Shalom

No Sábado Santo não adoramos o madeiro, mas o mistério

No segundo dia do retiro, meditamos “Jesus que vence as aparências” e tivemos como pregador Glaucos Ribeiro, consagrado da Comunidade de Aliança. “O Sábado santo é a aurora do grande dia da Ressurreição, e mesmo sendo um dia de meditação e silêncio, já podemos contemplar a luz de Deus que deseja adentrar nas trevas do nosso coração”, disse o pregador.

Neste dia não existe liturgia específica, o altar fica “nu”, não há comunhão, calam os sinos, os instrumentos e em nosso meio só existe um único sinal que é a CRUZ. Cristo reabriu as portas do céu aos homens, desceu à mansão dos mortos para salvar os justos e os levou para eternidade.

No Sábado Santo não adoramos o madeiro, mas o mistério. Ao morrer na Cruz Jesus vence a escuridão das nossas aparências e revela nossas verdades. Quando nos distraímos da vivência do sábado deixamos de contemplar a luz de Deus e o seu agir em nós.

“Assim, pois, como Cristo padeceu na carne, armai-vos também vós deste mesmo pensamento: quem padeceu na carne rompeu com o pecado, a fim de que, no tempo que lhe resta para o corpo, já não viva segundo as paixões humanas, mas segundo a vontade de Deus.” (1 Pedro 4,1-2)

O pecado nos ensina a colocar máscaras, fantasias e com o tempo acabamos ganhamos uma “nova fisionomia”, que faz com que enganemos a nós e aos outros dizendo que vivemos em paz.

“Através da confissão buscamos a reconciliação com Deus. E para que ela ocorra, inteiramente, é preciso que nosso pecado seja nominativo, quantitativo e qualitativo, sem fingimentos e superficialidades”, destacou Glaucos Ribeiro. Uma boa confissão mostra quem verdadeiramente somos a Deus. 

O pecado se entranha em nós quando adentramos no mundanismo, que impede a luz de Cristo entrar em nossa vida. Com o passar do tempo vamos criando as mais diversas desculpas para não apresentarmos a nossa verdade, porque falar quem somos é uma luta contra nosso orgulho.

Deus anseia ardorosamente nos libertar, tirar as nossas máscaras e fazer de nós homens e mulheres livres, mas para isso precisamos de CORAGEM. Como em Pentecostes que possamos ser invadidos pelo Espírito Santo e deixar morrer o que há de velho em nós, afinal, Deus pode tudo.

Após o retiro a Comunidade Católica Shalom viveu a Vigília Pascal na Catedral da Sé, em Olinda, juntamente com o Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido. Toda a missão cantou alegremente no final da celebração:

“Somos nos este povo alcançado por tua luz

Fruto da tua obra na cruz

O Senhor nosso Deus

Que merece o louvor, todo nosso amor

É o Rei que venceu, ao Cordeiro

A vitória, o poder, honra e glória

Ressuscitou, ressuscitou”

(Música: Ressuscitou – Comunidade Católica Shalom)

 


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