Formação

O que é um Sínodo?

O Sínodo dos Bispos foi instituído pelo Papa Paulo VI  com o Motu proprio Apostolica sollicitudo, de 15 de setembro de 1965.

Mas o que é o Sínodo? A palavra “sínodo” vem de duas palavras gregas: syn, que significa “juntos”, e hodos, que significa “estrada ou caminho”. Logo, o Sínodo dos Bispos pode ser definido como uma reunião do episcopado da Igreja Católica com o Papa para discutir algum assunto em especial, auxiliando o Santo Padre no governo da Igreja.

O Sínodo dos Bispos foi instituído pelo Papa Paulo VI  com o Motu proprio Apostolica sollicitudo, de 15 de setembro de 1965. Desde então, foram realizadas 25 Assembleias Sinodais. Segundo definição do próprio Pontífice, no Angelus de 22 de setembro de 1974, o Sínodo dos Bispos:

“É uma instituição eclesiástica, que nós, interrogando os sinais dos tempos, e ainda mais procurando interpretar em profundidade os desígnios divinos e a constituição da Igreja Católica, estabelecemos, após o Concílio Vaticano II, para favorecer a união e a colaboração dos bispos de todo o mundo com essa Sé Apostólica, através de um estudo comum das condições da Igreja e a solução concorde das questões relativas à sua missão. Não é um Concílio, não é um Parlamento, mas um Sínodo de particular natureza”.

Metodologia que pauta os trabalhos do Sínodo: é baseada na colegialidade, um conceito que caracteriza cada fase do processo sinodal, desde a preparação até as conclusões das Assembleias. Os trabalhos alternam análises e sínteses, com uma dinâmica que permite a verificação dos resultados e o exame de novas propostas. “Cada fase desse processo se desenvolve em um clima de comunhão colegial”, informa a Santa Sé em seu site oficial.

Quem escolhe o tema do Sínodo?

Tema e instrumento de trabalho: Quem escolhe o tema do Sínodo é o Papa, após um estudo elaborado pelo Conselho da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, que avalia as sugestões recebidas. Com o tema definido, prepara-se a Lineamenta, documento que apresenta as linhas principais do tema do Sínodo e, após a aprovação do Papa, é enviado ao episcopado. Após um estudo, os bispos enviam uma relação sobre essa Lineamenta para a Secretaria Geral. Só então é redigido o Instrumentum laboris, documento que é ponto de referência durante a Assembleia sinodal.

Tipos de Assembleia: Com relação às Assembleias, há aquelas que são ordinárias e as que são extraordinárias. As primeiras são realizadas a cada quatro anos e, as segundas, o Papa convoca a qualquer tempo.

Há também as Assembleias Especiais, realizadas nos continentes. Exemplos: Assembleia Especial para a África, realizada em 2009, e a Assembleia Especial para o Oriente Médio, realizada em 2010. Das 25 Assembleias realizadas até hoje, 10 foram especiais.

Após o Sínodo: O Papa emite um documento chamado Exortação Apostólica, no qual resume e aprova as principais conclusões dos bispos durante as reuniões.


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