Shalom

Pentecostes: Graça que se atualiza!

Nesses últimos três dias, a Comunidade Católica Shalom viveu o Tríduo de Pentecostes em diversas missões, num gesto de preparo comunitário para a Promessa do Pai que torna a ocorrer e ser celebrada neste domingo de Pentecostes.

 

A Promessa do Pai

Mas como falar dessa promessa como se ela tivesse se realizado no passado, quando que, na verdade “falamos de uma Pessoa que não é desconhecida a nós”?, indagou Ronaldo Pereira, consagrado da Comunidade de Aliança na missão de Guarulhos, durante sua pregação sobre a Promessa do Pai. Logo no primeiro dia Deus deixava claro de que esta promessa se cumpre no dia-a-dia de cada um que verdadeiramente clama por este Poder do Alto. Poder este que, como descrito no livro dos Atos dos Apóstolos, nos envia como testemunhas do próprio Cristo (cf. At 1, 8), pois nos transforma profundamente, levando-nos à grandes obras para Deus.

E como identificar que este Pentecostes é algo atual, para cada um de nós? “A prova dessa intervenção é o próprio agir de Deus na nossa história”, afirmou Ronaldo. A nossa história está repleta de marcas da misericordiosa intervenção de Deus, que nos conduziu pelo Espírito até aqui. Em outras palavras, nossa vida é a prova concreta de que onde o Espírito de Deus toca não se faz mais o mesmo, mas há a recriação do homem.

Desta forma, Deus convida a cada um a olhar para sua história de vida, para as pessoas que foram instrumentos dEle, onde não pela simples disposição deles, mas pela própria Promessa do Pai, Deus nos colocou em movimento: como indivíduo, como filho, como cidadão, como Comunidade, como Igreja. Por Sua vontade, fomos e somos recriados em Seu Espírito, tanto no nosso imperfeito e fraco amor, quanto na nossa tantas vezes infiel vida de oração. Somos recriados na nossa confiança nEle, não mais em planos próprios, mas naquilo que Ele escolheu nos dar.

 

Que a morte opere em nós para que outros tenham vida!

Meditando ainda a passagem de At 4, 23-31, Luciana Peres, consagrada da Comunidade de Vida e responsável local da missão de Guarulhos, pregou com base no que Deus falou ao Conselho Geral e que já se encontra disponível na Revista Escuta 2019: “Em Sua sabedoria, Deus nos convida, no meio de nossas lutas, a não concentrar as nossas orações em nós mesmos, mas voltá-las a Deus como fizeram os seus discípulos, inflamados pelo Espírito”.

Qual o centro da minha oração? Os apóstolos verdadeiramente tinham consciência de quem eles eram e de Quem eles seguiam. Com seus olhares voltados para Ele, Deus nos convida a este novo tempo de missão, evangelização e de vida consagrada à Ele. “Irmãos, Deus nos convida a um novo patamar no qual Ele pode fazer o que quiser conosco, com nossas vidas. Deus anseia por missionários que tenham suas vidas em pouca conta”, afirmou Luciana.

Assim, nos colocando de joelhos, em adoração, Deus chama a Comunidade, a missão, a um novo ardor missionário, numa parresia diferenciada, como pessoas que não poupam suas vidas, nos permitindo sermos treinados pelo Espírito para morrer pelo outro, pelos jovens, por todos os homens, por amor.

 

Um coração mariano

No terceiro dia do Tríduo, a missa votiva ao Espírito Santo, presidida pelo Pe. Fabrício, consagrado da Comunidade de Aliança, falou sobre onde este Pentecostes de Amor ocorre: “Para nós, este local não se resume a uma coordenada geográfica, mas é existencial, é o local onde a morte não tocou: o ventre de Maria”. Portanto, é em Maria que Deus quer nos recriar, Maria que é modelo de unidade, de adoração e oração mediante a todos os mistérios da vida de Jesus. “Dentro do ventre de Maria, estamos vulneráveis ao Espírito, à esta recriação com um coração mariano”, afirmou o padre. Assim como Maria, neste tríduo somos convidados a esta abertura ao Espírito por sua intercessão, abertura esta que nos envia a muitos “João Batista” que, pela visitação, foi batizado no Espírito, onde estes se tornarão profetas pela evangelização, pela nossa evangelização.

Desta forma, que este Pentecostes não seja “só” uma outra solenidade, um compromisso, mas que seja este novo tempo, este Pentecostes de Amor, com a parresia diferenciada daqueles que, por Graça, são testemunhas do Eterno e que, com um coração mariano, são enviados a resgatar o que para o mundo parece ser impossível.

 

Shalom!

 

Jéssica Verônica


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