Formação

Maria em minha vida

Em novembro de 1996, meu filho e eu encontramos Nossa Senhora em nossa vida. Foi uma prova de amor e tanto!
Eu havia feito o Seminário de Vida no Espírito Santo, participava do ECC (Encontro de Casais com Cristo) e freqüentava minha paróquia, enfim, buscava a Igreja para me livrar de um vazio que me deixava triste, irritada e com uma insônia crônica que me levava a assistir àqueles programas evangélicos nas madrugadas.

Comecei a me interessar por outras igrejas, acreditando que, se deixasse de ser católica, eu seria como aqueles irmãos: “totalmente sem problemas”. Então, fui deixando de ir à missa, passei a me confessar “diretamente a Deus” etc.

Percebi, porém, que a Mãe do céu me mandava alguns recados através de meu filho. Ele tinha um ano de idade e sempre que via o terço pendurado no berço apontava ou chamava minha atenção para ele.
Num certo Domingo, ele me fez sair de casa para comprar uma coca-cola. Procuramos nas redondezas, mas não encontramos, todos os estabelecimentos comerciais estavam fechados e a vontade do refrigerante se tornava um desafio. Fomos parar na praça do 5º batalhão, no centro de Fortaleza.

Ao atravessar a rua para voltar para casa, meu filho, que tinha um ano e nove meses, apontou e exclamou: “Mãe, boneca no lixo!” Nossa! Era a imagem da Mãe do céu com Jesus nos braços! Naquele momento, nem me lembrei do programa, do pastor ou do slogan “pare de sofrer”: só me lembrava da infância, quando a “ave-maria” me aliviava do medo de ficar só; lembrava-me do tempo difícil da minha gravidez, quando quase perdi meu filho, mas o consagrei a ela e ele nasceu perfeitinho.

Imediatamente, chamei alguns mendigos que estavam do outro lado da rua para ajudarem na remoção da imagem, porque os 93 quilos que ela pesa e 1,20 m de altura que ela mede não são apenas detalhes. Lógico que havia alguns arranhões, mas nada que a danificasse muito; depois de sua restauração, fizemos o ato de desagravo na Igreja do Carmo.

Se foi lindo? Lindo foi o que Maria, Mãe do céu, fez em minha vida. Preciso dizer que o vazio foi preenchido pelo Filho que ela trouxe nos braços? Maria me fez ver o quanto preciso dela para ir até Jesus, que é minha vida hoje. Também me fez descobrir que o sofrimento vivido aqui é prova de que Deus nos prepara para nosso retorno a Ele e que não há ninguém mais próximo do Filho do que a própria Mãe. Sem contar que meu pai parou de beber e minha mãe tornou-se ministra da Eucaristia.
Hoje participo de um grupo de oração da Comunidade Shalom, pertenço a Deus e vejo o quanto minha vida mudou e, mesmo conhecendo as minhas fraquezas e imperfeições, sinto-me profundamente amada e segura nas mãos de Jesus.

Sei o quanto Maria toma conta de mim, vejo nitidamente que ela está presente em cada momento da minha vida, conduzindo-me sempre à vontade do Pai. Agradeço a Deus por ter me proporcionado essa chance, por ter me mostrado o tamanho da minha cegueira e ter me acolhido em seus braços. Digo a vocês, com toda segurança, que não há desespero que suporte um Terço ou Ofício rezado com amor e fé para aquela que nos traz Jesus, que nos leva diretamente ao Pai.

Germana Silva de Souza


Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Comunidade Shalom. É proibido inserir comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem os direitos dos outros. Os editores podem retirar sem aviso prévio os comentários que não cumprirem os critérios estabelecidos neste aviso ou que estejam fora do tema.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *