-feira, maio 24th, 2010

O jornal vaticano L’Osservatore Romano (LOR) publica um artigo escrito pelo especialista em neo-natologia italiano Carlo Bellieni no qual este médico analisa alguns reality shows da conhecida cadeia MTV sobre mães adolescentes, seu rechaço ao aborto e a opção pela vida de seus bebês, em meio de uma cultura que vê os filhos como um “obstáculo”, assim como a dureza da situação em que estão diante da maternidade tendo tão pouca idade.

O Dr. Bellieni se refere aos programas “16 and Pregnant (16 e grávida)” e “Teen Mom (Mãe adolescente)” e os distintos casos que se apreciam em ambos. Em um dos episódios, assinala, uma mãe de 19 anos diz: “Entre mudar toda sua vida e dizer ‘aborto’ escolhi o primeiro caminho. Era mais simples: o aborto está equivocado, é um trauma. O pânico era dizê-lo a meus familiares. Estou mais gorda, mas não se nota. E isso não me dá problemas”.

O médico precisa logo que “não são programas sobre moças religiosas: muitas delas ficam solteiras ou convivem, mas talvez nisto esteja a força: as protagonistas definem uma normalidade –que não está somente naqueles que crêem– em que dizem: ‘Sou afortunada por não haver abortado!’”.

O artigo do LOR afirma logo que “estes programas atacam uma fobia moderna: o medo aos filhos. Todo o sexo que se deseje mas nada de filhos é o imperativo de hoje: eles freiam a carreira, a diversão. Os programas em questão não alentam as relações precoces, não induzem à superficialidade, mas sim explicam a dureza de converter-se em mãe aos 18 anos, hoje, e de fazê-lo sem uma familia”.

“Ver –prossegue–esta vintena de pais e mães questiona porque fala de uma normalidade que não existe mais: ter filhos e converter-se em uma família sendo jovens, no tempo ditado pelo relógio biológico, é hoje na Itália, como em muitos outros países, uma exceção. Também pela dificuldade de encontrar trabalho, certo, mas sobre tudo por um motivo cultural que apresenta os filhos e a família unicamente como um obstáculo para a vida ‘verdadeira’”.

Estes programas da MTV, diz logo o médico, “fazem bem, enquanto subsiste o risco de outros que querem ser edificantes à força e nos que se vê claramente o forçado: busca-se a alegria a toda costa ou se evitam certos argumentos, quando o drama de hoje está em que não se fala adequadamente do aborto e da maternidade. Fala-se de leis, de ‘métodos’, de direitos, mas ninguém diz realmente o que significa abortar, que coisa é uma criança, como é dura e bela a família”.

Outra jovem mãe destes shows comenta: “é normal que uma criança mude a sua vida. Um jovem quer se divertir mas agora estou mais em casa. Agora me converti em mamãe. Sou mais doce com ele e com os outros”.

Entretanto, esclarece o artigo, os referidos programas “não escondem as dificuldades: ‘não te dão emprego se estiver grávida’ ou ‘trabalho em um call center, quatro horas ao dia, é tudo o que tenho’. Aparece uma forte reclamação a quem tem a responsabilidade das chaves do trabalho que, quando falta, não favorece a família”. “Neste mundo há remédio para tudo”, diz logo uma das novas e jovens avós.

Seria bom, ressalta logo o Dr. Bellieni, que “não houvesse apenas um ‘remédio’ mas caminhos planos para os que quiserem ter filhos desde jovem, ao menos do mesmo modo que estes existem para as que pensam em abortar; claro que a diferença é abismal”.

Finalmente, o artigo assinala que “as moças que tiveram a um filho sorriem, contam suas histórias, às vezes tristes, mas seguem contando- as e parecem olhar aos espectadores como se olha para quem não entendeu um grande segredo. Não se pretende que este programa seja um simples não ao aborto: para criar uma cultura distinta é suficiente mostrar, contar: a força da vida se afirma por si só”.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Faça sua VIDA valer a pena!

domingo, maio 23rd, 2010

Somente viver em função de Deus, de sua vontade e dos outros a serem amados, fará sua vida valer a pena.

Comece hoje.

Não se deixe levar pela maioria, siga seus valores e seja fiel ao Senhor até o fim.
Veja as imagens mas, PRINCIPALMENTE, ouça as palavras do vídeo.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Grupo nos EUA fabrica 1ª célula sintética. Implicações éticas e morais são profundas.

sexta-feira, maio 21st, 2010

O artigo é de Fernando Reinach, biólogo, e publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, 21-05-2010.

No filme Jurassic Park, cientistas purificam o DNA de dinossauros extintos, preservado no intestino de pernilongos fósseis, e injetam esse DNA em um óvulo de jacaré. Instruído pelo conjunto de genes presentes no genoma do dinossauro, o ovo se desenvolve e o que eclode é dinossauro.

Como toda obra-prima de ficção científica, Jurassic Park leva ao extremo uma ideia que, apesar de teoricamente possível, é de difícil execução. Júlio Verne usou essa fórmula ao descrever uma viagem à Lua e as aventuras em um submarino quase cem anos antes de esses feitos se tornarem realidade. No caso de Jurassic Park, escrito por Michael Crichton em 1990, a ficção se tornou realidade em menos de 20 anos.

Usando como única fonte de informação um arquivo de computador contendo a sequência do DNA de uma bactéria, um grupo de cientistas sintetizou ,utilizando métodos químicos, o genoma dessa bactéria e colocou esse enorme pedaço de DNA no interior de uma célula de outra espécie de bactéria, da qual havia retirado todo o DNA. Instruída pelo conjunto de genes desse genoma sintético, surgiu uma nova bactéria, capaz de viver e se reproduzir.

Fica mais fácil de entender o experimento, feito com duas espécies de bactérias, usando como exemplo duas espécies de mamíferos. Na primeira etapa, partindo da sequência do genoma de um cavalo, contida num arquivo de computador, sintetizamos uma molécula de DNA com essa mesma sequência.

Num segundo passo, o DNA presente no interior de uma célula de baleia é retirado. No terceiro passo, colocamos o DNA sintético de cavalo na célula da baleia. No quarto passo, cuidamos dessa célula híbrida e observamos o aparecimento de um cavalo. Se você ainda não percebeu as implicações éticas e morais do experimento, troque, na sentença acima, a palavra “cavalo” por “ser humano” ou “Getúlio Vargas”.

Para muitos, esse feito tecnológico significa que a vida foi finalmente criada no laboratório. Craig Venter o líder do projeto, não hesitou em usar a palavra “creation” (criação) no título do artigo que descreve o experimento e sugere, no texto, que esse feito abre a possibilidade de que, para preservar um ser vivo, basta guardar a sequência do seu genoma em um arquivo de computador, pois ele poderá ser recriado quando desejarmos. E mais: que, com essa tecnologia, o homem poderá criar novos seres vivos, algo semelhante ao descrito no Gênesis.

Nas próximas semanas, as implicações éticas e teológicas desse feito tecnológico serão debatidas exaustivamente. Minha impressão inicial é que esse experimento demonstra definitivamente que toda a informação necessária para criar um ser vivo pode ser guardada em um arquivo de computador. Por outro lado, demonstra que ainda não somos capazes de transformar essa informação em um ser vivo, pois foi necessário utilizar uma célula desprovida de DNA, derivada de um outro ser vivo, nas etapas finais do experimento.

Não há dúvida de que, nos próximos anos, seres vivos criados para cumprir tarefas específicas estarão entre nós. Eles serão criados por empresas como a Synthetic Genomics, que financiou grande parte desse experimento e detém as patentes desta nova tecnologia.

***

Entendendo melhor a questão:

Folha de São Paulo

Para bom entendedor, meia bactéria basta. Embora Craig Venter tenha anunciado a primeira “Célula Sintética”, na realidade seu grupo não criou um organismo a partir do zero. Ele provou que é capaz de recriar e fazer funcionar um organismo ultrassimples apagando seu software biológico e enxertando outro muito parecido.

Não é pouca coisa. O software, no caso, é o genoma, coleção de genes necessários para a bactéria Mycoplasma mycoides viver e se reproduzir.

Venter conseguiu a façanha com um milhar de genes. Ao todo, cerca de 1 milhão de letras A, T, C ou G, cuja sequência a equipe escreveu num computador e depois sintetizou numa longa fita de DNA.

O estudo representa um salto para a engenharia genética. Até agora, ela se limitava a inserir uma dezena de genes estranhos em organismos, como soja ou de milho, para que adquirissem características desejáveis, como resistência a pragas. Agora se manipulam genomas inteiros.

O homem chegou mais perto, portanto, do cenário inquietante que levou à Conferência de Asilomar, em 1975. Dois anos após a invenção da tecnologia de DNA recombinante, preocupados com danos potenciais da nascente biotecnologia ao ambiente e à saúde, 140 pesquisadores se reuniram na praia californiana para traçar diretrizes de biossegurança.

Venter não foi longe o bastante para suscitar uma nova Asilomar. Embora alguns tipos de Mycoplasma sejam patogênicos (capazes de causar doenças), a recriada teve quatro genes ligados à virulência deletados. Deve ser inofensiva.

Além disso, nada impede incluir também alguns genes suicidas. Eles detonariam a autodestruição da célula assim que ela entrasse em contato com algum elemento do ambiente fora do laboratório.

Melhor dizendo: a complexidade inerente a qualquer organismo pode, sim, impor limites às fantasias biotecnológicas. O próprio Venter relata que a troca espontânea de uma só letra, em meio ao milhão de caracteres enxertados, bastava para desativar todo o genoma.

Há fronteiras objetivas, assim, para aquilo que o homem pode pôr e dispor num genoma. E isso num ser simplório como Mycoplasma, que nem núcleo celular tem (a bactéria é classificada como organismo procarioto). Mesmo no baixo clero dos seres unicelulares há organismos mais complexos, ditos eucariotos, como os parasitas causadores da malária e do mal de Chagas, com núcleos definidos e DNA organizado em vários cromossomos.

Está longe o tempo – se é que algum dia virá – em que a biologia será capaz de sintetizar células cardíacas para remendar corações infartados, por exemplo. O genoma humano é milhares de vezes maior que a bactéria inventada por Venter. Nossos 46 cromossomos são estruturas complexas, cuja estrutura contribui para definir quais genes serão ou não lidos pela célula, e quando.

Apesar da retórica, Venter é honesto a respeito. Quando fala de aplicações, restringe-se a conceitos menos grandiloquentes e mais rentáveis, no médio prazo: bactérias capazes de produzir hidrogênio a partir de água, assim como leveduras produzem álcool a partir de açúcares. Os biocombustíveis brasileiros que se cuidem.

Problema: bactérias também se destacam na produção de toxinas poderosas, como as do antraz e do botulismo. São os cavalos de batalha da guerra biológica. Genomas sintéticos soam como armas de sonho, se o seu custo vier a cair tão rápido quanto o de outras ferramentas biotecnológicas.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo
Formando personalidades cristãs maduras, conscientes de sua identidade batismal e de sua missão evangelizadora na Igreja e no mundo.
_______________________
  Assine o RSS
_______________________
Comentários
Categorias
Artigos – Dia a dia
setembro 2010
D S T Q Q S S
« ago    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930