Uma corrente humana em meio as correntezas da vida

Recentemente, em uma praia nos Estados Unidos, uma família foi salva por um grupo de pessoas, dizia a notícia no jornal. Mas o que tem isso de interessante para virar um artigo, afinal o mar não tem cabelo, e com ele, já levou muitos sem ter onde se segurar.

Dois dos filhos de um casal estavam se afogando em meio as correntes marítimas que o arrastavam para o fundo do mar. A mãe e outros membros da família que estavam na praia, entraram desesperados para salvá-los, mas infelizmente as aguas também os prenderam, deixando nove pessoas à deriva. Uma corrente humana de umas 80 pessoas foi organizada pelo pai das crianças, da costa até o quase afogamento coletivo, resgatando todos com vida.

Uma corrente humana de banhistas, significa que cada um de forma solidária saiu do seu lazer na praia, do passeio e de si mesmo, para darem-se as mãos e formar um cordão de 100 metros de distância, até chegar ao grupo onde a maioria, 06 eram da mesma família.

Lendo este caso na redação, um amigo questionou: “O que será preciso para salvar as famílias hoje?” Respondi de imediato: “ De uma corrente humana! ”

Basta olhar para o horizonte da sociedade e perceber quantas famílias estão se afogando hoje nas correntes do egoísmo, do desamor, da falta de compromisso, divórcios, desemprego e tantos outros tormentos que como um canto de sereia, puxam cada vez mais as pessoas para baixo, para o fundo turvo e escuro na onda da separação.

Matrimônios destruídos pelo adultério que arrastam os filhos pela correnteza do sofrimento e do abandono. A família cada vez mais fica à deriva, se distancia da margem de Deus, falta o chão, e sozinhos, alguns, ainda tentam nadar contra as correntes da vida e, de boia em boia, pelos sete mares de lamurias e murmurações, vivem as aparências da estabilidade, buscando sempre um último respiro no mar revolto.

Segundo informações, o pai das crianças que organizou a corrente para salvar sua família, pois sozinho não conseguiria, seria mais um no rol das vítimas.  Foi necessário o encontro de várias pessoas, que unidas, focaram em salvar a família. Uma só pessoa não é suficiente para tanto, porém uma corrente humana no mar de misericórdia é capaz de muito mais, por meio da intercessão e principalmente do desejo sincero. O homem que lutou pela sua família, de fato, tinha um desejo concreto e se mobilizou, “clamou”.

E nós? O que estamos fazendo para salvar as famílias? Estamos na beira da praia só observando de binóculos, fazendo descaso do homem, sendo indiferentes e achando tudo normal ou somos essa corrente, que intercede em nossas orações, terços e eucaristia, pelas famílias do mundo inteiro, mesmo sem conhecê-las, fazer com que nossos clamores e ofertas à Deus, alcance os lares, não importa a distância, metros ou quilômetros. Que nossa corrente humana pelo resgate das famílias, possa alcançar o coração de Deus, o salvador de vidas!

Nenhuma família está livre das turbulências e ventos fortes no barco da vida, porém se deixarmos o amor vencer todos os dias, teremos sempre uma âncora de esperança nas mãos.

Sua família precisa de uma corrente humana?

Angela Barroso

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