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3 dicas pra sair da ‘bad’ de final de ano

É tempo de conversão, de sair de si mesmo e frutificar no amor.

Para algumas pessoas fugir do mês de dezembro, da noite de Natal, mais precisamente, seria o ideal. Quase um presente de Deus, para assim, não entrar em contato com vários sentimentos tristes, depressivos e nostálgicos, que surpreendentemente, afloram com mais intensidade neste período natalino. Um verdadeiro marasmo!

O Natal para essas pessoas, muitas vezes, se resume na dor da perda da mãe, do medo da solidão, a saudade do filho que mora em outro país, o sofrimento da família desunida, o neto acidentado no Natal de 199… e tanto, e assim, o dia 25 de dezembro se torna o dia das reminiscências e lamúrias do passado. Lágrimas e dores se permeiam entre histórias ruminadas e recontadas mil vezes, sempre avivadas em meio aos ressentimentos pincelados de amarguras. É como se o tempo parasse no desânimo da mesmice.

Não querendo aqui desfazer das dores ou perdas de cada um, mas, sim, evidenciar a graça da alegria e esperança que este período pode despertar em nossas vidas, quando descobrimos e saboreamos o verdadeiro sentido do nascimento de Cristo. Do Emanuel, Deus conosco. Quando nos dispomos finalmente, a preparar um lugar para Ele nascer.

Primeiro passo

Mergulhe nas leituras do período do Advento, que com muita sabedoria litúrgica, a Igreja nos apresenta várias pistas, nos dando a compreensão do mistério da Encarnação, retirando toda esterilidade do egoísmo, indiferença e hostilidade. O Verbo que se faz carne é fecundado também em nós, e ao criar espaços, para a palavra de Deus se mover em meu ser, livre do autovitimismo, a luz do Espírito Santo gera um novo em cada significado. O que antes era estéril, floresce e perfuma a gruta de Belém em minha história de vida.

Segundo passo

Você tem um presépio em sua casa? Ou ainda está naquela de afogar as mágoas e dores no consumismo, como um ciclo, que retorna ano após ano no mês de dezembro? O segundo passo eu diria, é focar no essencial! Aproximar-se com sinceridade da beleza da família de Nazaré, representada na figura do presépio. São Francisco se preparou vivamente para o nascimento do Salvador e instruiu outros a fazê-lo, quando “inventou” o presépio na noite de Natal, do ano de 1223, na Itália. Deixar, enfim, que caiam por terra, todas as muralhas que construímos, com nossas próprias mãos, ao redor do presépio, evitando contemplar na verdade, quem nós somos, diante da estrutura familiar de Jesus, Maria e José.

Quando me deparo com o simples, o puro, o justo, o fiel, o casto e obediente, o grande que se fez pequeno por amor a nós e toda a pureza que emana do presépio, só nos resta, não fugir, mas olhar e se reconciliar consigo mesmo, com Deus e com os irmãos. Ser curado de cada dor, cada perda, cada sentimento que me impede de participar deste momento tão glorioso na história da salvação. Construir um presépio, não por enfeite, mas para sinalizar a festa cristã, que também passa pela expressão do perdão! Onde o centro é Cristo!

Terceiro passo

Após esse contato pessoal com a Encarnação, por meio da palavra e do presépio, chegou o momento do gesto concreto. De sair de si mesmo, em prol aos mais necessitados e humildes, se voltando não mais, para a sua própria manjedoura onde é você mesmo o rei, o aniversariante. Mas se direcionar para o outro, da fome e sede daqueles que vivem à margem e esquecidos nas periferias de nossa cidade e ver ali, o presépio vivo: Jesus pequeno em cada criança em cada lar vazio da luz divina, na pobreza das Marias e no esforço de tantos Josés.

Que em seu coração brote a vida nova com sentimentos de alegria, paz e felicidade, tudo aquilo que você deseja aos outros, não afogue esses sentimentos na nostalgia… É tempo de conversão, de sair de si mesmo e frutificar no amor. O Senhor esteja convosco! Ele está no meio de nós!


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