2010-07-23 07:34:00 Os problemas próprios da idade Aprendi na educação dos nossos filhos, que muitos problemas
da infância, especialmente os medos que a criança possui, são transitórios e
passam com a idade. Diante de cada situação os pais devem manter a calma, e
“estar ao lado do filho” nas suas horas de angústia. Basta a presença amiga e
protetora do pai e da mãe para que a criança se sinta segura e supere os seus
medos e fantasias, especialmente à noite. É importante nesta hora não
menosprezar os sentimentos do filho, nem dizer´lhes que estão sendo fracos ou
covardes. Leve´o a sério, respeite o seu sentimento, e fique com ele dando´lhe
todo o apoio e carinho. Para ajudar a criança a superar os problemas próprios
de cada idade, infância, adolescência, juventude, é preciso paciência, calma e
perseverança por parte dos pais. Não se assuste com as reações e palavras, às
vezes estranhas, que eles dizem. O mundo da criança é diferente do nosso. É
preciso saber conduzir a criança com suavidade e prudência. Como dizia
Constante Vigil, “os homens também são instrumentos musicais. Vibram de acordo
com quem os toca.” Isto vale de modo especial para as crianças e jovens. A educação sexual Lamentavelmente a sociedade, secularizada, está confundindo
educação sexual, com liberação sexual. As escolas estão dando aulas de anatomia
sexual e ensinando aos jovens que não pode haver “tabus”, de ´origem
religiosa´, sobre o comportamento sexual. O resultado é que os nossos jovens
estão aprendendo, perigosamente, ´que tudo é válido´ em termos de vivência
sexual, e que nada deve ser proibido. A consequência disso são as milhões de
adolescentes grávidas, aos 13,14,15 anos, sem a mínima condição de constituir
uma família e educar seu filho. Por causa desta imensa irresponsabilidade dos
nossos “mestres”, cresce o número de casais de namorados que vivem a
sexualidade como se fossem casais compromissados definitivamente. A verdadeira
educação sexual consiste em ensinar aos jovens o lugar exato e maravilhoso da
vida sexual; isto é, no casamento, e somente no casamento, onde o seu fruto, o
filho, pode ser acolhido adequadamente num lar. Cabe aos pais ensinar aos
filhos a beleza e a importância da castidade e da virgindade. Castidade
significa viver o sexo apenas no casamento, nem antes e nem fora dele. Somente
no casamento o sexo é lícito, porque somente aí há entre o casal um compromisso
de vida para sempre. Os pais cristãos não podem incentivar nos filhos e filhas
a provocação sexual, seja através de roupas “sexy”, seja pelas conversas,
piadas sujas ou namoricos de crianças. Nunca é demais lembrar aos pais que
“quem semeia ventos colhe tempestades”. Muitos, perigosamente, incentivam o
instinto sexual dos filhos, e depois ficam surpresos quando a filha volta
grávida para casa ou quando o filho engravida a namorada. Já basta a liberação
sexual insana provocada pelos meios de comunicação. Os pais devem orientar os
filhos sobre sexo no momento adequado, conforme as dúvidas forem surgindo. Não
é preciso adiantar os ensinamentos sobre este assunto, antes que a criança
esteja interessada nele. O importante é que os pais, em primeiro lugar, dêem o
exemplo de pureza e de castidade, fidelidade e decência, para que os filhos
desde pequenos comecem a entender que o sexo é matéria séria e que é preciso
“não pecar contra a castidade”. É preciso ensinar aos jovens que o nosso corpo
é templo do Espírito Santo que habita em nós, como São Paulo nos ensina. Ele
chega a dizer que, quem destruir o templo sagrado de Deus, que somos nós, Deus
o destruirá. “Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus
habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o
templo de Deus é sagrado – e isto sois vós” (1 Cor 3,16). “Não sabeis que os
vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei então os membros de Cristo, e os
farei membros de uma prostituta? De modo algum! Ou não sabeis que o que se
ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? “ (1Cor 6,15´19). Essas
palavras mostram a seriedade da questão sexual. Para São Paulo, a gravidade do
pecado da impureza está no fato de “manchar o Corpo de Cristo”, já que, pelo
Batismo, somos membros do Seu Corpo. Isto precisa ser ensinado aos filhos para
que eles sejam de fato cristãos. Para o mundo, onde nossos filhos vivem
(escola, TV, clubes, jornais, etc) esta realidade transcendental e cristã não
existe; e portanto, educação sexual significa apenas “sexo seguro”; isto é, sem
riscos de contaminação de AIDS e outras doenças venéreas, ou gravidez fora da hora.
Alguns pais e mães, lamentavelmente, são os primeiros a entregar as pílulas
anticoncepcionais para as filhas, e ´camisinhas´ para os filhos, achando que
com isto tudo está resolvido. Nesta lógica e nesta ética, o sexo perde todo o
seu sentido dentro do plano de Deus, que o quis somente para o casal que
assumiu, para sempre, um com o outro, um compromisso de vida e de fidelidade;
e, portanto, preparados para receber os filhos, gerados na expressão do seu
amor recíproco. O chamado “amor livre”, que na verdade é “sexo livre”, sem
responsabilidade e sem maturidade, é hoje uma praga no meio da juventude. Os
pais cristãos precisam, portanto, com o seu exemplo e com suas palavras,
incutir nos filhos a beleza e a grandeza da castidade e da virgindade. Será
preciso muita convicção para criar neles esta mentalidade, pois, a todo
instante o mundo vai dizer´lhes o contrário. Estou convencido de que, mais do
que em outros assuntos, o exemplo dos pais é fundamental. Nunca permitir as
piadas sujas, nunca permitir que revistas e filmes pornográficos entrem em
casa, etc. Não tenho dúvida em dizer que neste assunto os pais cristãos devem
ser firmes. Qualquer vacilada pode abrir as portas para um comportamento
perigoso por parte dos filhos. Quando fala da educação sexual, assim se
expressa o Papa João Paulo II: ´A educação sexual, direito e dever fundamental
dos pais, deve fazer´se sempre sob a sua solícita guia, quer em casa quer nos
centros educativos escolhidos... Neste contexto é absolutamente irrenunciável a
´educação para a castidade´ como virtude que desenvolve a autêntica maturidade
da pessoa e a torna capaz de respeitar e promover o ´significado nupcial´ do
corpo.´ ´Por isso a Igreja opõe´se firmemente a uma certa forma de informação
sexual, desligada dos princípios morais, tão difundida, que não é senão a
introdução à experiência do prazer e um estímulo que leva à perda ´ ainda nos
anos da infância ´ da serenidade, abrindo as portas ao vício´ (FC, 37). ´O
conhecimento deve conduzir a educação para o autocontrole: daqui a absoluta
necessidade da castidade e da permanente educação para ela. Segundo a visão
cristã, a castidade não significa de modo algum nem a recusa nem a falta de
estima pela sexualidade humana: ela significa antes a energia espiritual que
sabe defender o amor dos perigos do egoísmo e da agressividade e sabe voltá´lo
para a sua plena realização.´ (FC, 33) Jesus foi radical quanto à castidade:
“Eu, porém, vos digo: todo aquele que olhar para uma mulher com desejo
libidinoso, já cometeu adultério com ela no coração” (Mt 5,27´28). Veja, a
questão é tão séria, que Jesus quer matar o mal na raíz, isto é, nos
pensamentos, pois, os nossos atos são realizações dos nossos desejos e
pensamentos. Ghandi, que não era católico e nem cristão, mas era um grande
homem, que deu uma grande lição ao mundo todo ao libertar a India pela força da
não violência, dizia que “um homem entregue aos prazeres perde o seu vigor,
torna´se frágil e vive cheio de medo. A mente daquele que segue as paixões
baixas é incapaz de qualquer grande esforço. Subjugar as manhosas paixões é, a
meu ver, uma tarefa infinitamente mais difícil que a conquista material do
mundo pela força das armas.” Neste sentido, a nossa civilização está cometendo
um crime com a juventude. Libera´se o sexo, sem qualquer sentido e
responsabilidade, e depois se desespera com as milhões de adolescentes
grávidas, com os milhares de estupros, e toda sorte de mazelas. Ora, quem
planta ventos colhe tempestades. Uma sociedade que não sabe oferecer aos seus
jovens outra alternativa para vencer a AIDS, senão o uso da “camisinha”, é uma
pobre sociedade em franca decadência moral. A moral e a ética exigem ensinar
aos jovens o auto controle de suas paixões, vencer a AIDS pela castidade, e não
pelo uso vergonhoso da “camisinha”, que incentiva ainda mais a imoralidade. O
Papa João Paulo II assim se expressou sobre a camisinha: ´Além de que o uso de
preservativos não é 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento
sexual incompatível com a dignidade humana... O uso da chamada camisinha acaba
estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo... O
preservativo oferece uma falsa idéia de segurança e não preserva o fundamental´
(PR, nº 429/1998, pag.80). A Organização Mundial da Saúde (OMS) já avisou que
os preservativos não impedem totalmente a contaminação do virus, uma vez que
esses são muitíssimos menores que os poros do látex de que são feitas as
camisinhas. A revista Seleções ( dezembro de 1991, pp.31´33), trouxe um artigo
do Dr. Robert C. Noble, condensado de Newsweek de Nova Iorque (1/4/91), que
mostra como é ilusória a crença no tal ´sexo seguro´ com a camisinha. A
pesquisadora Dra. Susan C. Weller, no artigo A Meta´Analysis of Condom
Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted HIV, publicado na revista Social
Science and Medicine, (1993, vol.36, issue 12, pp.1635´1644), afirma: ´Presta
desserviço à população quem estimula a crença de que o condom (camisinha)
evitará a transmissào sexual do HIV. O condom não elimina o risco da
transmissão sexual; na verdade só pode diminuir um tanto o risco´. ´As
pesquisas indicam que o condom é 87% eficiente na prevenção da gravidez. Quanto
aos estudos da transmissão do HIV, indicam que o condom diminui o risco de
infecção pelo HIV aproximadamente em 69%, o que é bem menos do que o que
normalmente se supõe´ (PR, n° 409/1996, pp. 267´274). O Dr. Leopoldo Salmaso,
médico epidemiologista no Hospital de Pádua, na Itália, afirma que: ´O
preservativo pode retardar o contágio, mas não acabar com ele´(idem) . A Rubber
Chemistry Technology, Washington, D.C., junho de 1992, afirma que:
´Todos os preservativos têm poros 50 a 500 vezes maiores que o virus da AIDS´.
Vemos, portanto, que é irresponsável dizer que a camisinha garante o ´sexo
seguro´. O pior, ainda, é que esta falsidade vem acompanhada de um estímulo ao
sexo livre e sem responsabilidade e compromisso, promíscuo, vulgar. A Igreja
não está impedindo o combate à AIDS, pelo fato de não concordar com o uso da
camisinha. Como disse o padre Lino Ciccone, professor de Teologia Moral e Bioética
na Faculdade Teológica de Lugano: ´Não se faça caridade jamais às custas da
verdade, nem se imponha a verdade voltando as costas à caridade´. Também sobre
o homossexualismo, hoje tão defendido por muitos, a condenação da Bíblia e da
Igreja é expressa. “Não te deitarás com um homem como se fosse uma mulher: isto
é uma abominação” (Lev 18,22). “Se um homem dormir com outro homem, como se
fosse mulher, ambos cometeram uma coisa abominável” (Lev 20,13). São palavras
claras, pelas quais Deus classifica a prática do homossexualismo como uma
abominação. Deus ama o pecador, mas abomina o pecado. Quando, em 1994, no Ano
da Família, o Parlamento Europeu, tristemente, reconheceu a validade jurídica
dos matrimônios entre homossexuais, até admitindo a adoção de crianças por
eles, o Papa João Paulo II, tomou posição imediata: “Não é moralmente
admissível a aprovação jurídica da prática homossexual. Ser compreensivos para
com quem peca, e para com quem não é capaz de libertar´se desta tendência, não
significa abdicar das exigências da norma moral... Não há dúvida de que estamos
diante de uma grande e terrível tentação” (20/02/94). O Catecismo da Igreja,
embora reconheça que a gênese do homossexualismo é ainda um tanto desconhecida,
no entanto é claro na condenação dos ´atos de homossexualidade´: “Apoiando´se
na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (Gn 19,1´20; 1
Tm 1,10), a tradição sempre declarou que “os atos de homossexualidade” são
intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural” (nº 2357).
Portanto, neste assunto, os pais precisam tomar cuidado para que o filho
firme´se na sua sexualidade própria. Não permitir que o menino fique com
procedimentos de menina e vice´versa. Nota´se que a falta de um bom pai ou de
uma boa mãe, como padrões, pode gerar nos filhos distúrbios de sexualidade. O
desmoronamento familiar também é a causa do aumento de jovens homossexuais.
Sobre a masturbação, defendida por muitos como “algo normal”, ensina a Igreja
que é um ato desordenado: “Na linha de uma tradição constante, tanto o
magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmam sem hesitação que a
masturbação é um ato intrínseco e gravemente desordenado” (nº 2352). Enfim, diz
o Catecismo: “Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual
fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade” (idem). Neste
campo os pais precisam ser cautelosos, especialmente com os meninos. Sabemos
que, para muitos deles, a masturbação acaba se tornado até um vício. Em segundo
lugar, não fazer uma tempestade porque descobriu que o filho ou a filha tem
este mau hábito. Na maioria das vezes o jovem se masturba porque a sua cabeça
está cheia de fantasias sexuais. Portanto, há que se mostrar a eles que sem uma
castidade de pensamentos, jamais haverá castidade de atos. É preciso
mostrar´lhes que enquanto se derem ao mau hábito de ver revistas e filmes
pornográficos e outras práticas dessa natureza, jamais serão castos. Os pais
devem proibir terminantemente que qualquer material pornográfico entre no lar
cristão, e devem ajudá´los a vencer as fraquezas da carne, com a oração,
confissão, eucaristia, os esportes e uma vida saudável. O mundo, por causa da
AIDS, redescobre o grande valor da castidade e da virgindade. Para dar apenas
um exemplo dessa “contra´revolução sexual”, cito o caso de milhares de jovens
americanas, de 13 a 21 anos, do movimento True Love Waits (O Verdadeiro Amor
Espera), lançado em 1994 na cidade de Baltimore, capital do estado de Maryland,
Estados Unidos, as quais prometeram, por escrito, manter´se virgens até o dia
do casamento. O pacto que assumiram diz o seguinte: “Acreditando que o
verdadeiro amor espera, eu me comprometo diante de Deus, de mim mesma, minha
família, meu namorado, meu futuro companheiro e meus futuros filhos a ser sexualmente
pura até o dia em que entrar numa relação de casamento” (Jornal do Brasil, Ana
Maria Mandin, 12/03/94). É relevante observar, o que disse Chip Alkford, um dos
líderes do movimento: “Nunca pensamos que os jovens se interessariam tanto numa
época em que a sociedade estimula a iniciação sexual cada vez mais cedo e quem
não segue a onda é considerado esquisito”. (idem) Este exemplo não é único, e
mostra o renascer da castidade. Quando o Papa João Paulo II esteve nas
Filipinas, em janeiro de 1995, houve uma concentração de 4 milhões de pessoas
para participar da missa que ele celebrou em Manilha; nesta ocasião um grupo de
cinqüenta mil jovens entregou ao Papa um abaixo assinado se comprometendo a
viver a castidade. Ela é a virtude que mais forma homens e mulheres de verdade,
de acordo com o desejo de Deus, e os prepara para constituir famílias sólidas,
indissolúveis e férteis. É preciso portanto, que os pais cristãos, tenham
coerência e coragem para transmitir aos filhos esses valores, que são divinos e
eternos. O remédio principal que a nossa sociedade doente precisa é de uma
escala de valores condizente com a dignidade humana, sob pena de nos igualarmos
aos animais. O homem não é apenas um corpo; tem uma alma imortal, criada para
viver para sempre na glória de Deus. Isto dá um novo sentido à vida. Não fomos
criados para nos contentarmos apenas com o prazer sexual passageiro. Fomos
feitos para o Infinito, e só em Deus satisfaremos plenamente as nossas
tendências naturais. Já é hora de voltarmos a falar aos jovens, corajosamente,
sobre a importância da castidade e da virgindade. Também nós católicos
estivemos muito tempo ´encolhidos´ com medo de um mundo pagão que ri da
castidade e da pureza da alma. A família cristã, diante deste mundo paganizado,
é chamada a dar testemunho dessas verdades. Educar para as virtudes: A Televisão» Educar para as virtudes:O nosso catecismo ensina...» Educar para as virtudes: Caráter e Conciência» - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
por Prof Felipe de Aquino, Com. Cléofas Do livro ´ FAMÍLIA, SANTUÁRIO DA VIDA´ |
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