Sim, mesmo com medo eu digo SIM!

 

Para que eu nasci? Qual o meu lugar no mundo? Por onde ir? O que fazer? Quem nunca se fez essas perguntas? São questionamentos que inquietam o coração humano, mas que podem dar sentido a todas as coisas.

O homem não nasceu para vagar à toa. Desde toda a eternidade, foi gerado, concebido e enviado à uma missão específica. A jovem Maria, no auge de sua juventude, acolheu esse caminho que lhe trouxe a felicidade.

Rosilene dos Santos, vocacionada da Congregação Beneditina, que esteve no Reviver 2017 organizado pela Missão São Paulo da Comunidade Católica Shalom, também encontrou o sentido quando deixou-se ser conduzida pela vontade de Deus.

“Entrei no vocacional com o desejo de descobrir para o que Deus estava me chamando”, conta. “O difícil não é descobrir a sua vocação, o difícil é você dizer sim e vivê-la todos os dias”.

Essa descoberta, por ser algo novo, gera medos e inseguranças. “As vezes a palavra vocação está rotulada, quando se pensa sobre o assunto a primeira coisa que vem na cabeça é a vida consagrada. Mass não é isso, a santidade é a primeira vocação”, esclarece o padre Diogo Shishito, que também esteve participando do evento.  “O que gera medo é que a pessoa pensa: vou fazer um encontro vocacional daqui a pouco vou virar padre ou freira”, explica.

Exatamente isso pensa Amanda Franco, que tem a sua amiga como exemplo quando se fala sobre o tema vocação. “Pra mim só existe duas formas de viver a vocação: ou padre ou freira. Por isso que quando me perguntam sobre este tema, na hora eu lembro da Rosilene”, conta. “Estou ainda em busca de descobrir a minha”.

Não é só Amanda que usa como referência o outro ao falar sobre a vontade de Deus. Padre Shishito explica que “temos a tendência a vocação dos outros, mas não paramos para pensar na nossa”. Enquanto isso, o tempo passa..

Assim se sente Heloísa Nunes, participante do retiro de carnaval. “Muitas vezes colocamos muitos obstáculos, criamos situações que não existem, e com isso o tempo vai passando, tiro por exemplo a mim mesmo”, relata.

Maria não deixou o tempo passar. Mesmo diante dos questionamentos internos, ela alegrou-se com a saudação do anjo.  Ela não sabia como se daria, o que provavelmente gerava dentro dela muitos medos. Mas, acima dos seus medos estava a sua fé e a sua confiança no Senhor que nela tudo poderia realizar.

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