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Missionária curada do câncer: “Eu aprendi a confiar”

Neste dia do enfermo, conheça a história de Edna Meneses, missionária que foi curada do câncer.

Hoje, 14 de janeiro, é o dia mundial da pessoa enferma. No momento em que você lê esse texto, milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com as mais diversas mazelas do corpo e da alma. Nos hospitais, são muitos os que seguem em tratamentos de alta complexidade, em casa, existem ainda aqueles que estão medicados ou necessitam do auxílio de aparelhos para seguir em frente.

Tratar da saúde é um ato de humildade e de coragem, e muitos são aqueles que, depois de terem atravessado o deserto da debilidade física, conseguem encarar a vida com mais ousadia, sem adiar aquilo que precisa ser feito.

Edna Meneses, 52, empresária, é missionária da Comunidade de Aliança Shalom. Há 8 anos, ela recebeu uma notícia que mudaria para sempre o rumo da sua vida.

Mas antes disso acontecer, no mês de abril de 2011, ela aceitou um pedido da sua irmã para conhecer melhor a Comunidade Shalom e frequentar um grupo de oração.

Após participar de alguns encontros, observando a forma como as pessoas serviam no Shalom, começou a sentir o desejo de fazer o mesmo. “Quando eu ia para o grupo de iniciantes algo chamava a minha atenção: aquelas pessoas de vermelho rezando pelas outras, os servos de seminário. Mesmo tendo chegado recentemente, eu tinha a certeza de que um dia queria fazer aquilo”, comentou Edna.

A divina providência

Edna sempre levou uma vida agitada, sem tempo para cuidar da saúde e fazer exames de rotina. Certo dia, em uma Sexta-feira da Paixão, na Semana Santa de 2011, ela decidiu ir para uma emergência hospitalar. “Não sei ao certo o que me impeliu a fazer isso. Eu acho que, na verdade, pensei quanto fazia tempo que eu não me consultava. Simplesmente fui, mesmo sem estar sentindo nenhuma dor”, recordou.

Ao chegar no hospital, Edna foi atendida e o médico ressaltou que ela precisaria estar sentindo algo de concreto para que algum exame fosse feito na emergência. Como não era o caso, ele indicou um ginecologista para que ela pudesse fazer um check up. “Foi tudo muito rápido. Saí do hospital com o ginecologista marcado para poucos dias depois, o que é algo raro. Sei que Deus tinha pressa e ali já havia começado a abrir as portas”, comentou.

Uma difícil descoberta

O dia da consulta chegou. Edna foi orientada a fazer diversos exames, dentre eles, uma ultrassom. Alguns dias depois, foi mostrar os exames para o profissional, que foi o encarregado de dar um difícil comunicado: Edna estava com câncer em um dos ovários. “Eu lembro do momento em que o médico me deu a notícia. Eu comecei a chorar e só pensei na minha filha, que na época tinha 15 anos. Lembrei também da minha mãe, que estava lá fora me esperando, no corredor do hospital. Eu não queria sair da sala do médico”, recordou.

Ao sair do consultório, deu a difícil notícia para a sua mãe. “Para a minha surpresa, a minha mãe, que se chama Maria do Livramento, me disse as seguintes palavas: ‘filha, Nossa Senhora vai te curar’. E eu sabia que aquelas não eram só palavras de mãe, mas uma profecia, uma promessa. Senti uma coragem inexplicável em meu coração.

O tratamento e uma surpresa

Depois do diagnóstico, Edna precisou marcar uma cirurgia de urgência, devido à gravidade da doença que avançava. “É um câncer raro. O médico me disse, olhando nos meus olhos, que eu poderia morrer antes do tempo. Aquela constatação era difícil pra mim”, lembrou.

Em maio de 2011, ela fez a cirurgia. A partir dali, era necessário um tempo de espera de novos resultados para a confirmação da necessidade ou não da Quimioterapia. “Foi um período muito que exigiu muita coragem de mim. Eu ia de moto, todos os dias, fazer diversos exames e tomar algumas medicações em um centro ontológico. Passei a ser acompanhada por um especialista e os meus resultados eram estudados por médicos de outros estados”, recordou Edna, pensativa.

O poder da oração

“Uma das coisas que me marca até hoje é a força da intercessão da minha mãe. Lembro de vê-la chorando e pedindo que não levasse a sua filha. As suas lágrimas e pedidos incessantes à Nossa Senhora com certeza foram ouvidas”, comentou Edna, reconhecendo o valor de uma intercessão constante e amorosa.

Depois de um tempo de incertezas e esperas, Edna foi incentivada a fazer o Cerco de Jericó, conjunto de Missas celebradas em vista de uma graça em especial. Mesmo com a debilidade física, ela conseguiu ser fiel à todas as sete missas propostas pela espiritualidade do Cerco. As celebrações eram presididas por Padre Antônio Furtado, às quintas, no Shalom da Paz, em Fortaleza. Edna sempre pedia pela sua cura, ao mesmo tempo em que obedecia as orientações do médico.

“Aqueles meses eram decisivos para a decisão da quimioterapia. Eu tinha que repetir muitos exames e era observada com cautela. O mais inacreditável de tudo era que às quintas, nas missas, eu sempre sentava lá atrás, muito escondida. Mesmo assim, ao final, na adoração, o Padre simplesmente ia até onde eu estava e me tocava com o Santíssimo Sacramento. Em um desses dias, eu senti meu corpo inteiro arder, queimar. Ali eu tive a certeza da cura”, comentou Edna.

A boa nova

Em um dia decisivo daquele mesmo ano, Edna realizou um procedimento que finalmente iria constatar o grau em que estava a doença e verificar a necessidade ou não de um tratamento com quimioterapia. Ao receber o resultado, muito temerosa, ela não acreditou no que viu: a doença regrediu inesperadamente e ela não precisaria entrar em um tratamento mais intenso.

A tribulação do câncer chegou em minha vida no ano em que conheci a Comunidade e com ela, tive a certeza de que nada é por acaso. Deus tinha um propósito para tudo a cada tempo

“Ali eu aprendi a confiar. Foi incrível. Ver com os meus próprios olhos a rapidez da regressão da doença me fez entender que a fé tem uma força enorme. A minha cura foi algo muito grandioso. Todo esse ciclo se fechou na Festa dos Arcanjos, no Cerco de Jericó daquele ano. Eu recebi a minha graça e pude contemplá-la através de cada novo resultado que ia recebendo. No meu peito só ecoava gratidão. A tribulação do câncer chegou em minha vida no ano em que conheci a Comunidade e com ela, tive a certeza de que nada é por acaso. Deus tinha um propósito para tudo a cada tempo”, frisou Edna.

Um recado aos doentes

“Eu quero dizer à todas as pessoas que hoje sofrem de alguma enfermidade, especialmente aquelas que tem a cura mais difícil: se abandonem em Deus. Não deixem de confiar, não deixem de acreditar. Ele tem propósitos maiores do que os nossos. Quer nos fazer fortes, guerreiros, felizes, plenamente felizes. Hoje eu tenho forças para lutar pela vida”, concluiu.

No ano de 2017, após trilhar um Caminho Vocacional na Comunidade Católica Shalom, Edna encontrou o seu lugar na Igreja ingressou como postulante. Hoje, como missionária, ela anuncia com a sua vida que Cristo é a verdadeira esperança e que para Ele, nenhuma coisa é impossível.

Neste dia do enfermo, confira a Oração de São Padre Pio Pelos Doentes.


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