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É tão forte a influência da TV dentro da família que até a
disposição dos móveis da sala mudou; estão todas as poltronas voltadas para a
telinha eletrônica. Ela passou a ser o ponto mais importante da sala, não é
verdade? Como todas as invenções da técnica, a televisão tem o seu lado bom e o
seu lado mau. Cabe a nós saber usá´la. O que importa, portanto, aos pais, é
disciplinar o seu uso por parte dos filhos. Os programas inconvenientes devem
ser evitados e os bons incentivados. É tão variada a programação da TV hoje,
que não é difícil achar bons programas culturais e religiosos. As TV’s
católicas (Canção Nova, Rede Vida) começam a surgir. Sobretudo os pais devem
proibir os programas e filmes que exploram o sexo e a violência. Não temos
dúvida que a TV exerce hoje uma verdadeira “pregação sistemática de
anti´valores cristãos”, e os pais precisam estar atentos para mostrar aos
filhos o perigo desses falsos valores. Sabemos que o mundo dos artistas domina
a TV e suas programações (shows, novelas, entrevistas, entretenimentos), e este
ambiente é avesso aos sentimentos cristãos de pureza, castidade, humildade,
temperança, perdão, austeridade, etc. Sem dúvida é alto o nível de imoralidade
e permissividade entre os artistas, e tudo isto se reflete na TV. A cada dia
agrava´se mais a corrupção dos costumes e valores cristãos na TV; isto exige
dos pais maior vigilância. Sobretudo é necessário conversar com os filhos sobre
os embustes da TV, especialmente nos comerciais. É preciso despertar o senso
crítico dos filhos para que eles não aceitem passivamente tudo que vêem na
tela. Os comerciais têm o objetivo de vender, a qualquer custo, os produtos
anunciados; e para isto, invertem a escala moral de valores. Os pais precisam
então estar atentos para que os filhos não sejam dominados pelo consumismo
fomentado pela TV, que leva as pessoas, muitas vezes, a comprar, o que não
precisam, com dinheiro, às vezes, emprestado. Certa vez foi ao ar o comercial
de um desodorante. Nele aparecia uma moça que recebia o pedido de um jovem para
namorá´la. A razão irresistível é que ela usava o tal desodorante. Ora, será
que basta isto para que uma moça tenha um bom namorado? Mas, a maneira como a
coisa é apresentada, dentro de um belo cenário, com um linda jovem, um belo
rapaz, música atraente, etc., faz com que muitos tele´espectadores acabem
enganados, achando que de fato aquele desodorante pode mudar´lhes a vida. Outro
comercial mostrava uma moça fazendo ginástica, o que é saudável; enquanto surgia
outra, bastante ´esbelta´, tomando sorvete e dizendo para a que fazia
ginástica: ´ora, faça como eu, tome ´sbelt´ e tudo fica muito mais fácil.´ Veja
a nítida inversão de valores nestes dois casos. É preciso, então, abrir os
olhos dos filhos; ensinar´lhes o senso crítico, para ´não engolir nada sem
mastigar´. O propagandista de Hitler, Goebels, dizia: ´mintam, mintam, sempre
fica alguma coisa´. Parece que a lógica perversa de alguns comerciais é
transformar, homeopaticamente, a mentira em verdade. Em duas oportunidades,
13/01/93 e 27/01/93, o Cardeal Primaz do Brasil, D. Lucas Moreira Neves,
Arcebispo de Salvador (BA), publicou no JORNAL DO BRASIL, dois importantes
artigos sobre a televisão brasileira. No primeiro, cujo título é J´ACCUSE! (Eu
acuso), o Cardeal afirma: “Eu acuso a TV brasileira pelos seus muitos delitos.
Acuso´a de atentar contra o que há de mais sagrado, como seja, a vida...”
“Acuso´a de disseminar, em programas variados, idéias, crenças, práticas e
ritos ligados a cultos os mais estranhos. Ela se torna, deste modo, veículo
para a difusão da magia, inclusive magia negra, satanismo, rituais nocivos ao
equilíbrio psíquico.” “Acuso a TV brasileira de destilar em sua programação e
instalar nos telespectadores, inclusive jovens e adolescentes, uma concepção
totalmente aética da vida: triunfo da esperteza, do furto, do ganho fácil, do
estelionato. Neste sentido merece uma análise à parte as telenovelas
brasileiras sob o ponto de vista psico´social, moral, religioso... Qual foi a
novela que propôs ideais nobres de serviço ao próximo e de construção de uma
comunidade melhor? Em lugar disso, as telenovelas oferecem à população
empobrecida, como modelo e ideal, as aventuras de uma burguesia em
decomposição, mas de algum modo atraente”. “Acuso, enfim, a TV brasileira de
instigar à violência: A TV brasileira terá de procurar dentro de si as causas
da violência que ela desencadeou e de que foi vítima... Quem matou, há dias,
uma jovem atriz ? [referência a Daniela Perez]. Seria ingenuidade não indicar e
não mandar ao banco dos réus uma co´autora do assassinato: a TV brasileira. A
própria novela “De Corpo e Alma”. No segundo artigo, de 27/01/93, sob o título
de “Resistir, Quem Há de? o Cardeal primaz do Brasil afirma: “Opino que a
Família deve estar na linha de frente de resistência: os pais, os filhos, os
parentes, os agregados ´ toda a constelação familiar. Ela é a primeira vítima,
torpemente agredida dentro da própria casa; deve ser também a primeira a
resistir. É ela quem dá IBOPE, deve ser também quem o negue, à custa de fazer
greve ou jejum de TV. Cabe, pois, às famílias, “formar a consciência crítica”
de todos os seus membros frente à televisão; velar sobre as crianças e os
adolescentes com relação a certos programas; mandar cartas de protesto aos donos
de televisão; chamar a atenção dos anunciantes, declarando a decisão de não
comprar produtos que financiam programas imorais ou que servem de peças
publicitárias ofensivas ao pudor, exigir programas sadios e sabotar os mórbidos
para que não se diga que o público quer uma TV licenciosa, violenta e
deseducativa”. Os defeitos dos pais O conhecido educador francês André Berge afirma no seu livro
Os Defeitos dos Filhos, que “os defeitos dos filhos são filhos dos defeitos dos
pais”. Se, portanto, os nossos defeitos geram os defeitos dos nossos filhos,
temos que nos policiar naquilo que em nós não está correto. Pais nervosos e
ansiosos muitas vezes transmitem aos filhos esses desequilíbrios, que os farão
sofrer. Se de um lado, é difícil controlar as emoções e sentimentos, por outro
lado, temos que nos conter diante dos filhos, para que nosso desespero não lhes
causem danos. Precisamos buscar em Deus e na oração, a ajuda para superar as
tensões dos momentos difíceis na vida familiar. É preciso, como disse São
Paulo, “viver pela fé” (Rm 1,17; Hb 10,38), certos de que Deus cuida de nós e
que “tudo concorre para o bem dos que o amam ” (Rom 8,28). A família cristã
precisa habituar´se a buscar em Deus, com fé e esperança, a solução dos seus
problemas. “Tudo posso naquele que me dá forças” (Fil. 4,3). “Se Deus é por
nós, quem será contra nós?” (Rom 8,31). Na certeza de que Deus tudo vê, sabe e
cuida, os pais devem vencer os nervosismos e descontroles emocionais que afetam
os filhos. Jesus garantiu´nos que “até os cabelos de nossa cabeça estão
contados” (Mt 10,30), e que nenhum deles cai por terra sem a permissão de Deus.
São Pedro nos ensina a colocar todas as preocupações em Deus, que é bom Pai, e
que nos uniu pelo matrimônio: “Lançai sobre Ele as vossas preocupações porque
Ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5,7). É a nossa fé que “vence o mundo” garante São
João, e esta fé, para ser transmitida aos filhos deve ser vivida no lar,
especialmente nas horas difíceis. É ela que afasta o medo e o pânico, tão
prejudiciais para a família. Um lar alegre São Paulo diz aos tessalonicenses :
“Alegrai´vos sempre no Senhor, repito alegrai´vos ...” (1 Ts 5,16). A alegria é
algo fundamental para a vida humana e, especialmente para o equilíbrio do lar.
São Francisco de Sales, doutor da Igreja, ensinava que “um santo triste é um
triste santo”. “Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em
teus pensamentos. A alegria do coração é a vida do homem ... Afasta a tristeza
para longe de ti” (Eclo 30, 22s). A alegria deve ser cultivada no lar; ela é o
melhor oxigênio para o crescimento tranqüilo dos filhos. E esta alegria vem de
Deus. “Alegrai´vos no Senhor”. Portanto, toda queixa, murmuração, reclamações,
azedume e mau´humor, devem ser evitados para que o ambiente do lar não fique
tenso e carregado. Certa vez assisti uma palestra sobre a prevenção às drogas,
no Colégio de nossos filhos. Era um investigador de policia, que dava combate
ao narcotráfico, que proferiu a aula. Ao terminá´la, concluiu dizendo aos pais
alí presentes que a principal razão pela qual os filhos tantas vezes iniciam´se
nas drogas, é a falta de carinho e amor dos pais e, sobretudo, por não
encontrar no lar um local agradável para viver. Muitos lares, por causa das
brigas e conflitos, tornam´se verdadeiros infernos onde o filho não suporta
viver, buscando, então, refúgio na rua, onde tantas vezes o traficante está à
sua espera, de braços abertos, para oferecer o “consolo” que ele não encontrou
em casa. Isto é muito sério. Fiquei muito impressionado com a colocação daquele
investigador, sobretudo por não se tratar de um padre, psicólogo, médico ou professor,
mas de um policial. Os nossos filhos não podem ser “expulsos” do lar por causa
dos seus conflitos internos. O lar deve ser um ninho de amor onde os filhos
gostem de estar, inclusive com os seus amigos. Eles têm este direito; pois o
lar é deles. É claro que as normas de boas convivências devem ser respeitadas.
Só Jesus pode dar à família a paz que ela precisa. Sem viver os seus
mandamentos e sem o auxílio da sua graça, isso será impossível. “Vinde a mim
vós todos que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei. Aprendei de
mim que sou manso e humilde de coração. O meu jugo é suave e meu fardo é leve”
(Mt 11,28). É dando graças a Deus, em todas as circunstâncias da vida que lhe
demonstramos a nossa fé e vencemos todos os problemas. Ele está vendo tudo o
que se passa no lar, e tem um desígnio de salvação em cada acontecimento. “Em
todas as circunstâncias dai graças, pois esta é a vontade de Deus a vosso
respeito em Cristo Jesus” (1 Tes 5,17). Note que o Apóstolo manda dar graças
“em todas as circunstâncias”, e não apenas quando tudo vai bem. Dar graças a
Deus por tudo, todas as horas, é o meio de, na fé, vencer todas as dificuldades
e permanecer em paz no meio das adversidades. Educação integral A educação dos filhos deve que ser integral e atingir todas
as dimensões do ser humano. No ponto mais alto da nossa escala de valores está
o espírito, a vida espiritual, onde o homem se encontra como “filho de Deus”,
criado por Ele e para Ele. Sem a educação para a fé, toda a formação da pessoa
fica comprometida. E a Igreja não se cansa de repetir em seus documentos, que
“os pais são os primeiros catequistas dos filhos”. Será difícil levar alguém
para Deus, se isto não for feito, em primeiro lugar, pelos pais. Quando fala
aos pais sobre a educação dos filhos, São Paulo recomenda: “Pais, não
exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai´os na educação e na doutrina
do Senhor” (Ef 6, 4). Aqui está uma orientação muito segura para os pais. Sem a
“doutrina do Senhor”, não será possível educar. Dom Bosco, grande pai e mestre
da juventude, ensinava que não é possível educar os jovens sem a religião. Seu
método seguro de educar, estava na trilogia: amor ´ estudo ´ religião. Em
Puebla, no III CELAM, os nossos bispos disseram: “Quando a Igreja evangeliza e
consegue a conversão do homem, também o educa, pois a salvação (dom divino e
gratuito), longe de desumanizar o homem, o aperfeiçoa e enobrece; faz com que
cresça em humanidade (n.1013). E o documento de Santo Domingo (IV CELAM) diz:
“Eduquemos os cristãos para ver Deus em sua própria pessoa, na natureza, na
história global, no trabalho, na cultura, em todo o secular, descobrindo a
harmonia que , no plano de Deus, deve haver entre a ordem da criação e a ordem
da redenção”(n. 156). É no colo do pai e da mãe, principalmente da mãe, que o
filho se torna religioso. Nunca esqueci o Terço que aprendi a rezar aos cinco
anos de idade, no colo de minha mãe. Pobre filho que não tiver uma mãe que lhe
ensine a rezar! Por isso, os pais não devem apenas mandar os seus filhos à
igreja, mas, deve levá´los à igreja. É vendo o pai e a mãe se ajoelharem, que
um filho se torna religioso; mais do que ouvindo muitos sermões. Alguém disse
um dia, que “quando Deus tem seu altar no coração da mãe, a casa toda se
transforma em um templo.” Um aspecto importante da educação religiosa de nossos
filhos está ligada com a escola. Como a maioria do povo brasileiro é católica
(83%), e é esta maioria que paga impostos, que mantém as escolas e paga os
professores, logo, esta maioria católica tem o direito de exigir que o Estado
mantenha nas escolas o ensino religioso de boa qualidade e pague os professores
de religião. Esta é um exigência justa e necessária que precisamos fazer
cumprir para que as nossas escolas não se tornem pagãs. Chega de professores
revoltados com a fé, com a religião, com a Igreja e com Deus, e que vivem
´derramando a sua bílis´ amarga contra o que é sagrado, sobre os nossos filhos,
nas salas de aulas. A maioria católica do Brasil não pode se omitir na defesa e
manuntenção dos princípios cristãos em nossas leis. É lamentável ensinarmos
coisas boas aos nossos filhos, se a escola ensinar´lhes o contrário; por isso
os pais cristãos precisam exercer a vigilância sobre aquilo que os seus filhos
aprendem na escola. Recentemente, na Rede de Ensino Oficial do Estado, foi
distribuído aos alunos uma “cartilha” sobre educação sexual, que, na verdade,
nada tem de educação sexual, mas sim de liberação sexual em todos os sentidos,
inclusive em termos de homossexualidade, lesbianismo, etc. Os pais precisam
saber dessas coisas e saber reclamar com todo o direito e veemência. O Concílio
Vaticano II falou bem claro sobre esta questão: “Violam´se os direitos dos pais
no caso de os filhos serem obrigados a assistir a aulas que não correspondam às
convicções religiosas de seus pais ou no caso de se impor um único sistema de
educação do qual se exclua de todo a formação religiosa. (DH, 5) Como cidadãos
temos o direito e o dever de exigir que as nossas escolas sejam religiosas. Mas
isto só acontecerá se não cruzarmos os braços. Certa vez o Papa Leão XIII disse
que: “A audácia dos maus se alimenta da covardia dos bons”. Abaixo da vida
espiritual está a racional, intelectual. Os pais devem fomentar o seu
desenvolvimento pela escola e pelos estudos, mas não simplesmente para que os
fiilhos possam “ser alguém na vida”, ou exercer uma profissão que lhes garanta
bom emprego e muito dinheiro. Com facilidade os pais transmitem essa
mentalidade aos filhos, e isto desvirtua o sentido da ciência, da profissão e
do trabalho. O grande educador Malba Tahan, dizia que “cultivar a ciência só
pela utilidade imediata é desvirtuar o sentido da própria ciência”. Não há
oposição entre a ciência e a fé, pelo simples fato de que ambas foram criadas
pelo mesmo Deus. Uma ajuda a outra, como se fossem irmãs que se auxiliam. Sem a
ciência a fé muitas vezes cai no fanatismo sentimentalista, e se torna
perigosa; sem a fé, a ciência pode se tornar ameaçadora para o próprio homem.
Não podemos nos esquecer que dentro do Vaticano existe uma Pontifícia Academia
das Ciências. Lorde Bacon afirmou certa vez que: “uma filosofia superficial
inclina o pensamento do homem para o ateísmo, mas uma filosofia profunda conduz
as mentes humanas à religião.´ O grande físico francês, Blaise Pascal, profundamente
cristão, também dizia que “a pouca ciência pode afastar de Deus, mas a pura
ciência faz´me chegar a Ele.´Não é à toa que os seminaristas estudam três anos
de Filosofia! Machado de Assis garantia que “a verdadeira ciência não é
enfeite, mas nutrição”. Nesta linha, o Marquês de Maricá dizia que: “ Uma boa
leitura dispensa com grandes vantagens a companhia de pessoas frívolas”.
Devemos ensinar aos filhos que, na visão cristã, o trabalho e a profissão,
visam, em primeiro lugar, o aperfeiçoamento da própria pessoa e a construção do
mundo no serviço aos irmãos. Como retribuição recebemos o pagamento justo que
garante o nosso sustento. É imperioso mostrar aos filhos que o valor de uma
vida está no “servir”, e que o trabalho é a maneira habitual de ser útil. Os pais
devem iniciar os filhos no exercício do trabalho responsável. Uma pessoa ociosa
está aberta ao vício e à desordem. O sentido da responsabilidade deve ser
desenvolvido pelos pais desde cedo, seja nos estudos, no trabalho doméstico e
nos trabalhos da família. É importante levar os filhos a cultivarem o “ser”
muito além do “ter”. Uma pessoa tem valor pelo que ela é, e não pelo que tem;
mas o mundo, de mil maneiras, a todo instante, ensinará o contrário aos nossos
filhos. Sobretudo os pais têm o grave dever de “educar para o amor”, ensinando
aos filhos a beleza do serviço desinteressado aos que precisam de ajuda. A raiz
do egoísmo deve ser combatida desde a tenra idade para que o jovem não se torne
um adulto fechado sobre os seus próprios interesses, egocêntrico e
individualista. A grandeza do homem está no fato dele ser “filho de Deus”,
irmão de Jesus Cristo e de todos os homens, e senhor do mundo criado. Santo
Irineu († 202) dizia que “a glória de Deus é o homem vivo”. É portanto a grande
manifestação da glória de Deus, confiado aos pais para desenvolver os seus
talentos. Aos filhos deve ser ensinado aproveitar bem o tempo e não
desperdiçá´lo nunca. Muitos jovens jogam fora boa parte de suas vidas na
ociosidade. São João Bosco alertava que “mente vazia é oficina do diabo”, e não
deixava seus jovens sem atividades. Uma atenção especial deve ser dada no
sentido de evitar que os filhos cultivem a preguiça. Após o pecado original,
Deus fez do trabalho uma terapia para a redenção do homem: “Comerás o teu pão
com o suor do teu rosto até que voltes à terra de onde foste tirado” (Gen
3,19). O trabalho, longe de ser um castigo imposto ao homem, foi um “remédio”
para as más inclinações da preguiça. Os amargos frutos desse pecado capital são
muitos: desobediência aos pais, fracasso nos estudos, desordens em casa, não
cumprimento dos deveres, etc. É também na infância que os pais devem tirar as
raízes da preguiça da alma da criança. Não podemos deixar que os nossos filhos
cresçam com a mentalidade nada cristã de que o trabalho deve ser evitado. Jesus
trabalhou até os trinta anos, como carpinteiro, para nos dar o exemplo da
dignidade e importância do trabalho. É através dele que cooperamos com Deus na
obra da criação, e com ele prestamos a caridade rotineira. São Bento resumiu a
vida do monge no “ora et labora”(reza e trabalha). Falando certa vez sobre a
vida oculta de Jesus, em Nazaré, durante a célebre viagem que fez à Terra
Santa, o Papa Paulo VI, disse: “Uma lição de trabalho. Nazaré, ó casa do ‘Filho
do Carpinteiro’, é aqui que gostaríamos de compreender e celebrar a lei severa
e redentora do trabalho humano...” (05/01/74). Educar para as virtudes » - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
por Prof Felipe de Aquino, Com. Cléofas Do livro ´ FAMÍLIA, SANTUÁRIO DA VIDA´ compartilhar essa página
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