Posts Tagged ‘Vida’

* Esperança! Abortos diminuem e 70% das clínicas da morte fecham nos EUA

terça-feira, abril 2nd, 2013

Terço pela vida diante de cíinica da morte em Michigan.

Terço pela vida diante de clínica da morte em Michigan.

Segundo o Center for Disease Control, os números de assassinatos por aborto nos EUA estão em franca queda: de 2009 a 2011 eles diminuíram 5%, o maior declínio ocorrido na última década, informou a agência LifeNews.

Baseada nesses dados oficiais, a associação pela vida National Right to Life Committee (NRLC) mostrou que os abortos estiveram em constante aumento nas décadas de 70 e 80, atingindo até o início dos 90 a marca anual de cerca de 1,55 milhão de execuções.

Nessa data, a criação de centros com ultra-som para atender às mães em risco de abortar, a gradual entrada de legislação estadual protegendo a vida e as campanhas de grupos antiabortistas na Internet inverteram a tendência.

“Após atingirem um teto de mais de 1,6 milhão em 1990, o número anual de abortos efetivados nos EUA caiu a níveis nunca vistos desde o fim dos anos 70”, explicou o NRLC.

O Guttmacher Institute, dependente da mal-afamada multinacional da morte Planned Parenthood, confirmou a tendência positiva ao reconhecer que de 1,6 milhões de abortos em 1990 se passou a 1,2 milhão em 2005.

“Entretanto, nos últimos vinte anos, vimos os esforços pela vida produzir a diferença e o número de abortos cair de 1,6 a 1,2 milhão por ano. Temos obviamente muito caminho pela frente, mas vemos que a legislação pela vida pode salvar centenas de milhares de vidas cada ano. Nossa tarefa é grande, mas nossa causa é justa”, acrescentou.

Outro resultado positivo da luta pela vida é que o número de clínicas de aborto reduziu acentuadamente.

De acordo com a associação Operation Rescue, em 1991 havia mais de 2.176 dessas clínicas nos EUA. Hoje elas não passam de 663. O que equivale a dizer que nesse período 70% fecharam.

“Entretanto, nos últimos vinte anos, vimos os esforços pela vida produzir a diferença e o número de abortos cair de 1,6 a 1,2 milhão por ano. Temos obviamente muito caminho pela frente, mas vemos que a legislação pela vida pode salvar centenas de milhares de vidas cada ano. Nossa tarefa é grande, mas nossa causa é justa”, acrescentou.

De acordo com a associação Operation Rescue, em 1991 havia mais de 2.176 dessas clínicas nos EUA. Hoje elas não passam de 663. O que equivale a dizer que nesse período 70% fecharam.

“O aborto fez um massacre tremendo nos EUA. Já perdemos mais de 54 milhões de nossos filhos, filhas, amigos e vizinhos, e por causa disso somos uma nação muito mais pobre”, disse o Dr. Randall K. O’Bannon, diretor do setor educacional do NRLC.

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* Conheça Eliot e entenda os 99 balões! IMPERDÍVEL!

quinta-feira, março 21st, 2013

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* Presidente da Pontifícia Academia para a Vida explica Por que contraceptivos são aceitáveis em casos de estupro, mas não em outros casos.

sábado, fevereiro 23rd, 2013
Vatican Insider

Tudo começa a partir do caso de uma jovem, vítima de estupro, à qual dois hospitais católicos de Colônia se recusaram administrar a pílula do dia seguinte. Chamado a intervir, o cardeaJoachim Meisner, arcebispo da cidade, depois de reflexões e consultas, abriu a possibilidade de fornecer a pílula. Os bispos alemães, nesta semana, apoiaram a sua decisão.

Vatican Insider falou a respeito com o presidente da Pontifícia Academia para a VidaDom Ignacio Carrasco de Paula,(foto)  à margem da assembleia plenária do órgão vaticano.

Eis a entrevista.

Monsenhor, do que se está falando realmente?


Os bispos alemães decidiram apoiar um colega seu, o cardeal Meisner, no caso de uma norma que se refere aos hospitais católicos da sua diocese. É uma norma irrepreensível, com a qual se repropõe o que a Igreja Católica propõe há ao menos 50 anos – mas uma norma que foi mal interpretada.

Por que foi mal interpretada?

Porque uma coisa é a linguagem jornalística, outra coisa é a linguagem teológica ou clínica.

“Pílula do dia seguinte” é uma expressão jornalística, mas não é um termo médico, não aparece nos receituários ou nas prescrições. Por isso, o cardeal Meisner, na sua indicação, sublinha que “pílula do dia seguinte” é um termo que se refere a muitas coisas e convida a não usá-la.

Ele se limita a dizer aos médicos quais são os critérios a seguir: considerar que é possível o uso de um medicamento cujo princípio ativo é um contraceptivo, no caso de mulheres que sofreram violência, parece-me aceitável. Em vez disso, ele rejeita o uso de um fármaco abortivo.

Por que contraceptivos ou antifecundativos são aceitáveis em casos de estupro, mas não em outros casos?

O critério pelo qual a Igreja não aceita o uso dos contraceptivos vem de Humanae Vitae e antes ainda da Casti Connubii.

Refere-se às relações conjugais, relações em que há um aspecto unitivo, um aspecto procriativo e assim por diante. Um ato de violência, no entanto, é um ato sexual cuja natureza já foi destruída pela violência. Portanto, o anticoncepcional não tem mais o sentido moral da contracepção. Um ato imposto pela violência não pode ser considerado aberto à vida.

Por que esse princípio não é compreendido, mesmo por muitos católicos, e a questão cria tanto celeuma?

Trata-se de casos extremos, enquanto normalmente as pessoas conhece os casos mais comuns, não aqueles excepcionais. Mas é uma norma que já é aplicada há 50 anos, desde o caso da guerra no Congo, em todos os hospitais católicos, embora possa haver um hospital católico em que esse critério não é conhecido, como ocorria em Colônia.

Os críticos dizem que esses medicamentos, embora não intencionalmente, podem ter efeitos abortivos, e esse é um risco que não se pode correr. O que o senhor responde?

A Igreja deve formar as consciências. Nesse caso, ela ensina: em caso de estupro, pode-se fazer o necessário para evitar uma gravidez, mas não se pode interrompê-la. Se um medicamento, no entanto, é contraceptivo ou abortivo, isso devem dizer os médicos e os cientistas, não é tarefa da Igreja.

Então, trata-se de uma tempestade em copo de água?

É uma questão que requer uma análise do caso em particular, não uma resposta genérica que valha para todos. Portanto, é um absurdo que haja uma lei que prescreve que toda mulher que vai ao hospital dizendo que sofreu violência deve receber uma pílula qualquer – trata-se de uma decisão que cabe ao médico, segundo os seus conhecimentos e a sua experiência. Normalmente, porém, dá-se a pílula e ponto final, sem interesse pela pessoa.

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* Depois de Paris, Dublin… Europa DESPERTA? 30 mil a favor da vida!

terça-feira, janeiro 22nd, 2013

Depois da manifestação pelo verdadeiro matrimônio na França outra manifestação na Europa marca a luta pela vida e pela família.

Na Irlanda mais de 30 mil pessoas se manifestaram neste sábado 19 de janeiro perto do Parlamento irlandês de Dublin para urgir o Governo a não reformar a atual lei de aborto e proteger “o direito (à vida) dos não nascidos”.

Conforme assinala a Europa Press, a porta-voz do grupo pró-vida que convocou à marcha, Caroline Simons, explicou que a lei irlandesa protege a mãe e a sua vida inclusive nos casos em que não se pode salvar o bebê.

Um dos participantes da multitudinária manifestação, que pode ser visto no vídeo que acompanha esta nota, assinala que “acredito que todo criança tem direito a viver. Queremos permanecer pró-vida e manter o aborto longe deste país”.

Outra das assistentes assinala que “o aborto é a máxima expressão da violência contra crianças. Estou aqui para dizer ao governo que não vamos aceitar isso”.

O debate sobre a lei de aborto na Irlanda reabriu-se em novembro quando uma mulher grávida de 31 anos, Savita Halappanavar, faleceu de septicemia. O caso foi manipulado pelos promotores do aborto quem impulsionaram sua agenda argumentando que o aborto “teria resolvido” o problema.

Os ativistas pró-vida precisaram em distintas ocasiões que a morte da mulher não foi causada pela proibição do aborto no país.

Savita tinha 17 semanas de gravidez quando foi ao Hospital Universitário de Galway, na noite de 20 de outubro, por uma severa dor de coluna. Os médicos determinaram que estava sofrendo um aborto espontâneo.

Depois de saber que perderia seu filho, pediu várias vezes um aborto, mas lhe disseram que a equipe médica não realizaria tal procedimento enquanto o coração de seu bebê ainda pulsasse.

No dia 24 de outubro, o bebê morreu, e seu corpo foi retirado. A mãe foi transferida à unidade de cuidados intensivos. No dia 27 de outubro, seu coração, rins e fígado tinham deixado de funcionar, e ela morreu no dia seguinte de septicemia.

O Life Institute na Irlanda revelou a manobra orquestrada pelos promotores do aborto, ao planejar a difusão nos meios e a pressão política depois da trágica morte de Savita.

A porta-voz do Life Institute, Niamh Uí Bhriain, revelou que tem em seu poder uma cópia de um correio eletrônico, no qual se evidencia que os abortistas conheciam o caso antes mesmo que este chegasse aos meios de comunicação, e “de forma muito desagradável (o) descreveram como uma ‘notícia importante para a mídia”.

O caso foi após manipulado pelos abortistas que marcharam em várias cidades irlandeses exigindo a reforma da lei ao primeiro-ministro Enda Kenny; enquanto que os pró-vidas recordam que o líder irlandês prometeu durante sua campanha não modificar a norma atual.


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* Foto de bebê “cumprimentando” o médico no ventre materno dá volta ao mundo.

quinta-feira, janeiro 10th, 2013

Randy e Alicia Atkins, um casal norte-americano, conseguiu tirar uma foto do instante no qual, durante o nascimento por cesárea, sua filha Nevaeh conseguia agarrar a mão do doutor Allan Sawyer, uma imagem que está dando volta ao mundo.

Conforme relatou Randy ao site AZFamily.com, “o doutor me chamou e disse, ‘hei, ela está agarrando meu dedo’. Assim fui correndo para lá e tirei a foto, eu estava assombrado olhando. Era uma imagem impressionante”.

Alicia, fotógrafa profissional e proprietária da página do Facebook A Classic Pin-Up, assinalou que depois da publicação da foto de sua filha agarrando a mão do médico “não pensávamos que íamos ter tais comentários positivos. Pensávamos que ia conseguir mais negativos, como ‘isso é nojento’. Porém, todos comentaram que era a melhor coisa do mundo”.

Na sua página do Facebook, Alicia agradeceu a “todos os que comentaram, compartilharam, curtiram e expressaram seu amor pela foto da nossa filha nos últimos dias”.

“A foto tornou-se completamente viral em todo mundo, e como podem imaginar, estamos um pouco constrangidos”, disse.

Alicia assegurou que “obviamente não pensamos que isso seria tão imenso como o é agora”.

“Por favor, sejam pacientes conosco se não lhes respondermos imediatamente, já que ainda temos que atender aos nossos três filhos e aos nossos trabalhos. E, é obvio, as crianças estão em primeiro lugar. Obrigada de novo”.

O caso do casal norte-americano recorda ao de Samuel, um bebê com espinha bífida que foi operado antes de nascer, e que foi retratado por um fotógrafo do USA Today durante a cirurgia, no momento no qual esticava sua mão do interior do útero de sua mãe para agarrar um dos dedos do médico que o estava operando.

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* Jovem sai do coma depois de 10 ANOS de “inconsciência”. Sua história “vira” livro.

sábado, dezembro 8th, 2012

O Natal do ano 2000, a italiana Lucrecia Tresoldi recebeu um milagre: seu filho Maximiliano despertou do estado de inconsciência no qual esteve por quase dez anos após sofrer um acidente automobilístico.

“Max” tinha apenas 20 anos quando ficou paralisado como “um tronco morto sem possibilidade alguma de recuperação”, tal como os médicos o diagnosticaram em 15 de agosto de 1991, após um terrível acidente de automóvel.

No 28 de dezembro de 2000 Lucrecia Tresoldi deitou o Max como o fazia a cada noite desde que saiu do hospital e nesta ocasião, não tomou sua mão para lhe fazer o sinal da cruz, sentia-se deprimida e sem forças. “Já não posso mais, não quero rezar nem nada”, disse ao filho.

Não obstante, como explica Lucrecia “o sinal da cruz foi realmente sua salvação”. Naquele exato momento Max tirou forças para consolar sua mãe, elevou a mão e fez ele mesmo o sinal da cruz. Depois, abraçou-a.

Para a Lucrecia foi o melhor presente de Natal de toda a sua vida. A partir desse momento, Max começou a exteriorizar seus sentimentos e emoções. Em declarações ao grupo ACI, Max afirmou que ele “sempre esteve contente apesar de sua paralisia”.

Lucrecia assinalou que a primeira palavra que disse Max foi “eu sou feliz, estou contente de estar com vocês”. Logo depois o rapaz, disse que era consciente de tudo quando não tinha forças para expressar-se, e inclusive sabia a equivalência da lira italiana ao euro.

A mãe de Max está segura de que Deus tinha um projeto para seu filho: recordar ao mundo que as pessoas com deficiência têm direito a uma vida digna, são fonte de vida e devem ser amadas e respeitadas.

Maximiliano nasceu no dia 8 de setembro –festa da Natividade da Virgem–, e o incidente foi 15 de agosto, dia da Assunção de Maria. Para Lucrecia o primeiro milagre que Deus realizou nela, foi aceitar rapidamente o que estava acontecendo e pôr seu filho nas mãos do Senhor.

“O dia do acidente eu disse à Virgem: ‘no dia 15 de agosto meu filho estava em suas mãos, vós o fizeste o nascer no 8 de setembro apesar de que deveria ter nascido um mês depois, e não sei que projetos fizeste para este seu filho, mas eu o deixo nas suas mãos. Só dai-me forças para ir em frente e aceitar tudo isto’”.

Lucrecia explica que sempre foi uma mulher muito frágil, mas a fé é o primeiro que a sustentou assim copmo a união da sua família. Quando o acidente ocorreu, “disse aos meus familiares ‘somos uma família e temos que trabalhar todos unidos”. E assim também se uniram amigos e voluntários, e formamos um grande grupo”. “Hoje são eles os que nos agradecem pela experiência”, disse a mãe italiana referindo-se às pessoas que se aproximaram dela e de sua família para ajudá-los.

“Alguns deles já se casaram, têm família e  me dizem: ‘o que aprendemos na sua casa é realmente vida que hoje nos permite caminhar adiante com nossos filhos e não ter medo de nada”.

“Por isso esta é a força que temos que dar a todas as famílias que vivem este drama tão horrível: “dizer-lhes ‘não tenham medo’”, animou Lucrecia.

Agora a mãe do Max o explica tudo em seu livro: “E adesso vado al Max”. A obra foi coescrita com ajuda dos jornalistas italianos Lucia Bellaspiga e Pino Ciociola. O livro ganhou o prêmio literário Mulher é Vida 2012 e Max recebeu outro galardão por seu testemunho: uma escultura em cerâmica do artista Gianni Celano Giannici que representa essa mesma mão que depois de 10 anos de estado vegetativo se moveu para fazer o signo da cruz.

“Este livro explica precisamente que a vida de uma pessoa, seja qual for o seu estado, é sempre uma vida e que deve ser enfrentada. É verdade que é difícil de enfrentá-lo, porque ter um filho totalmente perfeito, e depois deparar-se com um filho totalmente diferente daquele que saiu de casa, não é fácil. Mas a partir do momento em que se percebe que a vida deve seguir e se aceita o fato, chega a beleza, a força, a esperança…”, conclui Lucrecia.

Agora, Max também é capaz de escrever e o demonstrou inclusive diante do Papa Bento XVI. No dia 2 de junho deste ano teve um encontro com ele em Milão e entregou-lhe o livro autografado e com uma dedicatória.

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* O que pode REALMENTE satisfazer o desejo de Deus presente em todos os homens?

sexta-feira, novembro 30th, 2012

Publicamos a seguir o texto da catequese de Bento XVI durante a Audiencia Geral desta quarta-feira, na praça de São Pedro.

O Ano da fé. O desejo de Deus.

Queridos irmãos e irmãs,

O caminho de reflexão que estamos fazendo juntos neste Ano da Fé nos leva a meditar hoje sobre um aspecto fascinante da experiência humana e cristã: o homem traz consigo um misterioso desejo de Deus. De modo muito significativo, o Catecismo da Igreja Católica inicia com a seguinte consideração: “O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair para si o homem e somente em Deus o homem encontrará a verdade e a felicidade que busca sem parar” (n27).

Afirmação esta que ainda hoje, em muitos contextos culturais parece totalmente aceitável, quase óbvia, poderia parecer talvez um desafio no âmbito da cultura ocidental secularizada. Muitos dos nossos contemporâneos poderiam de fato afirmar que não sentem por nada um desejo de Deus. Para muitos setores da sociedade Ele não é mais o esperado, o desejado, mais sim uma realidade indiferente, diante da qual não se deve nem mesmo fazer o esforço de pronunciar-se. Na verdade, aquilo que definimos como “desejo de Deus” não está totalmente desaparecido e se aproxima ainda hoje, de vários modos, ao coração do homem. O desejo humano tende sempre a determinados bens concretos, frequentemente outros que não o espiritual, e ainda se encontra diante da interrogação sobre o que realmente é “o” bem, e então a se confrontar com qualquer coisa fora de si, que o homem não pode construir, mas é chamado a reconhecer. O que pode realmente satisfazer o desejo do homem?

Na minha primeira Encíclica, Deus caritas est, procurei analisar como tal dinamismo se realiza na experiência do amor humano, experiência que na nossa época é mais facilmente percebida como momento de êxtase, de saída de si, como lugar onde o homem é atravessado por um desejo que o supera. Através do amor, o homem e a mulher experimentam de um modo novo, um graças ao outro, a grandeza e a beleza da vida e do real. Se isso que experimentam não é simplesmente uma ilusão, se de fato quero o bem do outro como via também do meu bem, então devo estar disposto a descentralizar-me, a colocar-me ao seu serviço, a ponto de renunciar a mim mesmo. A resposta à questão sobre o sentido da experiência do amor passa, portanto através da purificação e da cura da vontade, o que é necessário para o próprio bem que se quer para o outro. Precisamos praticar, treinar, e até mesmo corrigir, para que aquele bem possa realmente ser desejado.

O êxtase inicial se traduz assim em peregrinação, “êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para sua libertação na doação de si, e assim para o reencontro de si, e de fato para a descoberta de Deus” (Enc.Deus caritas est,6). Através deste caminho progressivamente poderá aprofundar-se para o homem a consciência daquele amor que havia inicialmente experimentado. E irá sempre mais tecendo o mistério que isso representa: nem mesmo a pessoa amada, de fato, é capaz de satisfazer o desejo que habita no coração humano, de fato, quanto mais autêntico é o amor pelo outro, mais isso deixa em aberto a interrogação sobre sua origem e seu destino, sobre a possibilidade que há de durar para sempre. Assim, a experiência humana do amor tem em si um dinamismo que leva além de si mesma, é experiência de um bem que leva a sair de si e encontrar-se diante de um mistério que envolve toda a existência.

Considerações análogas poderiam ser feitas também a propósito de outras experiências humanas, como a amizade, a experiência do belo, o amor pelo conhecimento: cada bem experimentado pelo homem conduz em direção ao mistério que envolve o próprio homem; cada desejo que se aproxima do coração humano se faz eco de um desejo fundamental que jamais será plenamente satisfeito. Sem dúvida, de tal desejo profundo, que esconde também alguma coisa de enigmático, não é possível chegar diretamente à fé. O homem, afinal, conhece bem o que não o satisfaz, mas não pode imaginar ou definir o que o faria experimentar aquela felicidade que traz no coração a nostalgia. Não é possível conhecer a Deus apenas a partir do desejo do homem. Deste ponto de vista surge o mistério: o homem é um buscador do Absoluto, um buscador a passos pequenos e incertos. E, todavia, a experiência do desejo, do “coração inquieto” como o chamava Santo Agostinho, já é significativa. Isso atesta que o homem é, no fundo, um ser religioso (cfr Catecismo da Igreja Católica, 28), um “mendigo de Deus”. Podemos dizer com as palavras de Pascal: “O homem supera infinitamente o homem” (Pensamentos, Ed Chevalier 438; Ed Brunschvicg 434). Os olhos reconhecem os objetos quando estes são iluminados pela luz. Daí o desejo de conhecer a mesma luz, que faz brilhar as coisas do mundo e com essa acende o sentido da beleza.

Devemos, portanto, levar em consideração que é possível também na nossa época, aparentemente muito refratária à dimensão transcendente, abrir um caminho em direção ao autêntico sentido religioso da vida, que mostra como o dom da fé não é absurdo, não é irracional. Seria muito útil, para tal fim, promover um tipo de pedagogia do desejo, seja para o caminho de quem ainda não crê, seja para quem já recebeu o dom da fé. Uma pedagogia que compreende pelo menos dois aspectos. Em primeiro lugar, aprender ou re-aprender o gosto das alegrias autênticas da vida. Nem todas as satisfações produzem em nós o mesmo efeito: algumas deixam uma marca positiva, são capazes de pacificar a alma, nos tornam mais ativos e generosos. Outras ao invés, depois da luz inicial, parecem desiludir as expectativas que tinham suscitado e por vezes deixam amargura, insatisfação ou uma sensação de vazio.

Educar desde a infância a saborear as verdadeiras alegrias, em todos os âmbiots da existência – a família, a amizade, a solidariedade com quem sofre, a renuncia ao próprio eu para servir ao outro, o amor pelo conhecimento, pela arte, pela beleza da natureza-, tudo isso significa exercitar o gosto interior e produzir anticorpos eficazes contra a banalização e o abatimento hoje difundidos. Os adultos também precisam redescobrir esta alegria, de desejar realidades autênticas, purificando-se da mediocridade na qual possam encontrar-se enredados. Será, então, mais fácil deixar cair ou rejeitar tudo o que, embora aparentemente atrativo, se revela insípido, fonte de dependência e não de liberdade. E isso fará emergir aquele desejo de Deus do qual estamos falando.

Um segundo aspecto, que vai em paralelo ao precedente, é o não contentar-se jamais com o que foi alcançado. Somente as alegrias mais verdadeiras são capazes de liberar em nós aquela saudável inquietação que leva a ser mais exigente – querer um bem mais alto, mais profundo – e junto a perceber com mais clareza que nada de finito pode preencher o nosso coração.

Aprenderemos, assim, a tender, desarmados, ao bem que não podemos construir ou adquirir com as nossas próprias forças; a não deixar-nos desencorajar pelo cansaço ou pelos obstáculos que provêm do nosso pecado.

A este respeito, não podemos esquecer que o dinamismo do desejo está sempre aberto à redenção. Mesmo quando esse caminha por caminhos desviados, quando segue paraísos artificiais e parece perder a capacidade de ansiar o bem verdadeiro. Mesmo no abismo do pecado não se apaga no homem aquela faísca que lhe permite reconhecer o verdadeiro bem, de saboreá-lo, e de iniciar assim um percurso de subida, no qual Deus, com o dom da sua graça, não deixa jamais faltar a sua ajuda. Todos, aliás, precisamos percorrer um caminho de purificação e de cura do desejo. Somos peregrinos em direção à pátria celestial, em direção ao bem pleno, eterno, que nada jamais nos poderá tirar. Não se trata, portanto, de sufocar o desejo que está no coração do homem, mas de libertá-lo, para que possa alcançar a sua verdadeira altura. Quando no desejo se abre a janela em direção a Deus, isto já é um sinal da presença da fé na alma, fé que é graça de Deus. Santo Agostinha sempre afirmava: “Com a expectativa, Deus fortalece o nosso desejo, com o desejo alarga a nossa alma e dilatando-o deixa-o mais capaz” (Comentário da Primeira cata de João, 4, 6: PL 35, 2009).

Nesta peregrinação, sentimo-nos irmãos de todos os homens, companheiros de viagem também daqueles que não crêem, de quem está a procura, de quem se deixa interrogar com sinceridade pelo dinamismo do próprio desejo de verdade e de bem. Rezemos, neste Ano da fé, para que Deus mostre a sua face a todos aqueles que o buscam com coração sincero.

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* O que fazer com os embriões criopreservados? Podem ser adotados para nascerem?

sexta-feira, novembro 30th, 2012

“Em termos de adoção de embriões para o nascimento, estes dois dias de trabalho representam um ponto de partida importante para a reflexão sobre um tema que é impossível de ignorar”, afirma Lucio Romano, presidente italiano da Associação Ciência & Vida, depois do X Congresso Nacional da entidade.

“A adoção para o nascimento é um tema de relevância particular e de inquestionável peso ético, jurídico e legislativo, e gostaríamos de evitar falar dele de forma conflitiva. Queremos uma dialética inclusiva, e não exclusiva, no pleno reconhecimento da dignidade da vida humana já em sua fase inicial de embrião”, afirma Romano.

O segundo dia do congresso foi dedicado ao biodireito, com juristas discutindo atualidade e perspectivas da adoção de embriões para o nascimento.

Ferrando Mantovani, professor emérito de Direito Penal da Universidade de Florença, diz que “a criopreservação é uma anomalia, uma desumanidade e uma monstruosidade. É fato, no entanto, que a criopreservação é praticada. Diante disso, a escolha é deixar o embrião morrer com o tempo ou agir para que ele seja adotado para a vida, que ele possa viver a sua vida no ventre acolhedor de uma mãe e depois ser uma criança e um adulto normal”.

Andrea Nicolussi, professor de Direito Civil na Universidade Católica de Milão, observa que “a lei não proíbe a adoção de embriões. Eu diria até que o espírito da lei é a favor, porque uma criopreservação por tempo indeterminado não respeita o princípio da dignidade humana . Além disso, a adoção do embrião poderia ser vista como uma boa alternativa para a fertilização heteróloga, justamente proibida por lei porque é uma simulação da filiação natural e introduz uma parentalidade assimétrica no casal. Na verdade, ela cria artificialmente em um dos esposos uma paternidade apenas legal, dissociada da biológica, e uma paternidade biológica e também legal no outro cônjuge, com problemas evidentes tanto nas relações do casal quanto nas relações de paternidade. Já a adoção de embriões une o casal na solidariedade para com o embrião concebido e abandonado, oferecendo a ele uma chance de vida e uma família”.

Luciano Eusebi, professor de Direito Penal da Universidade Católica de Milão e membro do Conselho Nacional Ciência & Vida na Itália, destaca que “a geração de embriões não pode ser considerada liberada.

Temos os princípios da Lei 40/2004, que, por um lado, tenta favorecer a qualidade das técnicas mais que o agir através da multiplicação dos embriões envolvidos, e, por outro, pretende que cada embrião gerado tenha a possibilidade da vida. Com a exigência de evitar tanto quanto possível a geração de embriões que não sejam imediatamente transferidos, há a necessidade de assegurar, hoje, que estes embriões sejam criopreservados de fato, evitando que eles simplesmente se deteriorem, perdendo qualquer vínculo com a sua geração”.

ratio moral entre o congelamento e o subsequente descongelamento de embriões é a perspectiva de que o embrião gerado in vitro, mas não imediatamente transferido para o útero, possa, no futuro, dar prosseguimento à sua existência. O único destino de acordo com a sua dignidade precisa torna possível o desenrolar da sua vida através da disponibilidade para adoção.

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* Papa envia mensagem ao “Átrio dos Gentios” em Portugal: Não somos produto casual da evolução, mas cada um de nós é fruto de um pensamento de Deus: somos amados por Ele!

segunda-feira, novembro 19th, 2012

Bento XVI enviou uma mensagem aos participantes da sessão portuguesa do “Pátio dos Gentios”, nas cidades de Guimarães e Braga, com o tema “O Valor da Vida”.

O “Pátio dos Gentios” foi inaugurado com uma conferência de Marcelo Rebelo de Sousa, professor universitário, sobre o tema ‘Identidade e sentido da vida de um povo’.

Em sua mensagem, o Papa saúda os participantes do encontro que reúne crentes e não-crentes ao redor da aspiração comum de afirmar o valor da vida humana sobre a maré crescente da cultura da morte.

Na realidade, – escreve o Papa – a consciência da sacralidade da vida que nos foi confiada, não como algo de que se possa dispor livremente, mas como dom a guardar fielmente, pertence à herança moral da humanidade. “Mesmo entre dificuldades e incertezas, cada homem sinceramente aberto à verdade e ao bem, com a luz da razão e não sem o secreto influxo da graça, pode chegar a reconhecer na lei natural inscrita no coração (cf. Rm 2, 14-15) o valor sagrado da vida humana desde o primeiro momento do seu início até ao seu termo” (Enc. Evangelium vitæ, 2). Não somos produto casual da evolução, mas cada um de nós é fruto de um pensamento de Deus: somos amados por Ele.

Mas, – pergunta-se o Papa – se a razão pode alcançar tal valor da vida, por que chamar em causa Deus? Bento XVI responde citando uma experiência humana. “A morte da pessoa amada é, para quem a ama, o acontecimento mais absurdo que se possa imaginar: aquela é incondicionalmente digna de viver, é bom e belo que exista (o ser, o bem e o belo, como diria um metafísico, equivalem-se transcendentalmente). Entretanto, a mesma morte da mesma pessoa aparece, aos olhos de quem não ama, como um acontecimento natural, lógico (não absurdo). Quem tem razão? Aquele que ama («a morte desta pessoa é absurda») ou o que não ama («a morte desta pessoa é lógica»)?

A primeira posição só é defensível, se cada pessoa for amada por um Poder infinito; e aqui está o motivo por que foi preciso apelar a Deus. De fato, quem ama não quer que a pessoa amada morra; e, se pudesse, impedi-lo-ia sempre. Se pudesse… O amor finito é impotente; o Amor infinito é onipotente. Ora, esta é a certeza que a Igreja anuncia: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigênito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna» (Jo 3, 16). Sim! Deus ama cada pessoa e, por isso, é incondicionalmente digna de viver.

Na modernidade, porém, o homem quis subtrair-se ao olhar criador e redentor do Pai (cf. Gn 4, 14), fundando-se sobre si mesmo e não sobre o Poder divino. Quase como sucede nos edifícios de cimento armado sem janelas, onde é o homem que provê ao clima e à luz; e, no entanto, mesmo em tal mundo auto-construído, vai-se beber aos «recursos» de Deus, que são transformados em produtos nossos. Que dizer então? É preciso tornar a abrir as janelas, olhar de novo a vastidão do mundo, o céu e a terra e aprender a usar tudo isto de modo justo. De fato, o valor da vida só se torna evidente, se Deus existe. Por isso, seria bom se os não-crentes quisessem viver «como se Deus existisse». Ainda que não tenham a força para acreditar, deviam viver na base desta hipótese; caso contrário, o mundo não funciona. Há tantos problemas que devem ser resolvidos, mas nunca o serão de todo, se Deus não for colocado no centro, se Deus não se tornar de novo visível no mundo e determinante na nossa vida. Aquele que se abre a Deus não se alheia do mundo e dos homens, mas encontra irmãos: em Deus caem os nossos muros de separação, somos todos irmãos, fazemos parte uns dos outros.

O Papa conclui as palavras do Concílio Vaticano II aos homens de pensamento e de ciência: “Felizes os que, possuindo a verdade, a procuram ainda a fim de a renovar, de a aprofundar, de a dar aos outros”.

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* A Igreja está certa! veja MAIS um caso que esvazia argumentos pró eutanásia.

quarta-feira, novembro 14th, 2012

Folha de São Paulo

Um canadense que há mais de dez anos entrou em estado vegetativo conseguiu “responder” a perguntas feitas por pesquisadores, como “você sente dor?”, durante um exame de ressonância magnética funcional.

O feito, registrado pelo neurocientista britânico Adrian Owen na Universidade de Ontario Ocidental, no Canadá, mostra que o paciente Scott Routley, 39, tem uma consciência mínima.

Fizemos o exame diversas vezes, e o padrão de atividade cerebral mostra que ele está claramente escolhendo responder às nossas questões. Acreditamos que ele sabe quem é e onde está”, afirmou o pesquisador à BBC.

O grupo de Owen já havia publicado uma pesquisa na revista médica “Lancet” demonstrando a detecção de consciência mínima em pacientes antes classificados como em estado vegetativo.

O estudo foi relatado em reportagem da Folha em novembro de 2011. À época, o neurocientista afirmou que determinar que alguém está em um estado minimamente consciente e não vegetativo permanente pode mudar o prognóstico do paciente, porque as chances de recuperação são maiores para quem está consciente.

LESÃO CEREBRAL

Quem sofre uma lesão cerebral pode ter sua consciência afetada em diferentes níveis. Após um dano que leve ao coma, o paciente pode evoluir para estados como a morte cerebral, sem possibilidade de recuperação, o coma crônico ou vegetativo.

Entre os que ficam vegetativos, parte fica nesse estado em caráter permanente, com poucas chances de recuperação, e parte retém uma consciência mínima.
O trabalho de Adrian Owen tenta identificar essa consciência mínima nos pacientes.

Scott Routley sofreu um acidente de carro há 12 anos, que causou uma lesão cerebral. Seus pais afirmaram à BBC que sempre acharam que o filho tinha alguma consciência e respondia a questões com movimentos dos dedos, mas essa percepção não era aceita pelos médicos.

Os resultados de Routley e de outros pacientes que demonstraram padrões cerebrais condizentes com respostas durante as ressonâncias magnéticas serão tema de um documentário exibido pela rede britânica.

O neurorradiologista Edson Amaro Junior, professor da Faculdade de Medicina da USP e coordenador do Instituto do Cérebro do hospital Albert Einstein, afirma que o trabalho de Owen abre a perspectiva de uma nova linha de pesquisa, mas ainda há muitas perguntas a serem respondidas antes de confirmar os resultados do estudo atual.

Amaro explica que a ressonância magnética funcional detecta mudanças na oxigenação do cérebro que indicam as regiões onde os neurônios estão em atividade.

Para saber se os pacientes estão respondendo ou não, os padrões de imagem são comparados aos de pessoas “normais”.

Uma das ressalvas à técnica, segundo o radiologista, é essa comparação, porque justamente a oxigenação do cérebro pode ter mudado com o dano. “A pessoa que sofreu a lesão não tem a mesma resposta vascular. O cérebro está preservado, mas sofreu ruptura de conexões.”

Também é difícil saber se o paciente está entendendo as perguntas ou não -porque nem todos têm a audição preservada-, se suas respostas correspondem ao que foi indagado ou se a ordem das questões influencia a forma da resposta.

Amaro diz que uma aplicação importante para a técnica, no futuro, pode ser melhorar o conforto do doente, ao obter respostas sobre o nível de dor, como foi tentado agora. Por outro lado, o exame pode aumentar o nível de ansiedade do paciente, quando ele percebe que pode responder, mas não perguntar.

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* Jovem que rejeitou o aborto após estupro: Não tenham medo de dizer sim à vida!

quinta-feira, novembro 8th, 2012

Verônica e sua filha

Verônica e sua filha

Verónica Cardona ficou grávida aos 16 anos de idade depois de ser estuprada por seu próprio pai. Esta jovem colombiana optou por defender a vida do bebê e, cinco anos depois de viver este drama, exorta às mulheres que passam por casos similares a que “não tenham medo de dizer sim à vida, não tenham medo de dizer sim ao amor!”.

Faz uns dias visitou o Equador para apoiar uma manifestação contra a legalização do aborto por estupro. Aí contou o que aconteceu com ela e como Deus lhe deu forças para continuar.

Em uma entrevista concedida ao grupo ACI, Verónica confessou que o primeiro impacto depois de saber que tinha ficado grávida após o estupro foi desolador.

“Foi um impacto muito grande me dar conta de que estava grávida. Nesse preciso momento senti que minha vida tinha fracassado, ainda mais porque sabia que o bebê que eu esperava era o “produto” da violação por parte do meu próprio pai”.

Verónica recorda que o medo se apoderou dela, mas que não queria se submeter a um aborto. “Caí em depressão uns dias, não queria matar a um ser inocente, mas tinha medo, possivelmente o mesmo medo que sentem muitas mulheres ao saber que estão grávidas”.

Verónica recorda que temia não ser “capaz de sair adiante, medo aos preconceitos, medo a que me vissem com pena, medo a enfrentar a realidade, medo a ficar sozinha”.

“Naturalmente quase toda minha família, doutores, juízes, todos queriam que abortasse, sobretudo porque aqui na Colômbia o aborto tinha acabado de tornar-se legal em três casos: por estupro, por má formação e por risco da vida da mãe”, indicou.

A jovem mãe assinalou que ela cumpria todos os requisitos para que pudesse abortar de acordo à legislação colombiana: sofreu uma violação, existia a possibilidade de má formação em seu bebê, e era uma gravidez de alto risco.

Entretanto, um fator importante em sua decisão foi encontrar um dia a sua mãe chorando e lhe pedindo perdão, porque ela mesma tinha considerado a possibilidade de abortá-la quando estava em seu ventre.

Esse fato fortaleceu sua convicção de que “não tinha o direito de tirar a vida de ninguém, e menos ainda de uma pessoa indefesa, uma pessoa que não me tinha feito nada”.

Após tomar a decisão de ter o seu bebê, a família de Verónica deixou de falar com ela durante vários dias e só sua mãe a apoiou.

“Assim começou a crescer em meu ventre o maior milagre de amor. Foi uma experiência formosa ainda que tenha sido dura”, assegurou.

Verónica assinalou que “quando via as ecografias, podia me dar conta do grande milagre da vida, sentir seus pequenos, mas inofensivos golpes no meu estômago e logo ver sua ternura ao nascer”.

Durante o tempo da gravidez, a mãe de Verónica participava de uma comunidade católica, que a ajudou a fortalecer sua decisão de “trazer vida ao mundo, já fora que ao nascer desse a minha filha em adoção, ou decidisse ficar com minha filha e sair adiante”.

Verónica assinalou que ao princípio quis esquecer-se de Deus. “Fiquei zangada com Ele porque não podia entender como um Deus tão bom e que me amava tanto podia permitir que isso acontecesse comigo, que não tinha feito nada de ruim na vida”, disse.

Entretanto, apesar de sua dor, “refugiava-me nele e lhe pedia forças para continuar adiante, e hoje estou segura de que Ele sempre esteve comigo em minhas noites e dias de pranto. Era Ele quem me animava e me levantava!”, assinalou.

Ao nascer sua filha, a quem chamou María Fernanda, Verónica enfrentou “vazios”, que tentou encher com festas, amigos e trabalho, mas não foi até que participou de um retiro espiritual da comunidade Laços de Amor Mariano que pôde “voltar a viver”.

Durante esse retiro espiritual pôde perdoar a todos os que lhe fizeram mal, incluindo o seu pai. “Entendi muitas coisas, senti-me digna novamente, voltei a nascer!”, recordou.

Ao sair do retiro, Verónica era muito mais consciente de que “a vida é um dom”.

“Indignavam-me, como me indignam agora, os argumentos dos abortistas, que se escondem em casos como o meu para matar a um inocente e encher o bolso com dinheiro manchado de sangue inocente, dizendo que sempre que olhe para a criança você vai lembrar-se do momento tão doloroso que foi o de ser abusada”, assinalou.

Verónica assegura que sente “a necessidade enorme de gritar a verdade ao mundo, que é que um filho nunca vai lembrar às circunstâncias (de um estupro), porque é uma pessoa absolutamente diferente. Pelo contrário, vai te ajudar a sanar as feridas, vai te dar alegria e sentido a sua existência”.

“Falo desde a minha própria experiência e não como os abortistas que falam sem sequer conhecer ou ter passado por uma experiência destas, porque a maioria de quem apoia o aborto nunca abortou”.

Verónica assegurou que “as mulheres que, enganadas abortam, depois são defensoras da vida”.

“Os abortistas não se preocupam com a mulher como aparentam fazê-lo. Se se preocupassem realmente, não ofereceriam um aborto, mas pelo contrário ofereceriam ajuda para que ela possa sair adiante com seu filho”, assinalou.

Se para os que promovem o aborto realmente lhes importasse o sofrimento da mulher “aceitariam realidades como a síndrome pós-aborto, aceitariam que a vida começa na fecundação do óvulo como o dizem os cientistas”.

Verónica criticou que os abortistas “reclamam ‘direitos’ da mulher e eles são os primeiros em passar por cima deles”.

“As mulheres têm direito a uma maternidade, e eles passam por cima deste formoso dom convertendo o ventre das mulheres no túmulo do seu próprio filho”, criticou.

“O aborto não faz com que a gravidez deixe de existir, matar não é uma opção, é a pior decisão”, indicou, acrescentando que enquanto que a vida engendra vida, o aborto produz “morte, dor, pranto, desespero, angústia e uma culpa que muito dificilmente será apagada de sua mente, de sua alma, de seu ser”.

Verónica exigiu que os abortistas não brinquem “com a dor da mulher e de muitos homens que também são vítimas de um aborto”.

Remarcando que a defesa da vida frente ao aborto não é um tema religioso, Verónica Cardona convidou a “católicos, cristãos, evangélicos, ateus e a todos os que estão a favor da vida” a que “não nos cansemos de ser a voz daqueles, que embora tenham voz e direitos, os querem calar desde o ventre”.

Citando ao fundador de Laços de Amor Mariano, Rodrigo Jaramillo, Verónica sublinhou que “quem aborta a uma criança do seu ventre, aborta a Jesus do seu coração”, pois “Jesus é a mesma vida”.

Verónica também revelou que “por graça de Deus pude perdoar o meu pai, olhá-lo aos olhos e agradecer-lhe por ter me dado a vida”, e embora sua filha, que atualmente tem cinco anos “ainda não sabe bem tudo o que aconteceu”, está decidida a ir contando pouco a pouco tudo, pois “ela tem direito a saber a verdade”.

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* Espanha: três mil profissionais CONTRA experiências com células tronco embrionárias.

quarta-feira, novembro 7th, 2012

Fez um ano que o Tribunal de Justiça da União Europeia ditou a sua sentença sobre o caso Brüstle versus Greenpeace, para resolver uma questão levantada pelo Tribunal Supremo da Alemanha sobre a possibilidade ou não de se patentearem procedimentos com células progenitoras neuronais obtidas a partir de células-tronco embrionárias.

A sentença proibiu, sem deixar dúvidas, a possibilidade de se registrar em toda a Europa qualquer patente que seja fruto de pesquisas nas quais tenham ocorrido a manipulação e a destruição de embriões humanos, assim como a sua utilização para fins comerciais e industriais. O tribunal se fundamenta na legislação europeia sobre patentes, que impede o patenteamento do corpo humano em qualquer etapa do seu desenvolvimento, e no respeito à dignidade humana desde a fecundação.

A sentença europeia contradiz diretamente a legislação espanhola sobre a reprodução humana assistida e sobre a pesquisa biomédica, já que a Espanha permite a seleção e a destruição de embriões, assim como a sua manipulação e inclusive a clonagem. “É paradoxal que, nesta época de corte de verbas, a Espanha continue financiando projetos de pesquisa com células-tronco embrionárias que descumprem a legislação europeia, têm um custo alto e, depois de dez anos, não deram nenhum resultado terapêutico”, afirma Teresa García-Noblejas, secretária geral da Associação Profissionais pela Ética.

Por esse motivo, informa a associação, mais de três mil cientistas, pesquisadores e professores universitários, e cerca de vinte associações e entidades como os Profissionais pela Ética, a CiViCa e a Associação de Bioética de Madri, assinaram um manifesto que, baseando-se na sentença do Tribunal da União Europeia, solicita do governo espanhol uma mudança radical na legislação do país, bem como o fim da destruição de embriões humanos e o cancelamento da aplicação de recursos públicos em projetos que os manipulem ou destruam.

“Em vez disto”, explica García-Noblejas, “pedimos que suficientes recursos econômicos sejam empregados em projetos que usem células-tronco adultas e células IP, que estão rendendo notáveis e numerosos casos de sucesso. A entrega do Prêmio Nobel de Medicina ao japonês Shinya Yamanaka, considerado o pai das células IP (células-tronco pluripotenciais obtidas a partir de células adultas), respaldou esta linha de pesquisa”.

Entre os mais de três mil assinantes do manifesto, encontram-se cientistas renomados no país, como Nicolás Jouve dela Barreda, César Nombela, Mónica López Barahona, pesquisadores como Celia Sánchez Ramos, Mireya Santos, Gerardo Martínez Albillos, Maria Consuelo Soler e Josep M. Tomé Cubiró. Entre os médicos, José Antonio Usandizaga, José Jara, Adolfo Sequeiros e Antonio García García. Juntamente com eles, professores universitários de diversas disciplinas, como José Miguel Serrano Ruiz-Calderón, Ignacio Sánchez Cámara, Antonio Barcelona e Daniel Turbón.

O manifesto, com a sua lista de assinaturas, será apresentado dentro em breve à ministra espanhola da Saúde, Ana Mato, solicitando que a legislação do país e os campos de pesquisa sejam adaptados à normativa europeia.

Para saber mais sobre esta iniciativa: www.professionalesetica.org

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* 82% dos brasileiros é contra a legalização do aborto, constata Pesquisa do Senado.

segunda-feira, novembro 5th, 2012

Uma pesquisa realizada pela Agencia Senado confirma resultados de consultas anteriores: os brasileiros se opõem à realização do aborto quando a mulher não deseja levar adiante a gravidez. A sondagem de opinião pública foi realizada à luz da reforma do Código Penal, atualmente em debate em Brasilia, e que poderia ampliar as cláusulas em que o crime do aborto não é penalizado no país. A pesquisa realizada no último 23 de Outubro revelou que 82% dos consultados rejeita a legalização do aborto.

aborto_82_contra.jpg

“Atualmente, a legislação brasileira permite a realização de aborto em casos de estupro ou quando a continuidade da gravidez trouxer risco de morte à mulher. O Supremo Tribunal Federal também autorizou a interrupção da gravidez quando for comprovada a ocorrência de anencefalia – doença caracterizada pela má formação total ou parcial do cérebro do feto. O Código Penal deve estabelecer os casos nos quais o aborto pode ser realizado com amparo legal”, indica a nota da Agência Senado.

“Segundo 82% dos entrevistados na pesquisa do DataSenado, a lei não deve permitir que uma mulher realize o aborto quando ela não quiser ter o filho”, destaca a nota de imprensa da agência.

Mídia e meias verdades

Para o perito em demografia da organização pró-vida “Human Life International”, o boliviano Mario Rojas, o resultado da resposta do público diante destas “circunstâncias concretas” não é de surpreender: “Não é raro que isto aconteça nas sociedades em que a mídia fala com meias verdades sobre o aborto, afirmando que a sua realização é uma via legítima e eficaz para diminuir a mortalidade materna”.

“Está amplamente documentado que a mortalidade materna não tem relação alguma com o fato do ser ou não legalizado, a relação direta está vinculada ao nível de educação da mulher e os serviços obstetrícios de antes, durante e depois da gravidez”, assinalou.

Um estudo citado pelo perito da Human Life International foi realizado no Chile com informações recolhidas durante cinqüenta anos. Ele confirma que um maior acesso ao aborto não produz uma diminuição na taxa de mortalidade materna.

A pesquisa “Nível de educação das mulheres, instalações da saúde materna, legislação sobre o aborto e mortalidade materna: um experimento natural no Chile desde 1957 até 2007″, foi publicada no dia 4 de maio no PLOS One, a maior revista científica do mundo e foi liderado pelo Dr. Elard Koch.

Uma das descobertas mais importantes dessa pesquisa foi que, ao contrario do que dizem as hipóteses sustentadas pelos abortistas, desde que o aborto foi declarado ilegal no Chile, no final da década de 1980, a taxa de mortalidade materna diminuiu de 41.3 até 12.7 por cada 100.000 crianças nascidas vivas. Isto significa uma redução de 69,2 por cento.

O Dr. Elard Koch, epidemiologista e principal autor do estudo, destacou que “definitivamente, a proibição legal do aborto não está relacionada com as taxas globais de mortalidade materna”.(JS)

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* Papa: Valores inegociáveis: Vida, Família e educação dos filhos.

quarta-feira, setembro 5th, 2012

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
AOS PARTICIPANTES NO CONGRESSO PROMOVIDO
PELO PARTIDO POPULAR EUROPEU

Ilustres Parlamentares

Senhoras e Senhores!

Sinto-me feliz em receber-vos por ocasião dos Dias de Estudo sobre a Europa organizados pelo vosso grupo parlamentar. Os Pontífices Romanos prestaram sempre uma especial atenção a este Continente. Por conseguinte, a audiência de hoje é oportuna e insere-se numa longa série de encontros entre os meus predecessores e os movimentos políticos de inspiração cristã. Agradeço ao Deputado Pöttering as palavras que me dirigiu em vosso nome e manifesto-lhe, assim como a todos vós, as minhas cordiais saudações.

Actualmente a Europa deve enfrentar questões complexas de grande importância, como o crescimento e o desenvolvimento da integração europeia, a definição cada vez mais completa da política de proximidade no seio da União e o debate do seu modelo social. Para alcançar estes objectivos, será importante inspirar-se, com fidelidade criativa, na herança cristã que contribuiu de modo particular para forjar a identidade deste continente. Valorizando as suas raízes cristãs, a Europa será capaz de oferecer uma orientação segura às opções dos seus cidadãos e das suas populações, fortalecendo a sua consciência de pertencer a uma civilização comum, e alimentará o compromisso de todos para enfrentar os desafios do presente para o bem e para um futuro melhor.

Portanto, aprecio o reconhecimento, da parte do vosso grupo, da herança cristã da Europa que oferece orientações éticas preciosas para a busca de um modelo social que satisfaça adequadamente as exigências de uma economia já globalizada e responda às mudanças demográficas, garantindo crescimento e progresso, tutela da família, iguais oportunidades na instrução dos jovens e solicitude pelos pobres.

Além disso, o vosso apoio à herança cristã pode contribuir de modo significativo para derrubar aquela cultura tão difundida na Europa que limita na esfera privada e subjectiva a manifestação das próprias convicções religiosas. As políticas elaboradas partindo desta base não só implicam o repúdio do papel público do cristianismo, mas, mais em geral, excluem o compromisso com a tradição religiosa da Europa, que é tão clara apesar das suas variedades confessionais, ameaçando desta forma a própria democracia, cujo vigor depende dos valores que promove (cf. Evangelium vitae, 70). A partir do momento que esta tradição, precisamente no que podemos definir a sua união polifónica, transmite valores que são fundamentais para o bem da sociedade, a União Europeia só pode receber um enriquecimento do compromisso com ela. Seria um sinal de imaturidade, ou até de debilidade, optar por se opor a ela ou por ignorá-la, em vez de dialogar com ela. Neste contexto, é necessário reconhecer que uma certa intransigência secular demonstra ser inimiga da tolerância e de uma visão sadia da sociedade. Portanto, sinto-me feliz pelo facto de o tratado constitucional da União Europeia prever uma relação estruturada e permanente com as comunidades religiosas, reconhecendo-lhes a sua identidade e o seu contributo específico.

Sobretudo, tenho esperança de que a realização eficaz e correcta deste relacionamento comece agora, com a cooperação de todos os movimentos políticos independentemente das suas orientações. É preciso não esquecer que, quando as Igrejas ou comunidades eclesiais intervêm no debate público, manifestando dúvidas ou recordando certos princípios, com isso constitui uma forma de intolerância ou uma interferência porque tais intervenções são unicamente destinadas a iluminar as consciências, permitindo que elas se movam livre e responsavelmente segundo as exigências autênticas de justiça, mesmo quando isso pudesse entrar em conflito com situações de poder e com interesses pessoais.

No que se refere à Igreja Católica, o interesse principal das suas intervenções no campo público é a tutela e a promoção da dignidade da pessoa e, por conseguinte, ela chama conscientemente a uma particular atenção aos princípios que não são negociáveis. Entre eles, hoje emergem os seguintes:

Tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concepção até à morte natural;
reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como união entre um homem e uma mulher baseada no matrimónio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uniões que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu carácter particular e o seu papel social insubstituível;
tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos.

Estes princípios não são verdades de fé mesmo se recebem ulterior luz e confirmação da fé. Eles estão inscritos na natureza humana e, portanto, são comuns a toda a humanidade. A ação da Igreja de os promover não assume, por conseguinte, um carácter confessional, mas dirige-se a todas as pessoas, prescindindo da sua filiação religiosa. Ao contrário, esta acção é tanto mais necessária quanto mais estes princípios forem negados ou mal compreendidos porque isto constitui uma ofensa contra a verdade da pessoa humana, uma grave ferida infligida à própria justiça.

Queridos amigos, ao exortar-vos a ser testemunhas críveis e coerentes destas verdades fundamentais através da vossa actividade política e mais basilarmente através do vosso compromisso de levar uma vida autêntica e coerente, invoco sobre vós e sobre a vossa obra a permanente assistência de Deus, em cujo nome concedo a minha Bênção Apostólica a vós e a quantos vos acompanham.

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* “Sem amor, a vida humana não tem sentido”!

sexta-feira, agosto 3rd, 2012
Evento Life Happening 2012 é organizado pelo Movimento Italiano pela Vida

“O sim à vida envolve um compromisso de amor”, afirma a doutora P. Pellicano, do Centro de Regulação Natural da Fertilidade do Insituto Paulo VI, da Universidade Católica de Roma. A palestra de Pellicano abriu o segundo dia do evento Life Happening 2012, organizado pelo Movimento pela Vida, na Itália.

O homem não pode viver sem amor, porque a sua vida não teria sentido, diz ela. “A vida humana é uma experiência contínua de amor: desde a concepção, a criança se relaciona com a mãe graças a este vínculo profundo de amor”. Falar de amor, portanto, é falar de pessoa, e nele não há espaço para o egoísmo nem para o utilitarismo, que nos empurram a consumir em vez de doar.

Amar é doar-se. E aquilo que é doado só pode ser doado “totalmente” e “para sempre”, afirma a doutora Pellicano em sua palestra. Um doar-se parcial não seria doar-se de verdade, e doar-se com prazo seria o mesmo que emprestar-se. Só a totalidade do amor nos leva a compreender a beleza da vida humana e a reconhecer que o dom da fertilidade “é o momento da preparação, a fonte da vida”. É a fertilidade que expressa a capacidade de dar a vida, e é por isso que a união do amor e da vida explica a beleza da sexualidade.

A palestra seguinte, “Descobrir a maravilha da vida humana”, foi dada pela doutora B. Felicetta, ginecologista do Centro de Apoio à Vida, de Catanzaro. Ela aprofundou a maravilha da vida humana, “que é um caminho e um olhar”.

Toda pessoa é única e irrepetível, e é para isto que nós temos que olhar com estupor, com o mesmo olhar que nos faz acompanhar o crescimento da criança no útero da mãe e reconhecer a sua força e beleza. A vida, o amor e a sexualidade se tornam uma só coisa na explicação da maravilha da vida humana.

Para finalizar a sessão, o presidente italiano do Movimento Pela Vida palestrou sobre “O reconhecimento jurídico na Itália e na Europa da pessoa concebida”.

À tarde, os protagonistas foram os artistas do grupo Black Mamba, juntamente com 200 jovens hóspedes do Seminário Quarenghi. Depois de uma manhã de intensas reuniões e depoimentos, os jovens se divertiram em uma grande festa.

O nome do encontro foi “Diga um sim para a vida”, o mesmo que o grupo usa nas animações das Jornadas pela Vida em Catanzaro. Todas as músicas, revisitadas em estilo jazz-funk, abordavam nas letras a maravilha da vida. Das palavras do grupo, formado há quatro anos, transparece o desejo de comunicar a beleza da vida: “Quando tocamos, nós ficamos emocionados e vivemos pessoalmente a positividade que queremos transmitir”. A música é a maneira mais universal e simples de transmitir uma mensagem tão complexa como a do amor pela vida.

Os momentos de música se intercalaram com depoimentos sobre a experiência dos voluntários do Centro de Apoio à Vida de Catanzaro, que, diariamente, se doam para ajudar as mães e as famílias em dificuldade. O centro tem o compromisso de defender a vida nascente e promover a cultura do acolhimento, e é um modelo para todos os jovens que encontraram neste evento a inspiração para embarcar na jornada de voluntariado em sua própria cidade.

A edição do Life Happening 2012 prosseguirá com as palestras do doutor F. Ognibene, redator-chefe do jornal Avvenire, e do professor G. Gigli, que leciona neurologia na Universidade de Udine. Gigli abordará os estados vegetativos e a dignidade da pessoa.

Para mais informações sobre o evento:

www.seminarioquarenghi.blogspot.com

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