Foto: Bruno Gabriel
Formação

A importância do ministério na Obra Shalom

Uma resposta ao amor de Deus

Depois de experimentarmos a Deus no nosso grupo de oração, através da potência e força do Espírito Santo em nós, começamos a trilhar um caminho de transbordamento da graça recebida, que parte de nós como rio de água viva (João 7, 38), que Deus promete jorrar até a vida eterna. A fonte propulsora do nosso ministério é o próprio agir do Espírito Santo em nós, que nos tira de nós mesmo e nos põe a serviço dos irmãos.     

No ministério vamos aplicar o que aprendemos de Deus na sua Palavra, no grupo de oração e com nossos coordenadores. O ministério não é um trabalho que realizamos para sermos recompensados com dinheiro, mas sim uma resposta generosa ao amor de Deus, para atender às necessidades da comunidade e da Igreja ao nosso redor. Não fazemos parte de um ministério para agradar quem nos lidera ou para mostrarmos aos irmãos que somos prestativos. Somos movidos pelo mesmo Amor que nos atraiu, que agora nos põe na dinâmica do esvaziar-se, ir ao encontro do outro por amor e no amor deixar Deus agir.

Como discernir o ministério?

Em primeiro lugar, pôr-se em oração e escuta de Deus. Ele comunicará sua vontade a nós. É importante lembrarmo-nos de que o Senhor pode falar conosco nos acontecimentos de nossa vida, e que devemos estar rendidos aos sinais do amor de Deus, assim como Maria estava plenamente rendida ao projeto de Deus quando o anjo Gabriel foi anunciar que Ela seria a Mãe do Salvador. Antes de estar em oração, Maria já tinha inclinado a atenção do seu coração a Deus, por isso para ela foi mais fácil dar esse “sim”. Ela sabia onde estava seu coração.

O ministério sempre vai acontecer em nossa vida seguindo a condução e a vontade de Deus para nós. O discernimento do ministério nunca pode destoar e dar à nossa vida outra tonalidade, que não seja a da vontade de Deus. Como exemplo, há um irmão que é movido por Deus desde o início de sua caminhada para orar pelos outros e apresentar na presença de Deus situações que precisam do toque do Senhor. Com certeza, quando for o tempo propício de ser discernido e engajado num ministério, o próprio Deus vai levar isso em conta, assim como seu pastor de grupo, que deve identificar qual obra o Senhor está realizando, para que assim o ministério seja um lugar frutífero para isso ser moldado no coração de sua ovelha, na naturalidade do Espírito Santo.

O ministério também pode ter um enfoque prospectivo, ou seja, do que Deus deseja realizar dali para frente. Novos rumos e novas histórias são escritos por nossas mãos junto à mão de Deus em novos ministérios. Deus pode querer nos colocar em algo que não temos habilidade ou que não gostamos, para que não só aprendamos a servir ali, mas a ter um coração disposto a aprender, a ser moldado e transformar-se por amor a Deus. Um coração humilde tudo realiza por amor a Deus.

De quem prega sobre cura interior para centenas de pessoas a quem cuida do jardim do centro de evangelização, não existe diferenciações, aos olhos de Deus, como somos acostumados a comparar humanamente. A qualidade e a fecundidade do nosso ministério são medidas pela nossa oferta nele, pelo empenho e pelo amor com que realizamos nossas tarefas. São João da Cruz nos afirma que ao final de nossas vidas, seremos julgados pelo Amor. Podemos entender que não a importa a função em si, mas o amor que nós depositamos ao exercer nosso ministério. Santa Teresa de Calcutá também nos ensinou com sua vida e seu testemunho isso: não importa seu lugar na sociedade e na Igreja, importa que você se doe sem limites e faça com amor a missão que o Senhor Deus lhe confiou.

São Paulo nos afirma em II Coríntios 12, 4-29 que existem vários dons e ministérios a serviço do Reino de Deus, que cada um precisa do outro para funcionar bem, como um corpo precisa que suas pernas andem, que suas mãos segurem objetos, que sua boca fale, etc. Assim vemos que na Igreja e em nossa comunidade, nosso ministério não está dissociado, separado dos outros. Mas estão unidos, porque servem ao mesmo Senhor e cada um vai complementando o serviço do outro, para a edificação dos irmãos e do Reino de Deus. Se todos fossem mãos, quem andaria e levaria o corpo adiante? Se todos fossem boca, quem escutaria a Deus e ao próximo? Não devem existir preconceitos e resistências entre nós, e sim a unidade, tão desejada pelo Senhor. Unidos e com o coração na Obra realizaremos muito mais do que imaginamos, servindo ao Senhor, e gerando vida ao nosso redor, regando com as águas do Espírito Santo a terra sedenta do coração do homem.

Rodrigo César – Natal


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