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Antes eu não me via na Igreja, hoje não me vejo longe dela

Victor foi um dos jovens que estiveram presentes nas batalhas de conhecimento do Halleluya em São Paulo. Ele conta agora sobre a sua experiência de conversão.

No domingo (23), milhares de jovens passaram pelo Largo da Batata para conferir a primeira edição do festival Halleluya em São Paulo. Pela primeira vez, a maior metrópole do país recebia em seu espaço o maior festival de música católica do mundo. Um dos pontos mais visitados, pelos jovens que por ali passaram, era o Beco do Rolê. Espaço temático com as características urbanas da cidade de São Paulo.

Por ali, grafiteiros estampavam ao vivo sua arte enquanto outros jovens competiam no campeonato de skate. A apresentação do grupo Aliança VMS foi também um dos pontos chaves daquele espaço. Mas o que realmente atraiu a curiosidade de muitas pessoas, que por ali passavam, foram as batalhas de conhecimento. Dois MC´s (mestre de cerimônias como são chamados no meio) de cada vez, batalhavam entre si. Um tema era sorteado entre os integrantes que deveriam fazer suas rimas seguindo as regras da organização.

Alguns jovens, além de improvisarem com suas rimas, viram ali a oportunidade de evangelizar e por meio do rap foram contando o seu testemunho pessoal. É o caso de Victor Hugo Almeida Agostinho, jovem de 18 anos que participa há dois meses da difusão da Obra em Interlagos da missão de Santo Amaro. “Eu sempre gostei de rap, mas rima mesmo eu só comecei a praticar em 2016. Tava meio que na moda esse negócio de rima, então eu comecei a praticar com o pessoal e com isso, criou- se em mim uma paixão. Hoje em dia eu estou sempre rimando com o pessoal de onde eu moro e também com o pessoal do Shalom”, conta.

 

Acompanhe abaixo a partilha de Victor sobre sua história pessoal

Eu sou recém convertido. Comecei a frequentar realmente a Igreja no dia 1º de janeiro. Antes eu era aquele famoso “católico não praticante”, que vai três vezes ao ano na Igreja e acha que está bom, vai só quando precisa. Porém, no ano novo eu resolvi mudar de vida e pensei “por que não começar essa mudança primeiro com Deus?”. Fui à Igreja no dia 1° de janeiro e comecei a frequentar todos os domingos, ia nos grupos que tinha na paróquia, porém, a minha experiência de verdade, quando eu realmente senti o Cristo Ressuscitado dentro de mim foi no sábado de Aleluia.

Eu estava servindo no ministério de música com o pessoal. No momento do Glória, em que vi o pano que cobria Cristo descer, as luzes se acenderem e as pessoas jogando várias flores em direção a Ele com a música tocando ao fundo, eu me senti muito tocado e desde aquele dia eu não fui mais o mesmo. Antes eu não me via na Igreja e hoje eu não me vejo longe dela.

Minha experiência com o Shalom foi maravilhosa também. É um contato recente pois faz aproximadamente 2 ou 3 meses que eu faço parte da Obra (da Comunidade), mas desde o primeiro dia em que eu fui (ao Shalom), eu me senti muito acolhido e tocado. Em minha primeira visita a missão para participar de um momento de Adoração, fui muito bem recebido e desde então não parei mais de ir. Agora já estou engajado em um grupo de oração, em um ministério, fazendo acompanhamentos, sempre caminhando pra frente.

Rap como via de evangelização para os jovens

Eu acho muito importante a missão de evangelizar os jovens. Porque quando falamos em juventude, temos muitos exemplos de jovens perdidos com drogas, se envolvendo com coisas erradas. Os jovens por não conhecerem a Deus, eles procuram um amor que só é possível encontrar em Deus. Buscam saciar essa ausência de amor em coisas fúteis como bebidas e drogas. Mas esse Amor eles só vão encontrar realmente no Cristo. Evangelizando a gente consegue levar eles ao Cristo Ressuscitado, consegue fazer com que eles vivam uma experiência real com Deus. Com o rap não foi diferente. Nós tivemos um espaço para evangelizar, muita gente que estava por aqui assistindo gosta das batalhas, mas não possui nenhum vínculo com a religião. Acredita em Deus, mas talvez nunca tenha tido uma experiência concreta.

Rimando mesmo, muita gente chegou até mim depois e disse que se sentiu tocado com as minhas rimas, porque eu falei um pouco do que eu vivi, da minha vida. A minha experiência com o Halleluya foi incrível, acho que esse é o primeiro grande evento da Comunidade que eu participo. Desde cedo quando eu cheguei foram várias atrações, evangelizações, você conhece experiências e pessoas novas. Acho que é muito importante que ele ocorra outras vezes por aqui.

Me chamou a atenção e achei bem interessante também o fato dele ocorrer em um local aberto, no meio de uma praça, por onde passam diversas pessoas e vemos coisas que não batem com a nossa realidade. Muitas vezes esses jovens que estão indo pelo caminho errado, eles nos veem na perseverança e acabam se sentindo tocados e quem sabe não dão assim uma chance pra Deus também.

Os Jovens e os pobres

Durante as batalhas que ocorreram no Beco do Rolê, foi possível observar ainda um encontro muito especial: os jovens e os pobres. Os jovens que são a primazia, parte da graça fundante do Carisma Shalom, estavam ali também interagindo com aqueles que são os preferidos de Deus e destinatários privilegiados do Evangelho, os pobres. Em um determinado momento foi possível observar a interação entre eles, quando alguns pobres, irmãos moradores de rua, se aproximaram dos jovens que ali estavam cantando e desejavam também participar das batalhas que estavam ocorrendo.

Em uma postura de compaixão, os jovens prontamente acolheram aqueles que ali estavam e mostraram que aquele era um local aberto e que acolhia a todos. Victor que também estava neste momento conta como foi pra ele viver esta experiência. “Eu achei muito interessante porque a gente sabe, Deus ama a cada um de nós exatamente como nós somos. Muitas pessoas estavam ali querendo tirar esses irmãos de lá, mas o próprio MC que estava batalhando comigo disse que não. Que tínhamos que dar espaço pra eles, porque aquele espaço era de Deus e sendo assim, todos são bem-vindos e não podemos desmerecer ninguém, pois todos temos o direito de ser amado e cada um tem o seu espaço”, finaliza.


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