Vinde, vede, e anuncie o Evangelho!

Aqui, onde tudo o que era idealizado de mundo perfeito, cai por terra.

Aqui, onde eu vejo os sonhos de uma juventude majoritariamente pobre, que nada tem, mas tudo ainda pode dar.

Aqui, lugar que toco na humanidade, nas feridas, no grito de uma juventude que não tem nada mais além de sonhos.

Aqui, onde eu vejo, também, uma juventude sem limites. Limites esses que se perderam na educação precária, na desigualdade, na família desestruturada, nas dificuldades com as quais muitos desses jovens (senão a maioria) tiveram que aprender a conviver desde quando nasceram…

Aqui, onde eu vejo os olhos de cada um brilhar ao dizer que era feliz jogando bola e empinando pipa na rua e que nem se lembra mais quando, onde e por que se perdeu nessa vida.

Lugar onde vejo tantos querendo ganhar o mundo, mas que perdem a si mesmos, na ilusão de que TER é a felicidade, quando na verdade, não é, e NUNCA será.

Ilusão do TER que tantas e tantas vezes me deixei seduzir também, assim como aqueles meninos segregados. Segregados pelo mundo e não por Deus, segregados pela dor, pela escuridão, e não pela luz e amor.

Sinto-me constrangido sempre que visito a Fundação Casa, por meio do ministério Promoção Humana, mas não um constrangimento de me sentir intocável, mas de me sentir exatamente igual a eles, com apenas uma diferença: Eu encontrei o verdadeiro e único sentido da minha vida, que é Deus, e isso me faz, obrigado, por amor, a querer ajudá-los, também, encontrar sentido em suas vidas.

No último final de semana, ouvi de um menino: “Cara, eu vou sair, eu vou mudar, eu não quero mais essa vida de ilusão, me espelho em você”.

Juramento em vão, no calor do momento? Pode ser! Mas a certeza de que através da minha vida, aquele menino, mesmo que por um momento, sentiu a necessidade de conhecer aquilo que um dia eu também conheci, faz-me ter esperanças, acreditar que essa juventude não está perdida. A juventude não está perdida, a juventude tem desejo pela FELICIDADE, mas por aquela felicidade que nunca acaba, desejo de algo que dure para sempre.

E, enquanto cristãos, antes de tudo, nós somos os responsáveis por mostrar o caminho que é DE e PARA a felicidade e mais do que isso, somos chamados a estar com eles durante todo o percurso.

Não há tempo para descansar. O tempo é de luta pelos jovens e por toda a humanidade que chora. Vinde, vede e anunciai.

 

 Caio Rodrigues

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *