Igreja

Francisco: “A boa política está a serviço da paz”

Dom Giancarlo Bregantini, arcebispo de Campobasso-Bojano, faz algumas reflexões sobre o tema do 52º Dia Mundial da Paz, que será celebrado dia 1º de janeiro de 2019: a relação entre paz e política.

“A boa política está a serviço da paz” é o tema da Mensagem do Papa para o 52º Dia Mundial da Paz a ser celebrado em 1º de janeiro de 2019.

Revalorizar a política
 
Ao falar sobre o tema, o arcebispo comenta: “Acredito que seja um tema muito apropriado. Revalorizar a política e não desprezá-la – principalmente nesta época de soberanismos locais nos quais a falta de perspectivas a longo prazo faz-nos todos míopes – e principalmente porque nos sugere que precisamos de uma política clarividente, de longo prazo, que é a premissa para a paz, porque só assim podemos fazer projetos para o futuro. Agradeço ao Senhor que nos deu através do Papa esta oportunidade: entender que a paz nasce de relações serenas, clarividentes e inteligentes, tendo como base fundamental – como evidenciou Papa João XXIII na Pacem in Terris – a verdade, pilar de toda a experiência de construção da paz”.

A Populorum Progressio

Comentando a riqueza dos documentos do Magistério, também dos Papas precedentes sobre este assunto, Dom Bregantini recorda a “grande atualidade da Populorum Progressio, a poucos dias da canonização de Paulo VI, quando o Papa pedia para que as nações progredissem em duas frentes: “no desenvolvimento integral de todas as pessoas e no desenvolvimento solidário”. O bispo afirma que por esta proposta não ter sido acolhida, criou-se a dramática situação que vemos na África. “Hoje a África é uma realidade de pobreza – com a partida de inúmeros migrantes na busca de uma vida melhor – com a triste realidade de ser uma terra dominada pelo interesses de poucos”. Agora, diz o bispo, “acredito que a solução seja esta: retomar a Populorum Progressio, e começar a entender que as nações que fazem guerra ali, encontrarão guerra em casa”.

“ Dom Bregantini esclarece: Se fizermos os interesses da Síria, por exemplo, faremos também o nosso. Este é o ponto central. Matar a Síria quer dizer matar a Europa, os Estados Unidos e o mesmo vale para a África ”

“O tema da política como dinâmica de paz é verdadeiramente olhar para o futuro. É preciso mudar radicalmente a visão, e levar a dinâmica ao ‘ajudar os outros ajuda-se a si mesmo’: não é expulsando os imigrantes das fronteiras que resolvemos o problema. Não resolvemos nada porque é a dinâmica que deve ser mudada. Resolver sozinhos os problemas é mesquinhez, resolver juntos é política. Essa é a grande definição que colhemos da mensagem do Papa para este Dia.


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