Formação

A caridade é a base de tudo aquilo que rege uma personalidade ama

A caridade é a base de tudo aquilo que rege uma personalidade amadurecida, diz cardeal

Dom Eusébio Scheid afirma que a caridade também implica o perdão

De acordo com o cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, «a caridade forma a autêntica base da justiça, da solidariedade, da amizade, enfim, de tudo aquilo que rege, verdadeiramente, uma personalidade amadurecida, inclusive no senso da cidadania».

Dom Eusébio Sheid explica, em artigo enviado a Zenit em dias passados, que São João ensina que «Deus é caridade».

«Evidentemente, isto tem uma certa coincidência com o pensamento filosófico antigo, sobretudo em Platão, que preconizava a existência de um Bem Supremo, ápice e causalidade de todas as perfeições», contextualiza.

Mas, segundo Dom Eusébio, «São João adquiriu conhecimento e, mais do que isso, experiência vivencial da caridade com o próprio Cristo, do qual foi o apóstolo mais próximo».

O arcebispo recorda que São João esteve presente nos momentos fulcrais da vida pública do Senhor, como na Transfiguração, em diversos “sinais” que Ele operou, durante sua Paixão e, finalmente, ao pé da cruz.

«Depois disso, encarregou-se da Mãe de Jesus, levando-a para sua própria casa, a pedido do Filho, que lhe entregou a Mãe no alto do Calvário (cf. Jo 19,26-27).»

Dom Eusébio explica que em seu convício com o Mestre e com Nossa Senhora, São João aprendeu tudo o que seria possível a um ser humano saber sobre a caridade.

«Sobretudo, o apóstolo foi inspirado pela própria Caridade, o Amor que Pai e Filho se doam mutuamente, na Pessoa do Espírito Santo.»

Segundo o arcebispo, São Paulo, na sua primeira Carta aos Coríntios, faz um resumo perfeito sobre a caridade.

«Enquanto todos os demais dons irão desaparecer, sendo desnecessários na visão de Deus face-a-face, a caridade jamais acabará, pois é a própria presença divina, que tudo impregna com o perfume da graça (cf. 1Cor 13). Por isso, a caridade é difusiva. Além disso, é criativa: estimula-nos a encontrar meios de contagiar aqueles dos quais nos aproximamos», escreve.

«Esta aproximação nos faz parecidos uns com os outros –prossegue o arcebispo–, porque aquele que eu amo se torna semelhante a mim, independentemente de raça, cultura ou idade. Transmito a ele algo dos valores que a própria caridade me inspira e, assim, nós nos unimos na mesma imagem e semelhança de Deus.»

Segundo Dom Eusébio, a verdadeira caridade para com o outro vem do fato de eu amar a Deus nele.

«E chego a apreciá-lo como pessoa, porque Deus o ama, enquanto criatura sua. Sou capaz, também, de perdoá-lo, pois falhar é condição comum a todos nós. Eis, a dinâmica da caridade, que desejamos ver implantada, cada vez mais, no mundo.»


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