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Formação

O diálogo para maturar o amor na vida familiar

O diálogo é uma modalidade privilegiada e indispensável para viver, exprimir e maturar o amor na vida familiar.

O Comshalom elaborou uma lista de dicas práticas para melhorar o ambiente familiar. Ao longo desta semana, publicaremos uma série sobre os desafios e oportunidades para fortalecer os laços familiares.

A primeira coisa a saber dessa lista é que ela não é bem uma receita de bolo. Onde misturamos os ingredientes e voilá temos o bolo prontinho. Os ingredientes precisam de um toque pessoal, pois uma família não é igual a outra. Por certo, em algumas talvez se precise de uma dose extra de algum  ingrediente indicado, ou se precise deixar a mistura crescer por mais tempo para ter o resultado esperado.

Os ingredientes dessa lista foram extraídos de diversas homilias do Papa Francisco e do livro Família, Relacionamento conjugal e educação dos filhos.

Precisamos falar sobre…nós

Precisamos falar sobre o tempo, sobre nossas tarefas, sobre o nosso dia, sobre tudo o que tem influência sobre nós.  Não somente falar, mas também escutar o outro. Entrar num verdadeiro diálogo que é muito diferente da tagarelice.

O diálogo é uma modalidade privilegiada e indispensável para viver, exprimir e maturar o amor na vida familiar.

Reservar tempo, tempo de qualidade, que permita escutar, com paciência e atenção, até que o outro tenha manifestado tudo o que precisava de comunicar. Isto requer a ascese de não começar a falar antes do momento apropriado. Em vez de começar a dar opiniões ou conselhos, é preciso assegurar-se de ter escutado tudo o que o outro tem necessidade de dizer. Isto implica fazer silêncio interior, para escutar sem ruídos no coração e na mente: despojar-se das pressas, pôr de lado as próprias necessidades e urgências, dar espaço.

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Muitas vezes um dos nossos familiares não precisa duma solução para os seus problemas, mas de ser ouvido. Tem de sentir que se apreendeu a sua mágoa, a sua desilusão, o seu medo, a sua ira, a sua esperança, o seu sonho.

E isso só é possível quando valorizamos verdadeiramente o outro, e dessa maneira tudo o que pode ser razão da sua alegria, da sua tristeza. Outro fator importante é a convicção de fundo de que também eu tenho algo para dar, ainda que não sejam conselhos fantásticos, mas  a própria atenção, o colo e o consolo da partilha. Isso tudo ingrediente de unidade para além da uniformidade.

Luana Santana


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