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3 passos para fazer crescer o dom de Fortaleza

O dom de Fortaleza é o dom do Espírito que nos torna capazes de assumir com coragem as lutas necessárias para uma vida santa. Ele vem acompanhado de coragem, para enfrentar sem medo os ideais grandes que Deus nos apresenta, e paciência, para aceitar com firmeza as contrariedades, incompreensões e perseguições. O martírio é o máximo grau de fortaleza cristã. Vinde Espírito Santo, fortaleza de Deus, força na nossa fraqueza! “Sem o vosso poder divino, nada há de bom no homem, nada há que seja puro”.

Veja alguns pontos para fazer crescer este dom precioso na alma.

1- Agarra-se a um forte ideal
Só pode ser forte aquele que tem um ideal igualmente forte. Sem isso, qualquer motivo que se apresente será bastante para adiar aquele propósito santo, a luta contra algum pecado, o crescimento na graça. Uma vida sem ideal é triste, facilmente se decompõe e afunda na moleza. O Amor é o grande ideal cristão. “Quem conhece Cristo, quem se enamorou dele e dele fez seu ideal, entende por experiência estas palavras do Cântico dos Cânticos: O amor é forte como a morte…, suas chamas são chamas de fogo, labaredas divinas. Águas torrenciais não puderam extinguir o amor (Ct 8,6-7).”

2- Ter vida de Oração
A grande fonte da Fortaleza cristã é a confiança total em Deus. Porque Tu és, ó Deus, a minha fortaleza (Sl 42 [43],2). A primazia da graça, a oração cheia de fé e constância é o alimento deste dom na alma do cristão.

3- Persistir no esforço contínuo
Se queremos crescer neste dom, primeiro precisamos nos abrir à graça de Deus. Mas ele exige de nós uma resposta firme. Sacrifício, mortificação concreta da moleza e de outras fraquezas. Para obter a fortaleza de Deus, é preciso que nós nos esforcemos sinceramente, com generosidade, em colaborar, tomando a nossa cruz, como Cristo nos pede: nosso sacrifício diário, voluntário, corajoso e simples.

Alguns questionamentos que podem nos ajudar a avaliar nossa abertura a este dom:

─ Vivo aberto a grandes ideais, mesmo que me veja fraco, porque tenho a consciência de que Deus não chamou ninguém à mediocridade, mas à santidade?

─ Já tenho alguma experiência da força que o amor, sobretudo o amor a Deus, pode infundir à vida, transformando uma pessoa amorfa em alguém dinâmico, esforçado, criativo e generoso?

─ Percebo que serei fraco na medida em que for egoísta. Mesmo na vida espiritual cristã, se só cuido de eu ser melhor, mas não me “dou”, não me “entrego” ao serviço dos demais, muitas das minhas virtudes serão mais aparentes que reais?

─ Confio em Deus? Lembro-me de que Cristo insistiu na necessidade da oração, para recebermos as graças de que necessitamos, e nos mandou pedir com humildade e perseverança, confiando plenamente em  nosso Pai Deus?

─ Peço a fortaleza que me falta, ao mesmo tempo em que me esforço por conquistá-la?

─ Fico pessimista ao ver as minhas dificuldades e fracassos? Compreendo que, se perseverar na oração e no esforço, poderei dizer como São Paulo: “Tudo posso naquele que me dá força”?

─ Sou generoso nas mortificações necessárias para ir desgastando, vencendo aos poucos as minhas fraquezas? Compreendo que, neste ponto, a constância, a “perseverança sempre retomada com esforço” de que fala o Catecismo, é fundamental?

─ Dou valor às mortificações pequenas, que tanto ajudam a temperar, a fortalecer o caráter, por exemplo: ser pontual, especialmente na hora de levantar e nos horários de trabalho e de estudo; ser equilibrado e sóbrio na comida e na bebida, e também ser controlado no uso de aparelhos eletrônicos; esforçar-me por evitar “o ar de cansado”ou de “aborrecido”, etc?

─ Desprezei sacrifícios pequenos (como ter detalhes amáveis com os outros, prestar pequenos serviços, cuidar melhor as coisas materiais), com a desculpa e que “não têm importância”, quando na realidade, não era questão de importância mas de moleza?

Fonte: Pe. Francisco Faus

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