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Curso Formativo
Sobre Liturgia Católica
4.3. VESTES LITÚRGICAS.
A variedade das vestes ou paramentos litúrgicos serve
para manifestara diversidade dos ministérios (indicações
hierárquicas) exercidos na Liturgia . As vestes quer
nos dar o sentido de revestir-se de Cristo, de sua autoridade,
dos seu serviço. O cristão procura imitar o
Cristo, seu divino modelo.
Vestes, paramentos ou hábitos vêm do termo latino
habitus e designam as disposições morais da
pessoa e a sua atitude exterior. A veste é sinal primeiro
para quem a porta.
Quanto à forma das vestes litúrgicas ficam à
determinação das Conferências Episcopais
frente à Santa Sé de adaptar conforme necessidades
e costumes regionais:
A CNBB aprovou (1971) a substituição do conjunto
alva e casula por túnica ampla, de cor neutra, com
estola do tempo ou festa litúrgica .
A beleza e a nobreza das vestes decorra do tecido e da forma;
se houver ornatos, sejam figuras ou símbolos que indiquem
o uso sagrado. As cores devem visar manifestar o caráter
dos mistérios celebrados, conforme desenrolar do ano
litúrgico.
A) VESTES COMUNS.
São aquelas que todos os ministros, de qualquer grau,
usam:
ALVA:
a) Túnica branca, geralmente de linho, que simboliza
a pureza de coração
com que o sacerdote deve se aproximar do altar.
b) Sentido espiritual: candura virginal , incorruptibilidade
da doutrina, virtude da perfeição e imagem da
boa fé.,
c) Presa a cintura pelo ângulo e antecedida pelo amito
.
. SOBRE PELIZ: a) Alva reduzida, quando muito chega ao joelhos,
com mangas folgadas e largas. b) Não pode substituir
a alva quando se usar a casula ou dalmática .
ESTOLA:
a) Tem suas raízes no Sagrado (cobrir-se quando estiver
em presença do totalmente Outro) .
b) É o Talit dos hebreus .
c) Bispos e sacerdotes levam-na em torno do pescoço,
pendendo diante do peito; o diácono usa a tiracolo
sobre o ombro esquerdo, prendendo ao lado direito.
d) Simboliza a imortalidade da alma e é sinal do serviço
e poder sacerdotal.
e) Era carregada ao pescoço com mais de uma volta,
associada ao grau da hierarquia Breco - romana. Só
após o séc::. IX recebe o nome de estola (antes
era orarium = boca ,para proteger da saliva e do suor as sagradas
espécies.)
B) VESTES PRÓPRIAS
CASULA:
a) Vestimenta usada sobre a alva e a estola seguindo a cor
litúrgica do dia. Em algumas regiões substitui
a alva.
b) É diminutivo de tenda, casa; simboliza a casa ou
tenda de Deus.. teto de Jesus operando com o Espírito.
c) Simboliza o jugo suave da lei de Cristo e da caridade,
jugo que o sacerdote deve levar e ensinar aos demais a levar.
d) Em si , ela já é um símbolo e não
convém usar outro sinal; usando que seja alusivo ao
Mistério Pascal .
e) Oração de investidura: "Recebei a veste
sacerdotal, símbolo da caridade. Poderoso é
Deus para aumentá-Ia em vossa alma e perfazer assim
a sua obra. "
PLUVIAL:
a) Vem de Pluviale = capa de chuva. Deriva da capa clerical
e monástica dos séculos VIII e IX.
b) Capa que chega até os pés, aberta na frente,
com fecho junto ao pescoço.
c) Usada na benção eucarística , procissões,
funerais, celebração do matrimônio. O
bispo usa quando administra a confirmação.
d) Deve ser usado sobre a alva ou a sobrepeliz.
e) Não tem um caráter sacro próprio,
distinguindo à pessoa e à solenidade.
DALMÁTICA:
a) Túnica comprida com mangas curtas e largas, posta
sobre a alva e a estola.
b) É a veste própria do diácono , podendo
ser usada também pelo bispo ou abade, debaixo da casula
, seguindo a cor litúrgica .
c) Veste oriunda da Dalmácia . No séc. II "era
o vestido das classes nobres, sendo adotada para o uso litúrgico
no séc. IV . Os nobres a usavam em cerimônias
religiosas indicando a realeza como serviço da divindade
na Terra.
d) Foi adotada pelos patriarcas de Constantinopla .
Obs: O pluvial e a casula são vestes próprias
do sacerdote.
C) VESTE DOS ACÓLITOS (OPCIONAIS).
TÚNICA: Cor branca ou vermelha.
COTA: Vestimenta branca colocada sobre a túnica.
COLARINHO: Colocado no pescoço dentro da túnica.
FAIXA VERMELHA: Colocada sobre a cota. Usada
em celebrações festivas. Quando
a cor litúrgica for preta ou roxa não usa.
Obs : O uniforme para vestir as indumentárias litúrgicas,
deve ser: camisa social de manga comprida branca, calça
social preta ou azul- marinho, sapato social preto.
D) OUTRAS VESTES LITÚRGICAS .
PÁLIO:
a) Vem de pallium , casaco retangular romano.
b) Tira circular, com dois pendentes sobre o dorso e sobre
o peito, usada pelo Papa e , também pelos metropolitas.
c) Era tecida com lã branca de dois cordeiros ofertados
ao Papa, anualmente, na festa de santa Inês.
d) Representa simbolicamente o próprio Cristo que carregou
em seu ombro uma ovelha perdida sendo imitado pelo bispo em
seu pastoreio .
VÉU UMERAL OU VÉU DE BENÇÃO:
a) Pano com o qual cobre o ombro do sacerdote enquanto concede
a benção eucarística ou translada o Ssmo.
Sacramento.
b) Possui estreita relação com o ato de cobrir
o Sagrado como se faz com a Torah na sinagoga.
c) Foi posto em uso a partir do século VIII.
AMITO:
a) Vem de amicire = revestir.
b) Retângulo de pano que se coloca antes da alva, e
cobre o colo e a espádua, firmado por dois cordões.
c) Simboliza a proteção divina, se revestir
de Cristo e de sua pureza.
CÍNGULO:
a) Cordão para ajustar a alva à cintura, derivado
do cinto romano.
b) Simboliza as cordas e os açoites com que Jesus Cristo
foi atado e flagelado .
c) Lembra o conselho de cingir os rins como presteza para
o trabalho, estar em alerta e cingir o ministro com os poderes
dos conselhos evangélicos.
BARRETE:
a) Chapéu preto com 3 pontas, significando que o sacerdote
é graduado
nas ciências divinas.
b) Significa, também, a Ssma. Trindade.
c) Sua utilização vem desde a Idade Média
e hoje seu uso é optativo J caindo já em desuso.
BATINA:
a) Diferenciada da túnica por ser um pouco mais comprida
(até os tornozelos) .
b) Cor preta para o sacerdote, branca para monges dominicanos
e cistercienses , parda para carmelitas e franciscanos , roxa
para bispos e vermelha para cardeais.
VÉU:
Na linguagem litúrgica , ao mesmo tempo, o véu
vela e revela realidades que só são compreendidas
à luz da fé :
a) Véu do sacrário : Quase desapareceu. É
sinal de respeito, que vela e revela o mistério da
Eucaristia contido no sacrário .
b) Véu do cibório : Não prescrito em
rubrica, mas expressão do calor humano diante do frio
metal e de mistério.
c)Véu do cálice: Previsto pela rubrica, mas
após Vaticano II insiste em não se usar
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