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Ficção, romance, aventura? Qual você prefere?

Os livros são companhia para toda a vida e, literalmente, nos rendem boas histórias.

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Quem nunca se emocionou com o final dramático dos mocinhos nos romances? Quem nunca ficou boquiaberto ao perceber que aquele personagem que você tanto gostava era, na verdade, um traidor? Quem nunca sentiu um pequeno vazio cheio de saudade ao terminar uma história e ter que desapropriar-se de um universo que tanto te envolveu? Ou mesmo ficou fascinado por novos conteúdos aprendidos? Quem nunca? Alguns sim, mas infelizmente, muitos nunca.

A taxa de leitura entre os brasileiros ainda é bem baixa. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro divulgada este ano, são lidos, em média, 4,96 livros por pessoa durante o ano. Mas, há quem passe bem longe dessa estimativa. O estudante de jornalismo, Alisson Costa, 21, perdeu-se nos cálculos, mas acredita já ter lido mais de 500 livros. Sua história de amizade com as páginas começou há bastante tempo.

“Desde pequeno meu pai sempre me presenteou com áudiolivros, foi assim que eu já fui para o maternal sabendo ler, pois eu acompanhava o texto e ouvia a palavra. O processo foi gradativo, estudei em um colégio que incentivava muito a leitura, não só dos paradidáticos, que diferente de muitos sempre gostei, mas dos jovem-adultos e desses livros mais populares entre os jovens”, conta Alisson.

Os livros na formação do homem

Para muitos, os livros ocupam um espaço de entretenimento em suas rotinas, contanto, seu papel vai bem além, já que grande é a sua contribuição na construção social do indivíduo. Heliana Querino, 41, jornalista, teve seu contato com os livros desde cedo, pois seus pais eram professores. Ela afirma que a leitura favoreceu na construção de sua identidade.

“Os livros tiveram muita importância porque eles despertaram em mim a curiosidade, a criatividade, a imaginação. Você enxerga além do senso comum, você se torna capaz de fazer crítica, você tenta interpretar a realidade, tenta enxergar o mundo ao seu redor”, contou Heliana.

As salas de aulas são locais propícios para a construção social do homem. A professora Elza Alves confirma isso pela experiência. Ela que atualmente leciona na Instituto Federal do Piauí (IFPI) afirma que o homem a partir da leitura se reconhece no mundo de forma social e histórica, legitimando assim, as diversas perspectivas sociais e históricas que existem.

“A leitura nos retira das águas rasas, nos ajuda a expandir não só um repertório de vocábulos mas sobretudo de ideias”, disse a professora.

Livros Digitais

As novas tecnologias permitiram trazer para os smartphones, tablets, computadores o que antes se encontrava apenas no papel. Contudo, boa parte dos leitores ainda preferem o bom e velho livro impresso, o que não significa a não utilização das plataformas eletrônicas. Alisson e Heliana preferem o formato convencional mas veem vantagens nos livros digitais.

“Eu gosto mesmo do papel, de pegar a folha, virar, mas eu acredito que o formato eletrônico ele veio para ficar, eu só vejo vantagens. A rapidez no acesso, a facilidade. Às vezes você está precisando saber de uma coisa, pesquisar um assunto, você olha pra sua estante e não tem aquele livro, você consegue acessar do seu celular, do seu notebook, então essa facilidade é uma vantagem muito grande”, explica Heliana.

“Acho a ideia de livro eletrônico muito interessante pois é bem prático, o celular hoje suporta a leitura de livros em PDF, por exemplo. Mas acho que nada substitui a sensação de pegar em um livro e ler”, conta Alisson.

Guilherme Rocha

 


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