Igreja

Papa pede trabalho livre, criativo, participativo e solidário para todos

papa trabalhoO Santo Padre iniciou suas atividades, na manhã deste sábado (23/5), recebendo, no Vaticano, em audiências sucessivas, o Cardeal Marc Ouellet, Prefeito da Congregação para os Bispos; e os Primeiros Ministros da Bulgária, Bojko Borissov, e da Macedônia, Nikola Gruevski, com suas respectivas comitivas governamentais.

No final da manhã, o Papa encontrou, na Sala Paulo VI, cerca de 7 mil membros das Associações Cristãs de Trabalhadores Italianos (ACLI), por ocasião de seus 70 anos de fundação, aos quais disse inicialmente:

“Este aniversário é uma ocasião importante para refletir sobre a sua alma associativa e sobre as razões fundamentais que os impeliram e ainda impelem a vivê-las com dedicação e paixão. O que mudam no mundo global não são tanto os problemas, quanto a sua dimensão e urgência. Devemos propor alternativas equânimes e solidárias, que sejam realmente praticáveis”.

As desigualdades, a precariedade de trabalho, o trabalho sem carteira assinada e a extorsão criminosa, sobretudo entre as jovens gerações, frisou o Papa, espezinham a dignidade, impedem a plenitude da vida humana e bradam por uma resposta solícita e vigorosa. E exortou:

“Portanto, convido-os a realizar um sonho mais nobre: fazer com que, mediante um ‘trabalho livre, criativo, participativo e solidário’, o ser humano possa exprimir e engrandecer a dignidade da sua vida. Tais características fazem parte da história de suas Associações e hoje, mais do que nunca, devem ser colocadas em prática a serviço de uma vida mais digna para todos”.

Neste sentido, o Pontífice recordou ainda alguns aspectos, que devem ser levados em consideração: acolher as jovens gerações, que batem à porta da Itália, em busca de um futuro melhor; fazer uma aliança nova contra a pobreza, propondo um plano nacional para um trabalho decente e digno; enfim, rever e aplicar a Doutrina Social da Igreja diante dos novos desafios da sociedade. E o Papa concluiu:

“A inspiração cristã e a dimensão popular determinam o modo de compreender e atualizar a tríplice fidelidade histórica das Associações para com os trabalhadores, a democracia, a Igreja. No contexto atual, poderíamos dizer que estes três aspectos se resumem em uma fidelidade nova e sempre vigente: a fidelidade aos pobres”.

 

Fonte: Rádio

 


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