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Fica a dica antes de pensar na make, fantasia e pintura de Halloween

Você pode estar sofrendo da síndrome do tronco rio a baixo.

Você é do tipo de pessoa que canta músicas em outros idiomas sem ter a menor noção do que está dizendo? Ou seria daquele outro tipo que compra aquelas lindas blusas de malha com frases em inglês, naquela sua loja de departamento preferida, sem nem perceber o que está escrito? Cuidado! Você pode estar sofrendo da síndrome do tronco rio a baixo.

Se nunca ouviu falar dessa “doença”, imagine um pedaço de madeira que cai na correnteza de um riacho. Por ser um objeto inanimado, a única opção do pobre toco é se deixar levar pelo curso do rio, sem oferecer a mínima resistência, até chegar em alguma margem, onde permanecerá apodrecendo sob a ação daquela água, pelo resto de sua existência.

Que história triste, essa do pedaço de pau!

Pois é, o problema é que a madeira rio a baixo pode ser você. Como assim?

Bom, o que quero dizer é que uma grande fatia da humanidade está tão acostumada à falta de senso crítico ou de critérios pertinentes sobre o que lhe é apresentado, que se torna como um objeto inanimado, levado para lá e para cá, ao sabor das correntes ideológicas, da moda, da internet, dos canais de televisão ou até dos próprios instintos e desejos mal-acostumados.

O resultado desse comportamento inerte é que, geralmente, o sujeito não consegue manter uma opinião clara e profunda sobre as realidades que lhe cercam, pois vive somente a superficialidade das coisas; adere ao relativismo, ou seja, à ideologia do “tanto faz”, na qual a verdade se resume ao que lhe convém no momento; e, por fim, costuma tornar-se o pior cego do ditado popular: aquele que não quer ver.

Uma festa com adesão impensada

Um excelente exemplo dessa adesão impensada é a festa já bastante difundida no Brasil, comemorada em várias partes do mundo, intitulada Halloween ou Dia das Bruxas.

– Ain! Lá vem outro texto contra o Halloween, de novo!

Uma reflexão lógica

Na verdade, a questão aqui não é ser contra ou a favor de nada, o ponto é fazer uma reflexão por meio de uma linha de raciocínio lógico, a partir da qual se possa estabelecer uma boa escolha, assim, vamos pensar juntos:

1) Você participaria de uma tradição de origem pagã, que não tem nada a ver com a sua cultura ou religião e, mesmo que tivesse, possuindo um tremendo mal gosto visual?

2) Cuja decoração consiste em réplicas sombrias de cemitérios, casas mal-assombradas, caixões, abóboras amaldiçoadas, aranhas, cobras e outros bichos peçonhentos?

3) Na qual as pessoas se vestem como monstros, demônios ou mortos-vivos para sair pelas ruas, no caso das crianças, para ameaçar a vizinhança com travessuras, caso não recebam doces, ou, no caso dos adultos, em países como a Inglaterra, para passarem a noite fantasiados em bares, boates e afins, bebendo, instrumentalizando o próprio corpo e utilizando drogas em uma escala muito pior do que o costume, mediante a escusa de que no Halloween tudo pode, tipo como se fosse o Carnaval do Brasil?

Critérios sinceros

Agora, diante dessas condições, vamos estabelecer, com sinceridade, um critério mínimo para que possamos decidir, não com a passividade de um tronco velho em uma correnteza, mas com a autonomia de alguém moral e doutrinariamente bem formado:

1) Celebrar o “Dia das Bruxas” me fará crescer como ser humano ou me ajudará a viver melhor a minha fé católica?

2) É um evento que condiz com a vida nova, ressurreição, beleza, bondade, luz e alegria transmitidos pelo Evangelho?

3) A celebração comunica valores positivos para a formação da minha família ou filhos?

Se qualquer uma de suas respostas tenha sido “não”, você já construiu o primeiro critério para compreender que não vale a pena, como cristão, participar da celebração do Dia das Bruxas, mesmo que seja aquela festinha “inocente” do colégio do seu filho ou aquela Rave nada inocente oferecida pelo seu curso de inglês.

Atenção aos detalhes

Na verdade, quando o senso crítico é ativado e os critérios são estabelecidos à luz da verdade, vai ficando cada vez mais fácil ponderar e medir o que convém ou não viver, concordar, aceitar, experimentar, ouvir, usar ou fazer. E, voltando para o início do nosso texto, vai ficando cada vez menos provável, por exemplo, ouvir músicas de certas bandas internacionais declaradamente satanistas, tais como o Iron Maiden, e desavisadamente cantar junto os seus sucessos, tipo “The Number of the Beast”, que diz em uma de suas estrofes, em tradução livre: “O ritual começou, o trabalho de Satanás está feito. 666, o número da besta. O sacrifício está acontecendo esta noite”, ou inocentemente comprar aquela blusa da moda verão da loja de departamento, escrito em vermelho: “Pure Hell” (“Inferno puro”).

Aliás, justiça seja feita, com todo o contexto lúgubre do Halloween, provavelmente o som “The Number of the Beast” e o visual “Pure Hell” seriam uma combinação ideal para qualquer sujeito portador da síndrome do tronco rio a baixo celebrar o Dia das Bruxas.

Uma sadia opção

Quanto a nós, há a opção do dia seguinte, a Festa de Todos os Santos, na qual podemos alimentar a nossa fé com a alegria daqueles que já contemplam a Glória de Deus na eternidade, celebrando a beleza e a bondade do Criador, que nos fez não para as trevas, mas para a luz.

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