Posts Tagged ‘Vida’

* Jejum. Você o compreende bem?

terça-feira, março 9th, 2010

Nuno Serras Pereira

Na atual disciplina canónica da Igreja o preceito de jejum só obriga na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa e somente às pessoas, se a memória não me atraiçoa, entre os 14 e os 59 anos. Normalmente considera-se que cumpre este exercício quem ao pequeno-almoço come um simples papo-seco, toma um almoço completo, ingere duas bolachas ao lanche, para enganar o estômago, e janta uma sopa com uma fruta ou meia carcaça.

Porém, é de notar algumas coisas:

a) O fato de o jejum só ser obrigatório naqueles dois dias não significa que só se pode fazer naqueles dias. Por isso, há um número significativo de cristãos, de todas as vocações, que jejuam o ano inteiro – por exemplo, todas as sextas-feiras, ou todas as quartas e sextas, ou ainda às segundas, quartas e sextas; ou então ao sábados em honra de nossa Senhora, e nas suas festas.

b) Há pessoas que não se contentam com aquelas condições mínimas que referimos acima e, por isso, jejuam a pão e água, admitindo muitas delas o café, chá ou algum refresco açucarado. Há ainda o caso mais radical de algumas pessoas que não ingerem alimento algum, mas somente água, chá ou café, durante 24h ou mesmo 48h ou 72h.

c) Não se pode ainda esquecer o caso das pessoas que por questões de saúde poderão estar impedidas de jejuar de qualquer maneira ou pelo menos nas formas mais exigentes. Conheço, por exemplo, uma pessoa que na sua juventude fez grandes jejuns e que agora em virtude de uns medicamentos que tem de tomar, que lhe abrem de tal modo o apetite vê-se em grandes dificuldades de o fazer.

d) É ainda de grande importância atender ao estado e condição concreta de cada um. Por exemplo, não se pode pedir a um pai de família que jejue com o mesmo rigor de uma Carmelita Descalça. Por outro lado, seria também absurdo pedir o mesmo jejum a um estivador ou a uma digitadora.

e) Acresce que como o jejum é um meio e não um fim (o fim é sempre o maior amor a Deus e ao próximo) importa muito discernir se no modo como está a ser feito ajuda ou se pelo contrário estorva o caminho de santidade. Se, por exemplo, o jejum está tornando a pessoa soberba em vez de humilde, brutal em vez de mansa é sinal de que não é agradável a Deus. Por todas estas razões acima enumeradas cada um deverá estudar-se bem para saber como comportar-se. E uma vez que, como diz a sentença, ninguém é bom juiz de si próprio é de toda a conveniência que se consulte com o seu confessor habitual, com o seu assistente espiritual e, se for caso disso, com o seu médico.

f) De qualquer modo, uma pessoa que não possa prescindir do alimento em quantidade normal poderá sempre renunciar a comer coisas de que mais gosta: bolos, doces, chocolates, vinho, bebidas brancas, etc., o que também é uma forma de jejum.

g) Para além do jejum de comida pode a pessoa treinar-se com outro tipo de jejuns, renunciando a coisas legítimas para se fortalecer na capacidade de repudiar as ilícitas ou pecaminosas. Deste modo pode fazer jejum da boca, guardando silêncio – pode assim aprender a não contar os defeitos e pecados do seu semelhante; pode jejuar dos ouvidos, abstendo-se de participar em conversas ociosas ou de ouvir música – e assim aprender a não dar ouvidos a boatos e intrigas, e a dar maior atenção aos sentidos espirituais interiores em detrimento das melodias exteriores; pode jejuar dos olhos, renunciando ao cinema ou a programas televisivos para se dedicar à leitura e meditação da Palavra de Deus.

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* O absurdo destino dos embriões congelados.

terça-feira, março 2nd, 2010
Entrevista com o professor de direito Brian Scarnecchia - Por Andrea Kirk Assaf

João Paulo II pediu aos técnicos da fertilidade que deixassem de criá-los. Donum Vitae, publicada em 1997 pela Congregação para a Doutrina da Fé, falou do “absurdo destino” ao qual haviam sido condenados. O programa Baby Snowflake, lançado em 1997, facilitou sua adoção ou “resgate”.

Hoje, existem ao redor de 400.000 embriões humanos criados através da fertilização in vitro, com suas vidas suspensas em recipientes de nitrogênio líquido, aos que o falecido presidente da Pontifícia Academia para a Vida, doutor Jerôme Lejeune, chamava de “latas de concentração”.

Dado que o pedido da Igreja Católica de não criar este dilema bioética foi desatendido por muitas companhias biofarmacêuticas, o Vaticano se vê agora obrigado a fazer um juízo moral sobre centenas de milhares de vidas congeladas.

Brian Scarnecchia, presidente do International Solidarity and Human Rights Institute e professor de Direito da Ave Maria Law School, proferiu recentemente uma conferência sobre este cada vez mais complexo assunto, no Conselho Pontifício “Justiça e Paz”.

Nesta entrevista, o professor explicou as complexas questões morais implicadas no debate sobre o destino dos embriões congelados.

–Como chegou a ser convidado a falar sobre embriões congelados no Vaticano?

–Scarnecchia: Estive aqui no Fórum de Roma, num congresso de organizações não governamentais católicas, patrocinado pela Secretaria de Estado do Vaticano e vários dicastérios. Eles tinham previsto um plano de estudos que incluía conferências sobre economia, desenvolvimento, direitos humanos e bioética. Eu ia apresentar duas conferências para o Fórum de Roma sobre os direitos humanos fundamentais.

A secretária do Fórum de Roma, a doutora Fermina Alvarez, pediu-me que apresentasse uma conferência no Conselho Pontifício “Justiça e Paz”, no Palácio São Calixto, e também convidou a participar diferentes pessoas que trabalham com Congregações e Pontifícios Conselhos do Vaticano reunidas nesse palácio. Assim, quando me dei conta que estaria falando principalmente a pessoas que já trabalham com a Santa Sé, quis investigar e obter informação sobre um tema no qual há questões doutrinais ainda em consideração.

–Está tudo ainda sujeito a debate, dado que a questão ainda não foi fechada pela Congregação para a Doutrina da Fé?

–Scarnecchia: Não, certamente não – desde o momento em que a Donum Vitae foi apresentada em 1987, condenou-se o congelamento de embriões humanos, condenou-se a fertilização in vitro, e a maternidade sub-rogada foi declarada ilícita e condenada. Pode-se pensar que aquilo teria resolvido o problema, mas, naturalmente, não se abordavam todas as questões.

Por exemplo, a Donum Vitae dirigia-se principalmente à chegada de um ser humano através de uma concepção que não foi o fruto de um ato de amor conjugal entre um esposo e uma esposa, mas que se produziu in vitro, isto é, em uma placa de Petri de vidro. Esse procedimento foi claramente condenado, como também o congelamento de embriões “extra” ou “sobrantes”.

No entanto, criaram-se milhares de embriões congelados, e a pergunta que parte de muitas pessoas bem intencionadas é se uma mulher, diferente da mãe, pode levar um embrião congelado transplantado em seu seio sem se converter em uma mãe sub-rogada.

Alguns especialistas em bioética fiéis ao Magistério, e que não são dissidentes em absoluto, que estavam preocupados com o destino destes embriões congelados, argumentaram que o resgate ou a adoção de um embrião congelado não é maternidade sub-rogada. Uma sub-rogação, segundo este argumento, seria o caso de alguém que, por amor ou por dinheiro, toma um embrião em seu ventre com a intenção de dá-lo a outro – “estou fazendo por minha irmã, estou fazendo por minha filha, eu faço por 20.000 dólares”. Uma mulher não se converte em mãe substituta, argumentaram, se ela não tinha a intenção de dar o filho depois do nascimento, mas de adotá-lo.

Este enfoque foi criticado porque implicaria o colapso dos motivos no ato moral. Bioéticos críticos com a adoção de embriões se opuseram e disseram que mais importante que a motivação pessoal é o ato moral, que eles entendem que é o ato de ficar grávida de uma criança de outra pessoa.

Estes especialistas em bioética argumentaram que se a transferência de um embrião congelado no ventre de uma mulher era sub-rogação em si, seria intrinsecamente mau e não poderia fazer-se sob nenhum bom motivo, nem sequer para salvar a vida do embrião congelado.

–Houve alguma resolução sobre esse debate na Igreja?

–Scarnecchia: Bem, esse debate continuou durante 20 anos, entre 1987-2008. Então, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou a Dignitas Personae. Em seu parágrafo 19, oferecia uma resolução deste debate. Minha fala voltava-se onde Dignitas Personae o havia deixado e sobre o que não completava ainda.

O parágrafo 19 diz que quem é geneticamente estranha ao embrião, quem através da transferência heteróloga de embriões fica grávida de uma criança que geneticamente não é sua, participa de ato similar à fecundação in vitro heteróloga e/ou aluguel de ventre, e portanto não era um ato lícito. Assim, não é lícito adotar um embrião para aumentar o tamanho de sua família.

Nos Estados Unidos, existe o Programa Baby Snowflake, promovido pelo National Right to Life, como uma alternativa à pesquisa destrutiva destes embriões. Certamente, este era um movimento bem intencionado. Nesse momento, entre a Donum Vitae e a Dignitas Personae, os católicos podiam, em boa consciência, depois de pesar ambos lados do debate, adotar um embrião congelado. Após a publicação de Dignitas Personae, esta não parece ser uma opção que um católico possa realizar de boa fé.

Alguns especialistas em bioética que se opuseram à transferência heteróloga de embriões disseram que seria equivalente a um adultério tecnológico, que o fato de uma mulher ficar grávida com o filho de outro casal violaria o bem unitivo do matrimônio.

–Que questões ficaram sem resolver nesses dois documentos?

–Scarnecchia: Certos casos de “resgate” altruísta de embriões congelados. No paráfrago 19, afirma-se que, apesar da nobre intenção de salvar sua vida, resgatar os embriões congelados não seria muito diferente da fecundação in vitro heteróloga (que combina os gametas dos cônjuges) e a sub-rogação.

Minha fala foi sobre a situação de uma mãe que se arrepende do pecado da fertilização in vitro e quer recuperar seus próprios embriões congelados. Quando me foi pedido que assessorasse sobre esta questão no caso legal Evans v. UK, pendente do Tribunal Europeu de Direitos Humanos desde 2006, minha resposta foi que a mãe genética poderia resgatar seus próprios embriões congelados, sem se converter em uma sub-rogação e, assim, os membros católicos do Parlamento Europeu poderiam advogar por este resultado, em boa fé. Não esqueçamos que já nos anos 90 o doutor Jerôme Lejeune testificou ante tribunal que a mãe genética tem o dever de adotar medidas razoáveis para salvar ser “filhos pequenos” congelados nas “latas de concentração”.

Creio que o princípio que sublinha a objeção da Donum Vitae contra a fertilização in vitro é o caráter relacional da pessoa humana e, em particular, o dom de si que os esposos se prometem e que têm o dever de cumprir. Esta entrega mútua dos pais tem três fases. Em primeiro lugar, a mútua entrega está concedida e garantida na fase genética, quando os cônjuges, com alegria e livremente, entregam-se um ao outro em um ato de intimidade conjugal, que continua através da concepção natural: toda criança tem direito de ser concebida junto ao coração de sua mãe, à raiz de um ato livre de mútua entrega dos cônjuges. A segunda fase da entrega dos pais produz-se entre a concepção e o nascimento. Pode ser denominada fase de gestação: toda criança tem direito de ser criada no seio de sua mãe. E a fase final é a da formação: cada criança, depois do nascimento, tem direito de ser criada por seus pais até seu amadurecimento.

Em meu livro de próxima publicação, Bioética, Direito e Pensamento Social Católico (Scarecrow Press, 2010), argumento que quando a mãe genética toma seu embrião congelado de novo em seu seio, através da transferência homóloga do embrião, esse ato afirma o direito da criança à paternidade gestacional junto ao coração de sua mãe. Por outro lado, se um estranho genético faz isso, a criança sofre uma segunda violação de seus direitos através da transferência heteróloga de embriões, que a Dignitas Personae deixa claro que é análoga à fecundação in vitro heteróloga e a sub-rogação.

Outros especialistas em bioética sustentam pelo contrário que se cada concepção deve ser o resultado de um ato conjugal entre marido e mulher, como a Donum Vitae afirma,

então cada gravidez também deve surgir de um ato de união conjugal entre os esposos. Portanto, se a mãe genética fica grávida através de atos técnicos, eles argumentam que esta transferência do embrião homóloga suporia uma segunda violação dos direitos do embrião, e que a mãe, paradoxalmente, converter-se-ia em uma mãe sub-rogada de seu próprio filho. Parece-me que se, por analogia, uma gravidez ectópica tubárica se poderia resolver com êxito transferindo o embrião de seu lugar de implantação nas trompas de Falópio de sua mãe ao útero de sua mãe, poucos objetariam que a criança sofreria violação de seus direitos se sua vida se salvasse através de uma gravidez uterina iniciada por terceiros através de um ato de transferência embrionária homóloga.

Isso, a licitude da transferência homóloga do embrião, segue aberto e constitui uma lacuna importante que a Congregação para a Doutrina da Fé tem de abordar e resolver de uma maneira ou outra.

Zenit

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* A cada 26 segundos uma mulher aborta na União Européia.

segunda-feira, março 1st, 2010


A cada 26 segundos uma mulher faz um aborto na União Europeia, o que totaliza mais de 3300 por dia, constituindo “a principal causa de morte na Europa”, revela um relatório do Instituto de Política Familiar (IPF).

Nos últimos 15 anos (1994-2008) realizaram-se 28 milhões de abortos na Europa, similares à população de países como Roménia, Holanda ou quase toda a população da Dinamarca, Eslovénia, Estónia, Lituânia, Letónia, Malta, Luxemburgo e Chipre.

O relatório sobre o “Aborto da Europa 2010”, que será divulgado na terça feira no Parlamento Europeu, em Bruxelas, revela que se realizam mais de 1,2 milhões de abortos por ano nos 27 países da União Europeia (UE).

“Os dados apontam para milhares de tragédias pessoais, familiares e comunitárias”, que são um desafio prioritário para a sociedade em geral e para os governos, afirmou o presidente do IPF, uma federação internacional, Eduardo Hertfelder.

“Cada mãe que não tem outra opção senão abortar é um fracasso dos governos e da sociedade por não quererem ou não saberem ajudar”, sublinhou Hertfelder.

Para o IPF, é “necessário e urgente” que as autoridades apliquem uma verdadeira política de prevenção baseada no aumento da ajuda do Estado, com apoio económico para a mulher grávida, e na informação de prevenção, nomeadamente as alternativas ao aborto.

“Continuar a esconder a realidade não é a solução. É necessário ter um compromisso firme para a vida e fazer uma política eficaz da prevenção e ajudar as mães grávidas a ter as suas crianças”, sustentou o responsável.

O IPF considera essencial desenvolver políticas que assegurem os direitos das crianças e o direito das mulheres à maternidade e incluam o aborto com uma forma de violência contra as mulheres.

O relatório foi elaborado por uma equipa multidisciplinar com peritos de várias áreas, como demografia, psicologia e medicina, que analisou as questões mais significativas, com base na informação fornecida por várias organizações internacionais.

Fonte:

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* Argentina: Corte rechaça pedido de aborto para jovem violada.

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010

A Sala B da Câmara de Apelações de Comodoro Rivadavia na Argentina rechaçou o pedido de abortopara uma jovem de 15 anos que denunciou ter sido violada por seu padrasto.

Os juízes afirmaram que, tal como reconhece a legislação vigente, o direito à vida, neste caso da criança por nascer, é o primeiro direito humano e que o artigo 86 do Código Penal é inconstitucional.

A Câmara de Apelações de Comodoro Rivadavia confirmou a sentença da juíza de Família Verônica Daniela Robert e rechaçou novamente o pedido de aborto que tinha feito a mãe da adolescente. A jovem, que leva 17 semanas de gestação, teria sido violada pelo companheiro de sua mãe.

As violações vinham se produzindo desde que ela tinha 11 anos.

Os juízes Julio Alexandre e Fernando Nahuelanca consideraram que ao autorizar o aborto se violaria irremediavelmente o direito à vida da pessoa por nascer.

Alexandre assinalou que a legislação vigente garante o direito à vida e que o artigo 86 do Código Penal, que contém duas desculpas absolutórias para os casos de aborto, é inconstitucional.

O Código Penal neste compartimento, explicou Alexandre exige para que operem as desculpas absolutórias que o perigo para a vida ou a saúde da mãe “não possa ser evitado por outros meios” e isto não se provou no expediente.

Por sua parte o juiz Nahuelanca recordou que o artigo 18 da Constituição provincial garante o direito “à vida desde sua concepção”.

O terceiro membro do Tribunal, Nélida Susana Melero, votou em contra. A sentença poderia ser apelada ante o Superior Tribunal de Justiça de Chubut.

Dias atrás o Administrador Apostólico da Diocese de Comodoro Rivadavia, Dom Virginio Bressanelli, pediu que a jovem de 15 anos, violada na província do Chubut, não seja submetida a um aborto, porque isto não só significa a morte de um ser inocente, mas também aumentar o drama que a moça sofre nestes momentos.

ACI

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* Indiano de 80 anos casado com 4 mulheres espera 31º filho.

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010

Um agricultor indiano de 80 anos vai comemorar nos próximos meses a chegada de 31º filho, já que a terceira de seus quatro esposas está grávida de novo, informou hoje a agência indiana “Ians”.

“Eu ter uma grande família com quatro mulheres e 30 filhos é tudo presente e desejo de Deus”, disse o orgulhoso pai, Hussain Ali, sentado à porta de sua casa, um complexo de cabanas no estado indiano de Assam (nordeste).

O octogenário Ali, que balança no berço seu último rebento, uma criança de dois meses nascida da união com sua quarta esposa, vai ser pai de novo nos próximos meses.

E, apesar de dizer que sua memória continua intacta, a verdade é que ele só lembra os nomes de 15 filhos.

“Às vezes me esqueço dos nomes deles, mas os reconheço por suas caras”, afirma Ali, segundo quem a velhice não o fez perder a força. “Não julgue alguém por seu peso ou sua estatura. Tenho o coração jovem, mas não me casarei mais. Sou feliz com meus 30 filhos e o que uma das minhas esposas está esperando”, acrescentou.

O agricultor, que não se arrepende de ter formado uma família tão numerosa, considera suas quatro esposas “muito boas e carinhosas”.

O clã vive em cabanas separadas em um mesmo lugar no município de Mohkhuli, no distrito de Lakhimpur, onde Ali tem de se virar para conviver por turnos com todas elas.

“Minhas esposas e minhas crianças não reclamam”, destacou o agricultor.

As quatro mulheres asseguram que Ali é um marido e um pai responsável, que oferece o mesmo trato a cada membro da família.

“É um bom homem e muito responsável”, disse Mohirun Nessa, a primeira das esposas de Ali, com quem teve 11 filhos.

EFE

***

Quanta falta faz o evangelho na vida de pessoas boas e generosas, porém conduzidas por principios que ferem a dignidade das “esposas”, do matrimônio e dos filhos, cujo nome não consegue guardar.

Talvez possa se achar que o ” crescei “ biblico seja uma ordem de seguir – sem critério – a natureza.

Na verdade a Igreja fala da paternidade responsável, que exige uma generosa abertura à vida,com RESPONSABILIDADE.

Porém responsabilidade não pode ser usada como desculpa para – em nome dela- esconder razões egoistas e motivações mesquinhas de ter menos filhos do que se deveria e do que exige uma VERDADEIRA abertura à vida!

Muitas vezes nossas razões não passam pelo crivo do amor e da obediência ao Senhor .

A Paternidade responsável exige abertura a vida ou mesmo o não ter mais filhos, segundo critérios basedos no responsável amor e não no egoismo.

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* Paciente em coma consegue se comunicar por pensamento.

quinta-feira, fevereiro 4th, 2010


Estudo publicado  pelo New England Journal of Medicine mostra que um paciente em estado vegetativo há cinco anos conseguiu responder “sim” e “não” para médicos por meio do pensamento.

De acordo com reportagem do jornal espanhol El Pais, os sinais de consciência foram detectados por um scanner de última geração.

Ao ser questionado com perguntas simples, o paciente teve detectado pelo scanner a ativação de determinadas zonas do cérebro que, segundo especialistas, seriam as mesmas zonas ativadas na mente de uma pessoa considerada sã.

De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, a descoberta pode modificar o modo de tratamento dos pacientes em coma.

Veja reportagem do Jornal em espanhol,abaixo.

Essa notícia é devastadora para aqueles que se acham no direito de, através da Eutanásia matar pessoas que, como podemos constatar pelo avanço da ciência, teem conseguido se comunicar e quase “gritar” para dizer que estão VIVAS !

***

Un hombre al que se consideraba en estado vegetativo desde hace cinco años ha logrado comunicarse y responder o no a preguntas de sus médicos usando únicamente su mente, según revela un estudio en el que han participado científicos de las universidades de Lieja (Bélgica) y Cambridge (Reino Unido), cuyas conclusiones publica el New England Journal of Medicine y que, según los expertos, puede modificar el modo de tratar a los pacientes en coma.

El hombre, de 29 años y procedente de un país de Europa del Este, sobrevivió a un accidente de carretera en 2003. No puede moverse ni hablar, por lo que desde entonces se le creía en estado vegetativo. Pero tras detectar en él signos de consciencia, los científicos decidieron aplicar un escáner de última generación sobre su cerebro mientras le realizaban cuestiones sencillas como “¿su padre se llama Thomas?”. Los resultados mostraron que, al detectar la pregunta, se activaban las mismas zonas de su mente que las que se pondrían en marcha en una persona sana.

“Nos quedamos atónitos cuando vimos el resultado del escáner del paciente. Era capaz de responder correctamente a cuestiones simplemente modulando sus pensamientos, que fueron fácilmente descodificados por la máquina”, explica Adrian Owen, profesor de neurología de la Universidad de Cambridge.

El estudio se realizó con 23 pacientes considerados en coma. En cuatro de ellos, el escáner detectó signos de conciencia. “Personas aparentemente en coma podrían ser interrogadas sobre su dolor”, asegura la neuróloga belga Audrey Vanhaudenhuyse, que advierte, no obstante, que “no todos los pacientes en estado vegetativo tienen actividad cerebral”. El escáner podría igualmente “permitir a los pacientes expresar sentimientos y decidir ellos mismos sobre cuestiones como la eutanasia”, añade el profesor Steven Laureys, de la Universidad de Lieja.

El caso de este paciente recuerda a otro parecido revelado recientemente, el del belga Rom Houben, al que se consideró en coma durante 23 años tras un accidente de tráfico. Con ese criterio se le trató hasta que una revisión de las pruebas permitió a los investigadores de la Universidad de Lieja aventurar que no estaba tan desconectado.

Su historia trascendió a la prensa hace dos meses, pero entonces los científicos sólo adelantaron que Houben podía comunicarse mediante un dispositivo conectado a un ordenador.

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* Sua familia é grande ou pequena? Leia isto..

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010

Patricia Donesteve é arquiteta, Pablo Poole estudou no ICADE (Instituto de Direito e Administração da Pontifícia Universidade de Comillas, Espanha), e fez mestrado no IESE (Espanha). Casaram-se há 16 anos e têm agora 10 filhos.

Opus Dei -

Embora tenham pouco mais de quarenta anos de idade, qualquer um dos dois poderia responder a uma ampla entrevista sobre suas respectivas profissões. Patricia possui uma experiência notável em coordenação de projetos de desenho de interiores – deu também aulas na escola oficial de Joalheria – e Pablo está há anos na mesma multinacional do setor energético, onde trabalhou em várias áreas e esteve “em quase todos os negócios”, desde energias renováveis à área de fornecimento.

Opus Dei -

Poderiam falar também das respectivas origens, ou de como se conheceram, dos anos que passaram na Colômbia, dos bons momentos e daqueles que não o foram tanto, das suas escolhas e renúncias, de como cada filho lhes trazia um “pão debaixo do braço”: às vezes sutilmente, outras de forma tão patente que chegava a notícia de um projeto ou de um aumento no próprio dia da notícia da gravidez ou no dia do parto. Ela tem sete irmãos e é de Vigo (Espanha), enquanto ele tem quartorze irmãos e é de Bilbao (Espanha), motivo pelo qual Pablo se atreve a brincar que “de certo modo, também temos uma família numerosa por tradição”. Patricia esquiava muito bem e Pablo era monitor de Vela; mas se casaram, começaram a chegar os filhos… e, agora, o seu tema de conversa preferido é a família.

“Não só de conversa – interrompe Pablo. Nossa família é também o território no qual se desenvolvem os nossos interesses, as nossas preocupações… tudo”. “Ficamos com um pouco de vergonha – continua Patricia – de sermos entrevistados como se tivéssemos um mérito especial. O principal para levar adiante a família é contar com os filhos, com sua ajuda, com seus problemas, com suas perguntas e com suas respostas. Por exemplo, graças aos meus filhos, tenho muitas amigas, as mães dos seus amigos; e muitas oportunidades de falar com elas e de partilhar, aprender e também ensinar, por exemplo, proporcionando meios de formação cristã como aqueles que eu frequento”.

Opus Dei -

“Procuramos desfrutar da família em cada instante; todos, ou quase todos os momentos são bons para se tirar partido, mesmo que por vezes impliquem esforço” – diz Pablo em outro momento, talvez sem reparar que tudo o que diz vai parar na entrevista. “Ter uma família numerosa obriga-nos a estar sempre em forma, também espiritualmente”.

Opus Dei -

“A cultura do êxito leva, por vezes, a organizar a vida esquecendo o mais importante. E repare que a vida não é cor-de-rosa e a nossa também não; mas conviver com os filhos, educá-los com o exemplo e com as explicações, ajuda-nos a esforçar-nos por sermos melhores… e até a compreender melhor Deus Pai, que nos quer ainda mais do que nós aos nossos próprios filhos, que nos ama como somos e se derrete por nós, que só quer o nosso bem, está sempre atento às nossas necessidades… O que mais Lhe agrada das nossas obras é o amor com que as fazemos. Como o entusiasmo dos nossos filhos quando trazem um desenho para o dia dos pais…”

“Paulo fica logo sério quando fala destes temas” – diz Patricia. “Gostamos de desfrutar de cada momento com os filhos. Também participamos de várias atividades de orientação familiar e coordenamos o curso UM VERÃO DIFERENTE de Aula Familiar, uma ocasião magnífica para descansar, ocupar o tempo livre das crianças e formarmo-nos.”

Opus Dei -

São otimistas e reservados para contar as dificuldades. No vídeo não nos falam das noites em claro, nem das idas às emergências, nem das alterações de planos, das hipotecas ou do custo da escolaridade, mas de alguns episódios; nota-se facilmente que são dos que veem “oportunidades” onde às vezes apenas vemos “problemas”.

Fonte: Site da Opus Dei

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* Crer em Deus em tempos de tragédia.

segunda-feira, janeiro 18th, 2010

Eu estava no saguão do aeroporto quando um rapaz se aproximou. Suas palavras foram poucas. “Só os limitados intelectualmente acreditam em Deus!” Disse e saiu.

Eu fiquei engasgado com sua afronta. Num primeiro momento o meu desejo era dizer-lhe uns desaforos, mas não tive tempo.
Sua frase me perseguiu ao longo de todo o dia, mas aos poucos ela foi perdendo o seu poder de agressão.

A frase do rapaz me fez lembrar a regra de ouro da Hermenêutica, a ciência da interpretação. “Todo texto pede um contexto.” Eu não tive tempo para compreender o contexto da frase. Não sei qual foi a experiência religiosa que fomentou aquela compreensão. É bem provável que o rapaz tenha sido vítima de um discurso religioso opressor, pouco sensato. Esse discurso sempre fez parte das culturas humanas. Ensina uma crença que passa longe do bom senso. Interpreta o livro santo ao pé da letra, fundamenta em textos descontextualizados, e justifica com parcas teologias as absurdas caricaturas divinas que foram elevadas aos altares.

O insulto do rapaz me fez pensar na forma como creio em Deus.

Fez-me recordar meu tempo de magistério, quando em sala de aula eu vivia o desafio de propor que a religião só é possível quando os joelhos no chão sustentam uma cabeça que não tem medo de pensar. A fé em Deus não é afronta à inteligência. Não é preciso abrir mão da capacidade intelectiva para admitir a transcendência. E sobre isso gostaria de ter falado ao jovem moço.

Crer em Deus é mais trabalhoso do que não crer. Como tão bem sugeria o escritor mineiro, Guimarães Rosa, a fé é o discurso da terceira margem. Requer abstrações muito elaboradas. É através delas que interpretamos o mundo. Deus não nos aliena, mas nos contextualiza. É simples. Eu acredito na proteção divina, mas olho para os dois lados da rua antes de atravessá-la. É uma questão de bom senso. Não posso crer que Deus venha fazer por mim aquilo que só a mim compete. Não sei quem foi que disse, mas há uma frase bastante sugestiva que gosto muito “Nós só temos o direito de esperar pelo impossível depois de termos feito tudo o que nos foi possível.”

É verdade. Crer em Deus dessa forma é razoável. Não é nenhuma afronta à inteligência humana admitir essa crença. A maturidade espiritual nos sugere que a ação humana legitima no tempo a ação de Deus. Só assim podemos compreender o cuidado divino. O bem que Deus quer para o mundo passa o tempo todo pelas escolhas que fazemos. Se eu me descuido das questões do meu tempo é bem provável que Deus perca a oportunidade de agir no espaço onde estou situado. O ser humano é local teológico privilegiado da ação divina.

É por isso que a fé encarnada, vivida e experimentada sem alienações só pode fazer bem à sociedade. O mundo seria bem melhor se os religiosos do nosso tempo pregassem um pouco mais essa parceria: humano-divina. Deus nos concedendo os dons necessários, e nós realizando a tarefa nossa de cada dia. Talvez assim a gente conseguisse diminuir as tragédias no mundo.

Padre Fábio de Melo

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* Zilda Arns: A mártir em defesa da vida quando estão em evidência os mensageiros da morte.

quinta-feira, janeiro 14th, 2010

Fantástica reflexão feita pelo Reinaldo Azevedo e a associação que faz entre sua morte, defendendo a vida até o fim e por isso morrrendo, com os “abutres” defensores da morte (chamando de direito humano o assassinato de inocentes) como defendeu o recente ” Programa Nacional de Direitos Humanos”.

***

A médica e militante católica Zilda Arns e outros 11 militares morreram no terremoto do Haiti.

Todos conhecem o formidável trabalho que esta mulher fez à frente da Pastoral da Criança. Uma ação de inequívoco apelo social, mas também de grandeza moral. Em vez de usar as dificuldades da população pobre como matéria de proselitismo, a exemplo de um sem-par de ONGs movidas a vigarice política, Zilda seguia a máxima cristã: deixava-se conhecer pela Palavra, mas também pela obra. A famosa “farinha múltipla” salvou certamente milhares de vidas. Como poderia dizer o grande poeta Bruno Tolentino, não é “mundo como idéia” que faz a realidade; é a realidade que fornece os elementos para que possamos conceituá-la. Zilda, como se diz, metia a mão na massa, trabalhava efetivamente para minorar o sofrimento daquelas pessoas que as esquerdas preferem chamar “os oprimidos”.

Não faz tempo, no surto de boçalidade que volta e meia toma conta do debate, especialmente na nossa gloriosa imprensa, Zilda chegou a ser tratada com certo menoscabo. A médica católica, a trabalhadora incansável em defesa das crianças, cometia dois pecados imperdoáveis para os brutos, para os ignorantes: era contra o aborto e se opunha à aprovação das pesquisas com células-tronco embrionárias. Em abril de 2008,  o Conselho Nacional de Saúde, instância deliberativa do SUS, aprovou a pesquisa. Dos 39 conselheiros presentes, só houve um voto contrário: o de Zilda.

São “brutos” e “ignorantes” todos os que não concordam com o seu ponto de vista? Não! A estupidez está em não reconhecer que a posição da médica  — que, sim, de fato, também é a minha — está assentada numa ética muito sólida, que não aceita negociar com a vida humana, qualquer que seja o pretexto. “Mas isso não é negociar etc”. Ok, estamos diante de um bom debate. Neste blog mesmo, como sabem, publico opiniões contrárias à minha, desde que o interlocutor não opte pela demonização do contraditório. É inaceitável, por exemplo, que se tente transformar a divergência num choque de “modernos” e “atrasados”. Porque isso me obrigaria a indagar se matar o feto é “moderno” em qualquer mês de gestação — o nono, por exemplo… Não sendo, o que distingue, essencialmente, o feto do nono mês do feto do, sei lá, segundo?

Bem, não quero retomar aqui, não agora, o longo debate envolvendo esses dois temas. O que pretendo reiterar é que Zilda Arns foi um exemplo notável de coerência, de dedicação à causa dos direitos humanos. Zilda morre, em missão num país paupérrimo, no momento em que as múmias bolcheviques, com o traseiro posto em suas cadeiras e a cabeça voltada para utopias liberticidas, incluem o descriminação do aborto como um dos “direitos humanos” — O QUE É UM ESCÂNDALO —, morre a médica do “passo”, não  a do “paço”, para ficar numa distinção de Padre Vieira; morre a médica que caminhava para levar assistência aos necessitados, em vez de se aboletar nos palácios.

Enquanto a esquerda de gabinete celebrava a sua tara pela morte (…), Zilda celebrava a vida no Haiti. Os contrastes são ainda mais evidentes: enquanto ela morreu para dar a vida — e se opunha ao aborto —, outros viveram para matar, consideram o aborto uma redenção e tentam impô-lo à sociedade como medida de mero bom senso. Zilda se torna, assim, simbolicamente, uma espécie de mártir da causa da vida; os promotores do tal decreto se tornam, assim, agentes da morte.

Quando leio o que dizem algumas senhores pró-aborto de um movimento chamado “Católicas Pelo Direito de Decidir”, confesso que sinto certa sublevação estomacal. Em primeiríssimo lugar, quem é católico MESMO sabe que não tem “direito de decidir” sobre essa matéria. Zilda sabia: o ÚNICO caminho é a subordinação à doutrina.  Em segundo lugar, as pessoas são livres, aí sim, para renunciar ao catolicismo, que é uma escolha, não uma imposição.

Zilda morreu como viveu: servindo ao próximo, mudando objetivamente a vida das pessoas, atuando em favor dos mais necessitados, sem deixar que as condições as mais extremas abalassem a sua fé, os seus princípios, a sua disciplina católica. Mas não faltará, vocês verão, quem vá buscar ambigüidades em sua atuação, tentando ver uma antítese entre essa abnegação e sua subordinação aos princípios doutrinários da Igreja Católica.

Contradição? Zilda viveu a inteireza da experiência católica: deixou-se conhecer pela Palavra e pelas Obras. Foi, acima de tudo, coerente. E celebramos a sua obra e a sua fé.

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* Milagre inexplicável pela medicina.

terça-feira, janeiro 12th, 2010

Tracy Hermanstorfer beijava seu filho recém-nascido, Coltyn, na conferência de imprensa, em 28 de dezembro de 2009 no Memorial Hospital, em Colorado Springs.

O fato é que na noite de Natal os dois foram declarados mortos pelos médicos do hospital.

Mike, o marido, segurava a mão dela quando começaram os trabalhos de parto no hospital. Mas, inesperadamente, ela deixou de respirar. De acordo com os médicos, o coração de Tracy parou e os sinais vitais cessaram.

A reação imediata dos médicos foi salvar o bebê. Fizeram então uma cesariana. Mas, foi inútil: a criança também não dava sinais de vida.

Os médicos passaram o cadáver do recém-nascido para Mike que embalou o corpo flácido e sem vida, enquanto os médicos tentaram durante vários minutos, sem sucesso, ressuscitar a mãe.

O drama teve um desenvolvimento inesperado, mas digno de um conto de Natal. Após de segurar demoradamente em seus braços o corpinho inerte do bebê, este começou a dar sinais de vida sob o olhar dos médicos.

Logo a seguir, sua esposa inexplicavelmente voltou a respirar novamente.

“Me tremiam as pernas”, disse Hermanstorfer na conferência de imprensa. “Eu tinha perdido tudo no mundo, e numa hora e meia eu tinha recuperado tudo”.

Segundo a Dra. Stephanie Martin, ginecologa do Memorial Hospital, de Colorado Springs, a mãe “não dava mais sinais de vida. Não havia batimento cardíaco, nem pressão arterial, ela não respirava mais”, noticiou “The Huffington Post”. “Ela tinha uma cor cinza como sua blusa”, acrescentou à uma TV.(ver vídeos embaixo)

Depois da recuperação surpreendente, a mãe e o bebê, chamado Coltyn, passam bem, e não têm sinais de problemas, disse a Dra. Martin. A médica acrescentou não poder explicar a recuperação da mãe após a parada cardíaca.

“Fizemos uma avaliação exaustiva e não conseguimos encontrar nada que explique por que isso aconteceu”, disse a doutora.

O pai, Mike Hermanstorfer, atribui o fato “à mão de Deus”. “Nós temos fé… mas se houver alguém sem fé, precisará me explicar como isso aconteceu. Não há outra explicação”, enfatizou.

O casal concedeu já mais de duas dúzias de entrevistas à imprensa, informou o site local Colorado Connection. Tracy só notou ter perdido a consciência, mas não lembra de nada, mostra-se com muita saúde e muito comunicativa. Mike que acompanhou o caso está profundamente impressionado.

O fato ‒ além de um eventual conteúdo sobrenatural ‒ pôs mais uma vez em destaque os profundos e misteriosos relacionamentos entre as vidas da mãe e do filho.

E, por contraste, ressaltou o caráter monstruoso ‒ quase se diria satânico ‒ do aborto procurado em que a mãe participa do assassinato do próprio filho.

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* Dezenove anos depois, homem desperta de coma e surpreende a todos.

segunda-feira, janeiro 4th, 2010

Americano acorda após 19 anos em coma.


Um homem de Arkansas, nos Estados Unidos, recuperou a consciência depois de passar 19 anos em coma.

Terry Wallis, de 39 anos, sofreu um acidente em 1984, quando o carro em que viajava despencou sobre um riacho.

O motorista do carro morreu, e Wallis foi encontrado por equipes de resgate um dia depois do acidente, em coma.

Durante o período em que esteve em coma, Wallis perdeu muitos eventos históricos – inclusive a eleição do então governador de seu Estado, Bill Clinton, à presidência dos Estados Unidos.

Repentino

Há cerca de um mês, Terry Wallis espantou a família quando começou a falar repentinamente.

“Ele começou com ‘mãe’ e surpreendeu. Então, disse ‘pepsi’ e, depois, ‘leite’”, disse Alesha Bagdley, diretora social do Centro de Reabilitação do Condado de Stone. “E agora é qualquer coisa que ele queira dizer.”

Jerry Wallis, pai de Terry, disse que, desde que expressou a primeira palavra, seu filho “tem melhorado a cada dia”.

A mulher de Terry, Sandi, contou que toda a família sentia falta da companhia dele. “Tem sido difícil lidar com isso. Tem sido difícil constatar que o homem com quem eu casei não pode estar lá”, disse.

Terry também tem uma filha, Amber, que nasceu pouco antes do acidente.

Ela tem agora 19 anos e Terry – que ficou tetraplégico em conseqüência do acidente – disse que quer voltar a caminhar por causa dela.

‘Milagre’

A mãe do paciente, Angilee Wallis, disse que a recuperação de consciência do filho é um “milagre”.

“Não poderia dizer qual meu primeiro pensamento, eu apenas caí no chão”, contou.

Médicos do centro de reabilitação disseram que a recuperação de consciência de Terry Wallis pode se dever, em parte, ao fato de a família levá-lo para sair em fins de semana e ocasiões especiais.

“O médico disse que é por isso que ele lembra de coisas. Podemos ter mantido a mente dele funcionando”, disse Sandi Wallis.

Fonte: BBC Brasil

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* Adultos infantilizados que renunciam à própria responsabilidade?

sábado, dezembro 12th, 2009

Se não conseguimos crescer, como será possível educar os filhos?

Na semana passada, um amigo me enviou um email com o anúncio de um personal organizer. Ele sugeria que eu contratasse um desses “profissionais” para arrumar a minha mesa…

Eu detenho o título de autora da mesa mais bagunçada da Época desde que entrei na equipe da revista, em janeiro de 2000. Nesse quesito, sou imbatível. Na minha mesa, é possível encontrar, convivendo ecumenicamente lado a lado (ou um em cima do outro), um saco de salgadinhos, uma imagem de São Francisco de Assis, uma lagosta de borracha e um dicionário de sinônimos. Isso em apenas um cantinho. Às vezes preciso escrever com os cotovelos grudados no corpo, porque não tenho outro lugar para apoiá-los. Embora venha cogitando ter uma mesa organizada há umas duas décadas, na minha bagunça pessoal eu acho tudo e não perco nada – ou quase nada. É o meu jeito.

Mas há algo bem interessante na brincadeira do meu amigo. A multiplicação de termos como personal e coach diz muito sobre a época em que vivemos. E sobre os adultos que nos tornamos.

O conceito de infância, como o conhecemos, se consolidou no Ocidente a partir do século XVIII. Até o século XVI, pelo menos, assim que fossem desmamadas e conseguissem se virar sem as mães ou as amas, as crianças eram integradas ao mundo dos adultos. E, como tal, eram responsáveis pelas consequências de seus atos. A infância, como idade da brincadeira e da formação escolar, ao mesmo tempo com direito à proteção dos pais e depois à do Estado, é algo relativamente novo.

Nem sempre as crianças significaram a promessa para o futuro tanto de uma família como de uma nação. A infância não é um conceito natural ou determinado apenas pela biologia. Como tudo, é também ou principalmente uma invenção cultural, um fenômeno histórico implicado nas transformações econômicas e sociais do mundo dos humanos, em permanente mudança e construção.

Me parece que hoje há algo novo nesse cenário. A partir do século XXI, vivemos a era dos adultos infantilizados. Uma espécie de infância permanente do indivíduo. Não é por acaso que os coaches proliferam. Coach, em inglês, significa treinador. Originalmente, treinador de times e de esportistas. Mas que foi ampliada para treinador de tudo, inclusive de como viver: os life coaches. Personal trainers têm função semelhante. Treinar alguém para se exercitar, comer, se vestir, namorar, conseguir amigos e emprego, lidar com conflitos matrimoniais e profissionais, arrumar as finanças e também organizar os armários e a mesa de trabalho, como na sugestão do meu amigo.

Nesses conceitos importados dos Estados Unidos, o país que transformou a infância numa bilionária indústria cultural e de consumo, a ideia é a de que, embora estejamos no que se convencionou chamar de idade adulta, não sabemos lidar com nenhum aspecto da vida sozinhos. Coaches e personal trainers podem ser eufemismos para uma função muito parecida com a da babá. Crescemos, terminamos a escola, constituímos família ou não, vamos para o mercado de trabalho, mas precisamos de alguém que arrume nossa mesa e nossa casa, nos ensine a comer direito, nos diga como namorar e conseguir amigos, nos treine para impressionar o chefe e conquistar uma promoção. Nos ensine, em programas diários, semanais, mensais e anuais, como num planejamento das metas de uma empresa, a viver, como no caso dos life coaches.

Ao nos reduzirmos a adultos que precisam de babás por total incapacidade de lidar com qualquer aspecto da vida, do sentimental ao profissional, a que renunciamos? A muito. Mas o principal é que renunciamos à responsabilidade. A construção contemporânea de infância está fundamentada no conceito de que, tanto no estatuto social quanto no jurídico, crianças são seres com direito à proteção e à educação – mas sem responsabilidade pelos seus atos. Crescer, tornar-se adulto, é justamente passar a responsabilizar-se pelos seus atos. Mas, no caso das novas gerações de 20, 30, 40 anos, se isso ainda vale para o estatuto jurídico, parece perder força no estatuto social.

Os adultos desse início de milênio parecem prolongar a infância no sentido da não-responsabilização. São sinais, aqui e ali, de uma transformação na forma de ver a si mesmo – e de ser visto. É corriqueiro testemunhar, seja no bar ou na empresa, gente que fica muito surpresa porque seus atos motivaram uma reação indesejável, uma conseqüência pela qual precisam responder. Nesse momento, vemos adultos com cara de surpresa, olhos arregalados como os de uma criança. Parecem pensar: “Mas por que eu, que sou tão bacana, tão inteligente, tão cool?”. Quando podem, chamam os pais, os advogados…. os coaches para salvá-los. A expectativa, como um direito adquirido, é a de que sempre serão “perdoados”.

Da mesma maneira, encarnam a geração do “eu mereço”. Se não há responsabilidade pelos seus atos, também não há responsabilidade pelas suas conquistas. Está cada vez mais diluída a ideia de trabalhar por aquilo que se quer com a consciência de que custa tempo, esforço, dedicação. Escolhas e também perdas, frustrações. Alcançar sonhos, ideais ou mesmo objetivos parece ser compreendido como uma consequência natural do próprio existir, de preferência imediata. É uma espécie de visão contemporânea da ideia mística de destino, de predestinação. Ou apenas uma questão de usar a estratégia certa. E, para nos ensinar a traçá-la, buscamos um business coach.

O “eu mereço” vem a priori. “Eu mereço porque eu sou eu”. Ou: “Eu existo, logo mereço”. O fazer por merecer foi eliminado da equação. Quando essa crença fracassa, aí é hora de buscar o happiness coach (treinador de felicidade), o dating coach (treinador de relacionamentos amorosos), o health coachconflict coach (treinador de conflitos matrimoniais e profissionais), o diet coachlife coach.

É estarrecedor verificar como as gerações que estão aí – e as que estão vindo – parecem não perceber que a vida é dura e dá trabalho conquistar o que se deseja. E, mesmo que se esforcem muito, haverá sempre o que não foi possível alcançar.

Eliane Brum,Revista Época.

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* Vitória de Mujica no Uruguai abre caminho para abortos.

terça-feira, dezembro 1st, 2009
A vitória do ex-guerrilheiro José “Pepe” Mujica no segundo turno das eleições uruguaias de domingo – ele obteve 52,6% dos votos, contra 43,3 % do candidato liberal, Luis Alberto Lacalle – deve abrir caminho para que o aborto seja descriminalizado no Uruguai.

A lei, que tem o respaldo de 65% da população, foi aprovada pelo Parlamento uruguaio em novembro do ano passado – mas acabou vetada pelo presidente Tabaré Vázquez, que é médico e alegou “graves razões filosóficas”. Nos últimos dias, Mujica confirmou que não vetará uma nova apresentação da lei que permite o procedimento.

A senadora socialista Mónica Xavier afirmou que a coalizão governista Frente Ampla voltará a apresentar o projeto após a posse de Mujica, marcada para março. Assim, o Uruguai seria o primeiro país da América Latina a descriminalizar o aborto. Denominada de “Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva”, a norma permite que qualquer cidadã uruguaia ou residente estrangeira no país interrompa a gravidez nas primeiras 16 semanas de gestação.

Durante os debates no Congresso, no ano passado, a Igreja Católica uruguaia, em uma medida sem precedentes, anunciou que excomungaria todos os parlamentares que votassem a favor da lei do aborto. Estimativas indicam que são realizados anualmente 33 mil abortos clandestinos no país. A lei uruguaia vigente só permite a realização do aborto em casos de estupro ou risco de vida da mãe.

O Estado de S. Paulo.

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* Reação espanhola diante do ” o prazer está em suas mãos”.

quarta-feira, novembro 25th, 2009
Para entender melhor este post, sugiro que leia aqui no blog o que já foi publicado sobre o assunto.

Veja o índice ao lado.

***
Mais de 14 mil espanhóis pedem demissão dos responsáveis pela campanha “O Prazer está em suas mãos”

Em poucos dias 14 mil espanhóis assinaram o pedido da seção juvenil da plataforma cidadã Hazteoir.org (HO Jovens), que solicitou a mudança da política educativa do governo da Extremadura e o afastamento dos responsáveis pela polêmica campanha “O prazer está em suas mãos” na qual se promove a masturbação entre escolares.

Nicolás Susena, coordenador da HO Jovens, agradeceu pela resposta massiva “que demonstra a rebelião cívica frente à nova tentativa de doutrinação socialista, em defesa dos direitos de pais e menores, que não estão dispostos a submeter-se ao reducionismo avassalador com qual tentam minar os valores e suas consciências”.

“Nessas mais de 14 mil pessoas que já assinaram nosso alerta cívico (http://www.hazteoir.org/node/25413) está refletida a firme crença de que este curso é um autêntico esbanjamento econômico –principalmente na comunidade com maior índice de desemprego da Europa-, que vulnera a dignidade da pessoa e representa uma das centenas de atos do falso e pejorativo ‘progressismo’ que tentam consolidar entre nossa ilustrada sociedade, a qual aparenta que apagou a sua lâmpada das idéias”, indicou.

Explicou que “este curso é, em resumidas contas, um sinal a mais da doutrinação do governo, oculto depois de uma espessa poeirada que levanta nos meios de comunicação para que não se critique o responsável pelo mesmo, mas o êxito de iniciativas como aquela empreendida pelos Jovens do HO demonstra que a sociedade não está disposta a renunciar à sua consciência e aos seus valores, muitos menos os jovens, a quem com esta campanha são reduzidos ao puro hedonismo egocentrista, desprezando a solidariedade e a entrega, também de suas mãos, que demonstram cada dia”.

Fonte : ACI

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* Vida Extraterrestre.O que a Igreja pensa sobre isso?

domingo, novembro 22nd, 2009
Pe. José Gabriel Funes, Diretor do Observatório Vaticano

Ao apresentar-se esta no Escritório de Imprensa da Santa Sé, as conclusões da “astrobiologia”, a Semana de Estudo organizada pela Pontifícia Academia das Ciências e o Observatório Astronômico Vaticano, o diretor deste organismo, Pe. José Funes, assinalou que a investigação da possibilidade de vida fora da Terra é um tema muito interessante que merece atenção.

O sacerdote jesuíta se perguntou ao iniciar a conferência: “por que o Vaticano se interessa na Astrobiología?”, e respondeu que embora esta ciência abranja “um âmbito novo e ainda em estudo, as questões sobre a origem da vida e de sua existência em outros lugares do universo são muito interessantes e merecem grande atenção, além de apresentar implicâncias filosóficas e teológicas”.

De outro lado, o professor Jonathan Lunine, do Departamento de Física da Universidade romana de Tor Vergata (Itália); assinalou que “a astrobiologia é o estudo das relações da vida com o resto do cosmos: seus temas principais abrangem a origem da vida, seus antecedentes, a evolução da vida na terra, suas perspectivas futuras fora e dentro deste planeta”.

Por isso, continuou, “a Semana de Estudo brinda aos cientistas de diferentes disciplinas básicas a oportunidade de compreender como o trabalho em suas especialidades particulares pode repercutir em outros âmbitos. Isto é evidente, mais que em nenhum outro setor, no estudo de como se formou a vida na Terra e evoluiu com as diversas mudanças de ambiente”.

Ao seu turno Chris Impey, do Departamento de Astronomia e Observatório de Steward, da Universidade de Tucson (Arizona, EUA) observou que “se a biologia não for uma exclusividade da Terra, ou se a vida em outros lugares é distinta da nossa, ou se inclusive chegamos a entrar em contato com espécies inteligentes na imensidão do espaço, as implicâncias para a imagem que temos de nós mesmos serão profundas”.

“É muito oportuno –continuou– que a Pontifícia Academia das Ciências dê capacidade a um encontro sobre este tema fronteiriço. A metodologia e os argumentos podem diferir, mas a ciência e a religião consideram a vida como um ganho especial em um vasto e em sua maior parte inóspito universo. Há um terreno fértil para o diálogo entre os peritos de astrobiologia e os que querem entender o significado de nossa existência em um universo biológico”.

As intervenções concluíram com a da Dra. Athena Coustenis, do Observatório de Paris-Meudon, LESIA/CNRS (França), quem explicou brevemente o avanço das investigações em outros planetas e satélites.

Fonte: Zenit

***

A percepção da Igreja sobre o assunto não tem absolutamnte nada a ver com a visão esotérica nem espiritualista,mas diz respeito a uma possibilidade cientifica real que em nada esvazia nossa fé nem nossas crenças.


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Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
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