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Consagrada do Shalom fala sobre seu encontro com Santa Dulce dos Pobres

“Passei pouco tempo com ela, mas me senti muito alcançada pelo amor por aquilo que fazia (…) Fiquei muito feliz por ter um livro autografado por uma pessoa tão importante na Bahia”.

Canonizada pela Igreja Católica no último domingo, dia 13, Irmã Dulce, tem gerado alegria e emoção muito particularmente no povo nordestino que, de uma forma ou outra, teve sua vida marcada e tocada pela agora Santa Dulce dos Pobres. Na cidade de Itapipoca – CE, distante 1.293,9 km da capital baiana, Dalva Coelho, Consagrada na Comunidade de Aliança, testemunha que conviveu com a Santa no ano de 1985, por ocasião do seu trabalho e tem um livro autografado.

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Em entrevista ao comshalom, Dalva contou, contemplando cada detalhe do especial encontro, que nunca viu alguém tão dedicada e com tanto amor pelos carentes de tudo. E completou declarando que a Irmã Dulce é “uma mulher de Deus, de fé, que acredita que tudo é possível. Passei pouco tempo com ela, mas me senti muito alcançada pelo amor por aquilo que faz. Uma dedicação, um zelo enormes. Uma pessoa que transmite a paz de Deus, mesmo sem falar, no silêncio”.

Confira a seguir a entrevista

SH: Qual o ano que a senhora viu a Irmã Dulce?

Dalva: Foi no ano de 1985, quando fui selecionada pela empresa que eu trabalhava para ir a Bahia participar de um curso sobre como aproveitar os alimentos.

SH: O que levou a senhora a ir vê-la?

Dalva: Ao terminar o curso, tive a graça, hoje posso assim dizer, de ficar uns dois dias na cidade, com mais duas colegas. Selecionamos o que iríamos conhecer. “Vamos conhecer o trabalho que a Irmã Dulce faz”. A gente chamava abrigo, mas era um pequeno hospital com o nome Santo Antônio. 

SH: Qual a experiência que tiveram no hospital onde Irmã Dulce trabalhava?

Dalva: A experiência de ainda ter neste mundo pessoas de bom coração. Dava uma tristeza ao olhar para cada doente e, ao mesmo tempo, me comovia vendo a Irmã Dulce acolhendo e cuidando deles com uma paciência só dada por Deus. Só uma pessoa que reza, uma Santa, para fazer esse trabalho com tanto amor.

SH: Conte com detalhes como foi esse encontro com Irmã Dulce. O que conversaram?

Dalva: Ao chegar ao hospital, me identifiquei na recepção e disse o motivo de estar ali e que queria muito conhecer Irmã Dulce, se fosse possível. A recepcionista falou um pouco sobre a Irmã, me ofereceu o livro “Irmã Dulce dos Pobres”, escrito pela sobrinha da Irmã, Maria Rita Pontes – 6ª edição, que ao comprá-lo estaríamos ajudando no seu trabalho com os pobres. Compramos então o livro e ela autografou com os seguintes dizeres: “À Dalva. Irmã Dulce. 26/10/85”.

Fiquei muito feliz por ter um livro autografado por uma pessoa tão importante na Bahia. Foi muito gratificante. Ela é muito simples, voz suave que transmite paz, serenidade e, com um sorriso nos lábios, me recebeu com um abraço, desejou boas-vindas. Então, me apresentei, disse o estado e a cidade onde morava, o motivo por estar na Bahia. Disse que tinha ouvido falar do trabalho dela e por causa disso tive vontade de conhecê-la.

Falei que eu trabalhava com pessoas de baixa renda, orientando como aproveitar os alimentos e os cuidados com a saúde. Ficou admirada com meu trabalho e disse que o trabalho dela não era fácil porque dependia de doações. Vive da providência de Deus. Nunca vi alguém tão dedicada, com tanto amor pelos carentes de tudo. Uma mulher de Deus, de fé, que acredita que tudo é possível. Passei pouco tempo com ela, mas me senti muito alcançada pelo amor por aquilo que fazia. Uma dedicação, um zelo enormes. Uma pessoa que transmite a paz de Deus, mesmo sem falar, no silêncio.

Eu dizia comigo mesma: “É uma santa. Muita coragem.” A missão de cuidar desses que não tem ninguém. É uma mãe. Ao me despedir, me abraçou e me abençoou, desejou uma boa viagem de volta e disse: “Quando vier a Bahia, as portas estão abertas. Venha nos visitar novamente”. Que trabalho árduo, que tanto amor ao próximo! É uma pessoa conduzida por Deus! Mulher guerreira, sensível, não fazia distinção de pessoas.

SH: Imaginava que ela seria santa da Igreja?

Dalva: Não! Porque, para mim, chegar a ser santa ou ser santo era difícil demais. Para mim, ela era uma santa… agora ser reconhecida eu achava muito difícil.

SH: Como é ver a Irmã Dulce agora reconhecida santa pela Igreja Católica?

Dalva: Um exemplo para a humanidade. É possível ser santa só que não é fácil. A Igreja reconheceu quem foi Irmã Dulce, que trabalho realizou, suas conquistas, seu amor pelos pobres necessitados. Sua convivência no meio do povo. Mereceu. Já era santa, foi concretizada pela Igreja. Irmã Dulce para mim é minha intercessora amiga. Me sinto tão feliz por tê-la conhecido, ter recebido seu abraço, sua benção e seu livro escrito por suas mãos meu nome, seu nome e a data.

Há 34 anos nos encontramos e hoje vejo Irmã Dulce proclamada santa, vai está nos altares a sua imagem… Olha, eu nem sei o que dizer… Conheci de perto esta freira que hoje canonizada como santa da Igreja Católica, brasileira, lá da Bahia. Sinto sua alegria e, para mim, ela é exemplo de autenticidade, de oração, de determinação. Santa Dulce dos Pobres é, para mim, uma pessoa que dá sua lição de vida em todos os aspectos, religioso, político e social. Você sabe que a nossa vida começa a mudar depois que se ouve tantos depoimentos de quem venceu por meio do amor a Deus e ao próximo.

Minha Santa Dulce dos Pobres, interceda a Jesus por mim! Não tenho como lhe esquecer. Você está no meu coração. Rogai por nós! Amém!

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