Sínodo e pobreza são assuntos do”talk” no CJS em Roma

A tarde do Congresso Internacional de Jovens Shalom em Roma, começou com um bate papo com convidados muito especiais que trataram de temas importantes na vida dos jovens. Vitor Aragão, missionário da comunidade de vida e assessor jovem da Comunidade Shalom e Teresa Maria, da missão de Toulon na França estiveram à frente desse momento.

Para falar sobre o Sínodo dos Jovens que a Igreja viverá no próximo ano, o Padre João Wilkes, missionário da comunidade de vida e responsável pelo setor jovem do Pontifício Conselho para Leigos, foi convidado a comentar a importância desse momento dentro da Igreja. Dizendo o quanto é relevante esse caminho sinodal, Vitor Aragão também perguntou como os jovens podem contribuir com o evento.

O Padre explicou que, de maneira bem simples, a palavra Sínodo significa caminhar juntos, e a Igreja que caminha junto com Cristo reúne os Bispos do mundo inteiro e decide qual o assunto de maior importância para ser tratado em cada tempo. Para o Sínodo que acontecerá em outubro de 2018 o tema escolhido foi a juventude, qualificado como um tema muito amplo, por isso a Igreja destacou: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, como assuntos específicos a serem discutidos.

O padre orientou que os jovens podem preencher um questionário on-line para contribuir com esse Sínodo. Vitor Aragão enfatizou ainda, que a orientação do Papa Francisco foi que esse questionário não fosse restringido aos católicos, porque a Igreja quer ouvir todos os jovens. Segundo o Padre João Wilkes isso se deve ao fato de que a Igreja entende que Deus sempre pede grandes coisas aos jovens: “Basta olhar o exemplo da jovem Maria, mãe de Jesus”, completou. Ele disse que não devemos considerar que os jovens são superficiais, eles podem dar as melhores soluções para os problemas que a sociedade vive. Citando o Papa Francisco, Padre João disse que os jovens não são apenas o futuro, mas um grande presente na Igreja e para a Igreja.

Outro tema abordado foi a questão da relação dos jovens com os pobres. Yuri, um jovem que atua na Promoção Humana dentro da Comunidade, na cidade de Fortaleza, disse que os pobres são uma realidade constante na sociedade de todos os tempos: “Deus nos dá a missão de ter um olhar atento e caridade com os pobres”, destacou.

Yuri pensa que cada um da obra Shalom deveria fazer uma experiência de contato com os pobres, mesmo não servindo na Promoção Humana, ministério específico para esse serviço. Não devemos abordar os pobres com a noção de assistencialismo, mas com o desejo de tocar em suas vidas e levar Jesus até eles.

Esse momento teve também a presença de um jovem de Israel, que está na Comunidade Shalom e em breve será enviado em missão. Ele que nasceu em uma família católica, mas não vivia sua fé, conheceu a Comunidade Shalom aos 16 anos. Tendo já buscado a felicidade de muitas formas, a experiência com Deus dentro da Comunidade o fez sentir como se tivesse finalmente encontrado a sua casa.

Questionado sobre como seguir Jesus na terra em que o próprio Jesus viveu, Michel acredita que a resposta que ele pode dar, está em sua própria experiência: “Mesmo vivendo muitas coisas, buscado a felicidade em muitos lugares, seguimos Jesus quando buscamos Nele a nossa felicidade e nossa identidade”.

Sobre o ir em missão, Michel citou as palavras do fundador da Comunidade Shalom, Moyses Azevedo: “Quando temos o controle total de nossa vida, Deus não tem o controle”. Por isso, apesar dos medos, ele decidiu viver essa experiência.

Como última participação nesse “talk” sobre os jovens, a discípula da Comunidade de Vida Bárbara Tavares partilhou sobre sua experiência de evangelização de estrangeiros.

Bárbara disse que desde muito cedo, quando começou a aprender outras línguas, nasceu em seu coração uma curiosidade e necessidade de encontrar as pessoas e aprender sobre as culturas de outros países. Após sua experiência com Deus isso cresceu. Ela destaca que a graça do Carisma Shalom a ajudou a viver isso de uma maneira simples e intensa. Uma vez em uma partilha com uma estrangeira, a opinião dessa jovem sobre a fé, que segundo ela era algo do passado, questionou muito a missionária. Após ouvir outras experiências e opiniões negativas sobre a fé em outros países, o interesse por outros povos tornou-se um desejo de evangelização.

Sua primeira experiência de oração por um estrangeiro, foi com um italiano que a ensinava a língua pela internet. Após algum tempo partilhando quem ela era e sua fé, o italiano a pediu para que rezasse por ele.

Bárbara diz que o medo não deve barrar a evangelização, especialmente se você vê a evangelização não como algo complicado, mas como uma relação de amizade, ser amigo do outro, amar o outro.

Vitor Aragão agradeceu a presença de todos os convidados, lembrando da importância da oferta de vida na juventude. Ele citou o exemplo de Moysés Azevedo, fundador da comunidade, que em sua juventude teve a coragem de se abrir para a evangelização dos jovens.

 

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