Shalom

Homilia de Dom Odilo na abertura do CJS

O Congresso de Jovens Shalom, que neste ano ocorre em São Paulo, teve início nesta sexta-feira (01/6) com a missa de abertura presidida por Dom Odilo Scherer, cardeal e arcebispo da Diocese de São Paulo.

Em sua homilia, o cardeal  reforçou as atitudes de Jesus no presente evangelho de São Marcos (Mc 11,11-26), no qual Jesus, mediante a uma figueira sem frutos, amaldiçoa-a, fazendo com que a mesma definhe. Mas, se Jesus sabe que há o tempo certo para os frutos, então por que amaldiçoaria a figueira? “Simples”, explicou Dom Odilo, “pelo ensinamento”. Deus espera frutos de nós. Uma correspondência de fé pela Graça a qual recebemos constantemente. “A quem muito foi dado, como a beleza daquela figueira, muito será pedido”, lembrou Dom Scherer.

Na segunda parte do evangelho, no momento em que Jesus expulsa os comerciantes do templo, o arcebispo reiterou que Jesus sabe, e nós também deveríamos saber, que o templo o qual devemos nos preocupar constantemente com sua integridade é o nosso corpo, e não simplesmente o templo material no qual celebramos. Portanto, “se Jesus limpa o templo material, significa algo a mais”, onde ali Jesus mostra o quanto devemos honrar a Deus em Espírito e em Verdade. Como? Buscando a Deus com um coração sincero, não abrindo espaço ao engano do povo, bem como à corrupção.

Ao final da homilia, retomando a primeira leitura da Primeira Carta de São Pedro 4, 7-13, o arcebispo apresentou o sentido catequético da mesma, na qual São Pedro busca apresentar o quanto as coisas dessa vida são passageiras e como devemos ter foco na Vida Eterna, vigiando, por meio da oração e praticando a caridade de forma sincera. Assim, fazendo um chamado à “juventude shalomita”, o cardeal falou sobre os dons os quais devemos buscar com inteligência, não caindo em tentação, e frutificando em nossas ações e ofertas. Ressaltando São Justino, santo e mártir do dia, o cardeal encorajou os jovens a perseverar, afinal, “todos são chamados à santidade”. Contudo, “fazer milagres é a raridade, a ‘cereja do bolo’, onde o bolo é o ser santo”, finalizou. Desta forma, somos chamados a viver autenticamente o testemunho do nosso credo, através da fé, da perseverança e da firmeza, assim como os santos o foram e assim como o carisma nos inspira.

 

 

 

 

 

 


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