Formação

Maria, a escolhida de Deus

Daniel-Ange
Transcrito do III Fórum Carismático Shalom – 12/97
(mantido o tom coloquial)

Vocês não imaginam que problema enorme Deus teve quando procurou Adão e Eva e eles estavam escondidos. Ele ficou se perguntando: “Como vou reencontrar meus filhos amados? Como vou devolver toda a felicidade e alegria que eles perderam? Como vou libertá-los agora que estão escravizados ao pecado? Como vou curar toda essa humanidade que está doente com o vírus do pecado?” E Deus envia anjos, profetas e mensageiros, mas isso não vai adiantar muito: é necessário salvar a humanidade a partir do interior.

Houve então um momento de conversa entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo onde o Pai disse: “Quem de nós vai salvar estes meus filhos? É preciso que seja um de nós, porque fomos nós que os fizemos. E somente aqueles que fizeram o homem podem salvá-lo.” E o Filho disse: “Pai, envia-me, eu estou pronto, eu quero partir!”

Mas havia um problema: Ele precisava ter um corpo, era necessário que partilhasse da totalidade da vida humana. E porque a vida começa sendo apenas alguns milímetros no ventre de uma mulher, Deus disse: “Meu Filho, vamos te fazer nascer do corpo de uma mulher. Você precisa de uma mamãe”. Mas apareceu um novo problema: “Como vamos encontrar uma mãe para você? Vou enviar alguém para procurá-la”. Então o Espírito Santo saiu, mas esta mamãe não estava voando por aí, ela precisava estar num país, num lugar, num povo. Então, depois de Adão e Eva, especialmente depois de Abraão, o Espírito Santo começa a preparar este povo, vagarosamente, para que floresça esta pequena mamãe. E enfim, chega o tempo em que o povo está pronto.

Mas outro problema apareceu: até a mais bela das moças daquela época estava marcada pelo vírus do pecado original, que vai se comunicando de geração em geração. E não seria adequado dar a Deus um corpo contaminado pelo pecado, porque para que Ele fosse o sangue que curaria aqueles que estavam contaminados era necessário que Ele próprio e seu sangue estivessem puros. Aí o Espírito Santo teve uma idéia genial: fez uma hemodiálise. Vejam que em Santa Ana, que é a avó de Jesus, o Espírito Santo fez a concepção de Maria, para que o sangue de Maria seja um sangue todo puro, como o sangue da humanidade antes do pecado. Então, essa menina no seio de Ana é mais bela do que Eva.

E Deus ficou complemente seduzido por ela, por sua beleza e por sua luz. E nessa humanidade mergulhada no pecado e nas trevas, de repente surge uma estrela brilhante e toda pura, sem nenhuma sombra do mal e do pecado. Exatamente como Deus tinha sonhado desde sempre que fosse a humanidade. E os anjos entraram numa alegria extraordinária: viram Maria como a mais bela obra do Espírito Santo, e essa menina que corria nas ruas de Nazaré ninguém sabia quem era, mas o céu inteiro estava nela. Ela já era o mundo novo, toda santa, como um dia nós seremos no céu. A única no mundo sem o vírus do pecado.

Então, entre 12 e 14 anos, quando estava preparada – tinha sido preparada durante todos esses anos pelo próprio Espírito Santo – aconteceu aquele momento extraordinário que mudou toda a história do mundo, quando através do anjo, seu embaixador, o Pai vai conversar com ela: “Maria, eu preciso da tua ajuda porque existe algo que eu não posso dar a meu Filho. Eu preciso de um corpo humano e você pode dar isso a Ele. Você quer dar a meu Filho os teus olhos, para que toda a luz do céu possa passar através deles? Você daria a meu Filho os seus lábios, para que Ele possa cantar a minha glória e gritar a verdade? Você gostaria de dar-lhe os seus ouvidos, para que Ele possa ouvir o grito dos pobres? Você gostaria de dar-lhe as suas mãos para que elas possam repousar sobre os doentes e curá-los?

Você daria ao meu Filho os seus braços para que Ele possa abraçar as criancinhas? Você dar-lhe-ia seus pés e pernas para que Ele possa correr pelos campos e anunciar o Evangelho? Você gostaria de dar-lhe a sua carne para que um dia Ele possa dar esta carne em alimento; teu sangue, para que Ele possa um dia derramá-lo; teu coração, para que todo coração humano um dia possa bater no seu coração?” Então Maria ficou estupefata, e disse: “Eis o meu corpo, eu o entrego a ti; eis o meu sangue, para que ele se torne o sangue do teu Filho”.

E aí começa a primeira missa, é o começo da Eucaristia. Porque um dia Jesus se fará pão e vinho para estar presente não mais por uma pessoa: Maria; somente em um lugar: Nazaré; num país: na Palestina; numa época: 2000 anos atrás. Mas estar aqui mesmo, hoje, estar em todos os lugares, em todos os tabernáculos do mundo, habitar no corpo de cada um de nós. E isso em todos os países, até o fim do mundo.

Então é necessário que comece a se entregar a uma pessoa, num só lugar da terra, num instante apenas. E é Maria que vai dar-lhe a sua carne e o seu sangue. A moça através de quem Deus se faz uma criancinha, e Deus não podia fazer nada sem ela. São Bernardo nos diz que quando o anjo perguntou a Maria se ela aceitaria ser a mãe de Deus todos os santos, desde Abraão até aquele momento, e todos os anjos ficaram em suspense se perguntando: “O que ela vai dizer? Se ela diz não, nós todos estamos perdidos, jamais entraremos no céu”, e rezaram para que ela dissesse sim. E seu anjo da guarda ficou dizendo: “Sim, sim, sim”.

E então acontece o Pentecostes da Anunciação. Nós vimos que a concepção de cada um de nós foi um Pentecostes, mas no caso de Jesus foi um Pentecostes absoluto, porque não houve interferência do sexo masculino, Jesus recebeu toda a sua humanidade somente de Maria. E isso significa que jamais uma criança pareceu tanto com sua mãe como Jesus com Maria. Deus queria dizer a uma jovem: “Mamãe”, para que um dia cada um de nós pudesse chamar a Deus de Papai. Nós como humanos damos a Ele a sua Mamãe e Ele nos dá o seu Papai. E ninguém poderia dizer “Pai nosso”, se Deus antes não tivesse dito a Maria “minha Mãezinha”.

E isso que acabei de dizer você vive a cada missa, porque na missa acontece exatamente a mesma coisa: o vinho e o pão estão sobre o altar e chega o momento onde os padres não podem fazer nada. É preciso que deixem o altar sem poder mais continuar a missa se o Espírito Santo não intervir. E é por isso que antes da consagração existe a oração de invocação do Espírito Santo, porque somente Ele, que formou Jesus no seio de Maria, com sua carne e seu sangue, pode fazer com que o vinho e o pão se tornem o mesmo Filho de Maria. Cada vez que celebro a missa fico emocionado nesse momento e digo: “Maria, vem me ajudar para que eu possa viver esse mistério inacreditável, como tu o viveste na anunciação”.

E vejam que Deus cresceu durante nove meses no seio de Maria. Ela é como o Templo de Jerusalém, é a Arca da Aliança, é o céu sobre a terra. E ninguém sabe ainda, somente José, a quem o anjo revelou o segredo, e depois João Batista e Isabel, que perceberam o segredo de Deus sob a ação do Espírito Santo. Jesus, que cresceu no seio de uma jovem. Lá Ele já está agindo para nos salvar, para nos amar. Ele já é o Salvador, é Jesus, o Deus que salva. Ele é Emanuel, o Deus entre nós.

E quando nós recebemos a comunhão somos como Maria, nós levamos Deus que em nosso corpo vem salvar, vem curar a humanidade. Não é um anjo que nos cura, é Deus na sua carne, no seu corpo e que quer nos salvar através do nosso corpo, através da nossa carne. É o aspecto fisiológico da encarnação de Deus que acontece em nós, e essa humildade, essa pobreza de Deus é impressionantemente emocionante e transformadora em nós. Quando você receber a comunhão faça como São Francisco de Assis, que pedia ao Espírito Santo que viesse acolher Jesus no seu coração, e peça isso também a Maria. E Santa Teresinha dizia sobre sua primeira comunhão: “Não havia mais dois, Jesus e eu, mas agora o recebi e nós somos um”.

E a partir do momento da anunciação, cada pequena criança que é concebida é Jesus no meio de nós. Foi numa noite de Natal que João Paulo II exclamou que cada criancinha é Jesus. E é necessário que cada mãe faça com que seu filho participe de sua vida espiritual, participe de seu coração. Quando João Paulo II diz aos pais e mães: “Vocês são os primeiros pais e mães espirituais de seus filhos; vocês comunicaram a eles a vida na carne, devem também comunicar-lhes a vida no Espírito Santo”, e isso começa a partir do seio da mamãe.

Eu me lembro que quando eu tinha cerca de sete anos foi à minha casa uma senhora que estava no sexto ou sétimo mês de gravidez e eu comecei a gritar: “Mamãe, esta mulher está doente, ela está inchada, vai estourar. Chama rápido a ambulância, vamos levá-la ao hospital”. Então a mamãe aproveitou para me explicar que dentro daquela jovem mulher havia uma outra pessoa, diferente dela. E explicou-me também que eu, Daniel-Ange, tinha estado dentro dela. E para mim foi um choque tremendo. Eu fiquei maravilhado e tive vontade de cair de joelhos, como se estivesse num tabernáculo para adorar Jesus.

E cada vez que eu vejo uma jovem senhora grávida, tenho vontade de me ajoelhar e beijar com amor o seu ventre materno, porque estou diante da Virgem Maria e do mistério de Deus criancinha. Então eu disse para minha mãe: “Eu também quero ter alguém dentro de mim”, e ela me explicou que tinha um pequeno problema, e que essa alegria, essa felicidade, é uma graça especial reservada a essa espécie humana chamada mulher. Então eu comecei a chorar e a mamãe me consolava: “Os homens também têm uma graça, têm uma participação; mas eu não posso esconder a realidade”.

E essa foi para mim a primeira revelação do maior mistério de Deus em toda a criação. Esse mistério da vida que é dada através de duas pessoas que se amam. A vida, o amor e depois o corpo. E muito mais tarde eu fui descobrir que Deus é amor, e Ele só pode dar a vida através do amor. Ele nos dá a vida através do seu corpo físico, do seu corpo eucarístico e através da Igreja, que é seu corpo místico. É Deus que vem santificar, divinizar o mistério da sexualidade, que é o mais divino mistério de amor sobre a terra. Somente Deus pode dar a vida e Ele quis nos associar com Ele nesse dom.

Agora vejam, existe alguém que não está nada contente com essa história. É preciso voltar no tempo. Quando Deus deu a compreender aos seus anjos que um dia Ele se faria homem, Lúcifer disse: “Isso não! Jamais! Eu, o príncipe da luz, me ajoelhar diante de um bebê chorão? Não, eu não me ajoelharei jamais. Se Deus se fizer anjo eu me ajoelharei, mas se Ele se fizer um bebezinho, não!” Então se dá a revolta de todos os demônios e vem São Miguel: “Quem como Deus amaria ao ponto de se tornar homem? Amaria ao ponto de se fazer uma pequena criança?” Por isso na noite de Natal acontece duas coisas: Os anjos ficam maravilhados e cantam glórias a Deus: vêem o ponto em que o amor pode chegar, o amor que toma o rosto de uma criança; mas também os demônios ficam furiosos e fazem tudo para matar essa criancinha: então se dá o massacre dos santos inocentes. E, graças a Deus, José levou o pequeno Jesus para protegê-lo no Egito.

Isso também acontece nos dias de hoje. Há pessoas que, como satanás, não acolhem as crianças como Jesus. Deus, para vir salvar a humanidade, escolheu aquilo que era mais frágil. Eu li o livro de um famoso geologista que refazia toda a história da criação do mundo, e ele afirmava que a humanidade em um aspecto não parece com os animais, porque os nossos bebês são muito mais frágeis que os seus. Um cavalinho depois de algumas horas de nascido já começa a andar, os bebês precisam de meses e meses até que cresçam. E esse autor mostra que toda a inteligência humana se desenvolveu através da proteção a essas crianças frágeis. Os homens e, especialmente as mulheres, se dedicaram a proteger seus bebês, coisa que os animais não fazem porque seus filhostes não precisam. Deus escolheu aquele que era o mais frágil em toda a criação: o filho do homem.

O Massacre dos Inocentes

É por isso que satanás não suporta um ser humano na sua fragilidade. Quanto mais nós somos pobres, pequenos e frágeis, mais ele vê Jesus em nós. Uma pessoa idosa ou moribunda, para satanás é uma lembrança de Jesus na Cruz. E hoje se faz tudo para eliminar aqueles que não são produtivos economicamente, todos aqueles que entre nós mais se parecem com Deus. É então que surge a eutanásia. Vocês sabem que todos os programas de eutanásia de hoje já existiam na época de Hitler e dos nazistas, e que os grandes criminosos dos campos de concentração foram condenados há cinqüenta anos por crime de eutanásia. E é por isso que João Paulo II tem a coragem de dizer que hoje nós estamos piores que os nazistas, porque não se ataca mais uma raça humana, mas toda a raça humana enquanto humanidade em si. E também todos esses terríveis programas de esterilização que é a alienação da mulher naquilo que ela tem de mais belo que é a sua feminilidade e a sua maternidade.

É satanás que dessa forma se vinga da Virgem Maria. Porque cada mulher lembra a ele a Mãe de Deus. E vocês sabem que a mulher é o cume de toda a criação. A criação começa com os minerais, depois os vegetais, os animais, em seguida o homem e depois do homem, ainda mais alto, está a mulher. E como ela vem por último é a que está mais próxima de Deus. E é por isso que satanás ataca com tanta raiva as mulheres. Ataca sua maternidade, sua feminilidade. É por isso que na pornografia é a mulher que é atingida e que se torna suja. Reduzida a ser objeto de prazer. Atrás de tudo isso está satanás que ataca Maria. E aí nós chegamos a esse grande drama de hoje, esse enorme massacre de inocentes que existe nos nossos dias. Somente Jesus e sua mamãe podem curar esta ferida tão profunda no seio da humanidade. Cicatrizar a ferida que fica com o aborto é um dos ministérios mais especiais da Virgem Maria.

Essas crianças abortadas vão preparar no céu o lugar de seus pais e recebê-los. E eu vejo que freqüentemente são as jovens que sofreram a humilhação terrível do aborto – às vezes sob uma pressão social e familiar terrível, também por um pecado do próprio homem, que não respeita a mulher – que vão anunciar o amor à Virgem Maria. Na minha escola, uma das moças que havia passado por esse sofrimento suplicou aos seus companheiros: “Eu suplico que vocês nunca façam o que eu fiz, porque uma criança pesa mais na consciência do que nos braços da sua mãe”. E hoje Jesus quer abençoar e agradecer a vocês por tudo que fazem para salvar a vida dessas criancinhas. Ele agradece pelas famílias que acolheram as crianças cujas mães não queriam cuidar. Cada uma dessas famílias é Belém que acolhe Jesus.

Jesus fica maravilhado quando vê em todo o mundo casais jovens que se levantam em defesa da vida. Em algumas regiões da França os abortos diminuíram 50% depois que alguns casais de jovens passaram durante alguns anos em todas as escolas da região para simplesmente mostrar a beleza, o esplendor, a maravilha de uma criancinha no seio de sua mãe. É preciso salvar a vida através do esplendor da própria vida. E hoje aparecem mais e mais esses cavaleiros, esses combatentes em favor da vida, com uma coragem extraordinária. Depois da Carta Evangelium Vitae na Itália houve cada vez mais médicos e enfermeiros que fazem conscientização nos hospitais e recusam fazer matança.

Nós vivemos no século mais assassino, onde houve mais matança em toda a história da humanidade. Todo o nosso século foi uma seqüência de guerras e de genocídios. Se você soma todos esses milhões de pessoas que foram mortas nos últimos cem anos em guerras e genocídios e multiplicar por seis chega a um milhão, e nós sabemos que neste ano completou-se um milhão de crianças abortadas somente nos últimos 20 anos. João Paulo II, em Denver, disse que nós não podemos afirmar que essa matança de crianças seja menos grave só porque é feita de uma maneira mais científica e mais segura.

Continua sendo um assassinato. Um dia Madre Teresa de Calcutá estava em Washington com dois mil parlamentares, estava acontecendo a guerra civil da Bósnia e ela disse: “Como é que vocês, parlamentares, podem se opor a essa guerra civil se aceitam no país de vocês esse auto genocídio que é o aborto? Como vocês têm coragem de defender o direito do homem, se tiram do homem seu primeiro direito, que é o de existir? Então, toda construção da justiça, todo palavrório, se afunda nessa realidade. Vocês aceitam essa guerra dos poderosos contra os mais frágeis, e acabam assassinando aqueles que não podem nem gritar ou chorar em defesa própria. Então, não sei como vocês se espantam que países poderosos arrasem países pobres. Por que vocês se espantam?”

Vejam como é bela a nossa Igreja! Vejam que nos dias de hoje somente a Igreja protege a vida humana, lá onde ela é mais frágil. A Igreja se torna assim o povo da vida. E o nosso grande chefe nessa batalha em favor da vida, claro, é São Miguel, mas é também João Paulo II. Quando ele chegou em Denver, ao descer do avião disse: “América, se você ama a liberdade, ame a vida. Sem vida não há liberdade e sem liberdade não há vida. Então amem e protejam a vida. A Igreja é o lugar do amor à vida”.

E quando ele voltou a Washington, dois anos depois, Bill Clinton disse: “Santo Padre, se o senhor olha para o futuro com os olhos de criança, então o futuro pertence ao senhor”. Eu estava em Roma para os 50 anos de sacerdócio de João Paulo II e lá estava também o diretor da revista americana Time, que foi até Roma para dizer: “Santo Padre, você é o homem de todos os anos, o homem de todas as épocas, porque no grande combate da vida você já se tornou o grande vencedor”.

E vocês se lembram da Conferência do Cairo, realizada nesse mesmo ano, que queria fazer do aborto o meio legal para o controle da densidade demográfica. E isso só foi evitado pela coragem do Santo Padre. Quando nessa conferência a delegação do Vaticano foi vaiada pela delegação dos Estados Unidos, oito países muçulmanos tomaram a defesa do Santo Padre.

Os muçulmanos disseram: “O Santo Padre defende tudo aquilo que nós sentimos e pensamos sobre o assunto da vida.” Ele é o porta voz de toda a humanidade, para salvar a humanidade e, como ele diz, para proteger o homem contra o próprio homem, para salvar a beleza e a bondade do homem contra a mesquinhez do homem. Eu estive no Congresso Internacional da Família e ouvi os pentecostais, os batistas, os ortodoxos, ouvi judeus e até muçulmanos que diziam: “Nós não somos católicos, mas somos a favor e seguimos o seu Papa católico”.

Nesse ano de 1998, ano do Espírito Santo, peçamos a Ele que suscite no campo da política, corajosos defensores da vida, como o santo rei Balduíno, da Bélgica, que recusou a legalização do aborto no seu país, mesmo sabendo que essa posição ia contra sua Constituição. Ele preferiu Deus aos homens. Acreditava que o papel do rei era defender os pobres, cuidar deles e assim não permitiu que seu povo matasse suas crianças.


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