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Saiba mais sobre Santo Inácio de Antioquia

Uma tradição declara que ele era a criança mencionada em Mateus (18:1-6) que teria sido colocado por Cristo entre os apóstolos. Ele foi o segundo Bispo de Antioquia (de acordo com Origens) ou o terceiro (de acordo com Euzébio) e também chamado de Theophoros (Carregador de Deus).

Algumas fontes dizem que teria sido um perseguidor dos cristãos e foi convertido por São Paulo ou São João, o evangelista. A tradição diz que ele foi consagrado bispo por São Pedro, antes de São Pedro deixar o leito de morte do seu antecessor, Santo Evodius. Ignacius governou por 40 anos. O seu principal feito e sua fama vem do seu martírio.

Durante a perseguição do Imperador Trajano, ele foi preso por 10 soldados, amarrado e levado para Roma. Os soldados embarcaram em um navio que navegou ao longo do sudoeste da costa da Saia Menor, em vez de irem direto para a Itália. Ignacius foi recebido por multidões de cristãos em cada porto que o barco aportava e ele era maltratado pelos seus captores.

Em uma das suas cartas ele diz: “Da Síria a Roma eu pareço estar lutando com bestas selvagens, noite e dia, na terra e no mar, parecem 10 leopardos. Um monte de soldados cujo tratamento que me dão é cada vez pior, quando mais bondoso sou com eles”.

Em todas esta paradas pode Santo Ignacius reafirmar o fervor religioso nos vários portos ao longo do caminho e em Smyrna ele se encontrou com São Policarpo, na época um jovem. Ele ainda escreveu várias cartas em Éfesus, e para as igrejas de Magnesia e Tralles (cujos bispos vinham visita-lo) e para os cristãos de Roma.

Os guardas estavam ansiosos para de Smyrna de modo a chegar logo em Roma antes que os jogos terminassem. Em Lystra, antes de cruzar para a Europa, ele escreveu três cartas para os cristãos de Philadephia e Smyrna dando adeus e conselhos ao Bispo Policarpo. Quando o navio chegou a Roma ele pediu aos cristãos para não intervirem no seu martírio dizendo que faria com que feras o comessem bem depressa.

A lenda diz que ele chegou em Roma no dia 20 de dezembro, o último dia dos jogos, e foi levado as pressas para o anfiteatro, provavelmente o Coliseu onde foi morto por leões famintos na arena. Diz a tradição que após sua morte o seu coração tinha a imagem de Jesus impressa nele.

Sua relíquias estão na Catedral de São Pedro em Roma. Uma detalhada descrição da viagem é encontrada nos escritos de Agathopus e do diácono Philo, que estavam com ele e também escreveram sete cartas ditadas por ele de instruções a Igreja, e comentários sobre o casamento, a Trindade, a Incarnação, a Redenção e a Eucaristia. As cartas de Ignacius estão entre os mais notáveis e valiosos documentos da Igreja antiga e dá uma preciosa luz as praticas e as crenças no primeiro século após a ascensão de Jesus.

Santo Ignacius urgia os seus leitores a se unirem na Eucaristia sob a presidência do seu bispo. As sua cartas são um vivo acesso a mente e a personalidade do homem que amou apaixonadamente a Jesus e dava expressões vívidas de sua fé. Ele chamava a Eucaristia “o remédio da imortalidade”, o “antídoto da morte”. Para ele “Jesus na cruz fisgou o demônio como um peixe, com a isca do seu próprio Corpo”.

A mais conhecida de suas cartas é a que ele enviou aos cristãos romanos. Nela, ele os implora a não interferirem no seu martírio e declara ser apaixonadamente devoto a Cristo e que não quer perder a chance de ter uma morte violenta e diz: “Permitam-me seguir o exemplo do sofrimento do meu Deus e meu Senhor”.

Ele é mostrado na arte litúrgica da Igreja olhando a um crucifixo, ou com um leão ao seu lado, ou preso em correntes ou segurando um coração com IHS sobre ele, ou com um coração com o IHS rasgado por leões. Alguns o mostram com a imagem de Jesus em seu coração. Tem um ícone da Igreja Grega onde Ignacius é mostrado com Santo Isaac da Síria. Ele tem muitos devotos na Igreja Grega.


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