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shalom Harmonia Conjugal
 2010-07-01 07:32:00

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Normalmente o homem espera da mulher que ela seja caprichosa, consigo e com a casa, que cuide da sua aparência e estimule´o nas suas atividades.

 A mulher, por seu lado, espera compreensão, segurança, atenção às suas qualidades, afeição, romance, elogio, carinho e também estímulo para as suas realizações.

 As diferenças pessoais não são obstáculos à harmonia conjugal; ao contrário, a comunhão do casal enraíza´se na complementaridade natural que existe entre o homem e a mulher e cresce na partilha das riquezas de cada um.

 Um bom segredo para ser feliz no casamento, é aquele, dado aos maridos, por um célebre conferencista:

 ´Se você quer ser tratado como um rei, então trate a sua esposa como uma rainha.´

 Muitos querem ser tratados como reis ou rainhas, mas tratam o outro como servo. ´É dando que se recebe´, é amando que se é amado, é servindo que se é servido. A alameda do amor tem mão dupla. ´Planta amor e colherás amor´, ensinava São João da Cruz.

 Podemos dizer que um casal harmonioso é um casal maduro. O que é ser maduro? É ser plenamente homem ou mulher.

 Maturidade afetiva consiste no domínio da emotividade e dos sentimentos, especialmente nos momentos difíceis da vida; viver pelas próprias convicções, e não pelos impulsos de cada momento.

 Maturidade social significa ter um relacionamento normal com as pessoas e grupos, abertura ao diálogo, relacionamento respeitoso, mas independente, com os pais e com as famílias; capacidade de adaptação às diversas situações da vida, senso de cidadania, capacidade de trabalho, realização profissional.

 Maturidade intelectual presupõe ter convicções e autênticidade diante dos problemas, pessoas e acontecimentos, espírito crítico construtivo, humildade para reconhecer as próprias limitações, capacidade de tomar decisões, não ser dominado por caprichos e preconceitos.

 Maturidade espiritual é ter uma fé sólida, perseverante, clareza de convicções religiosas, opção clara por Deus e autêntica vida religiosa.

 Para se chegar à maturidade há que se percorrer um caminho de auto´educação, auxiliado pelo cônjuge.

 Em primeiro lugar será preciso conquistar a lucidez de saber ver, prever, refletir, aconselhar´se, rever a própria vida, saber ouvir, saber dialogar. Importa vencer o excesso de ocupações e agitação, o exibicionismo infantil de querer aparecer, e evitar a fuga da realidade.

 Para chegar à maturidade é preciso conquistar a liberdade autêntica, e não se deixar guiar pelas pressões da publicidade, pelas comparações com a vida dos outros, nem se deixar paralisar pelos próprios medos; não ser escravo dos instintos (gula, sexo, fama, dinheiro,...). Ao contrário, será preciso saber guiar´se por uma escala de valores cristãos, e resistir contra as ameaças e influências perversas que vêm de fora.

 Ser maduro é ser responsável; é saber enfrentar os desafios e as tarefas da vida, sem reclamar e sem culpar os outros; é evitar ser omisso, negligente, imprudente, derrotista ou infantil.

 Muitas são as expressões de falta de maturidade.

 Pela busca constante da oração, dos sacramentos da confissão e da eucaristia, numa vida de vigilância sobre nós mesmos, venceremos tudo isso.

 O casal humano é chamado a crescer através da ´fidelidade´ diária à promessa feita no altar: ´ amando´te e respeitando´te todos os dias de minha vida´.

 Especialmente no início da vida conjugal, quando se dá a adaptação de ambos em uma nova vida, é preciso mais esforço, diálogo, boa vontade e capacidade de renúncia.

 Cada um veio de uma família diferente, com costumes diversos, educação própria, marcas hereditárias, temperamentos diferentes. Tudo isto será vencido com paciência, humildade, bondade para com o outro, respeito pela sua personalidade, revisão dos próprios valores e abandono daqueles que são inadequados à nova vida conjugal.

 A adaptação sexual exigirá compreensão e carinho, especialmente por parte do homem, pois, para ele esta adaptação será mais fácil.

 As relações com os pais e com a família de cada um, exige independência e deve´se evitar o excesso de visitas aos pais e parentes, a fim de se adaptar à nova realidade. A coabitação com os pais ou parentes deve ser evitada, pois certamente surgirão problemas. É essencial que o novo casal tenha a sua casa e a sua vida.

 É claro que a experiência e a boa ajuda dos pais e dos mais vellhos será útil ao novo casal, mas não deverá haver soluções impostas ao casal ou interferências não solicitadas. Os problemas do casal devem ser resolvidos pelo próprio casal, embora deva contar com os bons conselhos dos mais velhos.

 Outro ítem a ser olhado com cuidado é o dinheiro. Tanto o dinheiro em falta, como em excesso, podem trazer problemas. Dizem os entendidos em terapia conjugal que o dinheiro que sobra é o que gera mais problemas. No entanto, é preciso planejar juntos como gastar o dinheiro que ambos ganham. Saber organizar os gastos, prever as despesas, economizar o que sobra, sem contudo ser obcecado por ´guardar´.

 Certa vez ouvi de uma esposa que ela ´roubava´ dinheiro do marido, já que ele não lhe dava o mínimo necessário até para comprar as suas roupas íntimas...

 Também o trabalho da mulher fora de casa, embora necessário para muitos casais, deve ser bem administrado para que o cuidado da casa e dos filhos não sofra prejuízo.

 Não há dinheiro ou compensação de qualquer outra natureza que pague o preço de um pai ausente, e principalmente de uma mãe.

 Há que se evitar o desencontro dos próprios esposos, que às vezes se parecem com o Sol e a Lua; ´quando um surge o outro desaparece´. Assim a adaptação vai ficar difícil.

 É preciso evitar também as reclamações constantes do outro, principalmente, nesta fase de acomodação à vida nova. O casal não pode ser como duas bolas de bilhar que ´só se encontram para se separar´.

 Quanto às amizades da vida dos tempos de solteiros, será preciso saber desligar´se daqueles amigos que não podem ser amigos dos dois, ou que sejam inconvenientes.

 Os hábitos e a mentalidade de solteiro, também terão que ser modificados em nome da comunhão da nova vida. Especialmente quando se trata de maus hábitos: álcool, jogo, preguiça, mentira, leviandade, mau´humor, ira, ganância, violência, palavrões, modo de vestir´se com descuido ou despudorado, etc.

 A partir do casamento, os dois passam a viver juntos todos os dias, e isto é muito diferente do tempo de namoro e noivado, quando se viam só algumas horas por dia. Esta presença constante ao lado do outro, vai revelar fatos novos e hábitos íntimos de cada um, até então desconhecidos para o outro; e isto às vezes assusta. Será preciso calma e paciência neste início, para que os defeitos de um não exacerbem os defeitos do outro, gerando a briga.

 Os dados mostram que cerca de 30% dos casais se separam antes de completar um ano de casados...!

 Quando se vive junto o tempo todo, então não é mais possível usar ´máscaras´ diante do outro. A dissimulação cai por terra, começa a realidade. No entanto, quando existe o amor, isto é bom, pois o casal terá, então, a grande oportunidade de provar o seu amor para o outro. E assim, poderão se enriquecer, mutuamente, com as suas diferenças.

 O amor exige que eu despose o outro, conscientemente, com todos os seus defeitos e qualidades.

 Algumas vezes ele se queixa que ela mudou; mas será que quem mudou não foi ele mesmo? Em todo caso, temos que estar preparados para as mudanças do outro. Nos casamos com um ser vivo, e não com uma estátua imutável; e o amor tem que resistir a tudo isto. É exatamente esta a força e a beleza do amor. É por isso que ele faz milagres.

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por Felipe de Aquino Professor
Família, Santuário da Vida
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