Divino Coração: uma experiência de retorno aos braços do Pai

Pra você que já não aguenta de ansiedade pelo novo disco litúrgico da Comunidade Católica Shalom, “Divino Coração”, o Portal Comshalom traz algumas informações sobre a produção do CD. Entrevistamos Wilde Fábio, missionário da Comunidade de Vida Shalom, coordenador da Secretaria de Artes e diretor executivo do disco.

O CD, que traz 14 faixas, marca os 35 anos da Comunidade Shalom. Amanhã, 9 de junho, seis faixas serão disponibilizadas nas plataformas digitais. A Livraria Shalom já está realizando a pré-venda do disco físico, no valor de R$ 16,00 e você pode adquirir clicando AQUI.

Confira agora a entrevista feita com Wilde Fábio:

1 – Por que “Divino Coração”? Qual a inspiração?

Sempre que nós vamos começar um novo trabalho fazemos um caminho de escuta de Deus e, nesse caminho de escuta, fomos percebendo que tudo falava da misericórdia de Deus, do amor de Deus, do retorno aos braços do Pai. E quando nós começamos a ver esse caminho, começamos a perceber nas composições o que o Senhor inspirava, aquela que se destacava aos nossos olhos como título do disco. Foi aí que surgiu a “Comunhão I”, que o nome da música é “Divino Coração” e fala exatamente dessa experiência com o Divino Coração de Jesus, que recria o homem, que renasce do Seu lado aberto.

2 – Como foi o processo de produção (desde a composição das músicas, até a finalização da mixagem)?

O processo de produção do CD começou há mais de 1 ano. Quando nós começamos a fazer um planejamento, ver datas e agendamos o retiro de composição, onde vieram mais de 20 irmãos compositores da Comunidade, dentre eles padre Cristiano Pinheiro, Gustavo Osterno, Nicodemos Costa, Amanda Pinheiro… e nesse retiro nós vamos rezando e compondo as músicas, uma por uma: entrada, kyrie, Glória… E lá é muito interessante porque é uma experiência de oração, mas ao mesmo tempo uma experiência de criação coletiva. E é claro que num processo como esse, é natural que a pessoa queira que sua ideia prevaleça e tal, então é muito bonito ver os irmãos abrindo mão, de forma muito leve e natural, pra coisa ir tomando formato. Depois do retiro de composição nós enviamos estas músicas pro nosso produtor musical que é o Pedro Veiga, ele fez pré de todas as músicas, com as concepções de arranjo, etc. Nós fizemos uma avaliação desse material, passamos as considerações e eles fizeram a gravação final. Paralelo a isso nós contratamos um irmão do Shalom de Recife, chamado Evandro, que fez a parte de arranjo vocal. Nós criávamos as concepções e enviávamos pra ele e ele transformava aquilo nos arranjos, nas partituras, dividia pelo naipe de corais. E ao fim nós colocamos voz aqui (Diaconia). Foram 6 semanas de estúdio gravando tenores, baixos, sopranos, contraltos… cada um desses naipes. Então, pra você ter uma ideia, por faixa nós demoramos umas 30 horas de gravação. Depois disso nós fomos para o Rio de Janeiro fazer a mixagem e masterização. No meio desse processo todinho veio também a ideia da capa:  “como fazer? como falar o Divino coração sem cair nas imagens clássicas que temos do Divino Coração de Jesus?” e aí entrou o Setor de Criação e a Assessoria Litúrgico Sacramental, onde começamos a dialogar sobre o conceito e fomos fechando uma proposta que é a capa do disco, que é o coração aberto de Jesus e do lado aberto brotando a Árvore da Vida.

3 – Quanto tempo de produção? Quantas pessoas envolvidas?

O processo de produção durou mais ou menos um ano. No coro tivemos 48 pessoas, mais os músicos, mais compositores… São mais de 100 pessoas no processo inteiro.

4 – O que difere este CD litúrgico 35 anos dos demais?

É interessante perguntar o que difere ele dos outros trabalhos porque eu acredito que com o passar do tempo nós fomos tendo cada vez mais clareza do que é a nossa música litúrgica, do que nós compreendemos como música na liturgia e eu acredito que este trabalho vem coroar este processo, dando um registro daquilo que nós hoje compreendemos como o melhor servir à liturgia com a nossa música. Outro aspecto interessante é o aspecto da internacionalização. As pessoas vão ouvir no disco alguns instrumentos diferentes, exóticos e pra elas podem surgir assim “o que é isso?” e como a Comunidade hoje está presente no mundo inteiro, nós fizemos questão de dar para todo o CD, usar no disco alguns elementos. Então você vai ter elementos da cultura indiana, da cultura oriental, você vai ter uma aclamação que vai ter uma introdução africana com um timbre vocal africano, com percussão africana, com uma dinâmica vocal de coro africano… Então nós tentamos dar esse aspecto da universalidade presente no disco inteiro. Um outro aspecto também que foi muito interessante é que quando nós fomos fazer as divisões dos solos que a gente tem na liturgia, nós vimos que estes solos, ao invés de propor e colocar nos solos principais os cantores que já tem história na Comunidade, que já marcaram a nossa história, nós resolvemos inserir nesses solos pessoas novas. Pessoas novas tanto na arte e na Comunidade, para colocar também esse aspecto da Comunidade que se renova, que se atualiza, que é jovem. Então você vai ter no salmo a Thais, que é uma irmã da Comunidade de Aliança, que cantou pela primeira vez no CD Cantai a Deus com Alegria, você vai ter a Keciane Lima, que é a nova vocalista do Missionário Shalom, mas que não tinha feito nenhuma gravação com a gente até agora, você vai ter por exemplo a Laura, que é uma pérola, que é da Comunidade de Vida, cantando a ação de graças e você vai ter o padre Cristiano Pinheiro que é a música vocacional do disco, que traz uma força muito grande e o padre Cristiano foi escolhido para interpretar essa música.

5 – Em que idiomas ele será gravado?

O disco vai sair em inglês, português, espanhol, italiano e francês.

Mayara Raulino

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