Shalom

Marcelo Davi fala sobre a missão Shalom na Terra Santa

Com 13 missionários na Terra Santa, a Comunidade Católica Shalom tem realizado trabalhos de evangelização há quase duas décadas. Marcelo Davi, responsável pela missão, partilha as graças e os desafios no anúncio em Israel.

Existe uma diversidade cultural muito grande na Terra Santa. Filipinos, russos, alemães e muitos povos convivem juntos no mesmo lugar. Há 18 anos, a Comunidade realiza trabalhos de evangelização na região, mas somente há 7 passou a ter uma Centro de Evangelização. E em abril deste ano, a Obra Shalom ganhou um novo endereço onde funcionam cinco grupos de oração – quatro em árabe e um em hebraico.

À frente das ações missionários, estão seis membros da Comunidade de Vida e sete da Comunidade de Aliança – dois brasileiros e cinco árabes. Marcelo Davi coordena as atividades da missão na região. Ele partilha que a Obra tem crescido porque é grande o desejo que as pessoas têm de Deus. De acordo com o missionário, as diferenças culturais não representam barreiras para anunciar Jesus Cristo.

“Para lá correrão todas as gentes no Monte de Sião”, comenta Marcelo, citando as Sagradas Escrituras. Ele explica que a evangelização na Terra Santa acontece de pessoa a pessoa. Em relação aos grupos de oração, o consagrado diz que as reuniões são realizadas como no Brasil. “O mesmo louvor Shalom, a mesma abertura ao Espírito Santo, o Caminho da Paz. Tudo na dimensão própria da região”, pontua. Inclusive, existem músicas e livros da Comunidade na língua árabe de acordo com o responsável local.

A vocação vai tomando forma

Para o missionário, que é celibatário, ver os árabes aderindo ao Carisma Shalom é uma grande graça. “A gente percebe que a vocação vai tomando forma”, ressalta. Marcelo diz ainda que escutar eles falando de Amor Esponsal e de Obra Nova é de arrepiar. “As pessoas olham e desejam ser consagrados como nós”, acrescenta. Diante de tudo isso, o consagrado afirma que a responsabilidade é grande e por esse motivo é preciso buscar cada vez mais a santidade.

Marcelo ainda ressalta que o aconselhamento é um dos serviços da Comunidade mais procurados. “Eles acreditam muito na nossa oração como missionário a ponto de ligar nas manhãs, quando estamos rezando, para pedir intercessão por exames, como de habilitação, entre outros”, conta.

Os jovens na Terra Santa

Os jovens de Israel são muito diferentes entre eles. No entanto, têm os mesmos anseios. Eles procuram a felicidade, procuram algo novo. Alguns têm planos e projetos para o futuro, outros ainda não pensam nisso. “O que me encanta muito neles é a capacidade de acolhimento”, partilha Marcelo.

Ele comenta que os jovens são abertos ao diferente porque convivem muito com culturas distintas. Por outro lado, eles preservam as suas tradições e costumes familiares. No Obra, existem dois grupos de oração de jovens. “Eles me dão uma alegria muito grande”, destaca.

Região de conflito

De modo geral, Marcelo explica que não é tão nítida no país inteiro a situação de conflito que Israel vivencia. Contudo, ele reconhece que existem zonas mais delicadas em que o confronto é bastante acentuado. O missionário revela que também é muito presente o conflito na vida das pessoas, pois muitas não se identificam a partir da nacionalidade, mas a partir da sua raça, religião ou cultura.

Primeiro impacto

Quando o missionário chegou ao país, sofreu um grande impacto da cultural. Ele precisou aprender a língua, os costumes e até mesmo a participar da missa no rito melquita. “Não sabia nada, não sabia o que era leitura, o que era homilia. Só sabia que era a comunhão porque as pessoas iam receber Jesus”, relata. Para ele, a experiência foi de volta a ser criança.

“Você que estava aqui no Brasil fazendo muitas coisas, chega lá não consegue fazer nada, a não ser acreditar”, afirma. Depois de seis meses, ele coordenou a primeira oração comunitária. Com tudo escrito em um caderno para não errar, é claro. Mas mesmo assim um ou outra palavra acabava causando estranheza e riso nos participantes. “Eles se encantam porque a gente se esforça para aprender a língua deles e por isso sentem o desejo de nos ensinar”, testemunha.

Postulante árabe em Natal (RN)

Confira breve depoimento de Michel Mazzawi, jovem árabe que ingressou na Comunidade de Vida. Ele hoje mora em Natal, no Rio Grande do Norte.


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