Formação

O Pentecostes nos impulsiona a ser uma resposta para o mundo

Muitas vezes esse “ir” e “fazer” acaba sendo a eutanásia de uma vocação, caso não seja acompanhada pelo Espírito Santo, pois caímos na tentação de achar que é o nosso servir que nos santificará e esquecemos que só o Paráclito tem essa capacidade.

Na noite de Pentecostes fica muito evidente aos nossos olhos o envio de Jesus e a coragem dos discípulos em partir para pregar o Evangelho para todo o mundo. Com toda certeza foi graça do Espírito Santo, pois encontravam-se amedrontados por tudo que tinham recentemente vivenciado na paixão.
 
Atualmente esse “ir” dos discípulos é realizado por muitos cristãos (quando digo “ir”, me refiro ao “fazer” algo), porém, vem sendo atrelado ao ativismo desenfreado e mundano que acompanha o indivíduo. Mesmo após sua experiência com Deus e iniciando uma caminhada dentro de uma comunidade ou paróquia, o indivíduo corre o risco de cair nesse ativismo, afinal, estar engajado não é segurança para ninguém, pois o mundanismo não foi abolido dentro da Igreja.
 
Muitas vezes esse “ir” e “fazer” acaba sendo a eutanásia de uma vocação, caso não seja acompanhada pelo Espírito Santo, pois caímos na tentação de achar que é o nosso servir que nos santificará e esquecemos que só o Paráclito tem essa capacidade. Claro, na nossa bendita liberdade. Só Ele pode nos dar a graça do Amor Esponsal que nos faz entender o quanto somos amados, e aí sim a tudo se dispor e a tudo fazer. 
 
O primeiro dia da semana dito no Evangelho é domingo e não segunda-feira, pois a primazia para um cristão é a alegria da ressurreição, e não o trabalho e a labuta, ou seja, não é o “fazer”. Somos sabedores que a santidade é um caminho árduo, porém, antes de amar a Deus sobre todas as coisas, vem a graça, que é o próprio Espírito Santo, sem Ele todo o “fazer” torna-se lei, e a lei mata, mas a Nova Lei que é o Paráclito, nos consome de amor ao Amado.
 
Saymon Azevedo

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