Formação

6 aspectos para contemplar o nascimento do Menino Jesus

Enfim, o Amor nasceu. Paz na terra aos homens de boa vontade! Confira aspectos que ajudam na contemplação da encarnação de Jesus Cristo.

Neste tempo, contemplamos uma das mais belas faces do Amor. Face essa celebrada no Natal. Natal que não é um mero dia de presentes e de estar com aqueles que amamos, com parentes, amigos etc. Isso deveria ser o ordinário da vida. No Natal, celebramos o nascimento de Jesus, o Deus Eterno que escolheu fazer-se menino para nos salvar e nos dar a Paz; celebramos o Amor que se abaixou e, continuamente, segue a se abaixar até nós para nos enriquecer consigo mesmo.

No Natal, tocamos a lógica divina que muito difere da nossa e sem a qual não conseguimos ser felizes, não encontramos a Paz. Vamos nesse texto meditar um pouco sobre isso…

Neste doce abaixar-se de Deus até nós, temos tanto a contemplar, a aprender e a assimilar para nossas vidas. Imaginemos, contemplemos o presépio. Nele vemos o que a Sagrada Escritura nos diz. Encontramos o menino Deus que se encarnou e nasceu em um estábulo, numa manjedoura, cercado por anjos, seus pais, animais, pastores e reis. Ali Deus quis nascer. Sim, Ele quis!

1 – Deus quer nascer

Isso é a primeira coisa que precisamos compreender. Deus quer nascer! Ele nasce num tempo, num dado momento, a “plenitude dos tempos”, como diz S. Paulo. Ele nasce por que quer e quando quer. Ele nasce, Ele vem até nós, Ele cresce em nós. O movimento é basicamente dEle. Não somos nós que o trazemos à vida ou para nós. Ele vem, por iniciativa e vontade própria, no tempo que quer. Ele é o príncipe da Paz.

Neste movimento, Ele nasce numa manjedoura em um estábulo. A manjedoura e o estábulo não são locais limpos, dignos para qualquer nascimento. São locais sujos, cheios de animais, com alimento e esterco espalhados. Sim, um lugar indigno para um parto e ainda mais para o nascimento de Deus. Mas ali Ele quis nascer, ali Ele – novamente – fez uso da sua liberdade que quebra todo paradigma a que nos impomos.

2 – O cenário da Paz

Tantas vezes pedimos que Deus venha ao nosso coração, suplicamos que Ele nos salve e daí buscamos desmedidamente a nossa conversão. Ou melhor, buscamos a nossa perfeição. Deixamos de compreender que Deus não quer nascer em locais limpos, buscamos como fez José e Maria um lugar digno para esse momento. Mas não acolhemos que Ele não vai esperar por esse lugar digno, Ele quer nascer neste local sujo e indigno, cheio de animais e vermes, que é o nosso coração. Este é o cenário da Paz.

3 – Coadjuvantes da Paz

Aqui precisamos também nos assemelhar a José e Maria que acolheram o que Deus quis e não impediram o acontecimento do Mistério, ainda que em uma situação que aos seus olhos não era à devida. Eles buscaram, mesmo na situação desfavorável, torná-la a mais digna possível, sem rejeitá-la, permitindo que o Mistério acontecesse do jeito que Ele quis e que foi possível. Esses são os coadjuvantes da Paz.

4 – Convidados da Paz

Indigente, já nascendo num local indigno o menino Deus logo se fez atrair pelo outros. Logo atraiu os pastores do local. Esses são os marginalizados, esses já sabiam quem eram, já conheciam a Verdade de suas vidas. Já sabiam que eram pobres e frágeis nesse mundo, simples diante de tantas “complexidades”. Esses são aqueles a quem o próprio anjo quis convidar para o mistério. São os convidados da Paz.

5 – Atraídos pela Paz

Com eles, chega também o trio de reis vindo de reinos distantes. Reis que não era judeus, mas homens de boa vontade que estavam atentos à Vida que nos envolve, atentos à Verdade do coração do homem. Guiados pela estrela eles chegam para encontrar o Amor, sem precisar de convites. Encontrando, o contemplam e dão presentes. Reconhecem que ali está o tesouro da humanidade, o maior de todos eles. Estes são aqueles que são atraídos pela Paz.

6 – A Paz é fruto da Verdade

Desta noite esplendorosa só um não participou. Aquele que não conseguia olhar a vida com Verdade, que não conseguia compreender que a vida não é pra si e assim tantas vezes queria ser o centro da vida. Herodes, o que não encontrou a Paz.

Que nesta noite celebrada pela iniciativa de Deus que vem nos dar Sua Paz, não queiramos outra coisa. Celebremos tomados de boa vontade e esperança de sermos felizes e felicitarmos os outros. A Paz é fruto da Verdade. Verdade essa de quem somos, como estamos, onde estamos e com quem estamos. Verdade que nos reconcilia com Deus que docemente vem até nós. Nos reconcilia com nós mesmos, fracos e pequenos, insuficientes. E nos reconcilia com a vida, a criação que nos revela na Verdade de cada coração e criatura o Amor Eterno de Deus.

Que tenhamos a nossa esperança e alegria renovadas, pois o Amor nasceu e nasce em nós. Ele escolhe livremente nos visitar. Ele vem até nós sem merecermos. Ele é a nossa Paz!

João Rafael
Missionário da Comunidade Shalom


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